Algum tempo atrás alguém entrou em contato comigo dizendo que queria fazer missões, mas queria usar os recursos de Deus e não depender dos homens. Eu escutei a declaração e, sinceramente, logo me deu pena. Eu mesmo quando adolescente dizia que queria fazer a obra, mas vivendo pela fé e não pelas condições humanas.
Não está errado o que aquele pessoa me disse e o que eu sempre desejei desde minha adolescecia, mas será que não romantizamos muito essa tal vida pela fé? Eu te faço uma pergunta: Quanto custa o viver pela fé?
O problema não é o viver pela fé, mas o romantizar o “viver pela fé”. E eu volto a fazer a pergunta para fixar em sua mente: Quanto custa viver pela fé? Qual o preço a pagar por viver uma vida na completa dependência do “invisível”? Não é assim que a Palavra diz de Moisés? “Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.” (Hb 11:27)
E quero deixar claro que viver na confiança do Senhor não é viver mar dar rosas, mas existe um alto preço a pagar. Se você quiser uma referência sobre o assunto é só perguntar aos heróis da fé na lista de Hebreus 11 e aqui vou te dar um em especial. O profeta Elias chegou ao ponto de pedir a morte por trilhar este caminho neste mundo mal.
Por outro lado, também quero dizer que se você quiser construir para a eternidade você deve viver pela fé. Custe o que custar, pague o preço que for necessário, mas para ter resultados concretos neste caminho não há outra forma. E quem tenta construir caminhos fáceis edifica castelos sobre areia para si.
A uns meses atrás mandei por e-mail uma carta informativa uma situação desta que é frequente em nossa vida de missões. Vou repeti o que relatei em meu e-mail informativo em que fiz uma viagem para abrir um Ponto de Apoio dentro do Brasil e que quando retornei à minha casa o extratodo do cartão de crédito estava muito alto. Não gastei com nada desnecessário, mas o que realmente eu precisava para fazer a viagem. Cumprir a missão e retornei para minha casa e tinha uma dívida enorme a pagar.
Mas, mesmo com muita conta para pagar havia paz eu meu coração, pois o Senhor havia dado sua Palavra quanto aquela viagem que as portas seriam abertas. A Palavra foi me dada antes de fazer a viagem. Sinceramente falando, eu não me lancei a fazer o meu trabalho e eu não usava meus recursos, mas os recursos do Senhor para cumprir a Obra do Senhor. E fiz porque o próprio Deus havia dito para fazer.
Ao retornar a minha casa eu apresentei a causa ao Senhor. Agradeci pela viagem, pelos bons contatos e por mais uma ponto de apoio aos evangelistas dentro do Brasil; também apresentei minhas dívidas, pois agora eu tinha que pagar.
Dias depois, comecei receber ofertas de pessoas que nunca haviam enviado nenhum recurso para nos apoiar no serviço de missões. Lembro de um irmão que enviou R$300 e depois me escreveu dizendo que havia enviado a oferta. Eu agradeci e disse para que usaria o dinheiro e também disse que estava chegando na hora certa. Eu lembro dele retornar feliz por estar sendo usado pelo Senhor
Em outras ocasiões eu havia falado com vários irmãos sobre a necessidade que tinha, mas justamente sobre esta viagem eu não falei com ninguém. Na realidade, eu não tinha mais para quem falar das necessidades das viagens, pois já havia exposto muitas outras necessidades e não tinha cara de apresentar mais uma.
Em missões existe aquele momento que você “queima todas as fichas” e fica sem nenhuma para usar e aquele momento foi o momento que fiquei sem nenhuma ficha, sem ninguém para pedir ajuda.
Mas, dias depois, as ofertas começaram a chegar uma após a outra em minha conta bancária até chegar o valor que eu deveria pagar o cartão. O recurso completou, eu paguei o cartão e as ofertas pararam de chegar. Era como o manar dos céus que vinha apenas para aquele dia e não era para o dia seguinte.
Elias ficou no riacho que Queriate comendo do que o corvo trazia e bebendo água do riacho, mas um dia aquele recurso terminou e Deus fala para Elias de uma viúva. Uma viúva rica, empresária, uma fazendeira ou qualquer outra coisa assim? Não, mas uma mulher que estava para morrer de fome assim como Elias. Sinceramente, eu não sei quem salvou quem ali naquele histório, se foi a viúva que salvou o profeta Elias ou se Elias que salvou a viúva. Certo é que, a provisão veio e ambos foram salvos pela mão do Senhor.
Quanto custa viver pela fé, querido irmão? Quanto custa sentar na cadeira daqueles que estão fazendo a obra com os recursos de Deus? Quanto custa confiar no recurso enviado pelo próprio Deus para o suprimento da obra?
Amado irmão, não romantize este caminho e lembre-se que muitos entram e dão os primeiros passos acreditando trilhar caminhos fáceis e são eliminados na jornada. Neste caminho muitos até chegam a começar, mas o número dos que terminam é bem reduzido.
Você tomou a decisão de fazer a obra e viver a confiança do Senhor? Saiba que você será moido na moenda da provação até compreender que não é pela força do homem que a obra de Deus avança, mas pelo poder do Senhor; e aos que não se submetem serão reprovados
Quanto custa viver pela fé?
Abaixo eu vou deixar o link de uma das viagens que fizemos ao estado do Acre. Posso dizer que esta foi mais uma das viagens que não tínhamos recursos, mas Deus foi nosso provedor.
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Minha oração é que o Senhor levante muitos homens e mulheres que estejam na disposição de viver o cumprimento do chamado de Deus
Forte abraço e não deixe de orar por nossas vidas

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