Arquivo da categoria: Fazer Missões pela Fé

O que o Senhor Jesus tem nos ensinado no campo de missões transcultural, eu desejo compartilhar com você através de cada postagem. Meu propósito é que sua vida seja profundamente edificada no conhecimento de Cristo, permitindo que você experimente uma fé vibrante e verdadeira, totalmente fundamentada na poderosa Palavra que Deus

A Fé e o Poder de Deus no Campo Missionário

Sabe aquela sensação de cansaço na batalha espiritual, como se você estivesse lutando contra o vento no campo de missões? A boa notícia é que você não precisa carregar esse peso sozinho. Deus não quer que você viva implorando para que Ele faça algo que já te deu autoridade para resolver!

O segredo para o avanço do projeto missionário não reside na força humana, mas no posicionamento em Cristo. Quer entender por que o inimigo recua quando o missionário descobre sua verdadeira identidade em Deus?

Eu espero que você reserve um tempo para ler este artigo. Que seus olhos espirituais sejam abertos para o extraordinário recurso que já está à sua disposição.

Pr Peniel Dourado na Base de Apoio em Bolívia (2019)

Em primeiro lugar, precisamos compreender que o missionário não deve limitar-se a orar para que Deus “faça algo” contra as forças malignas que operam no campo. Agir assim pode ser um desperdício de um tempo precioso, pois a responsabilidade da ação foi delegada a nós.

O missionário é enviado para tomar uma atitude contra as forças malignas do já dominam o campo, pois ele carrega a autoridade legal dada por Cristo para estabelecer o Reino onde o domínio das trevas impera há gerações. Como o próprio Senhor afirmou: “Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10:19).

O missionário chega ao campo como uma semente viva da Igreja e, como parte do Corpo de Cristo, não deve apenas clamar por intervenção divina; ele deve exercer o governo espiritual que lhe pertence sobre cada tribo, língua e nação. Afinal, fomos resgatados para uma nova jurisdição: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1:13).

Pastor Peniel, Pedro Javier e Fernando em Santa Cruz de la Sierra (2013)

Nossa missão não é passiva. Se o inimigo tenta barrar o avanço do Evangelho, a instrução bíblica não é pedir que Deus o resista, mas que nós o façamos: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Deus não quer que você fique rogando a Ele para que você possa resistir, mas o Espírito de Deus já nos disse que nós deveríamos resistir.

Quando o missionário compreende que sua posição é uma extensão da autoridade de Cristo na terra, ele deixa de ser um espectador da batalha espiritual no campo e passa a ser um agente de libertação nas nações.

A Autoridade do Menor Missionário no Front

A Palavra de Deus é clara: todo cristão tem o dever de lidar diretamente com o adversário que tenta dominar o campo. Ao chegar em solo missionário, você encontrará resistências espirituais estabelecidas, e sua função, como embaixador de Cristo, é confrontá-las. Afinal, a nossa luta não é contra pessoas, mas contra forças espirituais (Efésios 6:12).

Não existe hierarquia de poder quando o assunto é o Nome de Jesus. O servo mais simples, servindo em uma pequena congregação no interior, possui tanta autoridade sobre as trevas quanto o líder de uma megaigreja. A autoridade não emana do cargo, mas do Nome que está acima de todo nome.

Recordo-me das palavras do evangelista Reinhard Bonnke, que afirmava com convicção: a fé necessária para realizar uma campanha para um milhão de pessoas é exatamente a mesma fé que um evangelista emprega para pregar a apenas cem pessoas. Embora o Senhor distribua talentos em proporções distintas a cada servo, conforme Sua soberana vontade, o critério de recompensa e a fonte do poder permanecem inalterados.

Independentemente do tamanho do campo ou do número de talentos, a promessa de aprovação é a mesma para quem é diligente. Como nos ensina a Parábola dos Talentos:

“Disse-lhe o seu senhor: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).

O que importa para o Reino não é a visibilidade do palco, mas a fidelidade no posicionamento. Se você for fiel no exercício da autoridade onde está hoje, o Senhor mesmo expandirá o seu território. E se não houver expansão o importante é ser bom servo e fiel.

Evangelismo na cidade de Montero, Bolívia (2013)

As circunstâncias podem variar, mas a natureza da fé permanece constante. Como ensinou o Mestre: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar” (Mateus 17:20). O tamanho do desafio não altera o poder da ferramenta que você tem em mãos.

O Deus que opera milagres em grandes multidões é o mesmo que sustenta o obreiro no anonimato, pois tudo é d’Ele e tudo provém d’Ele. Ele é a fonte única de toda autoridade espiritual. Diante disso, sua responsabilidade não é colocar os olhos em grandes obras, mas posicionar-se em autoridade e cumprir com zelo a missão que lhe foi confiada no lugar onde o Senhor te colocou.

Frequentemente, caímos no erro de acreditar que apenas “especialistas” ou pessoas com uma fé fora do comum possuem poder. Isso é um mito! Jesus conferiu autoridade a todo o Seu Corpo, sem exceção. Ele nos garantiu: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios…” (Marcos 16:17). A diferença não está na quantidade de poder recebida, mas em quem se apropria e exercita a autoridade dada.

Enquanto alguns vivem plenamente a autoridade de Cristo, exercitam e crescem nessa autoridade, outros preferem acreditar que ela é um privilégio de poucos, esquecendo-se de que o Pai nos deu o Seu Espírito sem medida (João 3:34).

No ano de 2013, o Senhor Jesus nos revelou que alcançaríamos toda a nação da Bolívia através do Programa de Apoio Evangelístico, e que esse trabalho em breve se estenderia a outras nações. Naquela época, a realidade parecia contradizer a promessa: eu não tinha sequer o que comer e enfrentava sérias crises financeiras. Lembro-me de evangelistas solicitando materiais em outras cidades e eu não ter condições mínimas de enviá-los.

Evangelismo na Siete Calles – Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2013)

Naturalmente, pensei que Deus estaria trabalhando em minha fé para me dar algo que eu ainda não possuía; eu esperava ansiosamente pela provisão divina. No entanto, o que Deus me deu foi algo muito mais sólido: a Sua Palavra. Ele afirmou que nós faríamos. Compreendi que não era uma questão de eu ter condições humanas ou não, mas de crer no que o Senhor havia dito. Paulo expressou essa mesma dependência quando escreveu:

“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra” (2 Coríntios 9:8).

Se Deus disse que eu alcançaria a Bolívia e depois estenderia o projeto a outras nações, meu papel era crer e me posicionar em autoridade, mesmo sem recurso algum. Aprendemos com as Escrituras que o poder de Deus se aperfeiçoa justamente na nossa fraqueza (2 Coríntios 12:9). O posicionamento de fé deve preceder a provisão, pois a nossa confiança não repousa em evidências fisícas, contas bancárias, na solução visível, mas na fidelidade dAquele que nos chamou. Afinal, como apóstolo Paulo também nos encoraja:

“Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8:32).

Quando os missionários finalmente crerem que possuem a força de Deus, a autoridade de Cristo e o poder sobrenatural do Espírito Santo, o trabalho transcultural alcançará um novo nível de excelência e resultados extraordinários.

Jesus já venceu Satanás de forma definitiva na cruz, expondo-o ao desprezo público (Colossenses 2:15). Agora, cabe à Sua Igreja estender essa vitória até os confins da terra, ocupando os espaços através da autoridade que nos foi delegada. Porque maior é Aquele que está em vós do que aquele que está no mundo (1 João 4:4).

Tiago 4:7 afirma: “Resisti ao diabo e ele fugirá de vós”. No original, “fugir” significa “correr aterrorizado”. Quando você, missionário, exerce sua autoridade no Nome de Jesus, o inimigo bate em retirada. Ele não tem medo da sua cultura, do seu conhecimento, quantos idiomas você fala ou se você fez algum curso de missões, mas treme diante do Nome que você representa. No campo, os demônios temem e tremem enquanto exercitamos a autoridade dada por Deus.

O diabo não respeita o seu cansaço, ele respeita a sua legalidade. No campo missionário, sua maior arma não é o domínio perfeito do idioma ou o seu vasto conhecimento missiológico, mas a consciência inabalável de Quem você representa. Como embaixador de Cristo, sua eficácia depende da compreensão de que você carrega o selo e a autoridade do Rei que o enviou.

Que você possa começar este ano de forma diferente. Em vez de suplicar: “Senhor, repreenda o inimigo”, tome a posição que o Senhor já lhe entregou e use a sua própria voz. O comando foi delegado a você! Em Nome de Jesus, declare com firmeza: “Em Nome de Jesus, eu exerço autoridade sobre este lugar!”.

Vá e faça o que Ele lhe mandou fazer. Não se detenha olhando para as suas próprias limitações, pois a provisão e as condições não residem em você, mas dAquele que o comissionou.

Deus o estabeleceu nesse território como um embaixador do Céu. Portanto, não peça que o Rei faça o que Ele já lhe capacitou para realizar; levante-se e exerça plenamente a autoridade que lhe foi outorgada por Cristo.

“Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada vos fará dano algum.” (Lucas 10:19)

Como renovar suas forças no campo transcultural?

Essa pergunta ecoa na mente de muitos missionários quando as barreiras do campo parecem intransponíveis. A resposta curta? Em Cristo, você pode. Mas não entenda isso como uma frase de autoajuda. Se o que você faz nasceu no coração de Deus, Ele mesmo garantirá os recursos e o tempo certo para tudo acontecer.

Como diz 2 Coríntios 9:8, Deus é poderoso para fazer abundar toda a graça, garantindo que você tenha o suficiente para toda boa obra. O segredo não é a sua força, mas a sua conexão.

Pastor Peniel e Mina na cidade de Corumbá, MS – Brasil (2014)

O perigo de confiar apenas em recursos humanos

Muitos missionários buscam renovar suas forças em fontes humanas, confiando excessivamente em estratégias, logística ou preparo antropológico para fundamentar seu trabalho no campo transcultural. Embora essas ferramentas sejam importantes para o desenvolvimento do trabalho missionário transcultural, o profeta Zacarias (4:6) nos recorda uma verdade fundamental:

“Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos”.

Este texto é crucial para a missão, pois as barreiras que o missionário enfrentará não são rompidas apenas por técnicas ou intelecto, mas pela ação direta do Espírito Santo, pois da mesma forma o nosso inimigo é espiritual.

As Escrituras não nos ensinam a buscar força em nossa própria capacidade. Somos animados a nos capacitar como um reconhecimento ao chamado, mas o verdadeiro segredo da perseverança e da vitória no campo de missões transcultural reside exclusivamente no Senhor Jesus.

Se há alguém na Bíblia que poderíamos considerar plenamente capacitado para as nações, esse alguém era o apóstolo Paulo. No entanto, o próprio Senhor lhe disse em 2 Coríntios 12:9: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

Nigel, nosso atual coordenador geral de Bolívia e no centro o irmão Norman que ajuda a transportar os materiais

Portanto, ainda que o preparo seja necessário, ele não é o protagonista. A verdadeira vitória no campo missionário não provém do domínio humano, mas do agir do Espírito de Deus que opera através de nós.

Como nos exorta Efésios 6:10: “Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder”. No campo missionário, quando dependemos apenas de recursos humanos, o esgotamento é inevitável. Mas, quando descansamos na força divina, tornamo-nos resilientes contra qualquer oposição.

Será que conseguirei desenvolver este projeto?”, muitos missionários se questionam ao colidirem com as barreiras do campo. A resposta é que, em Cristo, você pode.

Eu não estou trazando apenas uma mensagem de pensamento positivo superficial; o que estou dizendo aqui é uma verdade eterna: se o seu trabalho nasce no coração do Senhor, ele será realizado pelo poder do Senhor Jesus. No tempo d’Ele, sob as condições d’Ele e com os recursos que Ele mesmo providenciará você fará. Você vai avançar, simplesmente porque o Senhor disse que você iria.

A promessa em 2 Coríntios 9:8 é o nosso combustível: “Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça”. Por isso, não dê lugar a pensamentos de desistência ou insuficiência. Se foi o próprio Deus quem o enviou, não diga que você não tem condições; afinal, o Criador do universo não erra ao posicionar Seus filhos e se Ele te colocou nesta posição é porque você fará no poder que vem d’Ele.

A sua resistência não depende do “braço de carne” ou do esforço humano, mas da unção que o separou para este propósito. Lembre-se de Sansão: sua força descomunal não estava em sua genética ou em seu porte físico, mas era uma manifestação direta do Espírito de Deus sobre a vida dele (Juízes 14:6). No campo missionário, a lógica é a mesma: sua capacidade não vem de você, mas dAquele que o chamou.

Pastor Peniel e Pr Ebenezer pregando em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2014)

O erro de Sansão foi esquecer a origem de sua força. Ao afastar-se da direção divina, descobriu-se impotente. Juízes 16:20 traz um alerta solene: “Mas não sabia que o Senhor se havia retirado dele”. Ao perder a presença de Deus, Sansão perdeu também sua visão.

Técnica sem unção leva à exaustão

Da mesma forma, querido missionário, sem a presença do Senhor Jesus, sua força torna-se limitada e seu intelecto insuficiente. Como diz o Salmo 127:1: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”. A técnica sem a unção é apenas esforço humano fadado à exaustão.

Portanto, permaneça na dependência do Senhor Jesus. A eficácia no campo missionário não depende do quanto você se sente forte com o seu próprio conhecimento, recursos e capacidades, mas do quanto você está conectado à Videira verdadeira. Como disse Jesus em João 15:5: “Sem mim nada podeis fazer”. Que o projeto de missões não seja apenas uma boa ideia, mas uma visão dada por Deus.

Apegue-se à promessa que o Senhor Jesus te deu. Em Isaías 40:31 diz: “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças…” Quando você recebe uma orientação do Senhor Jesus para o desenvolvimento de um trabalho específico você deve ficar firma na orietação dada, pois o poder de Deus flui da obediencia.

Podemos concluir que, o poder que há neste mundo é superior às forças que dominam o mundo e está investido no Nome de Jesus Cristo, conquistado na cruz e confiado à Igreja que tem a missão de levar o evangelho a todos os povo.

Pastor Peniel na cidade de San Julian, Bolívia (Set 2014)

Portanto, viva na presença do Senhor Jesus com ousadia e exercite a autoridade que Ele mesmo lhe concedeu no campo missionário onde o colocou. A autoridade é de Cristo, mas é dada a você para que o serviço seja feito pelo poder do Espírito e para a glória do Senhor Jesus.

Assim, o fortalecimento vem do próprio Senhor Jesus que é nossa fonte de todo poder e condições. Sem Ele não podemos fazer a obra que nos foi confiada de levar o evangelho de salvação aos povos

A Luta pela Promessa: Onde a Fé se Prova

Sua Promessa, Sua Luta: A Conquista da Fé

Você já se sentiu com o coração apertado, sabendo que Deus prometeu algo grandioso, mas o caminho até essa bênção parece intransponível, repleto de gigantes e obstáculos?

As histórias de Josué e Davi nos ensinam uma verdade poderosa: a vitória que Deus nos reserva não é passiva. Ela exige mais do que esperar; exige fé viva, atitude de conquistador e um compromisso inabalável de seguir em frente.

Preparei um novo artigo para o meu Devocional Missionário, onde aprofundo esse tema. Nele, quero te desafiar a sacudir a inércia e a levantar-se para lutar pela promessa que Deus te entregou.

Permita que o Espírito de Deus ministre profundamente ao seu coração. É hora de conquistar o que é seu em Cristo Jesus!

Peniel N Dourado, Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2009)

A Promessa de Conquista

Em Josué 13:1-7, vemos Josué, já em idade avançada, sendo lembrado por Deus que ainda havia muita terra a ser conquistada. Josué era um guerreiro preparado, um discípulo de Moisés, mas a conquista não foi fácil. A terra prometida, Canaã, estava cheia de fortalezas, gigantes e povos dispostos a lutar para proteger seu território.

Deus tem uma bênção para sua vida, e Satanás está determinado a se opor a ela. Assim como Israel, que mesmo vendo os milagres no deserto, recuou diante dos gigantes, muitos de nós nos deixamos dominar por uma mentalidade de escravidão e derrota.

Os únicos que se levantaram foram Josué e Calebe, com a atitude de que comeriam o povo como pão porque havia uma mudança da mentalidade mediante a Palavra de Deus. Eles tinham uma outra forma de pensar sobre si mesmo gerada por Deus, na confiança do poder de Deus. Agora eles tinham uma mentalidade de conquistadores crendo na promessa dada por Deus.

As bênçãos de Deus não caem do céu de mão beijada. Elas vêm com lutas e oposição, mas o missionário precisa ser perceptivo e entender a vontade do Senhor e o tempo para agir.


A Unção de Davi e o Longo Caminho

Em 1 Samuel 16:11, vemos Davi, um menino “rubio” e de “bom parecer”, sendo ungido rei de Israel. Mas a promessa não se concretizou imediatamente. Após a unção, ele voltou a cuidar das ovelhas. Entre a palavra dada e a posse do trono, passaram-se aproximadamente dezessete anos fugindo de Saul.

Durante esse tempo, ele lutou contra ursos e leões, mas ninguém viu essas vitórias. Ele só contou essas histórias para convencer Saul de que era capaz de enfrentar Golias. Davi estava fazendo o seu trabalho de rei, protegendo Israel, mesmo antes de se sentar no trono. Ele tinha a convicção de que era o ungido do Senhor.

As vitórias em nossa vida não vêm de graça. Se Deus deu uma palavra, você precisa arregaçar as mangas e se preparar para a batalha. É impressionante como muitas pessoas se frustram quando as dificuldades surgem após receberem uma promessa


Fé: A Única Voz que Deus Ouve

Não pense que Deus tem pena da sua incredulidade. Ele não se comove com “chororô” ou lamúrias. A única voz que Deus ouve é a voz da fé. Em vez de lamentar seus problemas, seja um portador de fé. A Bíblia é clara ao afirmar: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11:6) Sua fé é a moeda do Reino; é o que ativa o poder de Deus em sua vida.

Deus quer que tenhamos uma atitude de conquistadores, não de vítimas e escravos. Satanás gera em nós a mentalidade de escravo, mas Cristo nos faz filhos de Deus. A sua fé deve estar alicerçada na Palavra que Ele te deu a cada um de forma específica.

Lembre-se que a fé verdadeira sempre exige uma ação. Ela não é passiva. A conquista não é para os preguiçosos que esperam as coisas caírem do céu, mas para aqueles que se levantam com atitude de guerra espiritual, oram e buscam a presença de Deus.

Precisamos lutar a boa batalha da fé, como exorta o apóstolo Paulo: “Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão perante muitas testemunhas.” (1 Timóteo 6:12) Deixe de lado as dúvidas sobre as palavras que o Senhor Jesus já te deu e comece a crer nas promessas do Senhor sobre sua vida e agir sobre elas.


A Glória da Segunda Casa

Em Ageu 2:9, o Senhor declara: “A glória desta última casa será maior do que a da primeira.” É crucial entender que essa glória não se manifestava em ouro e prata, como os judeus esperavam, mas sim na presença de Deus naquele lugar. Para isso, Ele instruiu em Ageu 1:8: “Subam o monte, tragam madeira e edifiquem a casa; e dela me agradarei e serei glorificado.”

Essa passagem nos ensina uma verdade fundamental: a glória de Deus se manifesta por meio do nosso esforço e obediência. Não há atalhos. Há trabalho, há luta e haverá oposição do inimigo. No entanto, quando você confia na Palavra de Deus e se levanta para agir, a mão d’Ele se manifesta de uma forma tão clara que ninguém pode questionar. Você terá a certeza inegável de que foi Deus quem agiu em seu favor.

Se Deus lhe deu uma palavra, confie nela plenamente. Não murmure, nem duvide de sua capacidade, pois a sua capacidade é irrelevante. É Deus quem o capacita a cumprir a palavra que Ele mesmo lhe deu. Pare de chorar e lamentar. Levante-se agora mesmo em fé e creia: se Ele disse, Ele mesmo cumprirá. E você verá a mão de Deus agindo em seu favor de forma milagrosa e inegável, e a obra que Ele prometeu que você faria será realizada.

Em minhas cartas e vídeos, sempre repito o que o Senhor Jesus tem me falado. Ele disse que iríamos inundar regiões com a palavra. Nações seriam alcançadas, e toneladas de materiais impressos seriam levados de um lado para outro. Eu tenho dinheiro ou pessoal suficiente para tudo isso? Não, não tenho. Mas o Senhor Jesus disse que eu faria, então eu declaro sempre que posso que será feito. Não são meras declarações, mas a repetição do que o Senhor disse que faria. Eu não dependo dos recursos visíveis; eu ajo sobre a palavra que Ele me deu.

Somos filhos de Deus e agimos como tal. Não alimento a mentalidade de escravidão, de impossibilidades ou de portas fechadas. E se a porta está fechada, é porque o Pai assim o quis, e oramos para sermos sensíveis ao momento certo de agir, quando Ele a abrir.

Que o Espírito de Deus continue falando ao seu coração. Que a graça do bom Deus seja derramada sobre sua vida e que cada dia você possa descobrir o poder da Palavra dada por Deus e agir sobre a orientação específica.

Portanto, levante a cabeça e siga adiante com ousadia! Lembre-se:A Palavra do Senhor é comprovadamente pura; Ele é um escudo para todos os que nele se refugiam‘ (Provérbios 30:5). Se Ele prometeu, Ele é fiel para cumprir! Deixe para trás a dúvida e abrace a certeza de que a Sua Palavra é a sua maior garantia. Confie e avance, pois as Suas promessas se manifestarão na sua vida!

Um Chamado à Provisão Divina

Nossa jornada em missões sempre foi guiada por um chamado claro, mas nem sempre por um caminho óbvio. Casamos em 2002 e começamos a trabalhar no Paraguai com aldeias indígenas. Depois o Senhor nos levou ao serviço de rápido, presidio, atender as famílias que vivem em fazendo e outros trabalhos.

Posteriormente veio o chamado para fazer missões em Bolívia e meu foco era um só: abrir igrejas. Eu e minha esposa, Mina, estávamos em Bolívia com esse único projeto. Deus, porém, tinha outros planos para nossas vidas. Ele nos mostrou a necessidade do serviço de apoio a evangelistas. O grande detalhe é que naquele momento, eu não tinha dinheiro nem para comprar leite e pão.

Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem

Deus me deu a Palavra do alvo, mas eu estava apreensivo. Lembro-me de contar moedas que estavam sobre a mesa, tentando juntar o suficiente para a nossa alimentação do dia. Nós estávamos passando por uma grande necessidade financeira e buscávamos a direção de Deus para o serviço. Tudo o que sabíamos era que Deus nos havia enviado e deveríamos ficar ali.

Uma noite, enquanto orava, Deus me falou muito forte sobre o trabalho de apoio. Ele começou a me revelar os alvos que tinha e como eu deveria seguir. No dia seguinte, mesmo diante das muitas dificuldades financeiras, eu disse à Mina que Deus havia falado que iríamos trabalhar com Apoio Evangelístico. Eu traria o material de São Paulo, passaria pela fronteira e começaríamos a distribuir gratuitamente aos evangelistas locais.

Que brilhante ideia! Mas, onde conseguiríamos dinheiro para manter? Quem quer ajudar um projeto missionário assim? Mina estendia as roupas e me fazia muitas perguntas e eu não tinha resposta.

Mina e Deborah – Bandeira de Santa Cruz de la Sierra

Então Mina me fez mais uma pergunta: “Se a gente não tem dinheiro para comer, como vamos sustentar um projeto tão caro?” Querido irmão, ela não estava sem fé, era uma questão de lógica e sei que minha esposa tinha razão. Um projeto como esse envolve um custo altíssimo com frete, viagens e documentações. Você sabe quanto eu gasto para fazer minhas viagens para atender o trabalho? Sabe quanto custo para entrar apenas um contêiner desse em um país?

E, além disso, outra pergunta que era do meu coração me atormentava: “Quem se importa com o evangelista? Quem se preocupa se ele tem um folheto para pregar?” Você acha que eu não pensava isso? Sim, eu pensava e até hoje penso sobre este assunto.

A realidade é que pouquíssima gente se importa com o serviço evangelístico. Pouca gente valoriza o trabalho de quem vai para as ruas, hospitais e presídios, e não enxerga o resultado da literatura impressa, a Palavra de Deus escrita nas mãos do povo. Como eu apresentaria um projeto assim a uma igreja, aos secretários de missões?

A Primeira Grande Preocupação

Essa foi a nossa maior preocupação no início: como manter este trabalho. E Deus nos ensinou, de um jeito prático, a amar esse serviço. Ele nos mostrou primeiro o quanto Ele ama e também nos ensinou a amar. Por mais de três anos, eu, minha esposa e nossa filha Deborah, que ainda era um bebê, estivemos nas ruas de Santa Cruz de la Sierra, distribuindo literatura em praças, universidades e feiras. Colocávamos a Débora no carrinho e enchíamos as mochilas de folhetos.

Deborah e os primeiros materiais da Gospel Sunrise

Mais tarde, começamos a identificar evangelistas que precisavam de material e passamos a distribuí-los para eles. Deus nos ensinou a amar o serviço evangelístico e a ter a carga de ir às ruas. Ele nos mostrou que, da mesma forma que Ele nos deu o desejo de fazer esse trabalho, também levantaria pessoas que amam este obra e nos ajudar a manter este trabalho.

A nossa primeira preocupação foi ‘como vamos manter?’, mas o Senhor nos ensinou que, da mesma forma que Ele colocou essa carga em nossos corações, Ele levantaria pessoas para nos ajudar.

A maior lição que aprendemos foi: não é sobre como eu vou fazer ou como eu vou manter, mas sim, sobre como Ele vai providenciar. Deus nos mostrou, em cada necessidade suprida e em cada barreira vencida, que a obra é d’Ele e, assim como Ele nos chamou, Ele mesmo irá sustentá-la

Eu em Mina em nossa primeira base de apoio em Bolívia recebendo materiais da Irlanda (2011)

“E, quando faltar a vocês alguma coisa, Deus, que me dá tudo o que é necessário por meio das riquezas de Cristo Jesus, lhes dará o que precisam.” – Filipenses 4:19

Pedido de Oração:

Ore pelo Programa de Apoio Evangelístico para as portas continuem sendo abertas em toda América do Sul.

Ore pelo desenvolvimento da Base de Apoio na Bolívia, o coordenador nacional, irmão Nigel Mercado e por todos os líderes dos Pontos de Apoio em Bolívia.

Ore pela Base de Apoio em Aracaju que está sob liderança do presbítero Assis e que atualmente atende praticamente todo o nordeste Brasileiro.

Ore por nossa nova Base de Apoio que está sendo aberta na cidade de São Luis do Maranhão com o irmão Rogerio.

Como fazer missões e viver pela fé no campo missionário?

Como fazer missões e desenvolver o projeto missionário no campo de missões pela fé

INFORMATIVOS MISSIONÁRIOS

Eu envio periodicamente informações do trabalho missionário que fazemos por e-mail. Colocamos fotos, vídeos e muita informações do desenvolvimento do trabalho que fazemos no campo de missões

Se você quiser receber nossos informativos basta fazer o cadastro no link que está logo abaixo

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Deus te abençoe

Quanto custa fazer missões e viver pela fé?

Algum tempo atrás alguém entrou em contato comigo dizendo que queria fazer missões, mas queria usar os recursos de Deus e não depender dos homens. Eu escutei a declaração e, sinceramente, logo me deu pena. Eu mesmo quando adolescente dizia que queria fazer a obra, mas vivendo pela fé e não pelas condições humanas.

Não está errado o que aquele pessoa me disse e o que eu sempre desejei desde minha adolescecia, mas será que não romantizamos muito essa tal vida pela fé? Eu te faço uma pergunta: Quanto custa o viver pela fé?

O problema não é o viver pela fé, mas o romantizar o “viver pela fé”. E eu volto a fazer a pergunta para fixar em sua mente: Quanto custa viver pela fé? Qual o preço a pagar por viver uma vida na completa dependência do “invisível”? Não é assim que a Palavra diz de Moisés? “Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.” (Hb 11:27)

E quero deixar claro que viver na confiança do Senhor não é viver mar dar rosas, mas existe um alto preço a pagar. Se você quiser uma referência sobre o assunto é só perguntar aos heróis da fé na lista de Hebreus 11 e aqui vou te dar um em especial. O profeta Elias chegou ao ponto de pedir a morte por trilhar este caminho neste mundo mal.

Por outro lado, também quero dizer que se você quiser construir para a eternidade você deve viver pela fé. Custe o que custar, pague o preço que for necessário, mas para ter resultados concretos neste caminho não há outra forma. E quem tenta construir caminhos fáceis edifica castelos sobre areia para si.

A uns meses atrás mandei por e-mail uma carta informativa uma situação desta que é frequente em nossa vida de missões. Vou repeti o que relatei em meu e-mail informativo em que fiz uma viagem para abrir um Ponto de Apoio dentro do Brasil e que quando retornei à minha casa o extratodo do cartão de crédito estava muito alto. Não gastei com nada desnecessário, mas o que realmente eu precisava para fazer a viagem. Cumprir a missão e retornei para minha casa e tinha uma dívida enorme a pagar.

Mas, mesmo com muita conta para pagar havia paz eu meu coração, pois o Senhor havia dado sua Palavra quanto aquela viagem que as portas seriam abertas. A Palavra foi me dada antes de fazer a viagem. Sinceramente falando, eu não me lancei a fazer o meu trabalho e eu não usava meus recursos, mas os recursos do Senhor para cumprir a Obra do Senhor. E fiz porque o próprio Deus havia dito para fazer.

Ao retornar a minha casa eu apresentei a causa ao Senhor. Agradeci pela viagem, pelos bons contatos e por mais uma ponto de apoio aos evangelistas dentro do Brasil; também apresentei minhas dívidas, pois agora eu tinha que pagar.

Dias depois, comecei receber ofertas de pessoas que nunca haviam enviado nenhum recurso para nos apoiar no serviço de missões. Lembro de um irmão que enviou R$300 e depois me escreveu dizendo que havia enviado a oferta. Eu agradeci e disse para que usaria o dinheiro e também disse que estava chegando na hora certa. Eu lembro dele retornar feliz por estar sendo usado pelo Senhor

Em outras ocasiões eu havia falado com vários irmãos sobre a necessidade que tinha, mas justamente sobre esta viagem eu não falei com ninguém. Na realidade, eu não tinha mais para quem falar das necessidades das viagens, pois já havia exposto muitas outras necessidades e não tinha cara de apresentar mais uma.

Em missões existe aquele momento que você “queima todas as fichas” e fica sem nenhuma para usar e aquele momento foi o momento que fiquei sem nenhuma ficha, sem ninguém para pedir ajuda.

Mas, dias depois, as ofertas começaram a chegar uma após a outra em minha conta bancária até chegar o valor que eu deveria pagar o cartão. O recurso completou, eu paguei o cartão e as ofertas pararam de chegar. Era como o manar dos céus que vinha apenas para aquele dia e não era para o dia seguinte.

Elias ficou no riacho que Queriate comendo do que o corvo trazia e bebendo água do riacho, mas um dia aquele recurso terminou e Deus fala para Elias de uma viúva. Uma viúva rica, empresária, uma fazendeira ou qualquer outra coisa assim? Não, mas uma mulher que estava para morrer de fome assim como Elias. Sinceramente, eu não sei quem salvou quem ali naquele histório, se foi a viúva que salvou o profeta Elias ou se Elias que salvou a viúva. Certo é que, a provisão veio e ambos foram salvos pela mão do Senhor.

Quanto custa viver pela fé, querido irmão? Quanto custa sentar na cadeira daqueles que estão fazendo a obra com os recursos de Deus? Quanto custa confiar no recurso enviado pelo próprio Deus para o suprimento da obra?

Amado irmão, não romantize este caminho e lembre-se que muitos entram e dão os primeiros passos acreditando trilhar caminhos fáceis e são eliminados na jornada. Neste caminho muitos até chegam a começar, mas o número dos que terminam é bem reduzido.

Você tomou a decisão de fazer a obra e viver a confiança do Senhor? Saiba que você será moido na moenda da provação até compreender que não é pela força do homem que a obra de Deus avança, mas pelo poder do Senhor; e aos que não se submetem serão reprovados

Quanto custa viver pela fé?

Abaixo eu vou deixar o link de uma das viagens que fizemos ao estado do Acre. Posso dizer que esta foi mais uma das viagens que não tínhamos recursos, mas Deus foi nosso provedor.

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Minha oração é que o Senhor levante muitos homens e mulheres que estejam na disposição de viver o cumprimento do chamado de Deus

Forte abraço e não deixe de orar por nossas vidas