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O Desafio dos Povos Não Alcançados Hoje

É fácil cair na ilusão de que a Grande Comissão está quase cumprida, especialmente quando observamos a realidade de nossas grandes cidades no Brasil. Embora tenhamos igrejas em cada esquina e uma abundância de recursos, a verdade é que existem cidades inteiras, e vastas regiões, onde o Evangelho mal chegou ou não chegou de maneira efetiva.

Olhe para a sua igreja: talvez ela esteja repleta de líderes talentosos, evangelistas fervorosos, ensinadores da Palavra e pastores dedicados. Isso é uma grande bênção! Contudo, precisamos lembrar que, em muitas outras regiões aqui mesmo na América do sul, eu posso falar do Paraguai e da Bolívia, não há obreiros suficientes, e a colheita está se perdendo.

Missionários Peniel e Mina (2024)

Jesus nos alertou: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mateus 9:37-38). Saber disso não queima o seu coração?

Sim, ao nosso redor pode haver muitos trabalhos locais abençoados, projetos sociais maravilhosos e programas evangelísticos bem-sucedidos. Mas não podemos parar aí. Devemos ampliar nossa visão missionária.

Enquanto desfrutamos da luz, ainda há povos na Terra onde o nome de Jesus jamais foi mencionado. São milhões de pessoas que nunca tiveram a chance de ouvir a mensagem de salvação.

A Bíblia nos questiona diretamente sobre essa urgência: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?” (Romanos 10:14).

Nosso conforto não pode ser a nossa fronteira. Somos chamados a sair. Que a visão da Missão Inacabada nos mobilize para que o nome de Cristo seja conhecido por todos os povos, cumprindo a profecia de que Ele será a luz dos gentios: “Eu o farei luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até aos confins da terra” (Isaías 49:6). O Senhor conta conosco!

E a Palavra de Deus é cristalina: a missão continua e é urgente. O próprio Jesus fez uma declaração que define o cronograma escatológico da Igreja:

“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. E então virá o fim.” (Mateus 24:14)

Isso significa que a volta gloriosa de Cristo está diretamente ligada à pregação eficaz do Evangelho entre todos os povos, tribos e línguas. Não podemos ficar parados.

Uma irmã evangelista preparando-se para a distribuição da Palavra de Deus escrita na região alta de Bolívia

O cumprimento da profecia depende da nossa ação! Que essa urgência nos mova a cumprir nossa parte na história da redenção.

Deus ama todas as culturas

A diversidade humana que vemos no mundo — as diferentes raças, culturas e línguas — não é um acidente do acaso. Pelo contrário, ela é uma parte essencial e gloriosa do plano divino para alcançar o homem perdido.

As Escrituras afirmam claramente a origem dessa unidade na diversidade: “De um só fez toda a raça dos homens para habitar sobre toda a face da terra” (Atos 17:26). Deus é o Criador de cada grupo étnico e Se alegra em cada expressão cultural.

A missão não visa apagar essas diferenças, mas redimi-las. Nossa visão final, prometida em Apocalipse, é poderosa: no céu, veremos “povos, tribos, línguas e nações” adorando juntos (Apocalipse 5:9). Deus não deseja uma uniformidade cultural; Ele anseia por uma adoração multicolorida, multilinguística e multicultural.

Nosso trabalho missionário é, portanto, buscar a glória de Cristo em cada sotaque e em cada tradição, para que a Igreja se torne a imagem completa dessa riqueza celestial. É uma festa de diversidade que honra o Criador!

Unidade espiritual — missão transcultural

A verdadeira força da Igreja reside em sua unidade, mas é crucial entender onde essa união não é fundamentada em uma só cultura. Nossa igreja não é unida por hábitos, roupas ou estilo musical; esses são apenas traços culturais. A nossa unidade é forjada no essencial: no Espírito Santo, como afirma a Palavra: “Há um só corpo e um só Espírito” (Efésios 4:4).

Essa unidade espiritual, porém, não nos permite ficar parados. Pelo contrário, ela nos impele a cruzar barreiras e ir em direção ao mundo. O modelo para essa travessia é o próprio Cristo.

Ele cruzou a maior barreira que existia: a distância entre o Criador e a criatura. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14). Jesus esvaziou-Se, adotou nossa fragilidade e falou nossa língua. Se Jesus, sendo Deus, se fez homem para nos alcançar, nós, a Sua Igreja, devemos seguir Seu exemplo, atravessando as fronteiras culturais, sociais e geográficas para levar a Sua mensagem. somos chamados a sair de nossas zonas de conforto para alcançar outros.

Palavra de Deus chegando ao povo de La Paz, Bolívia

Missão é por povos — não só por países

Jesus foi específico em Seu mandato missionário. Ele não disse apenas “países”, mas sim “fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19), e a palavra original utilizada foi ethne: grupos étnicos e culturais. Isso muda tudo em nosso planejamento!

Precisamos entender que a Missão Inacabada não está apenas em lugares distantes; existem povos e grupos étnicos não alcançados até mesmo dentro de países de maioria cristã, inclusive no Brasil.

Nossa tarefa não se limita a cidades ou fronteiras políticas, mas à etnia, para que o Reino de Deus seja manifestado em “toda tribo, língua, povo e nação” (Apocalipse 5:9). O ethne é o alvo de Deus.

A distância cultural importa

Não se engane: quanto maior a diferença cultural entre o missionário e o povo que ele deseja alcançar, maior e mais complexo é o desafio. Ir para outro país, com um idioma e uma visão de mundo totalmente distintos, exige mais do que paixão; exige uma renúncia profunda.

É por isso que o Apóstolo Paulo nos deu o modelo definitivo de adaptação missionária, declarando: “Fiz-me tudo para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9:22). Missões de verdade exigem humildade para ouvir, disposição para aprender, serviço genuíno e um amor incondicional.

Evangelismo em San Julian, Bolívia (2014)

A urgência é imensa. A Palavra de Deus questiona nossa inação: “Como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14). Deus continua, sim, levantando homens e mulheres para serem missionários transculturais — pessoas dispostas a abandonar o conforto e a cruzar essas distâncias em obediência. A questão é: estamos dispostos a enviá-los e sustentá-los, para que a mensagem chegue? também apoiadores, mantenedores, enviadores e intercessores.

Conclusão

A missão não terminou. Há povos sem Bíblia, sem igreja e sem esperança. Nós somos parte da resposta de Deus.

“Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.”
(João 20:21)

Que nossa resposta seja: Eis-me aqui, envia-me.

Bênção para as Nações: O Nosso Papel na Obra Missionária

Quando Deus chama alguém, Ele não está apenas escrevendo uma história pessoal — Ele está movendo a história da humanidade. Com Abraão, Deus abriu um capítulo que ecoa até hoje na vida da Igreja e na nossa missão no mundo.

Se você ama missões, vai ver aqui as raízes do nosso chamado!

Família missionária: Pr Peniel, Mina, Deborah (18) e Samuel (10)

Deus chama Abraão e inaugura um novo caminho

Quando Deus disse a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:3), Ele não estava apenas fazendo uma promessa familiar. Ali começava um plano global, eterno e redentor. Mesmo com a humanidade caída e os povos espalhados, Deus nunca perdeu de vista Seu propósito: alcançar indivíduos e nações.

Com Abraão, Deus iniciou um novo caminho. Ele escolheu uma nação — não para excluir outras, mas para usá-la como vitrine da Sua graça, santidade, fidelidade e poder. O Senhor Se apresentaria como o Deus de Israel, guiando aquele povo, moldando sua vida espiritual e social, formando sua identidade e protegendo-o diante dos inimigos. Não se tratava da grandeza humana de Abraão, mas do Deus que decidiu Se associar a ele e à sua descendência.

Essa identificação foi tão profunda que, quando Israel pecou ao pé do Sinai, Moisés pôde interceder com ousadia (Êxodo 32:11-14). Deus havia unido Seu nome ao povo. Ele caminharia com Israel para revelar ao mundo quem Ele é.

Peniel, Mina, Deborah e a missionária Simone no evangelismo em Bolívia (2014)

Israel: chamado para ser luz

Quando Deus declarou: “Em ti serão benditas todas as nações”, Ele apontava diretamente para Cristo, o Descendente prometido (Gálatas 3:8). Jesus — descendente de Abraão e Davi — é a bênção final, o Salvador que alcança povos, línguas e gerações.

Antes da vinda de Cristo, Deus usou Israel como sinal vivo de Sua justiça, misericórdia, paciência e santidade. Por meio daquele povo, Deus revelou Sua glória e atraiu as nações para Si.

As leis dadas a Israel influenciaram civilizações inteiras e ainda moldam sistemas legais no mundo. Como diz Deuteronômio 4:6: “Guardai-os, pois, e observai-os; porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento aos olhos dos povos.” Através desse povo, princípios de moralidade, adoração e convivência foram apresentados à humanidade.

Mesmo quando Israel falhou — e falhou muitas vezes — o propósito de Deus permaneceu firme. No tempo certo, Cristo veio, cumprindo a promessa e abrindo o caminho para que todas as nações O adorassem.


Somos parte dessa história

Hoje, nós — a Igreja de Cristo — continuamos essa promessa viva. Somos herdeiros do chamado missionário que começou com Abraão, avançou a Israel e chegou a nós como igreja de Cristo. Deus ainda alcança povos e etnias em toda a terra. Ele nos abençoa para que sejamos bênção.

E há uma diferença fundamental entre Israel e nós: nosso chamado não é para trair o mundo, mas para ir ao mundo. Não esperamos que os perdidos venham; nós vamos até eles. Pecadores raramente entram espontaneamente em templos ou programas cristãos. Eles encontram transformação quando o Evangelho os alcança onde estão.

Por isso Jesus ordenou: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). O movimento de ir é nosso; a obra e a glória são d’Ele.

Nossa história é escrita com o propósito de Deus em ação: alcançar os que ainda não ouviram sobre Cristo. Nossa vida é resposta ao chamado original: “…e tu serás uma bênção” (Gênesis 12:2).

Então, a pergunta que ecoa hoje é: estamos disponíveis para esse plano eterno? Que nossa obediência e nosso coração missionário anunciem ao mundo: o Deus que chama, cumpre.

Obra Missionária: O Plano Antes do Mundo

Você já percebeu que nada pega Deus de surpresa? Às vezes olhamos para a história da redenção e pensamos: “O pecado aconteceu… e agora?” Mas para Deus não existe plano improvisado. Ele não reage — Ele reina.

Desde antes da fundação do mundo, o Senhor já tinha em Seu coração um plano perfeito para resgatar a humanidade e revelar Seu amor.

Hoje, vamos caminhar por esse plano eterno que mostra o quanto Deus é soberano, amoroso e comprometido com Sua missão.

Missionários Peniel e Mina (2024)

O plano de redenção não foi resposta ao caos

Quando o ser humano caiu, Deus não foi pego de surpresa. Ele já havia previsto a possibilidade do pecado e, em Seu amor, preparado um caminho para restaurar o homem. Seu plano tinha dois grandes propósitos:
1️⃣ Reivindicar o território espiritual distorcido pela rebelião;
2️⃣ Redimir a humanidade do poder e da consequência do pecado.

Mas o homem caído não podia salvar a si mesmo. Mesmo desejando redenção, ele estava incapaz de se levantar por forças próprias. Então Deus, em Sua graça soberana, tomou a iniciativa.

O plano eterno se materializou na encarnação da Palavra. Como dizem as Escrituras, fomos escolhidos e Cristo foi destinado para nossa salvação “antes da fundação do mundo” (Efésios 1:4; 1 Pedro 1:20).

O amor assumindo forma humana

Deus determinou, em Seu amor, pagar pessoalmente o preço pelo pecado. Não delegou. Não terceirizou. Ele mesmo veio. Jesus, o Filho, assumiu nossa carne, caminhou entre nós, sofreu por nós e venceu por nós.

Esse sacrifício, único na história, revela a magnitude do amor divino — um amor mais forte que o pecado, mais profundo que a queda e mais poderoso que as trevas (Romanos 8:37).

Peniel, Mina e Deborah durante o evangelismo em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2012)

Mesmo sendo justo, Deus adiou Seu juízo para que milhões pudessem encontrar salvação. Que amor é esse!

Logo após a queda, Deus anunciou Sua sentença ao inimigo e revelou Seu plano: “Ela te ferirá a cabeça” (Gênesis 3:15). Esta é a primeira profecia sobre Cristo — o protoevangelho.

Não é interessante que o primeiro anúncio de Jesus seja como vencedor sobre Satanás? Missão não começa no fracasso, começa na vitória. Deus sempre teve a vitória planejada.


Obediência, missão e a história de Israel

Mas a redenção não aconteceria de forma imediata. Deus, em Sua sabedoria, decidiu preparar o coração da humanidade ao longo da história. Ele chamou um povo, Israel, não apenas para ser abençoado, mas para refletir Seu caráter ao mundo, aprendendo sobre santidade, obediência e confiança. Como está escrito: “Sede santos, porque Eu sou santo” (Levítico 11:44).

Contudo, a história do povo de Deus deixou evidente uma realidade profunda: por si só, o ser humano não consegue permanecer fiel. Israel falhou repetidas vezes, assim como nós falhamos hoje. A Lei apontava o caminho, mas também expôs a necessidade de um Salvador. Ainda assim, Deus nunca desistiu de Seu plano eterno. Ele permaneceu fiel quando nós fomos infiéis.

No tempo perfeito, Cristo veio. Ele pisou na terra, venceu a serpente e inaugurou um Reino eterno. Como Paulo afirma: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho” (Gálatas 4:4). A promessa foi cumprida, e a esperança se tornou viva entre nós.


Conclusão e desafio

A vitória já foi declarada na cruz e confirmada na ressurreição. Agora, somos chamados a viver e anunciar essa verdade ao mundo!

“Anunciai entre as nações a sua glória” (Salmo 96:3).

Se Deus sempre teve um plano, você também pode confiar: Ele tem um propósito para sua vida e sua missão. Hoje, decida caminhar com Ele e refletir esse amor entre os povos.

A Missão de Deus: O Coração Bíblico para as Nações

Sabe quando olhamos para a Bíblia e percebemos que ela não é apenas um livro de histórias, mas um mapa do coração de Deus? Pois é. Se existe algo que pulsa no centro das Escrituras, é a Missão de Deus.

Deus não é um Deus distante, sentado em um trono observando a humanidade; Ele é um Deus que vai atrás das vidas perdidas, que chama, que envia, que ama cada pecador. E quando entendemos isso… nossa maneira de enxergar missões muda completamente.

Vamos caminhar juntos por essa verdade: a missão não nasceu na igreja. A missão nasceu em Deus.

Peniel e Mina. Pôr do sol à beira do Rio Paraguai, Corumbá, fronteira com Bolívia

Deus é o autor e iniciador da missão

Antes de qualquer estratégia missionária, antes de qualquer organização ou estrutura, existe Deus — e o Seu caráter amoroso é a fonte da missão. Missões não nasceram de um planejamento humano ou de uma necessidade social; elas fluem da própria natureza divina.

Deus é um Deus que busca, que envia, que se revela e que chama pessoas para cooperarem com Seus propósitos eternos. Desde antes da fundação do mundo, Ele já tinha um plano perfeito para redimir a humanidade caída, e esse plano começa, continua e termina no Seu amor eterno e imutável.

Como Paulo declara, fomos escolhidos “antes da fundação do mundo” para caminhar segundo Seu propósito e graça (Efésios 1:4-5). Nada do que Deus faz é improviso; a missão não é reação ao pecado, mas expressão do Seu coração eterno, que sempre desejou reconciliar consigo todas as coisas e alcançar cada povo, tribo e nação com Sua graça transformadora.

A Bíblia deixa isso claro: “Porque Deus amou o mundo…” (João 3:16). Esse amor não é um sentimento distante ou abstrato — é prático, sacrificial e movido por profunda compaixão. É um amor que atravessa fronteiras, alcança culturas, transforma vidas e nos convida a participar da missão divina de levar esperança e salvação a todas as nações.


Israel: escolhido para participar da missão

Quando Deus escolheu Israel, não foi para que se tornasse um povo isolado, fechado em si mesmo ou se considerasse superior aos demais. Pelo contrário, o propósito da escolha sempre foi missão. Desde o chamado de Abraão, Deus já deixava claro que Seu plano não era formar um povo exclusivo, mas levantar um instrumento para alcançar todas as nações com Sua graça e Sua luz.

Assim lemos: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:3). Essa promessa não era apenas um privilégio; era uma responsabilidade. Israel foi chamado para ser um espelho do caráter divino diante do mundo, vivendo de tal forma que outros povos pudessem conhecer o Deus verdadeiro através de seu testemunho.

A eleição de Israel nunca foi para exclusão, mas para inclusão. Deus escolheu um povo para, por meio dele, alcançar todos os povos. O coração de Deus sempre pulsou por cada nação, e Seu propósito continua o mesmo até hoje.

Mina e Samuel com os folhetos em nossa base de apoio em Bolívia (2018)

A igreja: chamada para ser missionária

Da mesma forma, a igreja existe para cumprir esse propósito eterno de Deus. Missões não são apenas uma atividade entre tantas outras dentro da comunidade cristã, nem um departamento restrito a alguns irmãos mais entusiasmados.

Missões são a identidade da igreja. Nós não fazemos missões simplesmente porque queremos — fazemos porque somos povo enviado pelo próprio Deus. Somos igreja porque fomos chamados, transformados e comissionados para participar da obra redentora que o Senhor está conduzindo na história.

Fomos chamados para anunciar Cristo com paixão, amar povos e culturas com sensibilidade, e participar ativamente da redenção que Deus está realizando no mundo. Isso significa olhar para além das nossas paredes, além das nossas agendas e além das nossas fronteiras. Onde há pessoas, há campo missionário. Onde há dor, há oportunidade de graça. Onde há povos ainda não alcançados, há uma convocação divina ecoando no coração da igreja para o alcance.

Jesus não deixou dúvidas sobre isso quando declarou: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Sua ordem não foi opcional, nem limitada a uma época específica. O ministério intercultural não é um acessório do crente — é o coração, a essência e o propósito da igreja. Existimos para adorar a Cristo e torná-Lo conhecido entre todos os povos.


Obediência ao Chamado

A participação humana no plano divino sempre passou pela obediência. Desde o início, Deus deixou claro que a bênção caminha junto com a submissão. Assim como o Senhor disse a Israel: “Se diligentemente ouvirdes a minha voz… virei sobre vós todas estas bênçãos” (Deuteronômio 28:1-2).

Quando obedecemos de coração, não estamos apenas cumprindo uma ordem; estamos respondendo ao amor e ao chamado de Deus, tornando-nos parceiros na Sua obra eterna.

Com o presbítero Assis em Aracaju, líder da Base de Apoio Nordeste (2024)

A obediência não nos limita — ela nos conduz ao propósito. Como Jesus afirmou: “Bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). E o apóstolo Tiago reforça: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes” (Tiago 1:22). Não existe missão sem entrega, nem fruto sem submissão. Cada ato de obediência nos aproxima mais do coração de Deus e do que Ele deseja realizar entre as nações.


Conclusão

Deus não tem favoritos entre povos ou culturas. Ele ama todas as nações e chama Sua igreja para enxergar como Ele vê, amar como Ele ama e ir onde Ele envia.

A missão não começa quando atravessamos uma fronteira. Ela começa quando entendemos o coração de Deus.

“Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas.” (Salmos 96:3)

Se o coração de Deus bate pelas nações… o nosso deve bater também.

Missão Inacabada: Por Que Deus Vê o Mundo em Povos?

Hoje eu quero falar sobre uma verdade que queima meu coração: a missão de Deus ainda não terminou. O Senhor nos deu um privilégio enorme – e uma responsabilidade séria – de participar da obra mais importante do universo: levar o Evangelho até os confins da terra.

Pense comigo na declaração direta de Jesus:

“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. E então virá o fim.” (Mateus 24:14)

Isso é poderoso! A volta de Jesus está diretamente ligada à pregação entre todos os povos, especialmente aqueles que ainda não ouviram o nome de Cristo. Temos um papel ativo na história da redenção.

Família missionária: Pr Peniel, Mina, Deborah (18) e Samuel (10)

Deus Criou a Diversidade para Ser Adorado

Quando olhamos o mundo, vemos a explosão de raças, culturas, línguas e povos. Essa diversidade não é acaso, é criação de Deus.

“De um só fez toda a raça dos homens para habitar sobre toda a face da terra.” (Atos 17:26)

Deus ama cada povo e Ele quer ser adorado por cada cultura, em cada idioma e por cada família da terra. O plano de redenção não é um “apagamento” cultural, mas a transformação e a redenção de cada cultura para a glória de Cristo.

No Céu, a imagem não será de uniformidade, mas de diversidade glorificada: “…de todas as tribos, línguas, povos e nações.” (Apocalipse 5:9) A missão visa reproduzir o Céu na Terra!

A Unidade da Igreja É Espiritual, Não Cultural

A nossa união na Igreja não é baseada em aparência, sotaque ou hábitos. Nossa verdadeira unidade está no Espírito Santo, em Cristo.

“Há um só corpo e um só Espírito.” (Efésios 4:4)

A igreja local erra muitas vezes ao tentar forçar o missionário transcultural a ser idêntico a nós, ou ao exigir que o novo convertido nativo se adapte aos padrões culturais do missionário.

Mas Deus levanta pessoas diversas, de origens e sotaques variados – e Ele usa a todas! O próprio Deus não apenas usa qualquer cultura, mas reconhece e valoriza a diversidade cultural.

Essa diversidade deve ser igualmente valorizada por quem se dirige ao campo de missões.

A missão não é um esforço para tornar o mundo igual à nossa cultura, mas sim para tornar Cristo conhecido em cada cultura.

Evangelismo Exige Sensibilidade e Aculturação

Se ignorarmos as barreiras culturais, sociais e linguísticas, simplesmente não alcançaremos todos os povos.

E quem é nosso maior exemplo de sensibilidade? Jesus!

Ele atravessou a distância cultural mais profunda que existe: deixou o Céu, assumiu forma humana, falou nossa língua, viveu entre nós. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (João 1:14).

Se o próprio Cristo fez essa jornada de encarnação, como nós não atravessaríamos as barreiras geográficas, sociais e culturais para alcançar outros?

Uma irmã da etinia aymara de Bolívia levando a Palavra de Deus ao povo local

A Missão É Entre Povos (Ethne), Não Apenas Países

Deus não vê o mundo dividido por fronteiras políticas como nós vemos. Ele vê povos e grupos étnicos.

Países com muitas igrejas ainda têm povos não alcançados dentro de suas fronteiras – e isso inclui o Brasil! Por isso, o mandato de Jesus é específico:

“Ide e fazei discípulos de todas as nações.” (Mateus 28:19)

A palavra “nações” aqui é a grega ethne: grupos étnicos ou povos. A missão não acaba quando pregamos em um país; ela só se aproxima do fim quando cada etnia tem acesso à Palavra e à Salvação.

Precisamos amar, aprender, ouvir e servir. O Apóstolo Paulo resumiu o que significa adaptação missionária: “Fiz-me tudo para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” (1 Coríntios 9:22). Missão é dependência total do Espírito Santo, vestida com a roupa da adaptação e da humildade.

O desafio aumenta muito conforme a distância cultural. Ir para outro país, idioma e cultura é um chamado para a humildade radical.

Deus Está Levantando Enviados Transculturais

Sim, ainda hoje o Senhor chama e está levantando homens e mulheres para ir onde ninguém foi. Pessoas dispostas a abandonar o conforto, aprender línguas difíceis, amar culturas estranhas e pregar onde Cristo ainda não foi anunciado.

O chamado também é feito para o alcance de povos dentro de nossa própria cidade ou estado. O serviço de Missões Urbanas no alvo do alcance de povos fora do nossa ambiente cultural, mas que estão dentro de nossas cidades é extremamente importante.

A Bíblia nos questiona: “Como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14). O mundo precisa de missionários. A igreja tem a responsabilidade de treinar, enviar e sustentar esses trabalhadores.

Uma irmã evangelista preparando-se para a distribuição da Palavra de Deus escrita na região alta de Bolívia

A Missão É Sua Responsabilidade

Amado irmão, amada irmã, a missão é urgente e ela continua. Neste exato momento que você lê este post existem povos sem Bíblia, sem igreja, sem pregador, sem esperança. E Deus nos chama para a responsabilidade em quatro frentes:

  1. Orar (pela colheita)
  2. Sustentar (o trabalhador)
  3. Enviar (quem Ele levantar)
  4. E, se Deus mandar, Ir!

Jesus nos deu a autoridade e o modelo: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (João 20:21). Não podemos descansar enquanto houver povos sem Cristo. A tarefa é grande, mas Aquele que nos chama é fiel para completá-la.


Desafio Prático

Adote um Povo Não Alcançado (PNA) ou Menos Alcançado (PMA). Use sites missionários para pesquisar um grupo étnico que ainda não tenha o Evangelho e comprometa-se a orar por ele todos os dias por pelo menos um mês. Sua oração move os céus!

Oração: Senhor, dá-nos olhos para ver o mundo como Tu vês: um campo de colheita urgente. Acende em nós paixão pelos povos não alcançados. Envia trabalhadores, sustenta missionários e usa a nossa vida para cumprir o Teu Reino. Em nome de Jesus, amém.

Do Éden a Atos 1:8: O Chamado Missionário

Se você está envolvido no Reino, sabe que nossa vocação missionária não é uma opção ou uma nota de rodapé no plano de Deus. Ela é a própria essência da história. A igreja de Cristo foi criada para viver missões.

Quando fazemos as perguntas certas às Escrituras, somos forçados a um encontro com verdades que governam todo o universo e definem o nosso chamado.

Vamos direto ao ponto: Qual é a característica da natureza de Deus da qual dependemos totalmente? É o amor. Desde o nosso primeiro suspiro, nosso ser respira por causa desse amor incondicional. E foi esse mesmo amor que impulsionou Deus a resolver o dilema mais dramático da história humana: a Queda.

Pastor Peniel N Dourado no templo da Misión Siloé no Paraguai

O Amor Encontra a Justiça

Adão pecou, e ali estava o desafio: como Deus poderia reivindicar Sua soberania e, ao mesmo tempo, redimir a humanidade da pena e do poder do pecado?

A solução não demorou. Ela veio no anuncio da salvação (Gênesis 3:15)— a primeira estratégia missionária da Bíblia! O amor de Deus ofereceu a graça, mas Sua justiça exigiu que a pena fosse satisfeita.

O Evangelho, a boa nova da vitória sobre o fracasso, estava plantado. Isso nos ensina uma lição crucial: o respeito devido a Deus exige que Sua justiça seja satisfeita, e Seu amor oferece a graça.

O Chamado Intercultural Começa em Abraão

O plano de Deus se torna visível e intencionalmente na aliança com Abraão.

Deus lhe concedeu promessas pessoais: “Farei de ti uma nação grande,” “Engrandecerei o teu nome,” e “Te abençoarei.” Mas o coração da promessa era global e abrangente: “e serão benditas em ti todas as famílias da terra” (Gênesis 12:3).

Percebem a profundidade disso? Mesmo ao escolher Israel, um povo específico, Deus estava determinado a alcançar, levantar e redimir todos os povos da Terra. O objetivo missionário estava em Seu DNA desde o início.

O Fracasso de Israel e o Mandato da Igreja

Mas, por que Deus usou Israel? Para revelar Sua natureza e Seu caráter ao mundo.

Infelizmente, Israel falhou. Eles se desqualificaram de seu ministério missionário por causa da contínua desobediência à Lei. Essa história triste nos deixa uma lição atemporal: a obediência de todo o coração à Palavra de Deus é a chave para recebermos e, principalmente, comunicarmos as bênçãos prometidas. A desobediência trava o fluir da Missão de Deus em nossas vidas.

Felizmente, a Missão de Deus nunca falha!

O “mistério” que foi revelado ao Apóstolo Paulo em Éfeso (capítulos 2 e 3) foi que os gentios – todos nós – somos agora coerdeiros e coparticipantes da promessa em Cristo. A linhagem quebrada de Israel foi restaurada e ampliada em Jesus!

A Igreja: O Agente da Missão Integral

Quem herdou, então, o chamamento de Israel ao ministério intercultural após a ressurreição de Cristo? A Igreja, o corpo de Cristo. Nós somos agora os embaixadores da reconciliação.

A chave para cumprir esse mandato não é apenas pregar, mas viver a Missão de Deus.

No campo de missões as pessoas estão vendo o Evangelho não apenas como uma mensagem para a alma, mas como a provisão completa de Deus: para a fome, a doença, o trauma social e a alma. O serviço missionário em sua totalidade revela a natureza de Deus ao mundo, manifestando Seu amor, poder, paciência, juízo e justiça através do nosso serviço prático no campo de missões.

A representação mais aproximada do Reino de Deus na Terra hoje é a Igreja que encarna o amor e a justiça em sua totalidade, fazendo discípulos de todas as nações, conforme o mandato de Atos 1:8.

Seja a Bênção que Deus Te Chamou Para Ser

Que possamos ser a nação santa e obediente que Israel foi chamada a ser, vivendo a Missão Integral com paixão e sacrifício. Não apenas pregue o Evangelho; viva o evangelho de Cristo em sua totalidade.

Desafio Prático: Identifique um projeto missionário em sua igreja ou comunidade que ajude a suprir uma necessidade física, social, educacional e espiritual e comprometa-se a investir tempo e recurso nele pelo menos durante um ano. Faça a sua fé ser prática e vista, não apenas ouvida.

Versículo Marcante sobre Missões: Lembre-se: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” (Mateus 5:13). O serviço missionário em sua totalidade é o tempero que a Terra precisa!

A Visão Que Vai Além do Mapa: Olhe as almas!

Quando você pensa em “missões”, o que vem à sua cabeça? Provavelmente, um mapa com pontos vermelhos e linhas de fronteira, certo? É natural. Vivemos olhando para o mundo através de mapas políticos, divisões geográficas e aquelas estatísticas que mostram onde o Evangelho já chegou.

Mas, preciso te dizer: essa não é a perspectiva de Deus!

O princípio que rege a missão é fundamental e totalmente diferente: Deus olha o mundo com um amor apaixonado pelos povos!

Peniel N Dourado nos Andes de Bolívia

O Amor Maior Que Todas as Fronteiras

O que move o coração do Pai não são os traços que desenhamos no papel. É a alma de cada ser humano. O Seu amor é a motivação máxima de toda a história, como lemos em João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira...” Esse amor é dirigido a cada pessoa, criada por Ele em sua singularidade.

É esse amor que revela um contraste que precisa nos chocar: por um lado, temos nações e grupos onde a Igreja floresce; por outro, temos grupos de pessoas inteiros — centenas, às vezes milhares — que vivem sem nenhuma luz da Salvação.

Nosso chamado é claro, direto e inadiável. Como embaixadores de Cristo, nossa missão é ir a esses lugares! Fomos ordenados por Ele: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). A ordem é sair!

A Beleza da Diversidade Criada

Olhe ao redor: Deus é o maior celebrador da diversidade. Ele nos fez únicos e não nos chamou para sermos cópias uns dos outros. Ele nos chamou para sermos d’Ele, com nossas culturas, línguas e identidades distintas. Desde Gênesis 9:1, o plano sempre foi que a Sua glória enchesse a Terra, sendo refletida em cada etnia.

Porém, essa visão gloriosa sempre teve um obstáculo.

O Perigo das “Missões Fáceis”

A ironia da história de Babel é que o povo quis criar um projeto humano, centrado no homem, para evitar a dispersão (Gênesis 11:4).

Infelizmente, esse mesmo “espírito de conforto” tenta hoje nos convencer a fazer missões “sem cruz”. Queremos o resultado sem o sacrifício, sem a dolorosa, mas necessária, renúncia de descer à cultura do outro. É o desejo de levar o Evangelho sem nos envolvermos de verdade com a realidade e a língua do próximo.

Mas o Evangelho da Glória exige que o povo de Deus atravesse fronteiras.

Jesus, O Maior Missionário da História

O nosso modelo é perfeito: Jesus! Ele não nos enviou a mensagem por um emissário distante. O próprio Deus deixou a glória do Céu e Se encarnou. Ele Se fez homem, falou a nossa língua e viveu a nossa experiência humana. Que exemplo de sacrifício e de penetração cultural!

Seguindo Seu exemplo, o Apóstolo Paulo cruzou incansavelmente culturas e línguas, declarando que se fez “tudo para todos, para por todos os meios salvar alguns” (1 Coríntios 9:22).

Nosso chamado é o mesmo. Temos que cruzar fronteiras. Não apenas as linhas visíveis do mapa, mas as invisíveis: as barreiras de preconceito, de conforto e, principalmente, de comodidade. Precisamos levar a mensagem da cruz, que pode parecer loucura para alguns, mas é o poder de Deus para nós (1 Coríntios 1:18).

Seu Próximo Passo: Um Olhar de Envio

Que o amor de Deus pelos povos inspire você a ir além do mapa e focar no Seu coração! Não fique apenas na teoria.

A questão central não é mais: “Será que ainda há povos não alcançados?”

A pergunta que ecoa em nosso espírito e exige uma resposta de ação é: “Quem Deus quer enviar através de mim?”

Você já conhece o mapa; agora, comprometa-se com o coração Dele.


Desafio Prático: Identifique uma barreira (seja ela cultural, social ou pessoal) que tem te impedido de compartilhar o Evangelho ativamente. Ore e trace um plano prático para começar a derrubá-la nesta semana, lembrando-se de que a ordem é “Ide”.

O Valor da Participação em Missões e a Semente Que Frutifica

Hoje, quero compartilhar com você um princípio bíblico que o Senhor Jesus me ensinou quando eu era apenas um jovem de 17 anos. Meus olhos foram literalmente abertos quanto a participação em missões.

Eu tinha um desejo ardente de ser missionário na África. Na minha igreja, recebíamos a visita de missionários que tinham trabalhado em vários países africanos. Lembro-me de eles mostrarem fotos e contarem experiências incríveis. Era impressionante ver todo o trabalho feito.

Peniel N Dourado

Naquele tempo, eu era solteiro, estudante e ainda não tinha um emprego, mas meu coração estava em chamas! Comecei a orar, pedindo que o Senhor me enviasse ao campo de missões. Eu realmente queria viver aquilo, estar lá, levando a Palavra de Deus a essas pessoas.

No entanto, eu era só um jovem, sem muita influência e experiência. O alvo de ser missionário parecia estar muito, muito longe mesmo. Foi nesse momento que o Senhor começou a me falar sobre o princípio da participação.

Ele revelou ao meu coração algo poderoso: se eu ajudasse o missionário que já estava na África, eu estaria participando, de forma real, do trabalho que ele estava fazendo. Eu lia a Palavra de Deus e essas verdades brotavam diante dos meus olhos.

Naquela época, por volta de 1997, eu estava começando um pequeno negócio de fazer cartões pessoais. Eu visitava empresas na cidade e criava cartões personalizados. As gráficas ainda não ofereciam esse serviço, mas eu tinha um computador e uma boa impressora, e os clientes começaram a aparecer.

O Senhor me fez ver algo importante: o dinheiro que vinha para mim era fruto do meu trabalho. Eu investia meu tempo, conhecimento e esforço para receber aquele valor. Quando eu pegava parte desse dinheiro e o enviava para o campo, era como se eu estivesse empregando meu tempo, meu suor e meu conhecimento diretamente nas missões.

Peniel e Mina próximo a região de Chochís em Bolívia

Contudo, o Senhor Jesus também me ensinou que isso precisa ser feito com amor, alegria, dedicação e responsabilidade. Se eu doasse apenas quando sentisse vontade, eu estaria sendo irresponsável com missões como aqueles que só fazem missões em tempo livre. Este não era o meu desejo de usar missões como distração, mas eu queria me entregar completamente ao serviço do Mestre.

Se temos um chamado, mesmo que seja para participar, devemos fazê-lo com compromisso e seriedade. Aprendemos pelas Escrituras que tanto o que vai ao campo quanto o que apoio são parte no serviço de missões.

Ao longo do tempo, fui à Bíblia e comecei a notar a seriedade com que ela trata o dinheiro. Ela não apenas fala de recursos financeiros, mas revela a importância da nossa administração como servos de Deus.

A Bíblia frequentemente aponta homens e mulheres que eram ricos. Pessoas com recursos financeiros acima do padrão de seu ambiente social. É vital entender que a riqueza é relativa.

Por exemplo: se você mora em uma cidade onde ninguém tem carro, e você é o único, mesmo que seja um carro velho, você é rico nesse aspecto. Seu padrão é superior ao de quem está ao seu redor.

A Bíblia nos dá exemplos claros de homens que as Escrituras declaram abertamente que eram ricos e não está nada errado com isso:

  • Abraão era “muito rico em gado, em prata e em ouro” (Gênesis 13:2).
  • era “o homem mais rico do Oriente” (Jó 1:3).
  • Jacó “se enriqueceu muitíssimo” (Gênesis 30:43).
  • Salomão “excedeu a todos os reis da terra em riquezas e sabedoria” (1 Reis 10:23).

No Novo Testamento, essa realidade não muda:

  • O jovem rico “possuía muitas propriedades” (Mateus 19:22), o que o colocava acima do padrão financeiro de sua região.
  • José de Arimateia era um “homem rico” (Mateus 27:57).
  • Lídia era uma comerciante rica (Atos 16:14), pois vendia um produto de alto valor.
  • O apóstolo Paulo orienta Timóteo a falar aos “ricos deste mundo” (1 Timóteo 6:17).

O problema não é ser rico, ter mais recursos que as demais pessoas do ambiente socialao seu redor, mas amar a riqueza como fez o jovem rico de Mateus 19.

Portanto, a Palavra de Deus considera e valoriza os bens e os recursos que uma pessoa tem; não ignora, não diz ser errado ter. No entanto, o Senhor tem uma perspectiva completamente diferente sobre o dinheiro em si. Quando Jesus diz que algo é “muito” ou “pouco”, Ele não olha para a quantidade.

Evangelismo em San Julian, Bolívia (2014)

A Bíblia é clara: ser rico para com Deus não está diretamente ligado à quantidade de bens. Pense na igreja de Laodiceia, que se dizia rica, mas o Senhor a chamou de pobre. “Pois dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um miserável, e pobre, e cego, e nu.” (Apocalipse 3:17). Tinha bens e dinheiro, mas o Senhor Jesus disse que era pobre.

Em Lucas 21, Jesus estava observando os ricos lançando suas ofertas. Eram pessoas com muito mais posses. Mas, em seguida, Ele olhou para uma viúva pobre e disse:

Em verdade, vos digo que esta viúva lançou mais do que todos. Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha.” (Lucas 21:3-4)

Enquanto os ricos davam do que lhes sobrava, a viúva ofertou com sacrifício. O que o Senhor valorizou não foi o valor monetário, mas o valor agregado do sacrifício e do amor que motivou o seu ato.

Isso não significa que alguém com poucos recursos seja, automaticamente, humilde ou mais aceito diante do Senhor. Deus observa o valor agregado na atitude, e há muitas pessoas com poucos recursos que são altivas, avarentas e soberbas. Quem julga o coração é o Senhor; por isso, é um erro avaliar alguém apenas pelo dinheiro que possui.

Outro exemplo é Maria de Betânia, que derramou um perfume caríssimo (cerca de trezentos denários, quase o salário de um ano) aos pés de Jesus (João 12:3). Judas viu apenas o valor monetário: “Isso podia ser vendido!”. Mas o Mestre valorizou a entrega daquela mulher, que decidiu dar aos pés Dele o bem mais valioso que possuía.

Material evangelístico chegando em nossa Base de Apoio em 2013 – Bolívia

O rei Davi também nos dá uma lição poderosa. Ao querer oferecer sacrifício, ele se recusou a aceitar o terreno de Araúna como doação: Não oferecerei ao Senhor sacrifício que não me custe nada (2 Samuel 24:24).

Por que estamos revisitando as Escrituras? O nosso norte é a Palavra de Deus e nala aprendemos que por trás de todo recurso financeiro, Deus está olhando o valor agregado. Deus não olha apenas o dinheiro dada como oferta apenas, mas como está sendo dado e a motivação pela qual é dada.

Para você, talvez doar R$50,00 para missões não custe muito. Mas para outra pessoa pesa muito. Para alguns enviar 100 Reais ou 1.000 Reais pode ser um grande sacrifício, enquanto que para outros é dar do que sobra. É esse valor, essa entrega, que Deus está olhando. Deus não olha a quantidade, mas o valor agregado.

A Bíblia chama essa doação, feita com valor agregado, de semente. O desejo de Deus é aumentar a capacidade de quem doa, para que possa doar cada vez mais e gerar glórias a Deus.

O apóstolo Paulo é direto:

Quem semeia pouco, pouco também colherá; e quem semeia com fartura, com abundância colherá.” (2 Coríntios 9:6)

Neste texto, a Palavra diz que o Senhor multiplicará a vossa sementeira. Deus dá pão (para a nossa manutenção) e semente (aquilo que lançamos para que volte multiplicado). Fique claro que o recursos em nossas mãos é pão e semente e aqueles que comem a semente literalmente empobrecerão.

Grave bem esta verdadede em seu coração: A doação que você faz é como uma semente. Ela volta multiplicada! Se o crente se torna guloso e come o pão e também a semente que lhe foi confiada, ele diminui gradativamente a capacidade de multiplicação.

É aí que a vida financeira e a vida espiritual se conectam: a prosperidade está ligada ao valor agregado que há por trás da sua doação à obra de Deus.

A alma generosa prosperará, e o que rega também será regado.” (Provérbios 11:25)

Tudo o que o homem semear, isso também colherá.” (Gálatas 6:7)

Para finalizar, vamos ao conceito de galardão compartilhado:

“Quem recebe um profeta, na qualidade de profeta, receberá galardão de profeta. E quem recebe um justo, na qualidade de justo, receberá galardão de justo.” (Mateus 10:41)

O profeta aqui é o exemplo de quem se entregou completamente à causa de Cristo, aquele que vive um alto nível de comprometimento. Enquanto muitos abrem os olhos pensando em lucro para suas empresas, esses homens e mulheres abrem os olhos pensando em expandir o Reino de Deus e fazer a vontade dAquele que o chamou. Eles vivem exclusivamente para a obra.

Evangelistas recebendo materiais impressos para o evangelismo em Bolívia

O texto nos mostra que quem os recebe se torna parte do trabalho. Quando você prepara um ambiente para o profeta como fez a mulher que recebeu Eliseu, você é parte da missão dele, assim como para aquela mulher começou a fluir os recursos do Reino. Quando você envia sua doação para missões, você é parte direta do trabalho que o missionário está fazendo.

Certa vez, uma equipe de missionários estava nos EUA buscando recursos para o projeto no Paraguai. Um pastor os orientou a não falar da necessidade, mas a vender alguma coisa para a igreja. Eles venderam, conseguiram o dinheiro e resolveram seus problemas no campo.

Mas preste atenção: nenhuma daquelas pessoas que comprou os produtos teve participação no trabalho missionário!

O dinheiro que foi dado foi uma troca por um produto. Não foi uma doação com valor agregado percebido por Deus. Elas não enxergaram o galardão compartilhado, e por isso, ficaram excluídas da participação na obra de Deus no campo de missões.

Querido irmão, o missionário não é um pedinte que passa na rua de sua casa. Ele não está estendendo as mãos em busca de pão para sobreviver enquanto faz o serviço do Reino. O missionário está apresentando uma necessidade para te dar uma oportunidade: a chance de você ser missionário junto com ele e ter parte no galardão daquele trabalho.

Materiaiis impresso para o evangelismo em Bolívia

Se um missionário vende para obter dinheiro e manter algo no obra e você comprar, você faz uma troca do dinheiro pelo produto, e o galardão é só dele pelo serviço que ele faz. Mesmo você dizendo que vai comprar apenas para ajudar, você ficará sem a participação, pois você troca o seu dinheiro (tempo, esforço e conhecimento) pelo produto que é vendido.

Mas se você, com amor no seu coração, enxerga o valor no trabalho daquele missionário e abre sua mão para doar com o mesmo valor agregado que aprendemos na situação da viúva de Lucas 21, você certamente terá o seu galardão e sua participação no serviço de missões.

Deixo claro que não sou contrário a vender para se obter recursos por usa causa. Nós já vendemos roupas, comida, cursos online e tantos outros produtos para obter o recursos para um dederminado objetivo. Então, não vejo como algo errado e as Escrituras também não condenam. O apóstolo Paulo, Áquila a sua esposa Priscila trabalhavam com tendas, em Atos 10:6 fala de Simão o curtidor e tantos outros profissionais. Vender é um trabalho e a bíblia diz que “…digno é o trabalhador do seu salário.” – Lucas 10:7

Deus é um Deus espiritual, e o dinheiro e bens do homem e mulher de Deus também é sumamente espiritual. Ele pode ser seu senhor, o deus riquesa de sua vida ou você pode deixar que Cristo Jesus seja seu Senhor vivendo os princípios revelados por Deus. 

Assim, quando eu tinha meus 17 anos, lá por 1997, meu coração se encheu de alegria quando o missionário que eu apoiava me enviava cartas e relatórios, e eu percebia pelo correio: eu estava fazendo a obra missionária junto com ele, através da minha doação que periodicamente eu enviava. Isso é participação em missões mesmo não estando no campo.

Que Deus te abençoe, abra seus olhos para essa verdade, e que a obra de Deus avance cada dia mais!

Peniel N Dourado

A Obediência É o Mapa da Missão de Deus

É essencial que a nossa vida cristã não seja apenas uma bela teoria, mas sim o impulso que move nossos pés, corações e mãos para a atividade. As verdades que aprendemos na Palavra de Deus nos levam a sair da sala de aula para a frente de batalha.

Missionários Peniel e Mina (2024)

O Caráter Inegociável: Amor e Justiça na Cruz

Compreender o caráter de Deus não é um simples estudo acadêmico; é o guia para a Missão. Deus é puro amor (1 João 4:8) e Sua misericórdia dura para sempre (Salmo 136). Mas Ele também é perfeitamente justo e correto (Salmo 7:11).

Como essas características, que parecem em conflito, se relacionam conosco?

A solução é encontrada, de forma gloriosa e dramática, na Cruz de Cristo. A justiça exigiu que o pecado fosse punido, mas o amor ofereceu um substituto perfeito: Jesus Cristo. Na Cruz, a retidão de Deus é cumprida, e Sua misericórdia é derramada sobre a humanidade.

O Evangelho é, na verdade, a síntese da obra missionária: a justiça que nos torna justos e o amor que nos incentiva à prática no mundo.


O “Porquê” do Sofrimento e a Paciência de Deus

Aí surge a eterna pergunta que causa aflição: Por que Deus permite que o mal continue dominando hoje no mundo?

Deus não apenas “permite” o mal de forma passiva. Ele o suporta em Sua grande tolerância (2 Pedro 3:9), dando tempo ao homem e oportunidade para que mais pessoas cheguem ao arrependimento e à salvação.

Seu julgamento final é absolutamente certo, mas Sua paciência é a nossa chance missionária. Não podemos desperdiçá-la! O tempo de agir em busca das almas não é o amanhã, mas o agora.

Peniel e Mina na região da chiquitania de Bolívia (2009)

A Semente do Chamado: O Inabalável “Eu Farei”

O plano missionário começa a ganhar forma nítida em Abraão. Precisamos notar a incrível diferença da aliança: “Eu fareitu serás“. As promessas são verbos na primeira pessoa: “Eu farei de ti uma grande nação”, “Eu te abençoarei”, “Eu tornarei grande o teu nome” (Gênesis 12:2-3).

A ação é totalmente centrada em Deus! A parte de Abraão era a simples obediência: “Sai da tua terra” (Gênesis 12:1).

Lembro-me de uma vez quando orava por recursos para alcançar a cidade de Oruro em Bolívia, onde tudo era incerteza, exceto o “Eu farei” de Deus. O que eu precisava fazer? Esperar o tempo de Deus e agir no momento que as portas estivessem abertas.

Nossa confiança durante o serviço de missões não está em nossa força, mas no caráter firme de Quem nos chamou. Deus disse que faria, então Ele vai fazer


Obediência: O Indicador da Sua Fé

Isso nos leva ao ponto principal da nossa vida com Deus: a obediência. Ela não é uma escolha; é o indicador da sua fé nAquele que te chamou (João 14:21).

Você só ouve a voz de Deus, o Verbo, quando está disposto a obedecer à Sua Palavra. Em um mundo cheio de barulho, a disposição para o “sim” é o que ajusta nossos ouvidos para o som suave do Espírito Santo.

Pastor Peniel e Mina na cidade de Santa Cruz de la Sierra – Bolívia (2013)

É na ação de obedecer que a teoria missionária finalmente vira prática. Muitos estão dispostos a falar sobre missões, mas poucos são os que vão e fazem.


🌎 O Foco Urgente: Evangelismo Intercultural

A missão de Deus é, por definição, entre culturas. Se alguém disser que Deus não está interessado nisso, abra a Bíblia!

A Promessa a Abraão (Gênesis 12:3): “Em ti, serão benditas todas as famílias da terra.” Global! O Grande Mandamento (Mateus 28:19-20): “Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações (ethnos).” Intercultural! A Visão Final (Apocalipse 7:9): Uma multidão imensurável de “todas as nações, tribos, povos e línguas.” Multirracial!

Deus não está apenas interessado; Ele é o Missionário Intercultural supremo!

A grande tristeza é que, assim como os judeus na época de Jesus construíram obstáculos contra os gentios (Atos 10:28), nós também criamos nossos próprios limites invisíveis quanto ao serviço de missões.

O nosso maior preconceito hoje é o etnocentrismo: a crença sutil de que a nossa cultura, ou a nossa maneira de realizar a missão, é superior à cultura que nos recebe.

Sua fé não pode ser só teoria! Descubra como o amor e a justiça de Deus se unem na Cruz, o desafio da Missão Intercultural e por que a obediência é o mapa.
Peniel N Dourado no terminal de ônibus de Quijarro, Bolívia (2025)

Isso se manifesta na rejeição a imigrantes e refugiados; no foco exclusivo na nossa própria identidade (cultura, cor de pele, idioma ou sotaque), o que leva à supervalorização da nossa “tribo”.

Essa visão limitada impede a igreja local de cumprir sua maior função na terra. Não podemos ver o missionário como um pedinte que vem levar as ofertas de nossa igreja, mas um verdadeiro embaixador do Reino que nos dá a oportunidade de ser parte no serviço que não podemos fazer.

Não podemos ver o imigrante como um obstáculo; eles são o campo missionário ativo em nosso próprio espaço.

Se você não pode ir ao Haiti, Deus está trazendo os haitianos à sua porta. Se você não pode fazer missões na África, o Senhor Jesus trouxe os nigerianos à sua cidade.


Quatro Passos para a Prática em Missões

Queremos participar ativamente no ministério intercultural? A resposta é ação!

  • Oração e Ensino Ativo: Priorize o ensino bíblico sobre a Missio Dei (Missão de Deus) e ore especificamente pelos povos não alcançados.
  • Adoção e Parceria: Adote um povo não alcançado/ menos alcançado e apoie um missionário de forma completa que esteja nessas regiões (financeira, emocional e espiritual).
  • Mobilize: Deixe de ser apenas “igrejas doadoras” e torne-se uma “igreja que envia,” mobilizando seus membros para projetos de curto, médio e longo prazo.
  • Ação Local/Global Unida: Veja o vizinho imigrante como parte do seu campo missionário. A Missão de Deus começa no seu bairro e se espalha para o mundo.

A nossa resposta à teoria deve ser a prática corajosa. Que o Espírito Santo nos mova para que a nossa vida, e a vida das nossas igrejas, seja a mais fiel representação do Reino de Deus na terra.

Desafio Prático

Identifique um imigrante ou refugiado em sua comunidade. Faça um esforço intencional para aprender o nome dele, ouvir sua história e perguntar como você pode orar e ajudar. Cumpra o Ide sem sair da sua cidade!

Versículo sobre Missões: Lembre-se: “Sejam, porém, executores da palavra e não somente ouvintes, enganando-se a vós mesmos.” (Tiago 1:22). A verdadeira fé se prova na obediência ativa!

Quando a missão falha em refletir o Reino de Deus

Infelizmente, nem todo projeto missionário representa bem o Reino de Deus. Ao longo da caminhada no campo, tenho visto exemplos que nos envergonham como Igreja e desonram o nome de Cristo. Falo com temor, mas com verdade. Precisamos conversar sobre isso.

Obreiros mercenários e o perigo da motivação errada

Há projetos liderados por pessoas que estão ali não por amor ao evangelho, mas por interesse financeiro. Jesus nos alertou sobre isso: “O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge” (João 10:12).
Quando a motivação do missionário é o sustento e não a salvação das almas, o projeto perde sua essência e se torna uma obra humana.

Peniel N Dourado. Região litorânea no Ceará

Falta de responsabilidade é reflexo de falta de amor

Obras mal organizadas, sem prestação de contas, com atitudes incoerentes, geralmente nascem da ausência de um verdadeiro amor pela missão. Tudo é feito de qualquer jeito. E como diz a Palavra: “Maldito aquele que faz a obra do Senhor relaxadamente” (Jeremias 48:10).
Missão é coisa séria, e exige zelo.

Projetos mundanos travestidos de missões

O mais triste é ver projetos que se dizem missionários, mas que promovem apenas festas, turismo ou vaidade. Não há evangelismo, não há ensino, não há transformação. Só aparência. Como disse o apóstolo Paulo: “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela” (2 Timóteo 3:5).

Recebendo materiais em Bolívia

Como evitar participar de uma obra que desonra o Reino?

  • Ore pedindo discernimento antes de se envolver.
  • Observe os frutos do projeto (Mateus 7:16).
  • Busque saber se há prestação de contas e seriedade.
  • Veja se há compromisso real com a Palavra de Deus e com os perdidos.

Um exemplo prático

Editei um vídeo falando um pouco mais sobre este assunto. O link de acesso deixo logo abaixo

👉 CLIQUE AQUI para assistir a um vídeo em que explico melhor esse tema.

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