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Não Abandone Seu Chamado: Missão é Compromisso de Vida

Que alegria iniciar o dia compartilhando mais uma Reflexão Missionária!

Aqui no blog, você acompanha de perto nossa vida de missões, o mover de Deus e as direções que Ele tem nos dado no campo transcultural. Se você não quer perder nenhum artigo — e nem o que está por vir —, tenho um convite:

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Peniel N Dourado

A LUTA POR UMA DIREÇÃO CLARA

Atualmente, aqui no Paraguai, estamos no período da Semana de Oração que antecede a Santa Ceia. É um tempo poderoso onde suspendemos outras atividades noturnas para nos reunir, orar e buscar intensamente a presença de Deus.

Esta semana, em especial, meu foco tem sido orar por uma direção clara para o nosso trabalho, principalmente em relação ao Programa de Apoio Evangelístico. (Quem nos acompanha sabe o peso que sentimos e a importância desse projeto!).

Continue lendo para entender o que Deus tem falado conosco neste período de busca…”

Visitando a Missão por Compaixão no Paraguai

Em 2004, eu já estava no Paraguai, e meu desejo era fazer missões aqui mesmo, pois víamos a necessidade e a Missão Siloé estava em crescimento. Eu queria ganhar almas aqui no Paraguai e participar no crescimento da igreja. Mas foi nesse período que Deus começou a nos falar que deveríamos sair do Paraguai e ir para a Bolívia.

A palavra que Deus nos deu foi que Ele nos levaria a outra nação e colocaria uma obra em nossas mãos. Posteriormente, Deus começou a falar muitas coisas sobre esse projeto, sobre crescimento e expansão, dizendo que iríamos desenvolvê-lo em toda a Bolívia, e é o que estamos fazendo agora. O Senhor também falou que iríamos desenvolver esse projeto em outras nações, e estamos nesse processo.

Sou sincero em dizer que muitas vezes tentei parar este trabalho. Desanimei com a falta de apoio, pois você sabe que o Programa de Apoio Evangelístico tem como alvo ajudar os evangelistas, conseguir e entregar literatura nas mãos de quem está trabalhando: irmãos que vão para hospitais, presídios, ruas e praças. E, sinceramente, falando com toda a franqueza a você que lê este blog, pouca gente se importa com os evangelistas dentro das igrejas.

Com o irmão Nigel Mercado em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Tenho notado algo preocupante no contato com algumas lideranças (e é fundamental frisar que este não é um comportamento generalizado): A solicitação de nossos materiais acontece, mas, em muitos casos, o objetivo não é o evangelismo em si, nem o apoio genuíno aos evangelistas.

Percebemos que o foco se desvia. O material, que deveria ser uma ferramenta de expansão do Reino, torna-se, muitas vezes, um instrumento para ‘política interna’ ou autopromoção. Essa postura demonstra uma profunda irresponsabilidade com a obra que é do Senhor Jesus, e é algo que nos causa grande tristeza.

Nos muitos anos de trabalho, passei por isso várias vezes: líderes que entram em contato, mas não estão preocupados com os evangelistas. Nisso, você acha que é fácil manter um projeto como este? Acha que é fácil conseguir recursos para pagar o frete? Acha que é fácil conseguir recurso para manter as nossas viagens? Não, não é fácil. Digo isso com toda a propriedade.

Mas, enquanto as dificuldades continuavam nos passos que dávamos em Bolívia, o projeto também continuava crescendo. Os dias iam passando, o número de evangelistas na Bolívia crescia, o número de pessoas necessitadas de apoio, e a gente via essas pessoas com o coração ardendo pelo desejo de fazer um trabalho evangelístico.

Posso dizer isso porque trabalhei muitos anos ao lado desses evangelistas. São pessoas que têm um coração realmente queimando pela obra de Deus e o desejo de ganhar almas.

vangelista recebendo a Palavra de Deus escrita em Bolívia

Conheci pessoas que usaram o dinheiro do mês para investir no trabalho evangelístico. Eu não faria isso e não aconselho ninguém, mas sei que essa pessoa o fez porque o próprio Senhor a orientou. E Deus fez milagres para mantê-la durante aquele mês.

Conheci um pastor com um coração entregue ao evangelismo. Ele tinha um veículo e o vendeu para fazer um trabalho de impacto na região onde nasceu, na Bolívia, onde não havia muitas igrejas. O desejo dele era dar oportunidade àquele povo de ouvir o evangelho. O nível de evangelismo de que estou falando é um nível de entrega.

Diante da dificuldade de conseguir recursos para manter todo este trabalho, o número de evangelistas crescia, e eu me desanimava. Eu orava ao Senhor: “Senhor, o que eu faço? Dá-me uma revelação. Mostra o que Tu queres que eu faça.” Essa era a minha oração.

Muitas vezes, entrei no meu quarto para buscar uma revelação do Senhor, uma palavra de Deus em relação ao projeto. Mas confesso que eu queria ouvir uma voz de Deus, queria ouvir Deus falando que o tempo daquele projeto havia terminado.

Líder do Ponto de Apoio em Potosi, Bolívia

O problema é que, quando eu entrava no meu quarto e começava a clamar a Deus, o Espírito Santo falava ao meu coração: “Vá e faça o que eu te mandei fazer“. Parece até estranho eu dizer que era um problema, mas a realidade era que eu queria ouvir outra coisas do Senhor Jesus.

Nestes dias que tem passado aqui no Paraguai durante a semana de oração na Missão Siloé eu tenho feito a mesma oração: “Senhor, dá-me uma revelação.” Então, eu estava na igreja orando e fiz essa oração. Eu orei, saí da igreja, vim para casa e fomos dormir.

Quando o relógio tocou pela manhã e levantei cedo, assim que abri os olhos, o Senhor me deu novamente uma palavra que havia falado comigo a muitos anos atrás. O Senhor me mostra a situação de Maria. Quando o anjo Gabriel falou com Maria, deu uma palavra específica para o que ela deveria fazer. O anjo disse que ela ficaria grávida e que a criança que nasceria seria o Salvador. A tarefa dela era ser mãe.

Neto (centro) é o baterista da Missão Siloé. E na ponta direita Samuel

Qual a diferença da missão de Maria para a missão das outras mulheres? A missão dela era ser mãe do Salvador. O anjo disse: “Você será a mãe do Salvador”. Sabemos que ela não teve relação com José para engravidar, mas ela seria mãe. A diferença de Maria para as outras mulheres que engravidaram foi nenhuma, mas o peso de ser mão do Salvador do mundo era gigante.

Maria passou pelas mesmas que todas as mulheres que ficam grávidas. O ventre de Maria cresceu, e a criança desenvolvia da mesma forma que as demais pessoas. Quando a criança nasceu, nasceu do mesmo modo que todas as crianças vieram a este mundo. O menino Jesus teve que tomar o leite do seio de Maria, assim como todas as crianças precisam se alimentar do leite materno.

Algo específico, porém, tinha Maria: a palavra de Deus dada a ela lá atrás. O anjo veio, falou que ela ficaria grávida e depois não voltou para dizer o óbvio. O anjo não voltou para dizer que a criança cresceria no ventre. O anjo não voltou quando o menino Jesus estava sujo porque fez suas necessidades.

Essa é muitas vezes a palavra que Deus me dá. O Espírito Santo tem me dito: “Não é porque você não está recebendo uma palavra específica neste momento da minha parte para a missão que confiei em suas mãos, que você não sabe da responsabilidade que tem.”

Final do culto na Missão Siloé, Paraguai

Eu fico imaginando se Maria simplesmente levantasse um dia e dissesse: “Deus, esse filho é Teu e eu não quero mais cuidar dessa criança. Arranja agora outra mulher para que possa cuidar dela“. Por mais que sabemos que Jesus é Filho de Deus, mas como homem continuava sendo filho de Maria e ela sua mãe.

Eu poderia dizer que Maria seria uma mãe louca se simplesmente se levantasse e falasse que não ia mais cuidar daquela criança. Sei que existem muitas mães loucas, assim como existem muitos pastores, missionários, evangelístas loucos que abandonam “a criança” que o Senhor os confiou.

Na Missão por Compaixão, ouvimos tantas histórias, algumas bem tristes. Histórias de mulheres que, prestes a dar à luz, queriam abortar de todas as formas. São “mães loucas” que encontramos em todos os lugares, em países ricos e pobres, na Bolívia, no Brasil, no Paraguai, no mundo inteiro.

Mas esse não era o caso de Maria, pois até o último momento, estava ao pé da cruz, vendo a situação do seu Senhor. E da mesma forma compreendemos que um projeto nasce no coração do missionário assim como uma criança nasce no ventre de uma mãe. E quando vejo um projeto em andamento, passando lutas e dificuldades, sendo abandonado por aquele que o gerou, o que estou vendo são “mães loucas”, missionários, abandonando seus filhos espirituais.

Com meu irmão Tiago (esquerda), o pastor Davi Dayan (centro) e um dos casais mais antigos da Misión Siloé, irmã Sonia e irmão Diogo

Para um missionário, um projeto de missões é como um filho que nasce no mais profundo do seu ser. Não é apenas uma ideia: é uma semente plantada pelo Espírito Santo em seu coração.

Foi assim que nasceu a visão do Programa de Apoio Evangelístico. Deus nos deu uma Palavra, prometendo colocar esta obra em nossas mãos quando ainda estávamos no Paraguai. Naquela época, o nome ainda não existia; havia apenas a clareza do trabalho que precisava ser feito.

E essa clareza nos guia até hoje. Cuidamos intensamente de um ponto fundamental: manter o foco na visão do projeto, e não na criação de uma instituição. Não temos a intenção de transformar o Programa de Apoio Evangelístico em uma empresa ou entidade burocrática; nosso único alvo é fazer prosperar a visão de trabalho que o Senhor nos confiou.

Não somos contra a organização legal ou a constituição de uma missão que cumpra os requisitos da lei. No entanto, quando tratamos a obra de Deus—seja o projeto missionário ou a igreja— apenas no nível de uma empresa, corremos o risco de agir como ‘mães loucas’ com o verdadeiro filho que nos foi confiado.

E voltando ao período de oração onde eu buscava uma resposta do Senhor Jesus, o Espírito de Deus me disse:”Eu já te dei a palavra. Eu já te disse o que você tem que fazer. Vá fazendo aquilo que você deve fazer neste exato momento“. Amém?

Espero que você que está no campo de missões e está lendo este post, não seja uma “mãe louca”. Pode ser que chegará o momento em que Deus vai te tirar da frente desse projeto e te levar para outro lugar. Isso muitas vezes acontece.

Mas assim como um pai e uma mãe têm que abrir a porta para que o seu filho saia de casa, esse momento vai acontecer em que o seu filho terá capacidade suficiente de se manter, de ter a maturidade suficiente de estar longe de você e de manter a visão que você deu a ele. Não seja como uma mãe louca que abandona seu filho antes dele ter condições de andar sozinho.

Nigel, nosso atual coordenador geral de Bolívia e no centro o irmão Norman que ajuda a transportar os materiais

A visão que Deus te deu, você deve passar para este seu “filho espiritual”. E o “filho” aqui é o seu projeto missionário em desenvolvimento. Se você deixar sozinho antes do tempo outros virão com visões carnais para distanciar do propósito pelo qual foi criado.

No tempo certo o seu “filho” terá a maturidade suficiente de manter a visão que Deus te deu, dará condições para que esse projeto possa se distanciar de você de forma madura e se manter na visão que você mesmo recebeu.

Sabe, querido missionário, pode ser que o anjo de Deus não venha novamente para te falar sobre o trabalho que você está fazendo, você não terá mais visitações sobrenaturais para te mostrar detalhes do trabalho, mas fique certo de que a responsabilidade que foi dada a você já foi colocada sobre a sua vida e sobre este trabalho o Senhor pedirá conta.

Deus te abençoe e até o nosso próximo post aqui em nosso Diário Missionário.

Nossos Videos Sobre Missões

CLIQUE AQUI para acessar vídeos onde eu falo sobre a vida prática do campo de missões. Os temas dos vídeos muitas vezes são tirado das conversas com outros missionários ou de situações vividas no campo de missões. O objetivo é trazer a vida prática do campo missionário a você

CLIQUE AQUI para acessar vídeos com informativos em vídeos relacionado ao Programa de Apoio Evangelístico, mostro o andamento do trabalho nas regiões onde estamos atuando e outros.

CLIQUE AQUI para acessar nossos Vlogs Missões. Os vlogs são vídeos gravados do nosso dia a dia. Muitas vezes eu simplesmente gravo o nosso dia no campo, ou uma viagem em missões ou qualquer outra situação de forma aleatória. Mas sempre queremos que você possa aprender um pouco mais sobre a vida em missões também através de nossos vlogs.

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Por Que o Missionário Enfrenta Tantas Lutas no Campo?

Hoje quero conversar com você sobre uma realidade que poucos compreendem fora do campo missionário: por que o missionário sofre tantas lutas? Essa pergunta ecoa no coração de muitos que estão servindo longe de casa, em outra cultura, enfrentando desafios intensos, privações, pressões e provações diárias.

Tenho pensado muito nisso. E se você está no campo agora, talvez esteja passando exatamente por esse vale. Mas quero te lembrar: Deus já te fez construir coisas lindas, mesmo em meio às tribulações. Olhe para trás e veja como Ele tem sustentado sua vida até aqui.

A Palavra de Deus nos dá clareza sobre isso. Em Tiago 1:3, está escrito:

“Sabendo que a prova da vossa fé produz paciência.”

A fé que Deus nos dá é baseada na Sua Palavra. Não é “fé na fé”, mas fé naquilo que o Senhor nos falou. Foi assim com Abraão, Isaque, Jacó, com todos os que creram no que Deus disse, mesmo sem verem imediatamente o cumprimento.

Veja Noé: Deus lhe disse que o mundo seria destruído por água. Mesmo sendo ridicularizado, ele construiu a arca, porque creu na Palavra. Isso é fé verdadeira — a fé que se firma no que Deus falou, mesmo quando tudo ao redor parece contrário.

Mas essa fé é provada. E essa prova gera algo poderoso em nós: paciência. A palavra usada em Romanos 5 para “paciência” é hypomoné, que significa “capacidade de suportar debaixo de pressão”. É isso que a missão nos ensina! As tribulações vêm, sim. Mas cada pressão enfrentada gera em nós resistência espiritual, perseverança, maturidade e esperança.

Se você está vivendo um tempo de dor, escassez ou solidão, não desanime. Sua fé está sendo fortalecida para algo maior. A prova não é sinal de rejeição, é sinal de preparação!

Gravei um vídeo falando mais sobre esse assunto. Se quiser ouvir essa palavra em forma de reflexão, clique no link abaixo:

👉 Assista ao vídeo aqui

Aproveite para se inscrever no canal e compartilhe com outros que, como você, estão servindo com amor. Vamos juntos edificar uns aos outros.

Querido amigo, o Senhor não te deixou. Ele está provando sua fé para te tornar mais forte, mais sensível à Sua voz e mais cheio de esperança. Não pare! Ele te escolheu, e Ele é fiel para te sustentar.

Receba um forte abraço. Que Jesus continue te abençoando poderosamente.

Peniel N. Dourado

Cada Um no Seu Chamado Missionário

Existe um problema silencioso que tem feito barulho dentro das missões: a comparação. É como se houvesse um padrão invisível que diz como o missionário deve ser, agir e manter a obra de missões que desenvolve. Mas deixa eu te lembrar das palavras do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12:15: “Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?”

Meu irmão, minha irmã… se você não faz como o outro faz, isso não quer dizer que está errado. Deus não chamou todo mundo pra ser mão. Alguém tem que ser pé, coração, olho. Cada um no seu chamado. E isso é lindo!

A sociedade gira em torno do dinheiro. Trocam de cidade, de emprego, de tudo… por dinheiro. E o missionário? Ele vive de quê? A resposta é simples: o missionário vive pela vontade de Deus. Sim, precisa de sustento, precisa pagar contas, mas não vive para buscar dinheiro. E aí começam os olhares tortos: “Ah, se ele não corre atrás de dinheiro, está errado… ou está mentindo.”

É aí que muitos julgam injustamente a vida missionária. Pensam que, se você não se encaixa no modelo padrão, algo está fora do lugar. Mas eu repito: o modelo certo é o de Deus, não o da cultura ao nosso redor.

Outro ponto delicado é o conflito dentro da própria igreja. Um pastor acha que o evangelista não quer “pegar no pesado”. O evangelista acha que o pastor se esconde atrás do púlpito. O que trabalha com obra social acha que os outros estão “deixando o caído à beira do caminho”, como o sacerdote e o levita da parábola (Lucas 10:30-37). E mais uma vez, ecoa a pergunta de Paulo: “Porque não sou mão, não sou do corpo?”

Cuidado com a arrogância espiritual. Ela se disfarça de zelo, mas machuca o Corpo de Cristo. Deus não nos chamou para competir, mas para cooperar. Não importa se você está nas praças, nas prisões, nos hospitais ou nos bastidores cuidando de papelada e logística… se está onde Deus te colocou, você está no centro da vontade Dele.

Meu conselho? Guarde o teu coração. Sirva com humildade. E quando alguém julgar o teu jeito de servir, apenas sorria e diga: “Eu sou do Corpo.”

Continue orando por nós. Se este texto falou com você, compartilhe. Vamos espalhar esta mensagem e fortalecer nossos irmãos de caminhada.

Juntos na missão,
Pr. Peniel N. Dourado

Missionário, você é rico diante de Deus ou apenas aos olhos do mundo?

Missionário, como você está vivendo sua vida aqui na terra? Qual o seu objetivo maior? O que você tem preparado para a eternidade? Essas perguntas não são apenas reflexões, são confrontos sinceros ao nosso chamado. Afinal, de que adianta trabalhar tanto aqui se estamos construindo apenas para este mundo passageiro?

A Palavra de Deus é clara. Em Isaías 55:1-2, o convite do Senhor ecoa forte: “Vinde, todos os que tendes sede, vinde às águas; e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.” Deus está oferecendo gratuitamente aquilo que realmente satisfaz. Mas infelizmente, muitos estão gastando suas vidas com o que não alimenta e o que não tem valor eterno.

Passando por uma cidade no interior da Bahia

Durante nossos primeiros anos na Bolívia, eu e minha esposa Mina enfrentamos decisões que testaram nosso entendimento do que é ser verdadeiramente rico. Vendemos nosso carro, doamos muita coisa do que tínhamos e com o pouco que sobrou, cruzamos a fronteira. Não tínhamos certeza do amanhã, mas tínhamos clareza do propósito para nossas vidas. Nossa alegria era poder viver o que Deus havia nos chamado para fazer: servir no campo onde Ele nos colocou. E isso, meu irmão, isso sim é riqueza!

Lembro do testemunho da Mina. Ela deixou um excelente emprego no Japão, onde morava num apartamento confortável em Tóquio. Poderia ter continuado com uma vida tranquila e segura. Mas a voz de Deus foi mais forte que o conforto. Ela trocou os arranha-céus da cidade por uma vida simples em missões no Paraguai. Dormia em redes, muitas vezes em uma barraca, enfrentava situações de adversidade.

Mas eu como esposo posso dizer que nunca vi uma mulher tão rica. Rica da alegria que vem do céu por está na plena vontade do Senhor Jesus. Rica de fé e plena certeza de viver o que Deus estava ordenando. Rica em viver o propósito de Deus. Dou testemunho de minha esposa por acompanhar de perto todo o processo.

Sabe, 1 Crônicas 12:39-40 nos conta que Davi fez festa com o que lhe enviaram. Havia abundância, alegria e gratidão. A festa era do novo rei, mas o recursos da festa foi preparado pelos irmãos. Pobreza ou riqueza de gratidão?

Da mesma forma, Ester 9:22 fala sobre dias de alegria e de enviar presentes e dádivas aos pobres. Viver para Deus também é celebrar, compartilhar e repartir. Abigail entendeu isso quando levou bênçãos a Davi (1 Samuel 25:18). Ela não apenas ofereceu comida, mas pacificou corações e cumpriu um propósito maior.

Nós somos mordomos de Deus aqui na terra, preparando uma grande festa no céu. Cada passo missionário, cada oferta dada, cada lágrima derramada é um convite a outros para essa festa eterna. Mas há também aqueles que, como o rico de Lucas 16:19-24, têm muito aqui e são pobres diante de Deus. Vivem apenas para si e não se dão conta de que não estão levando nada para a eternidade. Ao contrário, o que os espera é apenas lamento.

Apocalipse 3:17 é ainda mais direto e confrontador: “Dizes: Rico sou, estou enriquecido e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, miserável, pobre, cego e nu.”

Missionário, quem está medindo a sua riqueza: Deus ou os critérios deste mundo? Às vezes dizemos que estamos falidos, sem apoio, com falta de estrutura… mas será que Deus concorda com essa avaliação? Ou será que estamos nos medindo apenas pela régua enganosa deste século?

Conheci um irmão que verdadeiramente entendeu isso. O saudoso Attilio Finazzi. Já idoso, me disse que estava vendendo terrenos em São Paulo para comprar bíblias e folhetos. Com o dinheiro, ele enviava milhares de folhetos para o Programa de Apoio Evangelístico, incluindo em idiomas como espanhol, quéchua e aimará. Ele sabia que sua conta bancária nos céus era mais importante que a da terra. Quantas vidas foram alcançadas com esse investimento eterno? Quanto este homem levou, de fato, para a eternidade?

Com o nosso saudoso irmãos Attilio Finazzi

A Bíblia diz em Amós 8:11-13 que virão dias de fome. Mas não de pão, e sim da Palavra do Senhor. E esses que não têm acesso à Palavra são, aos olhos de Deus, os verdadeiros miseráveis. Pobre não é quem não tem bens, é quem não tem direção do Eterno. Sem essa orientação, não há como viver bem aqui, muito menos se preparar para o que vem depois.

Mateus 25:10 nos adverte sobre os que quiseram se preparar de última hora. Mas as portas já estavam fechadas. Os sábios, os verdadeiramente ricos, ouviram a Palavra antes, ajustaram suas vidas e estavam prontos. Assim é a vida missionária. É preciso viver cada dia com os olhos na eternidade. Não é fácil. Haverá renúncias. Mas a recompensa é certa.

Lucas 12:19-20 fala do homem que disse: “Tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.” Mas Deus lhe disse: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” A verdadeira loucura é ignorar o propósito de Deus.

Missionário, você está vivendo para si ou para o Senhor? Está construindo algo que passará com o tempo ou que permanecerá para sempre?

A verdadeira riqueza não é medida por cifras ou títulos, mas pela obediência ao chamado. Que cada passo nosso seja guiado pela Palavra, cada decisão firmada na eternidade, e cada renúncia um sinal da nossa fé. Pois não há vida mais rica do que aquela que é vivida para Deus.

Peniel N. Dourado

🎥 VIDEOS SOBRE MISSÕES

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A Força Invisível que Move o Missionário

O campo missionário é, antes de tudo, um campo de batalha espiritual. Quando falamos de missões, não estamos falando apenas de lugares distantes ou de culturas diferentes. Estamos lidando com almas, com o destino eterno de pessoas, e isso nos coloca automaticamente em uma guerra contra o reino das trevas.

Por isso, é fundamental que o missionário compreenda e viva sob a autoridade que lhe foi dada por Jesus Cristo. Essa autoridade não é fruto de um curso, de uma consagração humana ou de um cargo. É um poder real, vindo do céu, dado pelo próprio Senhor a cada crente que O obedece no ide missionário.

Em Lucas 10:19, Jesus disse: “Eis que vos dou autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; e nada, absolutamente, vos causará dano.” Isso nos mostra que o missionário não entra em um campo desconhecido sem respaldo. Ele vai com um selo de autoridade espiritual, dado pelo Rei dos reis.

Passando pela cidade de Petrolina, Pernambuco

A autoridade que o missionário carrega vem diretamente de Cristo. Ele mesmo declarou em Mateus 28:18-19: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações…” A missão é dEle, o poder é dEle, a autoridade é dEle, mas Ele compartilhou conosco. Isso significa que, enquanto o missionário caminha, prega, ora e serve, ele está sendo respaldado por toda a autoridade que existe nos céus e na terra.

Essa compreensão muda a postura do servo de Deus no campo. Ele deixa de agir como um mendigo espiritual esperando que algo aconteça, e passa a agir como um embaixador do Reino, agindo sob a Palavra que o foi dada e confiando no poder de Deus que o acompanha.

Mas essa autoridade precisa ser empregada com discernimento, pois o inimigo também é real e atua tentando bloquear, atrasar e oprimir o avanço do evangelho.

O apóstolo Pedro nos exorta em 1 Pedro 5:8-9: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, o vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. Resistam-lhe, firmes na fé…” O missionário precisa estar firme, vigilante, consciente de que há uma resistência espiritual, mas que ele tem autoridade para resistir, orar, expulsar e avançar.

A armadura do crente está disponível e, como Paulo nos lembra em Efésios 6:10, devemos nos fortalecer no Senhor e no seu forte poder.

Materiais ao Ponto de Apoio em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

O lugar onde essa autoridade é ativada e renovada é a oração. No campo, muitas vezes o missionário se vê só, sem apoio visível, mas nunca sem cobertura espiritual. Em Efésios 1:19-21 lemos sobre o poder de Deus que ressuscitou Cristo dos mortos e o colocou acima de todo governo e autoridade.

E esse poder opera em nós, os que cremos. Ou seja, quando o missionário dobra os joelhos em seu quarto, quando ele entra em comunhão com o Pai, ele acessa essa fonte de poder e recebe direções que vêm diretamente do céu.

Nesse ambiente de intimidade com Deus, o Espírito Santo revela a Palavra exata para o momento, e então chega a hora do missionário se levantar pela fé na palavra dada e agir sob aquilo que Deus falou.

A Palavra dada por Deus é a espada do Espírito, e quando o missionário crê e agi no poder do Espírito de Deus as cadeias espirituais se rompem, corações são tocados e o Reino avança.

Em Colossenses 2:10 está escrito: “E, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude.” Isso quer dizer que não nos falta nada. A autoridade está em Cristo, e nós estamos nEle. O missionário não precisa se sentir inferior, fraco ou despreparado espiritualmente. Ele já foi capacitado. Já está completo. O que precisa é agir com fé e convicção.

O Espírito Santo, que habita no missionário, está sempre pronto para trazer à memória a Palavra, trazer discernimento e conduzir o servo de Deus em vitória.

Na estrada em missões com minha esposa e filhos

E precisamos entender que essa autoridade não está solta ou espalhada. Ela foi dada à Igreja. A Igreja de Cristo é portadora da autoridade de Deus na Terra. E o missionário, sendo parte do Corpo de Cristo, também carrega essa autoridade. Ele não está agindo por conta própria. Ele não representa a si mesmo. Ele representa o céu. Por isso, quando fala, quando ora, quando ministra, ele está agindo em nome do Senhor dos Exércitos. E o céu se move em resposta.

Portanto, a mensagem que deixo aos missionários é esta: usem a autoridade que já foi dada. Não esperem sentir algo para agir. A fé é o que nos move. Você já recebeu a autoridade para pisar o mal, para vencer a opressão, para proclamar libertação aos cativos e salvação aos perdidos.

Querido irmão, você é a Igreja, e a Igreja é a agência de Deus na terra. Onde ela chega, as trevas recuam. Onde ela fala no poder do Espírito, a Palavra prevalece. Onde ela ora, o céu responde. E onde ela crê, milagres acontecem.

Levante-se, missionário, e empregue a autoridade de Cristo no serviço de missões. Até que todos ouçam.

Peniel N Dourado

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Autoridade Espiritual: A Arma Esquecida de Muitos Missionários

Na caminhada missionária, enfrentamos desafios que vão muito além do que os olhos podem ver. A obra missionária é uma guerra espiritual, e todo missionário precisa entender isso desde o começo. Não estamos apenas lidando com culturas diferentes, dificuldades econômicas ou barreiras linguísticas. Estamos enfrentando um reino espiritual de trevas que resiste à verdade do evangelho. É por isso que a autoridade espiritual do missionário é algo essencial.

A Palavra de Deus nos alerta sobre essa batalha em Efésios 6:12:
“Pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.”

Em Oruro, Bolívia

Veja bem, não é contra pessoas. O problema real está no mundo espiritual. Há uma resistência invisível, e para vencê-la, precisamos usar as armas espirituais que Deus nos deu, começando pela autoridade que recebemos em Cristo.

Essa autoridade não é algo que conquistamos com esforço ou estudo. É um presente que recebemos quando nascemos de novo. A Bíblia diz em Efésios 1:3: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo.”

Note que o texto não diz que Ele vai nos abençoar, mas que já nos abençoou. Isso inclui a autoridade espiritual. Quando cremos em Jesus, Ele nos dá autoridade para agir em Seu nome. Somos representantes d’Ele na Terra. Isso é muito mais do que um título: é uma posição espiritual.

Mas aqui está o ponto que muitos esquecem: ter autoridade não é o mesmo que usar autoridade. Você pode ter um documento de identidade e não usá-lo. Pode ter uma chave e nunca abrir a porta. Pode ter autoridade espiritual e nunca exercer essa autoridade no campo missionário. Por quê? Porque muitos não sabem ou não creem.

Com o irmão Nigel Mercado em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Isso me faz lembrar da salvação. João 3:16 é bem claro:
“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Jesus já morreu pelos pecadores. A salvação já está disponível. Mas se a pessoa não souber ou não crer, ela não será salva. Da mesma forma, a autoridade espiritual já nos foi dada, mas se o missionário não souber disso ou não crer, ele não vai viver na plenitude dessa autoridade.

O Senhor nos chamou para libertar os cativos, para anunciar o Reino de Deus, para pregar boas novas aos pobres. Mas como faremos isso se estivermos com medo, inseguros ou em dúvida? É hora de conhecer a verdade, porque como Jesus disse em João 8:32: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.” Quando conhecemos a verdade da nossa posição em Cristo, somos libertos do medo, da insegurança e da passividade. Passamos a agir com ousadia e fé.

Meu irmão, minha irmã, se Deus te chamou para o campo missionário, Ele também te capacitou com autoridade espiritual. Não deixe o inimigo te convencer do contrário. Não é arrogância andar em autoridade; é obediência. Creia, declare e viva essa verdade. O campo missionário é um campo de batalha, mas também é um lugar de vitória para aqueles que conhecem sua posição em Cristo.

Use a autoridade que já é sua.
Vamos juntos, com autoridade e humildade, cumprir o chamado!

VIDEOS SOBRE MISSÕES

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Você tem uma Palavra específica de Deus para sua vida?

A muitos anos eu estava em casa é o Senhor começou a falar comigo sobre o trabalho de rádio. Eu não tinha experiência com o trabalho de radio, não tenho uma boa voz de locutor, não sabia como fazer um programa, mas Deus me orientava a fazer. Recebi aquela palavra dada pelo Espírito de Deus me direcionando realizar um programa de rádio

Trabalhei mais de 3 anos com o programa S.O.S Vida na rádio Amanecer FM em Pedro Juan Caballero das 21:00 a meia noite e só parei o programa quando o Senhor nos orientou a parar. Tivemos a orientação de iniciarmos e paramos sob a orientação do Senhor para parar o programa.

A Palavra de Deus diz em 2 Samuel 2:1: “E sucedeu depois disto que Davi consultou ao SENHOR, dizendo: Subirei a alguma das cidades de Judá? E disse-lhe o SENHOR: Sobe. E falou Davi: Para onde subirei? E disse: Para Hebrom.” Aqui nós temos um exemplo de orientação específica sobre subir ou não subir, Hebrom ou qualquer outra cidade. O rei Davi buscou tais orientações e Deus deu as orientações que ele procurava.

Você pode viver sua vida nevegando nas águas das circunstância da vida, ou você pode paltar sua vida nas orientações específicas de Deus. Assim como Davi buscou tais orientações e Deus deu da mesma forma o Senhor dará orientações específicas para sua vida.

Também anos atrás eu fiz um trabalho no presídio de Pedro Juan Caballero, Paraguai. Foram mais de 3 anos com o trabalho semanal e tive que parar o trabalho para ir à Bolívia. Da mesma forma orei para Deus levantar alguém ao meu lugar, pois já tínhamos um grupo de convertidos. Em outra oportunidade posso escrever sobre o assunto, mas tanto para começar o trabalho como para parar aquele serviço eu fui buscar orientação do Senhor.

Em Atos 8:4 e 5 encontramos Felipe saindo de Jerusalém em direção a Samaria. Foi iniciada uma perseguição aos cristãos levando a morte de Estavão e Saulo perseguia a igreja. Desta forma, Felipe sai de Jerusalém indo a Samaria. A Palavra diz: “Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra. E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo.” (Atos 8:4,5) A bíblia não diz que houve uma orientação espífica nesta situação e isso nos mostra que nem sempre vamos nos mover por orientações específicas

Mas diante de um verdadeiro avivamento em Samaria o Senhor dar uma orientação específica a Felipe: “Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta.” (Atos 8:26) Aqui temos uma orientação específica que até contraria a lógica de um evangelista. Sair de um lugar de avivamento, salvação de almas para um local deserto? Tem lógica uma palavra como esta? Claro que não, mas Felipe obedeceu

Ouvir a voz de Deus para orientações específicas requer afinidade em ouvir a voz de Deus. O Espírito de Deus que nos manda fazer determinadas coisas é o mesmo que muitas vezes nos manda parar de fazer. O Deus que te manda ir é o mesmo que manda voltar. No ano de 2005 quando nos preparávamos para ir a Bolívia eu orei ao Senhor perguntando por nossa casa e o Espírito de Deus nos disse que nossa casa estava próximo ao segundo anel, sendo que eu não conhecia Santa Cruz de la Sierra e não sabia que a cidade era em anel. Quando cheguei em Santa Cruz nos orientaram buscar casa em vários lugares, mas justamente próximo ao segundo anel onde vivemos o mover de Deus naquela casa por sete anos

Mas nesses orientações específicas nem sempre Deus fala conosco o que é do nosso agrado. Eu sei que isso frustra muita gente, mas eu tenho que falar aqui. Às vezes vamos ouvir do Senhor orientações que contrariam nosso querer, nossa vontade, o que é “melhor para mim”, orientações que contrariam a lógica, o que nos favorece, que nos levam a perca financeira, materiais em geral e até percas no relacionamento.

O Senhor disse a Abraão: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” (Gênesis 22:2) Esta é uma orientação única nas Escrituras em que Deus pede o sacrifício do próprio filho e tudo isso refletia a situação do Deus Pai em entregar o próprio Filho em sacrificio, mas aqui temos um exemplo de uma orientação específica que nem Abraão, nem eu e ninguém queria ter.

Em Êxodo capítulo 3 Deus envia Moisés ao Egito para libertar o povo de Israel da escravidão e é nítido que Moisés não estava muito animado com a missão. Em Juízes 6 o Senhor envia Gideão para libertar o povo da opressão dos Amalequitas e a Palavra do Senhor foi: “Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas; porventura não te enviei eu?” (Juízes 6:14) E qual foi a resposta de Gideão? “Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai.” (Juízes 6:15) Não diferente de Moisés não vejo Gideão tão animado com a missão dada por Deus.

Amado irmão, Deus muitas vezes fala coisas que você também não vai ficar muito animado. Nem toda Palavra dada por Deus você vai receber com muita alegria, pois muitas vezes essas orientações específicas contrariam a sua lógica.

Neste ponto é importante você compreender que o melhor para você é viver a Palavra de Deus mesmo contrariando o seu querer, a lógica, a razão ou qualquer outro caminho que para você seria o melhor. Coloque em mente que se Deus está falando para você é porque ELE sabe o que faz e ELE é o Senhor da obra, da sua vida, da missão, do ministério, do serviço e etc

Quando Deus falou comigo para tirar o foco do trabalho com megafone e priorizar o apoio aos evangelistas para mim foi um verdadeiro choque. Eu estava tendo um período muito abençoado na companhia de homens que viviam o mover de Deus. Tudo que eu queria era levantar vários grupos de pregadores de espalhar por toda América Latina começando com Bolívia. Um dia, retornando de um evangelismo muito abençoado, eu com o coração explodindo de alegria e gozo por estar fazendo aquele trabalho o Espírito de Deus me diz: “Para com este trabalho e coloca o foco no apoio“.

Eu não falei para minha esposa e para mais ninguém. Entrei no meu quarto e fui orar. Levantari na madrugada e dizia ao Senhor que muitas coisas eu havia parado e agora novamente eu deveria deixar de fazer algo que está sendo uma benção. Mas a Palavra do Senhor continuava: “Para tudo e coloca o foco no apoio“. Bem, eu parei e assumi um trabalho pesado, cheio de espinhos, mas os resultados para o Reino de Deus foram tremendos.

Outro detalhe em ouvir a orientação específica de Deus é o tempo de resposta da orientação dada à execução. Para alguns Deus tem que falar muitas vezes para que uma decisão seja tomada. Essa demora na execução gera perdas no serviço, cria problemas e não é nada benéfico. Mas Deus quer aprimorar ao ponto dEle falar e você agir o quanto antes

Em Atos capítulo 10 o apóstolo Pedro tem uma revelação dada pelo Espírito de Deus quanto a não chamar comum o que Deus purificou. “Não faças tu comum ao que Deus purificou.”(Atos 10:15) O Espírito de Deus preparava o coração do apóstolo Pedro ao encontro com Cornélio e o ministério entre os getios. Pedro tem o pleno conhecimento do chamado e mais uma vez confirma em Atos 15, dizendo: “Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem.”(Atos 15:7)

Mas o tempo passou, as pressões dos irmãos da igreja judaica cristã sobre o apóstolo Pedro e algo aconteceu que o chamado não foi cumprido. O apóstolo Paulo falo sobre o assunto em Gálatas capítulo 2, dizendo: “Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão (Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios)” (Gálatas 2:7,8)

O resultado na demora foi o apóstolo Pedro continuar seu ministério entre os irmãos da circuncisão e o Espírito de Deus levantar o apóstolo Paulo para expandir o trabalho entre os gentios.

Aqui temos muitas outras lições: Primeiro que ninguém é insubstituível. Em segundo lugar é que se você não ouvir a voz de Deus e agir com prontidão é provável que você será substituido para que não haja perca no Reino. E terceiro lugar Deus busca homens e mulheres que recebam a Palavra específica e venham agir com prontidão mediante a ordem dada

Bem, vou deixar um vídeo gravado às margens do rio Paraguai na cidade de Corumbá onde eu falo um pouco mais sobre o assunto. Espero que seja de benção a sua vida

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Que o Senhor Jesus te abençoe poderosamente

Pr Peniel N Dourado

O Caminho do Missionário: Escolhas que Conduzem ao Propósito

A vida em missões é uma jornada, e cada passo dado no campo faz parte essencial desse caminho. O missionário, assim como todo servo de Deus, não caminha por acaso ou sem direção. A Palavra nos lembra, em Provérbios 5:21: “Os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e Ele observa todas as suas veredas”. Ou seja, nada escapa ao olhar do nosso Deus. Cada decisão, cada passo, cada direção tomada no campo missionário está diante d’Ele.

Em Atos 16:10, vemos o apóstolo Paulo e seus companheiros de ministério dizerem: “concluímos que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho. Correndo caminho, fomos…” Eles não estavam parados, estavam em movimento, juntos no mesmo propósito, caminhando com direção. A missão não se faz sozinho, nem fora da vontade de Deus, mas com discernimento e em unidade.

Peniel N Dourado e o megafone que usamos

Isaías 41:3 diz: “Andou em paz por um caminho que os seus pés nunca tinham trilhado”. Esse versículo fala sobre novidade de vida e sobre a confiança necessária para seguir o caminho que Deus traça, mesmo quando nos é desconhecido. No campo missionário, muitas vezes não sabemos o que nos espera, mas se andamos em obediência, andamos em paz.

Ló, por sua escolha, separou-se de Abraão e foi para Sodoma, uma terra corrompida. Essa decisão o levou a dores e perdas. Ele escolheu um caminho aparentemente mais fácil, mas fora da direção de Deus. Já Samuel, ainda menino, estava no templo, mas preferia ficar perto de Eli, o sacerdote, ao invés de andar com os filhos de Eli, que viviam em pecado (1 Samuel 2). Isso mostra que mesmo em meio à corrupção, há como escolher o caminho certo.

Ester, por sua vez, mesmo elevada ao palácio, manteve-se obediente a Mardoqueu. Em Ester 2:20, está escrito que ela “seguia as instruções de Mardoqueu, como fazia quando ainda vivia sob os seus cuidados”. Isso nos ensina que andar em caminhos retos é uma escolha constante e tem recompensas. A obediência nos mantém firmes diante de Deus, mesmo em ambientes desafiadores.

Pregando a Palavra em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Em Isaías 6:3, somos lembrados que quanto mais subirmos, quanto mais Deus nos confiar, mais precisamos andar na Sua presença. Altura espiritual exige profundidade de comunhão. Não há como servir a Deus no campo missionário com orgulho ou vaidade.

O Salmo 107:7 declara que “os levou por caminhos direitos, para irem a uma cidade em que pudessem habitar”. A missão tem destino. Deus nos conduz a lugares certos, com propósitos claros, e Ele mesmo endireita nossas veredas.

Assim, querido missionário, o trabalho de missões não é feito por linhas tortas. Quem se desvia do caminho do Senhor perde a direção e corre o risco de não chegar ao destino. O missionário deve estar atento, firme e consciente de que o chamado é santo, e o caminho também precisa ser.


Vídeos sobre Missões

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Joias no Lixo: Quando a Missão Cai nas Mãos Erradas

Como missionários, nós sempre desejamos dar o nosso melhor para o Senhor. Não estamos em campo missionário para apresentar obras humanas, mas para cooperar com o que pertence a Cristo. A obra missionária é sagrada, foi confiada a nós pelo Senhor Jesus, e deve ser tratada com zelo, temor e reverência.

No entanto, precisamos lembrar das advertências que a Palavra de Deus nos traz. Em Mateus 7:6, o Senhor Jesus diz: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas.” Essa é uma palavra que precisa estar gravada no coração de todo aquele que foi chamado para missões. Nem tudo pode ser entregue a qualquer pessoa. A missão não é campo de negócios, nem palco de vaidades.

Recebi um grupo de jovens missionários em Santa Cruz de la Sierra que, a princípio, demonstravam interesse em fazer missões. Mas, com o tempo, me disseram que o verdadeiro objetivo era conseguir fotos e vídeos no campo para apresentar nas igrejas e “arrecadar” dinheiro para missões.

Eu entendo que é importante prestar contas do que estamos fazendo, mas usar o trabalho que realizamos e a imagem dos irmãos do campo apenas como recurso para levantar dinheiro? Isso não está certo.
Não podemos aceitar esse tipo de atitude.

O livro de Provérbios também afirma: “Como joia de ouro no focinho de porco, assim é a mulher bonita que não tem discrição” (Provérbios 11:22). Em outras palavras, de nada adianta ter beleza, aparência ou habilidades se não houver integridade, compromisso e santidade.

Da mesma forma, não adianta um projeto de missões parecer sério por fora, se no fundo o objetivo é apenas financeiro. Deus está vendo tudo e diz se o projeto é uma pedra preciosa ou apenas lama sem nenhum valor.

Pregando a Palavra em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Querido missionário, onde estão as tuas pérolas? Será que não estamos, muitas vezes, colocando as coisas preciosas do Senhor nas mãos erradas? O campo missionário, infelizmente, tem sido invadido por pessoas que não têm qualquer compromisso com a obra de Deus. Estão ali apenas por interesses financeiros ou status, e não por amor às almas.

Ester, conforme lemos em Ester 2:7, era uma jovem bonita, escolhida para um propósito real. Mas antes disso, ela precisou ser separada, preparada, instruída. A mulher de Deus se guarda, como diz Provérbios 11:16. Há um processo antes de ser colocada diante do rei.

O que é precioso aos olhos de Deus precisa ser tratado com respeito. Em Apocalipse 17:4, vemos que a grande prostituta estava vestida de púrpura e escarlata, adornada com ouro, pedras preciosas e pérolas. Isso nos mostra que até o que é falso tenta se parecer com o verdadeiro. Por isso, precisamos discernimento no campo missionário. Nem tudo que brilha vem de Deus.

Satanás está sempre tentando lançar lama sobre a missão. Ele quer manchar a obra, sujar o altar, colocar em descrédito aquilo que é santo. Mas a missão não é nossa, é do Senhor. Cabe a nós guardá-la com temor, com vigilância e com responsabilidade a obra que o Senhor colocou em nossas mãos.

O verdadeiro missionário é como aquele negociante de Mateus 13:46 que, ao encontrar uma pérola de grande valor, vende tudo o que tem para comprá-la. Se você entregou sua vida, seu tempo, seus bens para a causa missionária, é porque entendeu o valor dessa pérola. Não permita que esse tesouro seja tratado como algo comum.

O campo missionário precisa de homens e mulheres sérios, equilibrados, íntegros, que saibam cuidar do que é precioso. Que saibam discernir entre o santo e o profano. Que não se deixem levar por propostas sedutoras, por alianças duvidosas ou por oportunidades que mancham o nome de Jesus.

Que o Senhor nos ajude a manter a obra missionária limpa, honrada e íntegra diante dEle. Que não lancemos as pérolas da missão aos porcos. Que sejamos vigilantes e firmes, guardando com todo cuidado aquilo que foi confiado às nossas mãos.

Missões é coisa séria. É preciosa demais para ser tratada com descaso.

Peniel N Dourado


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A Obra de Deus Exige Direção de Deus

É comum, em nossos dias, encontrar pessoas empenhadas na obra de Deus sem nenhuma direção vinda de Deus. Os motivos que as levam a isso são variados — desejo de reconhecimento, necessidade pessoal, pressão do meio cristão —, mas o fato é que muitos nunca ouviram a voz de Deus para nada. Sinceramente, questiono se essas pessoas realmente nasceram de novo.

É assustador ver alguém se lançar em ministérios, missões ou liderança sem a menor orientação espiritual. Lembro-me de um jovem líder que me chamou para conversar em sua casa. Ele queria saber se o casamento com a moça com quem se relacionava era da vontade de Deus. Enquanto eu falava sobre como o Senhor me revelou a respeito do meu casamento com Mina, percebi que ele esperava uma “receita pronta”.

Pastor Peniel N Dourado

Perguntei se ele já tinha orado, buscado uma direção do Senhor, jejuado, esperado uma palavra. Ele me disse: “Admiro quem diz ouvir a voz de Deus, porque eu nunca ouvi.” Para ele, “ouvir Deus” era simplesmente escolher o que parecia melhor. Saí triste. Triste por ele e mais ainda por saber que era um líder de jovens, guiando outros — mesmo sendo um cego espiritual (Mateus 15:14).

Há muitos líderes sem comunhão com Deus, que não conhecem a voz do Senhor, mas que facilmente afirmam: “Deus quer, porque é o melhor.” Outros acrescentam “Se for da vontade do Senhor”, e logo assumem que já é. Tristeza é ver tamanha superficialidade espiritual.

A Bíblia nos mostra que o Espírito Santo fala com clareza e direção específica. Quando Pedro meditava na visão que recebera, lemos:
“Pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam” (Atos 10:19).
Eu creio em sonhos, em revelações, em profecias, porque tenho vivido isso em minha jornada com o Senhor.

Recentemente, enquanto me preparava para ir a Santa Cruz de la Sierra, liguei para alguns irmãos. Um deles me disse que naquela mesma noite sonhou que eu chegava à sua casa enquanto eles estavam em oração. Dias depois, ao chegar, encontrei exatamente a cena do sonho: a família reunida orando e eu subindo a escada. O irmão glorificou a Deus:
“Foi exatamente o que vi no sonho!”

Esse tipo de direção traz consolo, convicção e certeza de que nossos passos estão sendo dados debaixo da vontade do Senhor (Provérbios 16:9). Contudo, nem sempre Deus fala por sonhos ou por palavras proféticas diretas. O Espírito Santo usa muitos meios para se revelar, e nem sempre como esperamos. Precisamos aprender a reconhecer a Sua voz em qualquer circunstância.

Mas deixo um alerta importante: pessoas que ainda não nasceram de novo também podem ser alcançadas por revelações, como ocorreu com Faraó no Egito (Gênesis 41) e com o centurião Cornélio (Atos 10). Deus usou profetas para interpretar sonhos e revelou visões a incrédulos. Cornélio temia a Deus, orava, dava esmolas — mas ainda não era salvo. A salvação só veio quando ele creu na mensagem trazida por Pedro.

A diferença é clara: somente os nascidos de novo ouvem diretamente a voz do Espírito Santo (João 10:27). Os demais, ainda que tocados, dependem de terceiros para receberem direção.

Por isso pergunto: Quando foi a última vez que você ouviu a voz de Deus?
Você já acordou de madrugada com o coração movido a orar, e saiu daquele momento com uma resposta clara do céu? A vida cristã autêntica não se sustenta em filosofias humanas, lógica ou “achismos”. O que sustenta o nascido de Deus é a Palavra viva revelada pelo Espírito Santo (João 6:63).

Muitos observam nosso trabalho, os contatos com evangelistas, os materiais que distribuímos, as viagens, e perguntam:
“Como você consegue manter tudo isso?”
E eu respondo com segurança: porque o Senhor falou que eu faria. Ele disse que colocaria materiais em minhas mãos, que traria os evangelistas, que sustentaria o projeto e que me enviaria a cada lugar.

Tudo acontece pela Palavra de Deus. Se você recebeu uma palavra, invista nela com fé. Se ainda não recebeu, busque com intensidade, pois ela virá. Quando o Espírito falar, você saberá — não por emoção, mas por convicção espiritual (Romanos 8:16). Não tente provar a ninguém que Deus falou. Apenas guarde essa palavra no coração, porque quando Deus fala, o inferno se levanta para tentar destruir aquilo que foi revelado.

Satanás não teme atividade religiosa. Ele teme obediência à Palavra revelada.
Como está escrito:
“Os exércitos no céu, montados em cavalos brancos, vestidos de linho fino, branco e puro, seguiam-no” (Apocalipse 19:14).
Esses exércitos seguem a Palavra, não ideias humanas. É por isso que o inimigo se opõe tanto àquele que recebeu uma verdadeira direção do alto.

Mas, se você rejeitar, ignorar ou desprezar a Palavra que recebeu, as consequências serão inevitáveis. Conheço homens que um dia foram cheios do Espírito, referências no ministério, mas hoje são vergonha pública. Isso acontece quando se troca a Palavra de Deus por vaidades, ideologias ou interesses pessoais (Hebreus 10:26-27).

A maior riqueza que temos não é material.
Não está no saldo do banco, na quantidade de carros, imóveis ou títulos que possuímos. A maior riqueza é a Palavra viva de Deus em nós, seja a revelada nas Escrituras, seja a que o Espírito ministra ao nosso espírito. Este é o tesouro que precisa ser guardado com zelo, fé e obediência (Salmo 119:11).

Forte abraço,
Peniel Nogueira Dourado