Gravei esse vídeo no dia 20 de maio de 2017, andando pelas ruas de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Foi lá que servimos como missionários por mais de 15 anos, até janeiro de 2021. Santa Cruz foi a base de todo o nosso trabalho missionário, e nesse vídeo eu falo de algo que poucos explicam com clareza: como funciona a parte financeira da vida missionária no campo transcultural.
Muita gente pensa que ser missionário é só pregar, orar, evangelizar. E sim, fazemos tudo isso com amor. Mas existe uma parte prática que não pode ser ignorada: como o missionário se mantém no campo? Como chega o dinheiro? Quais taxas pagamos? E como a desvalorização do real tem afetado essa realidade?
Durante o vídeo, eu explico as taxas que o missionário tem que pagar para ter acesso ao recurso. Quanto a Bolívia, mesmo sendo um país considerado pobre, o nosso país vizinho tem um custo de vida mais alto do que muitos imaginam. Muita gente pensa que é barato morar ali, mas isso nem sempre é verdade, especialmente para quem depende de ajuda enviada do Brasil.
A desvalorização da moeda brasileira tem sido um golpe duro. Quando começamos, cada Real valia muito mais em solo boliviano. Hoje, o valor caiu tanto que muitos missionários viram suas ofertas diminuírem pela metade ou até mais. Isso tem feito com que muitos precisem voltar ao Brasil, não por falta de chamado, mas por falta de sustento.
A Palavra de Deus nos ensina que “o trabalhador é digno do seu salário” (Lucas 10:7). O missionário é alguém que deixou tudo para obedecer ao “Ide” de Jesus. E para permanecer no campo, ele precisa de apoio fiel daqueles que somam forças com ele no campo.
Também falo no vídeo sobre como chegam as ofertas. O sustento geralmente vem de igrejas, irmãos e amigos que sentem no coração o desejo de colaborar. Mas, infelizmente, muitos param de contribuir ao longo do tempo. Às vezes, por esquecimento, às vezes por dificuldades. Por isso, precisamos sempre renovar a visão missionária na igreja.
O apóstolo Paulo passou por isso também. Ele disse: “Nenhuma igreja participou comigo no tocante a dar e receber, senão vós somente” (Filipenses 4:15). A manutenção missionária é um desafio constante para quem esta no campo. Há dias de escassez e dias de abundância. Há momentos em que recebemos exatamente o valor necessário e há momentos em que só a graça de Deus sustenta.
Em tudo isso, aprendemos a confiar. Como Paulo também disse: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Filipenses 4:11).
Se você ama missões, eu te convido a assistir esse vídeo. Mostro um pouco da cidade de Santa Cruz, compartilho experiências reais e falo com transparência sobre a vida missionária.
Se inscreva no canal, compartilhe com outros irmãos, fale sobre missões na sua igreja. E se possível, torne-se membro do canal ou mantenedor da obra.
Missões não se faz apenas com pés que vão, mas com mãos que ofertam e joelhos que oram. Que o Senhor continue levantando uma geração que envia, sustenta e ora pelos missionários no campo.
A obra é de Deus, mas Ele escolheu trabalhar através do Seu povo. Que você possa fazer parte dessa missão.
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