Quando falamos em prosperidade no campo missionário, não estamos nos referindo apenas a recursos financeiros, mas ao avanço real da obra, à transformação de vidas e ao impacto visível do Reino de Deus. É perceptível que alguns missionários estão sempre crescendo, alcançando novos lugares e frutificando espiritualmente, enquanto outros permanecem estagnados por longos anos. Qual é a razão dessa diferença?
Creio que uma das principais causas está nos objetivos que movem o coração do obreiro. Muitos começam com zelo e paixão, mas ao longo do tempo permitem que motivações erradas assumam o controle. Alguns passam a buscar reconhecimento, aplausos, fama ou até retorno financeiro. A Palavra de Deus adverte: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens” (Colossenses 3:23). Quando o foco sai de agradar a Deus e passa a agradar aos homens, a obra enfraquece, perde o vigor e a presença do Espírito.
Outro ponto essencial é a vigilância sobre o chamado. Missões exigem constância, vida de oração e fidelidade diária. Paulo aconselha Timóteo: “Cumpre cabalmente o teu ministério” (2 Timóteo 4:5), mostrando que a obra requer firmeza mesmo em meio às lutas. A verdadeira motivação nos sustenta nas dificuldades, porque sabemos que “no Senhor o nosso trabalho não é vão” (1 Coríntios 15:58).
Sempre que posso, registro com minha câmera o cotidiano do campo missionário — não apenas os frutos, mas também os bastidores: os desafios, as lágrimas, a fé colocada à prova. Isso ajuda a Igreja a entender que missões não são feitas apenas de vitórias públicas, mas também de batalhas espirituais silenciosas e constantes renúncias.
Por isso, peço suas orações. Interceda por nós, pelo crescimento do Programa de Apoio Evangelístico, e para que o Senhor continue levantando obreiros sinceros, cheios do Espírito Santo, que façam a obra com amor, temor e integridade.
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