Muitas pessoas me perguntam por que investimos tanto no trabalho em Aracaju, Sergipe. Elas questionam se tenho parentes lá, se já trabalhei ou fiz missões na região. A verdade é que não. Não tenho laços familiares e não conhecia bem o estado ou a cidade, a não ser pelas poucas vezes que passamos por lá em viagens do Paraguai para o Ceará.
Eu não tinha nenhuma conexão com essa cidade, mas algo surpreendente aconteceu em 2021. Ao chegarmos na fronteira, entramos em um período de intensa oração, buscando a direção de Deus para expandir o Programa de Apoio Evangelístico além da Bolívia. Nosso objetivo era continuar atendendo o país vizinho, enquanto nos preparávamos para alcançar o Paraguai, Peru, Argentina, Uruguai e, finalmente, o Brasil.
Olhando para a grande nação brasileira, percebi as dificuldades: a falta de apoio, os altos custos de frete e as complexas viagens. Por isso, meu clamor a Deus era por sabedoria e orientação. O primeiro grande desafio era encontrar um obreiro com o mesmo fervor do irmão Nigel Mercado, que trabalha comigo desde 2015 na Bolívia. Eu orava por alguém no Brasil com a mesma dedicação e garra, que pudesse liderar o trabalho com diligência.
O ano de 2021 foi praticamente dedicado à oração. Enquanto buscávamos a direção de Deus, surgiu uma oportunidade em Rio Branco, no Acre. Fiz uma viagem para lá, pensando em expandir o projeto para a região Norte do Brasil, o que facilitaria o atendimento às fronteiras com a Bolívia e o Peru. Em seguida, surgiram portas em Juazeiro da Bahia e Petrolina. Fui até lá, conheci os irmãos locais e gravei alguns vídeos que mostram nossa busca por um líder para aquela região.
Também estive em Fortaleza, Ceará, para rever parentes e tirar férias com minha família. Mas mesmo em meio ao descanso, meu coração estava em Deus e minha oração era constante: “Senhor, coloque alguém no meu caminho.” Eu passei um mês em contato com várias pessoas, buscando a pessoa certa para liderar a obra no Brasil.
Foi então que recebi uma mensagem do irmão Assis, de Aracaju. Ele liderava um grupo de evangelistas de rua e buscava literatura para apoiar o ministério local e regional. Começamos a trocar mensagens, e observei não apenas um evangelista, mas alguém com uma genuína visão de expansão. Ele desejava apoiar outros obreiros e ver o trabalho crescer.
Iniciamos o contato e enviamos uma quantidade significativa de material para o irmão Assis. Vimos sua dedicação, amor e responsabilidade. Para mim, era crucial que ele estivesse aberto a receber a nossa visão de trabalho, que é fruto de anos de experiência e orientação divina. Ele demonstrou uma receptividade notável: eu transmitia a visão, e ele a implementava.
Nesse período, apresentei uma proposta de trabalho para uma missão americana que faz a impressão dos materiais. O maior problema que enfrentávamos no Brasil era a distribuição, já que todo o material chegava no Sudeste e precisava ser redistribuído. Propus descentralizar a logística e criar um sistema de distribuição similar ao que usamos na Bolívia há mais de 15 anos.
Expliquei também as diferenças culturais do nosso país — o Brasil é um só, mas cada região (Sul, Nordeste, Sudeste e Norte) possui uma realidade própria, o que exige uma abordagem regional. A proposta foi aceita, e nossa primeira porta de entrada foi em Aracaju, sob a liderança do irmão Assis.
Para quem pensa que a escolha de Aracaju foi uma decisão pessoal ou por alguma influência, a resposta é não. Quando visitei a cidade pela primeira vez, fiquei impactado. Após anos na Bolívia e no Paraguai, o número de igrejas em Aracaju me chocou, pois eram muitas. A cada duas quadras eu encontrava um tempo e fiquei admirado, mesmo sabendo que Aracaju é a terceira capital que menor número de evangélicos do Brasil.
No entanto, o que me chamou mais a atenção foi a falta de evangelistas de rua. Enquanto via muitas pessoas distribuindo folhetos de propaganda de lojas e bancos, era raro encontrar evangelistas. E os poucos que encontrei me diziam que a literatura “não funciona.” (veja video – clique aqui)
Se não funciona, por que os empresários gastam dinheiro na impressão de folhetos para levar suas mensagens? Havia algo de errado nessa situação. Isso apenas reforçou a necessidade de um trabalho sério com a literatura evangelística na cidade de Aracaju.
Quero finalizar este post pedindo sua oração. Ore pelo Programa de Apoio Evangelístico e para que Deus levante mais obreiros. Muitas pessoas me perguntam por que ainda não estamos em outras cidades do Norte ou do Sul do Brasil. A resposta é sempre a mesma: falta de obreiros.
Se tivéssemos mais homens dedicados como o irmão Assis e o irmão Nigel Mercado, o trabalho cresceria e se expandiria por todo o país. A perda de material por falta de critérios é algo que não podemos aceitar. O material é impresso com as ofertas de homens e mulheres de Deus; por isso, temos o compromisso de garantir que ele chegue às mãos certas, pois chegando nas mãos certas nós alcançaremos as almas.
Para selecionar os obreiros nós utilizamos a experiência que temos de trabalho, mas nossa maior arma é a oração. Deus nos dá sabedoria para discernir, mas Ele também nos revela o que não podemos ver. Por isso, peço que você ore pelo trabalho no Nordeste do Brasil, através da base de Aracaju, e pela vida do irmão Assis, para que Deus levante obreiros que somem forças e mantenedores fiéis ao seu lado.
Videos a Base de Aracaju
Para conhecer mais sobre o nosso trabalho na base de Aracaju, preparei uma playlist especial. Assista aos vídeos das minhas viagens e veja de perto como a obra de Deus tem avançado no Nordeste do Brasil. O link completo está logo abaixo.
CLIQUE AQUI para acessar a playist
Forte abraço e que o Senhor te abençoe poderosamente


