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Vida de Missionário: Desafios e Propósito (VIDEO)

Neste vlog missionário, eu quero abrir o coração com você e mostrar um pouco da realidade do campo de missões no Paraguai. Começamos com momentos simples em um dia livre na Misión por Compasión, mas cheios de significado: crianças brincando, soltando pipa, sorrindo… cenas que revelam que, mesmo em meio às dificuldades, ainda existe alegria onde o amor de Deus alcança.

Visitando a Missão por Compaixão no Paraguai

Logo depois, algo que sempre nos marca profundamente: a chegada de doações. Pessoas, muitas vezes anônimas, movidas por compaixão, preparam kits e vêm abençoar as crianças do albergue. Isso nos lembra que Deus sempre levanta alguém disposto a ajudar. Mas ao mesmo tempo, isso me leva a uma reflexão séria: onde está a igreja? Onde estão aqueles que poderiam se envolver mais profundamente com a obra missionária?

Compartilho também os desafios reais do campo: calor intenso, estrutura simples, imprevistos como um pneu furado resolvido ali mesmo, com improviso. A vida missionária não é feita de conforto, mas de propósito. Cada detalhe revela que quem está aqui precisa ter um coração disposto, perseverante e dependente de Deus.

Ao longo do caminho, explico algo muito importante para quem deseja fazer missões: a questão cultural. Na fronteira, não é apenas Brasil ou Paraguai — existe uma “terceira cultura”, formada pela mistura dos dois povos. Entender isso muda completamente a forma de evangelizar, discipular e consolidar vidas. Sem esse entendimento, muitos se frustram e desistem.

Mostro também a realidade da igreja local: desafios com estrutura, manutenção, recursos limitados, mas também uma igreja viva, que ora, que ensina a Palavra e que segue firme. Mesmo com dificuldades, continuamos trabalhando, acreditando que Deus está edificando algo maior do que podemos ver.

Esse vídeo não é apenas um registro — é um chamado. Um convite para você enxergar a missão com outros olhos e entender que há um campo pronto, esperando por trabalhadores.

👉 Assista ao vídeo completo logo abaixo!
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Se tiver dificuldade de clicar no video acima clique no link para assistir o vídeo – CLIQUE AQUI

Deus te abençoe e não deixe de orar por nós

Além das Fronteiras: A Logística da Sobrevivência Transcultural

O campo missionário transcultural é, sem dúvida, um dos cenários mais fascinantes e, ao mesmo tempo, mais desafiadores para o homem e a mulher de Deus. Quando o chamado de Deus nos empurra para além da nossa cultura, do nosso conforto e da nossa lógica organizacional, somos forçados a encarar uma realidade que os relatórios de campo raramente conseguem traduzir em números: a nossa própria fragilidade.

Atuar na Bolívia, Peru, Paraguai, sertão nordestino, na Amazônia ou em qualquer fronteira cultural não é apenas uma mudança de CEP; é a entrada em um novo terreno, outra casa cultural, onde tudo o que você sabia sobre comunicação, valores e relacionamentos precisa ser reconstruído do zero.

Família missionária: Pr Peniel, Mina, Deborah (18) e Samuel (10)

Muitas vezes, o missionário chega ao campo focado na geografia, mas o verdadeiro desafio é a demografia da alma. O campo transcultural exige que você deixe de ser o centro. Você chega como um especialista, mas precisa aprender a ser um servo aprendiz. Como Paulo bem definiu em 1 Coríntios 9:22, o segredo não está em impor a nossa cultura, mas em “fazer-se tudo para com todos”. Isso exige uma humildade que dói no ego, uma paciência que testa o limite e uma disposição constante para ser o “estrangeiro” que ninguém entende de primeira.

O Choque da Realidade e a Barreira do Silêncio

O primeiro grande obstáculo que enfrentamos no campo é o choque cultural. Ele não avisa quando chega; manifesta-se na comida que o seu corpo rejeita, nos horários que não fazem sentido para a sua mente e na linguagem corporal que você interpreta errado. Já vi muitos missionários que não desistiram do chamado, mas se cansaram diante do choque de cultura.

O erro fatal aqui é confundir adaptação com perda de identidade. Adaptar-se não é deixar de ser quem você é; é a forma mais alta de amor e encarnação do Evangelho. Jesus não ficou no Céu enviando manuais de como ser salvo; Ele se encarnou, falou nossa língua e viveu nossa rotina. Se queremos alcançar um povo, precisamos baixar nossas defesas e aprender a viver como eles. Não deixamos de ser o que somos, mas nos adaptamos.

Pr Peniel Dourado no albergue no Paraguai

Somado a isso, temos o desafio da comunicação. Dominar um idioma vai muito além de decorar vocabulário. É entender o peso das pausas, o significado dos provérbios locais e a alma por trás das palavras. Falar sem ser compreendido gera uma frustração profunda, um sentimento de inutilidade que pode paralisar o obreiro mais fervoroso que deseja, de todo o coração, compartilhar Cristo.

É nesse silêncio forçado que aprendemos a depender menos da nossa eloquência e mais do Espírito Santo. Como diz em Zacarias 4:6, o avanço não é por força ou violência intelectual, mas pelo Espírito. Se a língua trava, a vida precisa falar mais alto. E, em momentos assim, damos maior valor à Palavra escrita, que pode alcançar vidas que estão do outro lado do muro do idioma.

Em meu canal no YouTube, tenho alguns vídeos onde falo sobre choque cultural. No primeiro, abordo o choque cultural em missões nacionais; esse vídeo foi gravado no estado de Alagoas. Para acessar o vídeo, [CLIQUE AQUI]. O segundo vídeo gravei na região de fronteira com a Bolívia e falo sobre o choque cultural reverso. Se você nunca ouviu falar no assunto, eu o animo a clicar e assistir: [CLIQUE AQUI].

Amar missões é abraçar o desafio de ser um eterno aprendiz do Reino. Não deixe que as barreiras culturais paralisem o fogo que Deus acendeu em seu coração; use cada dificuldade como um degrau para uma dependência mais profunda do Pai.

Convido você a caminhar conosco nessa jornada! Inscreva-se em nosso canal no YouTube, acompanhe nossas postagens e vamos, juntos, entender o agir de Deus para alcançar as nações. O campo é grande, os desafios são reais, mas a nossa paixão pelas almas deve ser ainda maior!

Equilíbrio e Poder: O Segredo para Avançar em Missões

Parece que um dos maiores desafios para a Igreja hoje é manter o equilíbrio. No campo missionário, lidamos com situações extremas e, se não tivermos cuidado, podemos pegar qualquer assunto bíblico e levá-lo a um extremo prejudicial. O que deveria ser uma ferramenta de libertação acaba se tornando um peso ou, pior, uma heresia.

Missionários Peniel e Mina (2024)

Nosso chamado é andar pelo meio da estrada, com os pés no chão e o espírito alerta. Tenho visto pessoas não se preparando para o serviço de missões, pois receberam um chamado, buscam o poder de Deus e creem que o próprio Deus é poderoso para agir quando chegar no campo de missões. Eu creio que Deus é poderoso, mas colocar sobre Deus as responsabilidades que é nossa da preparação é desaquilíbrio.

Por outro lado, não podemos permitir que o medo do fanatismo nos roube as ferramentas que o próprio Deus colocou em nossas mãos. No campo de missões, a batalha é prioritariamente espiritual, e não se vence uma guerra espiritual com estratégias meramente humanas. Temos recursos do Alto para romper barreiras que a logística comum não alcança.

Infelizmente, sempre haverá aqueles que perdem o equilíbrio no meio do caminho, mas o desvio deles não pode determinar o nosso ritmo. Se nos deixarmos paralisar pelo receio de sermos confundidos com os “fanáticos”, quem perde é a própria Obra de Missões. Sem o exercício da autoridade bíblica, o avanço no campo estagna e as almas continuam cativas.

Precisamos caminhar no centro da vontade de Deus, com a preparação para enfrentarmos o campo transcultural, a Bíblia em uma mão e o poder do Espírito na outra. O equilíbrio não é ausência de poder espiritual, é fogo controlado para o propósito certo. Como Paulo instruiu o jovem obreiro em 2 Timóteo 1:7, “porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”. É essa moderação, unida ao poder, que nos fará chegar onde ninguém mais chegou vivendo o propósito de Deus.

Observo no meio da igreja que muitas vezes, perdemos tempo discutindo o que seriam as “obras maiores” que Jesus mencionou, enquanto ainda nem começamos a fazer as obras básicas que Ele nos mandopu realizar.

No evangelismo prático, precisamos dessa autoridade para romper barreiras geográficas e espirituais, mas sempre com a humildade de quem sabe que o poder vem d’Ele e para Ele. O equilíbrio é a nossa maior proteção. Se quisermos alcançar as nações e ver resultados reais no avanço do Reino, precisamos de poder com ordem, e fé com doutrina.

Querido missionário, mantenha seu coração focado no Mestre e suas mãos prontas para o trabalho. Não se deixe levar por ventos de doutrina que inflamam o ego, mas também não abra mão do que Jesus colocou em suas mãos para subjugar as tempestades da vida mediante o poder de Deus.

“E estes sinais seguirão aos que crerem…” (Marcos 16:17). O poder de Cristo para o cumprimento do propósito está à disposição do que crê, mas lembre-se de que Deus não fará por você o que você deve fazer para que a obra seja feita.

Choque Cultural em Missões: O Desafio que Pode Parar Você

Hoje quero tratar de um tema estratégico para quem leva a sério a Grande Comissão: o Choque Cultural.

Muitos pensam que a diferença de cultura se resume à roupa que o povo usa ou à comida exótica no prato. Mas, na prática do campo, o que realmente “pega” é o relacionamento. É a cosmovisão — a forma como o nativo enxerga o mundo, que muitas vezes é o oposto da sua.

Missionários Peniel e Mina (2024)

Imagine que você vai a um lugar romoto na Bolívia. O povo lá é introspectivo, reservado, valoriza muito sua própria privacidade. Se você vem de uma cultura aberta, como o nosso povo do Nordeste brasileiro, onde todo mundo fala e entra na casa um do outro, você vai sofrer um impacto.

Você tenta forçar uma alegria, uma piada, e recebe silêncio. Se não houver preparo, você começa a se irritar. O perigo mora aí: quando o missionário começa a comparar “a minha terra” com o campo e passa a atacar a cultura local em seu coração. E muitos vezes o ataque é através de comparações das duas regiões.

Existe uma tendência perigosa quando o choque cultural bate e a irritação com o nativo cresce, o missionário tende a se trancar em casa. E hoje, com o celular na mão, ele se isola no Instagram e no WhatsApp, mantendo contato apenas com quem é da sua cultura lá no Brasil.

Irmãos, isso é matar o seu projeto missionário. O mundo ao seu redor se torna hostil, você não cria conexão com o nativo e acaba vivendo em uma “ilha” — seja dentro do quarto ou dentro de uma comunidade brasileira. Já vi missionários chorando desesperados em festas porque não suportavam mais a diferença. Isso não é apenas “opressão maligna”, muitas vezes é falta de preparo antropológico e emocional.

Se você sente que este assunto tocou no seu chamado, não pare por aqui. Eu preparei um vídeo logo abaixo onde me aprofundo ainda mais nesses bastidores da vida missionária, trazendo detalhes que o campo me ensinou na prática. Assista agora, pois entender essa logística espiritual é o que separa um projeto que para no caminho de um que avança para a glória de Deus!

Se este conteúdo abriu seus olhos, não guarde isso só para você: compartilhe este post com outros irmãos que amam missões e ajude a fortalecer o exército de Deus. E olha, para não perder nenhuma de nossas atualizações estratégicas sobre a vida no campo, inscreva-se agora em nosso canal no YouTube. Estamos postando periodicamente conteúdos para equipar você para a grande colheita. Vamos juntos!

Cuidado com o Coração: O Segredo para não Parar na Missão

No vídeo ao final deste post, compartilho uma das experiências mais intensas que já vivi no campo missionário. Existem momentos decisivos onde uma palavra tem o poder de ajustar nossa rota: ela pode fortalecer nossa visão no propósito do Senhor ou, infelizmente, tentar nos afastar da presença Dele.

O alvo principal desses ataques é sempre o nosso coração, o centro de todas as nossas decisões. O mais surpreendente é que, muitas vezes, o golpe vem de onde menos esperamos, através de pessoas que não deveriam se deixar usar como instrumentos de desânimo.

Essas situações são reais e perigosas. É um toque sutil, mas que tenta nos tirar completamente do centro da vontade de Deus. Se você é evangelista ou missionário transcultural, meu convite é para que você pare um instante e assista a este relato até o fim.

Gravei esse trecho em um momento comum do meu dia: levando meus filhos à escola. São 15 minutos de trajeto que transformo em oportunidade. Geralmente, a mensagem que Deus coloca no meu coração durante a meditação matinal queima tanto que preciso compartilhar com você enquanto dirijo.

Não digo isso apenas para que você veja o vídeo, mas porque a lição contida nele é uma das maiores que já recebi na vida. Tire um tempo para ouvir, absorver e proteger o que é mais precioso em você.

Cuide do seu coração com zelo e viva plenamente o propósito que o Senhor reservou para a sua caminhada.

Pense Nisso:

O inimigo conhece o propósito de Deus para sua vida e, por isso, ataca a sua base. Lembre-se: o que Deus falou sobre você vale mais do que qualquer crítica ou ataque.

“Acima de tudo o que se deve preservar, guarde o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23)

Assista o Video

Que tal embarcar nessa jornada missionária comigo? Quero te convidar a fazer parte ativa de tudo o que estamos construindo aqui.

Sua participação é o combustível para esse projeto! Você pode nos ajudar de três formas bem simples: inscrevendo-se no canal, interagindo nos comentários e, claro, somando forças ao compartilhar nossos vídeos com quem também ama missões.

Para este ano de 2026, meu desafio pessoal é postar um vídeo novo todos os dias! Nosso alvo é transformar este canal na maior biblioteca de conteúdo missionário possível, e a sua voz é fundamental nesse processo.

Tem alguma dúvida ou sugestão de tema? Deixe seu comentário! Sua pergunta pode virar o próximo vídeo e ser uma grande bênção para muita gente. Vamos juntos?

O Segredo da Intercessão Estratégica em Missões

Neste vídeo, eu convido você a contemplar comigo o horizonte de Corumbá e o Rio Paraguai. Mais do que mostrar as belezas do Pantanal ou o movimento dos barcos, quero compartilhar como este lugar foi o cenário onde Deus forjou o nosso ministério em 2006, através da intercessão estratégica.

Viver em missão exige sensibilidade espiritual. Relembro o tempo em que eu e minha esposa, Mina, ficávamos em um quarto com janela voltada para a Bolívia, sem recursos ou apoio financeiro suficiente para cumprir a missão, mas apenas orando pelo trabalho que o Senhor nos confiava.

Foi ali que Deus nos deu revelações específicas sobre perigos e bloqueios que tentariam impedir nossa entrada na nação vizinha. Aprendi que a oração em secreto prepara o caminho para a vitória no campo. Se você deseja servir a Deus, entenda: a intercessão é a chave que abre fronteiras e repreende o mal antes mesmo de ele se manifestar.

O que você verá neste vídeo:

  • Testemunhos de Livramento: Conto detalhes de como o Senhor nos avisou sobre um acidente ferroviário e bloqueios políticos na fronteira, e como a oração mudou o desfecho dessas situações.
  • A Importância da Liderança: Uma conversa sobre como pontos de apoio e líderes locais (como o irmão Ner e o Assis) são fundamentais para que o trabalho missionário avance com ordem e eficácia.
  • Saudade e Reciprocidade: O momento emocionante em que, ouvindo o espanhol boliviano à beira do rio, fomos tomados pela gratidão pelas amizades e pelo amor que o povo da Bolívia nos dedicou durante 15 anos.
  • Logística e Realidade: Mostro o nosso “carro guerreiro” 2008, que já rodou o Brasil inteiro a serviço do Reino, provando que Deus provê o necessário para quem se dispõe a ir.

Missões não é apenas sobre geografia, é sobre conexão com o Pai. Às vezes, Deus nos coloca em um lugar estratégico apenas para olharmos para o alvo e clamarmos até que o peso da intercessão se torne a leveza da conquista.


Quer ver de perto onde tudo começou e ouvir esses testemunhos na íntegra?

Assista ao vídeo agora para se inspirar com o que Deus pode fazer através de uma vida entregue! Aproveite para se inscrever no canal, ativar as notificações e, o mais importante: deixe um comentário no YouTube contando o que achou desse testemunho. Sua mensagem é um combustível para continuarmos compartilhando a obra de Deus!

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Um forte abraço e que Deus te abençoe

O segredo para não cansar no campo missionário

Sabe aquele segredo de bastidor que ninguém conta, mas que define se um projeto decola ou fica pelo caminho? Recentemente, em São Luís do Maranhão, caminhei com o irmão Rogério e gravamos algo que é puro “ouro” para quem ama missões.

Se você quer entender alguns pontos cruciais do desenvolvimento do projeto de missões no campo, você precisa conferir o que está no vídeo logo abaixo.

Passei alguns dias em São Luís acompanhando o trabalho incrível que o irmão Rogério desenvolve com o evangelismo local e o serviço de apoio aos evangelistas com os materiais impresso. Entre uma rua e outra, conversamos sobre o que realmente faz a engrenagem de missões girar: orientação divina, visão de trabalho, manutenção, voluntariado e desenvolvimento estratégico.

O vídeo acima de 38 minutos tem muita instrução prática ao desenvolvimento do projeto. Nele, abordamos sobre assuntos que, geralmente, ficam restritos apenas às conversas entre missionários. São pontos vitais que podem transformar o desenvolvimento do trabalho no campo.

O Rogério não é nenhum iniciante. Ele já está na estrada há mais de quatro anos no evangelismo com literatura e apoio local. Mas o grande “segredo” não foi o tempo de serviço, e sim o que ele aprendeu na prática: o esforço solitário tem um limite curto.

No começo, como muitos de nós, ele tentava fazer tudo com os próprios recursos, usando o próprio dinheiro, mas logo percebeu que o segredo do crescimento não é ser um super herói individual, mas saber envolver pessoas que abraçam a mesma visão.

Sabe por que muitos projetos missionários morrem cedo? Pela barreira da centralização. Começar com o que você tem no bolso é louvável, mas insistir em fazer tudo sozinho é limitar o avanço do Reino. Quando o projeto cresce, os custos sobem e a demanda aperta; se o missionário não tiver ajudadores, ele cansa, esgota e, infelizmente, para.

A obra de Deus não foi feita para ser um fardo pesado em um ombro só. Se a visão é grande, o time também precisa ser. Envolver parceiros e voluntários não é apenas estratégia de gestão, é maturidade espiritual. É entender que o Reino se constrói no coletivo.

Pr Peniel Dourado e irmão Rogerio no Maranhão

Assim, querido irmão, não deixe o seu chamado morrer no cansaço do isolamento. O Reino de Deus não precisa de super-heróis exaustos, mas de servos que saibam caminhar juntos. Como diz o livro de Provérbios:

“Onde não há conselho os projetos saem vãos, mas na multidão de conselheiros se estabelecem.” (Provérbios 15:22)

O seu desafio hoje é: quem você pode envolver para somar forças e trabalhar junto com você? Como o próprio Rogério destaca no vídeo, quem tenta fazer tudo sozinho acaba se desalinhando do propósito de Deus.

O Senhor nos dá a visão, mas Ele espera que saibamos compartilhar essa missão. Envolver outros não é apenas uma estratégia de gestão, é um princípio bíblico de corpo.

Assista ao vídeo e me conte nos comentários: qual desses pontos de bastidores mais chamou sua atenção? Se este conteúdo abriu seus olhos, não guarde para você. Compartilhe com quem também tem o coração ardendo por missões!

Lembre-se: “É melhor serem dois do que um… Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro” (Eclesiastes 4:9-10). O Reino não é feito de heróis solitários, mas de servos que caminham juntos.

Expectativas Falsas: O que Abala o Ministério Missionário?

No campo missionário, é muito comum as pessoas criarem visões distorcidas. Lembro de um irmão que veio de São Paulo. Ele tinha visto uma reportagem sobre nosso trabalho com os povos indígenas e estava super entusiasmado.

Chegamos no caminhão que ia para a aldeia, e a realidade veio à tona. Um indígena embriagado começou a nos acusar de roubar madeira. A confusão foi tanta que ele sacou uma faca! O caminhão parou, nós pulamos e fugimos.

O irmão ficou aterrorizado, com pavor dos indígenas. Ele acabou desistindo de continuar, e tivemos que prosseguir com a obra sozinhos. O que aconteceu com ele? Ele criou uma expectativa equivocada, a de um aventureiro que tiraria fotos e viveria uma experiência incrível. Mas o campo missionário não é assim. A Bíblia nos lembra que “o coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios 16:9). Nossos planos e expectativas podem ser derrubados, mas a vontade de Deus prevalece.

Em outra ocasião, na Bolívia, a caminho do Peru, passamos por uma situação terrível: fome, problemas com a imigração e quase perdemos o ônibus. Um irmão que estava conosco perguntou como eu conseguia enfrentar aquilo em silêncio. Respondi: “Precisamos manter o foco na missão, ir e resolver o que precisa ser resolvido”. Isso ecoa a instrução de Jesus em Lucas 14:28, que nos ensina a calcular o custo antes de iniciar uma jornada. O campo missionário exige realismo.

Seja realista. Não espere que o deserto seja um paraíso; será quente e sem água. Não se engane com lugares frios, pensando que são como nos filmes. O frio é o mesmo em qualquer lugar, e muitos missionários nem saem de casa nessas regiões porque a expectativa era falsa. A primeira dica é: não cultive expectativas irreais. Isso só vai gerar frustração. Você está entrando em território inimigo, e tudo pode acontecer.

Confiança em Deus, não em Homens

Outra causa de desânimo é a dependência excessiva de outras pessoas, a confiança desmedida em seres humanos. Muitos missionários confiam 100% em seu pastor ou em uma agência para a sustentação de seu projeto. Minha pergunta é: e se seu pastor começar a falhar no envio de recursos? Isso é uma possibilidade, e você precisa estar pronto. A Palavra de Deus nos adverte: “Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há salvação” (Salmos 146:3).

Se você recebeu o chamado divino, a responsabilidade pela obra é sua. Você pode receber apoio de sua igreja, mas não pode depositar toda a sua fé nisso. As pessoas falham. A sustentação de um projeto deve estar em suas mãos. Por exemplo, sempre busco ter três ou quatro fontes de apoio, pois sou o responsável pelo trabalho que o Senhor me confiou. Como Filipenses 4:19 nos assegura, “o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades, segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus”. A provisão vem d’Ele.

Tenho 45 anos e comecei no ministério missionário aos 19. Uma coisa que aprendi é que os projetos estão sempre se expandindo, e dedico boa parte do meu tempo a buscar novas parcerias e a divulgar a obra. Por quê? Porque à medida que o trabalho cresce, preciso envolver mais gente. Não confie em uma única pessoa ou igreja. Isso cria uma ilusão e leva à frustração.

A Comunicação é Essencial

Por fim, a terceira razão para o desânimo é a falta de comunicação. Às vezes, o doador pensa que você está envolvido em um projeto, mas, na verdade, você está em outro. A falta de comunicação pode gerar mal-entendidos e levar à interrupção do apoio.

Eu me esforço para ser muito transparente sobre meu trabalho. Digo que sou pastor de uma igreja no Paraguai e explico o que fazemos. Digo que estou à frente do Programa de Apoio Evangelístico e mostro o que realizamos. Essa comunicação clara e contínua evita problemas. Paulo era um mestre na comunicação, sempre informando as igrejas sobre seu ministério e as necessidades da obra (2 Coríntios 11:28).

O missionário, quando está no campo, fica tão focado na obra que, muitas vezes, esquece de fornecer informações aos mantenedores. Se você não fizer isso, o apoio cessará. A maioria das pessoas para de ajudar após três meses, no máximo seis. Depois de um ano, você estará sozinho. A comunicação é vital para as missões, pois “cada um de vocês deve ser pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar” (Tiago 1:19), garantindo que as informações sejam claras e o relacionamento, sólido.

Nossa jornada é cheia de incertezas, mas a convicção de que Deus nos guia é o que nos sustenta. Seja realista, confie em Deus e comunique-se de forma clara. Esses três pilares vão te manter firme no campo, mesmo quando a realidade se chocar com suas expectativas.

A Palavra Chegando Onde Eu Jamais Pisarei

Amado irmão, já parou para pensar no poder de uma Palavra de Deus escrita? O que vou te contar agora é a jornada de como uma promessa dada por Deus, feita no meio do sufoco financeiro no campo de missões, nos levou a espalhar a Palavra de Deus escrita em lugares que eu, literalmente, jamais pisarei.


A Promessa em Meio à Crise

Guardo uma palavra no coração, uma promessa que o Senhor me fez lá em 2013. Eu não esqueço a data, porque foi um período de luta financeira intensa.

O número de evangelistas crescia, mas a nossa condição para dar suporte diminuía. Eu precisava de mais material impresso, mas via pastores me ligando para dizer: “Não vamos mais conseguir ajudar.” Alguns, que já apoiavam há tempos, mudavam o foco. Outros, simplesmente, diziam que o caixa de missões estava apertado e nosso projeto foi cortado.

Com o missionário Hudney e Simone em nossa Base de Apoio em Bolívia (2013)

Enquanto eu perdia apoio financeiro, mais e mais evangelistas batiam à porta, pedindo ajuda. Recebíamos apelos da Bolívia, de vários cantos, e eu estava sem condições de fazer mais. Minhas contas estavam apertadas – água e luz atrasadas. Eu, sinceramente, não sabia de onde viria o recurso.

Então, o que fiz? O único caminho: tirei tempo para orar e entreguei tudo nas mãos do Senhor.

No auge dessa dificuldade, recebi um convite para visitar uma base de missões. Lá, Deus usou uma missionária de forma surpreendente. Ela veio até mim e me deu uma palavra clara: “Você vai continuar com esse trabalho e fará a Palavra chegar a lugares onde os teus pés jamais vão pisar.

Voltei para casa com aquela palavra martelando em meu coração. Nós costumamos pensar que a Palavra é levada pelos nossos próprios lábios, pela nossa voz. Mas o Espírito Santo estava me mostrando algo diferente: a Palavra que eu faria chegar em outros lugares era a Palavra Escrita. O material impresso com a mensagem do Evangelho.

Pastor Peniel e irmão Pedro. Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2013)

Fiquei meditando no poder da Palavra de Deus impressa. Deus estava usando aquela mulher para me dizer que a Palavra escrita alcançaria lugares onde eu nunca teria a chance de ir. Milhares de vidas seriam alcançadas.

Pouco tempo depois, a confirmação veio de forma impressionante. Um pastor boliviano veio até minha casa buscar materiais. Entreguei algumas caixas, oramos juntos, e durante a oração, Deus usou aquele homem para me trazer exatamente a mesma palavra: “Você fará a Palavra de Deus chegar a lugares em que os teus pés jamais vão pisar.

Isso aconteceu em menos de uma semana! Primeiro, uma missionária brasileira. Depois, um pastor boliviano. Uma prova inegável de que Deus estava por trás de tudo isso.

Hoje, a promessa é uma realidade viva. Todas as manhãs, abro meu WhatsApp e recebo mensagens de irmãos que trabalham no Brasil, na Bolívia, no Peru. Eles citam nomes de cidades que eu nem conheço. Por curiosidade, eu as procuro no Google Maps. São povoados em estradas desconhecidas. Lugares que, realisticamente, eu jamais visitaria. Mas os evangelistas estão lá, e a Palavra de Deus está sendo derramada.

La Paz, Bolívia

Ano passado, fiz uma viagem pelo Nordeste. Passando por uma pequena cidade do interior da Bahia. Liguei para o Assis que lidera o serviço de apoio aos evangelistas na região nordeste se o material havia chegado naquele lugar. Ele confirmou: “Sim! Enviamos caixas, e os irmãos estão indo casa por casa, visitando hospitais.”

Olhar para aquele povoado e saber que, através do nosso trabalho, a Palavra de Deus havia chegado ali foi uma alegria indescritível. Naquele momento, eu estava pisando na cidade onde através do Programa de Apoio Evangelístico a Palavra de Deus escrita havia chegado, mas a promessa de 2013 se cumpria em muitas outras regiões: fazemos a Palavra chegar onde, na maioria das vezes, nossos pés não podem ir.

Estamos vivendo um tempo de crescimento incrível. Em 2025, Aracaju recebeu 30 toneladas de material impresso. Trinta toneladas da Palavra de Deus que colocamos nas mãos dos evangelistas. Eles levam para hospitais, presídios, povoados e vilas. A Palavra está chegando em inúmeros lugares onde, eu repito, meus pés jamais pisarão.

Estamos também expandindo a base em São Luís do Maranhão, com o irmão Rogério. O projeto, que era focado na capital, agora se volta para o estado, e nosso foco é ainda maior: alcançar o Piauí e o Pará. Queremos enviar o material via Belém do Pará, usando os barcos para alcançar milhares de pessoas nas comunidades ribeirinhas do Rio Amazonas.

30 toneladas que chegaram em Aracaju este ano 2025

Por que tudo isso está acontecendo? Por que conseguimos fazer um trabalho tão grande? Não é por causa da nossa capacidade, nem porque eu sou especial, ou os irmãos Assis em Aracaju, Rogério no Maranhão ou o irmão Nigel na Bolívia são super-heróis.

A verdade é que só conseguimos avançar porque o Senhor falou que seria feito. Empresários se prontificam a ajudar com caminhões e veículos, e as portas se abrem porque esta obra não é nossa, ela pertence ao Senhor.

Nós agimos por fé. Se Deus abre a porta, nós entramos. Se a porta está fechada, nós esperamos. A obra segue, mesmo com as lutas financeiras ou a impossibilidade de eu viajar, pagar um frete ou documentações. Não paramos por causa da dificuldade, mas apenas esperamos Deus abrir as portas.


A obra continua avançando, e o que nos sustenta é a Palavra que o Senhor Jesus nos tem dada. É pelo poder da Palavra que chegamos até aqui e seguiremos avançando.

“Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 4:6)

Que esta palavra inunde seu coração a ver o impossível se tornar real em sua vida através do poder do Espírito de Deus. Ouse crer no que o Senhor disse. Se ELE falou, então vai se cumprir. Se Ele disse que faria algo por você e através de você, então creia que no tempo de Deus o cumprimento virá.

Vídeo Sobre Missões

Abaixo eu deixo um vídeo postado hoje em nosso canal no Youtube onde eu mostro um pouco de nossa viagem de Campo Grande a cidade de São Luis do Maranhão.

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Que Deus te abençoe!

O Desafio da Obediência no Chamado

Sabe aquela pergunta que sempre volta quando alguém sente o coração arder por missões? “Mas… e o dinheiro?” Pois é. Hoje vamos conversar justamente sobre isso. De forma simples, direta e verdadeira — como quem senta na sala com você, olha nos olhos e diz: “Eu já passei por aí também.”

Deus tem colocado uma visão no nosso coração — e é lindo ver que essa mesma visão tem alcançado o seu. O desejo de ver a obra avançar não nasce em nós mesmo, mas nasce no coração de Deus. E por isso peço: continue orando por nós.

Pastor Peniel apresentando o projeto em São Luis do Maranhão (2025)

Hoje enquanto levava os meninos ao colégio e faculdade, pensei em escrever sobre um assunto que vira e mexe chega até mim: a questão financeira no chamado missionário.
A pergunta costuma ser sempre a mesma: “Pastor, eu quero fazer missões… mas quem vai manter? Quem vai pagar as contas?

1. A Primeira Prova do Chamado

Deus sempre prova uma pessoa antes de colocá-la na obra missionária. Eu olho para a Bíblia e vejo isso e se você está na obra de missões e não passou por nenhuma prova algo está errado. Mas sabe porque o Senhor Jesus prova? Sabe quem deve saber o resultado? Não é o seu pastor. Não é o pai, a mãe, o esposo ou a esposa. Não, querido irmão. A prova vem para mostrar a você quem quem foi ou não foi aprovado. Você é o alvo do prova.

É você quem Deus trata, molda, confronta e convence: “Eu estou aqui porque Deus me chamou — e não pelo dinheiro.” Da mesma forma é você saberá com todas as letras que você foi reprovado por causa do dinheiro.

A maioria das pessoas olha para o trabalho missionário com a mentalidade comum do mundo: trabalha-se para ganhar, e quanto maior a oportunidade, maior o ganho. Então, quando alguém vê um missionário deixando emprego, estabilidade e oportunidades, imagina: “Ele deve ter encontrado uma forma melhor de viver.

Pastor Peniel Dourado

Você já viu alguém simplesmente deixar um emprego para ganhar cinco vezes menos por nada? Alguém faz isso? Não. As pessoas mudam até de cidade por um emprego que dará uma renda melhor. Este é o natural da vida e não estou dizendo que é errado. As coisas funcionam assim mesmo.

Mas na obra de missões a frequencia é diferente. Geralmente existe uma perca gigandesca por se entregar ao serviço de missões. A reda cai, o padrão de vida vai lá pra baixo, o churrasco do final de semana desaparece e o carro é trocado por uma biscicleta.

E não quero dizer que será sempre assim e nesta mesma ordem, mas as provas virão.

2. Quando Deus Chama, Ele Prova

É como com Abraão. Deus deu a ele uma promessa — e depois provou essa promessa por 25 anos. Chamado funciona do mesmo jeito. Deus chama, fala, confirma… mas o recurso não aparece. E então você precisa decidir: Vou obedecer mesmo sem ver? Vou dar o passo mesmo sem ter?

Abaão recebeu a promessa de Deus que teria um filho quando tinha 75 anos de idade (Gênesis 12:4). O nascimento do filho da promessa veio quando Abraão tinha 100 anos de idade (Gênesis 21:5). Foram 25 anos esperando Deus cumprir o que havia prometido. Você já parou para pensar o que passou Abraão nesses 25 anos?

Recebendo materiais em Bolívia (julho 2025)

Querido irmão, muita gente não entra na obra porque olha para o chamado e pergunta: “Quem vai manter?” E quando não vê a resposta imediatamente, volta para trás. Mas não se engane: o reino de Deus não para porque alguém disse “não”. Uma palavra poderosa que o Senhor Jesus tem ministrado ao meu coração nos últimos anos é que para cada pessoa que recusa o chamado, Deus tem “sete mil” prontas — e normalmente melhores preparadas do que nós.

Eu uso este “cálculo” com base no texto de 1 Reis 19:18 onde o Deus diz a Elias “conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal e toda boca que não o beijou.” Se você acho que é grande coisa e que o Reino de Deus vai parar porque você diz não, saiba que existe sete mil na fila.

E por que eu digo que os sete mil são melhores que você? A base que temos é de 1 Co 1:27-28, que diz: “(27)Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. (28) Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo e as desprezadas, as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se glorie diante dele

Evangelismo em San Julian, Bolívia (2014)

Assim, Deus escolheu você sem nenhum conhecimento, o fraco entre muitos, o insignificante da turma, o que não era nada para que você não se glorie pelo que o Espírito de Deus vai fazer através de você.

3. Deus Escolhe Diferente do Mundo

O mundo, em sua lógica humana e corporativa, escolhe o melhor, o mais capacitado, o mais experiente. A sociedade valoriza o currículo impecável, o histórico de sucessos comprovados e a autossuficiência.

Deus faz o contrário, e essa é a essência revolucionária do Evangelho. Ele escolhe o menor, o improvável, o que não tem condição nenhuma — justamente para mostrar que o poder é d’Ele e que a glória pertence somente a Ele.

O Apóstolo Paulo sintetiza essa estratégia divina de forma poderosa:

“Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes.” (1 Coríntios 1:27)

Deus usa os vasos de barro, os imperfeitos, os humildes, para que, ao manifestar-se o poder, fique claro que a “excelência do poder seja de Deus, e não de nós” (2 Coríntios 4:7). A escolha não se baseia na nossa capacidade, mas na fidelidade do Senhor Jesus a sua própria Palavra.

Eu e minha família no campo de missões (2015)

Apesar da generosidade e paciência de Deus, o chamado exige uma resposta. Se a pessoa inicialmente chamada se recusa ou se sente indigna e se esquiva persistentemente (como fez Moisés inicialmente), Deus, em Sua soberania, tem mais sete mil.

Essa perspectiva nos leva à humildade, reconhecendo que sim, sempre haverá alguém melhor que nós aos olhos do mundo. No entanto, o que importa é estarmos disponíveis e dependermos Daquele que garante: A minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2 Coríntios 12:9)

4. O Segundo Estágio: A Prova da Renúncia

Ao nos engajarmos na obra de Deus e testemunharmos as portas se abrindo, uma prova crucial se apresenta: a necessidade de abrir mão daquilo que Deus mesmo nos deu.

Veja o exemplo de Filipe, o Evangelista. Ele estava em Samaria, no meio de um grande avivamento, onde milagres e salvação aconteciam por todos os lados. É o sonho de qualquer evangelista! Contudo, o anjo do Senhor chega com uma ordem inesperada: “Levanta-te, e vai para o caminho que desce de Jerusalém para Gaza; este é deserto” (Atos 8:26).

Tem algum sentido isso? Não fazia sentido. Por que abandonar um sucesso evidente por um deserto isolado? A resposta é que missão não é sobre sentido; é sobre obediência. Muitos falham neste estágio. Quando Deus diz “deixa isso”, muitos respondem “não”. E, novamente, Deus levanta outro para prosseguir.

E se você estivesse no lugar de Abraão? Após 25 anos de espera, quando finalmente tinha Isaque, o filho da promessa, o Senhor o testa com a ordem mais dolorosa: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto” (Gênesis 22:2). Abrir mão da promessa, do futuro, é um sacrifício imenso.

Peniel N Dourado, Oruro – Bolívia (2013)

Não seria essa resistência em entregar o “nosso Isaque” o motivo pelo qual o campo missionário tem tão poucos obreiros? Acredito que a seleção divina é realmente dura e poucos a superam.

Muitos dizem “não” ao Senhor e ao chamado por causa de um relacionamento amoroso, ou por não quererem abrir mão da casa que levou anos para ser conquistada, pela vaga no emprego, faculdade; Já encontrei quem se recusou a ir ao campo por ter lutado anos para alcançar o pastorado, argumentando que, no campo, qualquer um é chamado de missionário — um cooperador, um diácono, e assim por diante. Essa vaidade de título se torna uma barreira.

Desta forma, a seleção divina avança. Os homens dizem “não”, mas a Obra de Deus não para. A fila dos dispostos caminha, pois, como em Israel, sempre haverá um remanescente fiel:

“Mas deixarei ficar em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou.” (1 Reis 19:18)

O propósito do Senhor se cumpre, independentemente dos nossos “nãos”.

5. O Estágio da Maturidade

A caminhada de fé nos ensina que, à medida que avançamos na jornada e no serviço, o padrão de exigência de Deus se eleva. Veja o exemplo de Abraão. Depois de tantos anos caminhando com Deus, já em idade avançada, o Senhor lhe faz uma demanda crucial: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito” (Gênesis 17:1). Por quê?

Porque, ao atingirmos essa fase de maturidade espiritual e de serviço, há muitas pessoas observando: filhos, netos, novos obreiros e os irmãos da igreja. Um único erro de quem deveria ser exemplo terá um impacto grande demais, com consequências difíceis de corrigir posteriormente.

É como um navio em manobra final para atracar no porto: qualquer erro de cálculo no fim da jornada causa um acidente enorme. Assim, de quem já tem um bom tempo de serviço missionário ou na Obra de Deus, é exigido o “sê perfeito”.

Observamos que muitos são cortados precocemente das fileiras de liderança para que o raio de sua influência não cresça o suficiente a ponto de gerar um estrago maior ao Reino.

As Escrituras estão repletas de exemplos onde a desobediência, mesmo em atos aparentemente pequenos, resultou na perda de grandes promessas ou posições:

  • Esaú foi cortado por menosprezar seu direito de primogenitura, vendendo-o por um simples prato de lentilhas (Gênesis 25:29-34).
  • Moisés bateu na rocha em vez de apenas falar com ela, conforme a ordem divina, e por essa razão não pôde entrar na Terra Prometida (Números 20:10-12).
  • Sansão perdeu sua força sobrenatural por quebrar seu voto de nazireado, permitindo que seu cabelo fosse cortado (Juízes 16:17-21).
  • Saul perdeu seu trono e sua dinastia por oferecer um holocausto que não lhe cabia e por não destruir totalmente os amalequitas, sendo desobediente à voz de Deus (1 Samuel 13:13-14).

Às vezes, refletimos sobre a dureza de Deus. Aos nossos olhos, Ele poderia ter deixado passar o “pequeno escorregão” de Moisés, considerando tudo o que ele já havia feito. Mas, quais seriam as consequências de fechar os olhos e permitir que um líder de tamanha importância estabelecesse um precedente de desobediência? E como ficaria a figura de Cristo naquela rocha? O padrão divino é sempre a santidade e a obediência completa.

No período da maturidade, nossa voz mais forte são nossas ações e nosso exemplo. A palavra de Deus para nós hoje é a mesma que Ele deu ao ancião Abraão: “Anda na minha presença e sê perfeito” (Gênesis 17:1).


Pense nisso:

O chamado para a missão nunca começa com a garantia de recursos; ele começa com a fidelidade ao Senhor.

Quando nossa vida se mantém firme e obediente a Deus, os recursos vêm, pois o próprio Deus é o Fiel a sua Palavra e o Mantenedor de Sua obra. A provisão divina segue a obediência.

Esta verdade nos traz segurança, conforme prometido em Sua Palavra: “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” (1 Tessalonicenses 5:24).

Sabemos que a vida em missões é desafiadora, e talvez você tenha sido confrontado por este texto hoje. Mas confie: se Deus chamou você, Ele mesmo cuidará de cada passo do caminho, garantindo que Sua obra seja cumprida.

O Desafio da Obediência no Chamado

Eu tenho um vídeo em nosso canal no Youtube onde fiz um vlog mostrando meu dia a dia no campo de missões e fala sobre este assunto. Se você estiver interessado poderá assistir clicando no link – CLIQUE AQUI

Capa do vídeo no Youtube

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Deus te abençoe