Compreendemos que não é por nossa própria força que o serviço de missões avança, mas por uma revelação dada pelo próprio Deus e por esta revelação nós temos força espiritual para avançar.
O vídeo foi gravado no horto da cidade de Ponta Porã, MS. Sempre que eu tenho tempo eu levo meu filho menor no parquinho e andar um pouco.
Aproveito para gravar e expor que o Senhor tem colocado em meu coração em nosso canal e o meu desejo é a vossa edificação.
Eu agradeço a Deus pela oportunidade de entregar minha vida ao serviço de missões. Desenvolvo o trabalho missionário tanto no campo transcultural, missões nacionais e missões urbanas.
Confeso que não tenho me dedicado muito a missões urbanas, mas já tive a oportunidade de desenvolver algumas atividades com outros irmãos dedicados a este serviço.
E quando falo de missões urbanas estou falando do serviço missionário urbano transcultural e não apenas o evangelismo local dentro de uma cidade. Missões Urbanas é necessário um foco específico de trabalho, preparação para abordagem transcultural e uma estrutura específica para o discipulado aos novos crentes.
Bem, mas o assunto de hoje é como se dá a formação de um missionário? Eu sei que Deus trabalha de muitas formas, mas neste post quero trazer para fazer um pouco de como Deus trabalhou com minha vida para o serviço de missões.
Quando eu tinha 14 anos meus pais pastoreavam uma pequena igreja no interior do Ceará na cidade de Missão Velha. Eu ganhei uma bicicleta e já marquei o objetivo de levar a Palavra às vilas da região. Já naquela época nós recebíamos materiais impressos enviados pelo tio o Dr Francisco Gamelim para o trabalho evangelístico.
Lembro de chegar muitos Novos Testamentos em caixas e nós ficávamos na varanda de nossa casa pensando onde, quando e como fazer chegar aquele material nas mãos do povo.
Eu fiquei sabendo de um povoado alguns quilômetros da cidade de Missão Velha que não havia igreja. Pensei naquelas pessoas passando os dias, meses e quem sabe anos sem ouvir falar de Jesus e do plano de salvação. Assim, tivemos a ideia de entregar os Novos Testamentos naquele povoado.
Colocamos os Novos Testamentos na mochila, providenciamos água para a viagem e fomos de bicicletas as quais já estavam prontas para a viagem. Lembro da estrada às vezes com terra e outras vezes com pedras e cascalho e em algumas situações nós empurrávamos mais as bicicletas que conseguíamos andar. Mas ninguém reclamava de nada. Éramos entre sete jovens com o coração queimando por ganhar as vidas para o Senhor Jesus.
Chegamos no povoado e começamos a entregar os Novos Testamentos casa por casa. Alguns quando tinham o conhecimento que éramos evangélicos nos expulsávamos de suas propriedades. Lembro de uma senhora ter batido com um rodo nas costas de um dos irmãos que estavam conosco.
A mulher tinha ódio no coração contra os evangélicos. Sabíamos que até os bancos que sentávamos eram lavados posteriormente, pois os evangélicos traziam maldição – criam eles. Mas nós com sabedoria conseguíamos entregar os Novos Testamentos em todo povoado, entrando casa por casa.
Eu fiquei sabendo que depois daquele povoado havia outro, depois outro, depois outro e mais outro povoado sem igreja. Infelizmente tínhamos que voltar à cidade e provavelmente chegaríamos à noite. Mas meu coração estava queimando por alcançar aqueles povoados. Conversei com os irmãos de conseguir mais Novos Testamentos e posteriormente retornar àqueles povoados para levar a Palavra ao povo.
Enquanto nós nos ocupávamos de alcançar povoados sem igreja, sem conforto, onde deveríamos enfrentar lugares difíceis de entrar outros jovens queriam as oportunidades aos domingos na igreja.
Sinceramente não me atraía os púlpitos da igreja aos domingos, mesmo que quase sempre era dado a oportunidade, pois os irmãos queriam saber como foi o trabalho realizado durante a semana.
Bem, contei um pouco do que aconteceu comigo quando eu tinha meus 14 anos de idade. Levar a Palavra àqueles povoados ardia meu coração mais que qualquer outra coisa. Ainda hoje olhar para regiões onde ninguém quer ir, apoiar regiões onde ninguém deseja apoiar, fazer presente a Palavra de Deus em regiões onde ninguém deseja levar a Palavra ainda arde meu coração.
A vida em missões não se forma em uma ou duas decisões que você pode fazer em sua caminhada, mas uma série de decisões tomadas em direção ao cumprimento do propósito. Muitas vezes à frente você terá duas, três, quatro e muito mais opções e você tem apenas uma oportunidade, uma chance de tomar a decisão correta.
Quero finalizar dizendo a você que deseja fazer missões. Eu creio que para cada homem, cada mulher Deus tem um propósito. Você não veio a este mundo apenas por vir, mas Deus tem um propósito para sua vida. E diante das muitas oportunidades, das muitas decisões que você poderá tomar você só tem uma chance.
E para você tomar a decisão correta você deve guardar algo que está escrito em Provérbios 4:23 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” O seu coração comanda suas decisões e se você inunda seu coração de coisas erradas você tomará decisões erradas. E se você começar tomar decisões erradas lá na frente você dará conta que estará tão longe do seu propósito e é bem provável que não haverá volta.
Mas, como é a formação de um missionário? A formação de um missionário não está em uma escola de missões, em um curso missionário e nem muito menos em viagens missionárias a curto prazo, mas a formação de um missionário consiste em cada momento da vida que você decide ocupar o espaço em viver a vida para cumprir a vontade do Senhor Jesus.
Em 2017 em nossa Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra editei um vídeo falando como o Senhor impactou meu coração a entregar minha vida ao seu serviço. Assista e esteja orando por nós
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