Ei, futuro (ou atual) agente de transformação! Você já se perguntou o que realmente acontece quando o avião pousa no campo missionário transcultural?
Não se engane, a empolgação é gigante, mas a realidade da distância cultural pode ser um desafio. Quer saber como não apenas sobreviver, mas prosperar?
Neste vídeo, nós vamos direto ao ponto e compartilhar dicas cruciais sobre a vida no campo de missões, especialmente onde o distanciamento cultural é significativo. Se você está pensando em ir, ou já está lá, isso é para você.
Saber que o choque cultural existe não é o suficiente; você precisa conhecê-lo de perto. Por isso, vamos te apresentar alguns dos sintomas mais comuns. Entender esses sinais — o desânimo repentino, a frustração com o novo ambiente ou a saudade que aperta — é de extrema importância.
Colocar os pés em campo com a consciência clara de que esse choque é real não é um sinal de fraqueza; é uma estratégia inteligente. Essa preparação é o que garante que o missionário não apenas sobreviva, mas vença as barreiras de forma eficaz.
Nosso foco é te ajudar a criar conexões autênticas e profundas, quebrando o gelo cultural. É essa conexão real que permite que a mensagem alcance e toque verdadeiramente as vidas. A vitória na missão transcultural começa com a sua adaptabilidade. Não espere que as pessoas mudem por você; adapte-se por elas!
Agora que você tem uma visão mais clara, é hora de agir e se preparar. Lembre-se: O amor não é apenas um sentimento; é a capacidade de se fazer entender no idioma do outro, mesmo que não seja a sua língua.
Desafio Prático: Assista agora, aplique estas dicas no seu planejamento e, por favor, compartilhe este vídeo sem demora com aquele missionário que você sabe que está no campo transcultural. Uma dica pode ser a âncora que ele precisa hoje.
É uma pena, mas uma verdade, que muita gente tem uma ideia de missões de forma romantizada, um serviço missionário fantasiado e ao transmitir o conhecimento de missões também transmite as informações de missões de forma fantasiada.
Assim, muitos apoiam missões ou vão ao campo de missões pensando na fantasia e não se preparando para a dura realidade do campo de missões. O resultado disso é a frustração com missões e a completa falta de resultados no campo missionário, e principalmente no campo de missões transcultural.
E as frustrações ocorrem justamente quando nossas expectativas não correspondem a realidade. E enquanto muitos obreiros são frustrados com um mundo de missões fantasiado as almas vão perecendo.
Este problema não acontece apenas com quem vai ao campo, mas com os que apoiam missões. É complicado todo mês depositar uma oferta para missões com uma imagem na cabeça, sendo a realidade outra completamente diferente. Desta forma, mediante o confronto com a realidade que muitas vezes a internet proporciona vem a frustração.
Qual o remédio para tudo isso? Tomar o maravilhoso xarope da realidade. Eu acredito que duas boas doses de pura realidade do que é fazer missões, a vida no campo, o que é realmente fazer missões, o que dar o avanço em missões, a realidade atual de missões ajude e muito a curar tudo isso.
O que há em meu coração é transmitir a vida em missões de forma prática para que haja crescimento no serviço de missões; tanto de quem vai ao campo quanto dos que apoiam.
AGORA AO MUNDO PRÁTICA DE MISSÕES É importante você saber que missões é um trabalho sobrenatural, espiritual e você não terá êxito se fizer apenas no nível humano e natural. Você não tem apenas problemas financeiros, crise econômica contra você. Contra o trabalho que o missionário faz existe o próprio Satanás e todas as hostes demoníacas se opondo e não apenas meras circunstâncias do dia a dia deste mundo. O mundo espiritual é real
Satanás está jogando tudo para neutralizar o povo de Deus e umas das armas é a ignorância. Desta forma, você deve se preparar com as armas espirituais e, ao mesmo tempo, o que vier em suas mãos para aprender, a crescer com o foco em desenvolver o trabalho de missões faça. Se Deus está te chamando ao serviço de missões a busca da preparação é um ato de fé.
Sabe, buscar ter conhecimento, estudar, aprender usar a internet, conhecer as culturas, aprender outros idiomas realmente é um ato de fé para a chamada que o Senhor tem dado. Em uma guerra é importante conhecer as armas do inimigo e uma das armas utilizada por satanás é empurrar os servos de Deus à ignorância. E existe até os que defendem a ignorância colocando ao lado da simplicidade, humildade e espiritualidade. E nós sabemos que uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Caro irmão, não pensa que a preparação para o campo de missões é uma atitude de falta de fé. Ou seja, você não agiu conforme a Palavra de Deus dada a você e isso é falta de fé. Deus te direciona a um serviço específico e mostra com antecedência para que haja preparação e investir na ignorância é prejudar a Obra do Senhor. Eu volto a dizer que acredito que o inimigo induz muitos à ignorância das coisas simples da vida para frear o serviço de missões.
Ultimamente tenho procurado ensinar muitos missionários a usarem os meios digitais, como usar um blog, como postar um vídeo no Youtube e etc. Mas muita gente simplesmente diz que Deus vai abençoar e não precisa aprender usar nada disso. Então fazem um vídeo muito simples e postam no Instagram.
O tempo passa e esse missionário não tem resultado. Não se preparou, mesmo tendo oportunidade e no momento da dificuldade em pleno ato de desespero fez o que achava que era correto. Então eu observo o povo do mundo, o quão sagazes são utilizando as Redes Sociais ao ponto de escolher regiões específicas, idades específicas, públicos alvo específicos para disseminar suas doutrinas diabólicas. Eles estão usando a ferramenta de forma correta e por que nós não?
Eu compreendo que o conhecimento é de Deus e Satanás é o príncipe das trevas. Assim, o inimigo de nossas almas trabalha nos trevas do conhecimento levando o missionário a rejeitar o conhecimento de se usar uma ferramenta para que por meio da negligência invocar a operação de Deus.
Se você nunca teve acesso a obter o conhecimento é uma situação, mas se recusar obter o conhecimento e rejeitar o conhecimento é negligência. E Deus não tem compromisso com negligentes
Amado irmão, manter o missionário na ignorância, na preguiça e na negligência é estratégia de Satanás. Um determinado missionário quer fazer missões na Alemanha, mas não se preocupa nem mesmo de buscar uma aula online grátis de alemão, não procura conhecer o campo missionário, não há uma preparação mínima para enfrentar um trabalho que é espiritual, mas que exige também preparação do próprio missionário. Quando chegar no campo não adianta dizer que a oposição satânica foi muito grande.
Eu estava vendo a história de William Carey e na época a igreja não se importava com missões porque dizia que o mundo não alcançado pelo evangelho um dia foi alcançado e se rejeitaram a Palavra de Salvação era problema deles. Isso pode soar como absurdo para você, mas William Carey viveu entre 1437–1471 e em nossos dias eu já vi muitos pastores falarem o mesmo; não envolvem a igreja em missões, pois o evangelho já foi pregado e não levaria a carga por aqueles que rejeitaram.
A tática maligna é sempre nos conduzir ao caminho do mais fácil. O que não pesa nada, o que não custa nada, o que é melhor para mim certamente este é o caminho que nos tenta a seguir.
Concluo este e-mail dizendo que a preparação do missionário é parte de sua dedicação ao Senhor. Espiritual não é somente aquele que entra em um quarto e ora por missões, mas aquele que vive para Deus ao ponto de se entregar a uma preparação contínua, seja no conhecendo da cultura, aprendizado do idioma, aprender a se comunicar usando a internet , tudo com o foco de cumprir da melhor forma o chamado dado pelo Senhor.
Alguém pode me perguntar: “E se não tiver oportunidade de se preparar?” O ponto trazido aqui não são dos que não tiveram oportunidade, mas de quem tem oportunidade e rejeita de forma negligente em nome de uma suposta espiritualidade.
O campo missionário tem sofrido nas mãos de tais pessoas e minha oração é que Deus levante homens e mulheres com uma mentalidade mudada quanto a preparação ao serviço de missões.
UM VÍDEO PARA VOCÊ CRESCER Eu vou deixar um vídeo que vai te ajudar a crescer quanto ao serviço de missões. Este vídeo pertence a uma lista de outros vídeos onde eu falo sobre A Vida do Missionário. Geralmente no final do vídeo eu deixo um link para você acessar os outros vídeos ou na descrição do vídeo.
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Eu agradeço a Deus pela oportunidade de entregar minha vida ao serviço de missões. Desenvolvo o trabalho missionário tanto no campo transcultural, missões nacionais e missões urbanas.
Confeso que não tenho me dedicado muito a missões urbanas, mas já tive a oportunidade de desenvolver algumas atividades com outros irmãos dedicados a este serviço.
E quando falo de missões urbanas estou falando do serviço missionário urbano transcultural e não apenas o evangelismo local dentro de uma cidade. Missões Urbanas é necessário um foco específico de trabalho, preparação para abordagem transcultural e uma estrutura específica para o discipulado aos novos crentes.
Bem, mas o assunto de hoje é como se dá a formação de um missionário? Eu sei que Deus trabalha de muitas formas, mas neste post quero trazer para fazer um pouco de como Deus trabalhou com minha vida para o serviço de missões.
Quando eu tinha 14 anos meus pais pastoreavam uma pequena igreja no interior do Ceará na cidade de Missão Velha. Eu ganhei uma bicicleta e já marquei o objetivo de levar a Palavra às vilas da região. Já naquela época nós recebíamos materiais impressos enviados pelo tio o Dr Francisco Gamelim para o trabalho evangelístico.
Lembro de chegar muitos Novos Testamentos em caixas e nós ficávamos na varanda de nossa casa pensando onde, quando e como fazer chegar aquele material nas mãos do povo.
Eu fiquei sabendo de um povoado alguns quilômetros da cidade de Missão Velha que não havia igreja. Pensei naquelas pessoas passando os dias, meses e quem sabe anos sem ouvir falar de Jesus e do plano de salvação. Assim, tivemos a ideia de entregar os Novos Testamentos naquele povoado.
Colocamos os Novos Testamentos na mochila, providenciamos água para a viagem e fomos de bicicletas as quais já estavam prontas para a viagem. Lembro da estrada às vezes com terra e outras vezes com pedras e cascalho e em algumas situações nós empurrávamos mais as bicicletas que conseguíamos andar. Mas ninguém reclamava de nada. Éramos entre sete jovens com o coração queimando por ganhar as vidas para o Senhor Jesus.
Chegamos no povoado e começamos a entregar os Novos Testamentos casa por casa. Alguns quando tinham o conhecimento que éramos evangélicos nos expulsávamos de suas propriedades. Lembro de uma senhora ter batido com um rodo nas costas de um dos irmãos que estavam conosco.
A mulher tinha ódio no coração contra os evangélicos. Sabíamos que até os bancos que sentávamos eram lavados posteriormente, pois os evangélicos traziam maldição – criam eles. Mas nós com sabedoria conseguíamos entregar os Novos Testamentos em todo povoado, entrando casa por casa.
Eu fiquei sabendo que depois daquele povoado havia outro, depois outro, depois outro e mais outro povoado sem igreja. Infelizmente tínhamos que voltar à cidade e provavelmente chegaríamos à noite. Mas meu coração estava queimando por alcançar aqueles povoados. Conversei com os irmãos de conseguir mais Novos Testamentos e posteriormente retornar àqueles povoados para levar a Palavra ao povo.
Enquanto nós nos ocupávamos de alcançar povoados sem igreja, sem conforto, onde deveríamos enfrentar lugares difíceis de entrar outros jovens queriam as oportunidades aos domingos na igreja.
Sinceramente não me atraía os púlpitos da igreja aos domingos, mesmo que quase sempre era dado a oportunidade, pois os irmãos queriam saber como foi o trabalho realizado durante a semana.
Bem, contei um pouco do que aconteceu comigo quando eu tinha meus 14 anos de idade. Levar a Palavra àqueles povoados ardia meu coração mais que qualquer outra coisa. Ainda hoje olhar para regiões onde ninguém quer ir, apoiar regiões onde ninguém deseja apoiar, fazer presente a Palavra de Deus em regiões onde ninguém deseja levar a Palavra ainda arde meu coração.
A vida em missões não se forma em uma ou duas decisões que você pode fazer em sua caminhada, mas uma série de decisões tomadas em direção ao cumprimento do propósito. Muitas vezes à frente você terá duas, três, quatro e muito mais opções e você tem apenas uma oportunidade, uma chance de tomar a decisão correta.
Quero finalizar dizendo a você que deseja fazer missões. Eu creio que para cada homem, cada mulher Deus tem um propósito. Você não veio a este mundo apenas por vir, mas Deus tem um propósito para sua vida. E diante das muitas oportunidades, das muitas decisões que você poderá tomar você só tem uma chance.
E para você tomar a decisão correta você deve guardar algo que está escrito em Provérbios 4:23 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” O seu coração comanda suas decisões e se você inunda seu coração de coisas erradas você tomará decisões erradas. E se você começar tomar decisões erradas lá na frente você dará conta que estará tão longe do seu propósito e é bem provável que não haverá volta.
Mas, como é a formação de um missionário? A formação de um missionário não está em uma escola de missões, em um curso missionário e nem muito menos em viagens missionárias a curto prazo, mas a formação de um missionário consiste em cada momento da vida que você decide ocupar o espaço em viver a vida para cumprir a vontade do Senhor Jesus.
Em 2017 em nossa Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra editei um vídeo falando como o Senhor impactou meu coração a entregar minha vida ao seu serviço. Assista e esteja orando por nós
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Tiramos esta foto em 2006 na estrada entre a fronteira com Brasil e Santa Cruz de la Sierra, uns 250 Km dentro de Bolívia. Eu sempre gostei muito desta foto, pois representa os primeiros momentos em Bolívia.
Eu e Mina em 2006 estávamos pisando uma terra totalmente nova, estávamos descobrindo o novo campo de missões que o Senhor nos havia colocado depois de 10 anos trabalhando no Paraguai.
Parece exagero, pois tudo era novo. A fisionomia do povo boliviano bem diferente dos paraguaios, as cores da bandeira no mastro, a comida, o espanhol com o acento quechua ou aymara e posso dizer que tudo realmente me impactava.
E quando eu falo de ser impactado por uma bandeira diferente parece novamente exagero, mas não é. Cresci vendo nossa bandeira brasileira nos mastros e por 10 anos no Paraguai aprendi a respeitar a “alvi roja” representando o povo paraguaio que também tanto amo.
Mas, um dia me vi debaixo de um mastro olhando para a bandeira tricolor de Bolívia e tentando me achar no meio daquelas cores. Foi muito estranho para mim. Do meu coração, de forma espontânea saiu uma oração: “Deus, Tu me enviaste aqui, mas eu não amo este povo”. E na mesma hora Aquele que sabe de todas as coisas falou ao meu coração: “Eu vou te ensinar a amar este povo”
Mas, voltando a foto acima, você quer saber um pouco mais sobre o que aconteceu depois tirarmos esta foto? Bem, para tirar a foto nós colocamos a câmera em cima do nosso carro, pois não havia mais ninguém conosco e não tínhamos um tripé. Outro detalhe é que Mina estava grávida, aproximadamente, dois meses de Deborah e nós não sabíamos.
Depois que saímos deste lugar lindo que você pode ver na foto, alguns quilômetros depois, o motor do nosso veículo fundiu. Eu havia batido o mortor do carro em uma pedra pela estrada e derramou o óleo do motor e terminou fundindo. Era domingo e não passava ninguém e nós tínhamos apenas um pouco de água, alguns biscoitos e a noite estava chegando; não vou nem entrar no detalhe do frio da noite.
A região em que ficamos era de montanhas e havia mata. Busquei sinal de fumaça para ver se havia alguma casa ao redor, mas não vi nenhum sinal; e nem mesmo carro passava naquela estrada.
Mina começou a se preocupar e já queria chorar. Realmente era de deixar um desesperado. Mas, lembramos QUEM nos enviou a Bolívia e naquele lugar nós fizemos uma oração ali dentro do carro e clamamos por misericórdia.
Pedimos ao Senhor que enviasse alguém para nos tirar daquele lugar. Depois de várias horas sem passar ninguém pela estrada nós avistamos um veículo o qual parou e nos levou à cidade de San Jose de Chiquitos, aproximadamente 250 Km da fronteira do Brasil.
Quando chegamos à cidade já era escuro. Procuramos um lugar para jantar e depois buscamos um alojamento para dormir. No outro dia observamos a cidade com uma estrutura bem diferente do que eu havia visto. A impressão era que entramos em alguma foto bem antiga em preto e branco, mas que diante dos nossos olhos tudo era bem colorido.
As casas, as ruas, as colunas das varandas de madeira rústica e tudo apontava ao estilo espanhol. A cidade de San José é conhecida como Santa Cruz de la Sierra, La Vieja (a velha), pois em San José de Chiquitos nasceu a cidade de Santa Cruz de la Sierra.
Caminhamos pela cidade e perguntamos por uma igreja, mas todos apontavam a igreja católica no centro da cidade que data a construção do século XVIII. Novamente perguntei por uma igreja, mas acrescentei Igreja Evangélica e novamente as pessoas não sabiam responder.
Em minha busca por uma Igreja Evangélica aprendi duas coisas: Primeiro que o povo não conhece os evangélicos por evangélicos, mas “cristianos”. Então, eu deveria perguntar por “Iglesia Cristiana”. A segunda coisa que aprendi é que encontramos uma igreja bem apagada na região onde as pessoas nem mesmo sabiam que havia igreja. Deu muita pena ver tudo isso.
Mas, chegou o momento em que encontramos uma “Iglesia Cristiana”. A casa pastoral era bem pequena e eu e Mina dormimos dentro do templo em um lugar, acredito eu, que seria a secretaria. A igreja estava em construção e havia muita terra pra todo lado.
O pior é que o tempo mudou e fez frio. Bem à nossa frente havia uma janela aberta e entrava vento. O que nos consolava era saber que não estávamos dormindo no carro à beira do asfalto.
E falando do carro, ele ficou abandonado na estrada, pois realmente eu não tinha o que fazer. Para “ajudar” um irmão veio e me disse que provavelmente o povo da região roubariam as rodas, parte do motor, se não roubassem o carro todo.
Bem, vou adiantar vários detalhes, como os duros momentos de trazer o carro à cidade, nossa volta de ônibus de San Jose de Chiquitos à fronteira com Brasil para comprar as peças do motor e, para finalizar, quando retornávamos ao Brasil já com o veículo pronto para viajar nós ficamos trancados em uma paralisação na estrada. Esta foi minha primeira paralisação em Bolívia.
Nós somente queríamos viajar uns 250 Km e chegar novamente na cidade de Corumbá no Mato Grosso do Sul, mas não podíamos passar por causa da paralisação. Ficamos ali tomando tereré, comendo alguns biscoitos e as horas passavam. Até que encontramos um brasileiro no ônibus e nos disse que era melhor retornar a San José de Chiquitos, pois não havia previsão de suspender a Paralisação.
Retornamos a San José de Chiquitos e tivemos que esperar mais dois dias. Eu fiquei pensando nas pessoas nos ônibus, nas famílias, nas crianças, nas pessoas idosas. Perguntei a um irmão da igreja como ficava a situação do povo e ele me falou que quem não tem dinheiro fica com fome mesmo.
Olha, para mim esta primeira paralisação foi marcante!
O QUE APRENDEMOS COM TUDO ISSO Por que estou contando tudo isso? Eu não tinha intenção nenhuma de viver essas “aventuras”. Tudo que eu queria era chegar em Santa Cruz de la Sierra, procurar uma casa para morar e começar o trabalho missionário.
No incidente gastamos mais que planejávamos e quero lembrar que não era dinheiro de oferta, pois não tínhamos igrejas e ninguém nos ajudando. Até hoje encontro gente dizendo que fui com ajuda de igreja tal, ou o pastor Fulano me ajudou, mas a realidade é que não recebemos ofertas de ninguém, nenhuma agencia de missões, mas vendemos todos os nossos bens para fazer missões em Bolívia.
Para comprar as peças para o carro que haviam danificadas eu vendi minha geladeira, maquina de lavar roupa e mais algumas coisas que tínhamos. Agora para deixar o carro rodando ficamos sem geladeira, fogão e máquina de lavar roupas.
Quando voltamos à fronteira eu enviei mensagem aos amigos, irmãos da igreja, obreiros, parentes e relatei o que havia acontecido e roguei suas orações. E o que fizeram? Tiraram uma oferta para nos ajudar? Claro que não. Choveu críticas, palavras como: “Está fora da direção de Deus e por isso acontece tudo isso.”
E você acha que eu me abati com aquelas palavras? Com toda franqueza, nós não viemos à Bolívia para receber elogios e obter aprovação de alguém. Nós viemos a esta nação porque ouvimos a voz do Senhor Jesus nos mandando vir à Bolívia. O Senhor disse: “Você vai para Bolívia”. Eu respondi: “Amem”.
Não estou escrevendo essas coisas como que reclamando das pessoas. Com toda certeza, não! A questão é que eu estava vendo algo que eles não enxergavam. Deus havia me dado a Palavra, havia dado uma visão e eles não tinham nada disso.
Eu poderia continuar contando muitas outras situações difíceis em que passamos nesse primeiro período em nosso novo campo missionário e da bela foto que você vê logo acima. Lembro de alguem dizer que até se emociona vendo esta foto, pois marcou nossa ida a Bolívia, mas aqui quero deixar a lição que missões não se faz com belas fotos, emoções, mas convicção do chamado. Se você não tem um chamado de Deus você ficará no meio do caminho.
Quando Deus te Chama para fazer algo o primeiro que ELE faz é gerar a convicção em você que você está indo porque ELE mesmo está te enviando. Outra convicção gerada em seu coração é que você está ali não por dinheiro, fama ou reconhecimento. Fique certo que isso será muito bem trabalhado em você pelo próprio Deus, caso o Senhor realmente tenha um propósito em sua vida.
Eu vou colocar um vídeo abaixo onde eu falo um pouco sobre a entrega ao serviço de missões. Vou contar outros testemunhos e sinceramente meu desejo é que você seja edificado pelo Senhor com tudo isso; mas que fique firme em seu coração que fazer missões não é viver uma vida de emoção, mas uma verdadeira entrega Àquele que te chamou.
O projeto missionário é o trabalho que o missionário desenvolve no campo de missões. Antes de sair de sua igreja local e enfrentar as muitas adversidades no campo de missões é importante ter um plano de trabalho.
Não é porque você tem um plano que ele não poderá ser modificado. Com certeza ele poderá ser modificado, ajustado e o alvo é que o objetivo seja no campo alcançado e não o cumprimento dos seus planos. E é importante dizer que em um trabalho missionário o alvo principal é a pregação do Evangelho.
Compreendemos que o projeto vem de Deus, assim, o pontos principais a serem alcançados do projeto em campo deverá ser sob a orientação do Espírito de Deus. Desta forma, quando o Senhor revelar um alvo, um caminho, um objetivo, meu conselho é que você anote esta orientação e dê seus passos em direção a esta orientação.
Quando saímos da cidade de Pedro Juan Caballero no Paraguai para vir a Bolívia fazer missões o meu alvo e de Mina era abrir uma igreja. No Paraguai nós estávamos desenvolvendo o serviço pastoral e acreditávamos que em Bolívia o Senhor nos daria o mesmo.
Os dias passaram e o Senhor nos deu revelações que não seria o serviço pastoral, mas o serviço evangelístico. Nossos planos foram modificados pelos planos do Senhor e mesmo que nossos planos iniciais também era a Obra de Deus compreendemos que somos servos e devemos obedecer as ordens do Mestre.
A primeira revelação foi a mudança do serviço pastoral ao serviço evangelístico. Depois o Senhor nos falou sobre literatura e posteriormente Deus nos fala de apoiar evangelistas. O tempo foi passando e os nossos planos eram modificados pelos planos de Deus e eu não tenho nenhum problema em relação a isso, pois antes os planos de Deus que os meus planos.
Mas algo muito importante eu fazia, e continuo fazendo, que é anotar cada orientação que me é dada. Assim começamos a traçar novo rumo dentro da orientação do Senhor e não mais nas minhas orientações.
Abaixo vou deixar um vídeo onde eu falo um pouco mais sobre o assunto. Em nosso canal no Youtube estamos postando periodicamente vídeos com informações sobre missões, vlogs mostrando nossa rotina de trabalho e dando orientações práticas sobre a vida de missões. Você está convidado a se inscrever em nosso canal.
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Eu tenho uma dura notícia para dizer a você que é tão animado com missões: Nem todos são chamados para ir ao campo de missões. Se você sente que tem uma chamada, então vá em frente e deixa Deus te usar. Mas se não existe esta convicção, você não tem certeza que Deus tem algo para você, bem, o conselho que posso te dar vida a vontade de Deus antes de suas emoções.
Mas, falando da vida de um missionário, o missionário tem muitas barreiras à enfrentar. Não pense que a maior luta é a financeira. E mesmo que a luta para manter o projeto no campo é grande fique certo que existem outros pontos como a ausência da família, a ausência da igreja e outros.
E enquanto eu não vou ao campo, o que fazer? Viva sua vida missionária agora mesmo. O missionário Hudson Taylor fez um excelente trabalho na China e ele tomou uma série de atitudes antes de ir ao campo. Hudson Taylor procurou viver um menos recurso financeiro. O resto do dinheiro ele guardou para sua viagem a China. Ele procurou comer as comidas que provavelmente estaria comendo no campo. Você já pensou fazer uma pesquisa e procurar a adaptar-se com essas alimentações?
Entre as muitas formas de você se preparar ao campo a melhor é você aproveitar cada oportunidade para servir em sua igreja local. Seja no evangelismo, na limpeza, realizar atividades na secretaria e etc. O que você pode ser útil coloque suas mãos e faça com amor. Saiba que no campo de missões não haverá muitas pessoas para trabalhar com você. Sua congregação é um verdadeiro berço de missões.
Eu vou deixar um vídeo abaixo onde eu falo como é a vida no campo de missões. Também quero lembrar a você que aos sábado eu estou postando vlogs do campo de missões. Eu filmo as atividades do dia a dia aqui no campo e sempre trazemos uma mensagem sobre missões. Para você acompanhar é só se inscrever em nosso canal
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“Pastor, ninguém acredita em meu chamado para missões”. Já tenho escutado muitas vezes esta mesma frase de pessoas que um dia estiveram super animadas para fazer a obra missionária, mas que deixaram perder esse ânimo, o amor por missões pela falta de crédito dos que estão ao redor em sua igreja local.
Primeiramente é importante lembrar que se você tem um chamado para missões você depende de Deus e não da aprovação de outros. Quem te chama, envia, guia, sustenta é Deus e por que se preocupar com a aprovação de outros?
É certo que essa aprovação contem o envio por parte da igreja ao campo. E neste ponto, discordando com muitos (sei disso), você novamente não precisa de sua igreja para ir ao campo. A questão aqui não é ser insubmisso as autoridades eclesiásticas, mas devemos lembrar novamente que quem envia é o Senhor Deus e ELE usa a igreja para cumprir os Seus objetivo e não ao contrário.
Também conheço muitos casos de missionários que estão no campo e não foram enviados formalmente por uma igreja, associação missionária, agencia e etc. E neste grupo eu me incluo.
Mas, se você tem convicção do chamado e está como peixe fora d`agua o que fazer? Existe algo que se pode fazer neste período que, de certo modo, já é o período preparatório ao campo de missões?
Bem, se você tem verdadeiramente um chamado de Deus, se você tem a plena convicção que o Senhor falou contigo sobra a Obra Missionária, então editei um vídeo com uma mensagem bem direta para você.
O missionário tem seu momento de preparação para ir ao campo, o momento de ir ao campo e, por fim, ele está no campo e agora necessita desenvolver o projeto.
Uma coisa é começar, outra bem diferente é manter-se animado diante das lutas, das adversidades e seguir em frente. Ter ânimo em qualquer coisa na vida e manter esse nível de frequência é uma das questões mais fortes em nossos dias e você sabe por quê?
Sim, você sabe o que deve e precisa fazer, porém, parece existir algo que freia no avanço, que faz mudar de direção e perder o foco. Se o missionário em campo não identifica tais situações em breve tudo vai parar.
Não desanima com o que estou falando. O fato de você perder o ritmo no serviço de missões, desanimar na caminhada, tudo isso é muito comum em todas as áreas da vida, pois está ligada a personalidade humana.
De forma alguma vamos deixar de lado o ambiente espiritual em que o missionário vive. Falei do lado natural, mas desanimar é natural mesmo. Acordar um dia desanimado com tudo é do homem mesmo. Mas em missões, e nós sabemos que o serviço em campo é mais que uma atividade qualquer humana, você tem as muitas oposições espirituais te atacando todos os dias
LEVADO AO DESÂNIMO
Eu trabalhava no Paraguai fazendo missões juntamente com meus pais desde 1994. Aprendi a enxergar as necessidades que o Paraguai tinha e tem quanto ao serviço de missões. Encontramos muitas portas em que poderíamos entrar e obter grandes resultados na salvação de almas naquela nação.
Enquanto eu pensava que Deus me preparava para desenvolver um grande trabalho naquela nação eu recebo a Palavra vinda do Senhor nos orientando a sair do Paraguai e ir a outra nação. Assim, Deus nos apontou Bolívia, uma nação que eu não sabia quase nada e sem ter afinidade nenhuma.
Agora, como você acha que estaria meu coração? Certa vez, na região de fronteira entre o Bolívia e Brasil eu parei em frente da bandeira boliviana que estava no mastro e disse francamente ao Senhor: “Deus, eu não amo esta nação“. Na mesma hora o Senhor me respondeu: “Eu vou te ensinar a amar esta nação”
Chegamos em Santa Cruz de la Sierra começo de 2007 e começamos a trabalhar para levantar uma igreja. Visitar família, fazer cultos nas casas era um trabalho que sempre fizemos e gostávamos de fazer. O Senhor me tira dessa atividade e me leva às ruas com um megafone e muito folheto para fazer presente a Palavra ao povo. E esta foi a ordem: “Faça presente minha Palavra ao povo“. Mais uma vez sem contestar começamos a fazer o que o Senhor Jesus nos mandava.
Depois de alguns anos visitando muitas cidades, pregando nas ruas, feiras e mercados com nossos megafones Deus novamente nos direciona novos planos. O Senhor nos fala para trabalhar com literatura e o nosso foco maior era o apoio aos evangelistas.
E depois de alguns anos fazendo este trabalho de trazer literatura, apoiar quem está no front de batalha, transportar literatura de um lado para o outro, eu posso dizer que este serviço não é nada emocionante. É justamente ao contrário: É pesado, cansativo, ninguém te aplaude é, em resumo, desanimador.
E COMO MANTER O ÂNIMO?
Em primeiro lugar, tudo que você fizer deve ser feito sob a orientação de Deus. O foco maior que não venha ser finança, fama, o prazer, realização pessoal, mas sobre tudo a Vontade de Deus. Eu posso dizer que a porta de entrada para manter algo em pé é justamente entrar por onde está a vontade de Deus. Se Deus mandou, então vá e faça. Caso contrário você estará em desobediência.
A orientação específica de Deus ela deve ser observada e priorizada. No trabalho existem muitas necessidades, é um verdadeiro mar de necessidade. E você vai abraçar tudo? Você não deve e você não pode. Cubra o que está no seu alcance para fazer conforme as forças que você tem, mas nunca tire os olhos da Orientação Específica de Deus.
A partir do momento que você tem uma orientação específica para o trabalho, ou seja, o que fazer, como fazer, onde fazer, com quem fazer e etc, você deve ter cuidado com a distrações. Até mesmo certas necessidades passam a ser distrações com o alvo de te tirar do foco que Deus te deu. Assim, fique muito atento nas distrações.
Para finalizar, se você tem que se animar com algo anime-se com o que Deus te deu para fazer. Assim você vive o propósito em obediência ao Senhor.
Bem, como eu sempre faço, vou deixar um vlog mostrando nosso dia a dia aqui no campo e no final trago uma palavra sobre este assunto. Espero que você assista com atenção e guarde em seu coração
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Editamos uma série de vídeos dando dicas aos que se preparam ao campo de missões. Hoje nosso assunto é Usando a Literatura em Missões.
É um prazer poder compartilhar o que Deus tem nos dado no serviço de missões. Compartilhamos nossas experiências, assim como experiências de outros missionários que desenvolvem o serviço em outras realidades.
Quero dizer que estamos abertos a perguntas. Se você tiver alguma pergunta CLIQUE AQUI e envie-nos sua pergunta. Se estiver dentro de nossas condições responder o faremos em menos tempo possível.
Nosso desejo é que você cresça no conhecimento cada dia mais e mais.
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Editamos uma série de vídeos dando dicas aos que se preparam ao campo de missões. Hoje nosso assunto é o Missionário e a Família.
É um prazer poder compartilhar o que Deus tem nos dado no serviço de missões. Compartilhamos nossas experiências, assim como experiências de outros missionários que desenvolvem o serviço em outras realidades.
Quero dizer que estamos abertos a perguntas. Se você tiver alguma pergunta CLIQUE AQUI e envie-nos sua pergunta. Se estiver dentro de nossas condições responder o faremos em menos tempo possível.
Nosso desejo é que você cresça no conhecimento cada dia mais e mais.
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Nosso objetivo é abençoar a igreja de Cristo com informações básicas e práticas quanto ao serviço de missões.