Vamos abrir a Bíblia e andar nos passos do primeiro rei de Israel; o rei Saul, o ungido de Deus. Geralmente usamos os trechos bíblicos que falam deste homem e sempre nosso olhar é para os pontos negativos. Mas por um bom tempo Saul esteve em pé diante do Senhor e nesse período aprendemos muito com suas experiências. É certo que não podemos evitar de observar os erros e ruína de Saul que passou a ser o ex-ungido do Senhor. E que cada detalhe sirva como advertência para nós que estamos na Obra do Senhor Jesus.
Ninguém está isento da queda. Ninguém está em uma posição tão alta que não possa cair. Na pirâmide social no reino de Israel Saul estava no topo, mas ele caiu. Saul era o ungido de Deus, mas o Espírito de Deus foi substituído por demônios.
Mas vamos a história de Saul. Observamos que depois de ungido rei de Israel Saul buscou organizar e fortalecer o reino. O novo e primeiro rei tinha o objetivo de organizar um exército que pudesse mover-se debaixo do seu comando, pois com certeza à frente teria muitas lutas, batalhas à travar com os inimigos de Israel. Depois que os amonitas foram derrotados Saul visivelmente confirmou e fortaleceu o reino que Deus havia confiado em suas mãos.
A Palavra de Deus diz: “Então o Espírito de Deus se apoderou de Saul” (1 Samuel 11:6) Podemos ver que o mover do Espírito de Deus na vida de Saul era grande e frequente. Deus na vida do rei de Israel era tudo que o filhos de Israel queria. Um reino sendo organizado, exército fortalecido, um rei ungido lutando e trabalhando pelo povo e, sobre tudo, Deus confirmando todas as coisas, era tudo o que o povo precisava.
Mas Israel não era um reino qualquer. O reino de Israel não era constituído apenas de rei, exército e o povo. Israel era o povo de Deus. O Espírito de Deus usava aquele povo para manifestar Sua glória ao mundo e diante de qualquer organização estava Deus guiando e direcionando tudo. Acima de qualquer esforço humano estava Deus trabalhando e dando o verdadeiro resultado. O êxito de Israel não estava no esforço, nas organizações do seu novo rei, mas em Deus. As vitórias do exército de Israel não dependia da perícia de Saul e seus generais, mas de Deus.
Esta lição deve está guardada em nosso coração. A Obra de Deus não é um trabalho qualquer. A Igreja de Cristo não é uma empresa guiada por uma diretiva humana, mas a Igreja de Cristo é o Corpo do próprio Cristo sobre a terra do qual Jesus Cristo é a cabeça. O paralelismo é muito forte e os erros e acertos do reino de Israel, assim como do rei Saul que nos dê luz aos nossos passos no presente século.
As nações ao redor de Israel também eram organizadas, tinham seus exércitos, reis e generais. Além da organização humana existia a espiritual, pois as nações eram regidas por seus deuses que as guiavam em tudo. Esses deuses não eram o mesmo Deus de Israel, único e verdadeiro. O apóstolo Paulo diz em 1 Coríntios 10:20:” Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios“. A idolatria dos amonitas, dos moabitas, dos filisteus e os demais povos ao redor de Israel eram literalmente adoração aos demônios.
As guerras não eram travadas apenas a nível humano, mas espiritual. O profeta Samuel sabia muito bem disso, mas parece que Saul não compreendeu muito bem. Saul foi severamente advertido com as palavras: “(…)por isso escute agora a mensagem do Senhor” (1 Samuel 15:1) As orientações não eram humanos, mas divinas. Tudo que Saul tinha que fazer era esperar no Senhor e atuar conforme as orientações do próprio Deus.
Sabe porque estamos olhando a vida de Saul? Não apenas para conhecer os erros e acertos do primeiro rei de Israel, mas para conhecer e nos desviar do caminho que levou este rei, tão esforçado, à ruína. Saul deixou o coração endurecer quanto a vontade do Senhor. Se ao menos Saul tivesse observado os passos de Josué que venceu as guerras sob as orientações de Deus não teria entrado por um caminho de pecado. O duro nisso tudo, é que a história de Saul tem se repetido na vida de muitos pastores, evangelistas, missionários, homens e mulheres que um dia foram movidos pela unção do Espírito de Deus, mas que agora não passam de um ex-ungido.
Tenho plena certeza que o Senhor busca homens e mulheres esforçados, mas que estejam debaixo do completo domínio do Senhor. Deus nos coloca em contínuo exercício nos ensinando a obediência através das lutas, adversidades e provações. O alvo de Deus não é nossa derrota, mas que sejamos aprovados.
Ainda observando a vida do rei Saul, vemos que ele, em um ato conjunto com seu filho Jônatas, atacou uma guarnição dos filisteus que estava em Gibeá ( 1 Sm. 13:1-3). Não vejo Saul consultando o Senhor como fez Moisés (Nm 31:1-3). Saul não buscou orientações no Senhor, como fez Josué ( Josué 8:1). Os homens de Deus não confiam em sua própria força, mas na direção do Senhor. Agora Saul estava em uma situação extremamente difícil. Os números não favoreciam a Saul, pois ao seu lado havia apenas três mil homens, enquanto que os filisteus eram de “três mil carros de guerra, seis mil condutores de carros e tantos soldados quanto a areia da praia” (1 Samuel 13:5).
O profeta Samuel manda Saul esperar sete dias em Gilgal, pois viria oferecer holocausto e oferta de paz. O texto bíblico diz: “Vá na minha frente até Gilgal. Depois eu irei também, para oferecer holocaustos e sacrifícios de comunhão, mas você deve esperar sete dias, até que eu chegue e lhe diga o que fazer” (1 Samuel 10:8) O profeta Samuel é quem deveria dizer o que fazer? O povo já havia rejeitado as orientações do profeta, como diz em 1 Samuel 8:19, que diz: “Todavia, o povo recusou-se a ouvir Samuel, e disseram: “Não! Queremos ter um rei“. Mas o povo não estava rejeitando o profeta Samuel, mas ao Deus de Israel. Acredito plenamente que Saul estava muito interessado em se desfazer das orientações daquele ex-governador. Mas o rejeitado não era Samuel. O “profeta obsoleto”, o vidente não era nada mais e nada menos que o porta voz do Deus de Israel o qual estava sendo rejeitado.
Diante da pressão da guerra Saul oferece holocausto. A atitude de Saul foi duramente criticada por Samuel que diz: “Você agiu como tolo, desobedecendo ao mandamento que o Senhor seu Deus lhe deu; se você tivesse obedecido, ele teria estabelecido para sempre o seu reinado sobre Israel.” (1 Samuel 13:13). Saul agiu indevidamente e ouviu o que não queria.
Amados irmãos, em nossas lutas do dia-a-dia a voz do Senhor deve estar em primeiro lugar. Aqueles que para cada passo buscam as orientações do Senhor são vitoriosos. Deus não te fez ler esta meditação sem uma finalidade eterna. Deus tem planos eternos para você e é justamente por esta causa que temos tantos detalhes na vida desse homem, o primeiro rei de Israel, que passou de um grande líder do povo de Deus, ungido por Deus e movido pelo Espírito Santo a um rei caído.
Muitos ainda estão com a coroa na cabeça, mas não existe mais a presença de Deus. Ainda portam o cetro em suas mãos, mas o governo já está nas mãos de outros. Saul foi rejeitado, porque rejeitou o seu Deus, o verdadeiro Rei de Israel. A rejeição de Saul a Deus estava implícita em suas ações.

Mais adiante, já completamente tomado por forças demoníacas, Saul apenas ocupava-se em perseguir Davi. Na ocasião, Davi era o ungido do Senhor, não mais Saul. E enquanto Davi fugia de Saul fazia guerra aos inimigos de Israel. O salmo 18 é um cântico de agradecimento pela vitória, pelo livramento das mãos de Saul. Davi faz uma declaração surpreendente nos versículos 49 e 50, que diz: “Por isso eu te louvarei entre as nações, ó Senhor; cantarei louvores ao teu nome. Ele dá grandes vitórias ao seu rei; é bondoso com o seu ungido, a Davi e os seus descendentes para sempre.” (Salmos 18:49-50). Bem, quem era o rei? Naquele momento quem levava a coroa ainda era Saul, mas diante do Senhor, o rei, o ungido do Senhor era Davi e Saul não passava de um ex-ungido.
Peniel Nogueira Dourado
Obs.: Meditação escrita em 17-10-2006 – Puerto Suares, Bolívia
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