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Além das Fronteiras: A Logística da Sobrevivência Transcultural

O campo missionário transcultural é, sem dúvida, um dos cenários mais fascinantes e, ao mesmo tempo, mais desafiadores para o homem e a mulher de Deus. Quando o chamado de Deus nos empurra para além da nossa cultura, do nosso conforto e da nossa lógica organizacional, somos forçados a encarar uma realidade que os relatórios de campo raramente conseguem traduzir em números: a nossa própria fragilidade.

Atuar na Bolívia, Peru, Paraguai, sertão nordestino, na Amazônia ou em qualquer fronteira cultural não é apenas uma mudança de CEP; é a entrada em um novo terreno, outra casa cultural, onde tudo o que você sabia sobre comunicação, valores e relacionamentos precisa ser reconstruído do zero.

Família missionária: Pr Peniel, Mina, Deborah (18) e Samuel (10)

Muitas vezes, o missionário chega ao campo focado na geografia, mas o verdadeiro desafio é a demografia da alma. O campo transcultural exige que você deixe de ser o centro. Você chega como um especialista, mas precisa aprender a ser um servo aprendiz. Como Paulo bem definiu em 1 Coríntios 9:22, o segredo não está em impor a nossa cultura, mas em “fazer-se tudo para com todos”. Isso exige uma humildade que dói no ego, uma paciência que testa o limite e uma disposição constante para ser o “estrangeiro” que ninguém entende de primeira.

O Choque da Realidade e a Barreira do Silêncio

O primeiro grande obstáculo que enfrentamos no campo é o choque cultural. Ele não avisa quando chega; manifesta-se na comida que o seu corpo rejeita, nos horários que não fazem sentido para a sua mente e na linguagem corporal que você interpreta errado. Já vi muitos missionários que não desistiram do chamado, mas se cansaram diante do choque de cultura.

O erro fatal aqui é confundir adaptação com perda de identidade. Adaptar-se não é deixar de ser quem você é; é a forma mais alta de amor e encarnação do Evangelho. Jesus não ficou no Céu enviando manuais de como ser salvo; Ele se encarnou, falou nossa língua e viveu nossa rotina. Se queremos alcançar um povo, precisamos baixar nossas defesas e aprender a viver como eles. Não deixamos de ser o que somos, mas nos adaptamos.

Pr Peniel Dourado no albergue no Paraguai

Somado a isso, temos o desafio da comunicação. Dominar um idioma vai muito além de decorar vocabulário. É entender o peso das pausas, o significado dos provérbios locais e a alma por trás das palavras. Falar sem ser compreendido gera uma frustração profunda, um sentimento de inutilidade que pode paralisar o obreiro mais fervoroso que deseja, de todo o coração, compartilhar Cristo.

É nesse silêncio forçado que aprendemos a depender menos da nossa eloquência e mais do Espírito Santo. Como diz em Zacarias 4:6, o avanço não é por força ou violência intelectual, mas pelo Espírito. Se a língua trava, a vida precisa falar mais alto. E, em momentos assim, damos maior valor à Palavra escrita, que pode alcançar vidas que estão do outro lado do muro do idioma.

Em meu canal no YouTube, tenho alguns vídeos onde falo sobre choque cultural. No primeiro, abordo o choque cultural em missões nacionais; esse vídeo foi gravado no estado de Alagoas. Para acessar o vídeo, [CLIQUE AQUI]. O segundo vídeo gravei na região de fronteira com a Bolívia e falo sobre o choque cultural reverso. Se você nunca ouviu falar no assunto, eu o animo a clicar e assistir: [CLIQUE AQUI].

Amar missões é abraçar o desafio de ser um eterno aprendiz do Reino. Não deixe que as barreiras culturais paralisem o fogo que Deus acendeu em seu coração; use cada dificuldade como um degrau para uma dependência mais profunda do Pai.

Convido você a caminhar conosco nessa jornada! Inscreva-se em nosso canal no YouTube, acompanhe nossas postagens e vamos, juntos, entender o agir de Deus para alcançar as nações. O campo é grande, os desafios são reais, mas a nossa paixão pelas almas deve ser ainda maior!

Equilíbrio e Poder: O Segredo para Avançar em Missões

Parece que um dos maiores desafios para a Igreja hoje é manter o equilíbrio. No campo missionário, lidamos com situações extremas e, se não tivermos cuidado, podemos pegar qualquer assunto bíblico e levá-lo a um extremo prejudicial. O que deveria ser uma ferramenta de libertação acaba se tornando um peso ou, pior, uma heresia.

Missionários Peniel e Mina (2024)

Nosso chamado é andar pelo meio da estrada, com os pés no chão e o espírito alerta. Tenho visto pessoas não se preparando para o serviço de missões, pois receberam um chamado, buscam o poder de Deus e creem que o próprio Deus é poderoso para agir quando chegar no campo de missões. Eu creio que Deus é poderoso, mas colocar sobre Deus as responsabilidades que é nossa da preparação é desaquilíbrio.

Por outro lado, não podemos permitir que o medo do fanatismo nos roube as ferramentas que o próprio Deus colocou em nossas mãos. No campo de missões, a batalha é prioritariamente espiritual, e não se vence uma guerra espiritual com estratégias meramente humanas. Temos recursos do Alto para romper barreiras que a logística comum não alcança.

Infelizmente, sempre haverá aqueles que perdem o equilíbrio no meio do caminho, mas o desvio deles não pode determinar o nosso ritmo. Se nos deixarmos paralisar pelo receio de sermos confundidos com os “fanáticos”, quem perde é a própria Obra de Missões. Sem o exercício da autoridade bíblica, o avanço no campo estagna e as almas continuam cativas.

Precisamos caminhar no centro da vontade de Deus, com a preparação para enfrentarmos o campo transcultural, a Bíblia em uma mão e o poder do Espírito na outra. O equilíbrio não é ausência de poder espiritual, é fogo controlado para o propósito certo. Como Paulo instruiu o jovem obreiro em 2 Timóteo 1:7, “porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”. É essa moderação, unida ao poder, que nos fará chegar onde ninguém mais chegou vivendo o propósito de Deus.

Observo no meio da igreja que muitas vezes, perdemos tempo discutindo o que seriam as “obras maiores” que Jesus mencionou, enquanto ainda nem começamos a fazer as obras básicas que Ele nos mandopu realizar.

No evangelismo prático, precisamos dessa autoridade para romper barreiras geográficas e espirituais, mas sempre com a humildade de quem sabe que o poder vem d’Ele e para Ele. O equilíbrio é a nossa maior proteção. Se quisermos alcançar as nações e ver resultados reais no avanço do Reino, precisamos de poder com ordem, e fé com doutrina.

Querido missionário, mantenha seu coração focado no Mestre e suas mãos prontas para o trabalho. Não se deixe levar por ventos de doutrina que inflamam o ego, mas também não abra mão do que Jesus colocou em suas mãos para subjugar as tempestades da vida mediante o poder de Deus.

“E estes sinais seguirão aos que crerem…” (Marcos 16:17). O poder de Cristo para o cumprimento do propósito está à disposição do que crê, mas lembre-se de que Deus não fará por você o que você deve fazer para que a obra seja feita.

Projetos para 2026 da Misión por Compasión l MISSÃO PARAGUAI

Um pouco mais do trabalho missionário realizado no Paraguai pelo meu imrão Davi Dayan e cunhada Ada Liz. Assista e nos ajude compartilhando

Como renovar suas forças no campo transcultural?

Essa pergunta ecoa na mente de muitos missionários quando as barreiras do campo parecem intransponíveis. A resposta curta? Em Cristo, você pode. Mas não entenda isso como uma frase de autoajuda. Se o que você faz nasceu no coração de Deus, Ele mesmo garantirá os recursos e o tempo certo para tudo acontecer.

Como diz 2 Coríntios 9:8, Deus é poderoso para fazer abundar toda a graça, garantindo que você tenha o suficiente para toda boa obra. O segredo não é a sua força, mas a sua conexão.

Pastor Peniel e Mina na cidade de Corumbá, MS – Brasil (2014)

O perigo de confiar apenas em recursos humanos

Muitos missionários buscam renovar suas forças em fontes humanas, confiando excessivamente em estratégias, logística ou preparo antropológico para fundamentar seu trabalho no campo transcultural. Embora essas ferramentas sejam importantes para o desenvolvimento do trabalho missionário transcultural, o profeta Zacarias (4:6) nos recorda uma verdade fundamental:

“Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos”.

Este texto é crucial para a missão, pois as barreiras que o missionário enfrentará não são rompidas apenas por técnicas ou intelecto, mas pela ação direta do Espírito Santo, pois da mesma forma o nosso inimigo é espiritual.

As Escrituras não nos ensinam a buscar força em nossa própria capacidade. Somos animados a nos capacitar como um reconhecimento ao chamado, mas o verdadeiro segredo da perseverança e da vitória no campo de missões transcultural reside exclusivamente no Senhor Jesus.

Se há alguém na Bíblia que poderíamos considerar plenamente capacitado para as nações, esse alguém era o apóstolo Paulo. No entanto, o próprio Senhor lhe disse em 2 Coríntios 12:9: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

Nigel, nosso atual coordenador geral de Bolívia e no centro o irmão Norman que ajuda a transportar os materiais

Portanto, ainda que o preparo seja necessário, ele não é o protagonista. A verdadeira vitória no campo missionário não provém do domínio humano, mas do agir do Espírito de Deus que opera através de nós.

Como nos exorta Efésios 6:10: “Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder”. No campo missionário, quando dependemos apenas de recursos humanos, o esgotamento é inevitável. Mas, quando descansamos na força divina, tornamo-nos resilientes contra qualquer oposição.

Será que conseguirei desenvolver este projeto?”, muitos missionários se questionam ao colidirem com as barreiras do campo. A resposta é que, em Cristo, você pode.

Eu não estou trazando apenas uma mensagem de pensamento positivo superficial; o que estou dizendo aqui é uma verdade eterna: se o seu trabalho nasce no coração do Senhor, ele será realizado pelo poder do Senhor Jesus. No tempo d’Ele, sob as condições d’Ele e com os recursos que Ele mesmo providenciará você fará. Você vai avançar, simplesmente porque o Senhor disse que você iria.

A promessa em 2 Coríntios 9:8 é o nosso combustível: “Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça”. Por isso, não dê lugar a pensamentos de desistência ou insuficiência. Se foi o próprio Deus quem o enviou, não diga que você não tem condições; afinal, o Criador do universo não erra ao posicionar Seus filhos e se Ele te colocou nesta posição é porque você fará no poder que vem d’Ele.

A sua resistência não depende do “braço de carne” ou do esforço humano, mas da unção que o separou para este propósito. Lembre-se de Sansão: sua força descomunal não estava em sua genética ou em seu porte físico, mas era uma manifestação direta do Espírito de Deus sobre a vida dele (Juízes 14:6). No campo missionário, a lógica é a mesma: sua capacidade não vem de você, mas dAquele que o chamou.

Pastor Peniel e Pr Ebenezer pregando em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2014)

O erro de Sansão foi esquecer a origem de sua força. Ao afastar-se da direção divina, descobriu-se impotente. Juízes 16:20 traz um alerta solene: “Mas não sabia que o Senhor se havia retirado dele”. Ao perder a presença de Deus, Sansão perdeu também sua visão.

Técnica sem unção leva à exaustão

Da mesma forma, querido missionário, sem a presença do Senhor Jesus, sua força torna-se limitada e seu intelecto insuficiente. Como diz o Salmo 127:1: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”. A técnica sem a unção é apenas esforço humano fadado à exaustão.

Portanto, permaneça na dependência do Senhor Jesus. A eficácia no campo missionário não depende do quanto você se sente forte com o seu próprio conhecimento, recursos e capacidades, mas do quanto você está conectado à Videira verdadeira. Como disse Jesus em João 15:5: “Sem mim nada podeis fazer”. Que o projeto de missões não seja apenas uma boa ideia, mas uma visão dada por Deus.

Apegue-se à promessa que o Senhor Jesus te deu. Em Isaías 40:31 diz: “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças…” Quando você recebe uma orientação do Senhor Jesus para o desenvolvimento de um trabalho específico você deve ficar firma na orietação dada, pois o poder de Deus flui da obediencia.

Podemos concluir que, o poder que há neste mundo é superior às forças que dominam o mundo e está investido no Nome de Jesus Cristo, conquistado na cruz e confiado à Igreja que tem a missão de levar o evangelho a todos os povo.

Pastor Peniel na cidade de San Julian, Bolívia (Set 2014)

Portanto, viva na presença do Senhor Jesus com ousadia e exercite a autoridade que Ele mesmo lhe concedeu no campo missionário onde o colocou. A autoridade é de Cristo, mas é dada a você para que o serviço seja feito pelo poder do Espírito e para a glória do Senhor Jesus.

Assim, o fortalecimento vem do próprio Senhor Jesus que é nossa fonte de todo poder e condições. Sem Ele não podemos fazer a obra que nos foi confiada de levar o evangelho de salvação aos povos

Expectativas Falsas: O que Abala o Ministério Missionário?

No campo missionário, é muito comum as pessoas criarem visões distorcidas. Lembro de um irmão que veio de São Paulo. Ele tinha visto uma reportagem sobre nosso trabalho com os povos indígenas e estava super entusiasmado.

Chegamos no caminhão que ia para a aldeia, e a realidade veio à tona. Um indígena embriagado começou a nos acusar de roubar madeira. A confusão foi tanta que ele sacou uma faca! O caminhão parou, nós pulamos e fugimos.

O irmão ficou aterrorizado, com pavor dos indígenas. Ele acabou desistindo de continuar, e tivemos que prosseguir com a obra sozinhos. O que aconteceu com ele? Ele criou uma expectativa equivocada, a de um aventureiro que tiraria fotos e viveria uma experiência incrível. Mas o campo missionário não é assim. A Bíblia nos lembra que “o coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios 16:9). Nossos planos e expectativas podem ser derrubados, mas a vontade de Deus prevalece.

Em outra ocasião, na Bolívia, a caminho do Peru, passamos por uma situação terrível: fome, problemas com a imigração e quase perdemos o ônibus. Um irmão que estava conosco perguntou como eu conseguia enfrentar aquilo em silêncio. Respondi: “Precisamos manter o foco na missão, ir e resolver o que precisa ser resolvido”. Isso ecoa a instrução de Jesus em Lucas 14:28, que nos ensina a calcular o custo antes de iniciar uma jornada. O campo missionário exige realismo.

Seja realista. Não espere que o deserto seja um paraíso; será quente e sem água. Não se engane com lugares frios, pensando que são como nos filmes. O frio é o mesmo em qualquer lugar, e muitos missionários nem saem de casa nessas regiões porque a expectativa era falsa. A primeira dica é: não cultive expectativas irreais. Isso só vai gerar frustração. Você está entrando em território inimigo, e tudo pode acontecer.

Confiança em Deus, não em Homens

Outra causa de desânimo é a dependência excessiva de outras pessoas, a confiança desmedida em seres humanos. Muitos missionários confiam 100% em seu pastor ou em uma agência para a sustentação de seu projeto. Minha pergunta é: e se seu pastor começar a falhar no envio de recursos? Isso é uma possibilidade, e você precisa estar pronto. A Palavra de Deus nos adverte: “Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há salvação” (Salmos 146:3).

Se você recebeu o chamado divino, a responsabilidade pela obra é sua. Você pode receber apoio de sua igreja, mas não pode depositar toda a sua fé nisso. As pessoas falham. A sustentação de um projeto deve estar em suas mãos. Por exemplo, sempre busco ter três ou quatro fontes de apoio, pois sou o responsável pelo trabalho que o Senhor me confiou. Como Filipenses 4:19 nos assegura, “o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades, segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus”. A provisão vem d’Ele.

Tenho 45 anos e comecei no ministério missionário aos 19. Uma coisa que aprendi é que os projetos estão sempre se expandindo, e dedico boa parte do meu tempo a buscar novas parcerias e a divulgar a obra. Por quê? Porque à medida que o trabalho cresce, preciso envolver mais gente. Não confie em uma única pessoa ou igreja. Isso cria uma ilusão e leva à frustração.

A Comunicação é Essencial

Por fim, a terceira razão para o desânimo é a falta de comunicação. Às vezes, o doador pensa que você está envolvido em um projeto, mas, na verdade, você está em outro. A falta de comunicação pode gerar mal-entendidos e levar à interrupção do apoio.

Eu me esforço para ser muito transparente sobre meu trabalho. Digo que sou pastor de uma igreja no Paraguai e explico o que fazemos. Digo que estou à frente do Programa de Apoio Evangelístico e mostro o que realizamos. Essa comunicação clara e contínua evita problemas. Paulo era um mestre na comunicação, sempre informando as igrejas sobre seu ministério e as necessidades da obra (2 Coríntios 11:28).

O missionário, quando está no campo, fica tão focado na obra que, muitas vezes, esquece de fornecer informações aos mantenedores. Se você não fizer isso, o apoio cessará. A maioria das pessoas para de ajudar após três meses, no máximo seis. Depois de um ano, você estará sozinho. A comunicação é vital para as missões, pois “cada um de vocês deve ser pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar” (Tiago 1:19), garantindo que as informações sejam claras e o relacionamento, sólido.

Nossa jornada é cheia de incertezas, mas a convicção de que Deus nos guia é o que nos sustenta. Seja realista, confie em Deus e comunique-se de forma clara. Esses três pilares vão te manter firme no campo, mesmo quando a realidade se chocar com suas expectativas.

A Missão Siloé Cresce, o Apoio Evangelístico Avança

Sabe aquela pergunta que insiste em bater à porta? Pois é, outro dia me perguntaram de novo: “Por que você não para com o trabalho do Programa de Apoio Evangelístico e foca só na igreja?

Essa não é a primeira vez que recebo esta pergunta. Mas eu sinto que é importante trazer uma resposta para para quem acompanha nosso trabalho através de nossos informativos e trazer um pouco do nosso dia a dia aqui no campo de missões e, claro, dar a resposta para essa e outras dúvidas. Afinal, vocês estão sempre “na sala” conosco, e a transparência é fundamental!

Misión Siloé – Paraguai

Para quem nos acompanha há mais tempo, sabe que estamos no Paraguai desde janeiro de 2022. Assumimos o pastorado da Missão Siloé em um estado, digamos, desafiador. A igreja estava praticamente falida, com um número muito reduzido de membros: apenas seis a oito pessoas reunidas em círculo para adorar em um templo que tem cerca de 8×20 metros!

Era triste ver um trabalho grande em andamento, de onde sairam missionários e iniciou-se vários projetos de missões ter agora apenas menos de 10 pessoas reunidas. Era como ver um árvore que foi cortada e que precisava agora crescer.

A igreja, que chegou a quase zero em 2020, está voltando à sua normalidade e crescendo a cada dia. Isso nos leva novamente a receber àquela pergunta crucial: “Por que não parar com o Programa de Apoio Evangelístico e dedicar exclusivamente a Missão Siloé no Paraguai?

Batismo na Missão Siloé – 19/10/2025

Eu já escrevi várias vezes sobre isso, mas não custa repetir: em 2004, eu auxiliava meus pais no pastoreio desta mesma igreja no Paraguai. O trabalho crescia, mas Deus me chamou para a Bolívia, e foi lá que o Programa de Apoio Evangelístico nasceu. Deus supriu com outros

Embora o trabalho local de igreja seja mais visível, muito mais fácil de se impolgar, o Programa de Apoio Evangelístico não tem tanta visibilidade local, mas nos permite avançar na Bolívia, em vários pontos do Brasil e, estrategicamente, abrir portas na Venezuela, Guianas, Argentina e Uruguai levando a Palavra de Deus além do ambiente que estamos.

Você pode se perguntar: “Mas, como vocês conseguem?” A verdade é que não é pelo nosso esforço ou capacidade! É porque o próprio Deus falou que faríamos. Se estamos transportando toneladas de material dos Estados Unidos e da Irlanda para o Nordeste, Norte e Sul do Brasil, e se estamos alcançando a Bolívia e a América do Sul inteira, é porque o Senhor mandou!

Evangelistas sendo apoiados em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Você precisa conhecer as histórias reais por trás desse trabalho. Elas são a razão mais profunda pela qual não podemos parar.

No batismo neste final de semana, recebemos a visita de um evangelista de Campo Grande (Brasil) que recebe nosso material. Pense nisso: este homem que é mestre de obras, que logicamente precisa sustenta a esposa e duas filhas, gasta cerca de R$600,00 para imprimir 5 mil folhetos. Ele tira esse dinheiro do seu pouco recurso para imprimir os materiais e evangelizar em hospitais, praças e feiras.

Outros, como um evangelista da Bolívia (a quem entregamos materiais até hoje), jejuavam contantemente para comprar os folhetos. Ele e a esposa guardavam o dinheiro do café da manhã, do almoço e do jantar para comprar literatura evangelística. Ele me disse: “Pastor, quando o trabalho começou a crescer, tivemos que jejuar mais vezes para juntar mais dinheiro e alcançar mais gente!”

Quando o encontramos, meu coração se encheu de alegria em dizer a ele: “Irmão, continue jejuando, mas a partir de hoje, não jejue mais para juntar dinheiro para comprar literatura! Nós vamos fornecer tudo gratuitamente.”

Eu poderia contar centenas de histórias de sacrifícios: pessoas que vendem o único carro que têm (como um pastor em Santa Cruz fez, ficando com uma pequena moto para levar a família na chuva e no frio), tudo para levar a Palavra.

Muitos entram neste serviço por lucro, e a Bíblia é clara ao dizer que tais pessoas “têm o seu ventre por deus” (Filipenses 3:19). Mas nosso foco é outro: é no amor e na dedicação desses homens e mulheres que dão a vida para cumprir o Ide de Jesus!

Vendo os sacrifícios desses evangelistas, que trabalham no sol, na chuva, no frio, na escassez, sem roupa apropriada, você acha que eu trataria um trabalho como esse com leviandade? Você acredita que eu pararia de forma irresponsável algo que foi ordenado por Deus?

Claro que não!

Nós trabalhamos nos bastidores: eu lido com pedidos, importadoras, fretes, logística e orientações de distribuição. Os irmãos nos Estados Unidos e na Irlanda imprimem e enviam os materiais com seriedade e amor. O Senhor nos deu a tarefa de amenizar a carga desses evangelistas, colocando a Palavra de Deus em suas mãos de forma gratuita.

Evangelista recebendo o apoio em Oruro, Bolívia

Louvo a Deus pelo trabalho que Ele nos confiou. Aqui no Paraguai, a Missão Siloé tem um novo ritmo: um ambiente de amor, serviço e paixão por missões. Deus tem nos dado vitórias e eu creio que vai continuar dando o crescimento ao trabalho.

E também vamos continuar com o Programa de Apoio Evangelístico, sempre com a visão de expansão para alcançar mais vidas para Jesus.

Não somos grandes empresários ou pastores de megaigrejas. Somos simples missionários que entregam a vida. Para continuar, contamos com você!

Se você é um apoiador financeiro, saiba que sua doação a esta obra missionária é essencial. Deus levanta parceiros para que a obra avance. Meu muito obrigado de coração, e que Deus te abençoe! Continue orando por nós.

REFLEXÃO MISSIONÁRIA

Ao ver o sacrifício genuíno dos nossos evangelistas e o crescimento que Deus tem nos dado, somos lembrados de um desafio eterno: o serviço ao próximo e a missão de levar a Palavra exigem perseverança.

Que esta verdade fique marcada no seu coração:

“E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.” (Gálatas 6:9)

O trabalho que você faz pelo Senhor, seja no campo, na logística, ou no apoio, jamais é em vão! Mantenha-se firme.

Ah, te animo a assinar nosso blog e receber nossas principais postagens por e-mail. Nossos Informativos Missionários enviamos exclusivamente aos assinantes do blog. Lembrando que a assinatura é gratuita.

Até o nosso próximo informativo!

Peniel N Dourado

Como superar o choque cultural e o desânimo no Campo Missionário

Você já passou por situações em que tudo parecia estar contra você? Frio intenso, ruas vazias e a sensação de que ninguém está disposto a ouvir? Pois é, hoje quero compartilhar um pouco dessa realidade missionária no Sul, onde o clima e a cultura testam nossa perseverança.


A realidade do frio no campo missionário

Aqui no Sul, diferente do Nordeste onde cresci, a vida acontece de outra forma. No Nordeste era comum fazermos cultos ao ar livre, em praças cheias de gente. Mas aqui, no frio, as ruas ficam desertas. As pessoas se recolhem em suas casas e não há como repetir os métodos que deram certo em outros lugares.

O missionário precisa aprender a se adaptar. Não adianta romantizar o campo. O frio é real, o vento corta, a chuva desanima e, se não houver preparo, o resultado pode ser a paralisia ministerial.

A minha pergunta é: Como realizar o trabalho de evangelismo nesta região onde o frio expulsa as pessoas das ruas e praças?


O perigo do desânimo

No campo missionário, o desânimo pode surgir de várias formas:

  • Falta de resultados visíveis.
  • Choque cultural.
  • Diferença no estilo de vida das pessoas locais.
  • Barreiras climáticas que limitam a ação evangelística.

Muitas vezes, a frieza não é só do clima, mas também das próprias pessoas, que são mais reservadas. Isso contrasta com o calor humano do Nordeste, onde todos querem estar juntos o tempo todo. No Sul ou em países frios, como Bolívia, Estados Unidos e regiões da Europa, a reserva cultural pode trazer solidão e desânimo ao missionário.


A necessidade de adaptação

Quando vi que os cultos de rua não funcionavam, busquei alternativas. Passamos a realizar reuniões dentro das casas. Um grupo pequeno, uma oração simples, um louvor com violão — e ali o coração das pessoas se abria. Esse método deu muito certo e até hoje continua sendo usado, porque aproxima as pessoas e quebra barreiras culturais.

Aprendi que o segredo é não desistir, mas adaptar. O missionário não pode ficar preso a métodos, mas precisa estar atento ao ambiente, ao clima e à cultura para alcançar vidas.


Um alerta contra a romantização

Muitos chegam ao campo missionário com uma visão romantizada:
“Vai ser lindo, vou pregar em praças lotadas, todos vão me ouvir.”
Mas a realidade é outra. O campo exige preparo, pés no chão e coragem para enfrentar frustrações. O romantismo sem preparo pode gerar desistência rápida.

Até Elias, um grande profeta, desanimou e pediu para morrer (1 Reis 19:4). Mas Deus o renovou, mostrando que o desânimo é humano, e que a perseverança vem da dependência do Senhor.


Conclusão

O apóstolo Paulo nos lembra:

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gálatas 6:9).

Se Deus nos chama para lugares difíceis, Ele mesmo nos capacita a permanecer. O segredo é adaptar, perseverar e não desistir. Que possamos seguir firmes, sem romantizar o campo, mas vivendo pela fé e confiando que, no tempo certo, a colheita virá.

Nossos Videos sobre Missões

Eu gravei um video onde eu falo um pouco mais sobre este assunto. Eu vou colocar o vídeo logo abaixo e te animo a assistir

Quero te animar a se inscrever no canal onde falamos sobre a vida prática em missões

Videos sobre Missões

É com grande alegria que começo este dia, escrevendo diretamente para você que sempre acompanha as minhas postagens. Hoje, quero falar um pouco sobre o nosso canal no YouTube e compartilhar um pouco de nossa visão de utilizar os vídeos para falar de missões.

Peniel e Mina

Os desafios de gravar vídeos

Desde que cheguei ao Paraguai em Janeiro de 2022, a rotina de trabalho no campo de missões mudou bastante. Na Bolívia, eu costumava gravar na rua, aproveitando as idas ao centro para resolver alguma coisa, ir ao banco ou levar material para algum evangelista. Sair de casa era algo frequente, o que me dava muitas oportunidades de gravar pelas ruas de Santa Cruz de la Sierra.

Aqui em Pedro Juan Caballero, a cidade é menor e não precisamos sair tanto para resolver as coisas. O meu momento de maior disponibilidade para gravar são os trajetos para levar e buscar meus filhos na escola.

Gravando vídeos dentro do carro

Por isso, a maioria dos meus vídeos de meditação e até os informativos são gravados dentro do meu carro nesses curtos espaços de tempo levando meus filhos a escola. É o tempo que tenho e tenho procurado aproveitar ao máximo.


Vivência Missionária: o que aprendemos juntos

Eu tenho coletado situações vividas no campo e experiências em missões de outros missionários e as que nós mesmo temos passado. Estou sempre em contato com irmãos ligado ao Programa de Apoio Evangelístico e com outros missionários de diversas partes do mundo. Eles compartilham suas dificuldades e aprendizados, e essa troca de ideias se torna uma fonte inesgotável de assuntos para os vídeos.

Com isso, podemos refletir sobre a vida no campo missionário, expondo situações reais sem citar nomes de ninguém ou igrejas. Compartilhamos tanto os acertos quanto os erros, inclusive os nossos. Errar faz parte da jornada, especialmente em missões transculturais, e é importante falar sobre isso.

Desta forma, criei uma playlist chamada Vivência Missionária que é dedicada a essas reflexões sobre a vida prática em missões. Se você se interessa sobre Vivência Missionária acesse através do botão logo abaixo.


Informativo Missionário: uma visão prática

Também temos a playlist chamada Informativo Missionário, que não recebe vídeos com tanta frequência, mas é muito importante para a comunicação do projeto.

Nesta playlist compartilho sobre o desenvolvimento do trabalho, orientações sobre o projeto, nossa visão e informações práticas sobre as regiões em que atuamos através do Programa de Apoio Evangelístico.

Peniel Dourado e Mina

Abordamos temas como dificuldades de importação e documentação, o andamento e o crescimento do trabalho. Essa playlist é ideal para quem quer entender os bastidores e os desafios logísticos da obra missionária. Você também pode acessar através do botão que está logo abaixo


Vlog Missões: a realidade sem filtros no campo

Outra playlist que amo é o Vlog Missões. Nela, registro o nosso dia a dia, os lugares por onde vamos e o que estamos fazendo no campo de missões. Nos últimos tempos, tenho feito muitos vlogs das viagens, seja para a Missão Por Compaixão onde atendemos cada mês, assim como para a Bolívia ou, mais recentemente, para o Nordeste do Brasil.

O meu objetivo com os vlogs é mostrar o campo de missões como ele realmente é, sem romantismos. Por muito tempo, as pessoas viam a obra missionária apenas por meio de fotos e vídeos que exploravam a pobreza local. Sempre existe uma ideia de sencibilizar aqueles que estão vendo.

Eu sempre evitei esse tipo de abordagem em nossos vídeos. Acredito que mostrar apenas a miséria distorce a visão do projeto, do campo localo e, o mais importante, prejudica o relacionamento com os nativos. Em minhas gravações, mostro a realidade, as praças, os bairros, vou em lugares bonitos no campo de missões e trago a vida no campo missionário como ela é, com suas belezas e desafios.

Passando por Jacuacuara, Bahia (2024)

O alvo sempre é enfatizar o trabalho que fazemos e não usar as imagens para tocar o emocional do povo. Ou seja, se você quiser realmente apoiar o trabalho que fazemos apoie pelo resultado do trabalho que eu faço com o desejo de ser parte e não porque eu vendo uma imagem de miséria para você.

Todos os nossos vlogs desde 2016 estão disponíveis em uma página que você pode acessar pelo link na descrição de cada vídeo. Se você gosta desse formato, convido você a conferir. E se você quiser acessar a playlist Vlog Missões 2025 basta clicar no botão logo abaixo.

Quero lembrar que a playlist Vlog Missões 2025 inicia com nossos vídeos com a viagem que fizemos em janeiro deste ano de 2025 do Paraguai ao Ceará. Se você quiser acompanhar nossa os vídeos da viagem é só acessar a playlist.


Interagindo com nossos leitores

Para manter essa troca de ideias, eu interajo com os inscritos do nosso canal e com quem assina o nosso blog. Muitas vezes, envio e-mails perguntando se eles têm alguma dúvida e procuro responder aqui no blog e no canal.

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E eu sou grato por sua participação aqui em nosso blog ajudando a compartilhar nossos posts, assim como a interação lá no canal no Youtube. Mantemos o foco de trazer conteúdo sobre a vida em missões e trazer você para mais parto de nossa realidade no campo de missões


A Realidade do Campo Missionário

É impressionante como tem muita gente que nem mesmo gosta de ver a realidade do campo. Ela idealiza um conceito do que é ser missionário e quando você expõe a verdade até se frustram.

Amado irmão, a obra missionária não é um conto de fadas, mas uma vivência real e desafiadora, cheia de erros e acertos. O nosso chamado é não para mascará-la, mas para vivê-la com os pés no chão, vivendo a realidade do campo, confiando em Deus sempre em cada passo que tomamos.

Trazer essa realidade em vídeo e aqui em nosso blog tem sido nosso desejo. Que de alguma forma as instruções que passamos cada dia possam ser ferramentas de benção para aqueles que se preparam para o campo de missões.

“Portanto, meus amados irmãos, sejam fortes e inabaláveis. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil.” (1 Coríntios 15:58)

Projetos Missionários que Envergonham o Evangelho

Certa vez, encontrei um “missionário” que falava com entusiasmo sobre um projeto de missões. Mas o foco da conversa me chamou a atenção: ele só falava da possibilidade de arrecadar dinheiro nas igrejas.
Nenhuma menção à salvação de almas, ao chamado de Deus ou ao compromisso com a Palavra. Apenas dinheiro.

É essa a motivação correta?

Muitos hoje se lançam ao campo missionário apenas porque acreditam que será fácil conseguir apoio financeiro de igrejas. Infelizmente, isso tem gerado trabalhos fraudulentos e testemunhos vergonhosos, que desonram o nome de Jesus e atrapalham o avanço do verdadeiro evangelho.

Peniel Dourado e Mina

Esses falsos obreiros não estão interessados em cumprir o Ide, mas em manter um estilo de vida confortável, sustentado por ofertas daqueles que amam missões. Quando o coração do missionário está no dinheiro e não na missão, o projeto perde sua essência e passa a ser uma farsa.

“Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse… que são inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição; o deus deles é o ventre”
(Filipenses 3:18-19)

Como diz as Escrituras: “Inimigos da Cruz de Cristo”. São ferramentas do malígno colocadas no lugar estratégico para prejudicar a obra do Senhor e freiar o serviço de missões

Maus missionários atrapalham os bons

Quem já esteve no campo sabe como é difícil conquistar a confiança dos nativos. Agora imagine quando antes de você, passou um obreiro que só buscava vantagens e nunca apresentou frutos de um verdadeiro servo de Deus. E quando antes de você passou alguém sujando a imagem de um missionário?


Esses falsos missionários dificultam a vida dos que são sinceros, e mancham a imagem da obra missionária. Eu sempre digo que é uma pena, pois tais pessoas geralmente chegam primeiro dificultando mais ainda o serviço de missões.

É por isso que muitos pastores hoje têm medo de investir em missões: foram enganados por projetos que não passavam de fachada. E no campo, muitos não querem receber novos missionários, pois outros prejudicaram o trabalho.

Mina e Deborah fazendo a distribuição da Palavra de Deus escrita em Bolívia (2008)

O problema está no coração

Sim, é importante manter um projeto missionário. Sim, o missionário precisa de sustento. Mas quem vai ao campo só por dinheiro, certamente dará mau testemunho.

Missão é chamada, é renúncia, é obediência. O verdadeiro missionário está disposto a pagar o preço, a servir mesmo quando os recursos faltam.
O foco nunca deve ser “viver bem” — deve ser obedecer à ordem de Jesus e alcançar os perdidos.

Não vamos entrar no extremismo de acreditar que um missionário que tem uma casa boa ou um bom carro não é um missionário de verdade. Por favor, vamos compreender o que é dito e manter o equilíbrio.

Como identificar maus obreiros?

Minha dica é simples, mas prática:
Ouça menos o que falam e observe mais o que fazem.

Esses obreiros costumam falar bonito. Falam de ganhar almas, de alcançar os povos, de evangelismo. Mas quando você olha na prática, vê que não há frutos.

Observe suas ações.

  • Estão evangelizando?
  • Estão discipulando vidas?
  • Estão investindo tempo com pessoas?
  • Estão realmente desenvolvendo um projeto ou apenas pedindo ofertas?

Palavras podem enganar. Frutos não.

Jesus disse:

“Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:16)


Se você está orando para ser um parceiro missionário, ou até mesmo se sente chamado a ir, não se baseie em aparência ou discurso. Busque projetos sérios, sustentados na Palavra e com frutos visíveis.

Não invista por emoção, pois tais pessoas são especialistas em emocionar o povo com fotos, vídeos emotivos, histórias chocantes, mas não mostram nenhuma produtividade no campo de missões. Quem apoia por emoção é presa fácil.

E se você é missionário, que o Senhor te dê graça para andar com integridade, e nunca deixar que o dinheiro seja seu deus. Que sua motivação seja a glória de Deus e a salvação das almas.


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Quer Ir ao Campo? Veja Como se Preparar Para Missões

Se você está lendo este post, é porque algo dentro de você pulsa quando o assunto é missões. Antes de tudo, quero te agradecer por acompanhar nossas postagens. É um privilégio poder compartilhar o que temos aprendido no campo com irmãos e irmãs que também amam a obra missionária.

Mas agora eu te pergunto: você realmente quer ir ao campo missionário? Quer ser um missionário? Deseja anunciar Jesus Cristo entre os povos, além das fronteiras do seu país? Então, eu quero compartilhar com você algumas instruções práticas e essenciais.

Na cidade de Seabra, Bahia

1. Busque a direção de Deus

Pode parecer repetitivo, mas é necessário repetir: antes de qualquer decisão, ore e busque a direção de Deus.

Missões não começa com uma decisão humana, mas com um chamado divino. É possível que você escolha um lugar e vá por vontade própria, mas é algo completamente diferente quando Deus te envia para um lugar específico. O impacto espiritual e a autoridade no campo são muito maiores quando você vai enviado pelo Senhor.

2. Saiba o que você vai fazer

Muitas pessoas vão para o campo sem clareza sobre o que farão. É claro que Deus também trabalha com passos de fé, mas se você tiver uma palavra específica sobre o que Ele quer que você faça, isso vai te sustentar nos dias difíceis.

Você pode ir como evangelista, discipulador, plantador de igrejas, educador ou em outras funções que cooperem com o avanço do Reino. Pergunte ao Senhor: “O que exatamente o Senhor quer que eu faça?”

Eu em Mina em nossa primeira base de apoio em Bolívia recebendo materiais da Irlanda (2011)

3. Conheça o campo missionário

Agora que você está com o chamado confirmado e sabe o que vai fazer, chegou a hora de estudar sobre o campo:

  • Aprenda sobre a cultura local.
  • Estude a língua.
  • Compreenda a cosmovisão do povo.

A cosmovisão é a forma como um povo enxerga o mundo, a vida e até a espiritualidade. É como uma segunda linguagem e, como missionário, você precisa aprender a se comunicar nesse “idioma”.

Se você não sabe muito sobre esse tema, recomendo que assista à nossa playlist no YouTube sobre cosmovisão e vida missionária. Lá eu compartilho experiências práticas que vão te ajudar a entender melhor como se preparar para o campo.

👉 CLIQUE AQUI para acessar a playlist

Na playlist que está no link acima nós temos mais de 90 vídeos dando dicas sobre a vida prática em missões.

4. Viva uma vida de oração

A preparação missionária não se limita a estudos e estratégias. Você precisa desenvolver uma vida profunda de oração. Missões é um campo espiritual, e você vai enfrentar batalhas que exigem discernimento e força espiritual.

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará.” — Salmos 37:5

Ore diariamente, se consagre, jejue, e aprenda a ouvir a voz do Espírito Santo. Isso será a base da sua caminhada no campo.

5. Espere o tempo de Deus

Lembre-se: o tempo de Deus não é o nosso tempo. Talvez você esteja pronto agora, mas ainda não é o momento de ir. Deus está te preparando — ou preparando o campo para te receber.

“Há tempo para todo propósito debaixo do céu.” — Eclesiastes 3:1

Não se apresse. Enquanto espera, continue se preparando: estude, ore, sirva em sua igreja local, e cresça espiritualmente.