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Choque Cultural em Missões: O Desafio que Pode Parar Você

Hoje quero tratar de um tema estratégico para quem leva a sério a Grande Comissão: o Choque Cultural.

Muitos pensam que a diferença de cultura se resume à roupa que o povo usa ou à comida exótica no prato. Mas, na prática do campo, o que realmente “pega” é o relacionamento. É a cosmovisão — a forma como o nativo enxerga o mundo, que muitas vezes é o oposto da sua.

Missionários Peniel e Mina (2024)

Imagine que você vai a um lugar romoto na Bolívia. O povo lá é introspectivo, reservado, valoriza muito sua própria privacidade. Se você vem de uma cultura aberta, como o nosso povo do Nordeste brasileiro, onde todo mundo fala e entra na casa um do outro, você vai sofrer um impacto.

Você tenta forçar uma alegria, uma piada, e recebe silêncio. Se não houver preparo, você começa a se irritar. O perigo mora aí: quando o missionário começa a comparar “a minha terra” com o campo e passa a atacar a cultura local em seu coração. E muitos vezes o ataque é através de comparações das duas regiões.

Existe uma tendência perigosa quando o choque cultural bate e a irritação com o nativo cresce, o missionário tende a se trancar em casa. E hoje, com o celular na mão, ele se isola no Instagram e no WhatsApp, mantendo contato apenas com quem é da sua cultura lá no Brasil.

Irmãos, isso é matar o seu projeto missionário. O mundo ao seu redor se torna hostil, você não cria conexão com o nativo e acaba vivendo em uma “ilha” — seja dentro do quarto ou dentro de uma comunidade brasileira. Já vi missionários chorando desesperados em festas porque não suportavam mais a diferença. Isso não é apenas “opressão maligna”, muitas vezes é falta de preparo antropológico e emocional.

Se você sente que este assunto tocou no seu chamado, não pare por aqui. Eu preparei um vídeo logo abaixo onde me aprofundo ainda mais nesses bastidores da vida missionária, trazendo detalhes que o campo me ensinou na prática. Assista agora, pois entender essa logística espiritual é o que separa um projeto que para no caminho de um que avança para a glória de Deus!

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Ocasiões Favoráveis no Campo Missionário

Quando leio as Escrituras, percebo que a vida cristã é marcada por oportunidades. Algumas delas são dadas por Deus para que avancemos na obra de missões. Outras surgem como armadilhas do inimigo, tentando nos afastar do propósito. A Bíblia nos alerta a respeito disso.

Em 1 Pedro 5:8 está escrito que o adversário anda ao nosso redor, “bramando como leão”, buscando ocasião para tragar alguém. Ele está sempre à espreita, procurando uma brecha, um descuido, uma oportunidade de nos ferir e de enfraquecer nossa fé.

Pastor Peniel N Dourado no templo da Misión Siloé no Paraguai

Mas, se o inimigo busca ocasião, nós também devemos buscar as ocasiões favoráveis para o Reino de Deus! Precisamos entender o valor de cada momento que o Senhor nos concede enquanto ainda há tempo para ganhar almas, plantar igrejas, enviar missionários e fazer Cristo conhecido entre os povos.

O VALOR DAS OCASIÕES NO CAMPO MISSIONÁRIO

A obra missionária é feita de momentos que não voltam mais. Quantas vezes Deus coloca diante de nós uma vida aberta ao evangelho. Nós temos aproveitado a ocasião? Já paramos para pensar que a nossa oportunidade seria praticamente a última de falar de Cristo para aquela vida. E ao pecador, seria a última oportundiade de ouvir?

Em outras ocaisões o Senhor Jesus pode nos dar uma porta em outra nação! Uma oportunidade de apoiar um missionário, ou mesmo ser enviado ao campo transcultural! Cada uma dessas situações é uma ocasião favorável e muitas vezes única. E quando não aproveitamos, podemos estar entregando ao inimigo o que deveria ser vitória para muitas almas.

Mina durante o evangelismo em Bolívia (2013)

O apóstolo Paulo escreveu que existiam pessoas que buscavam ocasião para criticá-lo e atrapalhar a obra (2 Coríntios 11:12). Os adversários de Daniel também procuraram ocasião para destruí-lo (Daniel 6:4-5). O diabo continua agindo assim: tentando encontrar falhas na vida dos servos de Deus, criando injustiças, levantando oposição contra quem está comprometido com a verdade.

Por isso, nós missionários precisamos cuidar de nossa conduta, para não dar ocasião de escândalo. Tito 2:8 nos exorta a ter “linguagem sã”, para que o inimigo não tenha do que nos acusar. O testemunho é uma poderosa ferramenta evangelística. Uma vida íntegra abre portas que nenhuma campanha pode abrir. Nossas ações falam mais altas que nossas palavras.

QUANDO A OCASIÃO É PERDIDA

A Bíblia mostra que existem ocasiões perdidas, que resultam em dor. II Samuel 12:14 revela que o pecado de Davi deu ocasião aos inimigos do Senhor para blasfemarem. Não podemos esquecer que nosso comportamento reflete no testemunho do evangelho.

Em Oséias 7:4-5, vemos que relacionamentos corrompidos se tornam ocasião para destruição. Quantas famílias missionárias já sofreram porque deram espaço ao inimigo em suas casas!

Batismo na Missão Siloé – 19/10/2025

Eva, no Éden, deu a ocasião perfeita para a tentação entrar. Não permaneceu firme na Palavra. Em contrapartida, Jesus, no deserto, depois de longo jejum e fraqueza física, venceu a tentação porque permaneceu firme na Palavra de Deus. Ele não entregou sua ocasião ao inimigo, mas transformou o momento difícil em vitória para nosso bem eterno.

OCASIÃO PARA A GRAÇA OPERAR

Jesus também aproveitava as ocasiões para salvar. Em João 4:16-17, ao falar com a mulher samaritana, Ele a levou a reconhecer sua vida e a necessidade de arrependimento. Ele estava atento ao coração dela. Uma simples conversa transformou-se em ocasião para que toda uma cidade fosse impactada.

Cada casa pode ser uma ocasião para Ele entrar e operar. Jesus disse que quando o espírito imundo encontra uma casa vazia e aberta, ele volta e traz consigo outros piores (Mateus 12:43-44). Por isso Paulo nos alerta a não entristecer o Espírito Santo (Efésios 4:30). Nossa vida, nossa família e nosso lar devem ser espaço onde Deus tem liberdade para agir — e não o inimigo.

Batismo na Misión Siloé no Paraguai

O mundo ao redor está tentando implantar leis e ideias contrárias ao propósito de Deus — assim como nos dias do rei Acabe, quando Jezabel introduziu a idolatria e influenciou toda a nação a se afastar dos mandamentos do Senhor (1 Reis 21). O pecado sempre tenta ganhar ocasião na sociedade.

Mas a Igreja de Cristo está no mundo para aproveitar cada oportunidade e levar luz onde há trevas!

HOJE É A NOSSA OCASIÃO

Querido irmão, Deus tem levantado missionários e evangelistas em nossa geração. Ele está abrindo portas em lugares que antes eram fechados. Povos que nunca ouviram o nome de Jesus estão sedentos de esperança. Crianças estão esperando uma mão estendida. Famílias estão precisando de cura, restauração e salvação.

E eu te pergunto: que ocasião você tem dado para Deus te usar na obra missionária?

Talvez sua ocasião hoje seja orar. Pode ser ofertar. Pode ser enviar. Pode ser ir! O que Deus tem pedido de você?

O que não podemos é ficar parados enquanto o inimigo tenta tomar ocasião para destruir vidas. A hora de abraçar o campo missões é agora! A oportunidade é hoje! O campo já está branco para a ceifa! O que estamos fazendo?

Pr Peniel Dourado no albergue no Paraguai

O tempo atual é preocupante. Enquanto alguns estão retendo as mãos de missões outros muitos nunca si quer apoiaram o campo missionário transcultural. O tempo vai passando e as oportunidades estão sendo perdidas

Que o Espírito Santo desperte no nosso coração a urgência do Evangelho. Que possamos aproveitar cada porta que se abre para anunciar Jesus, o Salvador do mundo.

Porque, no fim, a maior ocasião favorável que existe é esta: ganhar almas para Cristo enquanto ainda há tempo.

Vídeo Sobre Missões

Eu quero te animar a acompanhar nossos vídeos, onde mostramos um pouco do campo missionário, os lugares onde trabalhamos, nossas atividades e como temos usado este importante meio de comunicação para compartilhar conhecimento prático sobre missões.

👉 CLIQUE AQUI e acesse nosso último informativo em vídeo postado

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A Missão Siloé Cresce, o Apoio Evangelístico Avança

Sabe aquela pergunta que insiste em bater à porta? Pois é, outro dia me perguntaram de novo: “Por que você não para com o trabalho do Programa de Apoio Evangelístico e foca só na igreja?

Essa não é a primeira vez que recebo esta pergunta. Mas eu sinto que é importante trazer uma resposta para para quem acompanha nosso trabalho através de nossos informativos e trazer um pouco do nosso dia a dia aqui no campo de missões e, claro, dar a resposta para essa e outras dúvidas. Afinal, vocês estão sempre “na sala” conosco, e a transparência é fundamental!

Misión Siloé – Paraguai

Para quem nos acompanha há mais tempo, sabe que estamos no Paraguai desde janeiro de 2022. Assumimos o pastorado da Missão Siloé em um estado, digamos, desafiador. A igreja estava praticamente falida, com um número muito reduzido de membros: apenas seis a oito pessoas reunidas em círculo para adorar em um templo que tem cerca de 8×20 metros!

Era triste ver um trabalho grande em andamento, de onde sairam missionários e iniciou-se vários projetos de missões ter agora apenas menos de 10 pessoas reunidas. Era como ver um árvore que foi cortada e que precisava agora crescer.

A igreja, que chegou a quase zero em 2020, está voltando à sua normalidade e crescendo a cada dia. Isso nos leva novamente a receber àquela pergunta crucial: “Por que não parar com o Programa de Apoio Evangelístico e dedicar exclusivamente a Missão Siloé no Paraguai?

Batismo na Missão Siloé – 19/10/2025

Eu já escrevi várias vezes sobre isso, mas não custa repetir: em 2004, eu auxiliava meus pais no pastoreio desta mesma igreja no Paraguai. O trabalho crescia, mas Deus me chamou para a Bolívia, e foi lá que o Programa de Apoio Evangelístico nasceu. Deus supriu com outros

Embora o trabalho local de igreja seja mais visível, muito mais fácil de se impolgar, o Programa de Apoio Evangelístico não tem tanta visibilidade local, mas nos permite avançar na Bolívia, em vários pontos do Brasil e, estrategicamente, abrir portas na Venezuela, Guianas, Argentina e Uruguai levando a Palavra de Deus além do ambiente que estamos.

Você pode se perguntar: “Mas, como vocês conseguem?” A verdade é que não é pelo nosso esforço ou capacidade! É porque o próprio Deus falou que faríamos. Se estamos transportando toneladas de material dos Estados Unidos e da Irlanda para o Nordeste, Norte e Sul do Brasil, e se estamos alcançando a Bolívia e a América do Sul inteira, é porque o Senhor mandou!

Evangelistas sendo apoiados em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Você precisa conhecer as histórias reais por trás desse trabalho. Elas são a razão mais profunda pela qual não podemos parar.

No batismo neste final de semana, recebemos a visita de um evangelista de Campo Grande (Brasil) que recebe nosso material. Pense nisso: este homem que é mestre de obras, que logicamente precisa sustenta a esposa e duas filhas, gasta cerca de R$600,00 para imprimir 5 mil folhetos. Ele tira esse dinheiro do seu pouco recurso para imprimir os materiais e evangelizar em hospitais, praças e feiras.

Outros, como um evangelista da Bolívia (a quem entregamos materiais até hoje), jejuavam contantemente para comprar os folhetos. Ele e a esposa guardavam o dinheiro do café da manhã, do almoço e do jantar para comprar literatura evangelística. Ele me disse: “Pastor, quando o trabalho começou a crescer, tivemos que jejuar mais vezes para juntar mais dinheiro e alcançar mais gente!”

Quando o encontramos, meu coração se encheu de alegria em dizer a ele: “Irmão, continue jejuando, mas a partir de hoje, não jejue mais para juntar dinheiro para comprar literatura! Nós vamos fornecer tudo gratuitamente.”

Eu poderia contar centenas de histórias de sacrifícios: pessoas que vendem o único carro que têm (como um pastor em Santa Cruz fez, ficando com uma pequena moto para levar a família na chuva e no frio), tudo para levar a Palavra.

Muitos entram neste serviço por lucro, e a Bíblia é clara ao dizer que tais pessoas “têm o seu ventre por deus” (Filipenses 3:19). Mas nosso foco é outro: é no amor e na dedicação desses homens e mulheres que dão a vida para cumprir o Ide de Jesus!

Vendo os sacrifícios desses evangelistas, que trabalham no sol, na chuva, no frio, na escassez, sem roupa apropriada, você acha que eu trataria um trabalho como esse com leviandade? Você acredita que eu pararia de forma irresponsável algo que foi ordenado por Deus?

Claro que não!

Nós trabalhamos nos bastidores: eu lido com pedidos, importadoras, fretes, logística e orientações de distribuição. Os irmãos nos Estados Unidos e na Irlanda imprimem e enviam os materiais com seriedade e amor. O Senhor nos deu a tarefa de amenizar a carga desses evangelistas, colocando a Palavra de Deus em suas mãos de forma gratuita.

Evangelista recebendo o apoio em Oruro, Bolívia

Louvo a Deus pelo trabalho que Ele nos confiou. Aqui no Paraguai, a Missão Siloé tem um novo ritmo: um ambiente de amor, serviço e paixão por missões. Deus tem nos dado vitórias e eu creio que vai continuar dando o crescimento ao trabalho.

E também vamos continuar com o Programa de Apoio Evangelístico, sempre com a visão de expansão para alcançar mais vidas para Jesus.

Não somos grandes empresários ou pastores de megaigrejas. Somos simples missionários que entregam a vida. Para continuar, contamos com você!

Se você é um apoiador financeiro, saiba que sua doação a esta obra missionária é essencial. Deus levanta parceiros para que a obra avance. Meu muito obrigado de coração, e que Deus te abençoe! Continue orando por nós.

REFLEXÃO MISSIONÁRIA

Ao ver o sacrifício genuíno dos nossos evangelistas e o crescimento que Deus tem nos dado, somos lembrados de um desafio eterno: o serviço ao próximo e a missão de levar a Palavra exigem perseverança.

Que esta verdade fique marcada no seu coração:

“E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.” (Gálatas 6:9)

O trabalho que você faz pelo Senhor, seja no campo, na logística, ou no apoio, jamais é em vão! Mantenha-se firme.

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Até o nosso próximo informativo!

Peniel N Dourado

A Mão de Deus nas Pequenas Coisas: Nossas Bases de Missão na Bolívia

É sempre uma alegria imensa compartilhar com vocês tudo que Deus tem feito através das nossas vidas. Mas, sabe, existe algo maravilhoso na vida com Deus: ver a Sua mão não só nas grandes conquistas, mas também nos pequenos detalhes da vida.

Não me refiro apenas às grandes vitórias na vida missionária, mas também nas pequenas escolhas e diante dos passos mais simples que damos. E é sobre isso que quero falar hoje, contando os primeiros alugueis na Bolívia. Algo simples, mas em tudo a mão de Deus.

Peniel e Mina em Bolívia

Quem se importa com aluguel de casa, certo? A maioria das histórias simplesmente diz: “Fomos para tal cidade e alugamos uma casa.” Ninguém fala como foi o processo de conseguir a casa. Não é interessante. Mas o segredo, amados, está em anotar cada dificuldade e cada ação de Deus na nossa vida. Eu sou daqueles que gosta de anotar o agir de Deus para não esquecer dos detalhes do agir de Deus.

Hoje, quando eu olho para trás, eu vejo a simplicidade de alugar uma casa, mas, acima de tudo, eu posso ver a mão de Deus cuidando de nós.


Deus da Revelação

Antes de partirmos do Paraguai para a Bolívia, mergulhamos em um intenso período de oração. Primeiro, buscamos a orientação divina sobre a nação. Deus havia nos dito que sairíamos do Paraguai para outro país, mas não qual.

Mina e eu nos trancávamos, orávamos juntos, clamando ao Senhor por uma palavra específica. Durante esse tempo, o Senhor nos mostrou a Bolívia. Foi uma revelação muito forte, não havia como duvidar. Se Ele havia falado sobre o país, com certeza também falaria sobre a cidade, afinal, a Bolívia tem muitas!

Não queríamos ser levados pela “circunstância” ou pelo “vento das circunstâncias”, mas sim caminhar na direção exata de Deus. Continuamos orando, e o Senhor nos revelou: Santa Cruz de la Sierra.

Mesmo sem conhecer a cidade — eu não fazia ideia do seu tamanho, da sua formação ou dimensão, só sabia que muitos jovens iam para lá estudar Medicina —, eu disse à Mina: “Se Deus revelou a nação e a cidade, Ele pode revelar onde está a nossa casa!”

No meio da oração, o Espírito de Deus falou claramente ao meu coração: “Sua casa está próxima ao Segundo Anel.” Guardamos essa palavra. Ela seria nosso mapa para as decisões futuras.

Peniel e Mina

O Desvio em Quijarro: Confiança x Aconselhamento

Tomamos a decisão de ir para Santa Cruz. Mas, nesse período, Mina descobriu que estava grávida de dois meses. Por uma questão de segurança e facilidade com médicos e hospitais, meu pai e minha sogra nos aconselharam a ficar na região de fronteira com o Brasil por um tempo.

Aceitamos o conselho para tranquilizá-los e fomos para Quijarro, na fronteira boliviana. Fomos muito bem recebidos pelo Pastor Roberto da Igreja Quadrangular da cidade de Quijarro, que nos deu um quarto enquanto buscávamos nossa própria casa.

O pastor Roberto estava fazendo missões na Bolívia a quatro anos. Eu o conhecia da região de fronteira com o Paraguai desde 1996 quando tivemos os primeiros anos no Paraguai. E encontrar o pastor Roberto em Quijarro foi realmente uma grande benção a nossas vidas.

Região de fronteira entre o Brasil e Bolívia (2006)

Mas, os dias de busca por uma casa foram exaustivos. O calor era extremo, chegando a 47 graus, com muita poeira e mosquitos. Muitas das casas pareciam “fornos” sem nenhuma sombra. Quijarro está na região do Pantanal Boliviano e é uma fronteira extremamente quente.

Um dia, exaustos de tanto andar, paramos o carro debaixo de uma árvore em frente a uma praça em Quijarro. Estávamos tomando tereré gelado para refrescar e estávamos nitidamente desanimados. Foi quando lembramos de um pequeno detalhe: não havíamos orado sobre a nossa nova casa!

Eu disse à Mina: “Saímos do Paraguai por revelação, e prometemos a Deus que tudo o que conquistássemos seria por meio da oração. Vamos orar por esta casa agora mesmo!”

Eu e Mina na cidade de Puerto Suarez, Bolívia

Ali, debaixo daquela árvore, começamos a orar e a detalhar tudo o que desejávamos: uma casa com muita sombra, cercada por árvores, com uma boa varanda, que fosse fresca, segura, com um proprietário tranquilo e, claro, que tivéssemos condições de pagar sem dificuldade.

Seria pedir muito? Temos o direito de orar e pedir o que quisermos? Nosso Deus é poderoso para nos atender? Minha Bíblia garante: “Tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis” (Mateus 21:22). Sendo assim, essas eram as características do nosso futuro lar, e nós, sob a sombra daquela árvore, clamávamos ao Senhor Jesus.


O Milagre da Primeira Casa

Depois de orarmos veio ao nosso coração buscar também em Puerto Suárez, que fica a cerca de 10 km de Quijarro. Entrando na cidade, parei em frente a um estúdio fotográfico e perguntei ao proprietário se ele sabia de alguma casa para alugar.

Ele olhou para mim e disse: “Eu tenho uma casa para alugar. Se quiser, posso te mostrar.”

Ficamos animados e fomos ver. Não era longe: apenas três quadras. Quando chegamos, a casa tinha varanda, várias árvores ao redor, era fresca e o aluguel era o valor que podíamos pagar.

Nossa primeira casa em Bolívia – Puerto Suarez

Amados, depois de orarmos ao Senhor, a primeira pessoa que abordamos em Puerto Suárez nos apresentou a casa que alugaríamos e onde ficamos por um ano. O Senhor Jesus nos deu a casa na primeira tentativa! A residência era exatamente como havíamos clamado em oração.

Nosso coração foi inundado pelo amor de Deus. Vimos o cuidado do Senhor Jesus com nossas vidas, pois oramos e as portas se abriram naquele mesmo instante. Apresentamos nossa necessidade a Deus, e Ele nos atendeu prontamente.

O mais importante em tudo isso não é apenas obter a solução para um problema, mas sim ver Deus resolvendo-o. Quando você vê Deus à frente, você está vendo o Provedor que cuida de cada detalhe.


A Casa em Santa Cruz

O tempo passou. Débora nasceu, e chegou a hora de ir para Santa Cruz de la Sierra. Peguei um trem e fui à cidade, hospedando-me na casa do Pastor Gessé de Oliveira, um missionário da igreja Quadrangular que já vivia em Bolívia a mais de dez anos.

Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem

O Pastor Gessé me aconselhou a buscar casa na periferia da cidade, como no Plan 3000 ou El Quior, pois, segundo ele, o lugar que eu queria — o Segundo Anel — era muito caro. Ele estava certo: as casas eram caríssimas. Mas eu tinha uma Palavra de Deus.

Para quem não sabe, Santa Cruz é organizada por anéis: avenidas circulares. O Primeiro Anel é central, o Segundo é logo depois. Quanto maior o número, mais periférico. O Segundo Anel era, sim, na região central.

Ainda que o Pastor Gesse, com boas intenções, me levasse para a periferia, eu decidi buscar a palavra de Deus. O Senhor havia dito Segundo Anel!

A cidade anilhada de Santa Cruz de la Sierra

Procurei em jornais e andei pela região. Os aluguéis eram altíssimos. Encontrei uma casa próxima ao Terceiro Anel, com um proprietário cristão. Ele ficou feliz por eu ser missionário, me deu a chave e disse que a casa era minha. Tentei pagar adiantado, mas ele recusou. Eu confiei naquele homem e em sua palavra. Então eu voltei para a fronteira e preparei a mudança.

Dias depois, quando chegamos em Santa Cruz, com Débora de 4 meses, a nossa mudança ainda no vagão do trem, liguei para o proprietário da casa. Ele me disse que não alugaria mais, pois havia vendido a casa naquele mesmo dia.

Naquele momento, olhando para Mina e para a pequena Débora, o desespero bateu, mas a voz do Senhor me veio à mente: “Sua casa está próxima ao Segundo Anel.” O Senhor me disse segundo anel e o que eu estava fazendo no terceiro anel? Eu havia me metido em um problema por desobediencia.


A Casa de Dois Andares

Deixei Mina na casa do Pastor Gessé de Oliveira e saí em busca de uma casa. Desta vez, resoluto por seguir o que o Senhor Jesus havia mostrado, circulei no jornal apenas os anúncios próximos ao Segundo Anel.

Lembrei-me de que, enquanto procurávamos, Mina me disse: “Peniel, e se Deus nos der uma casa de dois andares? Queria fazer culto embaixo e morarmos em cima, com nosso quarto independente.” Eu ri, falando que seria um milagre pelo preço, mas que acreditava em Deus.

Eu só poderia pagar no máximo 150 dólares e o preço das casas era de 450 dólares. Um casa onde o quarto fosse em cima custaria algo como 750 dólares por mês. Os preços dos alugueis em Santa Cruz de la Sierra são em dólares e muito alto. É impressionante isso!

Mas Deus nos deu a casa. Entrei em contato com a proprietária, e quando ela me apresentou o lugar, era exatamente uma casa de dois andares! Na parte de cima, o quarto com banheiro, e na parte de baixo, um espaço amplo que usamos para os cultos e o trabalho que o Senhor nos havia confiado.

Moramos ali por sete anos. Foi um lugar estratégico e central para o início do serviço de missões e, posteriormente, para o programa de apoio evangelístico.

Culto na varanda de nossa casa com os jovens da Misión Siloé (2009)

A Terceira Casa: Um Endereço Revelado

Sete anos depois, Mina queria outra casa. Ela estava grávida do Samuel e estava preocupada em nascer o bebê e ter que subir e descer as escadas pelo lado de fora da casa. Os ventos fortes e frios de Santa Cruz são bem complicados e pensávamos em todos esses detalhes.

Assim, o alvo era uma casa mais segura e com a escada de acesso ao quarto por dentro. Mas nós não tínhamos recursos para a mudança, então, começamos a orar.

Deus comeceu agir poderosamente e nós sem esperar começamos a receber ofertas de várias igrejas. Guardei o dinheiro e disse à Mina: “Se é hora de mudar, é agora, com o recurso que temos.”

Família Missionária na Base de Apoio do 8 anel, Remanso

Dias de busca se passaram sem sucesso. Lembrei-me dos milagres anteriores e decidi parar e clamar. Entrei no quarto e fui orar ao Senhor por uma saída. Então o Senhor me disse de forma fortíssima: A sua casa está na mesma avenida onde você mora, a Avenida Banzer, no Oitavo Anel, do lado esquerdo.” Não havia dúvida. Estava buscando uma palavra e o Senhor nos deu sua palavra naquela momento em oração.

Então eu pedi uma confirmação do Senhor quanto aquela orientação. Pedi a Deus que fosse Mina que encontrasse aquela casa e não eu. Fiquei quieto, não disse nada para Mina quanto a palavra que o Senhor me deu e guardei a palavra. Não queria ser soprado pela circunstancia, mas viver o agir de Deus e queria ver a mão de Deus.

Dias depois, Mina abriu o computador na sala de nossa casa e disse: “Peniel, estou vendo uma casa com o valor que podemos pagar, e que tem o que oramos!” Ela me mostrou as fotos: casa nova, piso lindo, tubulações e elétrica novas. Eram exatamente os detalhes que orávamos!

Perguntei: “Onde fica?” Ela respondeu: “No Oitavo Anel, lado esquerdo, no bairro Remanso.”

Mina, Deborah e Samuel na praça do Ramanso, Santa Cruz de la Sierra – Bolívia

Era a região exata que Deus havia mostrado! “Coincidentemente”, tempos antes, Mina havia olhado para o Remanso, ao visitarmos um amigo que morava naquele bairro, e dito: “Que lugar lindo! Imagina Deus nos dar uma casa aqui?” Andamos pela praça daquele lugar com muito desejo de um dia morar naquele bairro.

Fechamos o contrato rapidamente. Essa foi nossa segunda base em Santa Cruz, onde moramos por mais de sete anos. Um lugar de descanso e estratégico até nossa saída da Bolívia.

O Deus que Ouve as Orações

A casa anterior era muito velha. O piso era ruim, o encanamento e a fiação da casa eram velhos. Tivemos muitos problemas nos batanheiros tanto do quato de cima quanto no quarto de baixo e tivemos que refazer muita coisa.

Além de tudo isso a proprietária era bem complicada de lidar. Eu pagava adiantado, mas mesmo assim sempre que podia ela vinha nos pertubar por qualquer coisa.

Oramos ao Senhor não apenas pela escada que fosse dentro de nossa casa, mas que a casa fosse nova. Também oramos para que o Senhor colocasse uma proprietária que não pertubasse nossa vida. Amados, o Senhor Jesus nos deu justamente como pedíamos.

Eu vi a proprietária daquela casa apenas algumas vezes. A primeira quando tive que assinar o contrato, depois ela veio para ver alguns problemas que tinha no teto e no final apenas vi a proprietária para entregar a casa. Até nisso nós vimos a mão de Deus


O Deus das Pequenas Coisas

Amados, é muito fácil contar testemunhos de grandes vitórias, mas o mais lindo é ver a mão de Deus nas pequenas coisas. Deus é o Deus que está presente em cada detalhe de nossa vida e o glorificamos.

Se você parar, analisar o seu dia a dia e permitir que Ele participe das suas escolhas, verá a provisão d’Ele até mesmo no momento de alugar uma casa. Ele se importa com a sua vida, suas necessidades e até com o seu endereço.

“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.” – Salmos 23:1

Se o nosso Pastor é o Deus Todo-Poderoso, por que duvidar que Ele suprirá a necessidade do nosso lar? Confie na Palavra d’Ele, mesmo quando o conselho dos mais experientes sugere o contrário!

Um abraço, Deus abençoe, e até o nosso próximo Diário Missionário.

Nossos Vídeos Missionários

Eu tenho alguns vídeos onde mostro a primiera casa alugada em Santa Cruz e a segunda. Os links eu deixo abaixo

CLIQUE AQUI para assistir o vídeo onde eu mostro a primeira casa. É um vlog gravado em 2017 e eu fala de nossa chegada em Santa Cruz de la Sierra, pois na época já havia se passado 10 anos que fazíamos missões em Bolívia

CLIQUE AQUI para assistir o vídeo onde eu mostro nossa segunda casa. Desta vez o vídeo foi gravado em 2021 e eu estava entregando a casa ao proprietário

CLIQUE AQUI para assistir um vídeo gravado em 2025 quando novamente voltei a nossa antiga Base de Apoio. A pedido dos meus filhos eu retornei ao bairro Remanso para gravar a antiga praça, a casa e o bairro

Contêineres com literaturas evangelísticas

Vamos com um pouco mais do Diário Missionário? Hoje eu quero compartilhar uma forte mudança no meu trabalho em missões. Por muito tempo o nosso trabalho era estar na linha de frente, no calor da rua, contato direto com outros evangelistas, mas o Senhor tinha algo muito diferente planejado para mim e desejo compartilhar este processo com você.


O Evangelismo e o Serviço de Apoio

Por muito tempo, eu fazia o pedido de material e ele vinha por meio da missão chamada Vetome na Bolívia. Os irmãos de lá cuidavam de toda a documentação, armazenamento e solicitação do material. Eles sempre me mantinham informado: “Peniel, o container está para chegar”, “A documentação já foi dada entrada”. E assim nós trabalhávamos de forma conjunta.

Material evangelístico chegando em Bolívia (2012)

Inicialmente, uma pequena quantidade do material vinha para o nosso trabalho. Depois ampliamos para um terço do contêiner e com o tempo, ampliamos nosso projeto e a solicitação, passando a receber a metade do container de 40 pés. O trabalho de apoio naquela época estava crescendo rapidamente.

Foi aí que comecei a ter alguns problemas com os irmãos da Vetome. Na prática, eles estavam fazendo a importação e todo o processo, mas a quantidade de importação começou a aumentar. Antes eles importavam a cada dois ou três anos e agora tinha que fazer toda ano e em algumas ocasições tiveram que fazer duas importações anuais.

Enquanto isso, o número de evangelistas que apoiávamos só crescia. Na época eu estava orando ao Senhor para continuar com o trabalho de rua, que eu realizava diariamente com o grupo de evangelismo. Todos os dias eu pegava meu megafone, minha mochila e saía com alguns irmãos para o trabalho de impacto pelas feiras de Santa Cruz de la Sierra.

Peniel, missionário Welder e Deborah na região do Los Pozos, Santa Cruz – Bolívia

Muitas vezes, eu conseguia recursos para pagar a passagem, a alimentação dos evangelistas e, em vários casos, até o alojamento desses irmãos quanto íamos a outras cidades ou em outros departamento. O trabalho era praticamente diário e o único dia que não estávamos nas ruas era aos domingos.

Fiz esse trabalho por vários anos. Era muito impactante! A gente via o mover de Deus, e eu, no serviço evangelístico, tinha o contato direto com as pessoas nas ruas. Era algo que me empolgava muito e não tinha desejo algum de parar com este serviço.

Grupo de evangelismo na região da Ramada de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Os contêineres em meu Caminho

Um dia, porém, o Senhor começou a falar comigo para que eu parasse com o trabalho de rua e me dedicasse integralmente ao serviço de apoio. Sinceramente, eu não queria parar. Eu achava que daria para continuar com os trabalhos de impacto e, ao mesmo tempo, realizar o apoio.

O que eu não estava entendendo era que o Senhor estava me entregando um trabalho com uma escala muito maior quanto a quantidade de material e evangelistas, assim eu precisaria dedicar muito mais tempo a este novo trabalho.

Um dia, depois de fazer compras em um mercado, eu estava na avenida esperando meu ônibus, e passou bem ao meu lado uma carreta com um container de 40 pés. Fiquei olhando para aquela imensa caixa de ferro e algo ardeu no meu coração. Pensei: “E se você começar a trazer containers e mais containers como este para o serviço de apoio, como vai ficar o trabalho de evangelismo?”

Contêiner de 40 pés chegando em Bolívia

Enquanto a carreta passava, eu não conseguia esconder a emoção. Enquanto eu pensava na possibilidade de dedicar mais tempo ao apoio o Espírito de Deus começou falar em meu coração, dizendo: “Chegará o tempo em que você estará trazendo trazendo containers com materiais impressos para o evangelismo. Você precisa dedicar-se a este trabalho.”

Eu, por natureza, queria fazer o trabalho rápido, alcançar vidas, ver o resultado imediato, distribuir a literatura e estar presente em todo o processo. O grande problema é que isso não é escalável. Se você vai trabalhar com uma pequena quantidade de material, tudo bem, mas se você pretende ampliar o apoio, alcançando e sustentando muito mais evangelistas, você precisa concentrar sua atenção.


A Plantadeira Gigante

Era justamente isso que Deus estava me dizendo: “Peniel, concentre-se no apoio. Aquela palavra era muito forte. O Senhor Jesus começou a mostrar que colocaria esse trabalho em minhas mãos e que seria escalável. Eu lembrei de quando o Senhor havia falado dentro do meu quarto anos atrás que colocaria muito material impresso em minhas mãos. Eu estava vivendo um verdadeiro turbilhão do agir de Deus.

Na época, eu não tinha ideia de como isso aconteceria. Eu não tinha conhecimento em importação, não sabia como lidar com as empresas, nem de onde conseguir recursos para pagar fretes e documentações. Era Deus falando comigo no meio da rua, ministrando ao meu coração, e eu sem ter a mínima noção da logística e de como fazer o trabalho

Peniel Dourado distribuindo a Palavra de Deus escrita em uma feira de roupas (2010)

Em outro dia, passei em frente a uma loja de materiais agrícolas e vi uma plantadeira enorme no pátio. Pensei: “Como aquela máquina trabalha tão devagar, sem velocidade, mas consegue plantar uma quantidade imensa de sementes em uma área enorme em poucas horas?”

O Espírito Santo começou a falar ao meu coração, dizendo: “Peniel, seu trabalho será como essa plantadeira. Você vai trabalhar de modo mais lento, mas serão milhares e milhares de vidas alcançadas.” Eu não via beleza na máquina, mas ela é uma ferramenta poderosa para plantar muitas sementes em uma área gigantesca.

Peniel Dourado e um contêiner de 40 pés, Bolívia

O Espírito Santo continuava: “Seu trabalho será como essa plantadeira. Você andará devagar, mas a quantidade de sementes alcançada será enorme.”

Obs.: Se você quiser saber o que é uma plantadeira clique aqui


A Expansão Atual do Projeto

Hoje, nosso trabalho mudou drasticamente. Saímos de Santa Cruz de la Sierra — onde minha casa era nossa base de apoio na Bolívia — e fomos em janeiro de 2021 a Corumbá, região de fronteira com Bolívia, onde ficamos um ano, dedicando-me a abrir pontos de apoio em outras regiões, como o Paraguai e o Brasil.

Obs.: Se você tiver interesse de assistir os vídeos gravados em 2021 quando estivemos na região de fronteira, nossa viagem ao Acre, Paraguai, Bahia, Pernambuco, as primeiras viagem a Aracaju clique aqui

Em janeiro de 2022, chegamos ao Paraguai, assumindo a Missão Siloé, um trabalho missionário aberto pelos meus pais. Atualmente, o trabalho local que eu faço é mais pastoral (cultos, discipulado, Escola Bíblica Dominical). No entanto, em relação com o Programa de Apoio Evangelístico, nosso foco agora é justamente abrirBases de Apoio na América do Sul.

Liderança da região nordeste do Brasil

Fazemos a solicitação dos materiais que chegam à Bolívia em quantidades enormes. Da mesma forma, estamos trabalhando na solicitação de materiais para a nossa Base de Apoio no Nordeste do Brasil e para a segunda Base de Apoio em São Luís do Maranhão.

Sei que o trabalho não vai parar. Precisamos avançar ao norte do Brasil, ter uma base na região centro-oeste e também no sul do Brasil. Em cada região, precisamos de um ponto para receber esse grande volume de material e facilitar a distribuição pelos irmãos locais.


Expandindo o Apoio Evangelístico

Continuamos trabalhando na expansão para outras nações da América do Sul, mantendo o alvo de avançar ao Uruguai, à Argentina, ao Peru e aos demais países.

Peço que você ore por nós, para que Deus coloque bons obreiros em nosso caminho. Com eles, teremos um alcance gigantesco da Palavra de Deus. E que Ele nos dê sabedoria para identificar os maus obreiros — aqueles que, pela arrogância e coração endurecido, tentam frear o desenvolvimento do trabalho.

Contêineres chegando na Base de Apoio em Aracaju

Nosso objetivo é inundar a América do Sul com a Palavra de Deus. Eu creio no agir do nosso Deus e que Ele continuará abrindo as portas! Nós temos uma ordem e devemos obedecer.

Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. – Marcos 16:15

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Deus te abençoe

O que é Ser Missionário? O Chamado que Transforma Vidas!

Sei que a palavra “missionário” pode soar um pouco distante para alguns. A gente logo pensa naquelas fotos de pessoas em lugares remotos, com vestimentas diferentes e comidas estranhas. Ser missionário é muito mais do que isso. Fazer missões é viver o chamado de Deus para uma Obra específica dada pelo Senhor Jesus.

Peniel N Dourado

Ser Missionário é Viver a Grande Comissão

Quando Jesus ascendeu aos céus, ele nos deixou uma missão clara: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28:19-20).

A palavra “nações” neste versículo é éthnos no grego original, que significa povos ou etnias. É importante lembrar que o conceito de nação que temos hoje surgiu muito tempo depois. A ordem do Mestre, portanto, é que a Igreja vá a todos os povos e etnias que ainda não receberam o evangelho.

A Igreja tem a obrigação de desenvolver o serviço evangelístico local. Aqueles que mobilizam o Corpo de Cristo para o evangelismo recebem o Ministério Evangelístico, conforme apontado em Efésios 4:11. No entanto, além do evangelismo local, a Igreja deve ir a outros povos e etnias, como descrito na ordem de Mateus 28:19.

Assim, ser missionário é responder a essa ordem de avançar com o serviço evangelístico além do limite cultural em que se vive. Não é uma opção para um grupo seleto de “super-crentes”, mas um chamado para todos os que foram alcançados por Ele. Aqueles que são chamados para ir devem ir, e aqueles que ficam devem orar e financiar os que estão na linha de frente.

Mais que uma Viagem, um Estilo de Vida

Ser um missionário não se resume a fazer uma viagem, desenvolver um impacto evangelístico no final de semana. É, antes de tudo, uma vida entregue a ordem recebida. É viver com intencionalidade o serviço confiado no lugar apontado por Deus. O missionário é alguém que:

  • Ora sem cessar: Intercede pelas nações e pelos perdidos.
  • Aprende e ensina a Palavra: Vive e prega o evangelho com ousadia.
  • Serve ao próximo: Pratica o amor de Cristo em ações concretas.

Deus busca corações completamente entregados ao serviço de alcançar almas em lugares onde as vidas não estão tendo a oportunidade de ouvir falar de Cristo.

A Urgência do Chamado

Em um mundo onde milhões ainda não ouviram falar do amor de Deus, a urgência é real. A Seara é grande, mas os trabalhadores ainda são poucos, como o próprio Jesus nos lembra em Lucas 10:2.

Você pode se perguntar: “Mas como posso ajudar?” A resposta é simples: comece por onde você está.

  • Se envolva na sua igreja local. Participe nos trabalhos da Secretaria de Missões de sua igreja.
  • Ore pelos missionários no campo. Sua intercessão é um suporte vital.
  • Considere se tornar um parceiro missionário. A sua oferta é sua participação no serviço de missões. É seu tempo, seu suor, seu conhecimento entregue ao serviço de missões.

Essa é uma das formas de você ir para o campo de missões. O apoio de parceiros é o combustível que nos mantém ativos e atuantes.


Como Conseguir ir para o Campo de Missões?

Depois que o coração entende a urgência e o chamado, a pergunta natural é: “Como eu posso ir?”. O processo pode parecer complexo, mas com a orientação certa e a direção de Deus, ele se torna um caminho de fé e aprendizado.

A primeira coisa é se capacitar. O preparo teológico e prático é essencial, assim como o desenvolvimento de habilidades de relacionamento e adaptação cultural. O trabalho transcultural exige mais do que boa vontade, exige preparo.

Se você sente que o Senhor está te chamando para missões, não guarde isso para si. Ore, converse com sua liderança e pesquise sobre agências que podem te ajudar a dar os próximos passos.

Quer saber mais sobre como se tornar um missionário transcultural? Conheça o Programa de Apoio Evangelístico e descubra como você pode ser enviado!

Video Sobre Missões

Neste vídeo, compartilho como o Senhor Jesus guiou meus pais ao Paraguai e, anos depois, me levou em uma experiência transformadora de missões na Bolívia.

🌍 Clique para assistir e embarcar nesta jornada conosco: Assista ao vídeo agora!

E se você ama ouvir sobre a vida em missões, inscreva-se em nosso canal do YouTube para não perder nenhum dos nossos próximos vídeos!

Deus te abençoe!

Um Chamado à Provisão Divina

Nossa jornada em missões sempre foi guiada por um chamado claro, mas nem sempre por um caminho óbvio. Casamos em 2002 e começamos a trabalhar no Paraguai com aldeias indígenas. Depois o Senhor nos levou ao serviço de rápido, presidio, atender as famílias que vivem em fazendo e outros trabalhos.

Posteriormente veio o chamado para fazer missões em Bolívia e meu foco era um só: abrir igrejas. Eu e minha esposa, Mina, estávamos em Bolívia com esse único projeto. Deus, porém, tinha outros planos para nossas vidas. Ele nos mostrou a necessidade do serviço de apoio a evangelistas. O grande detalhe é que naquele momento, eu não tinha dinheiro nem para comprar leite e pão.

Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem

Deus me deu a Palavra do alvo, mas eu estava apreensivo. Lembro-me de contar moedas que estavam sobre a mesa, tentando juntar o suficiente para a nossa alimentação do dia. Nós estávamos passando por uma grande necessidade financeira e buscávamos a direção de Deus para o serviço. Tudo o que sabíamos era que Deus nos havia enviado e deveríamos ficar ali.

Uma noite, enquanto orava, Deus me falou muito forte sobre o trabalho de apoio. Ele começou a me revelar os alvos que tinha e como eu deveria seguir. No dia seguinte, mesmo diante das muitas dificuldades financeiras, eu disse à Mina que Deus havia falado que iríamos trabalhar com Apoio Evangelístico. Eu traria o material de São Paulo, passaria pela fronteira e começaríamos a distribuir gratuitamente aos evangelistas locais.

Que brilhante ideia! Mas, onde conseguiríamos dinheiro para manter? Quem quer ajudar um projeto missionário assim? Mina estendia as roupas e me fazia muitas perguntas e eu não tinha resposta.

Mina e Deborah – Bandeira de Santa Cruz de la Sierra

Então Mina me fez mais uma pergunta: “Se a gente não tem dinheiro para comer, como vamos sustentar um projeto tão caro?” Querido irmão, ela não estava sem fé, era uma questão de lógica e sei que minha esposa tinha razão. Um projeto como esse envolve um custo altíssimo com frete, viagens e documentações. Você sabe quanto eu gasto para fazer minhas viagens para atender o trabalho? Sabe quanto custo para entrar apenas um contêiner desse em um país?

E, além disso, outra pergunta que era do meu coração me atormentava: “Quem se importa com o evangelista? Quem se preocupa se ele tem um folheto para pregar?” Você acha que eu não pensava isso? Sim, eu pensava e até hoje penso sobre este assunto.

A realidade é que pouquíssima gente se importa com o serviço evangelístico. Pouca gente valoriza o trabalho de quem vai para as ruas, hospitais e presídios, e não enxerga o resultado da literatura impressa, a Palavra de Deus escrita nas mãos do povo. Como eu apresentaria um projeto assim a uma igreja, aos secretários de missões?

A Primeira Grande Preocupação

Essa foi a nossa maior preocupação no início: como manter este trabalho. E Deus nos ensinou, de um jeito prático, a amar esse serviço. Ele nos mostrou primeiro o quanto Ele ama e também nos ensinou a amar. Por mais de três anos, eu, minha esposa e nossa filha Deborah, que ainda era um bebê, estivemos nas ruas de Santa Cruz de la Sierra, distribuindo literatura em praças, universidades e feiras. Colocávamos a Débora no carrinho e enchíamos as mochilas de folhetos.

Deborah e os primeiros materiais da Gospel Sunrise

Mais tarde, começamos a identificar evangelistas que precisavam de material e passamos a distribuí-los para eles. Deus nos ensinou a amar o serviço evangelístico e a ter a carga de ir às ruas. Ele nos mostrou que, da mesma forma que Ele nos deu o desejo de fazer esse trabalho, também levantaria pessoas que amam este obra e nos ajudar a manter este trabalho.

A nossa primeira preocupação foi ‘como vamos manter?’, mas o Senhor nos ensinou que, da mesma forma que Ele colocou essa carga em nossos corações, Ele levantaria pessoas para nos ajudar.

A maior lição que aprendemos foi: não é sobre como eu vou fazer ou como eu vou manter, mas sim, sobre como Ele vai providenciar. Deus nos mostrou, em cada necessidade suprida e em cada barreira vencida, que a obra é d’Ele e, assim como Ele nos chamou, Ele mesmo irá sustentá-la

Eu em Mina em nossa primeira base de apoio em Bolívia recebendo materiais da Irlanda (2011)

“E, quando faltar a vocês alguma coisa, Deus, que me dá tudo o que é necessário por meio das riquezas de Cristo Jesus, lhes dará o que precisam.” – Filipenses 4:19

Pedido de Oração:

Ore pelo Programa de Apoio Evangelístico para as portas continuem sendo abertas em toda América do Sul.

Ore pelo desenvolvimento da Base de Apoio na Bolívia, o coordenador nacional, irmão Nigel Mercado e por todos os líderes dos Pontos de Apoio em Bolívia.

Ore pela Base de Apoio em Aracaju que está sob liderança do presbítero Assis e que atualmente atende praticamente todo o nordeste Brasileiro.

Ore por nossa nova Base de Apoio que está sendo aberta na cidade de São Luis do Maranhão com o irmão Rogerio.

O Apoio Evangelístico na região Sul do Brasil

Iniciamos nossa atividade em Vacaria, no Rio Grande do Sul, com o apoio do evangelista Moisés. Confesso que eu não tinha muitas informações sobre a necessidade do evangelho nessa região. Pesquisando, descobri dados que me surpreenderam.

Porto Alegre é a capital com o menor número de evangélicos no Brasil. Em segundo lugar está Florianópolis. Para se ter uma ideia, essas capitais, apesar de grandes, têm um número muito pequeno evangélicos e igrejas. A cidade de Porto Alegre tem 11% e Florianópolis tem um pouco mais de 12% de evangélicos. Isso me fez pensar: se as capitais têm essa realidade, o que dizer dos municípios menores?

Peniel Dourado e Ev Moisés

Aprofundando a pesquisa, encontrei um grande número de municípios no Rio Grande do Sul com menos de 2% de evangélicos. Esse dado é alarmante, pois remete à compreensão de que uma região é “não alcançada” pelo evangelho. Se vários municípios vizinhos têm essa porcentagem, significa que toda uma região está carente da presença do evangelho.

Assim, eu posso dizer que, o sul do Brasil é o lugar no país com a maior necessidade da presença do evangelho sem ter barreiras geográficas que dificultam o avanço da Palavra. Existem lugares na região norte com muita barreira geográfica e mesmo assim o avanço na pregação, abertura de novas igrejas é constante.

Outro dado importante são os municipios com uma porcentagem de 5% de evangéicos. Segundo especialistas, uma região com essa porcentagem pode ter um crescimento rápido. Já uma região que se mantém nos 2% por muito tempo, provavelmente precisa de apoio externo para avançar, pois mostrar pela quantidade e falta de avanço que a igreja local não está conseguindo avançar sozinha. Atualmente, cerca de 24 municípios no Rio Grande do Sul têm menos de 5% de evangélicos e 13 municípios com 2% da população declarada evangélica.

A conclusão é clara: a região sul do Brasil é carente da Palavra de Deus e precisa urgente da atenção do serviço de missões.

No entanto, tenho notado que a Igreja brasileira não tem uma visão voltada para o sul. É raro ver igrejas de outras regiões, como Sudeste ou Nordeste, enviando missionários para lá. Muitos vão para trabalhar, mas poucos para ganhar almas, abrir igrejas e somar com a igreja local.

Visita do Ev Moisés a Misión Siloé no Paraguai (2024)

A falta de obreiros é um dos maiores desafios que se enfrenta. Observando o trabalho do evangelista Moisés, foi enviando uma grande quantidade de materiais impressos, houve apoio para a distribuição, mas a barreira maior foi encontrar evangelistas com o coração realmente entregue à obra de evangelismo de forma constante. Muitos começam, mas param depois de poucos meses.

A região sul tem muitas barreiras culturais e religiosas. Eu até a comparo com a Europa, onde as igrejas também evitam enviar missionários por causa da cultura e do poder aquisitivo das pessoas. No Brasil, essa mentalidade impede o avanço no Sul.

Irmã Angelina da cidade de Santa Maria, RS, durante o evangelismo

Apesar de tudo isso, eu tenho visto que as igrejas evangélicas do sul sendo uma das mais animadas quanto ao serviço de missões transculturais. Mesmo trabalhando em uma região tão difícil para o crescimento de igreja e alcance de novas regiões no próprio sul do Brasil as igrejas locais são fortemente envolvidas no serviço de missões enviando e apoiando missionários dentro e fora do Brasil.

Sobre o Apoio Evangelístico

Quanto ao desenvolvimento do Programa de Apoio Evangelístico, desde o início, sabíamos que não seria fácil. Trabalhamos para levar as primeiras remessas de materiais, iniciamos o processo da identificação de evangelistas que fazem o trabalho de forma constante. Tivemos o apoio de irmãos que trabalham no transporte, mas a resistência tem sido gigante.

Um dos maiores problemas que nós temos tido é a falta de evangelistas que fazem o trabalho de forma constante. Normalmente o trabalho é feito por três meses ou seis meses e logo param. Não digo que não tenha evangelista, mas o número comparado a outras regiões do Brasil é baixíssimo.

Continuamos a orar e a buscar a Deus para que Ele levante pregadores para alcançar essa região. Eu creio que chegará o tempo que vamos ter um resultado maior na região sul. O que precisamos fazer e seguir trabalhando, orando e deixar que as portas sejam abertas pelo próprio Deus


Ore Conosco!

O desafio é grande, mas a promessa de Deus é ainda maior. Jesus disse: “Vejam! Eu lhes digo: levantem os olhos e vejam os campos para a colheita, pois já estão brancos!” (João 4:35). O sul do Brasil é um desses campos que está maduro e clama por ceifeiros. A necessidade de pregadores do evangelho é extrema.

Que possamos ter essa visão, orar e agir para que a Palavra de Deus chegue a cada coração nessa região.

Nossos Vídeos

Eu tenho alguns vídeos gravados com nossas viagens ao sul, chegada de material na cidade de Vacaria e vídeos que falo sobre o desenvolvimento do trabalho. O link eu deixo logo abaixo

CLIQUE AQUI para acessar os vídeos

Um forte abraço e que o Senhor Jesus te abençoe

Equilíbrio quanto a prosperidade no campo missionário

Uma questão que sempre surge é a falta de equilíbrio na igreja, especialmente em relação à prosperidade financeira. E a situação agrava quando falamos de prosperidade financeira missionária.

Muitas pessoas dão ênfase excessiva a um único ponto. Para mim, a prosperidade de um projeto missionário não se mede pela abundância de recursos financeiros e bens. Em Lucas 12:15 diz: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” Então, se a vida do homem não consiste na quantidade de bens, por que mediríamos o tabalho de missões?

Um projeto pode ter muito dinheiro, mas ser pobre em visão, em propósito e em ação. Quando falta visão de Deus, o trabalho se torna uma empresa, atraindo pessoas por interesse financeiro, não por vocação. O resultado é um trabalho pobre, mesmo que tenha dinheiro.

O própria Cristo disse de uma igreja que acreditava ser rica porque ela dizia ser rica aos seus próprios olhos: “Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3:17)

Por isso, quero deixar bem claro: a verdadeira prosperidade de um projeto missionário é viver o propósito de Deus. É cumprir a vontade do Senhor, independentemente da condição financeira. Tem recursos ou nao tem, o ponto é: Está cumprindo o propósito?

Existe um grande desequilíbrio quando se trata da vida financeira de um missionário. De um lado, há quem acredite que um missionário “de verdade” é aquele que vive na necessidade, sempre pedindo ajuda. Essa mentalidade cria o erro de julgar quem tem recursos para fazer a obra de missões.

Lembro-me de uma vez que viajei de avião para cumprir um compromisso e fui criticado por isso. A pessoa que me criticou pensou que um missionário deveria viajar de ônibus ou até mesmo de jumento para fazer missões, mas nunca de avião. Essa pessoa ficou tão irritada que não entrou mais em contato comigo. Mas tempos depois eu o vi entrando em um aviaõ “para fazer missões”. Não é um pouco contraditório?

Querido irmão, essa visão é equivocada. Deus pode abrir portas e prover de maneiras inesperadas, e não devemos limitar Sua forma de agir. E não temos condições financeiras para fazer a obra de uma forma melhor, fazemos da mesma forma com as condições que temos.

Do outro lado, estão aqueles que acreditam que ser abençoado é sinônimo de ter uma alta entrada de dinheiro. Isso também não é verdade. Um projeto não é melhor que o outro apenas por ter mais recursos.

A prosperidade, como já disse, está em viver o propósito de Deus. Pense em João Batista; ele viveu de forma simples, mas cumpriu seu propósito plenamente. A Bíblia diz que não houve nascido de mulher maior do que ele.

Precisamos encontrar um equilíbrio. Não podemos criar nossos próprios padrões e julgar os outros com base neles. O padrão do crente é a Palavra de Deus e a Palavra nos dá equilíbrio e nos ensina a considerar os momentos de dificuldade e não exaltar no momento de abundância.

Espero que estas palavras sirvam como uma orientação para você que está no campo de batalha das missões.

Assista o vídeo que eu coloquei logo abaixo onde eu falo um pouco mais sobre o assunto.

Base de Apoio no Maranhão

Hoje eu quero falar um pouco do desenvolvimento da nossa Base de Apoio em São Luis do Maranhão. O irmão Rogério, que lidera o ponto de apoio em São Luís, tem feito um trabalho maravilhoso, apoiando os evangelistas locais. Fui apresentado a ele pela diretora da Interlink Brasil, e o principal objetivo do Rogério é conseguir literatura para apoiar a evangelização em seu estado.

Uma coisa que observei no serviço de missões é que o apoio à evangelização com material impresso funciona muito bem quando trabalhamos com alguém que já tem essa visão de apoiar outros. Existem pessoas que assimilam a nossa visão de trabalho e se desenvolvem, mas é muito mais produtivo quando a pessoa já tem a visão e a desenvolve de forma autônoma.

Evangelista recebendo materiais em São Luis do Maranhão

Foi o que aconteceu com o irmão Assis em Aracaju. Ele já liderava um grupo de evangelismo e buscava ativamente conseguir literatura para munir os irmãos com material impresso. Há uma grande diferença entre trabalhar por pelo material impresso somente para seu próprio trabalho e lutar por para munir outros irmãos que também evangelizam.

Assim como o irmão Assis, temos o Rogério em São Luís. Conversamos sobre a nossa visão, nossos objetivos e como trabalhamos através do programa de apoio. Ao longo dos meses, compartilhei com ele um pouco da nossa experiência. Louvo a Deus, pois temos percebido que o irmão Rogério está disposto a desenvolver o serviço de apoio também naquela região.

Objetivo com o Maranhão

Nosso principal objetivo em abrir uma Base de Apoio no Maranhão é atender o estado e expandir a região norte. Se Deus quiser, o contêiner chegará pelo porto de Suape no Ceará e será direcionado para São Luís. Em janeiro deste ano, estivemos no Ceará para fazer contatos com empresas, entender os processos de importação e buscar meios de viabilizar a entrada desse material por aquela região.

Evangelista durante o trabalho no terminal de ônibus urbano em São Luis, MA

Depois de finalizarmos essa etapa, orientamos o irmão Rogério sobre a documentação necessária para a importação. Graças a Deus, ele já está com o CNPJ e as condições necessárias para darmos prosseguimento ao processo de importação.

Assim, o alvo primário é estabelecer uma Base de Apoio que atenda ao próprio estado e, partir daí, a meta é usar essa base para atender também o Piauí e o Pará.

As Barreiras no Pará

Falar em atender o Pará é fácil; o difícil é colocar em prática. O Pará é o terceiro maior estado do Brasil, com grandes barreiras geográficas. Existem lugares com estradas precárias, rios que precisam ser atravessados e um sistema de transporte caro e complicado. As cidades, mesmo as maiores, são distantes umas das outras, o que complica e encarece a logística de transporte do material evangelístico.

Esses são desafios que o irmão Rogério certamente enfrentará. Estaremos com ele, dando orientação e orando para que as portas se abram e ele possa avançar no apoio à região do Pará. Além disso, através da base no Maranhão, temos o objetivo de fazer contato para entrar na região amazônica. A porta de entrada para essa área é Belém, com seu porto na entrada do rio Amazonas. Através dele, o material pode ser enviado para o Amazonas e até mesmo para o Amapá.

Já estamos em contato com evangelistas em Belém. São pessoas bem envolvidas e com conhecimento de campo e bem envolvidos com outros irmãos que trabalham no evangelismo na região. Nosso objetivo é envolver todos esses irmãos, somando forças para expandir o serviço evangelístico.

O Crescimento de uma Base de Apoio

Você pode observar todo o processo de trabalho: sabemos o caminho para o crescimento de uma base em uma região específica. O período atual é de documentação e importação. Assim que o material entrar e chegar à base, iniciaremos a fase de desenvolvimento, que é o envolvimento de empresários, igrejas e pessoas em geral para ajudar com o transporte e a logística.

A forma como trabalhamos se baseia no envolvimento de todos. Se a responsabilidade pelo custo do transporte recair sobre o evangelista, o trabalho se esgota. O evangelista terá um limite de recursos e não conseguirá avançar. Por isso, a nossa visão é que o evangelista deve se concentrar em evangelizar. Nós nos envolvemos com outras pessoas para conseguir ajuda com o transporte.

Evangelista levando a Palavra de Deus escrita em São Luis, MA

Quando esse processo acontece, o projeto cresce muito em uma determinada região. Aprendemos e aplicamos esse processo na Bolívia, e deu certo. Depois, tivemos o mesmo resultado em Aracaju, no Nordeste do Brasil. Muitos diziam que essa forma de trabalho não funcionava no Brasil, mas os resultados provam o contrário. O que se exige de quem está à frente é o desejo de fazer o trabalho da forma que o estamos desenvolvendo.

Observamos se o líder de uma base está disposto a seguir as orientações que passamos. Trabalhamos há muito tempo, vendo erros que se repetem. É preciso cortar esses erros para que o trabalho se desenvolva. Essa experiência, com acertos e erros, é o que compartilhamos com os novos irmãos que liderarão uma base.

Esse é o nosso objetivo para o estado do Pará. Já tentamos diversas formas de entrar na região Norte do Brasil — pela região Central, que é mais cara, pelo Mato Grosso, Acre e Rondônia e até mesmo importando diretamente para Manaus. O grande problema que sempre encontramos foi a falta de obreiros que realmente quisessem fazer o trabalho na região.

Aprendi que, se tentamos e a porta não se abre, precisamos parar e deixar Deus agir. E, ao longo de muitos meses tentando, temos visto a porta fechada. O desenvolvimento do trabalho, no entanto, está acontecendo através do Maranhão. Portanto, vamos investir onde Deus está abrindo as portas.

Uma Tonelada de Material Evangelístico

A primeira remessa de material já chegou à Base de Apoio de São Luís, vinda de Aracaju. Foram enviados exatamente 1.350 quilos de material impresso, com o objetivo de permitir que o irmão Rogério inicie os contatos com evangelistas e comece a desenvolver o trabalho na região.

A próxima remessa na qual estamos trabalhando e será enviada diretamente dos Estados Unidos, totaliza 10 toneladas de material evangelístico em português. Uma pequena quantidade em espanhol, inglês, alemão e francês também foi solicitada para atender aos turistas que visitam a região.

Finalizo pedindo a sua oração por essa nova base. Como mencionei, o irmão Rogério já providenciou a documentação necessária, e a impressão do material foi realizada pela missão americana. Agora, estamos na fase de finalização da documentação, aluguel de contêiner e outros detalhes para que a importação seja concluída e o material chegue a São Luís.

Contamos com suas orações.

Peniel N. Dourado