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A Corrida Contra o Tempo na Logística para o Apoio para 2026

O ano de 2025 está terminando, mas o ritmo do nosso Programa de Apoio Evangelístico só acelera!

Este fim de ano é crucial: estamos no auge do planejamento de distribuição e dos novos pedidos de materiais para as Bases de Apoio.

Afinal, passamos o ano inteiro abrindo novos Pontos de Apoio, resolvendo problemas, selecionando obreiros e buscando estratégias para levar a Palavra de Deus escrita por toda a América do Sul.

E sabe o melhor? Graças a uma verdadeira força-tarefa que envolve empresas de transporte, líderes de igrejas e irmãos, conseguimos viabilizar o envio de toneladas de material sem custo para os evangelistas. A atividade do projeto tem sido intensa!

Material evangelístico na Base de Apoio em Bolívia

Bolívia: Superando Barreiras

Conquistamos uma grande vitória na Bolívia: a entrada do container de 20 pés com materiais impressos para o evangelismo. Todo o processo foi concluído! Isso significa 10 toneladas de materiais em espanhol já em solo boliviano.

No entanto, com a necessidade de cobrir toda a nação e as regiões de fronteira — e devido ao nosso rápido mecanismo de distribuição — essas 10 toneladas se esgotarão em pouco tempo. Por isso, precisamos agir rápido! Devemos garantir o quanto antes os meios necessários para a importação do próximo container.

Enfrentamos um revés inesperado: a empresa que realizava a importação faliu. Mas nós não podemos parar. Como nos lembra Gálatas 6:9: “E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.” Esta é a Palavra do Espírito de Deus que nos encoraja a não desanimar diante dos obstáculos!

Palavra de Deus chegando ao povo de La Paz, Bolívia

Justamente hoje, troquei mensagens com os irmãos responsáveis por esta questão das documentações. Estamos correndo contra o tempo para fechar parceria com uma nova empresa e acertar toda a papelada. Precisamos de urgência para que o próximo container de 40 pés — que trará materiais para a Bolívia e também em português para a região de fronteira com o Brasil — entre logo nos primeiros meses de 2026. A missão continua!


Nordeste do Brasil: Consolidação e Expansão

No Nordeste, a prioridade é consolidar os ótimos Pontos de Apoio que o irmão Assis tem aberto neste ano de 2025. Estamos naquele processo que é lento, mas necessário, de separar o joio do trigo: selecionando quem realmente está engajado e desenvolvendo o trabalho dentro dos padrões que certamente vão dar produtividade, enquanto desligamos aqueles que, infelizmente, desanimaram ou mudaram a forma de trabalhar. Às vezes, levamos um ano inteiro ou mais neste processo para que possamos ter um verdadeiro resultado.

Liderança da região nordeste do Brasil

A comunicação com o Presbítero Assis é mantida de forma constante. Diante do excelente desenvolvimento do trabalho ao longo de 2025, projetamos uma forte probabilidade de ampliar a solicitação de material destinado ao Nordeste do Brasil.

O irmão Assis informou recentemente que aproveitará as férias para viajar. Seu objetivo é claro: atender vários Pontos de Apoio sob sua liderança, verificar de perto o desenvolvimento do trabalho e buscar novas formas de alcançar ainda mais evangelistas na região. “Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos” (Provérbios 16:3). Eu só posso louvar ao Senhor Jesus pelo grande trabalho que está fazendo o presbitero Assis na região nordeste do Brasil.

O estado que mais se destaca é a Bahia. Embora o Nordeste possua um grande número de evangelistas em quase todos os estados, a dificuldade sempre foi transportar os materiais. A Bahia está despontando neste processo porque Deus tem aberto o coração de empresários locais para apoiar o projeto com o transporte.

30 toneladas que chegaram em Aracaju este ano 2025

Apesar dos avanços regionais, nosso maior desafio no Programa de Apoio Evangelístico continua sendo a viabilidade logística dos materiais. Os pedidos são muitos, e precisamos constantemente buscar e assegurar novos meios de transporte.

Mas mantemos a confiança nAquele que nos deu a Palavra, pois sabemos que ” Deus, segundo as suas riquezas em glória, há de suprir em Cristo Jesus cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19). Esta é a promessa e nela confiamos, pois Fiel é quem prometeu. Acreditamos que o Dona da Obra continuará a prover os meios necessários para que a Palavra chegue nas mãos de mais evangelistas.


O Sudeste e um Olhar Estratégico para o Ceará

O crescimento da demanda não se restringe ao Norte e Nordeste. No Sudeste, a região do Jequitinhonha, em Minas Gerais e região sul de Minas também registra uma grande solicitação de material. Infelizmente, as portas para o envio ainda não se abriram, e continuamos buscando ativamente meios para viabilizar o transporte desses materiais.

Minas Gerais é um estado que exige atenção diferenciada. Durante nossa última viagem pelo estado, falamos da importância desses números: com mais de 21 milhões de habitantes, o estado é praticamente o dobro da Bolívia e três vezes maior que o Paraguai. Possui 853 municípios, sendo que a capital, Belo Horizonte, tem quase 2,5 milhões de habitantes, e cidades como Juiz de Fora, Contagem e Uberlândia superam 500 mil.

Material evangelístico sendo descarregado

Com um território e uma população tão vasta, não podemos tratar Minas Gerais como apenas mais um estado do Sudeste, atendendo-o juntamente com Rio de Janeiro e São Paulo.

Para alcançarmos um bom desenvolvimento do trabalho, é essencial desenvolver uma estratégia local. Isso significa investir em lideranças que conheçam a realidade do campo e que sejam capazes de buscar meios de desenvolvimento específicos para a região.

Todos esses dados são constantemente apresentados e discutidos com as lideranças das missões responsáveis pela impressão e envio que muitas vezes desconhecem esses detalhes. Nosso objetivo não é apenas garantir a boa distribuição da Palavra de Deus escrita, mas sim assegurar um resultado eficaz no serviço local.

Da mesma forma, o Ceará nós temos olhado com um olhar mais apurado. Devido à sua característica cultural, cosmovisão do povo local, à formação das igrejas e ao grande número de evangelistas mobilizados, decidimos trabalhar com o Ceará de forma diferenciada dentro do Nordeste do Brasil. Por que tanta atenção? Queremos evitar perdas ou o mau uso do material.

Peniel Dourado e Nigel Mercado em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Nosso objetivo é claro: boa qualidade na utilização e perda zero de material. Claro, acidentes acontecem – já tivemos materiais perdidos ou molhados no Brasil e na Bolívia. Mas isso é exceção. Nosso foco é eliminar problemas recorrentes.


Maranhão e Amazônia: Próxima Grande Fronteira

Avançamos muito no Maranhão! O irmão Rogério nos informou que a documentação está em dia. Agora, só falta a Missão Americana agilizar os documentos necessários, o aluguel do container e o processo de envio por barco.

Quando isso for feito, conseguiremos finalizar os cadastros no Brasil e receber a primeira remessa em São Luís do Maranhão que será de 10 toneladas de material evangelístico.

A chegada desse material é o Ponto de Partida! Iniciaremos todo o processo de logística, o envolvimento com empresários e replicaremos todo o trabalho que fazemos nas outras bases, alcançando os estados do Piauí, Pará e, o mais importante, avançando com o apoio na região Amazônica.


Continue Orando

Agradecemos, mais uma vez, pelas orações e pelo apoio que mantêm essa engrenagem funcionando. Seguiremos adiante, semeando a boa semente!

O apóstolo Paulo nos lembra em 1 Coríntios 15:58: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”

O Desafio de Levar a Palavra a Toda a Bolívia

Eu observo diariamente o trabalho incrível no serviço de apoio que está sendo feito na Bolívia. Você sabia que estaos envolvidos nesse país há mais de 15 anos? Praticamente iniciei um Programa de Apoio Evangelístico por lá. Nosso grande desejo sempre foi derramar a Palavra de Deus em cada região boliviana.

Lembro-me claramente: nossos primeiros passos não foram no campo. Na verdade, começamos com um período intenso de oração em 2006. Naquele ano, comecei a coletar o nome das principais cidades. Mesmo sem conhecê-las, eu as considerava lugares estratégicos para o desenvolvimento missionário. Tirei um bom tempo orando e intercedendo.

Pregando com megafone nas feiras de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Muitas vezes, eu levantava de manhã, abria meu caderno e olhava para cada cidade. Eu buscava informações, mesmo com recursos limitados. Na época, não tínhamos internet em casa, então meu guia era apenas um mapa antigo da Bolívia. Foi com ele que eu me orientei. O desejo de alcançar todas as regiões era imenso!

Depois de um tempo morando em Santa Cruz, tomamos a decisão de viajar pelo país. Começamos a conhecer as capitais, os departamentos. O sonho de expandir o projeto por toda a nação só crescia. Hoje, com alegria, podemos afirmar: o programa de apoio alcançou um trabalho nacional na Bolívia!

Nosso coordenador local, o irmão Nigel Mercado, tem feito um trabalho maravilhoso, junto com cada colaborador e os irmãos que lideram os pontos de apoio. Eles estão realizando uma obra tremenda!

Nigel Mercado durante o evangelismo

Neste ano de 2025, recebemos um container de 20 pés. Estamos ajustando a documentação para a entrada do segundo container. A Bolívia, anualmente, recebe essa quantidade de dois containers para atender todo o país e as regiões de fronteira.

Atenção ao nosso próximo alvo: na próxima remessa, queremos incluir material em português para atender as regiões de fronteira com o Brasil!

O material já está pronto e impresso. Agora, é só ajustar a documentação para o próximo container, que será um contêiner de 40 pés, ou seja, 20 toneladas de material impressos para o evangelismo.

Material evangelístico sendo entregue ao Ponto de Apoio em Bolívia

Continue orando pelo trabalho, pelos líderes locais como o irmão Nigel Mercado, e por cada evangelista que faz essa obra constante.

Deus colocou em nosso coração o amor e o desejo de ver a Sua Palavra sendo derramada. Louvamos a Deus pelos guerreiros que Ele tem levantado ali e pela obra que não para.

Não se esqueça: antes de qualquer ação, a oração é o nosso primeiro e mais poderoso passo. “Orem continuamente.” (1 Tessalonicenses 5:17, NVI). Comece orando por nossas vidas e por este projeto

Um abraço, Deus abençoe a todos.

Apoio Evangelístico: Por Que o Material NÃO Vai Direto Para a Igreja?

Se você já se perguntou por que o Programa de Apoio Evangelístico não faz o apoio diretamente aos líderes das igrejas? Bem, esta é uma pergunta que eu recebo frequentemente no projeto que desenvolvemos.

Neste post eu vou contar um pouco do que temos passado e o nosso posicionamento no Programa de Apoio Evangelístico quanto apoiar diretamente evangelistas.

Peniel Dourado no apoio aos evangelistas

Entregar o Material para quem?

O maior conflito que o Programa de Apoio Evangelístico enfrenta é a resistência da liderança quanto à distribuição dos materiais impressos que a nós é confiado.

Muitos insistem que estamos equivocados. Eles defendem que não deveríamos entregar a literatura diretamente aos evangelistas, mas sim distribuí-la exclusivamente nas igrejas.

A ideia que propõem é: em vez de abrirmos nossos próprios Pontos de Apoio regionais, deveríamos usar as igrejas locais como base. Nesse cenário, o pastor atuaria como líder, distribuindo o material como bem entendesse.

Não temos problema com quem pensa diferente, afinal, somos livres para pensar o que quiser. No entanto, não aceitamos imposições. Eu sou o responsável pelo projeto, e eu responderei por ele — tanto diante de Deus quanto dos homens.

Material evangelístico sendo entregue ao Ponto de Apoio em Bolívia

É por isso que a visão e o método devem ser claros e inegociáveis. Não podemos abrir mão de uma estratégia que provou ser eficaz para adotar outra que gera desperdício, especialmente quando a Bíblia nos lembra: “Pois cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12).

A nossa escolha, neste caso a distribuição direta aos evangelistas, é uma decisão que tomamos de forma pensada, visando garantir que o material evangelístico impresso possa chegar ao seu destino e maximize o alcance do evangelho, em fidelidade à prestação de contas que o Senhor exige de nós.

As Muitas Acusações no Apoio

Essa resistência nos gerou muitas acusações sérias na caminhada. Na Bolívia, um pastor que morava na região de fronteira com a Argentina ficou tão revoltado conosco que disse que nosso projeto era “usado pelo maligno”. Segundo ele, se fôssemos um projeto de Deus, entregaríamos todo o material nas mãos dos pastores locais, e eles repassariam aos irmãos de suas próprias igrejas.

Em Santa Cruz de la Sierra, uma igreja convocou uma reunião ministerial só para debater o assunto. Fomos acusados de querer “arrebanhar” os crentes evangelistas das congregações deles. Eles diziam que nosso real motivo era ganhar o coração desses irmãos para, depois, chamá-los para a nossa base e montar uma grande igreja. Alguns chegaram a vir a minha casa e me perguntar pessoalmente sobre minhas motivações.

Com o pastor Daniel Roque. Grande evangelista!!

Outros líderes nos acusaram de procurar evangelistas com a intenção de cobrar dinheiro deles, após “fidelizá-los”. Apesar de eu pagar todos os custos, trabalhar pelos fretes e não cobrar nada de ninguém, as acusações continuaram.

Amados, o tempo que passei na Bolívia foi marcado por acusações de todos os tipos, vindas majoritariamente da liderança insatisfeita com nosso apoio direto. Lembro-me de três jovens que foram disciplinados por aceitarem os folhetos e livretos gratuitos que distribuíamos; a liderança exigia que eles comprassem o material na livraria da própria igreja.

Tivemos ainda o caso de um líder que montou uma gráfica na igreja e proibiu os membros de receberem qualquer material nosso de forma gratuita. Ele chegou a ameaçar de exclusão por rebeldia quem pegasse nossos materiais.

Eu poderia passar horas contando outras situações semelhantes.

Como iniciamos o Programa de Apoio

Você precisa saber: quando começamos o Programa de Apoio Evangelístico na Bolívia, em 2007, nosso alvo era, sim, apoiar as igrejas. Esse modelo já vinha do Paraguai desde 1998.

No Paraguai, contactamos igrejas e missões que imprimiam o material. Trouxemos literatura em português, espanhol e guarani. Nossa intenção era mobilizar as igrejas para o serviço evangelístico. Quem liderava esse esforço não era eu, mas meu cunhado, Pastor Ebenezer.

Ele participou de reuniões de convenção, ministeriais e de líderes, explicando o projeto e visitando muitas igrejas. O esforço de trazer o material dos Estados Unidos era imenso.

Material evangelístico no Paraguai

O Desperdício de Material e Tempo

Qual foi o resultado? Colocávamos o material nas mãos da liderança tanto do Brasil como do Paraguai, mas só uma pequena porcentagem era utilizada.

Claro, existiam pastores que eram evangelistas conscientes. Recebiam o material, realizavam o evangelismo, repassavam aos irmãos e incentivavam o trabalho. Contudo, esse grupo era muito pequeno.

No final, o resultado do evangelismo era mínimo e a perda de material, enorme. Se entregávamos dez caixas a uma igreja, ao retornar meses depois, 50% desse material estava parado, jogado e esquecido no depósito.

As pessoas esquecem que a igreja atua de muitas formas. Muitas nem sequer têm um grupo de evangelismo ativo! Estão focadas em outras áreas, levando o evangelho de outras maneiras, sem ser no trabalho de impacto na rua, feira ou mercado. E, infelizmente, dependendo da região, o número de grupos evangelísticos ativos é muito menor do que imaginamos. Levar materiais às igrejas resultava em uma perda massiva.

A Mudança de Rota: A Bolívia e a Frustração

Na Bolívia, tentei o mesmo modelo do Paraguai. Procurei as lideranças, coletei endereços e telefones de pastores e congregações, e comecei a contactar um por um.

Preparava pacotes com quatro caixas (cada uma com 500 livretos), fechava, e contactava os pastores. Na época, sem recursos, tentava ao menos que pagassem o frete. A maioria nem isso queria. Para os que alegavam não ter condições, eu levantava recursos com pastores no Brasil para pagar o frete. Meses depois, ao pedir informações sobre o trabalho, eles não me davam retorno.

Jovens de um grupo evangelístico da região sul da Bolívia recebendo o apoio

Alguns pastores eram sinceros e me diziam abertamente que ninguém em suas igrejas queria “distribuir papel” (esta é a expressão usada) na rua. Outros me aconselhavam, dizendo que eu era um missionário novo, que os tempos eram outros e que a forma de alcançar pessoas havia mudado.

Querido irmão, eu lutava para conseguir a literatura e pagar o frete, entregar os materiais gratuitamente, mas recebia como pagamente a desmotivação, e ao insistir, descobria que o material estava guardado no depósito da igreja.

Conheci uma missão na Bolívia que fazia o mesmo trabalho, mas em escala muito maior, trazendo contêineres dos EUA. O líder enviava 100, 200 ou 300 caixas para as igrejas sedes, com o objetivo de que elas mobilizassem os membros ao evangelismo usando o material de evangelismo.

O problema persistia: levar o material de um lado para outro tem custo, e muito dos pastores não se interessavam em gastar nenhum centavo com o evangelismo ou mesmo em envolver membros para levar caixas às congregações. Conclusão: mesmo chegando nas congregações, a maior parte do material ficava parado. As pessoas não eram motivadas, e a literatura não chegava às mãos de ninguém.

Encontrando os Evangelistas

Nesse período de frustração com a liderança das igrejas, comecei a encontrar os verdadeiros evangelistas nas feiras, mercados, nos hospitais e nos lugares onde o povo estava.

Esses irmãos iam para a rua pelo amor ao serviço, e não por interesse, pagamento ou cargo na igreja. Tinham suas profissões e meios de ganhar a vida, mas tiravam tempo para estar nas ruas, levando a Palavra. O grande custo deles era justamente a literatura.

Esta jovem evangelizada nas comunidades entre as montanhas dos Andes de Bolívia

Pense bem: eles paravam o trabalho secular para evangelizar (perdendo tempo/dinheiro) e ainda gastavam recursos próprios com alimentação, passagens e, o mais pesado de tudo, a compra do material impresso. Quem faz evangelismo constante sabe o quanto isso pesa.

Quando esses evangelistas souberam que eu tinha material, eles começaram a vir. Batiam na minha porta às 4h da manhã, de dia, à tarde, à noite. Meu celular tocava sem parar. Era sempre um evangelista pedindo apoio com material.

Eu entregava duas ou três caixas e pedia apenas que me dessem informações e fotos do trabalho.

Em apoio a mais um evangelista

O resultado? O evangelista dava as fotos, dizia onde estava evangelizando, a quantidade de material usado e, ao terminar, mandava a mensagem: “Pastor Peniel, terminamos, tem mais material para o nosso trabalho?”. Amado, o meu alvo de ter gente trabalhando e alcançar vidas multiplicou e meus problemas terminaram.

Essa foi a virada de chave no nosso projeto de missões! Eu estava desmotivado após mais de dez anos de “dor de cabeça”, recebendo falsas acusações, trabalhar para não alcançar o alvo, mas quando abri os olhos para o apoio direto aos evangelistas, parei de dar material à liderança e foquei totalmente nos evangelistas.

A Estratégia do Impacto e Crescimento Constante

O primeiro desafio foi: como encontrar esses evangelistas? Não queria entrar em igrejas perguntando quem estava evangelizando, pois isso geraria mais problemas. E até tentei fazer no começo e tive alguns problemas, mas foi suficiente para parar o mais rápido possível.

Então eu comecei a orar por uma orientação e o Senhor Jesus nos deu a tática do serviço de impacto. Íamos a feiras grandes com um grupo: uns distribuíam a literatura, outros usavam o megafone, faziam evangelismo pessoal. Anotávamos o nome e telefone de quem entregava a vida a Jesus. Em cada feira, encontrávamos evangelistas no meio da multidão.

Impacto evangelístico em Monteiro, Bolívia

O processo mais interessante foi o evangelista apresentar nosso trabalho a outro. Enquanto muitas das lideranças das igrejas não queriam nos apresentar a outros líderes, nem mesmo aos evangelistas de sua própria igreja, o ambiente evangelístico era totalmente diferente.

No campo, no hospital, ou nas ruas, se um evangelista conhecia outro, mesmo de ministério diferente, ele apresentava nosso projeto para que o colega também tivesse acesso ao material. Mesmo sendo de ministério diferente os evangelistas se ajudavam no serviço.

Não havia esse sentimento denominacional de ajudar apenas quem era da mesma igreja ou do mesmo grupo evangelístico. Quando o Programa de Apoio Evangelístico chegou a esse nível, o projeto virou uma bola de neve na Bolívia. O crescimento do número de evangelistas apoiados foi muito grande.

Cada caixa que vem dos Estados Unidos custa em média cerca de 30 dólares (multiplicando por R$ 5,50, são R$ 165). Dez caixas valem R$ 1.650,00 – esse é o valor em Real de 10 caixas que muitas vezes eram esquecidas nos depósitos das igrejas. Este valor de 30 dólares é a oferta de homens e mulheres de Deus que acreditam no evangelismo, ofertam ao Senhor e querem o resultado.

Nós não podemos aceitar que essa oferta fique guardada ou mofe esquecida em algum lugar. Ao direcionar o material diretamente ao evangelista, o resultado veio como esperávamos: a perda de material foi quase zero.

Materiais sendo preparado para o envio

Perdemos material apenas por acidentes (chuva em transportadora, ar-condicionado pingando no bagageiro de ônibus). Por isso, hoje embalamos tudo em plástico na Bolívia: para evitar acidentes, e não o desperdício proposital da liderança.

Bases de Apoio e a Resolução de Problemas

Sei que alguns podem ler e pensar: “Comigo seria diferente, Pastor Peniel.” Mas já estamos caminhando para quase 30 anos de experiência neste serviço, desde 1998. Tivemos os mesmos resultados na Bolívia, no Peru e em vários lugares no Brasil.

A proposta do programa é não ter perda de material. Cada caixa em nossas mãos deve chegar à mão do evangelista, que, guiado pelo Espírito Santo, levará a Palavra ao pecador.

Então, por que nós não simplesmente não entregamos aos pastores? Por que não enviamos as caixas às lideranças e que elas mesmo desevolvam o trabalho? Por causa da alta taxa de perda e desperdício que a experiência nos mostrou durante esses 27 anos de trabalho de apoio.

Material evangelístico chegando em nossa Base de Apoio em 2013 – Bolívia

Atualmente, trabalhamos com Bases de Apoio. O líder da Base é um evangelistas, e deve ter visão e disposição para resolver problemas quanto ao apoio aos evangelistas, pois tudo tem muita dificuldade.

O líder de Base forma os Pontos de Apoio. Cada Ponto de Apoio tem um líder evangelista à frente que identifica outros evangelistas locais e entrega o material a eles. Fica responsável por entregar, fiscalizar e coletar as informações do trabalho feito.

A maior tentação desses líderes é justamente entregar o material às igrejas. Quando descobrimos isso, simplesmente cortamos o líder e o Ponto de Apoio. O material deve ser entregue aos evangelistas. Se agirmos assim, teremos bom resultado.


A Obra é do Senhor

Amados, a nossa prioridade é que a Palavra de Deus chegue à mão do pecador. Apoiar o evangelista gratuitamente é o nosso maior alvo, pois fazendo chegar os materiais nas mãos certas certamente colheremos o resultado das almas sendo alcançadas pela mensagem de salvação.

Algo que aprendi é que Deus ama este trabalho. O Espírito de Deus move o coração de centenas de pessoas para que sejam voluntários de alguma forma e que o alvo seja alcançado.

Satanás sabendo do amor de Deus neste serviço também colocará aqueles que têm como deus o seu ventre, os quais pensam apenas em seus próprios interesses não importando se haverá ou não resultado no alcance de almas.

A promessa que o Senhor Jesus tem nos dado é que colocaria homens fiéis em nosso caminho e nos daria capacidade de identificar os meus obreiros para que o mais rápido possível fossem cortados e não tragam resultados negativos para o serviço.

Deus é fiel e Ele tem feito e continuará fazendo

Vídeos Sobre o Projeto

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Ponto de Apoio em Campo Grande / Bruno Miranda Durex

Este é um rápido informativo do Ponto de Apoio na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul que é liderado pelo pastor Bruno Miranda Durex.

Abaixo deixo o vídeo informativo deste mês de outubro de 2021. Nossa oração é que o Senhor continue colocando bons obreiros em nosso caminho e que evangelistas sejam apoiados, pois assim o alcance será aos milhares em Nome de Jesus

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Pr Peniel N Dourado

Se temos problemas com os Pontos de Apoio?

Ontem a noite, dia 07 de julho de 2021, eu recebi uma ligação da Bolívia de um pastor que apoiamos com os materiais evangelístico. Ele me contou que soube de um jovem que estava vendendo os materiais evangelístico que nós entregamos gratuitamente aos evangelistas.

O jovem havia oferecido ao pastor por um valor bem baixo, mas estava todo animado com sua “nova fonte de renda”. Era só chegar no Ponto de Apoio, pedir os materiais evangelístico gratuitamente e buscar evangelistas que querem comprar. A rapaz tirou foto dos vários modelos, dava uma descrição e toda a negociação era feita via Whatsapp.

Inteirado da situação, o pastor imediatamente entrou em contato comigo e explicou o que estava acontecendo. Ontem mesmo entrei em contato com o líder de Ponto de Apoio de Santa Cruz de la Sierra e o jovem foi retirado do grupo. Uma situação similar tivemos no mês passado em La Paz e a procedência foi a mesma.

Temos um grupo de whatsapp onde colocamos todos os evangelistas de cada Ponto de Apoio para receber informações do trabalho e compartilhar informações aos evangelistas também. Ou seja, os evangelistas dão informações de onde, como e quando fizeram o trabalho utilizando os materiais no grupo e nós mantemos a comunicação direta com os evangelistas da chegada de novos materiais ou mesmo de problemas que surgem

Além do contato geral eu busco manter um contato constante com os líderes dos Pontos de Apoio. Compartilhamos informações, necessidades, problemas e etc

Nesta comunicação com tods, os beneficiados têm o conhecimento que o material é fruto de oferta e não de comercio e eles mesmo cuidam o material que eles estão usando. Qualquer anormalidade os próprios evangelistas locais participam no grupo.

Outro problema bem comum é fazer “pulverizar o material” (termo que temos dado). Este problema geralmente temos quando estamos iniciando um Ponto de Apoio. Nós entregamos uma grande quantidade de o material e o responsável por fazer o apoio apresenta apenas o trabalho que ele mesmo faz e não nos apresenta o trabalho de mais ninguém; em pouco tempo o material termina, ou seja, é pulverizado.

Eu tive este problema várias vezes na cidade de Cochabamba e uma vez em La Paz. Era uma luta para trazer de São Paulo,  levar os materiais evangelísticos até Santa Cruz de la Sierra, depois eu enviava a Cochabamba e entregava ao líder do Ponto de Apoio. Em questão de dias os materiais eram distribuídos sem nenhum critério e controle e não sabíamos como, onde e nem para quem.

Normalmente o responsável (neste caso o irresponsável) pelo Ponto de Apoio entregava os materiais nas igrejas sem nenhum alvo específico e cuidado. Às vezes isso é feito para realizar um falso movimento de evangelismo (tivemos este problema com missionários), outras vezes para ganhar prestígio com liderança, ou qualquer outro objetivo, menos o alvo de evangelismo. Imediatamente cortávamos o envio de materiais.

Acredito que já deu para perceber que formar um Ponto de Apoio tem seus problemas. E os problemas não vêm uma vez ou duas e depois desaparecem. Quanto mais gente envolvida, mais problemas e quanto menos critério, controle e contato menos você sabe que eles estão presente. 

Se queremos realizar algo que realmente funcione é necessário ter regras para realizar o trabalho, ter uma boa comunicação com os envolvidos no serviço e compreender que o serviço de apoio também é o serviço evangelístico.

As lideranças das igrejas também solicitam materiais. Geralmente querem quantidades grandes e nunca cinco ou seis caixinhas. O problema é que não querem dar informação do trabalho realizado e normalmente o que menos utiliza de forma responsável os materiais que é dado gratuitamente são os líderes das igrejas (triste, mas verdade!).

Quando cheguei em Bolívia os materiais era administrado por lideranças de igrejas locais e visitei vários lugares onde estavam “guardados” os materiais. Na realidade, as caixas estavam esquecidas em depósitos, mofadas e cheia de bicho.

Da última vez soubemos (mais ou menos em 2015) de 400 caixas que estavam jogadas em uma garagem. Supostamente estavam guardadas, mas foram colocadas por lá e a maioria já não prestava, pois as traças haviam comido quase todo o material.

Levamos as caixas para nossa Base de Apoio e tivemos que abrir caixa por caixa e separar os livretos que podíamos utilizar.

Amado irmão, cada folheto, cada livreto é dinheiro de oferta do povo de Deus. O Senhor colocou em nossas mãos e devemos chegar ao destino que é nas mãos dos evangelistas e estes certamente vão fazer chegar ao povo segundo a visão que o Senhor deu para cada um.

Mas até chegar nas mãos dos evangelistas existem muitas barreiras, muitos problemas, gente querendo ganhar sobre o trabalho de outros,
tirar lucro em cima das ofertas do povo de Deus e etc.

E não apenas os aproveitadores são barreiras, mas quem faz o trabalho sem critério e de forma desorganizada. Muito material é dado para quem não precisa, quem precisa não recebe e assim por diante. Também o material termina sendo direcionado a mãos erradas, gente que não tem visão de evangelismo e não vão utilizar no evangelismo, mas para outros fins. O resultado desse desastre é todo o processo de apoio ser perdido.

Abaixo eu vou colocar um vídeo onde eu falo um pouco mais sobre o assunto. Eu espero que você assista e ore por este projeto.  

Se você não conseguiu assistir o vídeo na tela acima e quiser assistir diretamente no Youtube CLIQUE AQUI