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Não Abandone Seu Chamado: Missão é Compromisso de Vida

Que alegria iniciar o dia compartilhando mais uma Reflexão Missionária!

Aqui no blog, você acompanha de perto nossa vida de missões, o mover de Deus e as direções que Ele tem nos dado no campo transcultural. Se você não quer perder nenhum artigo — e nem o que está por vir —, tenho um convite:

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Peniel N Dourado

A LUTA POR UMA DIREÇÃO CLARA

Atualmente, aqui no Paraguai, estamos no período da Semana de Oração que antecede a Santa Ceia. É um tempo poderoso onde suspendemos outras atividades noturnas para nos reunir, orar e buscar intensamente a presença de Deus.

Esta semana, em especial, meu foco tem sido orar por uma direção clara para o nosso trabalho, principalmente em relação ao Programa de Apoio Evangelístico. (Quem nos acompanha sabe o peso que sentimos e a importância desse projeto!).

Continue lendo para entender o que Deus tem falado conosco neste período de busca…”

Visitando a Missão por Compaixão no Paraguai

Em 2004, eu já estava no Paraguai, e meu desejo era fazer missões aqui mesmo, pois víamos a necessidade e a Missão Siloé estava em crescimento. Eu queria ganhar almas aqui no Paraguai e participar no crescimento da igreja. Mas foi nesse período que Deus começou a nos falar que deveríamos sair do Paraguai e ir para a Bolívia.

A palavra que Deus nos deu foi que Ele nos levaria a outra nação e colocaria uma obra em nossas mãos. Posteriormente, Deus começou a falar muitas coisas sobre esse projeto, sobre crescimento e expansão, dizendo que iríamos desenvolvê-lo em toda a Bolívia, e é o que estamos fazendo agora. O Senhor também falou que iríamos desenvolver esse projeto em outras nações, e estamos nesse processo.

Sou sincero em dizer que muitas vezes tentei parar este trabalho. Desanimei com a falta de apoio, pois você sabe que o Programa de Apoio Evangelístico tem como alvo ajudar os evangelistas, conseguir e entregar literatura nas mãos de quem está trabalhando: irmãos que vão para hospitais, presídios, ruas e praças. E, sinceramente, falando com toda a franqueza a você que lê este blog, pouca gente se importa com os evangelistas dentro das igrejas.

Com o irmão Nigel Mercado em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Tenho notado algo preocupante no contato com algumas lideranças (e é fundamental frisar que este não é um comportamento generalizado): A solicitação de nossos materiais acontece, mas, em muitos casos, o objetivo não é o evangelismo em si, nem o apoio genuíno aos evangelistas.

Percebemos que o foco se desvia. O material, que deveria ser uma ferramenta de expansão do Reino, torna-se, muitas vezes, um instrumento para ‘política interna’ ou autopromoção. Essa postura demonstra uma profunda irresponsabilidade com a obra que é do Senhor Jesus, e é algo que nos causa grande tristeza.

Nos muitos anos de trabalho, passei por isso várias vezes: líderes que entram em contato, mas não estão preocupados com os evangelistas. Nisso, você acha que é fácil manter um projeto como este? Acha que é fácil conseguir recursos para pagar o frete? Acha que é fácil conseguir recurso para manter as nossas viagens? Não, não é fácil. Digo isso com toda a propriedade.

Mas, enquanto as dificuldades continuavam nos passos que dávamos em Bolívia, o projeto também continuava crescendo. Os dias iam passando, o número de evangelistas na Bolívia crescia, o número de pessoas necessitadas de apoio, e a gente via essas pessoas com o coração ardendo pelo desejo de fazer um trabalho evangelístico.

Posso dizer isso porque trabalhei muitos anos ao lado desses evangelistas. São pessoas que têm um coração realmente queimando pela obra de Deus e o desejo de ganhar almas.

vangelista recebendo a Palavra de Deus escrita em Bolívia

Conheci pessoas que usaram o dinheiro do mês para investir no trabalho evangelístico. Eu não faria isso e não aconselho ninguém, mas sei que essa pessoa o fez porque o próprio Senhor a orientou. E Deus fez milagres para mantê-la durante aquele mês.

Conheci um pastor com um coração entregue ao evangelismo. Ele tinha um veículo e o vendeu para fazer um trabalho de impacto na região onde nasceu, na Bolívia, onde não havia muitas igrejas. O desejo dele era dar oportunidade àquele povo de ouvir o evangelho. O nível de evangelismo de que estou falando é um nível de entrega.

Diante da dificuldade de conseguir recursos para manter todo este trabalho, o número de evangelistas crescia, e eu me desanimava. Eu orava ao Senhor: “Senhor, o que eu faço? Dá-me uma revelação. Mostra o que Tu queres que eu faça.” Essa era a minha oração.

Muitas vezes, entrei no meu quarto para buscar uma revelação do Senhor, uma palavra de Deus em relação ao projeto. Mas confesso que eu queria ouvir uma voz de Deus, queria ouvir Deus falando que o tempo daquele projeto havia terminado.

Líder do Ponto de Apoio em Potosi, Bolívia

O problema é que, quando eu entrava no meu quarto e começava a clamar a Deus, o Espírito Santo falava ao meu coração: “Vá e faça o que eu te mandei fazer“. Parece até estranho eu dizer que era um problema, mas a realidade era que eu queria ouvir outra coisas do Senhor Jesus.

Nestes dias que tem passado aqui no Paraguai durante a semana de oração na Missão Siloé eu tenho feito a mesma oração: “Senhor, dá-me uma revelação.” Então, eu estava na igreja orando e fiz essa oração. Eu orei, saí da igreja, vim para casa e fomos dormir.

Quando o relógio tocou pela manhã e levantei cedo, assim que abri os olhos, o Senhor me deu novamente uma palavra que havia falado comigo a muitos anos atrás. O Senhor me mostra a situação de Maria. Quando o anjo Gabriel falou com Maria, deu uma palavra específica para o que ela deveria fazer. O anjo disse que ela ficaria grávida e que a criança que nasceria seria o Salvador. A tarefa dela era ser mãe.

Neto (centro) é o baterista da Missão Siloé. E na ponta direita Samuel

Qual a diferença da missão de Maria para a missão das outras mulheres? A missão dela era ser mãe do Salvador. O anjo disse: “Você será a mãe do Salvador”. Sabemos que ela não teve relação com José para engravidar, mas ela seria mãe. A diferença de Maria para as outras mulheres que engravidaram foi nenhuma, mas o peso de ser mão do Salvador do mundo era gigante.

Maria passou pelas mesmas que todas as mulheres que ficam grávidas. O ventre de Maria cresceu, e a criança desenvolvia da mesma forma que as demais pessoas. Quando a criança nasceu, nasceu do mesmo modo que todas as crianças vieram a este mundo. O menino Jesus teve que tomar o leite do seio de Maria, assim como todas as crianças precisam se alimentar do leite materno.

Algo específico, porém, tinha Maria: a palavra de Deus dada a ela lá atrás. O anjo veio, falou que ela ficaria grávida e depois não voltou para dizer o óbvio. O anjo não voltou para dizer que a criança cresceria no ventre. O anjo não voltou quando o menino Jesus estava sujo porque fez suas necessidades.

Essa é muitas vezes a palavra que Deus me dá. O Espírito Santo tem me dito: “Não é porque você não está recebendo uma palavra específica neste momento da minha parte para a missão que confiei em suas mãos, que você não sabe da responsabilidade que tem.”

Final do culto na Missão Siloé, Paraguai

Eu fico imaginando se Maria simplesmente levantasse um dia e dissesse: “Deus, esse filho é Teu e eu não quero mais cuidar dessa criança. Arranja agora outra mulher para que possa cuidar dela“. Por mais que sabemos que Jesus é Filho de Deus, mas como homem continuava sendo filho de Maria e ela sua mãe.

Eu poderia dizer que Maria seria uma mãe louca se simplesmente se levantasse e falasse que não ia mais cuidar daquela criança. Sei que existem muitas mães loucas, assim como existem muitos pastores, missionários, evangelístas loucos que abandonam “a criança” que o Senhor os confiou.

Na Missão por Compaixão, ouvimos tantas histórias, algumas bem tristes. Histórias de mulheres que, prestes a dar à luz, queriam abortar de todas as formas. São “mães loucas” que encontramos em todos os lugares, em países ricos e pobres, na Bolívia, no Brasil, no Paraguai, no mundo inteiro.

Mas esse não era o caso de Maria, pois até o último momento, estava ao pé da cruz, vendo a situação do seu Senhor. E da mesma forma compreendemos que um projeto nasce no coração do missionário assim como uma criança nasce no ventre de uma mãe. E quando vejo um projeto em andamento, passando lutas e dificuldades, sendo abandonado por aquele que o gerou, o que estou vendo são “mães loucas”, missionários, abandonando seus filhos espirituais.

Com meu irmão Tiago (esquerda), o pastor Davi Dayan (centro) e um dos casais mais antigos da Misión Siloé, irmã Sonia e irmão Diogo

Para um missionário, um projeto de missões é como um filho que nasce no mais profundo do seu ser. Não é apenas uma ideia: é uma semente plantada pelo Espírito Santo em seu coração.

Foi assim que nasceu a visão do Programa de Apoio Evangelístico. Deus nos deu uma Palavra, prometendo colocar esta obra em nossas mãos quando ainda estávamos no Paraguai. Naquela época, o nome ainda não existia; havia apenas a clareza do trabalho que precisava ser feito.

E essa clareza nos guia até hoje. Cuidamos intensamente de um ponto fundamental: manter o foco na visão do projeto, e não na criação de uma instituição. Não temos a intenção de transformar o Programa de Apoio Evangelístico em uma empresa ou entidade burocrática; nosso único alvo é fazer prosperar a visão de trabalho que o Senhor nos confiou.

Não somos contra a organização legal ou a constituição de uma missão que cumpra os requisitos da lei. No entanto, quando tratamos a obra de Deus—seja o projeto missionário ou a igreja— apenas no nível de uma empresa, corremos o risco de agir como ‘mães loucas’ com o verdadeiro filho que nos foi confiado.

E voltando ao período de oração onde eu buscava uma resposta do Senhor Jesus, o Espírito de Deus me disse:”Eu já te dei a palavra. Eu já te disse o que você tem que fazer. Vá fazendo aquilo que você deve fazer neste exato momento“. Amém?

Espero que você que está no campo de missões e está lendo este post, não seja uma “mãe louca”. Pode ser que chegará o momento em que Deus vai te tirar da frente desse projeto e te levar para outro lugar. Isso muitas vezes acontece.

Mas assim como um pai e uma mãe têm que abrir a porta para que o seu filho saia de casa, esse momento vai acontecer em que o seu filho terá capacidade suficiente de se manter, de ter a maturidade suficiente de estar longe de você e de manter a visão que você deu a ele. Não seja como uma mãe louca que abandona seu filho antes dele ter condições de andar sozinho.

Nigel, nosso atual coordenador geral de Bolívia e no centro o irmão Norman que ajuda a transportar os materiais

A visão que Deus te deu, você deve passar para este seu “filho espiritual”. E o “filho” aqui é o seu projeto missionário em desenvolvimento. Se você deixar sozinho antes do tempo outros virão com visões carnais para distanciar do propósito pelo qual foi criado.

No tempo certo o seu “filho” terá a maturidade suficiente de manter a visão que Deus te deu, dará condições para que esse projeto possa se distanciar de você de forma madura e se manter na visão que você mesmo recebeu.

Sabe, querido missionário, pode ser que o anjo de Deus não venha novamente para te falar sobre o trabalho que você está fazendo, você não terá mais visitações sobrenaturais para te mostrar detalhes do trabalho, mas fique certo de que a responsabilidade que foi dada a você já foi colocada sobre a sua vida e sobre este trabalho o Senhor pedirá conta.

Deus te abençoe e até o nosso próximo post aqui em nosso Diário Missionário.

Nossos Videos Sobre Missões

CLIQUE AQUI para acessar vídeos onde eu falo sobre a vida prática do campo de missões. Os temas dos vídeos muitas vezes são tirado das conversas com outros missionários ou de situações vividas no campo de missões. O objetivo é trazer a vida prática do campo missionário a você

CLIQUE AQUI para acessar vídeos com informativos em vídeos relacionado ao Programa de Apoio Evangelístico, mostro o andamento do trabalho nas regiões onde estamos atuando e outros.

CLIQUE AQUI para acessar nossos Vlogs Missões. Os vlogs são vídeos gravados do nosso dia a dia. Muitas vezes eu simplesmente gravo o nosso dia no campo, ou uma viagem em missões ou qualquer outra situação de forma aleatória. Mas sempre queremos que você possa aprender um pouco mais sobre a vida em missões também através de nossos vlogs.

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A Corrida Contra o Tempo na Logística para o Apoio para 2026

O ano de 2025 está terminando, mas o ritmo do nosso Programa de Apoio Evangelístico só acelera!

Este fim de ano é crucial: estamos no auge do planejamento de distribuição e dos novos pedidos de materiais para as Bases de Apoio.

Afinal, passamos o ano inteiro abrindo novos Pontos de Apoio, resolvendo problemas, selecionando obreiros e buscando estratégias para levar a Palavra de Deus escrita por toda a América do Sul.

E sabe o melhor? Graças a uma verdadeira força-tarefa que envolve empresas de transporte, líderes de igrejas e irmãos, conseguimos viabilizar o envio de toneladas de material sem custo para os evangelistas. A atividade do projeto tem sido intensa!

Material evangelístico na Base de Apoio em Bolívia

Bolívia: Superando Barreiras

Conquistamos uma grande vitória na Bolívia: a entrada do container de 20 pés com materiais impressos para o evangelismo. Todo o processo foi concluído! Isso significa 10 toneladas de materiais em espanhol já em solo boliviano.

No entanto, com a necessidade de cobrir toda a nação e as regiões de fronteira — e devido ao nosso rápido mecanismo de distribuição — essas 10 toneladas se esgotarão em pouco tempo. Por isso, precisamos agir rápido! Devemos garantir o quanto antes os meios necessários para a importação do próximo container.

Enfrentamos um revés inesperado: a empresa que realizava a importação faliu. Mas nós não podemos parar. Como nos lembra Gálatas 6:9: “E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.” Esta é a Palavra do Espírito de Deus que nos encoraja a não desanimar diante dos obstáculos!

Palavra de Deus chegando ao povo de La Paz, Bolívia

Justamente hoje, troquei mensagens com os irmãos responsáveis por esta questão das documentações. Estamos correndo contra o tempo para fechar parceria com uma nova empresa e acertar toda a papelada. Precisamos de urgência para que o próximo container de 40 pés — que trará materiais para a Bolívia e também em português para a região de fronteira com o Brasil — entre logo nos primeiros meses de 2026. A missão continua!


Nordeste do Brasil: Consolidação e Expansão

No Nordeste, a prioridade é consolidar os ótimos Pontos de Apoio que o irmão Assis tem aberto neste ano de 2025. Estamos naquele processo que é lento, mas necessário, de separar o joio do trigo: selecionando quem realmente está engajado e desenvolvendo o trabalho dentro dos padrões que certamente vão dar produtividade, enquanto desligamos aqueles que, infelizmente, desanimaram ou mudaram a forma de trabalhar. Às vezes, levamos um ano inteiro ou mais neste processo para que possamos ter um verdadeiro resultado.

Liderança da região nordeste do Brasil

A comunicação com o Presbítero Assis é mantida de forma constante. Diante do excelente desenvolvimento do trabalho ao longo de 2025, projetamos uma forte probabilidade de ampliar a solicitação de material destinado ao Nordeste do Brasil.

O irmão Assis informou recentemente que aproveitará as férias para viajar. Seu objetivo é claro: atender vários Pontos de Apoio sob sua liderança, verificar de perto o desenvolvimento do trabalho e buscar novas formas de alcançar ainda mais evangelistas na região. “Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos” (Provérbios 16:3). Eu só posso louvar ao Senhor Jesus pelo grande trabalho que está fazendo o presbitero Assis na região nordeste do Brasil.

O estado que mais se destaca é a Bahia. Embora o Nordeste possua um grande número de evangelistas em quase todos os estados, a dificuldade sempre foi transportar os materiais. A Bahia está despontando neste processo porque Deus tem aberto o coração de empresários locais para apoiar o projeto com o transporte.

30 toneladas que chegaram em Aracaju este ano 2025

Apesar dos avanços regionais, nosso maior desafio no Programa de Apoio Evangelístico continua sendo a viabilidade logística dos materiais. Os pedidos são muitos, e precisamos constantemente buscar e assegurar novos meios de transporte.

Mas mantemos a confiança nAquele que nos deu a Palavra, pois sabemos que ” Deus, segundo as suas riquezas em glória, há de suprir em Cristo Jesus cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19). Esta é a promessa e nela confiamos, pois Fiel é quem prometeu. Acreditamos que o Dona da Obra continuará a prover os meios necessários para que a Palavra chegue nas mãos de mais evangelistas.


O Sudeste e um Olhar Estratégico para o Ceará

O crescimento da demanda não se restringe ao Norte e Nordeste. No Sudeste, a região do Jequitinhonha, em Minas Gerais e região sul de Minas também registra uma grande solicitação de material. Infelizmente, as portas para o envio ainda não se abriram, e continuamos buscando ativamente meios para viabilizar o transporte desses materiais.

Minas Gerais é um estado que exige atenção diferenciada. Durante nossa última viagem pelo estado, falamos da importância desses números: com mais de 21 milhões de habitantes, o estado é praticamente o dobro da Bolívia e três vezes maior que o Paraguai. Possui 853 municípios, sendo que a capital, Belo Horizonte, tem quase 2,5 milhões de habitantes, e cidades como Juiz de Fora, Contagem e Uberlândia superam 500 mil.

Material evangelístico sendo descarregado

Com um território e uma população tão vasta, não podemos tratar Minas Gerais como apenas mais um estado do Sudeste, atendendo-o juntamente com Rio de Janeiro e São Paulo.

Para alcançarmos um bom desenvolvimento do trabalho, é essencial desenvolver uma estratégia local. Isso significa investir em lideranças que conheçam a realidade do campo e que sejam capazes de buscar meios de desenvolvimento específicos para a região.

Todos esses dados são constantemente apresentados e discutidos com as lideranças das missões responsáveis pela impressão e envio que muitas vezes desconhecem esses detalhes. Nosso objetivo não é apenas garantir a boa distribuição da Palavra de Deus escrita, mas sim assegurar um resultado eficaz no serviço local.

Da mesma forma, o Ceará nós temos olhado com um olhar mais apurado. Devido à sua característica cultural, cosmovisão do povo local, à formação das igrejas e ao grande número de evangelistas mobilizados, decidimos trabalhar com o Ceará de forma diferenciada dentro do Nordeste do Brasil. Por que tanta atenção? Queremos evitar perdas ou o mau uso do material.

Peniel Dourado e Nigel Mercado em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Nosso objetivo é claro: boa qualidade na utilização e perda zero de material. Claro, acidentes acontecem – já tivemos materiais perdidos ou molhados no Brasil e na Bolívia. Mas isso é exceção. Nosso foco é eliminar problemas recorrentes.


Maranhão e Amazônia: Próxima Grande Fronteira

Avançamos muito no Maranhão! O irmão Rogério nos informou que a documentação está em dia. Agora, só falta a Missão Americana agilizar os documentos necessários, o aluguel do container e o processo de envio por barco.

Quando isso for feito, conseguiremos finalizar os cadastros no Brasil e receber a primeira remessa em São Luís do Maranhão que será de 10 toneladas de material evangelístico.

A chegada desse material é o Ponto de Partida! Iniciaremos todo o processo de logística, o envolvimento com empresários e replicaremos todo o trabalho que fazemos nas outras bases, alcançando os estados do Piauí, Pará e, o mais importante, avançando com o apoio na região Amazônica.


Continue Orando

Agradecemos, mais uma vez, pelas orações e pelo apoio que mantêm essa engrenagem funcionando. Seguiremos adiante, semeando a boa semente!

O apóstolo Paulo nos lembra em 1 Coríntios 15:58: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”

O Desafio de Levar a Palavra a Toda a Bolívia

Eu observo diariamente o trabalho incrível no serviço de apoio que está sendo feito na Bolívia. Você sabia que estaos envolvidos nesse país há mais de 15 anos? Praticamente iniciei um Programa de Apoio Evangelístico por lá. Nosso grande desejo sempre foi derramar a Palavra de Deus em cada região boliviana.

Lembro-me claramente: nossos primeiros passos não foram no campo. Na verdade, começamos com um período intenso de oração em 2006. Naquele ano, comecei a coletar o nome das principais cidades. Mesmo sem conhecê-las, eu as considerava lugares estratégicos para o desenvolvimento missionário. Tirei um bom tempo orando e intercedendo.

Pregando com megafone nas feiras de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Muitas vezes, eu levantava de manhã, abria meu caderno e olhava para cada cidade. Eu buscava informações, mesmo com recursos limitados. Na época, não tínhamos internet em casa, então meu guia era apenas um mapa antigo da Bolívia. Foi com ele que eu me orientei. O desejo de alcançar todas as regiões era imenso!

Depois de um tempo morando em Santa Cruz, tomamos a decisão de viajar pelo país. Começamos a conhecer as capitais, os departamentos. O sonho de expandir o projeto por toda a nação só crescia. Hoje, com alegria, podemos afirmar: o programa de apoio alcançou um trabalho nacional na Bolívia!

Nosso coordenador local, o irmão Nigel Mercado, tem feito um trabalho maravilhoso, junto com cada colaborador e os irmãos que lideram os pontos de apoio. Eles estão realizando uma obra tremenda!

Nigel Mercado durante o evangelismo

Neste ano de 2025, recebemos um container de 20 pés. Estamos ajustando a documentação para a entrada do segundo container. A Bolívia, anualmente, recebe essa quantidade de dois containers para atender todo o país e as regiões de fronteira.

Atenção ao nosso próximo alvo: na próxima remessa, queremos incluir material em português para atender as regiões de fronteira com o Brasil!

O material já está pronto e impresso. Agora, é só ajustar a documentação para o próximo container, que será um contêiner de 40 pés, ou seja, 20 toneladas de material impressos para o evangelismo.

Material evangelístico sendo entregue ao Ponto de Apoio em Bolívia

Continue orando pelo trabalho, pelos líderes locais como o irmão Nigel Mercado, e por cada evangelista que faz essa obra constante.

Deus colocou em nosso coração o amor e o desejo de ver a Sua Palavra sendo derramada. Louvamos a Deus pelos guerreiros que Ele tem levantado ali e pela obra que não para.

Não se esqueça: antes de qualquer ação, a oração é o nosso primeiro e mais poderoso passo. “Orem continuamente.” (1 Tessalonicenses 5:17, NVI). Comece orando por nossas vidas e por este projeto

Um abraço, Deus abençoe a todos.

Apoio Evangelístico: Por Que o Material NÃO Vai Direto Para a Igreja?

Se você já se perguntou por que o Programa de Apoio Evangelístico não faz o apoio diretamente aos líderes das igrejas? Bem, esta é uma pergunta que eu recebo frequentemente no projeto que desenvolvemos.

Neste post eu vou contar um pouco do que temos passado e o nosso posicionamento no Programa de Apoio Evangelístico quanto apoiar diretamente evangelistas.

Peniel Dourado no apoio aos evangelistas

Entregar o Material para quem?

O maior conflito que o Programa de Apoio Evangelístico enfrenta é a resistência da liderança quanto à distribuição dos materiais impressos que a nós é confiado.

Muitos insistem que estamos equivocados. Eles defendem que não deveríamos entregar a literatura diretamente aos evangelistas, mas sim distribuí-la exclusivamente nas igrejas.

A ideia que propõem é: em vez de abrirmos nossos próprios Pontos de Apoio regionais, deveríamos usar as igrejas locais como base. Nesse cenário, o pastor atuaria como líder, distribuindo o material como bem entendesse.

Não temos problema com quem pensa diferente, afinal, somos livres para pensar o que quiser. No entanto, não aceitamos imposições. Eu sou o responsável pelo projeto, e eu responderei por ele — tanto diante de Deus quanto dos homens.

Material evangelístico sendo entregue ao Ponto de Apoio em Bolívia

É por isso que a visão e o método devem ser claros e inegociáveis. Não podemos abrir mão de uma estratégia que provou ser eficaz para adotar outra que gera desperdício, especialmente quando a Bíblia nos lembra: “Pois cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12).

A nossa escolha, neste caso a distribuição direta aos evangelistas, é uma decisão que tomamos de forma pensada, visando garantir que o material evangelístico impresso possa chegar ao seu destino e maximize o alcance do evangelho, em fidelidade à prestação de contas que o Senhor exige de nós.

As Muitas Acusações no Apoio

Essa resistência nos gerou muitas acusações sérias na caminhada. Na Bolívia, um pastor que morava na região de fronteira com a Argentina ficou tão revoltado conosco que disse que nosso projeto era “usado pelo maligno”. Segundo ele, se fôssemos um projeto de Deus, entregaríamos todo o material nas mãos dos pastores locais, e eles repassariam aos irmãos de suas próprias igrejas.

Em Santa Cruz de la Sierra, uma igreja convocou uma reunião ministerial só para debater o assunto. Fomos acusados de querer “arrebanhar” os crentes evangelistas das congregações deles. Eles diziam que nosso real motivo era ganhar o coração desses irmãos para, depois, chamá-los para a nossa base e montar uma grande igreja. Alguns chegaram a vir a minha casa e me perguntar pessoalmente sobre minhas motivações.

Com o pastor Daniel Roque. Grande evangelista!!

Outros líderes nos acusaram de procurar evangelistas com a intenção de cobrar dinheiro deles, após “fidelizá-los”. Apesar de eu pagar todos os custos, trabalhar pelos fretes e não cobrar nada de ninguém, as acusações continuaram.

Amados, o tempo que passei na Bolívia foi marcado por acusações de todos os tipos, vindas majoritariamente da liderança insatisfeita com nosso apoio direto. Lembro-me de três jovens que foram disciplinados por aceitarem os folhetos e livretos gratuitos que distribuíamos; a liderança exigia que eles comprassem o material na livraria da própria igreja.

Tivemos ainda o caso de um líder que montou uma gráfica na igreja e proibiu os membros de receberem qualquer material nosso de forma gratuita. Ele chegou a ameaçar de exclusão por rebeldia quem pegasse nossos materiais.

Eu poderia passar horas contando outras situações semelhantes.

Como iniciamos o Programa de Apoio

Você precisa saber: quando começamos o Programa de Apoio Evangelístico na Bolívia, em 2007, nosso alvo era, sim, apoiar as igrejas. Esse modelo já vinha do Paraguai desde 1998.

No Paraguai, contactamos igrejas e missões que imprimiam o material. Trouxemos literatura em português, espanhol e guarani. Nossa intenção era mobilizar as igrejas para o serviço evangelístico. Quem liderava esse esforço não era eu, mas meu cunhado, Pastor Ebenezer.

Ele participou de reuniões de convenção, ministeriais e de líderes, explicando o projeto e visitando muitas igrejas. O esforço de trazer o material dos Estados Unidos era imenso.

Material evangelístico no Paraguai

O Desperdício de Material e Tempo

Qual foi o resultado? Colocávamos o material nas mãos da liderança tanto do Brasil como do Paraguai, mas só uma pequena porcentagem era utilizada.

Claro, existiam pastores que eram evangelistas conscientes. Recebiam o material, realizavam o evangelismo, repassavam aos irmãos e incentivavam o trabalho. Contudo, esse grupo era muito pequeno.

No final, o resultado do evangelismo era mínimo e a perda de material, enorme. Se entregávamos dez caixas a uma igreja, ao retornar meses depois, 50% desse material estava parado, jogado e esquecido no depósito.

As pessoas esquecem que a igreja atua de muitas formas. Muitas nem sequer têm um grupo de evangelismo ativo! Estão focadas em outras áreas, levando o evangelho de outras maneiras, sem ser no trabalho de impacto na rua, feira ou mercado. E, infelizmente, dependendo da região, o número de grupos evangelísticos ativos é muito menor do que imaginamos. Levar materiais às igrejas resultava em uma perda massiva.

A Mudança de Rota: A Bolívia e a Frustração

Na Bolívia, tentei o mesmo modelo do Paraguai. Procurei as lideranças, coletei endereços e telefones de pastores e congregações, e comecei a contactar um por um.

Preparava pacotes com quatro caixas (cada uma com 500 livretos), fechava, e contactava os pastores. Na época, sem recursos, tentava ao menos que pagassem o frete. A maioria nem isso queria. Para os que alegavam não ter condições, eu levantava recursos com pastores no Brasil para pagar o frete. Meses depois, ao pedir informações sobre o trabalho, eles não me davam retorno.

Jovens de um grupo evangelístico da região sul da Bolívia recebendo o apoio

Alguns pastores eram sinceros e me diziam abertamente que ninguém em suas igrejas queria “distribuir papel” (esta é a expressão usada) na rua. Outros me aconselhavam, dizendo que eu era um missionário novo, que os tempos eram outros e que a forma de alcançar pessoas havia mudado.

Querido irmão, eu lutava para conseguir a literatura e pagar o frete, entregar os materiais gratuitamente, mas recebia como pagamente a desmotivação, e ao insistir, descobria que o material estava guardado no depósito da igreja.

Conheci uma missão na Bolívia que fazia o mesmo trabalho, mas em escala muito maior, trazendo contêineres dos EUA. O líder enviava 100, 200 ou 300 caixas para as igrejas sedes, com o objetivo de que elas mobilizassem os membros ao evangelismo usando o material de evangelismo.

O problema persistia: levar o material de um lado para outro tem custo, e muito dos pastores não se interessavam em gastar nenhum centavo com o evangelismo ou mesmo em envolver membros para levar caixas às congregações. Conclusão: mesmo chegando nas congregações, a maior parte do material ficava parado. As pessoas não eram motivadas, e a literatura não chegava às mãos de ninguém.

Encontrando os Evangelistas

Nesse período de frustração com a liderança das igrejas, comecei a encontrar os verdadeiros evangelistas nas feiras, mercados, nos hospitais e nos lugares onde o povo estava.

Esses irmãos iam para a rua pelo amor ao serviço, e não por interesse, pagamento ou cargo na igreja. Tinham suas profissões e meios de ganhar a vida, mas tiravam tempo para estar nas ruas, levando a Palavra. O grande custo deles era justamente a literatura.

Esta jovem evangelizada nas comunidades entre as montanhas dos Andes de Bolívia

Pense bem: eles paravam o trabalho secular para evangelizar (perdendo tempo/dinheiro) e ainda gastavam recursos próprios com alimentação, passagens e, o mais pesado de tudo, a compra do material impresso. Quem faz evangelismo constante sabe o quanto isso pesa.

Quando esses evangelistas souberam que eu tinha material, eles começaram a vir. Batiam na minha porta às 4h da manhã, de dia, à tarde, à noite. Meu celular tocava sem parar. Era sempre um evangelista pedindo apoio com material.

Eu entregava duas ou três caixas e pedia apenas que me dessem informações e fotos do trabalho.

Em apoio a mais um evangelista

O resultado? O evangelista dava as fotos, dizia onde estava evangelizando, a quantidade de material usado e, ao terminar, mandava a mensagem: “Pastor Peniel, terminamos, tem mais material para o nosso trabalho?”. Amado, o meu alvo de ter gente trabalhando e alcançar vidas multiplicou e meus problemas terminaram.

Essa foi a virada de chave no nosso projeto de missões! Eu estava desmotivado após mais de dez anos de “dor de cabeça”, recebendo falsas acusações, trabalhar para não alcançar o alvo, mas quando abri os olhos para o apoio direto aos evangelistas, parei de dar material à liderança e foquei totalmente nos evangelistas.

A Estratégia do Impacto e Crescimento Constante

O primeiro desafio foi: como encontrar esses evangelistas? Não queria entrar em igrejas perguntando quem estava evangelizando, pois isso geraria mais problemas. E até tentei fazer no começo e tive alguns problemas, mas foi suficiente para parar o mais rápido possível.

Então eu comecei a orar por uma orientação e o Senhor Jesus nos deu a tática do serviço de impacto. Íamos a feiras grandes com um grupo: uns distribuíam a literatura, outros usavam o megafone, faziam evangelismo pessoal. Anotávamos o nome e telefone de quem entregava a vida a Jesus. Em cada feira, encontrávamos evangelistas no meio da multidão.

Impacto evangelístico em Monteiro, Bolívia

O processo mais interessante foi o evangelista apresentar nosso trabalho a outro. Enquanto muitas das lideranças das igrejas não queriam nos apresentar a outros líderes, nem mesmo aos evangelistas de sua própria igreja, o ambiente evangelístico era totalmente diferente.

No campo, no hospital, ou nas ruas, se um evangelista conhecia outro, mesmo de ministério diferente, ele apresentava nosso projeto para que o colega também tivesse acesso ao material. Mesmo sendo de ministério diferente os evangelistas se ajudavam no serviço.

Não havia esse sentimento denominacional de ajudar apenas quem era da mesma igreja ou do mesmo grupo evangelístico. Quando o Programa de Apoio Evangelístico chegou a esse nível, o projeto virou uma bola de neve na Bolívia. O crescimento do número de evangelistas apoiados foi muito grande.

Cada caixa que vem dos Estados Unidos custa em média cerca de 30 dólares (multiplicando por R$ 5,50, são R$ 165). Dez caixas valem R$ 1.650,00 – esse é o valor em Real de 10 caixas que muitas vezes eram esquecidas nos depósitos das igrejas. Este valor de 30 dólares é a oferta de homens e mulheres de Deus que acreditam no evangelismo, ofertam ao Senhor e querem o resultado.

Nós não podemos aceitar que essa oferta fique guardada ou mofe esquecida em algum lugar. Ao direcionar o material diretamente ao evangelista, o resultado veio como esperávamos: a perda de material foi quase zero.

Materiais sendo preparado para o envio

Perdemos material apenas por acidentes (chuva em transportadora, ar-condicionado pingando no bagageiro de ônibus). Por isso, hoje embalamos tudo em plástico na Bolívia: para evitar acidentes, e não o desperdício proposital da liderança.

Bases de Apoio e a Resolução de Problemas

Sei que alguns podem ler e pensar: “Comigo seria diferente, Pastor Peniel.” Mas já estamos caminhando para quase 30 anos de experiência neste serviço, desde 1998. Tivemos os mesmos resultados na Bolívia, no Peru e em vários lugares no Brasil.

A proposta do programa é não ter perda de material. Cada caixa em nossas mãos deve chegar à mão do evangelista, que, guiado pelo Espírito Santo, levará a Palavra ao pecador.

Então, por que nós não simplesmente não entregamos aos pastores? Por que não enviamos as caixas às lideranças e que elas mesmo desevolvam o trabalho? Por causa da alta taxa de perda e desperdício que a experiência nos mostrou durante esses 27 anos de trabalho de apoio.

Material evangelístico chegando em nossa Base de Apoio em 2013 – Bolívia

Atualmente, trabalhamos com Bases de Apoio. O líder da Base é um evangelistas, e deve ter visão e disposição para resolver problemas quanto ao apoio aos evangelistas, pois tudo tem muita dificuldade.

O líder de Base forma os Pontos de Apoio. Cada Ponto de Apoio tem um líder evangelista à frente que identifica outros evangelistas locais e entrega o material a eles. Fica responsável por entregar, fiscalizar e coletar as informações do trabalho feito.

A maior tentação desses líderes é justamente entregar o material às igrejas. Quando descobrimos isso, simplesmente cortamos o líder e o Ponto de Apoio. O material deve ser entregue aos evangelistas. Se agirmos assim, teremos bom resultado.


A Obra é do Senhor

Amados, a nossa prioridade é que a Palavra de Deus chegue à mão do pecador. Apoiar o evangelista gratuitamente é o nosso maior alvo, pois fazendo chegar os materiais nas mãos certas certamente colheremos o resultado das almas sendo alcançadas pela mensagem de salvação.

Algo que aprendi é que Deus ama este trabalho. O Espírito de Deus move o coração de centenas de pessoas para que sejam voluntários de alguma forma e que o alvo seja alcançado.

Satanás sabendo do amor de Deus neste serviço também colocará aqueles que têm como deus o seu ventre, os quais pensam apenas em seus próprios interesses não importando se haverá ou não resultado no alcance de almas.

A promessa que o Senhor Jesus tem nos dado é que colocaria homens fiéis em nosso caminho e nos daria capacidade de identificar os meus obreiros para que o mais rápido possível fossem cortados e não tragam resultados negativos para o serviço.

Deus é fiel e Ele tem feito e continuará fazendo

Vídeos Sobre o Projeto

Quer entender de perto o Programa de Apoio Evangelístico?

Temos uma playlist completa que detalha a visão e os desafios do Programa de Apoio Evangelístico. Descubra por que a estratégia de apoiar os evangelistas funciona!

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Avançando com o serviço de apoio

Nós sabemos que a vida de evangelista não é fácil, e a nossa missão é ajudar os evangelistas para que chegue a Palavra de Deus a todos de forma gratuita. Mantemos o alvo de avançar com este projeto em toda América do Sul. Por isso, quero compartilhar um pouco do que estamos fazendo, as lutas que estamos vencendo e como você faz parte de tudo isso.

Evangelista recebendo materiais na cidade de Oruro, Bolívia

Seguimos firmes no serviço de apoio aos evangelistas abrindo Bases e os Pontos de Apoio onde o Senhor Jesus nos dá condições para avançar. O trabalho na Bolívia, por exemplo, segue a todo vapor sob a coordenação do nosso irmão Nigel Mercado.

Atualmente, Nigel coordena 12 Pontos de Apoio em Bolívia, buscando cobrir praticamente toda a nação. Nosso grande alvo é expandir esse serviço, especialmente nas áreas de fronteira.

Peniel Dourado e Nigel Mercado

Em outubro, uma remessa de materiais da Irlanda do Norte vai chegar para atender Bolívia e região de fronteira com o Brasil. São folhetos em espanhol e também em portugues, sendo que os materiais em portugues estaremos atendendo as regiões de fronteira.

Também recebemos em Bolívia, na última importação, 10 toneladas de material impresso que está sendo distribuído gratuitamente aos evangelistas locais e também para as regiões de fronteira. Nós tínhamos mais um contêiner preparado para o envio, mas por questões de documentações o processo foi suspenso até obtermos novamente as documentações necessárias.

As 10 toneladas envidas pela World Missionary Press

Na foto acima você pode ver a última remessa que chegou em Bolívia. São 10 toneladas de materiais evangelístico os quais já estão sendo utilizamos pelas evangelistas locais.

Falta de Obreiro

Muitas vezes, somos impedidos de avançar em determinadas áreas. Às vezes, o motivo é a falta de recurso financeiro, mas a maior dificuldade mesmo é a falta de obreiros. Sem pessoas para trabalhar, o avanço é quase impossível. Podemos até ter o recurso para fazer a obra, mas o trabalho não avança sem obreiros.

Assim como na Bolívia, o trabalho no Brasil continua a todo vapor. Deus tem aberto as portas para bons obreiros em Bolívia os quais desenvolvem o trabalho com dedicação e amor.

Região Nordeste do Brasil

No Nordeste, o irmão Assis tem feito um trabalho incrível. Enviamos uma remessa para Aracaju, e de lá, o material segue para a cidade de Jaguaquara, na Bahia, e depois para outras cidades da região. Assis também atende Sergipe, enviando material para Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e outras áreas.

No Programa de Apoio Evangelístico nós temos o desafio da viabilização. Não temos como pagar os fretes e não podemos fazer os evangelistas pagarem pelo frete, pois o serviço ficaria inviável.

Contêiner de 20 pés na Base de Apoio nordeste. Este ano chegou mais dois contêineres

Então trabalhamos constantemente no envolvimento de irmãos que possam transportar gratuitamente os materiais nos dando condições de atender diversas regiões sem repassaro custo.

Os pedidos por apoio são muitos no nordeste, mas Assis não conseguir meios de transporte para atender a todos. O que colocamos em mente é que se as portas são abertas nós estaremos entrando. Quem abre as portas é o Senhor Jesus que é o dono da obra.

Base em São Luis, Maranhão

Nosso foco principal neste ano de 2025 tem sido São Luís, no Maranhão. Conseguimos enviar mais de uma tonelada de material para iniciar a identificação de evangelistas locais. Mas praticamente o material enviado foi apenas para dar o início do processo de identificação.

Agora estamos trabalhando constantemente com documentações, levantando apoiadores para pagar evantuais custos e vários outros detalhes para que em breve possamos ter em andamento uma Base de Apoio na cidade de São Luis do Maranhão.

O irmão Rogério, nosso líder local, está nos ajudando com a documentação necessária para a primeira importação de material no estado. Nosso objetivo com essa nova base é atender o Maranhão, Piauí e Pará, e, por meio de Belém, avançar com o material para as regiões amazônicas.

Base de Apoio no Norte

Agradeço de coração o apoio de cada um que ore e apoia financeiramente este trabalho. Vocês sabem que não podemos parar. Algo que o Senhor tem nos mostrado é que os evangelistas não vão parar de trabalhar só porque não estamos conseguindo dar todo o material que eles precisam. A maioria deles já estava na obra antes mesmo de nos encontrarmos. Eles fazem a obra porque o Senhor colocou essa carga em seus corações.

No entanto, se pararmos, essa carga sobre eles só vai aumentar. Eles vão ter que buscar outros meios, talvez comprando materiais de menor qualidade e materiais caros, mas não vão parar. Isso eu tenho visto muitas vezes e sei que funciona assim.

Agora, o Senhor nos deu a responsabilidade de apoiá-los, e quando fazemos isso, participamos ativamente do serviço evangelístico nessas regiões. Eles estão indo a hospitais, feiras, praças, presídios e muitos outros lugares e o nosso trabalho é o apoio.

Então, meu muito obrigado a todos que têm se unido a nós, apoiando este projeto e orando para que Deus levante mais parceiros e obreiros capacitados. Juntos, vamos garantir que a Palavra avance para que a obra do Senhor prospere.


O trabalho não para e sobre nós está a carga do apoio. Lembre-se do que diz em 2 Timóteo 4:5: “Mas você, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.” Que a nossa contribuição seja uma forma de ajudá-los a cumprir o chamado que o Senhor colocou em suas vidas.

Por que apoiamos evangelistas?

A gente nunca sabe para onde o Senhor Jesus vai nos levar nesta vida em missões. Às vezes, o caminho que Deus traça para nós é totalmente diferente do que imaginamos. O que realmente importa é nossa disposição em cumprir o chamado do Mestre

Peniel Dourado e Mina

Um trabalho que eu nunca pensei em fazer

Muitos me perguntam por que eu comecei a apoiar evangelistas e a trabalhar com literatura. Confesso que eu jamais me imaginei fazendo esse tipo de trabalho. Afinal, quem hoje em dia se importa com evangelistas? E quem ainda usa folhetos? Eu pensava exatamente assim.

Via meu tio, que é médico, dedicando-se há anos à distribuição de folhetos, livretos e Bíblias, mas nunca tive o desejo de fazer o mesmo. Ele tem mais recursos financeiros, então eu achava que ele só fazia isso porque podia. Para mim, a ideia de trabalhar com literatura parecia extremamente complicada.

Por um bom tempo, eu tive o mesmo pensamento de muita gente: quem faz isso ou tem algum interesse financeiro, vendendo o material e lucrando com a distribuição, ou está sendo pago por alguma missão, ou faz porque tem recursos para fazer. Nunca conectei este trabalho com uma visão dada por Deus.

Ponto de Apoio em Bolívia

É importante deixar claro que o Apoio Evangelístico é um trabalho que exige um investimento significativo de tempo, dinheiro e esforço. Há gastos constantes com fretes, viagens e documentação.

Além disso, não é um projeto de missões que atrai a maioria das pessoas. É difícil encontrar alguém realmente animado com este tipo de serviço e, consequentemente, é um desafio enorme conseguir apoio financeiro.

Quando pensamos em missões, a sustentabilidade é um ponto-chave. E manter um projeto como este é, sem dúvida, muito complicado.


O chamado para a Bolívia

O tempo passou e o Senhor nos chamou para uma nova jornada: o trabalho missionário na Bolívia. Eu e minha esposa partimos com o objetivo de abrir igrejas, batizar e discipular pessoas. Naquele momento, não passava pela nossa cabeça trabalhar com literatura ou dar suporte a evangelistas. Meu desejo era outro: ter um programa de rádio de qualidade, fazer cultos em casa e me dedicar plenamente ao trabalho pastoral.

Com esse foco, começamos a evangelizar e a convidar pessoas para os nossos cultos caseiros, discipulando cada uma delas. Era um trabalho pastoral bem tradicional. A oportunidade de ter uma emissora de rádio surgiu quando uma irmã nos ofereceu uma estação AM e FM que estava desativada.

Era o meu sonho se tornando realidade! No entanto, assim que me preparei para dar o próximo passo e avançar com o trabalho com a emissora de rádio, o Espírito de Deus tocou profundamente meu coração, revelando que aquele não era o caminho.

Pastor Peniel e Mina

À medida que o tempo avançava, a voz do Espírito Santo se tornava mais forte, inquietando meu coração com direções claras sobre o que fazer e, principalmente, o que evitar. A maior surpresa era perceber que muitos dos meus planos e projetos mais entusiasmados eram barrados por Deus, me convidando a uma confiança maior em Seus desígnios.

Eu estava certo de que Deus me havia enviado à Bolívia, mas me sentia completamente perdido sobre o que Ele queria que eu fizesse. Essa incerteza gerava uma angústia profunda. Eu pregava, distribuía os folhetos nas ruas, mas uma inquietação me consumia. Minhas orações eram um clamor por direção: “Senhor, é isso mesmo que o Senhor espera de mim?”

Foi nesse período que aprendi uma lição valiosa: em momentos de incerteza, o que devemos fazer é nos lançar à oração. Não há como avançar sozinho. É preciso orar e esperar o tempo de Deus, confiando que Ele nos dará a resposta no momento certo.


Uma resposta em oração

Muitas noites, eu me via tão angustiado que me trancava no quarto para orar e buscar a presença de Deus. Eu só queria uma resposta. Uma dessas noites, perdi completamente o sono. Saí do quarto de madrugada, andei pela sala e comecei a orar. Foi ali, andando de um lado para o outro, que o Senhor começou a falar muito forte comigo.

Abri a Bíblia e comecei a ler. Enquanto eu lia o Espírito Santo me confirmou: o desejo de Deus era que levássemos folhetos para a Bolívia e apoiássemos os evangelistas de lá. No dia seguinte, quando contei a minha esposa, ela me lembrou que estávamos em uma grande dificuldade financeira. Não fazia sentido usar o pouco dinheiro que tínhamos para gastar com fretes e viagens. E ela tinha toda a razão.

Missionária Mina durante o evangelismo

Não tínhamos recursos. Estávamos em um lugar onde Deus nos queria, mas sem dinheiro nem para nos mantermos, quanto mais para fazer a obra. Como eu poderia me levantar e fazer algo para o qual não tínhamos condições?


Uma palavra de fé

Ainda assim, lembro perfeitamente o que eu disse à minha esposa: “Mina, eu não sei como Deus vai fazer para que a gente desenvolva esse trabalho. Só sei que Ele vai, porque foi Ele quem nos disse que faríamos.”

Hoje, ao me lembrar daquelas palavras, eu mesmo fico impactado. No campo missionário, existem momentos em que fazemos e falamos coisas que não vêm da nossa própria força, mas da força do Senhor. Aquele momento foi, sem dúvida, um desses.

Como chefe da família e servo de Deus, eu estava dando aquela declaração para a minha companheira, a minha esposa. Eu precisava que a minha família acreditasse em mim, e sabia que, se eu voltasse atrás, isso abalaria a nossa relação e a confiança nas próximas decisões.

Mas aquela convicção não veio de mim ou da minha sabedoria. Aquela palavra firme veio do próprio Senhor Jesus.


O Senhor da Obra

O tempo passou e começamos a realizar o trabalho, mesmo sem ter dinheiro. Deus abriu as portas, e o material impresso para a evangelização não parava de chegar. Para a nossa surpresa, novos evangelistas apareciam a cada dia. Nosso alvo era ir às ruas e alcançar as almas, mas o que Deus estava nos enviando eram, na verdade, os próprios evangelistas.

Contêiner de 40 pés chegando em Bolívia

Eu orava com o coração aflito, pedindo condições para alcançar toda a Bolívia com a Palavra de Deus. Foi quando o Senhor me respondeu com clareza: “Eu levantarei um exército para esta obra”. Naquele momento, compreendi que não seria capaz de realizar um trabalho tão grandioso sozinho.

Seguimos desenvolvendo a obra que o Senhor nos confiou, mesmo sem um centavo no bolso. Muitas pessoas dizem que é impossível fazer missões sem apoio financeiro, mas Deus provava o contrário a cada dia, operando milagres para que o nosso objetivo fosse alcançado.

Então, um dia, a voz do Senhor Jesus falou claramente dentro do meu próprio quarto: “Eu colocarei muito material em suas mãos e trarei os evangelistas, e você os apoiará”. A palavra foi tão forte e poderosa que não tive a menor dúvida de que vinha diretamente de Deus. Não foi uma revelação e muito menos um sonho. Eu ouvi a voz dentro do meu quarto!

Deus ama esta obra

Deus usou irmãos que vieram à nossa casa para nos trazer revelações. Ele nos deu sonhos e visões sobre esta obra. O Senhor Jesus tem nos mostrado, acima de tudo, o quanto Ele ama este trabalho. É por isso que Satanás levanta tantas pessoas irresponsáveis para colocar no meio deste serviço, pois os que agem com frieza e irresponsabilidade tratam com descaso aquilo que Deus ama.

Começamos a notar que aqueles que evangelizam com literatura recebem os maiores ataques de quem está dentro da igreja, e não de quem está fora. Um evangelista não se abala tanto com a crítica das pessoas que não convertidas, mas as perseguições daqueles que deveriam apoiar, os próprios cristãos, fazem com que muitos percam o ânimo.

Avançando e conquistando em missões
Materiais chegando no Ponto de Apoio em Santa Cruz de la Sierra, Bolivia (Julho 2025)

Foi assim que começamos a apoiar, não só com materiais impressos, mas também com encorajamento. Eu comecei a fazer vídeos e a escrever sobre o evangelismo com literatura. Nossa casa, além de ser um Ponto de Apoio na distribuição de materiais impressos, se tornou um lugar de ânimo para aqueles que se dedicam à evangelização com literatura.

Muitas vezes evangelistas chegavam às 14:00 horas em minha casa e saiam às 20:00 horas. Nós tínhamos todo uma tarde conversando da obra de Deus, do evangelismo, alcançar almas e muitos outros assuntos.

Uma coisa eu posso dizer com toda a certeza: nós fazemos isso porque o Senhor nos mandou. A obra só é feita porque Deus nos ordenou, e sabemos que Ele ama esta obra. Essa é a nossa convicção: o Senhor está conosco, e esta obra pertence a Ele. O dono do ouro e da prata é quem nos sustenta e nos dá condições de avançar.

Os Resultados

Começamos a levar toneladas de materiais impressos para a Bolívia. Hoje, já contamos com doze Pontos de Apoio no país, atendendo não só o interior, mas também as fronteiras com o Peru, a Argentina e o Brasil.

Em 2021, expandimos a obra para o Brasil. Iniciamos uma Base de Apoio em Aracaju, Sergipe, onde toneladas de materiais impressos continuam a chegar. Já estabelecemos doze Pontos de Apoio, dando suporte a evangelistas em quase todo o Nordeste, com um alcance que já ultrapassa cem cidades na região.

Dois contêineres chegando em Aracaju com materiais evangelístico (2025)

Este ano, nosso foco é expandir para o Maranhão, com o objetivo de avançar com o apoio ao norte do Brasil, começando pelo Pará. A nova Base de Apoio do Maranhão também dará suporte aos estados do Piauí, Amapá e a parte do Ceará.

O nosso grande objetivo é avançar por toda a América do Sul. E, quando o Senhor Jesus abrir as portas, também expandiremos para a Europa. É um objetivo pelo qual oro há muitos anos.


“Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” Zacarias 4:6.

Vídeos sobre Missões

Se você quer ver de perto como o Programa de Apoio Evangelístico está em pleno desenvolvimento, eu criei uma playlist especial, com vídeos que mostram a jornada, os desafios e as vitórias do nosso trabalho.

Assista agora: Link da sua playlist do YouTube

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A Base de Apoio em Aracaju, Sergipe

É uma alegria poder compartilhar com vocês o que Deus está fazendo através da Base de Apoio em Aracaju, Sergipe. O líder local é o presbítero Assis e tem feito um trabalho maravilhoso. Conheci o irmão Assis de uma forma que só posso descrever como providencia de Deus para o desenvolvimento deste trabalho de apoio.

Peniel Dourado e Assis

Bem, é uma bênção ver o trabalho que o irmão Assis está fazendo em Aracaju, Sergipe. Hoje, é ali que temos o que chamamos no Programa de Apoio Evangelístico como Base de Apoio, que é o ponto central que atende praticamente toda a região Nordeste do Brasil. O trabalho começou na cidade de Aracaju, com os primeiros Pontos de Apoio, e depois foi se expandindo para outras cidades do estado.

Minhas primeiras viagens a Aracaju foram em 2021. quando tive o privilégio de conhecer o irmão Assis pessoalmente depois de um tempo tendo contato apenas pelo Whatsapp. E expressou o desejo de apoiar outros com os materaisi e iss tocou meu coração, pois ná é fácil encontrar evangelistas que tenham esta visão

Desta forma, para mim, foi uma surpresa encontrar alguém com essa visão, mas ao mesmo tempo foi uma resposta de Deus. Encontrar pessoas que compartilham o mesmo objetivo, o de apoiar outros evangelistas com material, foi muito gratificante. Começamos a dar as orientações necessárias para o trabalho e, como já disse, o projeto cresceu em Aracaju e se expandiu para outras cidades sergipanas.

Logo depois, Deus abriu uma grande porta para levar o material à Bahia. Através do irmão Panta, ele é distribuído em praticamente todo o estado.O Panta tem uma empresa de distribuição de verduras e legumes. Ele colocou à disposição seus vários caminhões para criarmos uma cadeia de distribuição. O material chega na nossa base em Aracaju, é direcionado para a cidade de Jaguaquara, onde o Panta tem sua empresa, e de lá é enviado para as demais cidades baianas.

Peniel, Panta e Assis

Este ano, aumentamos a quantidade de material com 10 toneladas a mais com o objetivo de atender somente a Bahia, devido ao grande número de evangelistas solicitando e à abertura de novos pontos de apoio.

Mas a visão não parou por aí. Comecei a conversar com o irmão Assis para que ele ore e busque em Deus contatos, na esperança de que o mesmo resultado que tivemos na Bahia possa se repetir em outros estados, como Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e o restante do Nordeste.

Recentemente, o irmão Assis me informou sobre bons contatos de irmãos que viajam frequentemente para Recife. Isso nos dá a oportunidade de iniciar um ponto de apoio lá, e quem sabe, expandir o trabalho para outras cidades de Pernambuco.

O objetivo do nosso Programa de Apoio Evangelístico continua sendo focar em apoiar quem está trabalhando de forma constante e, para isso, nosso material é dado gratuitamente aos evangelistas, sem custo algum. Para movimentar esse material, temos nossos custos, e como os cobrimos? Através do envolvimento de irmãos que trabalham com transporte ou viajam por meio de seus trabalhos seculares.

Evangelismo no nordeste do Brasil

Procuramos passar a visão a essas pessoas, mostrando que ao apoiarem o projeto e levarem o material, elas também estão participando do serviço evangelístico.

Não é um trabalho fácil. É uma tarefa árdua, com muitas barreiras e pouco apoio. Observamos que é necessário viajar para abrir novos pontos de apoio, e essas viagens requerem recursos para passagens, hospedagem e alimentação. A grande barreira que enfrentamos é que muita gente pensa que somos pagos por essas missões ou que há uma grande missão internacional bancando todos os custos.

Eu preciso ser bem claro: isso não é verdade. Nem eu nem o irmão Assis e nenhum outro irmão deste projeto recebe recursos de nenhuma missão para fazer esse trabalho. Tudo é feito através das ofertas e da ajuda voluntária daqueles que acreditam nesse propósito. Esta é a maneira que temos mantido este trabalho deste o começo.

Acreditamos que, aquele que apoiar financeiramente é um participante do trabalho e tem parte direta no resultado do serviço. Este é a razão porque repito muitas vezes que “estamos” evangelizando o nordeste mesmo meus pés e mãos não estão na região nordeste do Brasil.

Assim, aquele que apoia o trabalho do irmão Assis na expensão do projeto, seja com uma passagem ou um recurso para uma hospedagem e alimentação durante a viagem, o resultado será grandioso na expansão do serviço de apoio aos evangelistas no Nordeste e também receberá o mesmo galardão diante do Senhor Jesus pelo resultado feito. Este é o grande princípio da participação em missões.

Em 2005, tive várias viagens marcadas que, infelizmente, não pude fazer. Uma delas era para a cidade de Boa Vista. Tentamos levantar o recurso, mas não tivemos o apoio necessário para cobrir o alto custo das passagens e da viagem. Eu compartilho essa realidade porque sei que também é a realidade do irmão Assis, que muitas vezes é limitado pela falta de apoio.

Presbítero Assis (direita) e parte da equipe da Base de Apoio em Aracaju, Sergipe

Para finalizar, a última informação que o irmão Assis me deu é que já estamos alcançando mais de 100 cidades na região Nordeste. O apoio é feito de forma constante através dos mais de 12 Pontos de Apoio espalhados pela região nordeste e que estão sob a liderança do presbítero Assis.

Nós trouxemos no começo deste ano de 2025 um contêiner de 40 pés e outro de 20. Como eu já disse, o contêiner de 20 pés foi solicitado de forma exclusiva para atender o estado da Bahia e o contêiner de 40 pés os demais estados do nordeste. São mais de 30 toneladas de material impresso para o evangelismo.

Já estamos conversando com a liderança da missão americana que faz a impressão dos materiais sobre o crescimento do apoio e a possibilidade de termos que trazer três contêineres para a região com 60 toneladas de materiais impressos apenas a Base de Apoio do nordeste. Vamos continuar orando e trabalhando para este objetivo

Louvo a Deus pela vida do nosso querido irmão Assis, o evangelista Claudio que é o contador local e todos os irmãos que somam forças neste serviço. Que Deus continue abençoando, prosperando e sustentando o trabalho que a Base de Apoio em Aracaju os quais têm feito um grande trabalho.

“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra.”2 Coríntios 9:8.

Continue orando por nossas vidas e pelo desenvolvimento do Programa de Apoio Evangelístico em toda América do Sul

📦 Quando Deus Paga o Frete: Milagres na Logística Missionária

Eu estava vendo minhas fotos antigas e relembrando mais uma situação que passamos onde vimos a mãos de Deus no desenvolvimento do Programa de Apoio Evangelístico. E este testemunho eu quero registrar em nosso Diário Missionário de hoje.

Quero lembrar que você pode assinar o nosso blog para que quando eu tiver um post muito importante estarei enviando o link em seu e-mail para você não perca os assuntos mais interessantes do nosso blog.

No Programa de Apoio enfrentamos muitos desafios para dar andamento ao trabalho. Um dos maiores é o frete. Transportar material da base até os pontos de apoio não é simples nem barato, mas essencial para a continuidade da obra.

Quero compartilhar uma experiência de alguns anos atrás, quando estávamos iniciando o Programa de Apoio Evangelístico na Bolívia. Eu creio que esta situação foi no ano de 2012. O material havia acabado em Bolívia e enfrentávamos dificuldades para receber a segunda remessa fazendo o processo de importação por Bolívia.

Diante disso, fiz pedidos de material pela região de fronteira do Brasil com Bolívia. O Brasil estava recebendo contêineres com frequência, então tivemos a ideia de trazer o material de São Paulo até Corumbá (MS), na fronteira, e depois atravessá-lo para o lado boliviano, conduzindo até Santa Cruz de la Sierra.

O contêiner chegou ao Brasil com quase 3 toneladas de material impresso. Fui até Corumbá e, com a ajuda de lideranças locais, conseguimos um galpão para armazenar tudo. Um pastor, que também era sócio de uma empresa de ônibus e caminhões, cedeu espaço em seu depósito e pallets para não deixarmos o material no chão.

Materiais evangelístico chegando na Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra (2012)

O próximo desafio era passar as caixas para a Bolívia. As autoridades aduaneiras exigiam documentação de importação e exportação, o que dificultava muito, já que se tratava de doação. Alguém nos orientou a transportar aos poucos — 100 ou 150 caixas por vez — o que tornava a travessia possível.

Com a ajuda do irmão Nigel Mercado, coordenador na Bolívia, começamos esse processo. Algumas vezes os policiais compreendiam nossa situação e liberavam a passagem. Em certa ocasião, um deles pediu uma Bíblia. Naquele momento Nigel só tinha livretos, mas depois os irmãos compraram uma Bíblia e entregaram ao policial. Essa atitude abriu portas para continuarmos atravessando o material até completar as 3 toneladas.

Outro obstáculo foi o frete de São Paulo até a fronteira. Eu havia falado com várias empresas e o valor estava muito alto, algo impensável para nós. Oramos, pedimos ajuda a várias igrejas e irmãos, até que Deus moveu o coração de uma pessoa que pagou integralmente esse transporte. Se eu não estou enganado o valor chegada aos R$10.000 Reais, ou mais. Mas graças a Deus que as portas foram abertas.

Ainda faltava levar o material da fronteira até Santa Cruz, uma distância de 580 km. Conversei com caminhoneiros e irmãos da região, mas os custos eram também altos. Uma irmã evangelista se dispôs a ajudar, cobrando apenas 250 dólares. Eu não tinha o valor e levei essa necessidade em oração.

Enquanto orava em meu quarto em Santa Cruz de la Sierra, recebi uma ligação de um irmão do Equador. Ele me enviou exatamente 250 dólares pelo Western Union. Com esse recurso, conseguimos pagar o frete, e o material finalmente chegou a Santa Cruz de la Sierra.

Base de Apoio em Santa Cruz, Bolívia (2012)

Compartilho essa história porque até hoje enfrentamos lutas semelhantes. Às vezes a dificuldade é o frete, outras vezes o recurso para viagens ou para manter a obra em andamento. Os custos no Brasil, por exemplo, são muito altos — pedágios, impostos e transporte interno chegam a ser mais caros do que viajar para fora do país.

Mesmo assim, desde 2021 quando decidimos avançar com o projeto no Brasil o Senhor tem nos sustentado. Hoje temos uma base em Aracaju, atendendo boa parte do Nordeste, e estamos iniciando outra em São Luís do Maranhão. Já enviamos mais de uma tonelada de material para lá e oramos para que logo possamos enviar o primeiro contêiner com 10 toneladas, alcançando também a região Norte do Brasil — onde os desafios são ainda maiores devido às condições precárias das estradas e ao custo do transporte.

Mas cremos que o Deus que nos mandou realizar este trabalho é o mesmo que levanta pessoas para sustentá-lo. Não foi uma ideia nossa, foi o Senhor quem nos chamou, e Ele tem suprido cada necessidade no tempo certo.

Agradeço a cada irmão que tem colaborado e intercedido por este projeto. Seguimos avançando, certos de que tudo acontece no tempo do Senhor.

Amém? Continue orando por nós.

Peniel N Dourado

O Poder do Apoio Evangelístico Local na Bolívia

Você já se perguntou o que significa ser uma ferramenta de Deus em um lugar de grande necessidade? A evangelização não se limita a um único evento, mas a um trabalho contínuo e dedicado. Conheça a história de como o apoio evangelístico local está transformando a cidade de Oruro, na Bolívia, e o que isso pode ensinar a você sobre o poder da colaboração na obra de Deus.

Evangelista levando a Palavra de Deus escrita em Oruro, Bolívia

Este é o Mercado Cantuta, em Oruro, na Bolívia. Muitas vezes, viajamos de Santa Cruz de la Sierra até aqui para levar a Palavra de Deus a esse povo. No entanto, o que são algumas atividades evangelísticas esporádicas diante de tanta necessidade?

A Palavra de Deus é clara em dizer que a Seara é grande, mas poucos são os ceifeiros. “E disse-lhes: A seara é realmente grande, mas os ceifeiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie ceifeiros para a sua seara” (Lucas 10:2).

Louvamos a Deus porque o melhor resultado na evangelização acontece quando os missionários locais estão constantemente realizando o trabalho. É por isso que, hoje, temos um ponto de apoio evangelístico em Oruro, servindo a evangelistas que não atuam apenas no Mercado Cantuta, mas também na grande feira da Firmino Lopez, nos hospitais, nos pequenos mercados das periferias, nas casas e em muitos outros lugares.

O líder local, além de atender a cidade de Oruro, tem levado a mensagem aos povoados, alcançando regiões onde ainda não existe uma igreja pregando o Evangelho. E a Palavra de Deus é como um tesouro que não deve ser guardado, mas compartilhado. “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?” (Romanos 10:14). Essa iniciativa garante que a mensagem de salvação chegue a lugares remotos, onde a luz do Evangelho ainda não brilhou.

O evangelismo local é a estratégia mais eficaz para a grande comissão. Não se trata de uma única pessoa com um microfone, mas de um corpo de crentes unidos, cada um com uma função, trabalhando juntos para um propósito maior. É o exemplo perfeito da igreja como o corpo de Cristo. “Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo” (1 Coríntios 12:27).

Que o Senhor Jesus continue nos concedendo grandes oportunidades para alcançar vidas em toda a América do Sul. A evangelização em Oruro nos ensina uma lição valiosa: a missão não é um ato isolado, mas uma vida dedicada a servir, capacitar e multiplicar o trabalho, permitindo que o Reino de Deus se expanda de forma orgânica e constante.


Desafio prático: Comece a orar hoje mesmo para que Deus levante e fortaleça os evangelistas locais em sua própria cidade e em outras nações. A oração é a força motriz de toda a obra evangelística.

Apoio Evangelístico em Oruro: Alcançando vidas na Bolívia

Apoio Evangelístico em Oruro, Bolívia

O Mercado Cantuta, em Oruro, é um dos lugares onde o Evangelho tem sido anunciado com amor e perseverança. Muitas vezes viajamos de Santa Cruz de la Sierra até essa cidade para compartilhar a Palavra de Deus. Mas diante de tanta necessidade, percebemos que o maior impacto acontece quando evangelistas locais estão constantemente realizando o trabalho.

Evangelismo em Oruro, Bolívia

Hoje louvamos a Deus, pois temos um Ponto de Apoio Evangelístico em Oruro. Esse projeto fortalece e acompanha evangelistas que não atuam apenas no Mercado Cantuta, mas também na grande feira da Firmino Lopez, nos hospitais, nos pequenos mercados das periferias, nas casas e em muitos outros lugares onde a Palavra precisa ser ouvida.

Além disso, o líder local não se limita à cidade. Ele tem alcançado também os povoados próximos, levando a mensagem de salvação a regiões onde ainda não existe uma igreja para pregar o Evangelho.

Essa obra missionária é um testemunho de que quando há visão, apoio e perseverança, Deus abre portas para que Sua Palavra chegue a corações sedentos.

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)

Nossa oração é que o Senhor Jesus continue nos concedendo grandes oportunidades para alcançar vidas em toda a América do Sul.