
Acredito que se queremos realmente participar das obras mais profundas de Deus, daquelas atividades que aos olhos de Deus tem um grande valor devemos ter um coração quebrantado. Não é saltando, dançando, gritando que muralhas são derrubadas. O trabalho missionário necessita de corações quebrantados que possam ver a realidade e chorar. O povo americano viu em 11 de Setembro de 2001 a calamidade e chorou. Os mortos estavam ali, o ar estava cheio com o perfume da morte e não era momento de dança, de regozijo, de saltar e gritar, pois as lágrimas eram propícias ao momento.
Jesus Cristo chora, pois diante dele não existe um mundo belo, promissor, atraente, mas um vale de ossos sequíssimos (Ez. 37:2 ). Deus procura não somente profetas que digam: “Ossos secos, ouvi a Palavra do Senhor” ( Ez. 37:4), mas companheiros da angustia. Qual a última vez que você foi a um shopping e voltou com o coração quebrantado por encontrar um vale de ossos sequíssimos? As multidões passam a nossa frente e Jesus Cristo chora pelas almas. Quem será companheiro do Mestre?
Fazer missão, realizar o trabbalho evangelístico não é buscar os próprios interesses. Você pode chegar no campo missionário e lutar pelos interesses denominacionais, os seus próprios interesses, mas não cumprirá a missão. Deus envia um missionário para suprir uma necessidade. E quando vemos uma necessidade, temos uma responsabilidade e por ela daremos conta. Devemos sentir o peso da responsabilidade, pois deixamos casas, nossos irmãos, nossas irmãs, pai e mãe por amor do Nome ( Mt 19:29 ), em obediência ao Mestre e o missionário está no campo para suprir a necessidade o que o Mestre apresenta.
Não defendemos a anarquia, pois temos nossas responsabilidades ministeriais. Não estamos defendendo a idéia de se fazer a Obra sem ter um pastor, sem ter um ministério, pois é muito fácil realizar um trabalho sem ter que prestar contas a alguem. Mas em tudo existe um limite e a Palavra de Deus nos impõe os limites, pois é nossa carta máxima. Nós temos responsabilidade e temos a quem reportar, responder pelo que estamos fazendo. Mas, todo o intento do coração, o anelo mais profundo do coração de um homem é como o leme de sua vida. Você está para agradar aos homens ou a Deus? O segredo é cumprir as obrigações e, sobre tudo, agradar a Deus.
Mas levantando os olhos, o que você está vendo? Deus busca corações dispostos a participar das angustias de Cristo. Olhos disposto a ver a necessidade e um espírito pronto a supri-la. Lembro de um dia quando eu fui com minha família a uma feira em Santa Cruz de la Sierra, compramos, andamos de um lado para outro e comecei a ficar muito incomodado. Era milhares de pessoas a minha frente e a Palavra veio ao meu coração: “Quem vai fazer algo por essas vidas?” Uma angustia profunda invadiu meu coração naquele dia. Comecei a orar neste sentido. Eu não via mais pessoas comprando, andando e vendendo, eu via mortos vivos diante de mim. Cada vez que ia a uma feira via a necessidade, pois até então, durante todo tempo que estávamos em Bolívia, não havia encontrado ninguém pregando nesses lugares movimentados. Me sentia pequeno diante de tamanha necessidade, mas Deus nos ensinou a usar o que há em nossas mãos.
Hoje estamos em pleno trabalho, mas cada orientação que devemos buscar do Senhor, lugares onde devemos realizar os Impactos Evangelísticos, nós conseguimos a resposta no quarto das lágrimas. É aos pés do Mestre, participando da dor do Mestre que nossos olhos espirituais são abertos para que possamos ver o que o Mestre, Jesus Cristo, quer que vejamo.
Pastor Peniel Nogueira Dourado
Escrito em Maio de 2011 – Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

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