Eu recebi a seguinte pergunta em meu vídeo do canal do Youtube @VivendopraAdorar. Ele diz: “A paz do Senhor Jesus Missionário.
Gostaria que falasse sobre “Família é enviada por uma igreja com a manutenção de 2 salários, as filhas se empregam e tudo bem, mas a esposa do Missionário que é missionária também pode se empregar também? Mesmo recebendo salário Missionário para ganhar almas?” Por favor crie um tema de um vídeo é fale sobre isso, e nos dê um entendimento ao seu parecer. Sou grato à Deus pelo seu conteúdo.”
Muito boa pergunta e aqui eu dou minha resposta:
A paz do Senhor Jesus. Agradeço imensamente por sua pergunta, um tema realmente muito relevante e complexo ao mesmo tempo. Sim, vou anotar sua sugestão e, assim que possível, farei um vídeo para aprofundar esse assunto. Mas eu quero trazer aqui em nosso blog o que penso sobre o tema.
O assunto de finanças no serviço missionário é bastante delicado, e sei que existem diversas opiniões e visões dentro da igreja. Por isso, prefiro não entrar no mérito do que cada pessoa pensa, como aprendou, de quem aprendeu, mas sim focar na realidade prática do campo de missões e naquilo que eu tenho aprendido.
A quantia enviada a um missionário é muito relativa e depende de onde e em que projeto ele está trabalhando. Existem lugares que o custo de vida é alto. Existem projetos que levam muito recurso. E também entra nesta questão a visão do que é necessário para o missionário se manter. Ele terá que pagar uma escola aos filhos? O aluguel é muito caro?
Como já mencionei em outros momentos em meu blog e por vídeos que é extremamente difícil para o missionário depender exclusivamente de um valor fixo dado por uma igreja, seja um, dois ou cinco salários, enviado por uma única igreja. O crescimento do projeto missionário é o que impulsiona a necessidade de mais recursos. Ou seja, o projeto está constantemente crescendo e se o missionário não envolve mais parceiros ao projeto terá dificuldades.
Por isso, dizer que dois salários são suficientes para o missionário é, muitas vezes, um julgamento precipitado. E não estou fazendo juízo a este caso específico, apenas estou dizendo que é relativo.
Não é incomum que o missionário, sem outra fonte de renda, precise arranjar um emprego para complementar o sustento de sua família e, ao mesmo tempo, continuar a obra de Deus. Isso prejudica diretamente o andamento do trabalho, pois ao invés de está desenvolvendo a obra o missionário está empregado buscando o sustento. Mas esta é a realidade de muitos que estão no campo. É complicado criticar essa atitude, pois ela é fruto de uma realidade de escassez.
Imagine a seguinte situação: um missionário recebe um salário de sua igreja, mas ele usa a maior parte desse dinheiro para a manutenção do projeto, pois ele se deu ao projeto, nasceu em seu coração e certamente o fará. Enquanto isso, deve trabalha em outra função para sustentar sua casa. Como fica o desenvolvimento deste trabalho?
Por isso, a regra geral deveria ser o missionário buscar envolver o maior número de igrejas, associações, agencias de missões parceiras possível, para que o projeto não pare de crescer.
Mas, sendo sincero, o ideal mesmo, como a Bíblia nos ensina, é não julgar o servo alheio. É isso que eu procuro fazer. Não julgo a forma como um missionário se mantém no campo, pois somente ele conhece a realidade que enfrenta.
Mas eu tenho uma dica bem prática para quem deseja apoiar um projeto de missões: apoie a visão de Deus, não o missionário isolado.
Se você enxerga que Deus deu uma visão clara a um missionário e que ele está empenhado em desenvolvê-la, então meu conselho é: apoie essa visão. A maneira como ele vai administrar os recursos, seja para o projeto ou para sua família, é uma questão entre ele e Deus. Se, por outro lado, você não vê uma visão de Deus sendo desenvolvida no projeto, minha sugestão é que não apoie. Projeto missionário em desenvolvimento sem a visão de Deus é mercenerismo e quem apoia mercenários galardão de mercenário receberá.
E sobre a questão dos valores enviado ao missionário também é muito relativo. Muitos missionários que vão para a Europa, por exemplo, recebem um valor considerado bom na América Latina, mas que é insuficiente para a realidade europeia. Esses missionários precisam trabalhar para se manter e, ao mesmo tempo, continuar a obra.
Muitas vezes missionário que estão trabalhando em países européis só vão consiguir trabalhar de forma integral quando o próprio trabalho local consegue manter. Pois depender das ofertas enviadas pelo Brasil é bem complicado.
Em resumo, é muito difícil criar uma regra geral para este sustento. O mais importante é analisar se o missionário tem uma visão de trabalho dado por Deus e se está se dedicando a desenvolvê-la com amor. Se sim, vale a pena apoiar. Se não, é melhor retirar o apoio.
Mais uma vez, obrigado por sua participação. Sua sugestão está anotada, e em breve teremos o vídeo sobre o tema.
Deus o abençoe
Sobre o Vídeo
Abaixo eu vou deixar o vídeo no Youtube em que o proprietário do canal @VivendopraAdorar postou a pergunta. Eu espero que você assista e se tiver alguma pergunta também será um prazer responder logo que possível
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Um forte abraço e que o Senhor Jesus te abençoe
