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Expectativas Falsas: O que Abala o Ministério Missionário?

No campo missionário, é muito comum as pessoas criarem visões distorcidas. Lembro de um irmão que veio de São Paulo. Ele tinha visto uma reportagem sobre nosso trabalho com os povos indígenas e estava super entusiasmado.

Chegamos no caminhão que ia para a aldeia, e a realidade veio à tona. Um indígena embriagado começou a nos acusar de roubar madeira. A confusão foi tanta que ele sacou uma faca! O caminhão parou, nós pulamos e fugimos.

O irmão ficou aterrorizado, com pavor dos indígenas. Ele acabou desistindo de continuar, e tivemos que prosseguir com a obra sozinhos. O que aconteceu com ele? Ele criou uma expectativa equivocada, a de um aventureiro que tiraria fotos e viveria uma experiência incrível. Mas o campo missionário não é assim. A Bíblia nos lembra que “o coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios 16:9). Nossos planos e expectativas podem ser derrubados, mas a vontade de Deus prevalece.

Em outra ocasião, na Bolívia, a caminho do Peru, passamos por uma situação terrível: fome, problemas com a imigração e quase perdemos o ônibus. Um irmão que estava conosco perguntou como eu conseguia enfrentar aquilo em silêncio. Respondi: “Precisamos manter o foco na missão, ir e resolver o que precisa ser resolvido”. Isso ecoa a instrução de Jesus em Lucas 14:28, que nos ensina a calcular o custo antes de iniciar uma jornada. O campo missionário exige realismo.

Seja realista. Não espere que o deserto seja um paraíso; será quente e sem água. Não se engane com lugares frios, pensando que são como nos filmes. O frio é o mesmo em qualquer lugar, e muitos missionários nem saem de casa nessas regiões porque a expectativa era falsa. A primeira dica é: não cultive expectativas irreais. Isso só vai gerar frustração. Você está entrando em território inimigo, e tudo pode acontecer.

Confiança em Deus, não em Homens

Outra causa de desânimo é a dependência excessiva de outras pessoas, a confiança desmedida em seres humanos. Muitos missionários confiam 100% em seu pastor ou em uma agência para a sustentação de seu projeto. Minha pergunta é: e se seu pastor começar a falhar no envio de recursos? Isso é uma possibilidade, e você precisa estar pronto. A Palavra de Deus nos adverte: “Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há salvação” (Salmos 146:3).

Se você recebeu o chamado divino, a responsabilidade pela obra é sua. Você pode receber apoio de sua igreja, mas não pode depositar toda a sua fé nisso. As pessoas falham. A sustentação de um projeto deve estar em suas mãos. Por exemplo, sempre busco ter três ou quatro fontes de apoio, pois sou o responsável pelo trabalho que o Senhor me confiou. Como Filipenses 4:19 nos assegura, “o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades, segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus”. A provisão vem d’Ele.

Tenho 45 anos e comecei no ministério missionário aos 19. Uma coisa que aprendi é que os projetos estão sempre se expandindo, e dedico boa parte do meu tempo a buscar novas parcerias e a divulgar a obra. Por quê? Porque à medida que o trabalho cresce, preciso envolver mais gente. Não confie em uma única pessoa ou igreja. Isso cria uma ilusão e leva à frustração.

A Comunicação é Essencial

Por fim, a terceira razão para o desânimo é a falta de comunicação. Às vezes, o doador pensa que você está envolvido em um projeto, mas, na verdade, você está em outro. A falta de comunicação pode gerar mal-entendidos e levar à interrupção do apoio.

Eu me esforço para ser muito transparente sobre meu trabalho. Digo que sou pastor de uma igreja no Paraguai e explico o que fazemos. Digo que estou à frente do Programa de Apoio Evangelístico e mostro o que realizamos. Essa comunicação clara e contínua evita problemas. Paulo era um mestre na comunicação, sempre informando as igrejas sobre seu ministério e as necessidades da obra (2 Coríntios 11:28).

O missionário, quando está no campo, fica tão focado na obra que, muitas vezes, esquece de fornecer informações aos mantenedores. Se você não fizer isso, o apoio cessará. A maioria das pessoas para de ajudar após três meses, no máximo seis. Depois de um ano, você estará sozinho. A comunicação é vital para as missões, pois “cada um de vocês deve ser pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar” (Tiago 1:19), garantindo que as informações sejam claras e o relacionamento, sólido.

Nossa jornada é cheia de incertezas, mas a convicção de que Deus nos guia é o que nos sustenta. Seja realista, confie em Deus e comunique-se de forma clara. Esses três pilares vão te manter firme no campo, mesmo quando a realidade se chocar com suas expectativas.

Vida Missionária: O Preço Oculto de Seguir a Cristo

O chamado missionário é, sem dúvida, um dos mais sublimes e cruciais para a expansão do Reino de Deus. No entanto, por trás de cada testemunho de conversão, de cada nova igreja plantada e de cada projeto em andamento, existe um preço invisível que o missionário paga para cumprir a sua vocação.

Um dos sacrifícios mais profundos é a distância: a saudade da igreja que o discipulou, a ausência da família, a falta em datas importantes e o custo de não acompanhar de perto a vida dos entes queridos. Este é o peso da renúncia que acompanha a “Grande Comissão” de Cristo.

Peniel e Mina. Pôr do sol à beira do Rio Paraguai, Corumbá, fronteira com Bolívia

Lembro-me de um missionário que, em 15 de Novembro, Dia da Proclamação da República, cantava com emoção o Hino Nacional Brasileiro e o Hino da Bandeira. Naquele momento, a cena me pareceu estranha, mas ele estava, na verdade, sentindo falta do Brasil, da língua portuguesa e da cultura que lhe era própria.

Muitos podem ler sobre esses relatos e considerá-los tolos ou até mesmo supérfluos, como me senti ao ver aquele missionário cantando, mas só quem vive compreende a profundidade dessa dor. É um fardo que se carrega por amor à causa de Cristo.

A Bíblia nos ensina que o discipulado exige uma entrega radical. Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8:34). O missionário, ao negar o conforto e a proximidade de seu lar e cultura, está assumindo a sua cruz e priorizando o Mestre acima de tudo.

Por fim, aqueles que persistem neste caminho, mesmo em meio à dor, são sustentados pela certeza da obra que realizam. Como está escrito: “Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas-novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: ‘O seu Deus reina!'” (Isaías 52:7). A beleza do anúncio do Reino supera o peso da renúncia pessoal.

O missionário deixa para trás a segurança de sua cultura, seus amigos, a igreja e seu círculo de apoio. Além disso, há o peso da solidão e o isolamento cultural, que é uma dor silenciosa, mas real.

Visitando a Missão por Compaixão no Paraguai

O missionário também enfrenta o preço do estresse e do esgotamento emocional. Lidar com a escarcez, a violência e as necessidades espirituais de uma comunidade inteira, muitas vezes sem um sistema de apoio local, pode ser avassalador. É preciso de um tempo para recarregar e de pessoas que entendam suas lutas.

A Grande Comissão é um chamado urgente. A cada dia que passa, milhares de pessoas morrem sem ter ouvido a mensagem de salvação. A urgência da missão exige que o missionário esteja disposto a pagar o preço. No entanto, ele não precisa fazê-lo sozinho. A igreja e os parceiros missionários são chamados a dividir esse fardo.

O sacrifício do missionário é uma forma de testemunho vivo. A Bíblia nos ensina que o sofrimento por amor a Cristo não é em vão (Filipenses 1:29). Cada lágrima derramada, cada noite de insônia e cada despedida dolorosa são parte da gloriosa jornada que levará o Evangelho aos confins da Terra.

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Um forte abraço e que o Senhor Jesus te abençoe

Contêineres com literaturas evangelísticas

Vamos com um pouco mais do Diário Missionário? Hoje eu quero compartilhar uma forte mudança no meu trabalho em missões. Por muito tempo o nosso trabalho era estar na linha de frente, no calor da rua, contato direto com outros evangelistas, mas o Senhor tinha algo muito diferente planejado para mim e desejo compartilhar este processo com você.


O Evangelismo e o Serviço de Apoio

Por muito tempo, eu fazia o pedido de material e ele vinha por meio da missão chamada Vetome na Bolívia. Os irmãos de lá cuidavam de toda a documentação, armazenamento e solicitação do material. Eles sempre me mantinham informado: “Peniel, o container está para chegar”, “A documentação já foi dada entrada”. E assim nós trabalhávamos de forma conjunta.

Material evangelístico chegando em Bolívia (2012)

Inicialmente, uma pequena quantidade do material vinha para o nosso trabalho. Depois ampliamos para um terço do contêiner e com o tempo, ampliamos nosso projeto e a solicitação, passando a receber a metade do container de 40 pés. O trabalho de apoio naquela época estava crescendo rapidamente.

Foi aí que comecei a ter alguns problemas com os irmãos da Vetome. Na prática, eles estavam fazendo a importação e todo o processo, mas a quantidade de importação começou a aumentar. Antes eles importavam a cada dois ou três anos e agora tinha que fazer toda ano e em algumas ocasições tiveram que fazer duas importações anuais.

Enquanto isso, o número de evangelistas que apoiávamos só crescia. Na época eu estava orando ao Senhor para continuar com o trabalho de rua, que eu realizava diariamente com o grupo de evangelismo. Todos os dias eu pegava meu megafone, minha mochila e saía com alguns irmãos para o trabalho de impacto pelas feiras de Santa Cruz de la Sierra.

Peniel, missionário Welder e Deborah na região do Los Pozos, Santa Cruz – Bolívia

Muitas vezes, eu conseguia recursos para pagar a passagem, a alimentação dos evangelistas e, em vários casos, até o alojamento desses irmãos quanto íamos a outras cidades ou em outros departamento. O trabalho era praticamente diário e o único dia que não estávamos nas ruas era aos domingos.

Fiz esse trabalho por vários anos. Era muito impactante! A gente via o mover de Deus, e eu, no serviço evangelístico, tinha o contato direto com as pessoas nas ruas. Era algo que me empolgava muito e não tinha desejo algum de parar com este serviço.

Grupo de evangelismo na região da Ramada de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Os contêineres em meu Caminho

Um dia, porém, o Senhor começou a falar comigo para que eu parasse com o trabalho de rua e me dedicasse integralmente ao serviço de apoio. Sinceramente, eu não queria parar. Eu achava que daria para continuar com os trabalhos de impacto e, ao mesmo tempo, realizar o apoio.

O que eu não estava entendendo era que o Senhor estava me entregando um trabalho com uma escala muito maior quanto a quantidade de material e evangelistas, assim eu precisaria dedicar muito mais tempo a este novo trabalho.

Um dia, depois de fazer compras em um mercado, eu estava na avenida esperando meu ônibus, e passou bem ao meu lado uma carreta com um container de 40 pés. Fiquei olhando para aquela imensa caixa de ferro e algo ardeu no meu coração. Pensei: “E se você começar a trazer containers e mais containers como este para o serviço de apoio, como vai ficar o trabalho de evangelismo?”

Contêiner de 40 pés chegando em Bolívia

Enquanto a carreta passava, eu não conseguia esconder a emoção. Enquanto eu pensava na possibilidade de dedicar mais tempo ao apoio o Espírito de Deus começou falar em meu coração, dizendo: “Chegará o tempo em que você estará trazendo trazendo containers com materiais impressos para o evangelismo. Você precisa dedicar-se a este trabalho.”

Eu, por natureza, queria fazer o trabalho rápido, alcançar vidas, ver o resultado imediato, distribuir a literatura e estar presente em todo o processo. O grande problema é que isso não é escalável. Se você vai trabalhar com uma pequena quantidade de material, tudo bem, mas se você pretende ampliar o apoio, alcançando e sustentando muito mais evangelistas, você precisa concentrar sua atenção.


A Plantadeira Gigante

Era justamente isso que Deus estava me dizendo: “Peniel, concentre-se no apoio. Aquela palavra era muito forte. O Senhor Jesus começou a mostrar que colocaria esse trabalho em minhas mãos e que seria escalável. Eu lembrei de quando o Senhor havia falado dentro do meu quarto anos atrás que colocaria muito material impresso em minhas mãos. Eu estava vivendo um verdadeiro turbilhão do agir de Deus.

Na época, eu não tinha ideia de como isso aconteceria. Eu não tinha conhecimento em importação, não sabia como lidar com as empresas, nem de onde conseguir recursos para pagar fretes e documentações. Era Deus falando comigo no meio da rua, ministrando ao meu coração, e eu sem ter a mínima noção da logística e de como fazer o trabalho

Peniel Dourado distribuindo a Palavra de Deus escrita em uma feira de roupas (2010)

Em outro dia, passei em frente a uma loja de materiais agrícolas e vi uma plantadeira enorme no pátio. Pensei: “Como aquela máquina trabalha tão devagar, sem velocidade, mas consegue plantar uma quantidade imensa de sementes em uma área enorme em poucas horas?”

O Espírito Santo começou a falar ao meu coração, dizendo: “Peniel, seu trabalho será como essa plantadeira. Você vai trabalhar de modo mais lento, mas serão milhares e milhares de vidas alcançadas.” Eu não via beleza na máquina, mas ela é uma ferramenta poderosa para plantar muitas sementes em uma área gigantesca.

Peniel Dourado e um contêiner de 40 pés, Bolívia

O Espírito Santo continuava: “Seu trabalho será como essa plantadeira. Você andará devagar, mas a quantidade de sementes alcançada será enorme.”

Obs.: Se você quiser saber o que é uma plantadeira clique aqui


A Expansão Atual do Projeto

Hoje, nosso trabalho mudou drasticamente. Saímos de Santa Cruz de la Sierra — onde minha casa era nossa base de apoio na Bolívia — e fomos em janeiro de 2021 a Corumbá, região de fronteira com Bolívia, onde ficamos um ano, dedicando-me a abrir pontos de apoio em outras regiões, como o Paraguai e o Brasil.

Obs.: Se você tiver interesse de assistir os vídeos gravados em 2021 quando estivemos na região de fronteira, nossa viagem ao Acre, Paraguai, Bahia, Pernambuco, as primeiras viagem a Aracaju clique aqui

Em janeiro de 2022, chegamos ao Paraguai, assumindo a Missão Siloé, um trabalho missionário aberto pelos meus pais. Atualmente, o trabalho local que eu faço é mais pastoral (cultos, discipulado, Escola Bíblica Dominical). No entanto, em relação com o Programa de Apoio Evangelístico, nosso foco agora é justamente abrirBases de Apoio na América do Sul.

Liderança da região nordeste do Brasil

Fazemos a solicitação dos materiais que chegam à Bolívia em quantidades enormes. Da mesma forma, estamos trabalhando na solicitação de materiais para a nossa Base de Apoio no Nordeste do Brasil e para a segunda Base de Apoio em São Luís do Maranhão.

Sei que o trabalho não vai parar. Precisamos avançar ao norte do Brasil, ter uma base na região centro-oeste e também no sul do Brasil. Em cada região, precisamos de um ponto para receber esse grande volume de material e facilitar a distribuição pelos irmãos locais.


Expandindo o Apoio Evangelístico

Continuamos trabalhando na expansão para outras nações da América do Sul, mantendo o alvo de avançar ao Uruguai, à Argentina, ao Peru e aos demais países.

Peço que você ore por nós, para que Deus coloque bons obreiros em nosso caminho. Com eles, teremos um alcance gigantesco da Palavra de Deus. E que Ele nos dê sabedoria para identificar os maus obreiros — aqueles que, pela arrogância e coração endurecido, tentam frear o desenvolvimento do trabalho.

Contêineres chegando na Base de Apoio em Aracaju

Nosso objetivo é inundar a América do Sul com a Palavra de Deus. Eu creio no agir do nosso Deus e que Ele continuará abrindo as portas! Nós temos uma ordem e devemos obedecer.

Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. – Marcos 16:15

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O Sustento Missionário: Uma Visão Sincera

Eu recebi a seguinte pergunta em meu vídeo do canal do Youtube @VivendopraAdorar. Ele diz: “A paz do Senhor Jesus Missionário.
Gostaria que falasse sobre “Família é enviada por uma igreja com a manutenção de 2 salários, as filhas se empregam e tudo bem, mas a esposa do Missionário que é missionária também pode se empregar também? Mesmo recebendo salário Missionário para ganhar almas?” Por favor crie um tema de um vídeo é fale sobre isso, e nos dê um entendimento ao seu parecer. Sou grato à Deus pelo seu conteúdo
.”

Muito boa pergunta e aqui eu dou minha resposta:

A paz do Senhor Jesus. Agradeço imensamente por sua pergunta, um tema realmente muito relevante e complexo ao mesmo tempo. Sim, vou anotar sua sugestão e, assim que possível, farei um vídeo para aprofundar esse assunto. Mas eu quero trazer aqui em nosso blog o que penso sobre o tema.

O assunto de finanças no serviço missionário é bastante delicado, e sei que existem diversas opiniões e visões dentro da igreja. Por isso, prefiro não entrar no mérito do que cada pessoa pensa, como aprendou, de quem aprendeu, mas sim focar na realidade prática do campo de missões e naquilo que eu tenho aprendido.

A quantia enviada a um missionário é muito relativa e depende de onde e em que projeto ele está trabalhando. Existem lugares que o custo de vida é alto. Existem projetos que levam muito recurso. E também entra nesta questão a visão do que é necessário para o missionário se manter. Ele terá que pagar uma escola aos filhos? O aluguel é muito caro?

Como já mencionei em outros momentos em meu blog e por vídeos que é extremamente difícil para o missionário depender exclusivamente de um valor fixo dado por uma igreja, seja um, dois ou cinco salários, enviado por uma única igreja. O crescimento do projeto missionário é o que impulsiona a necessidade de mais recursos. Ou seja, o projeto está constantemente crescendo e se o missionário não envolve mais parceiros ao projeto terá dificuldades.

Por isso, dizer que dois salários são suficientes para o missionário é, muitas vezes, um julgamento precipitado. E não estou fazendo juízo a este caso específico, apenas estou dizendo que é relativo.

Não é incomum que o missionário, sem outra fonte de renda, precise arranjar um emprego para complementar o sustento de sua família e, ao mesmo tempo, continuar a obra de Deus. Isso prejudica diretamente o andamento do trabalho, pois ao invés de está desenvolvendo a obra o missionário está empregado buscando o sustento. Mas esta é a realidade de muitos que estão no campo. É complicado criticar essa atitude, pois ela é fruto de uma realidade de escassez.

Imagine a seguinte situação: um missionário recebe um salário de sua igreja, mas ele usa a maior parte desse dinheiro para a manutenção do projeto, pois ele se deu ao projeto, nasceu em seu coração e certamente o fará. Enquanto isso, deve trabalha em outra função para sustentar sua casa. Como fica o desenvolvimento deste trabalho?

Por isso, a regra geral deveria ser o missionário buscar envolver o maior número de igrejas, associações, agencias de missões parceiras possível, para que o projeto não pare de crescer.

Mas, sendo sincero, o ideal mesmo, como a Bíblia nos ensina, é não julgar o servo alheio. É isso que eu procuro fazer. Não julgo a forma como um missionário se mantém no campo, pois somente ele conhece a realidade que enfrenta.

Mas eu tenho uma dica bem prática para quem deseja apoiar um projeto de missões: apoie a visão de Deus, não o missionário isolado.

Se você enxerga que Deus deu uma visão clara a um missionário e que ele está empenhado em desenvolvê-la, então meu conselho é: apoie essa visão. A maneira como ele vai administrar os recursos, seja para o projeto ou para sua família, é uma questão entre ele e Deus. Se, por outro lado, você não vê uma visão de Deus sendo desenvolvida no projeto, minha sugestão é que não apoie. Projeto missionário em desenvolvimento sem a visão de Deus é mercenerismo e quem apoia mercenários galardão de mercenário receberá.

E sobre a questão dos valores enviado ao missionário também é muito relativo. Muitos missionários que vão para a Europa, por exemplo, recebem um valor considerado bom na América Latina, mas que é insuficiente para a realidade europeia. Esses missionários precisam trabalhar para se manter e, ao mesmo tempo, continuar a obra.

Muitas vezes missionário que estão trabalhando em países européis só vão consiguir trabalhar de forma integral quando o próprio trabalho local consegue manter. Pois depender das ofertas enviadas pelo Brasil é bem complicado.

Em resumo, é muito difícil criar uma regra geral para este sustento. O mais importante é analisar se o missionário tem uma visão de trabalho dado por Deus e se está se dedicando a desenvolvê-la com amor. Se sim, vale a pena apoiar. Se não, é melhor retirar o apoio.

Mais uma vez, obrigado por sua participação. Sua sugestão está anotada, e em breve teremos o vídeo sobre o tema.

Deus o abençoe


Sobre o Vídeo

Abaixo eu vou deixar o vídeo no Youtube em que o proprietário do canal @VivendopraAdorar postou a pergunta. Eu espero que você assista e se tiver alguma pergunta também será um prazer responder logo que possível

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Um forte abraço e que o Senhor Jesus te abençoe

O lado difícil da vida missionária que poucos conhecem

Quando pensamos em missões, a primeira imagem que vem à mente é de paisagens exóticas, culturas diferentes e a alegria de ver almas se convertendo depois de um culto maravilhoso. É claro que essa é uma parte linda da jornada, mas a vida missionária tem um lado que poucos conhecem: os desafios silenciosos e as dores que são enfrentadas no campo missionário.

Pastor Peniel N Dourado

Solidão e Saudades: As Emoções do Campo

Servir a Deus em outra cultura é um privilégio imenso, mas a solidão é uma companheira constante na vida de muitos que estão longe de sua igreja e familiares. Sabe, a gente sente falta do nosso bairro, da nossa casa, da comida, dos nossos amigos e dos irmãos.

E não é só a distância física. Às vezes, a maior solidão é a cultural, a sensação de não ser totalmente compreendido, mesmo estando cercado de pessoas. A saudade pode pesar muito no coração, e é aí que a nossa fé é testada de uma forma única.

Outro ponto é o cansaço emocional. Lidar com a pobreza, a injustiça, o sofrimento e, muitas vezes, a perseguição, é algo que desgasta. O missionário precisa de um lugar para conversar, de alguém que o ouça e entenda suas lutas. É neste ponto que o contato com outros missionários brasileiros no campo transcultural fora do país é tão importante.

A urgência da missão é real, mas ela exige que o missionário esteja forte em todas as áreas, inclusive na mental e emocional. Se não há força o impacto do choque cultural será brutal ao ponto de derrubar o missionário. Muitos simplesmente voltam ao Brasil dando uma desculpa qualquer, mas foram derrubados pelo choque cultural.


Enfrentando Problemas Práticos Longe de Casa

Além dos desafios emocionais, há os problemas práticos. Eu já vivi situações em que o dinheiro não chegava, a saúde fragilizava e a adaptação parecia impossível. A burocracia para entrar e se manter em um país, as dificuldades com o idioma, e a necessidade de se reajustar a um novo modo de vida são obstáculos diários.

Essas lutas não diminuem o chamado, pelo contrário, elas o fortalecem. Mas para que um missionário não desista, ele precisa de suporte. O apoio não é apenas financeiro, mas emocional.

Você já enviou uma mensagem ao missionário que você intercede e apoio financeiramente? No período de ano novo e natal você entra em contato com o missionário?


A Urgência da Missão e a Necessidade de Apoio

A Grande Comissão nos chama a ir, e a cada dia que passa, mais e mais pessoas precisam ouvir a mensagem de salvação. Mas para que o missionário permaneça firme e cumpra sua missão, ele precisa de uma retaguarda forte. E a força dos que estão à retaguarda não é apenas o envio do dinheiro, mas olhar para a alma daquele que está no campo.

A Bíblia nos ensina que a nossa luta é em equipe (Eclesiastes 4:9-12). Ninguém milita por sua própria conta e faz tudo sozinho. Se você tentar certamente perceberá que as dificuldades são maiores e sua força não vai alcançar.

Não pense que apenas os “heróis” são chamados para missões. Deus não busca homens e com uma capa de superman para fazer missões, mas Ele usa homens e mulheres comuns. Compreendemos isso, conluimos que todos podemos ser parceiros nesse trabalho em missões transculturais.

Seja orando, divulgando a obra que o missionário faz, contribuindo financeiramente e apoiando emocionalmente. Sua participação em missões é fundamental para que o missionário não se sinta só e consiga superar os momentos difíceis no campo transcultural.

Adicionei um vídeo logo abaixo onde compartilho um pouco mais sobre este assunto. Convido você a se inscrever no canal e acompanhar nossas postagens no YouTube.

Eu espero que você tire tempo para assistir e também nos ajudar a divulgar nossas postagens. Nosso alvo é transmitir a realidade da vida no campo de missões como ela é e não de forma romantizada.

Creio que cada vídeo, nossas postagens serão ferramantas para aqueles que desejam um dia está no campo transcultural e comprir o chamado.

A Base de Apoio em Aracaju, Sergipe

É uma alegria poder compartilhar com vocês o que Deus está fazendo através da Base de Apoio em Aracaju, Sergipe. O líder local é o presbítero Assis e tem feito um trabalho maravilhoso. Conheci o irmão Assis de uma forma que só posso descrever como providencia de Deus para o desenvolvimento deste trabalho de apoio.

Peniel Dourado e Assis

Bem, é uma bênção ver o trabalho que o irmão Assis está fazendo em Aracaju, Sergipe. Hoje, é ali que temos o que chamamos no Programa de Apoio Evangelístico como Base de Apoio, que é o ponto central que atende praticamente toda a região Nordeste do Brasil. O trabalho começou na cidade de Aracaju, com os primeiros Pontos de Apoio, e depois foi se expandindo para outras cidades do estado.

Minhas primeiras viagens a Aracaju foram em 2021. quando tive o privilégio de conhecer o irmão Assis pessoalmente depois de um tempo tendo contato apenas pelo Whatsapp. E expressou o desejo de apoiar outros com os materaisi e iss tocou meu coração, pois ná é fácil encontrar evangelistas que tenham esta visão

Desta forma, para mim, foi uma surpresa encontrar alguém com essa visão, mas ao mesmo tempo foi uma resposta de Deus. Encontrar pessoas que compartilham o mesmo objetivo, o de apoiar outros evangelistas com material, foi muito gratificante. Começamos a dar as orientações necessárias para o trabalho e, como já disse, o projeto cresceu em Aracaju e se expandiu para outras cidades sergipanas.

Logo depois, Deus abriu uma grande porta para levar o material à Bahia. Através do irmão Panta, ele é distribuído em praticamente todo o estado.O Panta tem uma empresa de distribuição de verduras e legumes. Ele colocou à disposição seus vários caminhões para criarmos uma cadeia de distribuição. O material chega na nossa base em Aracaju, é direcionado para a cidade de Jaguaquara, onde o Panta tem sua empresa, e de lá é enviado para as demais cidades baianas.

Peniel, Panta e Assis

Este ano, aumentamos a quantidade de material com 10 toneladas a mais com o objetivo de atender somente a Bahia, devido ao grande número de evangelistas solicitando e à abertura de novos pontos de apoio.

Mas a visão não parou por aí. Comecei a conversar com o irmão Assis para que ele ore e busque em Deus contatos, na esperança de que o mesmo resultado que tivemos na Bahia possa se repetir em outros estados, como Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e o restante do Nordeste.

Recentemente, o irmão Assis me informou sobre bons contatos de irmãos que viajam frequentemente para Recife. Isso nos dá a oportunidade de iniciar um ponto de apoio lá, e quem sabe, expandir o trabalho para outras cidades de Pernambuco.

O objetivo do nosso Programa de Apoio Evangelístico continua sendo focar em apoiar quem está trabalhando de forma constante e, para isso, nosso material é dado gratuitamente aos evangelistas, sem custo algum. Para movimentar esse material, temos nossos custos, e como os cobrimos? Através do envolvimento de irmãos que trabalham com transporte ou viajam por meio de seus trabalhos seculares.

Evangelismo no nordeste do Brasil

Procuramos passar a visão a essas pessoas, mostrando que ao apoiarem o projeto e levarem o material, elas também estão participando do serviço evangelístico.

Não é um trabalho fácil. É uma tarefa árdua, com muitas barreiras e pouco apoio. Observamos que é necessário viajar para abrir novos pontos de apoio, e essas viagens requerem recursos para passagens, hospedagem e alimentação. A grande barreira que enfrentamos é que muita gente pensa que somos pagos por essas missões ou que há uma grande missão internacional bancando todos os custos.

Eu preciso ser bem claro: isso não é verdade. Nem eu nem o irmão Assis e nenhum outro irmão deste projeto recebe recursos de nenhuma missão para fazer esse trabalho. Tudo é feito através das ofertas e da ajuda voluntária daqueles que acreditam nesse propósito. Esta é a maneira que temos mantido este trabalho deste o começo.

Acreditamos que, aquele que apoiar financeiramente é um participante do trabalho e tem parte direta no resultado do serviço. Este é a razão porque repito muitas vezes que “estamos” evangelizando o nordeste mesmo meus pés e mãos não estão na região nordeste do Brasil.

Assim, aquele que apoia o trabalho do irmão Assis na expensão do projeto, seja com uma passagem ou um recurso para uma hospedagem e alimentação durante a viagem, o resultado será grandioso na expansão do serviço de apoio aos evangelistas no Nordeste e também receberá o mesmo galardão diante do Senhor Jesus pelo resultado feito. Este é o grande princípio da participação em missões.

Em 2005, tive várias viagens marcadas que, infelizmente, não pude fazer. Uma delas era para a cidade de Boa Vista. Tentamos levantar o recurso, mas não tivemos o apoio necessário para cobrir o alto custo das passagens e da viagem. Eu compartilho essa realidade porque sei que também é a realidade do irmão Assis, que muitas vezes é limitado pela falta de apoio.

Presbítero Assis (direita) e parte da equipe da Base de Apoio em Aracaju, Sergipe

Para finalizar, a última informação que o irmão Assis me deu é que já estamos alcançando mais de 100 cidades na região Nordeste. O apoio é feito de forma constante através dos mais de 12 Pontos de Apoio espalhados pela região nordeste e que estão sob a liderança do presbítero Assis.

Nós trouxemos no começo deste ano de 2025 um contêiner de 40 pés e outro de 20. Como eu já disse, o contêiner de 20 pés foi solicitado de forma exclusiva para atender o estado da Bahia e o contêiner de 40 pés os demais estados do nordeste. São mais de 30 toneladas de material impresso para o evangelismo.

Já estamos conversando com a liderança da missão americana que faz a impressão dos materiais sobre o crescimento do apoio e a possibilidade de termos que trazer três contêineres para a região com 60 toneladas de materiais impressos apenas a Base de Apoio do nordeste. Vamos continuar orando e trabalhando para este objetivo

Louvo a Deus pela vida do nosso querido irmão Assis, o evangelista Claudio que é o contador local e todos os irmãos que somam forças neste serviço. Que Deus continue abençoando, prosperando e sustentando o trabalho que a Base de Apoio em Aracaju os quais têm feito um grande trabalho.

“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra.”2 Coríntios 9:8.

Continue orando por nossas vidas e pelo desenvolvimento do Programa de Apoio Evangelístico em toda América do Sul

As batalhas invisíveis da vida missionária

Quem olha de fora muitas vezes pensa que a vida missionária é apenas viagens, evangelismo e alegria por ver pessoas conhecendo a Jesus. Mas a verdade é que o missionário enfrenta muitas lutas no campo. Essas batalhas vão além das dificuldades financeiras ou culturais; elas envolvem também fortes guerras espirituais.

O apóstolo Paulo já alertava que “a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades” (Efésios 6:12). Isso significa que, ao levar o evangelho a novos territórios, o missionário entra em confronto direto com forças espirituais que não querem perder espaço.

Lutas emocionais e familiares

Outro desafio comum é a solidão e a saudade da família. Muitos missionários estão longe de casa, sem um abraço amigo ou uma rede de apoio próxima. Além disso, a adaptação a uma nova cultura pode gerar choque cultural e frustrações. Não é raro que o missionário sinta que carrega um peso maior do que pode suportar.

É por isso que a Bíblia nos lembra: “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1 Pedro 5:7). O missionário precisa aprender a descansar em Deus, mesmo em meio às pressões.

O papel da igreja e dos parceiros

Nenhum missionário deve lutar sozinho. O envio, as orações e o sustento da igreja fazem toda a diferença. Por isso, projetos como o Programa de Apoio Evangelístico existem: para que missionários no campo tenham suporte constante e materiais que fortaleçam sua caminhada.

Quando alguém decide se tornar parceiro missionário, está ajudando a carregar esse peso e permitindo que a Palavra de Deus avance em lugares onde ainda há pouca ou nenhuma presença cristã.

Como você pode fazer parte

Você pode se envolver de várias formas:

  • Orando diariamente pelos missionários.
  • Compartilhando informações sobre o campo missionário.
  • Contribuindo para projetos como o Programa de Apoio Evangelístico.

Assim, mesmo sem estar fisicamente no campo, você se torna parte do avanço do evangelho.

“Porque somos cooperadores de Deus” (1 Coríntios 3:9). Essa é a verdade que move a obra missionária: ninguém luta sozinho, estamos juntos no chamado.

Eu coloquei um vídeo logo abaixo onde eu falo um pouco mais sobre o assunto. Convido você a se inscrever no canal e acompanhas nossas postagens no Youtube.

Visitando evangelistas do projeto em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (VIDEO)

Você já viu o Evangelho em ação no meio do caos? Acabei de voltar de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e trouxe um registro impactante dos nossos primeiros dias por lá.

Gravei este vídeo diretamente do campo missionário em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia! Você vai mergulhar nos nossos primeiros dias na cidade, começando pela icônica região da Ramada. Lá, o movimento é incessante, e o melhor: muitas vidas estão sendo alcançadas pelo Evangelho graças ao trabalho incansável dos evangelistas locais.

Mas a jornada não para na Ramada. Tivemos o privilégio de visitar evangelistas e missionários que se mantêm firmes na obra, recebendo suporte crucial através do nosso Programa de Apoio Evangelístico. Foi uma imensa alegria reencontrar nosso irmão Rolando e todos os demais que, com uma coragem admirável, continuam anunciando a Palavra.

É importante ressaltar: eles fazem isso em meio a um cenário desafiador, com os constantes problemas políticos e econômicos que a Bolívia enfrenta. A paixão deles é maior que a crise!

Além disso, tive a oportunidade única de visitar a igreja local onde Rolando congrega. Ver de perto a manifestação do poder de Deus naquele lugar foi simplesmente revigorante. Cada visita, cada oração feita, e cada Palavra compartilhada não é um evento isolado. É uma peça fundamental em algo muito maior que o Senhor está realizando em nós e através de nós.

A missão é um esforço conjunto. Esses guerreiros precisam do nosso apoio e reconhecimento para se manterem firmes na linha de frente.

Desafio Prático: Assista agora para ver a fé em ação! E, por favor, não guarde esta bênção só para você: compartilhe imediatamente este vídeo com outros irmãos que têm o coração ardendo por missões. Juntos, somos a retaguarda que fortalece a mão desses evangelistas!

O apoio necessário ao missionário no campo transcultural

Preparei um vídeo onde falo sobre o apoio aos missionário que estão no campo de missões transcultural. É importante compreender que este apoio começa na preparação, no envio, na chegada ao campo e em todo o processo do desenvolvimento do projeto de missões no campo.

Neste processo a secretaria de missões leva um papel fundamental no apoio a quem vai ao campo missionário, pois esta conecta o missionário que está no campo com a igreja que envia. Um igreja sem visão de missões é resultado em primeiro lugar de um pastor sem visão e em segundo lugar de uma secretaria de missões que não cumpre o seu papel.

Alguém pode até dizer que valoriza missões, mas quem vai dizer de verdade se a liderança valoriza ou não é o próprio povo.

Bem, hoje vamos falar da necessidade do apoio e selecionamos vários pontos importantes. Assista, faça suas anotações e vamos viver missões

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Que o Senhor Jesus te abençoe poderosamente

Pr Peniel N Dourado

Chegada a Santa Cruz: Um Novo Campo de Missões

Chegamos na grandiosidade de Santa Cruz no momento em que saí da Estação Bimodal. É um lugar que pulsa vida, centro comercial de Bolívia com gente vindo e indo, de todas as partes da Bolívia. A cidade, com seus mais de 2 milhões de habitantes, é um universo de culturas e histórias que se encontram. Essa chegada me fez refletir: a viagem de trem terminou, mas a verdadeira jornada, a de servir a Deus neste lugar, está apenas começando. O que Deus tem para nós neste lugar?

Peniel Dourado e Ebenezer no terminal Bimodal de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Sabe, a gente muitas vezes pensa em missões transculturais como algo que acontece em aldeias distantes. Mas Santa Cruz me mostra um campo missionário diferente. Está tão perto do Brasil e aqui, a urgência é a mesma, só que em um ambiente urbano, com novos desafios. O apóstolo Paulo levava a Palavra para as grandes cidades de seu tempo, e a nossa missão hoje não é diferente.

Creio que certamente Santa Cruz de la Sierra é uma cidade de grandes desafios e um lugar estratégico para o trabalho. Estamos apenas dando os primeiros passos.

Fico animado com tudo o que Deus tem para fazer aqui. Olho para as ruas movimentadas e as pessoas que vivem aqui e a passagem de João 4:35 vem à minha mente: “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede os campos, porque já estão brancos para a ceifa.” Os campos aqui estão mais do que prontos!

Nossos Parceiros, Nosso Plano

A gente ainda está na fase de pensar e planejar o nosso trabalho em missões por aqui. É um processo guiado por oração, buscando a direção de Deus para o projeto que vamos desenvolver. Mas uma coisa já está certa: a presença do corpo de Cristo é fundamental.

Tive a grande alegria de me encontrar com o Pastor Gesser de Oliveira, da Igreja Quadrangular da Bolívia. Ele e sua família estão nos ajudando muito no trabalho. E a experiência deles é um apoio precioso. Realmente temos muito o que aprender.

E é aí que você entra! A Bíblia nos ensina que a missão é uma obra de muitos (Romanos 10:14-15). Se você não pode estar aqui pessoalmente, saiba que seu apoio, seja em oração, seja financeiro, nos ajuda a levar o Evangelho a este povo. Sua contribuição faz toda a diferença para o nosso trabalho em missões!

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Deus te abençoe