Existe um problema silencioso que tem feito barulho dentro das missões: a comparação. É como se houvesse um padrão invisível que diz como o missionário deve ser, agir e manter a obra de missões que desenvolve. Mas deixa eu te lembrar das palavras do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12:15: “Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?”
Meu irmão, minha irmã… se você não faz como o outro faz, isso não quer dizer que está errado. Deus não chamou todo mundo pra ser mão. Alguém tem que ser pé, coração, olho. Cada um no seu chamado. E isso é lindo!
A sociedade gira em torno do dinheiro. Trocam de cidade, de emprego, de tudo… por dinheiro. E o missionário? Ele vive de quê? A resposta é simples: o missionário vive pela vontade de Deus. Sim, precisa de sustento, precisa pagar contas, mas não vive para buscar dinheiro. E aí começam os olhares tortos: “Ah, se ele não corre atrás de dinheiro, está errado… ou está mentindo.”
É aí que muitos julgam injustamente a vida missionária. Pensam que, se você não se encaixa no modelo padrão, algo está fora do lugar. Mas eu repito: o modelo certo é o de Deus, não o da cultura ao nosso redor.
Outro ponto delicado é o conflito dentro da própria igreja. Um pastor acha que o evangelista não quer “pegar no pesado”. O evangelista acha que o pastor se esconde atrás do púlpito. O que trabalha com obra social acha que os outros estão “deixando o caído à beira do caminho”, como o sacerdote e o levita da parábola (Lucas 10:30-37). E mais uma vez, ecoa a pergunta de Paulo: “Porque não sou mão, não sou do corpo?”
Cuidado com a arrogância espiritual. Ela se disfarça de zelo, mas machuca o Corpo de Cristo. Deus não nos chamou para competir, mas para cooperar. Não importa se você está nas praças, nas prisões, nos hospitais ou nos bastidores cuidando de papelada e logística… se está onde Deus te colocou, você está no centro da vontade Dele.
Meu conselho? Guarde o teu coração. Sirva com humildade. E quando alguém julgar o teu jeito de servir, apenas sorria e diga: “Eu sou do Corpo.”
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Juntos na missão,
Pr. Peniel N. Dourado