Sabe por que muitos projetos morrem cedo? Pela barreira da centralização. Começar com o que você tem é louvável, mas querer fazer tudo sozinho é limitar o Reino. Quando o trabalho cresce, os custos sobem e a demanda aperta. Se o missionário não tiver parceiros, ele esgota e para.
Para um projeto ser saudável, ele precisa de duas “pernas”: o desenvolvimento do trabalho (o campo) e a manutenção (o suporte). Se você espera que um empresário rico caia do céu ou que seu pastor resolva tudo, você já colocou um limite na sua missão. O segredo do Rogério foi abrir o jogo com a igreja, mostrar o que já estava sendo feito no pouco e convidar outros para somarem forças.
Assista o vídeo que coloquei acima onde o irmão Rogério conta sua experiência e como o trabalho de apoio aos evangelistas tem sido desenvolvido
O amanhecer no coração do Pantanal é uma experiência que nos mostra como o Criador é grande. Em uma árvore cheia de folhas, perto da casa onde estamos, muitos pássaros cantam juntos.
Esse verdadeiro coral da natureza é o nosso despertador nesta região linda que é o Pantanal do Mato Grosso do Sul. E lembramos que Deus sustenta tudo o que existe, pois, como o apóstolo Paulo escreveu: “Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste” (Colossenses 1:17).
Pastor Peniel e Mina no porto fluvial de Corumbá
Aproveitamos esses dias em Corumbá para levar nossos filhos a lugares que foram muito importantes para nós. São lugares cheios de lembranças no trabalho missionário, onde cada canto ensina uma lição e nos faz recordar orientações específicas dadas por Deus ao serviço que realizamos.
Ao olhar para trás, entendemos que até os momentos difíceis serviram para o bem, que aprendemos, crescemos, como o apóstolo explicou: “Quero que saibam, irmãos, que o que me aconteceu ajudou, na verdade, a espalhar o evangelho” (Filipenses 1:12).
Sim, tivemos vários momentos difíceis nesta fronteira, mas aprendemos muito na vivência da dependência do Senhor Jesus. Uma coisa é a teoria e outra é você viver o que você aprendeu. E nesta fronteira tivemos muitas experiências.
Sim, querido irmã, a fronteira entre Brasil e Bolívia guarda lembranças fortes em nossas vidas e marcou nossa caminhada em missões. É maravilhoso lembrar o que o Senhor Jesus fez e as revelações que Ele nos deu, que nos direcionam e fortalece até hoje.
Assim, a caminhada continua, pois temos esta promessa: “Estou convencido de que aquele que começou a boa obra em vocês vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6). Tudo vem a ser uma crescente progressão na revelação do plano de Deus a nossas vidas.
Porto de Corumbá
O motivo de nossa vinda tem sido resolver documentos em cartórios e consulados. Confesso que lidar com papelada é cansativo e chato. Mas o Senhor nos ensina que até a paciência em uma fila é um jeito de aprender com Ele.
Afinal, a Bíblia diz: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para as pessoas” (Colossenses 3:23). Até preencher papéis, agir documentações, tradução e legalizações de documentações faz parte do trabalho de Deus em missões.
Mas agora nosso alvo é a cidade de Campo Grande, MS. O objetivo é visitar irmãos antes de voltar ao Paraguai. O ano de 2026 já começou com grandes desafios na Missão Siloé e no Programa de Apoio Evangelístico.
Sabemos que a caminhada é pesada, mas não confiamos na nossa própria força para fazer missões, pois “não que possamos reivindicar qualquer coisa como se viesse de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus” (2 Coríntios 3:5). São muitos os desafios, precisamos de capacidade e esta vem do Senhor Jesus.
E você, tem orado por nós? Pedimos que nos apresente a Deus em oração, assim como Paulo pedia às igrejas: “Orem também por mim, para que, quando eu falar, me seja dada a mensagem certa, para que eu possa contar com coragem o segredo do evangelho” (Efésios 6:19). Eu conto com suas orações por nossas vidas.
Fique por dentro da Missão! Quer acompanhar de perto cada passo dessa jornada em missões e ver com seus próprios olhos o que Deus tem feito e continua fazendo?
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Um forte abraço e que o Senhor Jesus te abençoe poderosamente
Estamos novamente na cidade de Corumbá, região de fronteira com a Bolívia. Ainda na estrada, ao nos aproximarmos da fronteira, algo começou a arder forte em meu coração: as lembranças da primeira vez que fizemos esse caminho, vindo do Paraguai para a Bolívia em julho de 2006.
Naquele tempo, deixávamos um campo missionário onde estávamos a dez anos trabalhando para assumir outro completamente diferente. Não era apenas uma mudança geográfica, mas uma nova missão.
Ao olhar as montanhas próximas a Corumbá, lembro-me do sentimento que nos acompanhava: esperança de algo novo por vir. Um novo campo de missões, novos desafios e a certeza de que o Senhor tinha algo novo preparado para nós.
Ainda no Paraguai, o Senhor Jesus nos entregou a palavra de que poria uma nova obra em nossas mãos. Não fazíamos ideia do que seria, mas tínhamos a convicção de que seria algo totalmente inédito para nós.
Mesmo diante da ausência de recursos, possuíamos a Promessa que o Senhor Jesus nos havia dado de forma específica. Não dispúnhamos de finanças, tampouco de garantias humanas; contudo, carregávamos conosco a infalível Palavra de Deus.
Confiávamos plenamente no agir do Senhor Jesus, que prometeu estar presente em cada passo de nossa jornada. Como diz a Palavra: “Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos” (2 Coríntios 5:7). Era nessa certeza, e não em circunstâncias terrenas, que depositávamos nossa esperança.
Assim, a presença do Senhor era nossa segurança, e Sua Palavra, nosso sustento na missão. Aprendemos naquele momento que missão não se faz com abundância de recursos, mas com obediência e fé na palavra que nos foi dada. Não foi Ele que disse que faria? Então, Ele vai fazer.
Desta forma, olhando para a Bolívia à beira do Rio Paraguai e tentando entender os planos de Deus chegamos em julho de 2006 para assumir o novo campo de missões. Foi realmente algo maravilhoso.
Hoje, enquanto eu e Mina estávamos sentados à beira do Rio Paraguai, aquelas memórias voltaram com força. Lembrei-me do tempo em que olhávamos para o lado boliviano tentando compreender o que Deus estava fazendo.
Querido irmão, nós não entendíamos muito do que Deus estava fazendo. Não víamos o quadro completo. Mas havia uma convicção clara em nosso coração: Deus estava agindo. Sob a orientação específica nós dávamos nossos passos
Mesmo quando achávamos que estávamos sozinhos na caminhada, o Senhor Jesus sempre levantava alguém para nos encorajar. Uma palavra, uma visita, um gesto simples… Deus sempre encontrava uma forma de renovar nosso ânimo no campo missionário.
Agora, 20 anos depois, estamos novamente aqui, sentados à beira do mesmo rio. O cenário é parecido, mas nós não somos os mesmos. Hoje conseguimos enxergar um pouco mais daquilo que antes não entendíamos. Detalhes da missão que o Senhor foi revelando ao longo da caminhada e testemunhos vivos de tudo o que Jesus tem feito.
O que antes era incerteza, hoje vivemos em gratidão e com compromisso. O que antes eram perguntas, hoje são muitos testemunho do que Deus tem feito.
Deus não nos conduz novamente a lugares assim sem um propósito definido. Retornar a Corumbá, na fronteira com a Bolívia, fala profundamente ao nosso coração. É a confirmação do Senhor de que Seus planos eram perfeitos, revelando-nos que Ele havia reservado o melhor para este tempo.
Neste momento, nossa missão é resolver documentações e fazer contatos importantes para o Programa de Apoio Evangelístico. Eu creio que levaremos um ou dois dias agindo assuntos burocráticos
Estou registrando toda essa jornada em video (o que foi possível) e, se Deus quiser, em breve compartilharei tudo em nosso canal no YouTube, para que você possa acompanhar nossa jornada pelos vlogs também.
Continue orando por nós e que nossas objetivos neste lugar sejam alcançados
Em 1994, moramos em uma pequena cidade no interior do Ceará. Meu pai havia sido enviado para lá para pastorear uma igreja local e, naquela época, conhecemos uma figura muito interessante: o proprietário de uma fábrica na região. Todos sabiam que ele era um homem de grandes posses, um homem rico. No entanto, ele vivia de uma forma intrigante: dirigia um carro bem velhinho, vestia calças sempre sujas e usava apenas chinelos de dedo muito simples.
Não cabe a mim julgar as motivações dele para viver assim, mas o fato é que ele tinha plena consciência dos recursos que possuía e, simplesmente, decidia não usá-los. Ele tinha a provisão, mas vivia como se não a tivesse.
Família missionária: Pr Peniel, Mina, Deborah (18) e Samuel (10)
Infelizmente, essa é a imagem exata de muitos que fazem missões hoje. Deus nos entregou recursos espirituais, dons e ferramentas para a expansão do Seu Reino, mas muitos decidem não utilizá-los para realizar a obra que lhes foi confiada.
O apóstolo Paulo nos lembra que não somos desamparados: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19). Se Ele é o que supre as necessidades, é para que o trabalho avance segundo as condições do Reino.
Não podemos viver como administradores que escondem as preciosas riquezas do Reino. O apóstolo Paulo foi muito carinhoso, mas firme ao exortar Timóteo: “Não desprezes o dom que há em ti” (1Timóteo 4:14). Essa mesma palavra ecoa para nós hoje! Precisamos de coragem para colocar em uso tudo o que o Senhor depositou em nossas mãos — seja o conhecimento bíblico, nossa influência ou os recursos financeiros. Afinal, tudo isso nos foi dado com um propósito claro: fazer com que o Evangelho alcance lugares onde ainda não chegou.
Eu e minha família no campo de missões (2015)
Jesus nos prometeu que a verdade nos libertaria (João8:32), mas o profeta Oseias nos deixou um alerta sério: o povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento. Entenda, meu irmão, que muitas vezes o sofrimento e a estagnação na obra missionária acontecem apenas porque ignoramos as ferramentas que já possuímos. Seja por falta de instrução ou por hesitação em tomar a decisão de agir, não podemos deixar parado o que Deus já colocou à disposição da Igreja. Vamos usar o que temos para que a missão seja plenamente cumprida!
Ter não é o mesmo que usufruir
Pare e pense: de que adianta o perdão de Deus estar disponível se o pecador ainda não o conhece? Na cruz, Cristo Jesus derramou Seu sangue para quitar nossa dívida de uma vez por todas. A Palavra é clara em Efésios 1:7: “No qual temos a redenção, pelo seu sangue, o perdão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça”.
Paulo vai além em Colossenses 2:13-14, dizendo que Deus cancelou o escrito de dívida que era contra nós, removendo-o inteiramente e encravando-o na cruz. Entenda: a conta foi paga! Mas aqui está a tragédia: de que serve essa bênção se o homem continua vivendo sob o domínio das trevas por pura ignorância ou decisão própria?
Material evangelístico chegando em nossa Base de Apoio em 2013 – Bolívia
Tudo o que o pecador precisa é aceitar e tomar posse dessa nova vida. Mas, para que ele tome posse, ele precisa saber da verdade. E é exatamente aqui que eu e você entramos com o serviço de missões! Em 2 Coríntios 5:19, lemos que Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo e — preste atenção nisso — nos confiou a palavra da reconciliação. Ele nos entregou a missão de levar esse recibo de quitação ao mundo.
Da mesma forma, meu querido irmão, o missionário que ignora sua posição espiritual dificilmente viverá a plenitude do Reino. Precisamos entender que Deus nos deu Sua Palavra e levantou ensinadores com um propósito claro: abrir nossos olhos para quem realmente somos e para o que já possuímos em Cristo. Como Paulo escreveu aos Efésios, o Senhor já nos “abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Efésios1:3). A herança já é sua!
Entenda uma coisa: o conhecimento só gera libertação quando se torna consciência e é colocado em prática. Não permita que a obra de Deus pare em suas mãos e não aceite viver abaixo do que Ele planejou por falta de instrução ou por hesitar em dar o passo de fé. Lembre-se do que Paulo ensinou sobre a nossa responsabilidade no campo: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1 Coríntios 3:6). Deus dá o crescimento, mas Ele espera que a gente esteja lá para plantar e regar!
Se Deus disse que vai fazer, Ele cumprirá! Mas Ele espera que você coloque os pés na terra que Ele te deu. Apenas saber que o Senhor quer e pode agir não é o suficiente para ver resultados no campo de missões; é preciso agir com base na palavra que Ele te deu. Lembre-se da recomendação apostólica: “Tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor” (Colossenses 3:23). Quando o conhecimento encontra a obediência, o campo missionário floresce!
Sabe aquela sensação de cansaço na batalha espiritual, como se você estivesse lutando contra o vento no campo de missões? A boa notícia é que você não precisa carregar esse peso sozinho. Deus não quer que você viva implorando para que Ele faça algo que já te deu autoridade para resolver!
O segredo para o avanço do projeto missionário não reside na força humana, mas no posicionamento em Cristo. Quer entender por que o inimigo recua quando o missionário descobre sua verdadeira identidade em Deus?
Eu espero que você reserve um tempo para ler este artigo. Que seus olhos espirituais sejam abertos para o extraordinário recurso que já está à sua disposição.
Pr Peniel Dourado na Base de Apoio em Bolívia (2019)
Em primeiro lugar, precisamos compreender que o missionário não deve limitar-se a orar para que Deus “faça algo” contra as forças malignas que operam no campo. Agir assim pode ser um desperdício de um tempo precioso, pois a responsabilidade da ação foi delegada a nós.
O missionário é enviado para tomar uma atitude contra as forças malignas do já dominam o campo, pois ele carrega a autoridade legal dada por Cristo para estabelecer o Reino onde o domínio das trevas impera há gerações. Como o próprio Senhor afirmou: “Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10:19).
O missionário chega ao campo como uma semente viva da Igreja e, como parte do Corpo de Cristo, não deve apenas clamar por intervenção divina; ele deve exercer o governo espiritual que lhe pertence sobre cada tribo, língua e nação. Afinal, fomos resgatados para uma nova jurisdição: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1:13).
Pastor Peniel, Pedro Javier e Fernando em Santa Cruz de la Sierra (2013)
Nossa missão não é passiva. Se o inimigo tenta barrar o avanço do Evangelho, a instrução bíblica não é pedir que Deus o resista, mas que nós o façamos: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Deus não quer que você fique rogando a Ele para que você possa resistir, mas o Espírito de Deus já nos disse que nós deveríamos resistir.
Quando o missionário compreende que sua posição é uma extensão da autoridade de Cristo na terra, ele deixa de ser um espectador da batalha espiritual no campo e passa a ser um agente de libertação nas nações.
A Autoridade do Menor Missionário no Front
A Palavra de Deus é clara: todo cristão tem o dever de lidar diretamente com o adversário que tenta dominar o campo. Ao chegar em solo missionário, você encontrará resistências espirituais estabelecidas, e sua função, como embaixador de Cristo, é confrontá-las. Afinal, a nossa luta não é contra pessoas, mas contra forças espirituais (Efésios 6:12).
Não existe hierarquia de poder quando o assunto é o Nome de Jesus. O servo mais simples, servindo em uma pequena congregação no interior, possui tanta autoridade sobre as trevas quanto o líder de uma megaigreja. A autoridade não emana do cargo, mas do Nome que está acima de todo nome.
Recordo-me das palavras do evangelista Reinhard Bonnke, que afirmava com convicção: a fé necessária para realizar uma campanha para um milhão de pessoas é exatamente a mesma fé que um evangelista emprega para pregar a apenas cem pessoas. Embora o Senhor distribua talentos em proporções distintas a cada servo, conforme Sua soberana vontade, o critério de recompensa e a fonte do poder permanecem inalterados.
Independentemente do tamanho do campo ou do número de talentos, a promessa de aprovação é a mesma para quem é diligente. Como nos ensina a Parábola dos Talentos:
“Disse-lhe o seu senhor: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).
O que importa para o Reino não é a visibilidade do palco, mas a fidelidade no posicionamento. Se você for fiel no exercício da autoridade onde está hoje, o Senhor mesmo expandirá o seu território. E se não houver expansão o importante é ser bom servo e fiel.
Evangelismo na cidade de Montero, Bolívia (2013)
As circunstâncias podem variar, mas a natureza da fé permanece constante. Como ensinou o Mestre: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar” (Mateus 17:20). O tamanho do desafio não altera o poder da ferramenta que você tem em mãos.
O Deus que opera milagres em grandes multidões é o mesmo que sustenta o obreiro no anonimato, pois tudo é d’Ele e tudo provém d’Ele. Ele é a fonte única de toda autoridade espiritual. Diante disso, sua responsabilidade não é colocar os olhos em grandes obras, mas posicionar-se em autoridade e cumprir com zelo a missão que lhe foi confiada no lugar onde o Senhor te colocou.
Frequentemente, caímos no erro de acreditar que apenas “especialistas” ou pessoas com uma fé fora do comum possuem poder. Isso é um mito! Jesus conferiu autoridade a todo o Seu Corpo, sem exceção. Ele nos garantiu: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios…” (Marcos 16:17). A diferença não está na quantidade de poder recebida, mas em quem se apropria e exercita a autoridade dada.
Enquanto alguns vivem plenamente a autoridade de Cristo, exercitam e crescem nessa autoridade, outros preferem acreditar que ela é um privilégio de poucos, esquecendo-se de que o Pai nos deu o Seu Espírito sem medida (João 3:34).
No ano de 2013, o Senhor Jesus nos revelou que alcançaríamos toda a nação da Bolívia através do Programa de Apoio Evangelístico, e que esse trabalho em breve se estenderia a outras nações. Naquela época, a realidade parecia contradizer a promessa: eu não tinha sequer o que comer e enfrentava sérias crises financeiras. Lembro-me de evangelistas solicitando materiais em outras cidades e eu não ter condições mínimas de enviá-los.
Evangelismo na Siete Calles – Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2013)
Naturalmente, pensei que Deus estaria trabalhando em minha fé para me dar algo que eu ainda não possuía; eu esperava ansiosamente pela provisão divina. No entanto, o que Deus me deu foi algo muito mais sólido: a Sua Palavra. Ele afirmou que nós faríamos. Compreendi que não era uma questão de eu ter condições humanas ou não, mas de crer no que o Senhor havia dito. Paulo expressou essa mesma dependência quando escreveu:
“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra” (2 Coríntios 9:8).
Se Deus disse que eu alcançaria a Bolívia e depois estenderia o projeto a outras nações, meu papel era crer e me posicionar em autoridade, mesmo sem recurso algum. Aprendemos com as Escrituras que o poder de Deus se aperfeiçoa justamente na nossa fraqueza (2 Coríntios 12:9). O posicionamento de fé deve preceder a provisão, pois a nossa confiança não repousa em evidências fisícas, contas bancárias, na solução visível, mas na fidelidade dAquele que nos chamou. Afinal, como apóstolo Paulo também nos encoraja:
“Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8:32).
Quando os missionários finalmente crerem que possuem a força de Deus, a autoridade de Cristo e o poder sobrenatural do Espírito Santo, o trabalho transcultural alcançará um novo nível de excelência e resultados extraordinários.
Jesus já venceu Satanás de forma definitiva na cruz, expondo-o ao desprezo público (Colossenses 2:15). Agora, cabe à Sua Igreja estender essa vitória até os confins da terra, ocupando os espaços através da autoridade que nos foi delegada. Porque maior é Aquele que está em vós do que aquele que está no mundo (1 João 4:4).
Tiago 4:7 afirma: “Resisti ao diabo e ele fugirá de vós”. No original, “fugir” significa “correr aterrorizado”. Quando você, missionário, exerce sua autoridade no Nome de Jesus, o inimigo bate em retirada. Ele não tem medo da sua cultura, do seu conhecimento, quantos idiomas você fala ou se você fez algum curso de missões, mas treme diante do Nome que você representa. No campo, os demônios temem e tremem enquanto exercitamos a autoridade dada por Deus.
O diabo não respeita o seu cansaço, ele respeita a sua legalidade. No campo missionário, sua maior arma não é o domínio perfeito do idioma ou o seu vasto conhecimento missiológico, mas a consciência inabalável de Quem você representa. Como embaixador de Cristo, sua eficácia depende da compreensão de que você carrega o selo e a autoridade do Rei que o enviou.
Que você possa começar este ano de forma diferente. Em vez de suplicar: “Senhor, repreenda o inimigo”, tome a posição que o Senhor já lhe entregou e use a sua própria voz. O comando foi delegado a você! Em Nome de Jesus, declare com firmeza: “Em Nome de Jesus, eu exerço autoridade sobre este lugar!”.
Vá e faça o que Ele lhe mandou fazer. Não se detenha olhando para as suas próprias limitações, pois a provisão e as condições não residem em você, mas dAquele que o comissionou.
Deus o estabeleceu nesse território como um embaixador do Céu. Portanto, não peça que o Rei faça o que Ele já lhe capacitou para realizar; levante-se e exerça plenamente a autoridade que lhe foi outorgada por Cristo.
“Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada vos fará dano algum.” (Lucas 10:19)
Nossos conteúdos sobre missões têm sido uma bênção para você? Infelizmente, pouco se fala nos púlpitos sobre a realidade prática do campo e são raros os livros que aprofundam o que é ser missionário de verdade.
O objetivo deste blog é entregar conteúdo prático, profundo e sem romantismo, revelando o dia a dia de quem vive a missão. Quero encorajar você a divulgar nosso trabalho! Lembre-se de alguém na sua igreja que ama missões e compartilhe nossos posts e os vídeos do canal Peniel Dourado no YouTube. Posso contar com sua ajuda?
É fácil cair na ilusão de que a Grande Comissão está quase cumprida, especialmente quando observamos a realidade de nossas grandes cidades no Brasil. Embora tenhamos igrejas em cada esquina e uma abundância de recursos, a verdade é que existem cidades inteiras, e vastas regiões, onde o Evangelho mal chegou ou não chegou de maneira efetiva.
Olhe para a sua igreja: talvez ela esteja repleta de líderes talentosos, evangelistas fervorosos, ensinadores da Palavra e pastores dedicados. Isso é uma grande bênção! Contudo, precisamos lembrar que, em muitas outras regiões aqui mesmo na América do sul, eu posso falar do Paraguai e da Bolívia, não há obreiros suficientes, e a colheita está se perdendo.
Missionários Peniel e Mina (2024)
Jesus nos alertou: “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mateus 9:37-38). Saber disso não queima o seu coração?
Sim, ao nosso redor pode haver muitos trabalhos locais abençoados, projetos sociais maravilhosos e programas evangelísticos bem-sucedidos. Mas não podemos parar aí. Devemos ampliar nossa visão missionária.
Enquanto desfrutamos da luz, ainda há povos na Terra onde o nome de Jesus jamais foi mencionado. São milhões de pessoas que nunca tiveram a chance de ouvir a mensagem de salvação.
A Bíblia nos questiona diretamente sobre essa urgência: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?” (Romanos 10:14).
Nosso conforto não pode ser a nossa fronteira. Somos chamados a sair. Que a visão da Missão Inacabada nos mobilize para que o nome de Cristo seja conhecido por todos os povos, cumprindo a profecia de que Ele será a luz dos gentios: “Eu o farei luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até aos confins da terra” (Isaías 49:6). O Senhor conta conosco!
E a Palavra de Deus é cristalina: a missão continua e é urgente. O próprio Jesus fez uma declaração que define o cronograma escatológico da Igreja:
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. E então virá o fim.” (Mateus 24:14)
Isso significa que a volta gloriosa de Cristo está diretamente ligada à pregação eficaz do Evangelho entre todos os povos, tribos e línguas. Não podemos ficar parados.
Uma irmã evangelista preparando-se para a distribuição da Palavra de Deus escrita na região alta de Bolívia
O cumprimento da profecia depende da nossa ação! Que essa urgência nos mova a cumprir nossa parte na história da redenção.
Deus ama todas as culturas
A diversidade humana que vemos no mundo — as diferentes raças, culturas e línguas — não é um acidente do acaso. Pelo contrário, ela é uma parte essencial e gloriosa do plano divino para alcançar o homem perdido.
As Escrituras afirmam claramente a origem dessa unidade na diversidade: “De um só fez toda a raça dos homens para habitar sobre toda a face da terra” (Atos 17:26). Deus é o Criador de cada grupo étnico e Se alegra em cada expressão cultural.
A missão não visa apagar essas diferenças, mas redimi-las. Nossa visão final, prometida em Apocalipse, é poderosa: no céu, veremos “povos, tribos, línguas e nações” adorando juntos (Apocalipse 5:9). Deus não deseja uma uniformidade cultural; Ele anseia por uma adoração multicolorida, multilinguística e multicultural.
Nosso trabalho missionário é, portanto, buscar a glória de Cristo em cada sotaque e em cada tradição, para que a Igreja se torne a imagem completa dessa riqueza celestial. É uma festa de diversidade que honra o Criador!
Unidade espiritual — missão transcultural
A verdadeira força da Igreja reside em sua unidade, mas é crucial entender onde essa união não é fundamentada em uma só cultura. Nossa igreja não é unida por hábitos, roupas ou estilo musical; esses são apenas traços culturais. A nossa unidade é forjada no essencial: no Espírito Santo, como afirma a Palavra: “Há um só corpo e um só Espírito” (Efésios 4:4).
Essa unidade espiritual, porém, não nos permite ficar parados. Pelo contrário, ela nos impele a cruzar barreiras e ir em direção ao mundo. O modelo para essa travessia é o próprio Cristo.
Ele cruzou a maior barreira que existia: a distância entre o Criador e a criatura. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14). Jesus esvaziou-Se, adotou nossa fragilidade e falou nossa língua. Se Jesus, sendo Deus, se fez homem para nos alcançar, nós, a Sua Igreja, devemos seguir Seu exemplo, atravessando as fronteiras culturais, sociais e geográficas para levar a Sua mensagem. somos chamados a sair de nossas zonas de conforto para alcançar outros.
Palavra de Deus chegando ao povo de La Paz, Bolívia
Missão é por povos — não só por países
Jesus foi específico em Seu mandato missionário. Ele não disse apenas “países”, mas sim “fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19), e a palavra original utilizada foi ethne: grupos étnicos e culturais. Isso muda tudo em nosso planejamento!
Precisamos entender que a Missão Inacabada não está apenas em lugares distantes; existem povos e grupos étnicos não alcançados até mesmo dentro de países de maioria cristã, inclusive no Brasil.
Nossa tarefa não se limita a cidades ou fronteiras políticas, mas à etnia, para que o Reino de Deus seja manifestado em “toda tribo, língua, povo e nação” (Apocalipse 5:9). O ethne é o alvo de Deus.
A distância cultural importa
Não se engane: quanto maior a diferença cultural entre o missionário e o povo que ele deseja alcançar, maior e mais complexo é o desafio. Ir para outro país, com um idioma e uma visão de mundo totalmente distintos, exige mais do que paixão; exige uma renúncia profunda.
É por isso que o Apóstolo Paulo nos deu o modelo definitivo de adaptação missionária, declarando: “Fiz-me tudo para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9:22). Missões de verdade exigem humildade para ouvir, disposição para aprender, serviço genuíno e um amor incondicional.
Evangelismo em San Julian, Bolívia (2014)
A urgência é imensa. A Palavra de Deus questiona nossa inação: “Como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14). Deus continua, sim, levantando homens e mulheres para serem missionários transculturais — pessoas dispostas a abandonar o conforto e a cruzar essas distâncias em obediência. A questão é: estamos dispostos a enviá-los e sustentá-los, para que a mensagem chegue? também apoiadores, mantenedores, enviadores e intercessores.
Conclusão
A missão não terminou. Há povos sem Bíblia, sem igreja e sem esperança. Nós somos parte da resposta de Deus.
“Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (João 20:21)
Quando Deus chama alguém, Ele não está apenas escrevendo uma história pessoal — Ele está movendo a história da humanidade. Com Abraão, Deus abriu um capítulo que ecoa até hoje na vida da Igreja e na nossa missão no mundo.
Se você ama missões, vai ver aqui as raízes do nosso chamado!
Família missionária: Pr Peniel, Mina, Deborah (18) e Samuel (10)
Deus chama Abraão e inaugura um novo caminho
Quando Deus disse a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:3), Ele não estava apenas fazendo uma promessa familiar. Ali começava um plano global, eterno e redentor. Mesmo com a humanidade caída e os povos espalhados, Deus nunca perdeu de vista Seu propósito: alcançar indivíduos e nações.
Com Abraão, Deus iniciou um novo caminho. Ele escolheu uma nação — não para excluir outras, mas para usá-la como vitrine da Sua graça, santidade, fidelidade e poder. O Senhor Se apresentaria como o Deus de Israel, guiando aquele povo, moldando sua vida espiritual e social, formando sua identidade e protegendo-o diante dos inimigos. Não se tratava da grandeza humana de Abraão, mas do Deus que decidiu Se associar a ele e à sua descendência.
Essa identificação foi tão profunda que, quando Israel pecou ao pé do Sinai, Moisés pôde interceder com ousadia (Êxodo 32:11-14). Deus havia unido Seu nome ao povo. Ele caminharia com Israel para revelar ao mundo quem Ele é.
Peniel, Mina, Deborah e a missionária Simone no evangelismo em Bolívia (2014)
Israel: chamado para ser luz
Quando Deus declarou: “Em ti serão benditas todas as nações”, Ele apontava diretamente para Cristo, o Descendente prometido (Gálatas 3:8). Jesus — descendente de Abraão e Davi — é a bênção final, o Salvador que alcança povos, línguas e gerações.
Antes da vinda de Cristo, Deus usou Israel como sinal vivo de Sua justiça, misericórdia, paciência e santidade. Por meio daquele povo, Deus revelou Sua glória e atraiu as nações para Si.
As leis dadas a Israel influenciaram civilizações inteiras e ainda moldam sistemas legais no mundo. Como diz Deuteronômio 4:6: “Guardai-os, pois, e observai-os; porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento aos olhos dos povos.” Através desse povo, princípios de moralidade, adoração e convivência foram apresentados à humanidade.
Mesmo quando Israel falhou — e falhou muitas vezes — o propósito de Deus permaneceu firme. No tempo certo, Cristo veio, cumprindo a promessa e abrindo o caminho para que todas as nações O adorassem.
Somos parte dessa história
Hoje, nós — a Igreja de Cristo — continuamos essa promessa viva. Somos herdeiros do chamado missionário que começou com Abraão, avançou a Israel e chegou a nós como igreja de Cristo. Deus ainda alcança povos e etnias em toda a terra. Ele nos abençoa para que sejamos bênção.
E há uma diferença fundamental entre Israel e nós: nosso chamado não é para trair o mundo, mas para ir ao mundo. Não esperamos que os perdidos venham; nós vamos até eles. Pecadores raramente entram espontaneamente em templos ou programas cristãos. Eles encontram transformação quando o Evangelho os alcança onde estão.
Por isso Jesus ordenou: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). O movimento de ir é nosso; a obra e a glória são d’Ele.
Nossa história é escrita com o propósito de Deus em ação: alcançar os que ainda não ouviram sobre Cristo. Nossa vida é resposta ao chamado original: “…e tu serás uma bênção” (Gênesis 12:2).
Então, a pergunta que ecoa hoje é: estamos disponíveis para esse plano eterno? Que nossa obediência e nosso coração missionário anunciem ao mundo: o Deus que chama, cumpre.
Postamos mais um video em meu canal no Youtube gravado na Mision por Compasion. São tantos os milagres de Deus na providência financeira e neste video eu conto apenas alguns. Logo que possível eu quero gravar um video com meu irmão e minha cunhada onde eles mesmo possam contar o que Deus fez e continua fazendo
Mas, eu espero que você tire tempo para assistir e conhecer um pouco mais do trabalho feito no campo de missões. Deus é fiel e é o provedor de missões. Ele é quem chama, o que envia e Ele mesmo é quem mantem a obra de missõeas
Ao terminar de assistir eu peço que você deixe uma mensagem no Youtube dizendo o que você achou. Mas só faça isso depois de assistir todo o video
Essa pergunta ecoa na mente de muitos missionários quando as barreiras do campo parecem intransponíveis. A resposta curta? Em Cristo, você pode. Mas não entenda isso como uma frase de autoajuda. Se o que você faz nasceu no coração de Deus, Ele mesmo garantirá os recursos e o tempo certo para tudo acontecer.
Como diz 2 Coríntios 9:8, Deus é poderoso para fazer abundar toda a graça, garantindo que você tenha o suficiente para toda boa obra. O segredo não é a sua força, mas a sua conexão.
Pastor Peniel e Mina na cidade de Corumbá, MS – Brasil (2014)
O perigo de confiar apenas em recursos humanos
Muitos missionários buscam renovar suas forças em fontes humanas, confiando excessivamente em estratégias, logística ou preparo antropológico para fundamentar seu trabalho no campo transcultural. Embora essas ferramentas sejam importantes para o desenvolvimento do trabalho missionário transcultural, o profeta Zacarias (4:6) nos recorda uma verdade fundamental:
“Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos”.
Este texto é crucial para a missão, pois as barreiras que o missionário enfrentará não são rompidas apenas por técnicas ou intelecto, mas pela ação direta do Espírito Santo, pois da mesma forma o nosso inimigo é espiritual.
As Escrituras não nos ensinam a buscar força em nossa própria capacidade. Somos animados a nos capacitar como um reconhecimento ao chamado, mas o verdadeiro segredo da perseverança e da vitória no campo de missões transcultural reside exclusivamente no Senhor Jesus.
Se há alguém na Bíblia que poderíamos considerar plenamente capacitado para as nações, esse alguém era o apóstolo Paulo. No entanto, o próprio Senhor lhe disse em 2 Coríntios 12:9: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.
Nigel, nosso atual coordenador geral de Bolívia e no centro o irmão Norman que ajuda a transportar os materiais
Portanto, ainda que o preparo seja necessário, ele não é o protagonista. A verdadeira vitória no campo missionário não provém do domínio humano, mas do agir do Espírito de Deus que opera através de nós.
Como nos exorta Efésios 6:10: “Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder”. No campo missionário, quando dependemos apenas de recursos humanos, o esgotamento é inevitável. Mas, quando descansamos na força divina, tornamo-nos resilientes contra qualquer oposição.
“Será que conseguirei desenvolver este projeto?”, muitos missionários se questionam ao colidirem com as barreiras do campo. A resposta é que, em Cristo, você pode.
Eu não estou trazando apenas uma mensagem de pensamento positivo superficial; o que estou dizendo aqui é uma verdade eterna: se o seu trabalho nasce no coração do Senhor, ele será realizado pelo poder do Senhor Jesus. No tempo d’Ele, sob as condições d’Ele e com os recursos que Ele mesmo providenciará você fará. Você vai avançar, simplesmente porque o Senhor disse que você iria.
A promessa em 2 Coríntios 9:8 é o nosso combustível: “Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça”. Por isso, não dê lugar a pensamentos de desistência ou insuficiência. Se foi o próprio Deus quem o enviou, não diga que você não tem condições; afinal, o Criador do universo não erra ao posicionar Seus filhos e se Ele te colocou nesta posição é porque você fará no poder que vem d’Ele.
A sua resistência não depende do “braço de carne” ou do esforço humano, mas da unção que o separou para este propósito. Lembre-se de Sansão: sua força descomunal não estava em sua genética ou em seu porte físico, mas era uma manifestação direta do Espírito de Deus sobre a vida dele (Juízes 14:6). No campo missionário, a lógica é a mesma: sua capacidade não vem de você, mas dAquele que o chamou.
Pastor Peniel e Pr Ebenezer pregando em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2014)
O erro de Sansão foi esquecer a origem de sua força. Ao afastar-se da direção divina, descobriu-se impotente. Juízes 16:20 traz um alerta solene: “Mas não sabia que o Senhor se havia retirado dele”. Ao perder a presença de Deus, Sansão perdeu também sua visão.
Técnica sem unção leva à exaustão
Da mesma forma, querido missionário, sem a presença do Senhor Jesus, sua força torna-se limitada e seu intelecto insuficiente. Como diz o Salmo 127:1: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”. A técnica sem a unção é apenas esforço humano fadado à exaustão.
Portanto, permaneça na dependência do Senhor Jesus. A eficácia no campo missionário não depende do quanto você se sente forte com o seu próprio conhecimento, recursos e capacidades, mas do quanto você está conectado à Videira verdadeira. Como disse Jesus em João 15:5: “Sem mim nada podeis fazer”. Que o projeto de missões não seja apenas uma boa ideia, mas uma visão dada por Deus.
Apegue-se à promessa que o Senhor Jesus te deu. Em Isaías 40:31 diz: “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças…” Quando você recebe uma orientação do Senhor Jesus para o desenvolvimento de um trabalho específico você deve ficar firma na orietação dada, pois o poder de Deus flui da obediencia.
Podemos concluir que, o poder que há neste mundo é superior às forças que dominam o mundo e está investido no Nome de Jesus Cristo, conquistado na cruz e confiado à Igreja que tem a missão de levar o evangelho a todos os povo.
Pastor Peniel na cidade de San Julian, Bolívia (Set 2014)
Portanto, viva na presença do Senhor Jesus com ousadia e exercite a autoridade que Ele mesmo lhe concedeu no campo missionário onde o colocou. A autoridade é de Cristo, mas é dada a você para que o serviço seja feito pelo poder do Espírito e para a glória do Senhor Jesus.
Assim, o fortalecimento vem do próprio Senhor Jesus que é nossa fonte de todo poder e condições. Sem Ele não podemos fazer a obra que nos foi confiada de levar o evangelho de salvação aos povos