Muitas vezes, o despertador toca às 4h30 da manhã, o café está no fogo, os pássaros começam a cantar no quintal e o nosso coração queima por uma única coisa: fazer a obra de Deus. Mas, entre o desejo de ir e o “ide” de fato, existe um abismo onde muitos missionários — iniciantes e veteranos — acabam tropeçando.
Pastor Peniel Dourado e Mina A Dourado
Ao longo de anos de estrada, observando famílias, igrejas e projetos na Bolívia, no Paraguai e em tantos outros lugares, eu cheguei a uma conclusão crítica. O maior erro de quem quer entrar no ritmo da vida em missões não é a falta de dinheiro, de apoio logístico ou de formação teológica. O maior erro é não se preparar espiritualmente para ouvir a voz de Deus.
Infelizmente este é um assunto que mais sou indagado porque aqueles que estão ativamente fazendo a obra de Deus; missionários no campo transcultural, pastores, irmaos em geral repetem a mesma frase: “Como é ouvir a voz de Deus?”
Como fica o entendimento daqueles que ainda não aprenderam ouvir a voz de Deus sobre o texto: “E, estando Pedro meditando naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam. Levanta-te, pois, desce e vai com eles, não duvidando; porque eu os enviei” (Atos 10:19-20) Sim, esta foi uma palavra específica dada pelo próprio Deus ao apóstolo Pedro.
Alguém pode dizer que o Espírito de Deus só falava aos apostolo desta forma e não a outros cristãos. Mas em Atos 8:29 está escrito: “E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro” Aqui temos mais uma palavra específica a um servo que estava em plena missão.
Fazer missão não é simplesmente fazer um curso, arrumar as malas e aplicar uma técnica do outro lado da fronteira. Estamos tratando de algo espiritual. Se Deus é o dono da obra, Ele é quem dá as coordenadas para a sua obra. Por que ir para Moçambique se o Dono da obra te quer no Peru? Por que insistir em uma metrópole se Ele te chama para o interior?
No vídeo abaixo, eu compartilho como Deus me ensinou a discernir as Suas instruções específicas. Eu conto como fui questionado por escolher a Bolívia em vez de países mais “prósperos” como o Japão ou os Estados Unidos. Afinal, quem é o seu Deus? É o Deus que apenas te manda para onde há conforto, ou o Deus que te envia também para onde não há nenhum conforto? E poderia ser o contrário, mas o que realmente importa é viver a direção de Deus.
Assista o vídeo abaixo e você vai entender por que o resultado imediato não pode ser o seu guia. Filipe saiu de um avivamento em Samaria para uma estrada deserta por obediência. Existe lógica nesta ação para um evangelista?
Abraão esperou 25 anos para o cumprimento da promesa. O Deus todo poderoso não poderia dar o seu filho no ano seguinte? Sim, Abraão ouviu Deus falar e esperou o tempo imposto pelo próprio Deus.
Se você sente que o seu chamado precisa de uma direção clara, ou se você está cansado de “bater cabeça” sem ouvir a voz do Senhor, este vídeo é para você. Eu espero que você assista e abra seu coração a palavra de Deus
Dê o play agora e descubra como alinhar o seu ouvido ao coração do Pai!
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Você já sentiu que, às vezes, parece que está pregando para as paredes ou que suas orações batem no teto e voltam? Não é impressão sua: existe um ‘bloqueio de sinal’ espiritual tentando te parar. Mas a boa notícia é que a estratégia para vencer esse jogo já foi revelada.
No texto de hoje, vou expor — com base em algumas experiências reais que tivemos na Bolívia e, o mais importante, no que diz as Escrituras sobre o assunto e quero usar o que o profeta Daniel declarou.
Querido missionário, saiba que a oração é o seu maior trunfo para fazer missões e é o maio eficiênte para quebrar as barreiras que impedem o agir de Deus no campo de missões.
Pastor Peniel e Mina
O Poder da Intercessão e a Oposição Espiritual
Satanás se opõe às orações do povo de Deus mais do que a qualquer outra prática espiritual, pois conhece o poder e os resultados que se manifestam quando a Igreja decide clamar de forma unida por uma causa específica.
O apóstolo Paulo deixa claro que nossa luta não é meramente humana, mas espiritual, travada contra forças malignas que atuam nas regiões espirituais (Efésios 6:12). Por isso, a oração perseverante torna-se uma arma essencial na batalha espiritual, fortalecendo a Igreja e abrindo caminhos para a ação de Deus.
No campo missionário, ao entrar em um novo ambiente cultural, o obreiro frequentemente se depara com pessoas que vivem debaixo de opressões espirituais e influências malignas. Praticamente todo o ambiente está viciado pela influência maligna justamente pela falta da presença da Palavra de Deus.
Nessas realidades, o inimigo fará todo o possível para proteger suas fortalezas espirituais e manter vidas presas à cegueira espiritual, conforme Paulo afirma que o “deus deste século” tem cegado o entendimento dos incrédulos (2 Coríntios 4:4).
Peniel N Dourado, Oruro – Bolívia (2013)
Contudo, o missionário representa uma ameaça real às forças das trevas, pois não atua em sua própria autoridade, mas na autoridade que lhe foi concedida por Deus. Em Cristo, ele foi capacitado para triunfar sobre todo poder inimigo. A autoridade espiritual do missionário está firmada na vitória de Cristo sobre os principados e potestades (Colossenses 2:15).
Assim, o missionário no campo transcultural atua como um verdadeiro embaixador do Reino de Deus, chamado para cumprir fielmente as ordens do Rei. Paulo descreve essa missão ao afirmar: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio” (2 Coríntios 5:20).
Algum tempo atrás eu estava lendo um livro do Irmão André, observei que ele realizava as chamadas “viagens de reconhecimento”. Antes de atuar em uma localidade, ele a visitava para observar a movimentação do povo, as barreiras e as influências espirituais. Somente após retornar à base é que ele passava à etapa seguinte: orar especificamente pelos problemas que havia presenciado.
Estátua da Virgen de Socavon em Oruro – Bolívia
Experiência em Oruro, Bolívia
Eu mesmo apliquei essa estratégia pela primeira vez no ano de 2010 quando fomos visitar a cidade de Oruro, na Bolívia. Nas duas primeiras visitas, notei que o povo não reagia à exposição da Palavra. Ninguém pedia oração quando estávamos nas ruas pregando, não solicitava folhetos ou sequer reclamava do som do nosso megafone. A impressão era de que estávamos invisíveis.
Em três situações diferentes, obreiros de igrejas distintas me repetiram exatamente a mesma frase: “Pastor Peniel, ajude-nos, pois estamos cansados.” Era a mesma expressão, dita com o mesmo tom de voz. Quando ouvi essa frase pela terceira vez, meu coração bateu mais forte, e o Espírito de Deus me sinalizou que algo profundo e sério estava acontecendo no meio da igreja local da cidade de Oruro independente da denominação.
Fernando Sanches pregando na cidade de Oruro – Bolívia (2010)
Diante disso, retornei a Santa Cruz de la Sierra e entrei em contato com diversos líderes de grupos de intercessão na Bolívia, no Brasil e na Argentina. Alguns nomes já estavam em meu coração, e compartilhei com cada um deles a situação espiritual que a cidade de Oruro enfrentava. Nós mesmos nos entregamos à oração por aquela região, conscientes de que desejávamos ver resultados, mas sabendo que a batalha espiritual não seria fácil e que o inimigo não cederia terreno sem resistência.
Eram verdadeiros guerreiros de oração, que passaram a clamar por nossas vidas, pelo avanço do evangelismo e pelos habitantes de Oruro. E o resultado foi marcante: no terceiro trabalho de impacto que realizamos, mal conseguíamos pregar nas praças, pois as pessoas se formavam em filas pedindo oração. Muitos entregaram suas vidas a Cristo, enquanto outros se reconciliaram com o Senhor. Foi, sem dúvida, uma experiência impressionante e profundamente transformadora.
O Exemplo do Profeta Daniel
No livro do profeta Daniel, vemos claramente essa oposição maligna ao agir de Deus. O Espírito Santo deseja operar e transformar vidas, mas haverá resistência espiritual. Daniel ainda era jovem quando foi levado cativo para a Babilônia, em 605 a.C., mas Deus transformou o cativeiro em uma oportunidade para que ele ocupasse uma posição-chave no maior império da época.
Assim, Daniel foi usado por Deus por meio do dom de interpretação de sonhos, dom esse que, mais tarde, se manifestaria também em visões tão detalhadas sobre o futuro que muitos chegaram a questionar a autenticidade de seu livro. Ainda assim, a precisão dessas revelações confirma a ação soberana de Deus ao longo da história.
Grupo de evangelismo em Bolívia. Na foto, sainde de Cochabamba a Oruro (2010)
No primeiro ano do governo de Dario, Daniel compreendeu, pelas Escrituras do profeta Jeremias, uma revelação específica a respeito do tempo determinado para Jerusalém (Jeremias 25:13). Ao discernir as implicações espirituais dessa palavra, ele iniciou sua conhecida oração de intercessão. Daniel começou confessando seus próprios pecados — mesmo sendo reconhecido como um homem fiel entre os judeus — e passou a clamar pelo perdão e pela restauração de todo o povo.
“Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém […] ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto” (Dn 9:16-17).
Sua súplica tornou-se ainda mais intensa: “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes…” (v. 19). Aqui aprendendo não apenas que devemos orar, mas como orar por uma determinada região.
Enquanto Daniel permanecia em oração, Deus enviou o anjo Gabriel, que revelou como o reino das trevas se opõe aos santos:
“Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras […] Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me” (Dn 10:12-13).
O anjo Gabriel ainda revelou a Daniel que a batalha espiritual continuaria, agora envolvendo o chamado “príncipe da Grécia”. Ele explica que o “príncipe do reino da Pérsia” não era um governante humano, mas uma força espiritual maligna que atuava por trás daquele império, influenciando seu desenvolvimento, suas decisões e todo o ambiente espiritual da nação (Daniel 10:13; Daniel 10:20).
Essa revelação deixa claro que, por trás dos impérios humanos, existe uma atuação espiritual invisível, mas real. A própria Escritura afirma que nossa luta não é contra pessoas, mas contra principados, potestades e forças espirituais do mal que operam nas regiões celestiais (Efésios 6:12).
Pastor Peniel Dourado fazendo a distribuição da Palavra de Deus escrita em Oruro, Bolívia
Ao olharmos para o cenário político de nossa nação e as demais nações, precisamos compreender que essa realidade espiritual infelizmente não mudou. Os principados continuam atuando, governando e influenciando povos e nações. Maus governos, administrações corruptas, leis perversas e uma sociedade cada vez mais inclinada ao pecado são reflexos dessa influência espiritual maligna. O apóstolo Paulo afirma que o mundo jaz sob influência espiritual contrária a Deus, sendo guiado por poderes que atuam na desobediência (Efésios 2:2).
Além disso, Paulo declara que o “deus deste século” tem cegado o entendimento dos incrédulos, impedindo que percebam a luz do evangelho (2 Coríntios 4:4). Essa cegueira espiritual contribui para a normalização da injustiça, da perversidade e da rejeição aos princípios de Deus, revelando a ação contínua de principados e demônios sobre sistemas, culturas e governos.
A cegueira espiritual faz com que cristãos fracos e sem discernimento aceitem a perversidade exposta por seus governantes. Muitos acabam votando e até defendendo governos corruptos, sem perceber as consequências espirituais de suas escolhas apenas olhando como uma participação cívica.
É importante lembrar que o voto dado pelo cristão deve ser consciênte e não apenas emocional, pois poderá ser usado por Satanás como uma forma de levar crentes enfraquecidos e desinformados a concederem legalidade à sua atuação maligna na região neutralizando suas orações.
Quando um crente vota e passa a apoiar determinado governo que trazem a bandeira satânica, ele acaba, de alguma forma, participando das decisões, da corrupção e das ações demoníacas associadas ao principado que atua naquela região. Essa participação nem sempre é consciente, mas revela falta de discernimento espiritual e de compreensão do conflito invisível que existe por trás das estruturas humanas.
Essa é uma das razões pelas quais muitas autoridades tentam limitar ao máximo a presença de missionários para não gerar influência. O missionário traz uma visão externa, livre de alianças locais, e carrega consigo a intercessão de homens e mulheres comprometidos com a oração. Sua presença atrai um verdadeiro mover de intercessão do povo de Deus, que enfraquece a atuação dos principados espirituais no local onde o trabalho missionário acontece.
Pastor Peniel Dourado e alguns dos evangelistas na cidade de Oruro, Bolívia
Voltando ao exemplo do profeta Daniel, vemos que anjos caídos resistiram ao mensageiro de Deus, o anjo Gabriel, porque Satanás não queria que a oração de Daniel fosse respondida. Foi necessário que o arcanjo Miguel viesse em auxílio de Gabriel. Daniel permaneceu em jejum e oração por vinte e um dias — exatamente o tempo da batalha espiritual necessária para que as forças de Deus prevalecessem.
Você percebe que uma verdadeira guerra por território espiritual foi desencadeada por causa da oração de um homem de Deus? Se Daniel tivesse se levantado para fazer política ou tentado mudar aquela realidade usando apenas armas humanas, que resultado teria alcançado? Provavelmente muito pouco.
Em vez disso, ele fez aquilo que todo homem e toda mulher de Deus podem fazer para gerar transformação real: orou, buscou a Deus e confiou na ação divina, que é a única capaz de produzir resultados verdadeiros no ambiente em que estamos inseridos.
Antes de Ir ao Campo, Dobre os Joelhos
Diante de tudo isso, entendemos que o verdadeiro campo de batalha das missões não começa nas ruas, mas no secreto da oração. Antes de estratégias e planos, existe um confronto invisível que só é vencido por homens e mulheres dispostos a dobrar os joelhos diante de Deus.
Daniel nos ensina que uma pessoa comprometida com jejum, oração e humilhação pode mover realidades espirituais e impactar cidades inteiras. A resposta divina pode parecer tardia aos olhos humanos, mas nunca chega atrasada. Desde o primeiro dia, Deus ouve o clamor sincero.
O desafio permanece: temos confiado apenas em métodos ou sustentado o avanço do Reino com intercessão perseverante? Se desejamos territórios transformados, igrejas fortalecidas e vidas restauradas, precisamos começar onde Daniel começou.
Video Sobre Missões
Eu vou colocar logo abaixo um vídeo onde eu conto sobre nossa experiência na cidade de Oruro. Assista e não deixe de compartilhar
Eu espero que você assista o video que eu coloquei logo acima. E também tenho uma playlist com vários outros testemunhos sobre a vida em missões. Se você quiser acessar a playlist CLIQUE AQUI
Deus te abençoe e continue orando por nossas vidas
Sabe aquela sensação de cansaço na batalha espiritual, como se você estivesse lutando contra o vento no campo de missões? A boa notícia é que você não precisa carregar esse peso sozinho. Deus não quer que você viva implorando para que Ele faça algo que já te deu autoridade para resolver!
O segredo para o avanço do projeto missionário não reside na força humana, mas no posicionamento em Cristo. Quer entender por que o inimigo recua quando o missionário descobre sua verdadeira identidade em Deus?
Eu espero que você reserve um tempo para ler este artigo. Que seus olhos espirituais sejam abertos para o extraordinário recurso que já está à sua disposição.
Pr Peniel Dourado na Base de Apoio em Bolívia (2019)
Em primeiro lugar, precisamos compreender que o missionário não deve limitar-se a orar para que Deus “faça algo” contra as forças malignas que operam no campo. Agir assim pode ser um desperdício de um tempo precioso, pois a responsabilidade da ação foi delegada a nós.
O missionário é enviado para tomar uma atitude contra as forças malignas do já dominam o campo, pois ele carrega a autoridade legal dada por Cristo para estabelecer o Reino onde o domínio das trevas impera há gerações. Como o próprio Senhor afirmou: “Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10:19).
O missionário chega ao campo como uma semente viva da Igreja e, como parte do Corpo de Cristo, não deve apenas clamar por intervenção divina; ele deve exercer o governo espiritual que lhe pertence sobre cada tribo, língua e nação. Afinal, fomos resgatados para uma nova jurisdição: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1:13).
Pastor Peniel, Pedro Javier e Fernando em Santa Cruz de la Sierra (2013)
Nossa missão não é passiva. Se o inimigo tenta barrar o avanço do Evangelho, a instrução bíblica não é pedir que Deus o resista, mas que nós o façamos: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Deus não quer que você fique rogando a Ele para que você possa resistir, mas o Espírito de Deus já nos disse que nós deveríamos resistir.
Quando o missionário compreende que sua posição é uma extensão da autoridade de Cristo na terra, ele deixa de ser um espectador da batalha espiritual no campo e passa a ser um agente de libertação nas nações.
A Autoridade do Menor Missionário no Front
A Palavra de Deus é clara: todo cristão tem o dever de lidar diretamente com o adversário que tenta dominar o campo. Ao chegar em solo missionário, você encontrará resistências espirituais estabelecidas, e sua função, como embaixador de Cristo, é confrontá-las. Afinal, a nossa luta não é contra pessoas, mas contra forças espirituais (Efésios 6:12).
Não existe hierarquia de poder quando o assunto é o Nome de Jesus. O servo mais simples, servindo em uma pequena congregação no interior, possui tanta autoridade sobre as trevas quanto o líder de uma megaigreja. A autoridade não emana do cargo, mas do Nome que está acima de todo nome.
Recordo-me das palavras do evangelista Reinhard Bonnke, que afirmava com convicção: a fé necessária para realizar uma campanha para um milhão de pessoas é exatamente a mesma fé que um evangelista emprega para pregar a apenas cem pessoas. Embora o Senhor distribua talentos em proporções distintas a cada servo, conforme Sua soberana vontade, o critério de recompensa e a fonte do poder permanecem inalterados.
Independentemente do tamanho do campo ou do número de talentos, a promessa de aprovação é a mesma para quem é diligente. Como nos ensina a Parábola dos Talentos:
“Disse-lhe o seu senhor: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).
O que importa para o Reino não é a visibilidade do palco, mas a fidelidade no posicionamento. Se você for fiel no exercício da autoridade onde está hoje, o Senhor mesmo expandirá o seu território. E se não houver expansão o importante é ser bom servo e fiel.
Evangelismo na cidade de Montero, Bolívia (2013)
As circunstâncias podem variar, mas a natureza da fé permanece constante. Como ensinou o Mestre: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar” (Mateus 17:20). O tamanho do desafio não altera o poder da ferramenta que você tem em mãos.
O Deus que opera milagres em grandes multidões é o mesmo que sustenta o obreiro no anonimato, pois tudo é d’Ele e tudo provém d’Ele. Ele é a fonte única de toda autoridade espiritual. Diante disso, sua responsabilidade não é colocar os olhos em grandes obras, mas posicionar-se em autoridade e cumprir com zelo a missão que lhe foi confiada no lugar onde o Senhor te colocou.
Frequentemente, caímos no erro de acreditar que apenas “especialistas” ou pessoas com uma fé fora do comum possuem poder. Isso é um mito! Jesus conferiu autoridade a todo o Seu Corpo, sem exceção. Ele nos garantiu: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios…” (Marcos 16:17). A diferença não está na quantidade de poder recebida, mas em quem se apropria e exercita a autoridade dada.
Enquanto alguns vivem plenamente a autoridade de Cristo, exercitam e crescem nessa autoridade, outros preferem acreditar que ela é um privilégio de poucos, esquecendo-se de que o Pai nos deu o Seu Espírito sem medida (João 3:34).
No ano de 2013, o Senhor Jesus nos revelou que alcançaríamos toda a nação da Bolívia através do Programa de Apoio Evangelístico, e que esse trabalho em breve se estenderia a outras nações. Naquela época, a realidade parecia contradizer a promessa: eu não tinha sequer o que comer e enfrentava sérias crises financeiras. Lembro-me de evangelistas solicitando materiais em outras cidades e eu não ter condições mínimas de enviá-los.
Evangelismo na Siete Calles – Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2013)
Naturalmente, pensei que Deus estaria trabalhando em minha fé para me dar algo que eu ainda não possuía; eu esperava ansiosamente pela provisão divina. No entanto, o que Deus me deu foi algo muito mais sólido: a Sua Palavra. Ele afirmou que nós faríamos. Compreendi que não era uma questão de eu ter condições humanas ou não, mas de crer no que o Senhor havia dito. Paulo expressou essa mesma dependência quando escreveu:
“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra” (2 Coríntios 9:8).
Se Deus disse que eu alcançaria a Bolívia e depois estenderia o projeto a outras nações, meu papel era crer e me posicionar em autoridade, mesmo sem recurso algum. Aprendemos com as Escrituras que o poder de Deus se aperfeiçoa justamente na nossa fraqueza (2 Coríntios 12:9). O posicionamento de fé deve preceder a provisão, pois a nossa confiança não repousa em evidências fisícas, contas bancárias, na solução visível, mas na fidelidade dAquele que nos chamou. Afinal, como apóstolo Paulo também nos encoraja:
“Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8:32).
Quando os missionários finalmente crerem que possuem a força de Deus, a autoridade de Cristo e o poder sobrenatural do Espírito Santo, o trabalho transcultural alcançará um novo nível de excelência e resultados extraordinários.
Jesus já venceu Satanás de forma definitiva na cruz, expondo-o ao desprezo público (Colossenses 2:15). Agora, cabe à Sua Igreja estender essa vitória até os confins da terra, ocupando os espaços através da autoridade que nos foi delegada. Porque maior é Aquele que está em vós do que aquele que está no mundo (1 João 4:4).
Tiago 4:7 afirma: “Resisti ao diabo e ele fugirá de vós”. No original, “fugir” significa “correr aterrorizado”. Quando você, missionário, exerce sua autoridade no Nome de Jesus, o inimigo bate em retirada. Ele não tem medo da sua cultura, do seu conhecimento, quantos idiomas você fala ou se você fez algum curso de missões, mas treme diante do Nome que você representa. No campo, os demônios temem e tremem enquanto exercitamos a autoridade dada por Deus.
O diabo não respeita o seu cansaço, ele respeita a sua legalidade. No campo missionário, sua maior arma não é o domínio perfeito do idioma ou o seu vasto conhecimento missiológico, mas a consciência inabalável de Quem você representa. Como embaixador de Cristo, sua eficácia depende da compreensão de que você carrega o selo e a autoridade do Rei que o enviou.
Que você possa começar este ano de forma diferente. Em vez de suplicar: “Senhor, repreenda o inimigo”, tome a posição que o Senhor já lhe entregou e use a sua própria voz. O comando foi delegado a você! Em Nome de Jesus, declare com firmeza: “Em Nome de Jesus, eu exerço autoridade sobre este lugar!”.
Vá e faça o que Ele lhe mandou fazer. Não se detenha olhando para as suas próprias limitações, pois a provisão e as condições não residem em você, mas dAquele que o comissionou.
Deus o estabeleceu nesse território como um embaixador do Céu. Portanto, não peça que o Rei faça o que Ele já lhe capacitou para realizar; levante-se e exerça plenamente a autoridade que lhe foi outorgada por Cristo.
“Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada vos fará dano algum.” (Lucas 10:19)
É fácil cair na ilusão de que a Grande Comissão está quase cumprida, especialmente quando observamos a realidade de nossas grandes cidades no Brasil. Embora tenhamos igrejas em cada esquina e uma abundância de recursos, a verdade é que existem cidades inteiras, e vastas regiões, onde o Evangelho mal chegou ou não chegou de maneira efetiva.
Olhe para a sua igreja: talvez ela esteja repleta de líderes talentosos, evangelistas fervorosos, ensinadores da Palavra e pastores dedicados. Isso é uma grande bênção! Contudo, precisamos lembrar que, em muitas outras regiões aqui mesmo na América do sul, eu posso falar do Paraguai e da Bolívia, não há obreiros suficientes, e a colheita está se perdendo.
Missionários Peniel e Mina (2024)
Jesus nos alertou: “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mateus 9:37-38). Saber disso não queima o seu coração?
Sim, ao nosso redor pode haver muitos trabalhos locais abençoados, projetos sociais maravilhosos e programas evangelísticos bem-sucedidos. Mas não podemos parar aí. Devemos ampliar nossa visão missionária.
Enquanto desfrutamos da luz, ainda há povos na Terra onde o nome de Jesus jamais foi mencionado. São milhões de pessoas que nunca tiveram a chance de ouvir a mensagem de salvação.
A Bíblia nos questiona diretamente sobre essa urgência: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?” (Romanos 10:14).
Nosso conforto não pode ser a nossa fronteira. Somos chamados a sair. Que a visão da Missão Inacabada nos mobilize para que o nome de Cristo seja conhecido por todos os povos, cumprindo a profecia de que Ele será a luz dos gentios: “Eu o farei luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até aos confins da terra” (Isaías 49:6). O Senhor conta conosco!
E a Palavra de Deus é cristalina: a missão continua e é urgente. O próprio Jesus fez uma declaração que define o cronograma escatológico da Igreja:
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. E então virá o fim.” (Mateus 24:14)
Isso significa que a volta gloriosa de Cristo está diretamente ligada à pregação eficaz do Evangelho entre todos os povos, tribos e línguas. Não podemos ficar parados.
Uma irmã evangelista preparando-se para a distribuição da Palavra de Deus escrita na região alta de Bolívia
O cumprimento da profecia depende da nossa ação! Que essa urgência nos mova a cumprir nossa parte na história da redenção.
Deus ama todas as culturas
A diversidade humana que vemos no mundo — as diferentes raças, culturas e línguas — não é um acidente do acaso. Pelo contrário, ela é uma parte essencial e gloriosa do plano divino para alcançar o homem perdido.
As Escrituras afirmam claramente a origem dessa unidade na diversidade: “De um só fez toda a raça dos homens para habitar sobre toda a face da terra” (Atos 17:26). Deus é o Criador de cada grupo étnico e Se alegra em cada expressão cultural.
A missão não visa apagar essas diferenças, mas redimi-las. Nossa visão final, prometida em Apocalipse, é poderosa: no céu, veremos “povos, tribos, línguas e nações” adorando juntos (Apocalipse 5:9). Deus não deseja uma uniformidade cultural; Ele anseia por uma adoração multicolorida, multilinguística e multicultural.
Nosso trabalho missionário é, portanto, buscar a glória de Cristo em cada sotaque e em cada tradição, para que a Igreja se torne a imagem completa dessa riqueza celestial. É uma festa de diversidade que honra o Criador!
Unidade espiritual — missão transcultural
A verdadeira força da Igreja reside em sua unidade, mas é crucial entender onde essa união não é fundamentada em uma só cultura. Nossa igreja não é unida por hábitos, roupas ou estilo musical; esses são apenas traços culturais. A nossa unidade é forjada no essencial: no Espírito Santo, como afirma a Palavra: “Há um só corpo e um só Espírito” (Efésios 4:4).
Essa unidade espiritual, porém, não nos permite ficar parados. Pelo contrário, ela nos impele a cruzar barreiras e ir em direção ao mundo. O modelo para essa travessia é o próprio Cristo.
Ele cruzou a maior barreira que existia: a distância entre o Criador e a criatura. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14). Jesus esvaziou-Se, adotou nossa fragilidade e falou nossa língua. Se Jesus, sendo Deus, se fez homem para nos alcançar, nós, a Sua Igreja, devemos seguir Seu exemplo, atravessando as fronteiras culturais, sociais e geográficas para levar a Sua mensagem. somos chamados a sair de nossas zonas de conforto para alcançar outros.
Palavra de Deus chegando ao povo de La Paz, Bolívia
Missão é por povos — não só por países
Jesus foi específico em Seu mandato missionário. Ele não disse apenas “países”, mas sim “fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19), e a palavra original utilizada foi ethne: grupos étnicos e culturais. Isso muda tudo em nosso planejamento!
Precisamos entender que a Missão Inacabada não está apenas em lugares distantes; existem povos e grupos étnicos não alcançados até mesmo dentro de países de maioria cristã, inclusive no Brasil.
Nossa tarefa não se limita a cidades ou fronteiras políticas, mas à etnia, para que o Reino de Deus seja manifestado em “toda tribo, língua, povo e nação” (Apocalipse 5:9). O ethne é o alvo de Deus.
A distância cultural importa
Não se engane: quanto maior a diferença cultural entre o missionário e o povo que ele deseja alcançar, maior e mais complexo é o desafio. Ir para outro país, com um idioma e uma visão de mundo totalmente distintos, exige mais do que paixão; exige uma renúncia profunda.
É por isso que o Apóstolo Paulo nos deu o modelo definitivo de adaptação missionária, declarando: “Fiz-me tudo para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9:22). Missões de verdade exigem humildade para ouvir, disposição para aprender, serviço genuíno e um amor incondicional.
Evangelismo em San Julian, Bolívia (2014)
A urgência é imensa. A Palavra de Deus questiona nossa inação: “Como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14). Deus continua, sim, levantando homens e mulheres para serem missionários transculturais — pessoas dispostas a abandonar o conforto e a cruzar essas distâncias em obediência. A questão é: estamos dispostos a enviá-los e sustentá-los, para que a mensagem chegue? também apoiadores, mantenedores, enviadores e intercessores.
Conclusão
A missão não terminou. Há povos sem Bíblia, sem igreja e sem esperança. Nós somos parte da resposta de Deus.
“Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (João 20:21)
Sabe quando olhamos para a Bíblia e percebemos que ela não é apenas um livro de histórias, mas um mapa do coração de Deus? Pois é. Se existe algo que pulsa no centro das Escrituras, é a Missão de Deus.
Deus não é um Deus distante, sentado em um trono observando a humanidade; Ele é um Deus que vai atrás das vidas perdidas, que chama, que envia, que ama cada pecador. E quando entendemos isso… nossa maneira de enxergar missões muda completamente.
Vamos caminhar juntos por essa verdade: a missão não nasceu na igreja. A missão nasceu em Deus.
Peniel e Mina. Pôr do sol à beira do Rio Paraguai, Corumbá, fronteira com Bolívia
Deus é o autor e iniciador da missão
Antes de qualquer estratégia missionária, antes de qualquer organização ou estrutura, existe Deus — e o Seu caráter amoroso é a fonte da missão. Missões não nasceram de um planejamento humano ou de uma necessidade social; elas fluem da própria natureza divina.
Deus é um Deus que busca, que envia, que se revela e que chama pessoas para cooperarem com Seus propósitos eternos. Desde antes da fundação do mundo, Ele já tinha um plano perfeito para redimir a humanidade caída, e esse plano começa, continua e termina no Seu amor eterno e imutável.
Como Paulo declara, fomos escolhidos “antes da fundação do mundo” para caminhar segundo Seu propósito e graça (Efésios 1:4-5). Nada do que Deus faz é improviso; a missão não é reação ao pecado, mas expressão do Seu coração eterno, que sempre desejou reconciliar consigo todas as coisas e alcançar cada povo, tribo e nação com Sua graça transformadora.
A Bíblia deixa isso claro: “Porque Deus amou o mundo…” (João 3:16). Esse amor não é um sentimento distante ou abstrato — é prático, sacrificial e movido por profunda compaixão. É um amor que atravessa fronteiras, alcança culturas, transforma vidas e nos convida a participar da missão divina de levar esperança e salvação a todas as nações.
Israel: escolhido para participar da missão
Quando Deus escolheu Israel, não foi para que se tornasse um povo isolado, fechado em si mesmo ou se considerasse superior aos demais. Pelo contrário, o propósito da escolha sempre foi missão. Desde o chamado de Abraão, Deus já deixava claro que Seu plano não era formar um povo exclusivo, mas levantar um instrumento para alcançar todas as nações com Sua graça e Sua luz.
Assim lemos: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:3). Essa promessa não era apenas um privilégio; era uma responsabilidade. Israel foi chamado para ser um espelho do caráter divino diante do mundo, vivendo de tal forma que outros povos pudessem conhecer o Deus verdadeiro através de seu testemunho.
A eleição de Israel nunca foi para exclusão, mas para inclusão. Deus escolheu um povo para, por meio dele, alcançar todos os povos. O coração de Deus sempre pulsou por cada nação, e Seu propósito continua o mesmo até hoje.
Mina e Samuel com os folhetos em nossa base de apoio em Bolívia (2018)
A igreja: chamada para ser missionária
Da mesma forma, a igreja existe para cumprir esse propósito eterno de Deus. Missões não são apenas uma atividade entre tantas outras dentro da comunidade cristã, nem um departamento restrito a alguns irmãos mais entusiasmados.
Missões são a identidade da igreja. Nós não fazemos missões simplesmente porque queremos — fazemos porque somos povo enviado pelo próprio Deus. Somos igreja porque fomos chamados, transformados e comissionados para participar da obra redentora que o Senhor está conduzindo na história.
Fomos chamados para anunciar Cristo com paixão, amar povos e culturas com sensibilidade, e participar ativamente da redenção que Deus está realizando no mundo. Isso significa olhar para além das nossas paredes, além das nossas agendas e além das nossas fronteiras. Onde há pessoas, há campo missionário. Onde há dor, há oportunidade de graça. Onde há povos ainda não alcançados, há uma convocação divina ecoando no coração da igreja para o alcance.
Jesus não deixou dúvidas sobre isso quando declarou: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Sua ordem não foi opcional, nem limitada a uma época específica. O ministério intercultural não é um acessório do crente — é o coração, a essência e o propósito da igreja. Existimos para adorar a Cristo e torná-Lo conhecido entre todos os povos.
Obediência ao Chamado
A participação humana no plano divino sempre passou pela obediência. Desde o início, Deus deixou claro que a bênção caminha junto com a submissão. Assim como o Senhor disse a Israel: “Se diligentemente ouvirdes a minha voz… virei sobre vós todas estas bênçãos” (Deuteronômio 28:1-2).
Quando obedecemos de coração, não estamos apenas cumprindo uma ordem; estamos respondendo ao amor e ao chamado de Deus, tornando-nos parceiros na Sua obra eterna.
Com o presbítero Assis em Aracaju, líder da Base de Apoio Nordeste (2024)
A obediência não nos limita — ela nos conduz ao propósito. Como Jesus afirmou: “Bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). E o apóstolo Tiago reforça: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes” (Tiago 1:22). Não existe missão sem entrega, nem fruto sem submissão. Cada ato de obediência nos aproxima mais do coração de Deus e do que Ele deseja realizar entre as nações.
Conclusão
Deus não tem favoritos entre povos ou culturas. Ele ama todas as nações e chama Sua igreja para enxergar como Ele vê, amar como Ele ama e ir onde Ele envia.
A missão não começa quando atravessamos uma fronteira. Ela começa quando entendemos o coração de Deus.
“Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas.” (Salmos 96:3)
Se o coração de Deus bate pelas nações… o nosso deve bater também.
Sei que a palavra “missionário” pode soar um pouco distante para alguns. A gente logo pensa naquelas fotos de pessoas em lugares remotos, com vestimentas diferentes e comidas estranhas. Ser missionário é muito mais do que isso. Fazer missões é viver o chamado de Deus para uma Obra específica dada pelo Senhor Jesus.
Peniel N Dourado
Ser Missionário é Viver a Grande Comissão
Quando Jesus ascendeu aos céus, ele nos deixou uma missão clara: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28:19-20).
A palavra “nações” neste versículo é éthnos no grego original, que significa povos ou etnias. É importante lembrar que o conceito de nação que temos hoje surgiu muito tempo depois. A ordem do Mestre, portanto, é que a Igreja vá a todos os povos e etnias que ainda não receberam o evangelho.
A Igreja tem a obrigação de desenvolver o serviço evangelístico local. Aqueles que mobilizam o Corpo de Cristo para o evangelismo recebem o Ministério Evangelístico, conforme apontado em Efésios 4:11. No entanto, além do evangelismo local, a Igreja deve ir a outros povos e etnias, como descrito na ordem de Mateus 28:19.
Assim, ser missionário é responder a essa ordem de avançar com o serviço evangelístico além do limite cultural em que se vive. Não é uma opção para um grupo seleto de “super-crentes”, mas um chamado para todos os que foram alcançados por Ele. Aqueles que são chamados para ir devem ir, e aqueles que ficam devem orar e financiar os que estão na linha de frente.
Mais que uma Viagem, um Estilo de Vida
Ser um missionário não se resume a fazer uma viagem, desenvolver um impacto evangelístico no final de semana. É, antes de tudo, uma vida entregue a ordem recebida. É viver com intencionalidade o serviço confiado no lugar apontado por Deus. O missionário é alguém que:
Ora sem cessar: Intercede pelas nações e pelos perdidos.
Aprende e ensina a Palavra: Vive e prega o evangelho com ousadia.
Serve ao próximo: Pratica o amor de Cristo em ações concretas.
Deus busca corações completamente entregados ao serviço de alcançar almas em lugares onde as vidas não estão tendo a oportunidade de ouvir falar de Cristo.
A Urgência do Chamado
Em um mundo onde milhões ainda não ouviram falar do amor de Deus, a urgência é real. A Seara é grande, mas os trabalhadores ainda são poucos, como o próprio Jesus nos lembra em Lucas 10:2.
Você pode se perguntar: “Mas como posso ajudar?” A resposta é simples: comece por onde você está.
Se envolva na sua igreja local. Participe nos trabalhos da Secretaria de Missões de sua igreja.
Ore pelos missionários no campo. Sua intercessão é um suporte vital.
Considere se tornar um parceiro missionário. A sua oferta é sua participação no serviço de missões. É seu tempo, seu suor, seu conhecimento entregue ao serviço de missões.
Essa é uma das formas de você ir para o campo de missões. O apoio de parceiros é o combustível que nos mantém ativos e atuantes.
Como Conseguir ir para o Campo de Missões?
Depois que o coração entende a urgência e o chamado, a pergunta natural é: “Como eu posso ir?”. O processo pode parecer complexo, mas com a orientação certa e a direção de Deus, ele se torna um caminho de fé e aprendizado.
A primeira coisa é se capacitar. O preparo teológico e prático é essencial, assim como o desenvolvimento de habilidades de relacionamento e adaptação cultural. O trabalho transcultural exige mais do que boa vontade, exige preparo.
Se você sente que o Senhor está te chamando para missões, não guarde isso para si. Ore, converse com sua liderança e pesquise sobre agências que podem te ajudar a dar os próximos passos.
Quer saber mais sobre como se tornar um missionário transcultural? Conheça o Programa de Apoio Evangelístico e descubra como você pode ser enviado!
Video Sobre Missões
Neste vídeo, compartilho como o Senhor Jesus guiou meus pais ao Paraguai e, anos depois, me levou em uma experiência transformadora de missões na Bolívia.
Nossa jornada em missões sempre foi guiada por um chamado claro, mas nem sempre por um caminho óbvio. Casamos em 2002 e começamos a trabalhar no Paraguai com aldeias indígenas. Depois o Senhor nos levou ao serviço de rápido, presidio, atender as famílias que vivem em fazendo e outros trabalhos.
Posteriormente veio o chamado para fazer missões em Bolívia e meu foco era um só: abrir igrejas. Eu e minha esposa, Mina, estávamos em Bolívia com esse único projeto. Deus, porém, tinha outros planos para nossas vidas. Ele nos mostrou a necessidade do serviço de apoio a evangelistas. O grande detalhe é que naquele momento, eu não tinha dinheiro nem para comprar leite e pão.
Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem
Deus me deu a Palavra do alvo, mas eu estava apreensivo. Lembro-me de contar moedas que estavam sobre a mesa, tentando juntar o suficiente para a nossa alimentação do dia. Nós estávamos passando por uma grande necessidade financeira e buscávamos a direção de Deus para o serviço. Tudo o que sabíamos era que Deus nos havia enviado e deveríamos ficar ali.
Uma noite, enquanto orava, Deus me falou muito forte sobre o trabalho de apoio. Ele começou a me revelar os alvos que tinha e como eu deveria seguir. No dia seguinte, mesmo diante das muitas dificuldades financeiras, eu disse à Mina que Deus havia falado que iríamos trabalhar com Apoio Evangelístico. Eu traria o material de São Paulo, passaria pela fronteira e começaríamos a distribuir gratuitamente aos evangelistas locais.
Que brilhante ideia! Mas, onde conseguiríamos dinheiro para manter? Quem quer ajudar um projeto missionário assim? Mina estendia as roupas e me fazia muitas perguntas e eu não tinha resposta.
Mina e Deborah – Bandeira de Santa Cruz de la Sierra
Então Mina me fez mais uma pergunta: “Se a gente não tem dinheiro para comer, como vamos sustentar um projeto tão caro?” Querido irmão, ela não estava sem fé, era uma questão de lógica e sei que minha esposa tinha razão. Um projeto como esse envolve um custo altíssimo com frete, viagens e documentações. Você sabe quanto eu gasto para fazer minhas viagens para atender o trabalho? Sabe quanto custo para entrar apenas um contêiner desse em um país?
E, além disso, outra pergunta que era do meu coração me atormentava: “Quem se importa com o evangelista? Quem se preocupa se ele tem um folheto para pregar?” Você acha que eu não pensava isso? Sim, eu pensava e até hoje penso sobre este assunto.
A realidade é que pouquíssima gente se importa com o serviço evangelístico. Pouca gente valoriza o trabalho de quem vai para as ruas, hospitais e presídios, e não enxerga o resultado da literatura impressa, a Palavra de Deus escrita nas mãos do povo. Como eu apresentaria um projeto assim a uma igreja, aos secretários de missões?
A Primeira Grande Preocupação
Essa foi a nossa maior preocupação no início: como manter este trabalho. E Deus nos ensinou, de um jeito prático, a amar esse serviço. Ele nos mostrou primeiro o quanto Ele ama e também nos ensinou a amar. Por mais de três anos, eu, minha esposa e nossa filha Deborah, que ainda era um bebê, estivemos nas ruas de Santa Cruz de la Sierra, distribuindo literatura em praças, universidades e feiras. Colocávamos a Débora no carrinho e enchíamos as mochilas de folhetos.
Deborah e os primeiros materiais da Gospel Sunrise
Mais tarde, começamos a identificar evangelistas que precisavam de material e passamos a distribuí-los para eles. Deus nos ensinou a amar o serviço evangelístico e a ter a carga de ir às ruas. Ele nos mostrou que, da mesma forma que Ele nos deu o desejo de fazer esse trabalho, também levantaria pessoas que amam este obra e nos ajudar a manter este trabalho.
A nossa primeira preocupação foi ‘como vamos manter?’, mas o Senhor nos ensinou que, da mesma forma que Ele colocou essa carga em nossos corações, Ele levantaria pessoas para nos ajudar.
A maior lição que aprendemos foi: não é sobre como eu vou fazer ou como eu vou manter, mas sim, sobre como Ele vai providenciar. Deus nos mostrou, em cada necessidade suprida e em cada barreira vencida, que a obra é d’Ele e, assim como Ele nos chamou, Ele mesmo irá sustentá-la
Eu em Mina em nossa primeira base de apoio em Bolívia recebendo materiais da Irlanda (2011)
“E, quando faltar a vocês alguma coisa, Deus, que me dá tudo o que é necessário por meio das riquezas de Cristo Jesus, lhes dará o que precisam.” – Filipenses 4:19
Pedido de Oração:
Ore pelo Programa de Apoio Evangelístico para as portas continuem sendo abertas em toda América do Sul.
Ore pelo desenvolvimento da Base de Apoio na Bolívia, o coordenador nacional, irmão Nigel Mercado e por todos os líderes dos Pontos de Apoio em Bolívia.
Ore pela Base de Apoio em Aracaju que está sob liderança do presbítero Assis e que atualmente atende praticamente todo o nordeste Brasileiro.
Ore por nossa nova Base de Apoio que está sendo aberta na cidade de São Luis do Maranhão com o irmão Rogerio.
É com grande alegria que começo este dia, escrevendo diretamente para você que sempre acompanha as minhas postagens. Hoje, quero falar um pouco sobre o nosso canal no YouTube e compartilhar um pouco de nossa visão de utilizar os vídeos para falar de missões.
Peniel e Mina
Os desafios de gravar vídeos
Desde que cheguei ao Paraguai em Janeiro de 2022, a rotina de trabalho no campo de missões mudou bastante. Na Bolívia, eu costumava gravar na rua, aproveitando as idas ao centro para resolver alguma coisa, ir ao banco ou levar material para algum evangelista. Sair de casa era algo frequente, o que me dava muitas oportunidades de gravar pelas ruas de Santa Cruz de la Sierra.
Aqui em Pedro Juan Caballero, a cidade é menor e não precisamos sair tanto para resolver as coisas. O meu momento de maior disponibilidade para gravar são os trajetos para levar e buscar meus filhos na escola.
Gravando vídeos dentro do carro
Por isso, a maioria dos meus vídeos de meditação e até os informativos são gravados dentro do meu carro nesses curtos espaços de tempo levando meus filhos a escola. É o tempo que tenho e tenho procurado aproveitar ao máximo.
Vivência Missionária: o que aprendemos juntos
Eu tenho coletado situações vividas no campo e experiências em missões de outros missionários e as que nós mesmo temos passado. Estou sempre em contato com irmãos ligado ao Programa de Apoio Evangelístico e com outros missionários de diversas partes do mundo. Eles compartilham suas dificuldades e aprendizados, e essa troca de ideias se torna uma fonte inesgotável de assuntos para os vídeos.
Com isso, podemos refletir sobre a vida no campo missionário, expondo situações reais sem citar nomes de ninguém ou igrejas. Compartilhamos tanto os acertos quanto os erros, inclusive os nossos. Errar faz parte da jornada, especialmente em missões transculturais, e é importante falar sobre isso.
Desta forma, criei uma playlist chamada Vivência Missionária que é dedicada a essas reflexões sobre a vida prática em missões. Se você se interessa sobre Vivência Missionária acesse através do botão logo abaixo.
Também temos a playlist chamada Informativo Missionário, que não recebe vídeos com tanta frequência, mas é muito importante para a comunicação do projeto.
Nesta playlist compartilho sobre o desenvolvimento do trabalho, orientações sobre o projeto, nossa visão e informações práticas sobre as regiões em que atuamos através do Programa de Apoio Evangelístico.
Peniel Dourado e Mina
Abordamos temas como dificuldades de importação e documentação, o andamento e o crescimento do trabalho. Essa playlist é ideal para quem quer entender os bastidores e os desafios logísticos da obra missionária. Você também pode acessar através do botão que está logo abaixo
Outra playlist que amo é o Vlog Missões. Nela, registro o nosso dia a dia, os lugares por onde vamos e o que estamos fazendo no campo de missões. Nos últimos tempos, tenho feito muitos vlogs das viagens, seja para a Missão Por Compaixão onde atendemos cada mês, assim como para a Bolívia ou, mais recentemente, para o Nordeste do Brasil.
O meu objetivo com os vlogs é mostrar o campo de missões como ele realmente é, sem romantismos. Por muito tempo, as pessoas viam a obra missionária apenas por meio de fotos e vídeos que exploravam a pobreza local. Sempre existe uma ideia de sencibilizar aqueles que estão vendo.
Eu sempre evitei esse tipo de abordagem em nossos vídeos. Acredito que mostrar apenas a miséria distorce a visão do projeto, do campo localo e, o mais importante, prejudica o relacionamento com os nativos. Em minhas gravações, mostro a realidade, as praças, os bairros, vou em lugares bonitos no campo de missões e trago a vida no campo missionário como ela é, com suas belezas e desafios.
Passando por Jacuacuara, Bahia (2024)
O alvo sempre é enfatizar o trabalho que fazemos e não usar as imagens para tocar o emocional do povo. Ou seja, se você quiser realmente apoiar o trabalho que fazemos apoie pelo resultado do trabalho que eu faço com o desejo de ser parte e não porque eu vendo uma imagem de miséria para você.
Todos os nossos vlogs desde 2016 estão disponíveis em uma página que você pode acessar pelo link na descrição de cada vídeo. Se você gosta desse formato, convido você a conferir. E se você quiser acessar a playlist Vlog Missões 2025 basta clicar no botão logo abaixo.
Quero lembrar que a playlist Vlog Missões 2025 inicia com nossos vídeos com a viagem que fizemos em janeiro deste ano de 2025 do Paraguai ao Ceará. Se você quiser acompanhar nossa os vídeos da viagem é só acessar a playlist.
Interagindo com nossos leitores
Para manter essa troca de ideias, eu interajo com os inscritos do nosso canal e com quem assina o nosso blog. Muitas vezes, envio e-mails perguntando se eles têm alguma dúvida e procuro responder aqui no blog e no canal.
Se você ainda não assina, procure o botão “Assine” em nosso blog. Basta inserir seu nome e e-mail para receber nossas postagens mais recentes. Ter essa interação e responder às perguntas de vocês é algo que me aproxima e fortalece nosso relacionamento.
E eu sou grato por sua participação aqui em nosso blog ajudando a compartilhar nossos posts, assim como a interação lá no canal no Youtube. Mantemos o foco de trazer conteúdo sobre a vida em missões e trazer você para mais parto de nossa realidade no campo de missões
A Realidade do Campo Missionário
É impressionante como tem muita gente que nem mesmo gosta de ver a realidade do campo. Ela idealiza um conceito do que é ser missionário e quando você expõe a verdade até se frustram.
Amado irmão, a obra missionária não é um conto de fadas, mas uma vivência real e desafiadora, cheia de erros e acertos. O nosso chamado é não para mascará-la, mas para vivê-la com os pés no chão, vivendo a realidade do campo, confiando em Deus sempre em cada passo que tomamos.
Trazer essa realidade em vídeo e aqui em nosso blog tem sido nosso desejo. Que de alguma forma as instruções que passamos cada dia possam ser ferramentas de benção para aqueles que se preparam para o campo de missões.
“Portanto, meus amados irmãos, sejam fortes e inabaláveis. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil.” (1 Coríntios 15:58)
Hoje, quero falar sobre um dos maiores desafios que enfrentamos no campo missionário transcultural: a contextualização da mensagem do evangelho. Você já parou para pensar como podemos levar a Palavra de Deus a pessoas de culturas totalmente diferentes da nossa, sem que a mensagem perca seu poder e significado?
Peniel Dourado na cidade de Charagua, Bolívia (2012)
O Que É Contextualização em Missões?
Muitos podem pensar que contextualizar é mudar a Bíblia para adaptar a realidade do povo nativo, mas a verdade é que é exatamente o contrário. Contextualizar é transmitir a mensagem de salvação de uma forma que a pessoa do outro lado compreenda.
O objetivo não é adaptar a Palavra à cultura, mas sim apresentar a Palavra de forma que ela dialogue com aquela cultura, sem que o sentido original se perca.
Em ambientes culturais diferentes uma determinada ideia pode não ser a mesma que entendemos. Em vez de traduzir aquela situação literalmente, precisamos explicar o conceito e as consequências, usando metáforas e histórias que façam sentido para para o nativo. Assim teremos o mesmo evangelho, a mesma verdade, mas contada de uma forma que chegue ao coração.
“E, assim, para os judeus, tornei-me como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob a lei, como se estivesse sob a lei — embora eu mesmo não esteja — para ganhar os que vivem sob a lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei — embora eu não esteja livre da lei de Deus, mas sob a lei de Cristo — a fim de ganhar os que estão sem lei.” (1 Coríntios 9:20-21)
Paulo nos mostra que a flexibilidade na forma de comunicar é crucial para que a mensagem de Cristo seja compreendida. Ele não mudou o evangelho, mas se adaptou à realidade de quem o ouvia para que a Palavra fosse eficaz.
Por Que a Contextualização é Essencial?
Se não contextualizarmos, corremos o risco de sermos mal compreendidos. A Palavra de Deus não deve ser um conceito distante ou culturalmente estranho. Ela precisa ser algo vivo, prático e que responda às perguntas e necessidades daquela comunidade.
Evita sincretismo: Ao entender a cultura, podemos separar o que é cultural do que é bíblico, evitando a mistura de crenças.
Torna a mensagem relevante: Quando a pessoa vê que o evangelho fala sobre seus problemas e esperanças, ela se abre para a transformação.
Quebra barreiras culturais: A contextualização é a chave para romper as barreiras invisíveis que separam as pessoas do evangelho.
Seja Parte da Missão!
A contextualização exige sensibilidade, estudo e, acima de tudo, oração. Por isso, a presença de missionários no campo é tão urgente. Eles são os embaixadores que se dedicam a entender outras culturas para que o evangelho possa fluir.
Ore por nós e pelos trabalhos que desenvolvemos no campo de missões. Apresento o Programa de Apoio Evangelístico que é o projeto de missões que avançamos na América do Sul e também a Missão Siloé que é o trabalho missionário que lideramos desde 2022 no Paraguai.
Vídeos Sobre Missões
E aí, quer mergulhar ainda mais no universo das missões? A vida no campo é cheia de desafios e também de bênçãos, e para te ajudar nessa jornada, preparei algo especial.
Temos uma super playlist com mais de 90 vídeos cheios de dicas práticas para você que tem o chamado missionário no coração. Lá, você vai encontrar informações valiosas sobre o dia a dia, preparo, desafios culturais e muito mais.
Não perca tempo! Clique no botão abaixo e comece a se preparar para a sua missão.
Folhetos gratuitos: ferramentas simples e poderosas
No evangelismo, muitas vezes pensamos que precisamos de grandes eventos ou reuniões para compartilhar a Palavra de Deus. Mas, na prática, folhetos são uma ferramenta simples que alcança muitas pessoas e mais do que imaginamos.
Como diz a Bíblia: “A palavra de Deus é viva e eficaz” (Hebreus 4:12). Cada folheto entregue é uma oportunidade de semear fé, esperança e salvação, mesmo quando o evangelista não está presente.
Lembro-me de uma vez, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, quando entreguei folhetos a um grupo de jovens em uma praça. Dias depois, soube que um deles guardou o folheto e, com a ajuda dele, sua família começou a participar da igreja.
Ver como algo tão simples pode gerar transformação me fez compreender ainda mais o valor do evangelismo prático.
Mina e Samuel com os folhetos em nossa base de apoio em Bolívia (2017)
Por que os folhetos fazem diferença
Alcance prolongado: o folheto fica com a pessoa, podendo ser relido e compartilhado (Mateus 13:23).
Mensagem contextualizada: textos adaptados à realidade da comunidade tornam a Palavra mais acessível (Colossenses 4:6).
Impacto real: testemunhos mostram vidas transformadas por uma simples leitura (Romanos 1:16).
No Programa de Apoio Evangelístico, distribuímos milhares de folhetos gratuitos a evangelistas no Brasil. Isso fortalece o evangelismo de rua e alcança regiões onde é difícil ter presença constante de missionários.
Evangelismo prático no dia a dia
Usar folhetos é evangelismo prático. Eles podem ser entregues:
Durante cultos e eventos.
Em praças e ruas.
Em visitas a lares ou escolas.
Cada oportunidade é uma chance de compartilhar Cristo de forma simples, direta e eficaz.
Participe desse impacto
Você também pode ser parte dessa obra:
Ore pelos evangelistas que utilizam folhetos.
Apoie a impressão e distribuição de materiais.
Compartilhe a visão com sua igreja ou grupo missionário.
👉 Cada folheto entregue é uma semente de fé que pode gerar transformação para toda a vida.