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Equilíbrio e Poder: O Segredo para Avançar em Missões

Parece que um dos maiores desafios para a Igreja hoje é manter o equilíbrio. No campo missionário, lidamos com situações extremas e, se não tivermos cuidado, podemos pegar qualquer assunto bíblico e levá-lo a um extremo prejudicial. O que deveria ser uma ferramenta de libertação acaba se tornando um peso ou, pior, uma heresia.

Missionários Peniel e Mina (2024)

Nosso chamado é andar pelo meio da estrada, com os pés no chão e o espírito alerta. Tenho visto pessoas não se preparando para o serviço de missões, pois receberam um chamado, buscam o poder de Deus e creem que o próprio Deus é poderoso para agir quando chegar no campo de missões. Eu creio que Deus é poderoso, mas colocar sobre Deus as responsabilidades que é nossa da preparação é desaquilíbrio.

Por outro lado, não podemos permitir que o medo do fanatismo nos roube as ferramentas que o próprio Deus colocou em nossas mãos. No campo de missões, a batalha é prioritariamente espiritual, e não se vence uma guerra espiritual com estratégias meramente humanas. Temos recursos do Alto para romper barreiras que a logística comum não alcança.

Infelizmente, sempre haverá aqueles que perdem o equilíbrio no meio do caminho, mas o desvio deles não pode determinar o nosso ritmo. Se nos deixarmos paralisar pelo receio de sermos confundidos com os “fanáticos”, quem perde é a própria Obra de Missões. Sem o exercício da autoridade bíblica, o avanço no campo estagna e as almas continuam cativas.

Precisamos caminhar no centro da vontade de Deus, com a preparação para enfrentarmos o campo transcultural, a Bíblia em uma mão e o poder do Espírito na outra. O equilíbrio não é ausência de poder espiritual, é fogo controlado para o propósito certo. Como Paulo instruiu o jovem obreiro em 2 Timóteo 1:7, “porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”. É essa moderação, unida ao poder, que nos fará chegar onde ninguém mais chegou vivendo o propósito de Deus.

Observo no meio da igreja que muitas vezes, perdemos tempo discutindo o que seriam as “obras maiores” que Jesus mencionou, enquanto ainda nem começamos a fazer as obras básicas que Ele nos mandopu realizar.

No evangelismo prático, precisamos dessa autoridade para romper barreiras geográficas e espirituais, mas sempre com a humildade de quem sabe que o poder vem d’Ele e para Ele. O equilíbrio é a nossa maior proteção. Se quisermos alcançar as nações e ver resultados reais no avanço do Reino, precisamos de poder com ordem, e fé com doutrina.

Querido missionário, mantenha seu coração focado no Mestre e suas mãos prontas para o trabalho. Não se deixe levar por ventos de doutrina que inflamam o ego, mas também não abra mão do que Jesus colocou em suas mãos para subjugar as tempestades da vida mediante o poder de Deus.

“E estes sinais seguirão aos que crerem…” (Marcos 16:17). O poder de Cristo para o cumprimento do propósito está à disposição do que crê, mas lembre-se de que Deus não fará por você o que você deve fazer para que a obra seja feita.