Primeiramente quero dizer que estamos bem e sempre fazendo a Obra do SENHOR. Dia 21 de julho de 2006 chegávamos em Bolívia para fazer missões. Louvo a Deus pela oportunidade de crescer no campo missionário, pois em janeiro de 1995 meus pais chegavam ao Paraguai para fazer missões. Na época eu tinha apenas 15 anos. Meus pais e três dos meus irmãos ainda estão no Paraguai onde estão até hoje servindo ao SENHOR. E eu e minha companheira cumprimos 9 anos somente em Bolívia. Para mim é um grande privilégio entregar a vida ao serviço missionário.
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O trabalho está de forma intensa. Ainda temos como alvo identificar e apoiar evangelistas que estão nas regiões andinas. Mas não tiramos nossas mãos das regiões baixas. Mesmo com poucas condições estamos enviando materiais para evangelistas que estão na região leste de Bolívia, cidades do departamento de Beni, assim como o sul boliviano. A moeda brasileira tem desvalorizado muito encurtando nosso recurso para atender tantos pedidos.
Pastor Peniel e Mina 2006
Enquanto isso, cada vez mais novos evangelistas são cadastrados no Programa de Apoio. Vivemos o milagre de Deus aqui!
FOTOS – Algumas fotos de evangelismo realizado pela Base de Apoio
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Neste final de julho tivemos a visita de missionários do Brasil, região de Minas Gerais, os quais participaram um pouco de nossa rotina de trabalho aqui em Bolívia. Foram apenas 15 dias, mas procuramos aproveitar ao máximo o tempo.
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E falando de rotina, bem, sempre postamos fotos das viagens e editamos vídeos. Mas como em qualquer viagem pode-se haver imprevistos. Aqui convivemos com os bloqueios. São manifestações cívicas, políticas, estudantis e outras que visa chamar a atenção do governo para suas reivindicações. E nós terminamos provando um pouco das consequências. Quero nesta carta relatar alguns detalhes das experiências que tivemos fazendo o trabalho missionário e conviver com os bloqueios aqui em Bolívia.
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FOTO – Eu (esquerda) e os irmão da Missão Jerusalém na cidade de Minero, Bolívia
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FAZENDO MISSÕES ENTRE BLOQUEIOS
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Saímos de Santa Cruz de la Sierra com destino a cidade de Cochabamba, Bolívia. Eu faço minhas pesquisas de praxe, seja pela internet ou mesmo no terminal de ônibus buscando saber se há bloqueios pelas estradas. Já passamos tanto desconforto nas estradas de Bolívia que buscar saber se há ou não esses bloqueios já passou a ser rotina. Já ficamos em outras ocasiões dois, três, quatro ou mais dias trancados sem poder seguir viagem por causa dos bloqueios. O duro é a falta de água, comida, em muitos lugares os mosquitos e em outros o forte frio.
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Passando o bloqueio em Cochabamba, Bolívia
Eu estava ciente dos conflitos dos mineiros do Departamento de Potosi que manifestavam em La Paz e na região de Potosi, mas realmente não sabia nada sobre os taxistas de Cochabamba os quais fecharam todas as entradas e saídas da cidade. Aproximando da cidade, o motorista para o ônibus e nos avisa do bloqueio. Recebemos ordens de sair do veículo, retirar as malas e continuar a viagem à pé. Eu disse ao motorista que havia perguntado sobre o bloqueio e ele me responde dizendo que também não sabia, pois, segundo ele, o sindicato dos taxistas decidiu realizar o bloqueio pela madrugada. Eu desconfiava que era mentira, pois os sindicatos enviam aviso ao departamento de transito antes de realizarem os bloqueios. Bem, mentira ou não, nós estávamos a pé à quilômetros de Cochabamba.
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Descemos do ônibus aproximadamente às 6:00 horas da manhã e fazia um frio de 5º C. Antes de sair de Santa Cruz eu havia dito aos irmãos da Missão Jerusalém que me acompanhavam na viagem a levar apenas uma mochila, justamente pensando nos bloqueios. E foi uma benção ter apenas uma mochila, pois tivemos que andar muito para passar as regiões fechadas pelos taxistas. Eu tinha pena das famílias com crianças e muitas malas ter que deixar o ônibus sem ao menos saber como chegar ao destino. Mesmo que, acredito que conviver com esses bloqueios gera um pouco experiência e a expectativa de que poderá acontecer. Mas o povo boliviano, como os demais da America Latina, não se previne e nem se prepara. Ninguém pensa em levar algumas bolachas ou água reserva. Sempre todos enfrentam a situação como se fosse a primeira vez.
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FOTO – (direita para esquerda ) Irmão Nigel, Pastor Elias Felix e irmão Mauro.
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Eu estava revivendo a mesma situação de 2010 quando eu estava com mais quatro evangelistas indo à cidade de Oruro e ao chegar a Cochabamba os mesmos taxistas haviam bloqueados. Nós andamos mais de dez quilômetros e pela minha falta de experiência eu levava uma bolsa inadequada de um lado, megafone do outro e várias caixas com literatura; e o frio era de -2 ºC. Olhei para o missionário Gabriel Janeir e observei que tinha uma mochila confortável e apenas um megafone. Mesmo ele tendo menos tempo em Bolívia, tinha de sobra experiências nas viagens por toda nação boliviana enfrentando muitas vezes situações semelhantes.
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Mas, ao descer do ônibus eu liguei para um dos evangelistas que apoiamos com as literaturas e que mora próximo da região onde estávamos parados. O irmão Nigel é de família quéchua e mora na cidade de Sacaba, uma das cidades satélites de Cochabamba. Não muito tempo depois veio o jovem Nigel sorridente, alegre por nos encontrar. Insistiu que fossemos a sua casa, pois queria nos preparar chá com pão. Desta forma, tivemos a oportunidade de conhecer os familiares do nosso querido irmão Nigel Mercado e escutar de sua mãe sobre as muitas orações feitas ao SENHOR rogando por um filho envolvido na Obra missionária. Que benção!
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Na rodoviária de Cochabamba
Nossa viagem não tinha terminado. Ainda tínhamos que chegar à região central de Cochabamba. Mas como passar os bloqueios dos taxistas? Nigel se prontificou a nos ajudar e disse que conhecia outros caminhos, assim como taxistas que nos levasse. Entramos na cidade de Sacaba e finalmente conseguimos um táxi que nos levaria o mais próximo da cidade de Cochabamba. O taxista nos levou por regiões periféricas, ruas de terra, pó e pedra. Entramos em uma estrada de terra e bem estreita em uma região de Cochabamba que já não havia casas, mas o fluxo de carro e de gente a pé era bem grande para uma região deserta. Era nítido que não havia muitas opções para se chegar a cidade e precisávamos mesmo passar por aquela região.
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Ainda estava longe da cidade quando o taxista parou. Outros carros, caminhões e até ônibus estavam parados na mesma estrada sem poder seguir viagem. Sem mais opções, deveríamos seguir a jornada a pé. Passamos por um veículo e dentro havia uma senhora grávida. O esposo estava mais a frente buscando meios de passar, mas era impossível. Além dos caminhões e ônibus que queriam ir havia muitos outros veículos que tentaram voltar e todos ficaram presos na estreita estrada de terra. Em outros bloqueios aos menos os veículos de emergência eram permitidos passar, mas quando a situação foge o controle a falta de bom senso e amor ao próximo passa bem longe.
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FOTO – Aqui estou com os irmão da Missão Jerusalém durante a caminhada para transpor o bloqueio
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Depois de andar muito conseguimos chegar ao terminal de ônibus da cidade de Cochabamba. Compramos as passagens, mas não tínhamos certeza se haveria saída em direção a La Paz. As ruas de Cochabamba estavam com pouquíssimos veículos circulando. A feira em frente do terminal, região da Cancha, geralmente é super lotada, mas por causa dos bloqueios estava vazia. Agora eu pensava em uma opção para dormir em Cochabamba, caso os bloqueios não fossem levantados até à tarde.
Ao chegar a tarde tivemos a boa notícia que os bloqueios foram levantados. Durante o almoço acompanhamos pela televisão conflitos entre policiais e os que protestavam. Em determinadas regiões da cidade o cenário era de guerra com paos, pedras, pneus queimados espalhados pela rua. Mas logo a situação foi controlada e as saídas da cidade liberadas.
Em frente ao terminal de ônibus de Cochabamba, Bolivia com os irmãos da Missão Jerusalém.
Conseguimos viajar a La Paz e depois a Oruro. Em cada região, seja em Cochabamba, La Paz e Oruro estivemos em contato com evangelistas e líderes de grupos de evangelismo. A necessidade em La Paz e Cochabamba ainda é grande, mesmo que aos poucos podemos ver o mover de Deus em abrir portas para o evangelismo. Mas continuamos em oração, pois precisamos de contatos que desenvolvam o trabalho de forma constante alcançando o povo de forma massiva. Sei que a hora vai chegar!
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Acreditei ter deixado na cidade de Cochabamba as situações desagradáveis dos bloqueios, mas a realidade era outra. Em Oruro liguei para o pastor Francisco da cidade de Potosi que nos esperava para o culto de sábado. Ele havia dito que convidaria irmãos das congregações, assim como obreiros do campo. Seria uma verdadeira festa. Eu comentei ao pastor Francisco que estaria com o pastor Elias Felix do Brasil, presidente da Missão Jerusalém e que tem muita experiência em missões. Creio que não é com muita frequência que um grupo de missionário visita a região, então o pastor Francisco nos falou de uma festa. Como o pastor Elias não fala bem o espanhol eu deveria traduzir. Fiquei imaginando a falta de ar em pregar aos 4200 metros acima de nível do mar e ria sozinho somente em pensar o pastor tentar pregar no mesmo ritmo acelerado que prega no Brasil. Com certeza estava ansioso para ver como seria aquela pregação.
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Mas por telefone o pastor Francisco me diz que a cidade estava bloqueada a mais de um mês e que os cívicos abririam apenas alguns dias para a entrada de mercadoria à cidade. Justamente aquele dia era o último dia com entrada à cidade e depois seria bloqueada novamente. O próprio pastor nos aconselhou a não viajar a Potosi.
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Assim, sem condições de fazer mais nada, pegamos o ônibus voltando a Santa Cruz de la Sierra.
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FOTOS – Veja as demais fotos postadas em meu Facebook dos trabalhos realizados juntamente com os irmãos da Missão Jerusalém em Bolívia.
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PEDIDO DE ORAÇÃO
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Quero finalizar rogando suas orações pela região andina de Bolívia. São poucas as igrejas, pouca presença de missionários, pouquíssimos evangelistas e nós mesmo lutamos e oramos para encontrar evangelistas que estejam em atividades constantes. Este ano de 2015 novas portas foram abertas em Cochabamba. Em La Paz temos contato com missionários brasileiros, mas realmente oramos por nativos, aymaras, que preguem a Palavra de Deus em aymara e faça derramar a Palavra escrita nas feiras campesinas. Nesta viagem nos alegramos com o grupo de jovens evangelistas da igreja Asamblea de Dios Filadelfia e oramos que eles sigam adiante. Ainda não temos evangelistas cadastrados em Potosi, Sucre e Tarija. E eu estou falando das capitais sem falar do mar de necessidade que são as pequenas cidades, vilas e povoados por toda região alta de Bolívia.
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O clima, a cultura, a extrema pobreza e dificuldade de locomoção são fortes barreiras que impedem a chegada e permanência de missionários na região.
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Também rogo vossas orações, pois precisamos urgente um veículo para fazer o trabalho. Não falo de um veículo para nós, pois em julho deste ano fizemos nove anos em Bolívia e já temos viajado a quase toda nação usando os meios coletivos. Aprendi a fazer a obra com o que temos, mas realmente sentimos o trabalho desenvolvendo vagarosamente , pois com o crescimento o frete e nossa locomoção tem se tornado caro e muitas regiões ficamos sem poder atender pela falta de um veículo. Não quero falar de valores, pois realmente os veículos aqui estão caríssimos, mas a Obra é do SENHOR, assim como o ouro e a prata. Então, ore por esta causa e se puder nos ajudar, contribua.
Queridos irmãos, agradeço os e-mails, as mensagens e as orações de cada irmão que está conosco neste trabalho. É de encher o coração de gozo em saber que os vídeos que editamos, as fotos que postamos, nossos informativos, têm servido para vossa edificação. E este é nosso desejo: A vossa edificação! E aproveito para comunicar que nossas cartas e informativos são reenviados por vários e-mail, repassados por irmãos que nos auxiliam na divulgação com seus blogs, sites e até por e-mail, mas o e-mail que usamos para contato é PASTORPENIEL@HOTMAIL.COM
Agradeço a todos os irmãos que nos ajudam divulgando o nosso trabalho. O serviço missionário que desenvolvemos não é mantido por uma instituição ou igreja, mas pela cooperação voluntária dos que somam forças conosco. Então, a divulgação do trabalho realmente é muito importante para que outros conheçam e possam ter a oportunidade de participar. Deixo meu forte abraço aos que nos ajudam neste trabalho.
E você, meu querido irmão (ã), que acompanha nossos informativos, as mensagens, fotos e vídeos, com certeza existe amor pelas almas e por missões. Você é parte integrante, ativa neste trabalho missionário. Não podemos pensar nada menos que isso! Não existe sentido você trabalhar, receber o seu recurso e investir em missões sem ter o desejo de participar e ter o amor por missões. Aqui no campo missionário muitos começam e depois param. E fazem assim, em muitos casos, por uma motivação errônea, visão distorcida ou zero no amor pelas almas. Na retaguarda, entre os colaboradores e intercessores, também é assim. Mas a Obra não é minha, mas do SENHOR. E assim como ele nos colocou aqui e permanecemos fiéis ao Chamado, ELE também tem os fiéis para nossa retaguarda.
Sobre minha esposa Mina, graça a Deus que ela está muito bem. Mina está tendo uma gravidez tranquila e já caminha para o oitavo mês. Estamos na expectativa do nascimento para começo de novembro, se Deus quiser. Nossa preocupação tem estado em torno da situação hospitalar daqui de Bolívia. Aqui existem muitas clínicas, mas a qualidade é questionada. Então, perguntamos para um e outro para tirar uma conclusão. E além da situação de qualidade, também existe a questão da urgência. Aqui não existe assistência pública para nada. É totalmente zero! Se houver urgência e não tiver recurso….. olha, só Jesus!!
Muitas vezes eu vou ao Brasil e vejo o povo reclamando da saúde pública precária que todos nós sabemos que é. É precária, sim, mas existe. Você já parou para pensar em não existir nem o precário? Quando comento sobre isso no Brasil as pessoas falam qualquer coisa simplesmente porque não sabem o que estão falando.
Mas, nós estamos confiantes sabendo que o SENHOR tem suprido e continuará suprindo nossas necessidades.
Irmão Rolando organizando os materiais no depósito da Base de Apoio – Santa Cruz de la Sierra
SOBRE OS MATERIAIS PARA O EVANGELISMO
Meu pedido de oração é pela entrada dos materiais aqui em Bolívia. Em julho deste ano houve mudança nas leis de Bolívia dificultando as coisas para o nosso lado. Eu tenho conversado com vários irmãos e profissionais na área buscando informações. Acredito que quanto mais informado estiver menos erro cometeremos.
Mas rogo que você ore por nós. Sabemos que o inimigo não deseja ver o material em Bolívia e certamente vai tentar colocar trava. Mas eu conto com sua oração e acredito que em breve contaremos a vitória.
APOIANDO IGREJAS DO CAMPO
Nossa atividade neste período tem se concentrado nos trabalhos do campo. Não estamos podendo fazer as viagens durante a semana, mas aproveitamos os finais de semana para atender as pequenas cidades.
Temos ido com uma quantidade resumida de material para fazer o trabalho na feira campesina local, pois a falta de um veículo é um problema. E sempre fazemos o evangelismo orando por um contato, alguém que tenha o coração no evangelismo. Ao terminar o trabalho nós procuramos duas ou três igrejas de denominações diferentes. Explicamos o projeto e oferecemos o material gratuito para que eles mesmos façam o trabalho evangelístico em suas regiões. Acreditamos que fazendo assim haverá melhor resultado.
Material evangelístico sendo enviado às províncias de Bolívia
Abaixo deixo o link de um vídeo de um dos trabalhos realizado. Por favor, continue orando por nós.
VIDEO – Evangelismo realizado em San Julian – Bolívia ( se você tiver Facebook, por favor, compartilhe)
OPERAÇÃO CELEIRO VAZIO
Na presente data estamos recebendo várias toneladas anualmente de material para o evangelismo aqui em Bolívia. Mas nem sempre tivemos este privilégio. Chegamos a Santa Cruz de la Sierra em 2007 e iniciamos com muita dificuldade. Parte dos materiais chegavam por correio e todas às vezes eu tinha que pagar uma taxa por usar o correio, mesmo pagando o aluguel anual pela caixa postal. Outra parte eram enviadas por transportadoras até a fronteira, cidade de Corumbá, e tínhamos que fazer uma viagem de 16 horas de trem para buscar os materiais.
Outro problema era quando a mercadoria enviada por correio era avaliada pelo remetente. Em certa ocasião, por três caixas contendo literatura para o evangelismo cheguei pagar U$150 dólares para retirar. O funcionário do correio me disse que se eu não pagasse o imposto o material voltava para La Paz e seria aberta as caixas e se não tivesse valor para comércio seria incinerado. Eu estava com pouco dinheiro, mas quando olhei para aquele material não vi papel e tinta, mas as ofertas dos servos do Senhor os quais entregaram para que aquele material chegasse à Bolívia e agora estava a ponto de serem queimadas. Eu paguei os U$150 dólares para retirar aquele material e graça a Deus não nos faltou nada durante aquele mês. E quando saíamos para fazer a distribuição nas ruas você não imagina a alegria! A Palavra de Deus chegava ao povo e o esforço conjunto de todos os servos do Senhor era cumprido. Glória a Deus!!
Em certa ocasião estávamos em plena atividade. Em nossa Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra tínhamos a companhia do meu cunhado, o pastor Ebenezer e minha irmã Rebeca. O trabalho era constante e literalmente nas feiras e mercados estávamos derramando a Palavra ao povo da cidade de Santa Cruz de la Sierra. Mas nosso material acabou e sentimos que nossa missão não havia acabado. Pensamos em comprar na Sociedade Bíblica Boliviana os folhetos, mas não tínhamos dinheiro suficiente. Sentávamos na varanda da casa pela manhã tomando nosso chimarrão, meditando na Palavra de Deus e buscávamos uma solução. Então Ebenezer me disse que em seu depósito no Paraguai havia material, mas como trazer para Bolívia aquele material se não tínhamos dinheiro? Fizemos as contas e observamos que podíamos comprar as passagens até a fronteira com Brasil e deixar 150 Pesos Bolivianos ( na época seria uns R$37,50 Real) para Mina e Rebeca que ficariam na Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra.
O carro do Ebenezer estava na região de fronteira, mas e o dinheiro para a gasolina? Então, Ebenézer nos disse que havia gasolina no carro para chegar até a cidade de Campo Grande, pois deveríamos ir a Campo Grande primeiro agir assuntos pessoais. Com certeza a gasolina não era suficiente para ir ao Paraguai e voltar a Bolívia.
Eu fiquei pensando no que daria tudo aquilo. Mina e Rebeca ficaram com menos de R$40 reais para comer e nós viajávamos sem dinheiro para buscar material no Paraguai e trazer à Bolívia. E para completar, estávamos indo a Campo Grande saindo completamente da nossa rota, aumentando a distancia e os gastos.
Chegamos à cidade de Corumbá e não havíamos falado para ninguém sobre o que fazíamos e em que situação estava. Mas por onde passávamos recebíamos ofertas dos nossos conhecidos, familiares e dos irmãos que encontrávamos. Fomos à casa do meu tio e nos ajudaram com R$30,00 reais. Eu não tinha nada no bolso e agora tinha R$30,00. Saímos de Corumbá em direção a Campo Grande e em toda casa que entrávamos o povo dizia: “O que estão fazendo aqui? Eu pensava que vocês estavam na Bolívia.” Em seguida colocavam a mão no bolso e nos ofertavam. Nós não pedíamos ofertas, mas deliberadamente ofertavam.
Saindo de Campo Grande fomos em direção ao Paraguai. Eu ainda estava anestesiado com toda aquela situação. Nós estávamos vendo a mão do Senhor ao nosso favor e sentíamos o amor que o SENHOR Jesus tem pelo serviço que estávamos fazendo.
E as bênçãos não pararam em Campo Grande. Passando por Dourados fomos visitar rapidamente um pastor. Durante a viagem ligamos para o pastor dizendo que chegaríamos em sua casa às 23:00 horas e que passaríamos apenas para pegar um pouco de água quente para o chimarrão. Entramos na casa do pastor pensando fazer uma parada rápida, mas na churrasqueira havia muita carne assada. Fomos recebidos com um belo churrasco. Em toda viagem nós comíamos pão e tomávamos chimarrão e realmente não esperávamos aquele churrasco. Depois do jantar o pastor Clebes Jaques da Assembleia de Deus – Missões Dourados nos levou ao posto e completou nossa gasolina.
Chegamos a Pedro Juan Caballero de madrugada. Levantamos bem cedo para colocar os materiais no Gol, mas o que aconteceu em Campo Grande repetia-se em Pedro Juan Caballero. Os irmãos vinham e nos ofertavam. Chegamos na casa de um irmão o qual veio com um cofrinho cheio de moedas. Abriu o cofre e nos ofertou as moedas. Pedimos para um jovem trocar as moedas por bilhetes enquanto seguíamos colocando os materiais no carro. Meu irmão Tiago Edson veio nos ver e estava surpreso, pois acreditava que estávamos na Bolívia. Então disse: Espera aqui que eu vou ao banco tirar um dinheiro para ajudar vocês.
Em cada trabalho realizado nós dávamos um nome para a operação. Aquela operação chamamos de “Operação Celeiro Vazio”, pois levamos tudo que havia de material impresso do depósito do pastor Ebenezer no Paraguai para Bolívia. O Gol ficou lotado e o único espaço que restou era o acento do motorista e o acento do carona. Os materiais estavam na porta, nos nossos pés e até o teto do carro havia caixas e pacotes com os materiais para o evangelismo.
Quando voltamos à Bolívia tínhamos abundancia de material para terminar o trabalho, assim como abundancia no recurso financeiro. Não era muito, mas certamente mais do que tínhamos quando saímos.
FOTO – Eu e o pastor Ebenézer com os materiais no Paraguai ( outras fotos CLIQUE)
Quero terminar dizendo algo que o Espírito Santo repete uma e outra vez ao meu coração: Deus ama este trabalho! A “Operação Celeiro Vazio” foi em 2009 e só naquele trabalho milhares de vidas foram alcançados com o Evangelho de Salvação. As portas foram abertas para a vinda de mais materiais para a Bolívia, de dezembro de 2009 a dezembro de 2013 trouxemos (aprox..) 20 toneladas de material impresso os quais já estão nas mãos do povo boliviano. No ano de 2013 nós recebemos 5 toneladas de material impresso para o evangelismo e neste ano de 2014 queremos fechar com mais 6 toneladas de material trazidos dos Estados Unidos e 12 toneladas de material da Irlanda do Norte.
Você pode pensar: Para que tanto? Amado irmão, a Palavra deve chegar ao povo. Jesus morreu na cruz do Calvário e ELE é o único Caminho para Deus. A Palavra de Salvação deve chegar ao povo e esta é minha e sua responsabilidade. Deus não vai fazer isso por mim e por você. Ou você se levanta e faz, ou ELE manda outro, pois Deus não vai esperar por você. A Obra determinada por Deus será cumprida!
E não estamos pensando apenas em Bolívia. O Programa de Apoio Evangelístico está dando seus primeiros passos no Paraguai, Peru e Equador, mesmo que são muitas as barreiras, mas já temos gente nesses países lutando pelo desenvolvimento do trabalho. Em outra carta estarei escrevendo sobre os grandes problemas que temos passado com mercenários que usados por satanás impedem que os materiais cheguem nas mãos dos evangelistas no Peru e no Equador. Mas não somos dos que desistem e mesmo que o inimigo se levante, nós vamos prosseguir. Evangelistas nos escrevem do Chile rogando por material para o evangelismo e constantemente nós estamos orando a Deus por uma porta para o Chile, pois ainda não temos ninguém que receba os materiais e desenvolva o projeto naquela nação.
Pastor Peniel e pastor Ebenezer com os materiais trazidos do Paraguai em frente da Base de Apoio em Santa Cruz – Bolívia
Temos orado pela Europa e Leste Europeu e alguns pastores já têm recebido material, mas nós queremos mais que enviar alguns materiais para algumas poucas igrejas; queremos ver o desenvolvimento do projeto: Uma Base de Apoio na Europa e Leste Europeu recebendo material em abundancia, apoiando grupos de evangelismo das igrejas locais, evangelistas nacionais e missionários os quais possam receber gratuitamente os materiais impulsionando, assim, o evangelismo na região.
Convido você a somar forças conosco. Não podemos fazer sozinhos, mas juntando forças poderemos ir mais longe. Convido você a fazer parte desse grande plantio, pois certamente a colheita virá.
Mais uma vez agradeço aos colaboradores e intercessores deste trabalho. Cada suor derramado no Campo Missionário também é o seu.
Que o Senhor Jesus vos abençoe poderosamente
Pastor Peniel Nogueira Dourado
AJUDE-NOS A LEVAR ADIANTE A PALAVRA
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Agencia 0078-7
Conta Corrente 26863-1
Continuemos no grande alvo de levar maiores quantidades de material evangelístico no Paraguai para apoiar grupos de evangelismo, evangelistas e impulsionar o trabalho evangelístico naquela nação.