Muitas vezes passo por filas em frente a um hospital, ou as longas ficas nos bancos; caminhamos entre a multidão das feiras, mercados ou alunos das universidades. Imagens assim tão tão frias e repetitivas que temos a tendência de esquecer. Simplesmente não lembramos o rosto de ninguém, não nos identificamos com ninguém, não conseguimos sentir a dor de ninguém.
Mas, ali estão as pessoas. Deus olha, observa e não vê nenhum justo, nenhum sequer ( Rm 3:10). O mesmo Deus que vê o pecado, a maldade, também vê a agonia do coração do homem. Deus vê o desespero da prostituta que leva uma vida tão sem valor, de um bêbado sujo jogado no com as roupas molhadas por sua própria urina, do traficante em busca de um rebelde adolescente a fazer um fiel cliente, do vendedor frutas, avarento e insensível ao olhar suplicante de um menino por uma maçã (ao menos uma!)
Deus está vendo o trabalhador, o bom pai e mãe de família, aquele “bom” homem e mulher, mas ao mesmo tempo vivem a vida dizendo em seus corações: “Não há Deus”. Deus vê o “cristão”, o crente, o sacerdote, o padre, o pastor, tão imergidas na religiosidade, que se desviam do bêbado sujo e fedorento, que vira a rosto para não contemplar a mazela das prostitutas e tapam os ouvidos para não escutarem o choro dos famintos.
Sim, o mundo está perdido! Mas Deus não planejou a igreja para ser um lindo e caro lustre apagado, mas uma tocha acesa em meios as trevas.
VÁ PARA ONDE OS PECADORES ESTÃO! Seja simplesmente Igreja de Cristo
Peniel N. Dourado
