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2 de Novembro – Todos os Santos em Bolívia

Evangelismo no dia 2 de Novembro. Juntamos as forças com o grupo do Ministério Elohim

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Tivemos um dia abençoado aqui em Bolívia. Estávamos orando para alcançarmos vários cemitérios em um só dia. A ideia era realizar o evangelismo no cemitério da Villa 1º de Mayo, bairro de Santa Cruz que tem mais de 150 mil habitantes, pela manhã e a tarde alcançarmos mais dois cemitérios: Cemitério Aleman ( 1º anel) e o cemitério da Cuchulla (4º anel).  Na realidade era muito trabalho e pouco recurso e pessoal para fazer.

Fiquei feliz em saber que o missionário Gabriel da igreja León de Judá passou todo o dia em frente do cemitério da Cuchilla com um grupo de irmãos. Usaram megafones para levar a Palavra ao povo.

Fomos convidados pelos irmãos da Ministério Elohim a juntar as forças no trabalho. Nós ficamos pela manhã na Vila 1º de Maio e a tarde no Cemitério Aleman. O dia estava muito quente e os irmãos do Ministério Elohim usou a estratégia de distribuir água de graça. Garrafas térmicas de 10 litros e letreiros “Agua Grátis” foram postos. Isso permitia a aproximação do povo o qual levava a água, recebia o material evangelístico também. Outros irmãos do Ministério Elohim dedicaram a distribuição massiva dos livretos evangelístico. Trabalho muito simples, mas que dava condições de romper a barreira e  fazer a distribuição da Palavra escrita com maior aproximação.

Enquanto isso, eu fiquei em outro ponto pregando a Palavra com o megafone e também na distribuição do material com os demais irmãos. Com o megafone não podíamos aproximar muito da entrada do cemitério, mas buscamos pontos estratégicos onde o povo que entrava e até mesmo dentro do cemitério podiam escutar a Palavra. Outras pessoas, até gente de circo, faziam apresentações em frente, mas se nós fossemos levar a Palavra, ou os irmãos do Ministério Elohim fossem fazer a apresentação de um teatro, como desejavam fazer, com certeza nos barrariam. Mais é assim mesmo.

Em Bolívia o povo tem o costume de passar o dia com seus mortos. A família leva cadeiras, comidas e ficam ali em frente ao túmulo muitas vezes até a meia noite. Aos que estão andando pelo cemitério pedem que façam uma reza, ou muitas vezes dizem que “orem” pelo morto. A pessoa que faz a reza recebe um pouco da comida que eles levam. Essa foi uma boa oportunidade que o missionário Cleuber e o jovem boliviano David Fernandez aproveitaram para, não orar pelo morto, mas para levar a Palavra de esperança aos vivos ali presentes. Eles sentavam juntamente com as famílias ali mesmo perto das covas e com a bíblia aberta falavam do que Jesus ao povo.

Infelizmente vimos um número grande de pessoas que se diz cristã, ou crente, indo visitar os seus mortos. Com certeza isso revela a falta de conhecimento do significado desse dia, o dia de Todos os Santos. No dia 28 de outubro nós reunimos os irmãos que compõe o grupo de evangelismo e falamos sobre o significado, quando surgiu e etc. Para isso, fizemos pesquisas, buscamos olhar detalhes em vários sites e etc. Graças a Deus hoje nós temos muito material de sites confiáveis onde podemos fazer essa pesquisa.

Uma determinada senhora saia do cemitério com sua bíblia. Os jovens do ministério Elohim pergunta se estava evangelizando. Ela diz

Aqui a turma abençoada da água.

que não, que apenas veio ver o parente que havia falecido. Os irmãos falaram que isso era errado, que Deus não se agrada disso. A irmãzinha desinstruída disse que sabia, mas que foi apenas bem rapidinho, porque ela sabia que Deus não se agradava. (…rs…)

Eclesiastes 7:2 diz que é melhor é à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque nela está o fim de todos os homens e os VIVOS o aplicam ao seu coração. O dia, chamado, Dia de Todos os Santos deve ser aproveitado ao trabalho evangelístico pela sua característica reflexiva.

Graças a Deus tivemos mais uma oportunidade de aproveitar bem esse dia para o Senhor.

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Testemunhos sobre finança no trabalho missionário II

Pastor Peniel e Mina – 2006 região de Roboré – Bolívia

No poste anterior colocamos alguns testemunhos sobre finança no campo missionário – nossas experiências propriamente dita. Nem todos os testemunhos estão em ordem. Creio que deveria ter colocado, mas não fiz. Mas o que verdadeiramente importa é que seguimos no mesmo propósito de dizer que felizes são aqueles que confiam no Senhor. O desejo ardente do meu coração é seguir neste alvo.

06 setembro de 2006  –  Puerto Suarez

(resumo)

Queria muito comprar algumas cadeiras para as reuniões. Três dias atrás fizemos nossa primeira Santa Ceia aqui em Bolívia. Tínhamos apenas duas cadeiras, uma para mim e outra para Mina. Usamos de mesa uma caixa de isopor que era nossa geladeira provisória. Ficamos vários dias sem geladeira e não era fácil todos os dias comprar gelo para manter nossa pequena caixa de isopor . Mas agora a caixa de isopor é nossa mesa para a Santa Ceia. Sobre nossa mesa improvisada coloquei os dois copos, esses de extrato de tomate. Dentro de uma bandeja coloquei duas rodelas de pão. As duas cadeiras ao redor da caixa de isopor, os dois cálices ( copo que vem os extratos de tomate) e as duas rodelas de pão. Mina olhou e começou a ri daquela Santa Ceia um tanto não convencional. É, não é fácil. Domingo, dia 03 de setembro  nossa igreja no Paraguai reúne-se quase duzentas pessoas. Aqui mesmo as igrejas tão cheias e nós aqui com apenas dois participantes.

Escutei de outros missionária que a falta maior não é da família no campo missionário, pois se você é casado sua família no campo te completa e os parentes tem seu lugar, mas o missionário sofre muito pela ausência da igreja. Aprendi que você deve ter sua vida familiar estando no campo ou não. Casou, deve viver a vida com marido, esposa e filhos. Não estou falando de isolar os demais parentes, nada disso, mas buscar completar-se com a família que você está estruturando e é responsável. Acredito ser a coisa mais ridícula um missionário (a) casado (a) abandonar o campo com saudade do papai ou da mamãe.

Mas, ali nós éramos a igreja. Eu e Mina, a igreja de Cristo. Propusemos assumir o trabalho em todas as formas e tragar todas as copas amargas que oferecia. E vou dizer uma coisa: Fazer uma Santa Ceia para dois não é nada gostoso, pois sempre pensamos na “casa cheia” o grande dia de Santa Ceia em nossa igrejas, mas no nosso caso era eu e Mina. Decidimos fazer nossas reuniões e não chamar ninguém de outra igreja. Ao encontrar algum irmão não fazíamos convites para nossas reuniões de oração. Decidimos não visitar nenhuma igreja se não fossemos chamados. E diante de um convite nunca desmarcar a importante reunião de nossa pequena igreja ( eu e Mina ) para atender um convite de outra igreja, nem que me esperasse mil membros.

Eu e Mina tomamos a decisão de beber do cálice amargo que o campo missionário oferecia. Eu vi muitos missionários chegarem querendo abrir uma igreja e não querer beber desse cálice. O primeiro passo que tomam é visitar igrejas, fazer reuniões com membros de outros igrejas e etc. Depois de ganhar confiança sair convidando. E vou falar uma coisa, tivemos até instrução de “pastores experientes” a fazer isso mesmo. Que ridículo! Mas o Senhor dará a cada um segunda as suas obras.

Mas, tivemos o grande desejo de comprar mais cadeiras, mesmo que sabemos que não vamos ficar aqui em Puerto Suarez. Eu não tinha dinheiro para comprar e novamente nós nos entregamos a oração por cadeiras. Dias depois fomos  à internet e recebemos uma oferta para comprar uma 30 cadeiras. Glória a Deus! Nós glorificamos ao Senhor porque vemos a mão dEle em todas as coisas.

24 de janeiro de 2007  –  Pedro Juan Caballero – Paraguay

Nasce nossa filha DEBORAH YUIKO ASHIZAWA NOGUEIRA. Meus pais e minha sogra ficaram preocupados por ser nossa primeira

Deborah em seus primeiros momentos

filha e resolveram nos buscar. A principio não queria ir e estávamos nos acostumando com a ideia de ser boliviana, mas consideramos a situação, o fato de sermos marinheiros de primeira viagem, a preocupação dos nossos parentes e etc. Bem, dia 15 de janeiro meu pai fez uma viagem de 700 quilômetros de Pedro Juan Caballero até Puerto Suarez onde morávamos.

Havia preocupação em relação a pagar o parto, pois no Paraguai tudo é pago. Eu tinha que pagar hospital e outros gastos mais. Eu havia reservado um dinheiro, mas também era o dinheiro do nosso aluguel e gastos por uns três meses na Bolívia. Mas, fazer o que? Deborah nasceu, peguei tudo o que tinha e dei na secretaria do hospital San Lucas em Pedro Juan Caballero. Eu havia gastado com hospital e outros gastos mais, mais ou menos uns R$ 1300 Reais. Na tarde que tínhamos que sair do hospital veio um irmão e nos deu R$50 reais. Outro nos deu 150 reais. Meu cunhado me deu um fardo tão grande de fraudas que achei ser exagero, mas ele disse que sabia bem o que estava me dando, pois o filho dele havia nascido a pouco tempo. E seguimos recebendo ofertas e eu só coloca em meu bolso. Nem olhava para direito para o dinheiro que recebia. Bem, quando chegamos em casa fui ver quanto havia recebido. Eu tinha R$ 1300 reais!!!! Deus me deu novamente a mesma quantia que havia gastado. Glória a Deus!

Diante de nós estava o desafio de ir a Bolívia com tão pouco recurso, sem apoio, sem uma garantia, mas situações como esta nos fortalece, nos impulsiona com nos lançar e confiar no Senhor.

06 de maio de 2007  –  Santa Cruz de la Sierra

Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem

No dia 27 de abril de 2007 embarcamos no trem em direção a Santa Cruz de la Sierra. Deixamos para trás a cidade de Puerto Suarez onde ficamos por oito meses. Nós estivemos sete meses orando por uma casa em Santa Cruz de la Sierra. Assim como Deus nos deu a casa de Puerto Suarez também clamamos ao Senhor por uma casa em Santa Cruz.

Quando senti que deveria ir a Santa Cruz de la Sierra deixei Mina com Deborah em Puerto Suarez e fui a Santa Cruz em busca de uma casa. Não era fácil andar na cidade sem ter ninguém para ajudar. Errava os ônibus urbanos, não entendia o formato da cidade que é em forma circular, e isso passei muito tempo sem entender. Andando perto de um mercado que está no 3º anel, o mercado Mutualista, vi muitas casas para vender. Peguei o número de várias casas e explicava minha situação. Que ao menos alugasse a casa por três meses até conseguir outra. Bem, em meio as ligações conhecer um senhor que se dizia cristão, membro de uma igreja evangélica chamada Maranata. Ele me disse que a casa estava em venda e que só ia entregar a casa três meses depois e que tranquilamente me alugaria. Ele se mostrava alegre e dizia que estava feliz por ajudar um missionário e que também eu estaria ajudando ele.

Diante de tamanha alegria eu fiquei convicto que realmente era aquela casa. Perguntei se ele queria o dinheiro, mas ele me disse pra pagar quando chegasse com a mudança. Desta forma, voltei para Puerto Suarez, coloquei tudo que tinha em caixas, entreguei a casa em que morávamos e viemos para Santa Cruz de la Sierra. Chegamos no conhecido Bimodal de Santa Cruz de la Sierra, terminal de trem e de ônibus, exaustos da viagem. Mina estava com Deborah no colo com apenas  três meses e três dias. Queria muito chegar em nossa casa, montar nossa cama e dormir, mas quando liguei para o proprietário pedindo a chave ele me disse que não ia mais me entregar a casa porque resolveu fazer negócio com ela. A casa não tinha documento, mas alguem resolveu comprar assim mesmo. Eu fiquei sem saber o que fazer. Olhava para Mina, Deborah e, o que fazer? Não tínhamos conhecidos em Santa Cruz. Olhava para a multidão andando de um lado para outro e só vinha a pergunta: O que fazer?  – “ Meu senhor, não seja irresponsável. Estou com minha filha de três meses e toda minha mudança no três, não faça isso!.” A resposta que tive daquele suposto cristão foi: “No me conviene.” ( Não me convem )

Aquilo parecia um pesadelo. Buscamos um banco, sentamos e tentamos ver o que fazer. Lembrei do pastor Gesser, um missionário da Igreja Quadrangular que havia conhecido na fronteira quando estávamos na casa do pastor Roberto Peralta. Expliquei minha situação e ele me disse eu poderia ir para sua casa, mas que não havia lugar para minhas coisas, pois a casa era muito apertada.  Bem, essa foi a solução para o momento.

Toda nossa mudança ficou no depósito do trem e isso me deixava preocupado. Na realidade resolvi apagar isso da minha mente e resolver um problema de cada vez. Meu primeiro problema agora era ter uma casa e depois resolveria o segundo problema que era retirar minha mudança. Mina ficava na casa do pastor Gesse enquanto eu buscava casa todo dia. Era uma loucura buscar casa sem conhecer nada. Me perdia pela cidade, errava os ônibus, era uma benção! Além disso,  eu não tinha dinheiro suficiente para alugar uma casa independente. Eu tinha U$ 100 dólares para o aluguel, mas este valor é para um pequeno quarto. Sai várias vezes com o pastor Gesse e ele me mostrou o que eu poderia alugar com 100 dólares. Meu Jesus! Era desastroso. Pelo menos o pastor Gesse era mais realista que eu.

Nossa primeira casa em Santa Cruz de la Sierra

Os dias passaram e buscando no jornal encontrei uma casa pelo jornal. Na realidade não era uma casa, era uma edícula. Pelo menos era numa região central, a duas quadras do 2º anel. Entramos naquele lugar que estava bem sujo, desprotegido e não cabiam nossas coisas. As cadeiras e algumas caixas ficavam do lado de fora e eu orava para não chover e molhar tudo. O banheiro estava tudo entupido, vaso e pia. Quando Mina abriu o chuveiro para colocar água na banheira e dar um banho na Deborah e saiu uma água preta, tinha mais terra que água. Parece exagero, meu querido, mas não é. Acho os canos estavam completamente enferrujados. A única pia para lavar roupa e louça ficava do lado de fora numa situação precária. Bem, este era o lugar que eu podia pagar, mas pelo menos era o nosso lugar.

Perturbados com a situação? Negativo. Não foi fácil, mas havia paz em nosso coração. Deus agia anestesiando nossos nervos e não deixando ver a situação presente como algo desanimador, mas derramava paz em nosso coração. Um dia, indo a um mercado perto de nossa casa Mina me disse que queria uma casa onde nosso quarto fosse em cima e pudéssemos fazer as reuniões em baixo. Eu disse que seria um pouco difícil, pois uma casa assim custa uns 400 dólares e eu só tinha 100 dólares para dar em um aluguel.

Bem, sabendo que não tinha condições de ficar naquela casa começamos a orar pedindo a Deus uma casa onde realmente podíamos morar e fazer o trabalho. Encontrei uma desocupada que estava a venda. Perguntei se não alugava temporalmente, mas a proprietária disse que já estava negociada, mas que tinha outra.  Ela veio onde eu estava e me levou para mostrar. Era uma casa de dois andares, com um quarto em cima e um lugar muito bom para reunirmos em baixo. Do lado, um quintal muito bom com um abacateiro frondoso. Eu fiquei quieto, mas para mim o aluguel seria uns 300 dolares. Eu virei para a proprietária e perguntei o preço. Ele me disse que alugava por 120 dolares.  Eu me controlei, não mostrei interesse, olhei para as paredes que precisavam ser pintadas e disse: Mas, é preciso pagar a garantia? A mulher me disse que não. Era só pagar os 120 dolares e entrar. Fechei negocio na hora!!!

Já havia pagado o aluguel da outra casa. Gastei 100 dólares para entrar naqueles dois quartinhos sujos e sem condições de uso.  [Coloquei uma foto acima e até parece em bom estado..rs..] Mas você acha que vou reclamar? Eu não!! E nem perdi tempo em ir atrás porque sabia que não iam me devolver.

Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra – Bolívia

Uma vez dentro da casa nova nós agradecemos ao Senhor. Lembramos de um detalhe muito especial A proprietária nos disse que a casa estava sete meses fechada e que ele não conseguia alugar. E nós estávamos com sete meses orando por uma  casa. Bem, passamos pelas lutas, mas a nossa casa estava guardada pelo Senhor. Gloria a Deus!!!!

Dezembro de 2008  –  Santa Cruz de la Sierra

(resumo)

No dia 24 de dezembro passou algo muito interessante. Meu cunhado Ebenezer e minha irmã Rebeca vieram para nos ajudar por alguns dias no trabalho. Trouxeram o irmão Marcos da cidade de Pedro Juan Caballero. No dia 24 nós não tínhamos dinheiro para comprar nem um quilo de arroz. Marcos que cozinha muito bem foi até nossa cozinha olha o que poderia fazer e, realmente, não tínhamos nada.

Na realidade, havia um pouco de arroz, umas batatas, mas comer arroz com batata na véspera de natal é complicado. Longe de mim reclamar do arrozinho com batata e sabendo da perícia do irmão Marcos na cozinha até penso que ele faria proezas com aquele arroz e batata. Mas,  eu estava para receber algum dinheiro naqueles dias, Ebenezer também, mas a questão é que precisávamos para aquele dia, para aquele momento e não tínhamos. Contas de bancos foram revisadas, e-mails na esperança de alguém na última hora enviar alguma ajuda, bolsos foram revistados, mas nada.

Aprendi na prática o que havia ouvido algumas vezes por outros missionários, que o final de ano é o tempo mais difícil para missionário. Todo mundo pensa em gastar, vestir-se muito bem, comer do melhor e quase ninguém pensa em enviar aquela oferta missionária. A mais dura realidade é que aqueles que nos ajudam periodicamente justo nesta época resolve falhar. Afinal de contas, fim de ano sempre vem com muito gastos. Mas tudo bem. Agradeço a Deus por aqueles que o Senhor tem colocado em nosso caminho e tem tomado esta Obra como sua.

Mas, no memento nós ríamos da situação. Ninguém estava triste, de forma alguma. Sentamos nas cadeiras e ficamos pensando no que fazer. A ideia era sair ao evangelismo e a noite fazer aquele prato de arroz com batata. (…rs…)

Ainda estávamos pensando como seria nossa janta para o dia 24 de dezembro quando alguém bateu em nossa porta. Um irmão que trabalha numa fábrica de abater frango veio com um frango nas mãos. O irmão entregou, nós agradecemos e ele foi embora. Ficamos olhando para aquele frango e realmente não pensei que ia valorizar tanto um frango assim. Era um Big frango!!

Mais tarde o irmão Marvin ligou e perguntou se podia jantar conosco. Bem, a noite ele trouxe alguns complementos, refrigerante e nossa janta do dia 24 de dezembro foi bem completa. Marcos fez aquele franco com batata… e arroz. Nós mais uma vez agradecemos a Deus pela provisão.

Parece tão simples, em tudo vemos a mãos do Senhor agindo ao nosso favor. Glória a Deus!!!

01 janeiro de 2009  –  Santa Cruz de la Sierra

(resumo)

Estava chegando a noite e fui olhar se havia leite para Deborah. Quando abri a lata vi que não tinha mais nada de leite. O pior que não tinha mais nada de dinheiro e nem tinha previsão de receber de lugar algum. Fiquei olhando para aquela lada e eu disse ao Senhor naquele momento  que a provisão já havia sido enviada, eu sabia que já, mas quem estava com a provisão estava retendo. Esta foi a confiança que veio ao meu coração. Na realidade, era o Senhor falando ao meu coração.

São situações como esta que abate tua fé. Alguém pode dizer que não, e realmente não é pra abater, mas te abate. Quando Deus faz tanta maravilhas ao seu favor, quando você se move em confiança e um belo dia você se ver sem saída. Antes de vir ao campo missionário muitas vezes em seu trabalho, aquele dinheiro seguro, o emprego e etc, e agora você não tem nada disso e dependo do mover de Deus e chega o momento da necessidade. Voce diz: Deus, socorre-me! Mas, naquele momento você não tem resposta.

Sabe o que sustenta? É você ter a plena confiança que Deus te trouxe a este lugar. É saber que eu estou aqui porque Deus me colocou aqui. É ter a consciência que pela causa de Cristo outros morreram e você agora passa necessidade. Voce pensa em tudo isso e busca força.

É bem fácil escrever depois de uma tormenta. Descrever a tormenta…. mas viver a tormenta e sobreviver para escrever algo depois é que é difícil.  Eu não podia colocar culpa em ninguém. Não podia colocar culta na minha igreja, no pastor, na Secretaria de Missão, em ninguém pelo simples fato de nenhuma dessas ter me enviado a Bolívia. Eu vim aqui porque Deus me trouxe aqui.  Deus disse: VAI!  E eu decidi obedecer. Fiz, faço e vou continuar fazendo a Sua vontade em Nome de Jesus. Sabe, tenho agradecido a Deus por estar nessa situação e não estar jogando culpa de um lado para outro nem sobre ninguém.

Mas, eu saí de casa com Mina pra ver se havia algo na minha conta. Fomos num caixa eletrônico perto de casa e não havia nada. Quando cheguei em nossa casa Mina me disse que andava de cabeça baixa na esperança de achar alguém dinheiro perdido, alguma nota pelo chão. Fiquei olhando e pensando na simplicidade da Mina, pois afinal de contas de algum lugar deveria vir nosso dinheiro, nem que fosse de alguém que o tenha perdido. Creio que isso pode acontecer e já aconteceu comigo,  mas não foi dessa vez.

Fomos a geladeira, havia um pouco de leite. Completamos com água, fervemos e colocamos na mamadeira. Nossa filha tinha um ano e nove meses e ainda tomava aquela mamadeira para dormir. E se não toma começa a chorar até o leite sair de algum lugar. Quem é pai sabe bem o que é isso.

Naquele dia Deborah tomou o último resto de leite que tinha na geladeira. E não era só leita que faltava, mas nós não tínhamos mais nada pra comer. Parece que quando algo falta tudo resolve faltar ao mesmo tempo.  No outro dia eu recebo uma mensagem. Meu irmão Tiago me diz que um determinado irmão de nossa igreja no Paraguai deu uma quantia de oferta para a construção da igreja no Paraguai e meu pai enviaria o dízimo. Na realidade, meu pai já estava com o dinheiro, mas surgiu alguns problemas e não fez o deposito. Eu corri na internet e mandei a mensagem  –  “Avisa para mandar o quanto antes a benção, porque o último ovo nós comemos ontem!”.

Bem, naquele dia retirei de minha conta mais de B$ 2000 Pesos Bolivianos ( aprox. U$ 280 dólares).  Quando volto para casa lembrei do que o Senhor havia falado ao meu coração  –  “Alguém está com o recurso, mas esta retendo”. Essas são as provas que passamos e seguimos glorificando o Senhor.

— de março de 2009  –  Santa Cruz de la Sierra

Desde o começo deste ano tenho estado preocupado com nossas documentações. Precisava no mínimo 1500 dólares para pagar o meu visto e da Mina; o valor do visto, das documentações e das multas. Sabe o que é olhar para a finança e ver que até o pão estamos comendo com dificuldade e ter que conseguir 1500 dólares para dar para Migração? Realmente era desanimador e desesperante a situação.

O antídoto que temei contra o veneno foi inundar meu coração com o fato de que Deus nos trouxe a este lugar. Começava a meditar sobre isso e falava com minha esposa. Pensava no fato de ser pai e nunca deixaria minha filha estar chorando de fome se a hora da comida chegou sem que a desse algo para comer. Realmente, eu nuca faria isso! Alguém seria capaz de fazer isso? Mas, relembrar o que Deus já havia feito, as promessas, as orientações e tudo mais nos dava fortalecimento.

Um dia levantei pela madrugada. Estava muito preocupado. Entreguei minha causa ao Senhor. Repreendi o que impedia a benção.

Meu cunhado Ebenezer e minha irmã Rebeca na Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra

Isso mesmo que comecei a fazer, repreender aquela situação adversa. Veio ao meu coração uma paz muito grande. Um verdadeiro calmante dos céus. Quando foi a internet uma irmã de Brasília me escreve dizendo que havia depositado 500 Reais para me ajudar com o documento.  Depois ela escreve novamente dizendo que sua irmã também mandou 300 Reais.  Outra irmã me escreveu pedindo oração dizendo que se vendesse um terreno me enviaria 1000 Reais de oferta. Bem, eu e Mina começamos a orar e tempos depois estavam os 1000 reais em nossa conta. Meu cunhado, o pastor Ebenezer, passando por uma pequena cidade no Brasil durante uma viagem viu alguns doces. Teve a ideia de comprar e vender para amigos e irmãos da igreja. Ele comprou cada vazo de doce por R$10,00 Reais e vendia a R$30,00 e R$ 40,00 Reais, dependendo do freguês. Claro, o pessoal sabia que era para ajudar a missão. Bem, dias depois Ebenezer estava depositando em minha conta mais de R$1000 Reais para nos ajudar. E seguimos recebendo ofertas. Parentes enviaram ofertas, irmãos enviando quantias diversas. Isso aconteceu tudo em poucos dias e nisso eu vi a mão provedora do Senhor.

No final das contas, recebemos mais que suficiente para pagar o visto. Levei o dinheiro a Migração Boliviana e paguei o visto, e sobrou dinheiro. Claro que o nome sobrar é muito forte, pois na realidade, eu paguei o visto e se eu tivesse recebido apenas o 1500 dólares ficaria sem nada para me manter, mas Deus mandou para o aluguel, a água, a luz, a comida e etc. Deus estava no controle de tudo!

— julho de 2009  –  Santa Cruz de la Sierra

Pastor Peniel e pastor Clebes Sanches em frente a Base de Apoio

No começo deste ano eu estive conversando com Mina sobre trabalharmos com mais força no que é o evangelismo. Temos visto a necessidade e é muito grande. Falei com Mina em trazermos mais materiais em Bolívia para suprir nossos projetos de trabalho e ajudar outros missionários.  Mina estava estendendo as roupas no varal e escutava o que eu dizia. Ela parou e me disse que seria um pouco complicado, pois nós estávamos passando dificuldades financeiras sem nos mover muito, imagino se começasse a trabalhar com literatura. Tudo é dinheiro e não tínhamos de onde tirar. Eu disse que se fosse da vontade do Senhor ele supriria nossa necessidade e enviaria pessoas dentro de nossa casa para manter o trabalho. Parecia algo ousado, mas resolvemos fazer. Pensava no gasto com frete, viagem e, a realidade que tudo é dinheiro, mas olhávamos para o que Deus nos impulsionava e nossa decisão era confiar no Senhor.

Como resposta e sem demorar muito, Deus envia a nossa casa do pastor Clebes, pastor da Assembleia de Deus Missão na cidade de Dourados – MS. Pastor Clebes veio com o pastor Ebenezer, meu cunhado e minha irmã Rebeca que sempre estão nos ajudando aqui em Bolívia. Eles me avisaram que estavam chegando e eu queria ir na ferroviária espera-los, mas realmente não tinha dinheiro. Olhei na geladeira e não tinha nada pra servir no café da manhã. Busquei as moedas para comprar algum pão e nada. Então, fiquei na minha sala pensando nessa situação. Visita chegando em minha casa e eu não tinha nem pra mim, quanto mais para eles. Bateram na porta e era Ebenezer com os demais fazendo a maior bagunça, sempre em ritmo de festa. Entraram, oramos agradecendo a viagem e já falaram no café. Eu não tinha o que dizer e fiquei balbuciando pelos cantos. Ebenezer abriu minha geladeira e disse: Senhor! Isso aqui está parecendo uma piscina  –  só tem água! Então ele virou e me deu uma oferta. Veio o pastor Clebes e me deu mais uma oferta. Bem, tudo chegava aos R$ 500 reais. Glória a Deus! Fomos no mercado, compramos pão, leite e o que era necessário para o café e para o almoço.

Pastor Clebes ficou conosco alguns dias, saiu ao evangelismo, conheceu um pouco da Santa Cruz de la Sierra. Dias antes de sair ele me disse que o Senhor estava incomodando ele já alguns dias para nos ajudar. A partir daquele mês sua igreja seria contribuinte no trabalho que fazemos em Bolívia.

Pastor Clebes voltou ao Brasil e dias depois a irmã Neide veio a nossa casa. Ela trabalhava com uma dentista que é boliviana residente

Irmã Neide, Mina e Deborah

na cidade de Cárceres, MT. A filha da dentista precisou de tratamento e eles vieram a Santa Cruz de la Sierra. A irmã Neide como nos conhecia a muito tempo e sabendo que estávamos aqui hospedou-se em minha casa. De igual forma saiu ao evangelismo conosco, foi até Cochabamba fazer um trabalho nas feiras. Dias antes de sair disse que estaria nos ajudando no trabalho, que podíamos contar com sua oferta mensamente.

Eu lembrei a Mina o que havíamos dito no começo do ano, que Deus enviaria mantenedores para o trabalho aqui mesmo, dentro de nossa casa. E ELE fez! O Senhor é o nosso provedor.

 

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Segunda Feira, 17 de outubro de 2011

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Tivemos uma semana de muita chuva aqui em Santa Cruz de la Sierra. Ficou até um pouco difícil de fazer o trabalho; desmarcamos compromissos. Mas é assim mesmo. Chuva é benção e já estávamos precisando.

Estou preparando a segunda parte dos testemunhos sobre finança. Busco extrair dos dois últimos cadernos de anotação. Para mim foi até uma benção muito grande reler esses cadernos e rever o que Deus tem feito. Eu faço isso algumas vezes e me dá fortalecimento. Bem, mas já estou terminando de escrever os testemunhos e logo vou postar aqui em nosso blog.

Ontem foi eleição aqui em Bolívia. Aqui quando há eleição ninguém pode circular com veículos na rua, tudo é fechado e etc. Para tudo mesmo. Nisso pensei fazer oração com Mina, mas David e seu irmão enviaram mensagem dizendo que vinham para o culto. Andaram duas horas a pé da Vila 1º de Mayo, 7º anel até nossa casa que fica perto do Cristo – quem conhece sabe bem a distância. Fiquei pensando na vontade desses jovens de estar num culto e quantos moram tão perto de uma igreja e acha que é longe demais. Realmente foi animador ver David e seu irmão Rolando vindo ao culto.

Estava pensando no que falar em nossa reunião de oração quando escutei um ruído terrível na esquina. Pelo que fui informado um homem aproveitava a ausência do transito em Santa Cruz de la Sierra, colocou uma garota de uns 12 anos numa moto e corria em alta velocidade pela avenida. Eles bateram em um ciclista e se arrastaram mais de 50 metros. A garota estava desmaiada, toda quebrada e as vezes dava gritos de dor. O homem bateu no paralelepípedo e morreu na hora. O ciclista estava com fraturas, mas não sofria risco de morte. David e Rolando correrão à esquina e encontraram ainda o homem agonizando antes de morrer. Logo depois eu cheguei com Mina e vimos toda aquela cena terrível.

A tarde eu lia Romanos 10:11 “…todo aquele que cre não será confundido” e Romanos 10:13, “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Nós cantamos, oramos e meditamos na Palavra durante a nossa reunião de oração.  A vida humana não é nada. Um acidente, uma doença, entre nós e a morte só existe um passo. Assim como entre o homem e a salvação só existe um passo. Um passo apenas e nada mais como estar com o Senhor eternamente.

Ontem, domingo 16 de outubro, às 17:30 horas, o Espírito nos mostrou o valor do trabalho que fazemos. Evangelismo é a ordem do dia! Levar o evangelho é a prioridade. Tudo deve-se parar, qualquer coisa que não é prioridade deve ser deixado para depois, pois não é prioridade. Detém-se as obras secundárias, por certo haverá muito tempo para elas. Amado, o ordem do dia, desde aquele dia que o Mestre disse “IDE POR TODO MUNDO, PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA”  ainda é levar o evangelho.

É triste ver um homem deitado no chão, sem vida. Eu não sei, mas quem sabe a menina que gritava de dor alguns metros seria sua filha. A morte bateu na porta daquela casa, ontem, às 5:00 horas da tarde, e para onde foi aquela vida? Temos nós a consciência da eternidade? Estamos tão envolvidos com este mundo, com o materialismo que só podemos ver aquilo que está bem diante dos nossos olhos? Acredito que ter esta consciência da eternidade faz completamente a diferença em nossas decisões.

David durante o culto me disse: “Pastor, como não tive a iniciativa de falar de Jesus para aquele homem enquanto estava vivo”.  Mas a questão não é aproveitar os últimos momentos, que por certo se tivéssemos a oportunidade seria uma maravilha, mas é o quanto aproveitamos nossa VIDA ( toda vida ) para fazer algo pelos milhares que passam diante de nós todos os dias. Os milhares que lotam as feiras, os centros comerciais de nossa cidade, os colégios, as universidades, o que estamos fazendo? Voce tem consciência da eternidade? Ou você só pensa nela quando vê um corpo morte diante dos teus olhos?

Que Cristo ilumine nossos olhos cada dia!

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Meus 32 anos….glória a Deus!!!

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Sexta feira, dia 07 de outubro de 2011 nós saímos de Santa Cruz de la Sierra em direção a Desaguadero, fronteira de Bolívia com Perú. Fomos acompanhar o pastor Ebenezer e minha irmã Rebeca, os quais são missionário no Equador. Pelo problemas políticos, paralizações e etc, Ebenezer nos pediu para que acompanhássemos até a fronteira. Levamos o jovem David Fernandez que sempre nos ajuda nos trabalhos. E David trabalhou muito mesmo, pois os postos de gasolina não estão vendendo a carros de placa estrangeira  – o carro do Ebenezer é de placa equatoriana. E quando vendem querem cobrar três vezes mais. A jeito era comprar a gasolina em galoes. David descia do carro e comprava nossa gasolina. Bem, de 20 em 20 litros chegamos a fronteira de Bolívia com Perú.

Para a viagem levamos alguns materiais em foi uma benção encontrar um grupo que marchava a La Paz, grupo afins do partido do Governo. Aproveitamos para fazer a distribuição. Encontramos um povo sedento pela Palavra de Deus.

Dia 08 de outubro foi meu aniversário. A intenção era ao menos um almoço na cidade de El Alto, mas pelos atrasos na viagem comemoramos o meu 32º aniversário num quartinho apertado de uma pousada em um povoado a uns 150 quilômetros de El Alto. Tomamos chá de coca e comemos uns pãezinhos que Ebenezer comprou na cidade de Cochabamba  –  um aniversário bem missionário (…rs…).  Mas, foi uma benção… tudo em ritmo de festa.  Saímos do da pousada e chegamos a El Alto. Ebenezer e Rebeca seguiram viagem a Desaguadeiro e infelizmente não tivemos condições de acompanhar até a fronteira. Mas graças a Deus deu tudo certo.

Na cidade de El Alto eu e David encontramos Marcelo, um jovem que estará recebendo nossos materiais. Mais uma vez fomos tomar chá de coca. Não se escandalize, aqui é bem comum e ajuda contro os efeitos da altura. Pelo primeira vez tomei o chá não molhando a saché na água quente, mas o meu copo veio cheio de folha de coca. Lá fora chovia e fazia frio, creio que uns 5º graus centígrados e o chá caiu muito bem.

Quando cheguei em Santa Cruz de la Sierra, dia 09 de outubro, minha esposa fez uma bolo especial…..!!!  Muito bom mesmo. Comemos com os irmãos em nossa Base Missionária.

Mas, cada ano que passa, cada aniversário, eu lembro no propósito que fiz ao Senhor quando tinha meus 18 para 19 anos. Eu disse ao Senhor que queria entregar minha vida a ELE, para o Seu serviço. Não queria um dia chegar frente ao espelho e ver um velhinho cheio de cabelo branco  ( não falo das rugas, porque já tenho muitas ) e me arrepender por ter usados meus dias em coisas que não posso levar a eternidade. Cada dia busco de Deus a consciência da eternidade e estar verdadeiramente ciente da eternidade não é gastar os dias nesta terna apenas buscando as coisas perecíveis.

Se eu não tenho algo, amem. Se tenho alguma coisa, vou usar para granjear tesouros eternos. Não penso entregar um dinheiro para Deus, pois isso já tenho feito e continuo fazendo. Não penso vender um carro apenas e entregar para Obra, pois isso também já fizemos em vir para Bolívia, quando vendemos nosso carro para usar em boa parte dos gastos de mudança e documentação. Eu penso em dar o que tenho de mais precioso  –  minha juventude! Desde quanto decidir ser um doulos de Jesus Cristo, vejo minha juventude sobre o altar, minha vida sendo queimada para o Senhor. Meus objetivos, meus sonhos, minha escolhas, meus desejos, o que valorizava, o que apreciava, tudo sobre o altar.  Que a fumaça suba diante dEle como cheiro agradável ao Senhor. Como diz em Romanos 8:32  – ” Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós (…)”.

E você me diz: Peniel, que garantia você tem do futuro? O que você prepara para a velhice? –  Bem, eu só posso dizer uma coisa. Quando olho para esses quase 15 anos de entrega tenho comido do maná do céu e bebido da água da rocha. Até hoje não me faltou nada. Você acha que no dia de minha maior necessidade chegar serei abandonado pelo meu Senhor? As empresas, os governos, os ministérios, as Associações missionária, os colaboradores,  os homens de forma geral fazem isso, mas o meu Deus não.  Quando aquele dia chegar, se o Senhor permitir chegar, vou fazer eco das palavras do salmista: ” Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.”  –  Salmo 37:25

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Pastor Peniel Nogueira Dourado

Testemunhos sobre finança no trabalho missionário l

Mina e Deborah – Bandeira de Santa Cruz de la Sierra

 Os testemunhos abaixo estão em meu diário pessoal, costume que iniciei no ano de 2002.  Os testemunhos que inseri são do meu primeiro caderno. Posteriormente vou transcrever os demais testemunhos que estão nos diários mais atuais.  Estes são apenas alguns testemunhos sobre nossa finança no campo missionário. Espero que seja de edificação. Um grande abraco.   –  Pastor Peniel Nogueira Dourado

27 de junho de 2006      Pedro Juan Caballero – Paraguai

Havia posto a data de 24 de março de 2006 para sairmos do Paraguai, cidade de Pedro Juan Caballero, para Quijarro, Bolívia. Meu pai decidiu comprar meu carro e eu tomei a decisão usar o dinheiro no que for necessário para ir a Bolívia. Mas, eu tinha dívidas pendentes e quando ele me deu a primeira parte foi para pagar essas dívidas. Bem, no final de tudo acabamos sem dinheiro novamente. Realmente foi uma prova.

A questão é que da época que o Senhor me falou para ir até concretizar-se foi teve um tempo, tempo em que eu não queria tomar uma decisão concreta. Então todas as portas se fecharam, problemas financeiros e etc. Fiquei sem nenhum recurso e orava até que o Senhor nos disse: “Faz as malas que EU mando o dinheiro”. E começamos a fazer as malas sem dinheiro pra nada.

Bem, levamos nossos dois guarda-roupas para vender para usar o dinheiro para a gasolina. Mas a compradora só tinha a metade do dinheiro. Eu fiz os cálculos e ainda não era suficiente para chegarmos a fronteira. Deus nos mandou a Bolívia e queria ir a Bolívia, ao menos até a fronteira. Depois de tentar várias portas eu me vi andando pelas ruas, no meu carro, que já havia vendido ao meu pai. Andava sem saber mais o que fazer. Veio aquela voz ao meu coração, voz que seu de quem é: “VAI AO BANCO”.  Eu havia recebido umas ofertas de umas igrejas para nos ajudar no serviço missionário no Paraguai, mas já fazia muito tempo que não recebia nada. Quando cheguei havia R$ 133,00 Reais em minha conta. Eu saltei de alegria glorificando ao Senhor. Entrei no carro alegre, glorificando e exaltando o Senhor.  Fiz novamente o cálculo e dava para colocar gasolina e sobrava uns R$ 10,00 Reais para comprar alguma coisa. Eu disse a Mina que íamos comprar um saco de coquito, uma bolacha bem dura vendida no Paraguai e que levaríamos água para comer com a bolacha. Isso não foi brincadeira, nós íamos fazer mesmo. Já estava tudo certo e tudo que nós queríamos fazer era chegar ao menos na fronteira.

Parecia uma grande prova: Deus falando para eu ir a Bolívia e tendo toda essa dificuldade na área financeira. Parecia uma maratona e que o importante era chegar ao alvo. O nosso era chegar ao menos a fronteira com Bolívia. Bem, além de toda dificuldade financeira Mina estava aproximadamente no seu segundo mês de gestação. Mas, sabe, é interessante como não pensávamos nas dificuldades, pois colocávamos os olhos em fazer a vontade do Senhor.

Não vou dizer que não estava preocupado, pois estava bem preocupado. Mas também estava muito feliz, pois mesmo com tão pouco

Peniel e Deborah

recurso já poderíamos chegar a Bolívia. E no mesmo momento que estava a porta do banco Bradesco da cidade de Ponta Porã me alegrando no Senhor meu pai me liga e diz pra eu ir a sua casa. Eu sai correndo pra contar a benção. Sabia que ele ia ficar bem preocupado em saber que eu tinha o dinheiro para gasolina e que praticamente não teria quase nada para viajar. Mas, quando cheguei e contei o que aconteceu meu pai entrou no quarto e veio com um envelope. Dentro havia R$ 450,00 Reais. Ele me disse: Um irmão passou aqui e deixou essa oferta para te ajudar na viagem.

Agora eu tinha mais que suficiente para chegar a fronteira com Bolívia. Com certeza aquele dinheiro não supriria toda minha necessidade, mas recebi mais que dinheiro. Mais uma vez o Senhor me mostrou que é o provedor de todas as coisas.

AGOSTO de 2006  –  Puerto Suarez

Chegamos em Quijarro, cidade fronteiriça da Bolívia. No Brasil, apenas 4 quilômetros temos a cidade de Corumbá. Em Quijarro ficamos na casa do pastor Roberto Peralta da Igreja Quadrandular.  Fomos muito bem recebidos e foi uma grande ajuda encontrar o pastor Roberto e ter todo aquele apoio.

Começamos buscar casa em Quijarro. Fomos de um lado e outro e parecia impossível encontrar uma casa para alugar. Os alugueis caro e as casas não eram boas. Em um determinado momento Mina me diz que Deus tem aberto as portas quando oramos e não tínhamos orado ainda. Alí dentro do carro nós oramos e apresentamos nossa casa. Como já havíamos visto várias casas já ao menos sabíamos o que não queria para nós.

Resolvemos buscar em Puerto Suarez, uma cidade vizinha  a 12 quilômetros da fronteira, porque em Quijarro estava muito difícil. Deus nos deu uma boa casa, com árvores ao redor, uma cozinha arejada e uma sala fresca. Pensamos nisto porque a região é muito quente. De agosto até fevereiro a temperatura fica entre 40 graus centígrados e muita vez chega aos 50 graus centígrados. Também não queríamos um proprietário para nos perturbar, pois já havíamos sido informados que muito gostam de perturbar os inquilinos. E Deus colocou o Sr. David em nosso caminho, um homem calmo e bem tranquilo. Vivia para seu trabalho e não havia perturbação pra nada.

Nossa primeira casa em Bolívia – Puerto Suarez

Paguei o aluguel e ficamos sem dinheiro. Havíamos vendido nossa mobília, mas o povo não tinha para nos dar. Pensei em várias possibilidades; pedir colchão emprestado de um, fogão de outro, panela de outro, mas isso realmente seria bem desconfortante. Voltamos a orar, clamar ao Senhor por solução. Veio o pensamento da possibilidade de alguém nos ajudar, pois vários conhecidos sabiam que nós estávamos indo a Bolívia em missão. Quando olhamos nossos e-mails havia ofertas de vários irmãos do Japão e até da Coreio do Sul. Enviaram U$ 150,00 dólares, outro 250 dólares, uma irmã da Coreia do sul envia mais 150 dólares e etc. Nunca havia recebido tanto dólares. E, mais uma vez, vimos a mãos do Senhor ao nosso favor.

Bem, saímos dali, retiramos o dinheiro e compramos nosso colchão, fogão, botijão de gás, algumas panelas e etc. O necessário nós já tínhamos; Deus havia providenciado.

Eu tenho sentido o que o povo no deserto sentei  –  O cuidado de Deus em providenciar tudo. E nosso alvo é nos manter fiel ao Senhor.

03 de outubro de 2007  –  Santa Cruz de la Sierra

Meu irmão Dayan e sua esposa chegaram no começo de setembro e dia 01 de outubro voltaram ao Paraguai. Eles me trouxeram R$ 600 reais, dinheiro que estava em minha conta bancária, mas eu não podia retirar daqui de Santa Cruz de la Sierra.

Mas, eu tinha um resto do dinheiro do meu carro que havia guardado para nossas documentações. Não era suficiente, mas juntando tudo pensei que alcançasse. Bem, comecei os trâmites e o papel que recebemos da imigração nos fala um valor, sendo que é apenas 50% do que realmente deveríamos gastar, pois tem uma série de documentos mais que não estão inseridos. Eu consegui dar entrada no meu visto que, na época, se não estou enganado, custou uns U$ 1000 dólares. Eu não tinha o dinheiro para o visto da Mina, então fomos a oração.

Você sabe o que é ver os dias passando e ter que pagar essas documentações e não ter de onde tirar? Se vencesse a multa seria de

Pastor Bily Anderson e Deborah com alguns meses – Puerto Suarez

U$1,5 dolares por dia. Eu estava muito preocupado. Mas fomos aos pés do Senhor. Um pastor que veio em nossa casa, o pastor Billy Anderson,  ficou sabendo de nossa situação e nos enviou 150 dólares. Outro pastor disse que nos enviava 200 dólares, uma oferta de sua esposa. Fiquei tão feliz, mas fazendo os cálculos do que tinha e o que havia recebido não era suficiente. Mas, quando fui a internet dizer ao pastor Billy Anderson que já havia retirado os 200 dólares tinha  outro e-mail dele e me dizia que também sentiu de enviar, de sua própria parte, mais 300 dólares para nos ajudar. Glória a Deus!!!

Tudo no tempo certo. Sempre no tempo certo!!!  Louvo ao Senhor por tudo que faz e que não nos desampara.

10 de novembro de 2007  –  Santa Cruz de la Sierra

Chegamos hoje do Paraguai. Fomos para rever nossos familiares e agir algumas documentações necessárias. Mas, estávamos com tão pouco dinheiro, tudo muito apertado. Era necessário fazer a viagem não somente para rever nossos parentes, mas para solucionar um problema de banco.

Quando chegamos fomos ver nossos parentes. Mina foi na casa da mãe dela, eu fiquei vários dias pregando e também fomos ver nossos problemas de documentação e banco. Chegou o dia de voltar e não tínhamos dinheiro, mas meu cunhado disse que tinha uns Pesos Bolivianos e nos deu B$ 50 ( aproximadamente U$ 7 dólares ). Depois um irmão nos deu 50 reais, outro nos trouxe 150 dólares e seguimos recebemos ofertas. Bem, recebemos mais de 1000 reais e voltamos a Bolívia. Sabe o que me alegra? Nós não fizemos campanha para nada, não falamos de necessidade, nada mesmo. Deus moveu o coração do povo para nos ajudar.

19 de Dezembro de 2007  Santa Cruz de la Sierra

Fiquei completamente sem recurso. Não tinha dinheiro para nada e não sabia o que fazer.  Fui na internet e enviei um e-mail para o meu pai pedindo 200 Reais emprestado. Fiquei tão mal com isso, não por pedir o dinheiro do meu pai, mas por me sentir tão impossibilitado de fazer algo. Se Deus me enviou, onde está a providencia? Esta era a voz que gritava dentro de mim.

Momentos como este você fica muito angustiado. O problema é que os 200 reais não dava para nada, pois tinha água atrasada, luz atrasada, nada de mercadoria na cozinha e aluguel por vencer. Um pacote completo e 200 reais não dá pra nada mesmo.

Quando mandei a mensagem meu pai disse que no outro dia enviaria o dinheiro. Já era umas 21:00 ( BO). Realmente, somente uma transferência para eu poder tirar naquele momento, mas passei tranquilidade para meu pai para não ficar preocupado. Eu não gosto de fazer essas coisas, afinal minha idade de 28 anos, casado e numa situação que eu tenho dito a todo mundo que Deus me colocou não tenho cara para jogar minha carga sobre outros, mesmo que seja meu pai. Bem, em casos extremos, saúde, ou algo que realmente vejo que é o extremo acredito que é para isso que existe família. E isso com limite. Mas, sempre pensei assim e tudo isso me angustiava.

Cheguei em casa pra dizer que no outro dia o dinheiro estaria em minha conta, mas Mina me diz que não havia o leite da Deborah. Aquilo me partiu o coração. Eu sai de casa dizendo que ia ver o que fazer. Sai na rua, olhava para um lado e outro e via que não tínhamos ninguém. Comecei a andar, dar voltas nos quarteirões sem saber o que fazer e para onde ir. Olhava as estrelas, o céu bem estrelado e via o poder de Deus. O mesmo Deus que um dia me disse pra estar em Bolívia e agora me via sem U$ 7 dólares para comprar o leite em pó que minha filha toma.

Enquanto eu andava veio o pensamento: “E se alguém enviou uma oferta pelo Western Union e você não sabe?” Que loucura  –  eu pensei. Mas, eu andava pelas ruas perto de minha casa e pensava nisso. Voltei e perguntei a Mina se alguém havia enviado algo no e-mail dele falando de oferta. Ela disse que algum tempo atrás umas amigas dele do Japão, da igreja do pastor Timóteo, um americano missionário no Japão, havia dito que queria mandar. Fomos a internet buscamos os e-mail antigos para ver se havia algum com o número de envio, mas não havia. Eu disse que já era tarde e que logo vão fechar uma farmácia perto de casa que tem um posto da Western Union.

Bem, para você receber algo por esses sistemas de envio internacionais, seja Western Union ou Money Gram você tem que saber quem enviou, quanto enviou e dar o número de giro. Caso contrário ninguém de paga nada. Mas, cheguei lá e disse que havia um giro para mim. Ele perguntou quem enviava  e eu disse que era de uma igreja, mas que não haviam dito o nome. Expliquei que era missionário e como o moço já me havia recebido algumas vezes e se prontificou a buscar usando meu nome. Ele disse: Realmente, tem um giro aqui do Japão em seu nome, mas não posso pagar se você não tem a senha. Meu coração explodia de alegria e ao mesmo tempo fiquei sem saber o que fazer.

O moço me disse para ao menos dar o nome de quem envia. Eu ligo para Mina e perguntei o nome de alguém da igreja do pastor

Esq.: Pastor Peniel, Mina e Deborah. Dir.: Ebenzer e Rebeca

Timótio, alquém que trabalhava na secretaria da igreja. Ela me disse um nome de alguém, um nome japonês. O jovem disse que não era.

Comecei a orar  –  Senhor, tu me envias a benção e agora por causa desse número não vou receber. Toca no coração desse homem. Bem, do nada ele me disse: Olha, o envio está no seu nome. Mas o que me garante que é você mesmo são os dados que você não está me dando. Mas vou fazer isso, só esta vez. Então ele abriu o sistema e me disse: Não seria Fulano ( me deu um nome japonês) Eu respondi:  ESSE MESMO!!!!! (…RS…)

Sai dali com 288 dólares nas mãos. Glóaria a Deus!!!!!!

Na mesma farmácia comprei o leita da Deborah. Quando cheguei com a lata de leite nas mãos Mina ficou assustada. Contei tudo e mais uma vez glorificamos o Senhor pela provisão.

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Povo Ayoreo – Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

 

Hoje um senhor da comunidade Ayoreo veio a minha casa pedir ajuda para sua esposa que está hospitalizada. Algumas semanas atrás veio o pastor Choqui, pastor da comunidade Ayoreo com o qual tive o privilégio de fazer algumas atividades. Quando cheguei aqui na Bolívia tive a oportunidade de conhecer e até ajudar em algo a igreja cristã da comunidade, mas infelizmente abandonada, discriminada até mesmo pelo próprios evangelélicos.

Com certeza não é nada fácil trabalhar, pois eles tem costumes muito fortes. Mas existe uma carencia muito grande de missionários. Na realidade, somente a Missão Novas Tribos estava ajudando e um missionário Coreano o qual não tive o privilégio de conhecer.

Eu já recebi várias cartas perguntando sobre os povos Quechua e Aymaras… povos necessitados, mas muito bem atendidos aqui em Bolívia. Quero dizer a você, que intercede pelo nosso trabalho,  inclua o povo Ayoreo.  Faça algumas pesquisas. Eu também vou fazer minha parte postando em nosso blog algumas experiencias, costumes, algo que o Senhor nos fez conhecer e ver; criando também alguns videos informativos falando desse povo, pois realmente necessita um trabalho específico, voltado a este povo….minha esperança é que Deus levante missionários que venham com um coração cheio do amor e uma igreja conciente de ajudar e apoiar, abraçar mesmo a causa. Bem, ore pelo POVO AYOREO.

A Ponte – Vai Valer a Pena – Ministerio Livres Para Adorar

 

Muito bom este video…. quero dizer que como pregador do evangelho nós encontramos em muitas situações de desconforto em relação ao nosso ânimo. Tudo ao nosso redor busca este alvo  –  ABATER O NOSSO DESÂNIMO.  Nosso vizinho, um amigo, um colega de trabalho, parentes, os de fora da igreja e, infelizmente temos que dizer que também os de dentro. Toda corrente mundana busca um alvo: Calar nossa boca.

Existe um que ama o evangelismo. Ele entregou, não um carro, um emprego ou um bem qualquer. Deus entregou o Seu único filho  – Jesus Cristo por esta causa. Qualquer esforço, qualquer problema, qualquer dificuldade é ofuscada diante do sacrifício do Filho de Deus, aquele pelo qual o universo foi formado e pelo qual se mantem.  Se o nosso redor não oferece substancia para nosso ânimo olhemos para cima, pois  há um que está sumamente feliz e um dia dirá:  “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. ” – Mateus 25:21

 

Pastor Peniel Nogueira Dourado

 

Grupos de evangelismo – Bolívia

Estou muito alegre por ter notícias do irmão Max da cidade de Cochabamba. Ele continua no trabalho evangelístico na região periférica de Cochabamba. Faz o trabalho com seu filho de apenas 8 anos de idade e irmãos de sua igreja. É uma benção.

Max nos informou que vai comprar pelo menos 2 megafones para o trabalho que está fazendo. Um estará com ele e outra ficará com outro irmão que atualmente o auxilia. Assim, através do trabalho do irmão Max outro grupo se forma e a Palavra cresce na região de Cochabamba.

Nós estamos apoiando o trabalho do Max enviando materiais evangelísticos em espanhol e quechua. Semana passada enviamos 2500 livretos evangelístico. É um livreto com 45 paginas falando desde a criação, queda do homem, a vinda de Cristo e vai conduzindo a pessoa até a segunda volta de Cristo. É uma benção. Este material nós temos em quechua, aimara e espanhol. Esta semana estaremos enviando mais… se Deus quiser!!!!

Também na região de Cochabamba o jovem Elvis nos ligou falando de obter um megafone para o trabalho. Eu enviei o megafone reserva que temos para o trabalho de Elvis, mas tive que trazer de volta quando o missionário Uruguaio Gabriel perdeu o seu megafone. Bem, acredito que logo os megafones que estão vindo do Japão estarão aqui e será suprido esta falta. Nós levantamos uma campanha para a aquisição desses megafones. Se o irmão estiver interessado CLIQUE AQUI  para obter maiores informações.

Aqui em Santa Cruz de la Sierra o irmão Fernando e sua esposa também tem juntado as forças conosco. Ele tem saído ao evangelismo sozinho. Sabemos que não é fácil fazer este trabalho. Desde forma, o irmão Fernando nos buscou e pediu apoio para estar conosco no trabalho. Assim, já temos três frente de trabalho aqui em Santa Cruz.

Logo vou colocar algumas fotos do trabalho do irmão Max em nosso Orkut e facebook. ( Clique para entrar no perfil )

 

 

 

 

O DESEJO PELA PROSPERIDADE

Sonhei algo que realmente chamou minha atenção. Fui orar e o Senhor me mostrou que não foi um sonho qualquer, mas uma revelação do que está acontecendo. Resolvi postar postar aqui e vou buscar reler quantas vezes possível para não esquecer. Também estarei compartilhando quantas vezes possível, mesmo que alguns não queiram aceitar ou não compreenda.  – “O coração deste povo está endurecido, E com os ouvidos ouviram pesadamente, E fecharam os olhos, Para que nunca com os olhos vejam, Nem com os ouvidos ouçam, Nem do coração entendam, E se convertam, E eu os cure” ( Atos 28:27)

Eu estava andando pela rua e encontrei um determinado obreiro, um pregador do evangelho. Ele estava em um carro convencível com uma mulher muito gorda. Me chamou a atenção o tamanho da mulher, a sua gordura; era uma mulher realmente bem gorda. Ela conduzia o carro e ocupava o seu acento e mais a metade. Era algo realmente fora do comum. Também observei que o homem, o pregador que eu conhecia, estava apaixonado por ela. Eu dizia: Por que anda com esta mulher? Esta não é sua mulher! Eu conhecia a verdadeira mulher do pregador e sabia que não era aquela sua esposa.

Quando cheguei a minha casa minha esposa Mina estava com Deborah. Minha casa era muito pequena com apenas três compartimentos. Então, a verdadeira mulher do pregador, a esposa dele entra em minha casa. Ela vem com seus filhos que ficam brincando com minha filha Deborah do lado de fora da pequena casa. A mulher se sentia desamparada, triste e estava desesperada. Enquanto aquela mulher contava como seu marido a havia desampara, outra mulher entra em minha casa contando a mesma história. Ela também era esposa de obreiro, um pegador, um ensinar da Palavra e a situação era a mesma.

No sonho eu ficava preocupado, pois aquelas mulheres não vinham somente contar seus problemas, mas elas queriam agora morar conosco. Eu e Mina olhávamos nossa pequena habitação e não sabíamos o que fazer. Eu olhava para as crianças lá fora, brincando em frente no pátio, não havia lugar para todo mundo dentro de nossa casa. Nós recebíamos aquelas mulheres com seu filhos, mas realmente ficávamos sem saber o que fazer.

Uma das mulheres olhou para mim, chorando e desesperada, e disse: Pastor Peniel, assim estão os obreiros nesses dias, infiéis!!!

Quando ela me fala isso, eu saio da casa e escuto uma voz ( e sei que era Deus falando): “Peniel, a infidelidade desses obreiros É O DESEJO PELA PROSPERIDADE!”

Pastor Peniel Nogueira Dourado

Santa Cruz dela Sierra  –  Bolívia

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NOTA: Como missionário esta mensagem do Senhor Jesus foi muito forte para mim. Se você sentir, compartilha, acredito que ajudará outros.

Evangelismo em Santa Cruz l AGOSTO 2011

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MISSÃO EM BOLÍVIA – Santa Cruz de la Sierra

Não temos feito atualizações do nosso blog por falta de tempo. Mas os dias aqui tem sido de bênção. Estamos com a presença da minha irmã Rebeca e seu esposo  pastor Ebenézer que são missionários em Quito, Equador. Eles fizeram uma viagem de quase 4600 quilômetros pela costa peruana para estar aqui e nos ajudar no trabalho. Também chegaram os meus pais, o pastor Francisco Ajala e a irma Ester juntamente com minha irmã Naarah. O pastor Ajala preside a Iglesia Congregacional Petecostés SILOE no Paraguai e estará pelo menos uma semana conosco.

Colocar as etiquetas nos livretos tem nos levado muito tempo, mas é um trabalho necessário. Os livretos nao pega tinta de carimbo, pois borra tudo e fica feio. Então temos que colar as etiquetas. Muitas vezes ficamos até 1:00 hora da manha colando e escutando alguma pregação.

NA FOTO ACIMA, temos uma imagem de satélite da cidade de Santa Cruz de la Sierra. As linhas amarelas são os anéis da cidade, exemplo: O primeiro círculo é o primeiro anel, o segundo é o segunda anel e assim por diante. Nosso alvo é alcançar as feiras pequenas na região periférica, além do quarto anel, da cidade de Santa Cruz de la Sierra aproveitando o carro do pastor Ebenézer, pois fazer este trabalho sem um carro não é fácil. Na foto ao lado, você observas a cidade de Santa Cruz que está em forma de anel. Temos trabalhado muito dentro dos quatros anéis, feiras e mercados que estão nesta região da cidade. Agora procuramos atender feiras e mercadores menores que estão fora do 4º anel ( veja fotos ).  As linhas amarelas de forma circular são as principais avenidas, formando o 1º ao 4º anel da cidade crucenha.

Também queremos alcançar algumas cidades satélites de Santa Cruz. Infelizmente com a perda do megafone do Gabriel só temos um para o trabalho. Outro ponto de alcance é a cidade de Potosi que no final do mês queremos chegar e fazer um bom trabalho.

Vamos fazer as atualizaçoes aqui em Diário Missionário, neste mesmo poste cada dia.  Se o irmao (a) quiser receber em sua caixa de entrada cada atualizaçao é só inscreve-se enviando seu e-mail na ferramenta INSCREVA-SE que está na  coluna direita do nosso blog logo abaixo do ícone do Banco do Brasil. Lembramos que voce receberá um e-mail para confirmaçao.

Esteja orando por nós

Pastor Peniel Nogueira Dourado

OBS.:  Para ver as fotos que estão no Orkut/ Facebook, abra sua conta e quando estiver lendo clique nos links.

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QUINTA FEIRA, 18 DE AGOSTO DE 2011  –  Santa Cruz de la Sierra

16:00 hora  –  Feira Cumavi

O trabalho foi feito na feira Cumavi na região da avenida Tres Pasos al Frente.  Este tem sido um bom ponto de trabalho e temos buscado fazer presente. A missionária Rebeca ficou em um lugar de muito movimento da feira com minha irmã Naarah e minha filha Deborah; Ebenezer também fazia a distribuição neste mesmo lugar. Eu e David Fernandez ficamos pregando com o megafone, enquanto minha esposa Mina ficava bem perto também fazendo a distribuição.

Deixei o megafone com o David, pequei alguns folhetos e fui fazer a distribuição ao povo que saía da feira. Fiquei muito feliz em ver que quase todos que saíam da feira tinha o livreto que distribuíamos. Muitos estavam lendo enquanto andava. É impressionante ver que nenhum material foi encontrado no chão. Isso parece até exagero, mas não é. O povo tem muito respeito pela Palavra de Deus. E mesmo sabendo que somos evangélicos não jogam no chão.

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SÁBADO, 20 DE AGOSTO DE 2011

Dc Tiago Edson com suas impressões

Hoje recebemos a ótima notícia do grupo evangelístico da Iglesia Congregacional Pentecostés SILOE no Paraguai. Eles compraram um megafone e agora estão usando no evangelismo o megafone e também a caixa de som. Segundo os irmãos, várias jovens estão integrados no serviço fazendo a Obra do Senhor e ganhando almas para Cristo. Este é o verdadeiro avivamento que cremos, quando o povo se dispõe a pregar a Palavra e buscar o Senhor em oração.

O trabalho evangelístico não consiste apenas da pregação através de uma caixa de som ou megafone, os irmão estão também levando o evangelho através da literatura. Infelizmente eles estão tendo dificuldade de conseguir materiais, mas tal dificuldade não é impedimento de fazer o trabalho. O Diácono Tiago Edson está imprimindo em sua própria impressora particular, essas que qualquer de nós temos em nossa casa ao lado do nosso computador e está apoiando os irmãos com essas materiais. Nós, aqui da Bolívia, já

Bruno pregando a Palavra de Deus nas ruas do Paraguai – Pedro Juan Caballero

estamos em contato com missões que fazem a impressão de materiais evangelísticos para suprir a necessidade dos servos do Senhor ali no Paraguai. Acredito que logo os irmãos estará recebendo milhares de folhetos em espanhol, português e guarani. O trabalho é feito na região fronteiriça e é necessário alcançar o povo brasileiro que fala português e os paraguaios que fala espanhol e guarani.

Vou deixar a baixo o link do orkut do diácono Tiago e também do jovem Bruno que estão fazendo um belo trabalho na região defronteira Brasil / Paraguai.
Orkut Dc Tiago Edson  –  CLIQUE AQUI
Orkut do Bruno  –      CLIQUE AQUI
Entre em contato com os irmãos no Paraguai através do Orkut e deixe sua mensagem de incentivo ao serviço evangelístico que fazem.
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Segunda feira,  22 DE AGOSTO DE 2011  –  Santa Cruz de la Sierra
16:00 horas  –  Evangelismo na feira Ramada

A direita o pastor Ebenezer, missionario no EquadorSaímos da Base de Apoio em direção a feira Ramada. Colocamos todo o material dentro do carro do pastor Ebenézer. Esta está entre o 2º e 3 º anel de Santa Cruz dela Sierra, próximo a ex-terminal. É a maior feira de ruaem Santa Cruzdela Sierrae onde se encontra de tudo. Fazer o trabalho neste lugar é alcançar toda cidade de Santa Cruz dela Sierrae cidades vizinhas.

Nós nos posicionamos em pontos estratégicos tanto para a pregação com o megafone como para a distribuição dos materiais. Pensamos nas pessoas que já voltava da feira e esperavam o microônibus para voltarem aos bairros. Centenas de pessoas juntavam a nossa frente e quando os microônibus vinham era lotados indo em direção aos bairros mais populosos de Santa Cruz dela Sierra, que é a Vila 1º de Mayo e o Plan 3000.

Enquanto eu pregava alguns irmãos passavam a nossa frente e nos cumprimentavam alegres por nos ver pregando a Palavra de Deus. Outras ficavam por perto escutando a Palavra de Deus, recebiam o livreto VIDA com porções bíblicas. Alguém pode olhar isto com um método de alcançar, mas prefiro ver como o Evangelho chegando ao pecador. Mais adiante eu andava com o pastor Ebenezer e vi uma jovem adolescente lendo um dos folhetos que havíamos distribuído. O folhetos de três páginas, de um lado e de outro e a moça lia, folha por folha. O irmão Raymond Brunck dos Estados Unidos tem produzido estes folhetos e enviado a nós aos milhares e o conteúdo é muito bem preparado a conduzir o pecador a Cristo. É uma pregação evangelística escrita! Aquela jovem teve a oportunidade de conhecer Cristo través daquele folheto. As folhas eram passada e a mensagem de salvação por certo caía naquele coração. Somos semeadores, nosso trabalho é semear. O evangelismo se é visto dentro do contexto apenas de supostos métodos eficientes perde por completo sua força e essência.

Também pregávamos com o megafone. Já no final do trabalho fomos bem na rotatória em frente a ex-terminal e de lá pregávamos ao povo. Milhares escutavam a Palavra de Deus. O som se ouvia a duas quadras e muita gente sentada em suas bancas escutava a Palavra.

Já quase no final do evangelismo uma mulher se aproximou. Estava enfurecida e dizia que nós não tínhamos direito de está pregando a Palavra. Justamente eu falava sobre prostituição, sobre meninas que 14 e 15 anos que vinham do interior para trabalhar e pessoas más as usavam como prostitutas. Naquela região está repleto disto. Eu disse que já estávamos saindo, pra evitar problema. Então a mulher disse que não queria nos ver mais pregando na rua, nem ali e nem em outro lugar. O jovem David Fernandez que é boliviano desabou em gargalhadas pela ousadia da mulher. Realmente foi algo cômico, mas víamos ali o inimigo furioso com o trabalho. Eu disse que isso não era possível, pois estamos legalmente no país e, graças a Deus Bolívia AINDA tem liberdade de se pregar a Palavra de Deus, e livre expressão. Também dissemos que logo voltaríamos aquele lugar. A mulher saiu furiosa do lugar. Eu até estava pra sair, pois decidimos ficar mais uma meia hora pregando a Palavra de Deus naquele mesmo lugar.

Pastor Peniel e David pregando na Ramada

Bem, situações assim não são fáceis. Na rua geralmente não há presença policial e quando as pessoas por qualquer motivo se irrita por

estarmos pregando muitas vezes passamos por situações não agradáveis. Alguns meses atrás um missionário que estava conosco pregando teve sérios problemas com um homem irritado porque ele pregava a Palavra. O homem veio por atrás e despejou um pequeno copo com álcool na mochila do missionário e tentou colocar fogo. Por Deus o fósforo não acendeu.

Mas seguimos adiante e rogamos sua oração. Por todos esses dias estaremos no trabalho e vamos buscar fazer as atualizações neste poste.

Ore por nós

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Terça feira, 23 DE AGOSTO DE 2011 – Santa Cruz de la Sierra

  –  Feira na Av Virgen de Lujan  –  Região Parque Industrial

Pregando a Palavra em frente a feira da Av Virgen de Lujan

Paramos o carro em frente da feira e colocamos o megafone sobre o veículo (ORKUT  / FB ). Ficamos um pouco encurralados não podendo nos mover muito na região da avenida Virgen de Lujan porque estávamos entre dois colégios. Para não atrapalhar a aula tivemos que ficar parados num só ponto. Mas foi muito bom, pois foi justamente o lugar onde passava o povo.

Mais a tarde fomos ao outro lado da feira pregando com o megafone. Enquanto eu e David Fernandez pregávamos, o pastor Ebenezer, Rebeca e o jovem Rolando faziam a distribuição, barraca por barrava e ao povo que passava.

A Palavra de Deus chega ao povo surpreendentemente. Atentamente ouvia a Palavra enquanto vendia seus produtos. Muitas vezes passávamos por onde já havíamos distribuído e víamos os vendedores e até mesmo os compradores parados num canto lendo a Palavra de Deus.

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Quarta feira, 24 DE AGOSTO DE 2011  –  Santa Cruz de la Sierra

–  Mercado 4 de Noviembre  ( 3º anillo )

Missionária Mina durante o evangelismo

David ficou posicionado na região da rotatória com o megafone. O vento favorecia levando o som pra dentro do mercado. Eu sempre passei por esse mercado e pensava que era algo pequeno, mas é bem grande. Ebenezer dividiu a turma para que cada corredor fosse alcançado. Rapidamente 1000 livretos com o título El pequeño libro de la Vida foram distribuídos neste mercado. Terminamos a distribuição em cada posto, eu fui e dei uma palavra no megafone de despedida e já partimos para outro mercado. Um benção!!!

  –  Mercado Alto San Pedro ( 3º anillo )

Este mercado está no 3º anillo. De um lado está o mercado onde se vendo fruta, verduras e etc. Do outro lado está o galpão onde se vendo material de construção, ferreteria em geral. Dividimos a turma para fazer o trabalho mais rápido, pois pensávamos alcançar um terceiro mercado, mas não foi possível. Era muita gente dentro desses galpões…

Bem, fechamos este dia no mercado San Pedro e amanhã, se Deus quiser, estaremos indo à Cumavi. Esteja orando por nós

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Sexta Feira, 26 de AGOSTO DE 2011  –  Santa Cruz de la Sierra

Feira Radial 10

Cada sexta feira temos o nosso estudo bíblica na Base de Apoio. Eu fiquei com Mina para preparar o estudo e Ebenezer foi com os irmãos na feira da Radial 10 fazer o evangelismo.

Estamos estudando o carta de Paulo aos Romanos. Estamos procurando fazer um estudo extensivo buscar tirar o máximo proveito desta carta tão preciosa. Durante a tarde estive meditando no texto de Romanos 10, o poder do Evangelho, o Justificação pela Fé. Isso é maravilhoso. No Brasil estamos acostumados a ver igrejas por todos os lados, culto na TV, radio e etc. Mas quando estamos num lugar onde não é esta a realidade começamos a pensar no ponto central da salvação e a valorizar mais o que a Palavra que nos comissiona que é levar o Evangelho ao pecador e crer mais no fato de que é trabalho do Espírito convencer o pecador e não o nosso. Pensando assim, todo o nosso esforço como igreja de Cristo é COLOCAR O EVANGELHO NO CORAÇÃO DO PECADOR, pois para isto fomos comissionados.

Ebenézer disse que na feira tinha muita gente. Está ventando muito e o vento forte sopra areia pra todo lado entrando areia na boca,

Miss Rebeca fazendo a distribuição da Palavra de Deus

nariz, ouvido…. realmente é terrível. Em um bairro periférico da cidade certa vez eu tive que me esconder detrás de um poste de luz porque o vento soprava tão forte a areia que chegava doer na pele. Parece exagero, mas não é. Mas, esta época aqui é assim mesmo. Eu fico procurando entender como o povo consegui vender maça doce num areal desse (…rs…)

Bem, hoje o trabalho foi feito e mais uma feira alcançada. Seguimos adiante em Nome de Jesus.

Sábado, 28 de agosto de 2011  –  Santa Cruz de la Sierra

Feira do bairro Lindo

Levamos os materiais dentro de caixas sobre nosso carrinho. Acredito que quem tem olhado nossas fotos já está bem acostumado em ver nosso carrinho da benção (…rs…).  Eu fiquei pregando com o megafone sobre o canteiro do meio de estreita avenida que dá ao 4º anel. Desculpe, mas realmente não sei o nome da avenida para colocar aqui.  Pastor Ebenezer encheu sua mochila com os livretos e foi fazer a distribuição em cada posto de trabalho. Mina, Deborah e Rebeca ficaram perto de mim fazendo a distribuição dos materiais.

Milhares de pessoas vem de toda parte, não somente de Santa Cruz, mas de toda Bolívia. A Nueva Feria, como é conhecida, é um lugar estratégico para o evangelísmo. Eu gosto muito de pregar neste feira. Mas, enquanto Ebenezer não voltava, pois entrou no meio da multidão fazendo a distribuição, nós ficamos pregando. Depois fui para uma praça que estava a uns 50 metros. Escureceu e seguimos ai. Na praça não havia luz e do meio do escuro eu pregava e acredito que alguns passavam e não podiam me ver, mas escutavam  a Palavra de Deus.

Terça feira, 30 de Agosto de 2011  –  Santa Cruz de la Sierra

– Mercado Km 6  Doble Via la Guardia

clique duas vezes para ampliar

Eu sempre passava por este mercado, mas nunca tive a oportunidade de realizar o evangelismo. Realmente estávamos devendo e neste dia tivemos a oportunidade de pagar nossa dívida. O lugar é bem movimentado sendo frequentado pelo povo do município La Guardia. Paramos em frente ao mercado, colocamos o megafone em cima do carro do pastor Ebenezer, pregamos a Palavra e fizemos a distribuição. A turma foi dividida; uns fazendo as bancas de venda e outros distribuindo perto do carro, enquanto pregávamos a Palavra.

Bem, vamos voltar mais vezes nesse lugar, em Nome de Jesus!!!!

–  La Cuchilla

Este é outro mercado que está na região periférica da cidade. Está entre o 4º e o 5º anel da cidade de Santa Cruz de la Sierra. O missionário Gabriel, que é do Uruguai, e sua familia esteve no trabalho. Gabriel já pregou em várias feiras de Santa Cruz e esta feira também não havia ido. É impressionante! Acredito que cada bairro tem um mercado ou uma feira que tem uma boa frequencia. Colocamos o carro num lugar seguro; Rebeca, Mina e a esposa do Gabriel, a irmã Michele, ficaram no carro por causa das crianças que já estavam cansadas.

–  Terminal de ônibus e três  – BIMODAL de Santa Cruz

Ficamos em frente do conhecido Bimodal  –  Terminal de trem e ônibus de Santa Cruz de la Sierra. Dividimos a turma  –  uns perto do carro fazendo a distribuição do livretos ao povo que estava sentado na pracinha em frente ao terminal. Pastor Ebenezer e Mina foram bem na entrada com muito material. Centenas passando por aqueles portões e a Palavra é distribuída por toda nação. Interessante que geralmente depois recebemos ligações e mensagens de pessoas de toda Bolívia, pois em nossa folheto nosso e-mail e número de celular.

Eu fiquei pregando com o megafone. O vento estava forte e o missionário Gabriel distanciou um pouco, uns 200 metros para ver até onde escutava. Foi uma benção saber que a quase 200 metros de onde estávamos se escutava o som do megafone.

Bem, desta forma terminamos o nosso dia. Voltamos para casa quase às 22 horas. As crianças estavam exaltas.

Quarta feira, 31 de agosto de 2011  –  Santa Cruz de la Sierra

 Mercado El Quior

clique duas vezes para ampliar

Fui informado que na região havia um mercado. Possivelmente não grande, mas um mercado típico da Bolívia, região perimetral, que abastece os moradores dos bairros mais distantes. Este tipo de mercado é encontrado em qualquer cidade da Bolívia  –  região dos vales.

Chegamos e não vimos muita gente. Era aproximadamente 15 horas e não é de se admirar de não encontrarmos pessoas ai, mas os postos estavam abertos, vendedores com quase toda familia presente em seus postos de trabalha. Muita criança e etc. Ebenezer e David foram fazer a distribuição, enquanto que eu e Gabriel ficamos no carro com o megafone.

Na foto ao lado está David Fernandez, jovem boliviano que Deus tem levantado para fazer a obra do Senhor. O missionário Gabriel, pastor Ebenezer e eu.  O pastor Ebenezer viajou 4600 km de Quito até Santa Cruz de la Sierra no veículo que esta atrás para nos apoiar no trabalho.

Quando comecei a pregar algumas pessoas saíram de suas casas. Crianças vinham em nossa direção… realmente o som estridente do megafone chama a atenção. Coloquei música, li porções da Palavra de Deus e depois preguei. Glória a Deus  –  Saímos dali com muita vontade de voltar. Devemos manter presença, em Nome de Jesus!!!

–  Mercado Pantanal  –  El Quior

Este mercado é bem maior. Lembro do missionário Anderson que quando veio a Bolívia pela Iglesia Asambleia de Dios  – Sorocaba, alugou um salão bem em frente desse mercado.

O povo estava receptível a Palavra de Deus. Quando coloquei música no megafone logo apareceu algumas pessoas perguntando qual era a novidade. Bem curioso o pessoal…(rs…). Alguns irmãos que passavam se aproximavam para nos cumprimentar e quando anunciei que estávamos “regalando” (dando) livretos que falam da Palavra de Deus muita gente se levantou e veio buscar.

Saímos desse mercado e já estava quase escuro….

 Mercado Los Pocitos  –  Região Plan 3000

Chegamos no Los Pocitos ( Os pocinhos ) no horário de muita gente. Deixamos o carro em um lugar estratégico, enquanto os demais

Miss Mina e Deborah com algumas crianças do mercado

foram fazer a distribuição. Liguei o megafone na bateria do carro, colocamos música….. só em escutar as canções o povo já vinha para receber um exemplar da Palavra de Deus. Quanta cede!!!  Jesus, queria que tivesse um dez grupos de evangelísmo assim!!!!!

Domingo, 04 de Setembro de 2011  –  Santa Cruz de la Sierra

Hoje seria Santa Ceia na Base de Apoio Evangelístico, mas a região central da cidade foi interditada e não havia os ônibus urbanos.

Terça, 07 de Setembro de 2011  –  Santa Cruz de la Sierra

Hoje tínhamos que sair ao evangelismo, mas Ebenezer teve que levar o carro na oficina.

Aproveitamos o dia para colocar correspondência em dia e Mina está trabalhando em um folhetos que queremos imprimir. Queremos fazer a impressão de 100 000. A primeira tiragem. Depois vamos para 200 mil. Queremos este material para o dia a dia. Esteja orando por este objetivo.

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Pastor Peniel N. Dourado