Estamos realmente contentes pelo o que Deus está fazendo ao nosso favor. Bem, posso dizer aos irmãos que o material pelo qual estávamos lutando já esta a caminho da cidade de Corumbá – MS, fronteira com Bolívia. O material chegará acreditamos que próxima semana e estará em Corumbá até tomarmos um fôlego nessa correria toda e começarmos a segunda etapa que é passar a fronteira e chegar até o destino que é nossa Base de Apoio aqui em Santa Cruz de la Sierra – Bolívia.
Ficamos de receber 4 toneladas da Agencia Missionária que está em São Paulo, mas infelizmente só receberemos 2 toneladas por um imprevisto ocorrido. Mas em tudo glorificamos ao Senhor.
Também desejo comunicar que o diácono Fabio Benites da cidade de Campo Grande o qual está fazendo um maravilhoso trabalho de evangelismo já recebeu 1 tonelada, graças a força do Dr. Francisco Gamelim diretor da Missão Filadelfia. Também os irmãos da Gospel Sunrise ( clique aqui ) já se prontificou em enviar materiais e também a W. M. Press estará enviando um pequeno porte, mas será de grande ajuda. Posteriormente estaremos escrevendo mais sobre esse belo trabalho em Campo Grande.
Nós também estaremos enviando pelo menos 1 tonelada do material que vem às nossas mãos ao trabalho do evangelista Davi Dayan com o qual falamos hoje e já estará providenciando um veículo para buscar o material na cidade de Corumbá. O material da Revival Moviment Association já está na cidade de Corumbá, são 1 tonelada de puro material evangelístico. Também em apoio ao projeto do evangelista Davi Dayan no Paraguai a Gospel Sunrise, através de seu diretor Raymund Brunk, ficou animada em traduzir uns dos materiais que eles fazem a impressão para a língua guaraní. Davi Dayan já tem uma professora de guaraní que estará fazendo este trabalho.
Amados, este é o verdadeiro avivamento, quando a igreja se levanta a levar a Palavra de Deus aos perdidos. Louvamos a Deus por todas essas bênçãos e agradecemos a cada irmão participante neste trabalho.
Quero deixar meu agradecimento em espacial ao Dr. Francisco Gamelim que usando de seu próprio recurso investiu fortemente no Reino de Deus fazendo possível, diante da urgência que tínhamos, a chegada desse material ao destino. Também queremos dizer que neste trabalho não somente nós fazemos por estarmos no Campo propriamente dito, mas existe a vossa participação e tudo está diante do Senhor o qual recompensará a Seu tempo. Mas uma vez, muito obrigado Dr. Gamelim e familia.
Estendo meu agradecimento aos irmãos que foram e que são participantes neste alvo e necessidade e fizeram presente através de suas contribuições. Irmãos que estão de uma forma contínua ofertando e orando por este trabalho e com certeza não teríamos condições de estarmos aqui sem a vossa presença neste serviço missionário evangelístico. Eu creio nisso e assim o Senhor o faz – Vocês são presente e atuantes nesta grande Obra através de vossas ofertas, dinheiro adquirido com suor e investido no serviço missionário. Como nós, de igual forma, Deus vos recompensará.
Este é um informe do trabalho que fizemos em 2011 com os materiais da Revival Movement Association ( http://www.revivalmovement.org/ ). Deixamos nosso agradecimento aos irmãos da Interlink Brasil (http://www.interlink.org.br ); ao irmãos Arames deBarros, Coordenador de Marketing/Publicações, lembrando da boa vontade em suprir o campo missionário pelo pastor James Victo Cardoo – já com o Senhor e todos os demais irmãos. Também deixamos nosso agradecimento a Missão Filadelfia – São Paulo, sob a direção do Dr Gamelim que nos ajudou a trazer os materiais até a fronteira do Brasil com Bolívia.
Quero deixar aqui minha palavra de ânimo a todo colaborador, intercessor dessas missões citadas acima e aqueles que participam no nosso trabalho. Sigamos em frente, pois há muito o que fazer. Os campos estão brancos para a ceifa e não devemos baixar nossas mãos.
Deus abençoe a todos
Pastor Peniel Nogueira Dourado
Santa Cruz de la Sierra – Bolívia
17 de novembre de 2011
Estamos aqui na Bolívia já faz alguns anos. Quando recém chegamos aqui, meu esposo tinha conseguido algumas caixas de folheto e começamos a evangelizar. Com o passar do tempo, Deus tem aberto inúmeras portas para continuarmos realizando o evangelismo com folheto. Aqui na Bolívia tem muitos lugares que vendem roupas, comidas, tudo isso na rua e são chamadas de feiras. Feira Cumavi (roupa usada), nova feira, e outros lugares. Pessoas de diversos lugares vão ali. Como no supermercado é mais caro, alguns preferem fazer compras de verduras, carne e demais coisas ali.
Íamos evangelizar com o desejo de ganhar almas e queríamos ver logo isso(…rs..) Tivemos contato com alguns, mas muitos não queriam compromisso. Antes de ganharmos a Bolivia para Cristo, primeiramente, Deus tem trabalhado conosco.
Primeiramente com o meu esposo e depois comigo. Eu queria ver logo o resultado, mas para o desanimo não me abater sempre buscava força em Deus.
Me agarrei na promessa de Mateus 28:20 “ eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”
Sem a ajuda de Deus, o que seria de nós?!. Deus tem nos mandado pra cá, disso temos plena certeza e Ele está conosco.
Sempre acompanho meu esposo nos trabalhos. Visita, evangelismo, etc. Participo nos trabalhos e procuro ter o mesmo animo que ele. Desde que me casei, dizia ao Senhor: “Não quero viver na sombra de meu esposo, quero ter uma vida Contigo e não ficar atrás dele e sim ao lado colaborando, talvez eu não faça a mesma coisa que meu esposo faz, mas quero ter a mesma visão. ”
Mas com o passar do tempo, minhas forças iam diminuindo… Um dia, evangelizando na feira, vi meu esposo entregando folheto para as pessoas e veio uma inquietação no meu coração. Disse ao Senhor em espírito : “Senhor, Peniel pregava tanto na igreja, tínhamos programa de radio no Paraguay e era uma benção, e agora estamos aqui entregando folheto? ”
Me sentia como se estivesse regredindo, ao em vez de avançar, andar para trás.. Tinha em meu coração como se eu estivesse certa…
Animei meu esposo em fazermos trabalho de televisão ou radio, mas as portas não tem se aberto. Já ouvi vários testemunhos de salvação, através de um folheto, mas eu achava que era exceção. Tinhamos muito desejo de fazermos cruzada na rua, mas ate mesmo isso Deus tem fechado as portas.
O cunhado do meu esposo tem vindo algumas vezes nos ajudar, ele é muito animado com esse trabalho de evangelismo com folheto. Ele tem animado muito meu esposo. Quando os dois carimbavam folhetos diziam que sentiam como se estivesse pregando para multidões.
Um dia entrei em meu quarto, com o coração angustiado e de joelhos disse ao Senhor: “Senhor se estou errada, me mostre a tua vontade. Não consigo ter esse mesmo animo que o Peniel tem, não quero ficar para traz, quero seguir essa caminhada juntos, com a mesma visão.”
Deus me faz ler Romanos 1:16 “ Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”
Tinha lido inúmeras vezes esse versículo, mas aquele dia foi diferente, era como se alguém acendesse a lâmpada para eu enxergar. Entendi perfeitamente o recado do Senhor para mim. Como é maravilhoso saber que sirvo a um Deus vivo e que responde nossas perguntas. Deus me dizia fortemente ao meu coração que o evangelho tem PODER, seja pregado pela radio, televisão, mensagens por celular , folheto, etc. É o evangelho que transforma as vidas.
Eu me prendia em métodos, de como alcançar as pessoas, métodos que tinham em minha mente, existem métodos muito bom, mas o importante é fazer a vontade do Senhor. Comecei a valorizar o trabalho de evangelismo com folhetos. Tenho lançado a semente, crendo que a palavra não volta vazia.
Estive lendo um livro, acerca de como o Espirito Santo trabalha nas vidas e fiquei impactada com um testemunho. Certo irmão foi entregar um folheto para um senhor dizendo: “Leia o que está escrito neste folheto e sua vida será transformada”
O senhor olhou bem pra cara dele e disse: “Eu não preciso disso!!! ” e rasgou na frente dele, colocou no bolso e foi embora…
Quando esse senhor chegou na casa dele, ficou incomodado do por que o rapaz que entregou o folheto não disse nada, se sentiu mal pelo que fez, pegou os pedaços que rasgou e começou a colar. Ao ler mais tarde, sua vida realmente foi transformada!!! Gloria a Deus. É o Espirito Santo quem faz a obra, tenho descansado NELE. Nosso trabalho sem o operar do Espirito Santo, seria em vão.
Tínhamos um desejo muito forte de fazermos cruzada, com um grupo de louvor, caixa de som e tal. Mas Deus tem aberto outra porta. Conhecemos um irmão que usa megafone, e conseguimos facilmente um, assim começamos a usar também o megafone. Tem sido bom porque é fácil de carregar e tem entrada pra colocar hinos.
Meu esposo sempre me dizia: “Podemos pregar todos os dias com o megafone, mas cruzada seria algumas vezes no ano.”
Não tem coisa melhor que fazermos a vontade do Senhor. Conhecemos irmãos que fazem outro tipo de trabalho e Deus tem abençoado eles. Evangelistas que fazem cruzadas e Deus abre as portas, pois é o que Deus quer que eles façam. Estamos continuando o evangelismo com folhetos e megafone, ate onde Deus mandar fazer. E tem sido uma benção, muitos irmãos tem se levantado a fazer também. Se aumentar o grupo, o alcance é maior e o numero de salvação de almas aumenta. E o numero de pessoas pro inferno diminui !!! Aleluia !!!
Senhora boliviana e Mina
Para um missionário é muito importante ter comunhão com Deus. Se não ouvirmos a voz de Deus, vamos começar a ouvir a voz do inimigo e o que o inimigo quer é calar nossa boca, para não pregarmos e assim almas não serem salvas. E vai começando aos poucos, tribulação daqui, dali e se ainda assim não desanimar-nos, ataca nossa mente. Mas louvado seja o Senhor que nos alerta através do Espirito Santo.
Deixo um versículo:
Romanos 8:26. “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. “
Pastor Peniel e Mina – 2006 região de Roboré – Bolívia
No poste anterior colocamos alguns testemunhos sobre finança no campo missionário – nossas experiências propriamente dita. Nem todos os testemunhos estão em ordem. Creio que deveria ter colocado, mas não fiz. Mas o que verdadeiramente importa é que seguimos no mesmo propósito de dizer que felizes são aqueles que confiam no Senhor. O desejo ardente do meu coração é seguir neste alvo.
06 setembro de 2006 – Puerto Suarez
(resumo)
Queria muito comprar algumas cadeiras para as reuniões. Três dias atrás fizemos nossa primeira Santa Ceia aqui em Bolívia. Tínhamos apenas duas cadeiras, uma para mim e outra para Mina. Usamos de mesa uma caixa de isopor que era nossa geladeira provisória. Ficamos vários dias sem geladeira e não era fácil todos os dias comprar gelo para manter nossa pequena caixa de isopor . Mas agora a caixa de isopor é nossa mesa para a Santa Ceia. Sobre nossa mesa improvisada coloquei os dois copos, esses de extrato de tomate. Dentro de uma bandeja coloquei duas rodelas de pão. As duas cadeiras ao redor da caixa de isopor, os dois cálices ( copo que vem os extratos de tomate) e as duas rodelas de pão. Mina olhou e começou a ri daquela Santa Ceia um tanto não convencional. É, não é fácil. Domingo, dia 03 de setembro nossa igreja no Paraguai reúne-se quase duzentas pessoas. Aqui mesmo as igrejas tão cheias e nós aqui com apenas dois participantes.
Escutei de outros missionária que a falta maior não é da família no campo missionário, pois se você é casado sua família no campo te completa e os parentes tem seu lugar, mas o missionário sofre muito pela ausência da igreja. Aprendi que você deve ter sua vida familiar estando no campo ou não. Casou, deve viver a vida com marido, esposa e filhos. Não estou falando de isolar os demais parentes, nada disso, mas buscar completar-se com a família que você está estruturando e é responsável. Acredito ser a coisa mais ridícula um missionário (a) casado (a) abandonar o campo com saudade do papai ou da mamãe.
Mas, ali nós éramos a igreja. Eu e Mina, a igreja de Cristo. Propusemos assumir o trabalho em todas as formas e tragar todas as copas amargas que oferecia. E vou dizer uma coisa: Fazer uma Santa Ceia para dois não é nada gostoso, pois sempre pensamos na “casa cheia” o grande dia de Santa Ceia em nossa igrejas, mas no nosso caso era eu e Mina. Decidimos fazer nossas reuniões e não chamar ninguém de outra igreja. Ao encontrar algum irmão não fazíamos convites para nossas reuniões de oração. Decidimos não visitar nenhuma igreja se não fossemos chamados. E diante de um convite nunca desmarcar a importante reunião de nossa pequena igreja ( eu e Mina ) para atender um convite de outra igreja, nem que me esperasse mil membros.
Eu e Mina tomamos a decisão de beber do cálice amargo que o campo missionário oferecia. Eu vi muitos missionários chegarem querendo abrir uma igreja e não querer beber desse cálice. O primeiro passo que tomam é visitar igrejas, fazer reuniões com membros de outros igrejas e etc. Depois de ganhar confiança sair convidando. E vou falar uma coisa, tivemos até instrução de “pastores experientes” a fazer isso mesmo. Que ridículo! Mas o Senhor dará a cada um segunda as suas obras.
Mas, tivemos o grande desejo de comprar mais cadeiras, mesmo que sabemos que não vamos ficar aqui em Puerto Suarez. Eu não tinha dinheiro para comprar e novamente nós nos entregamos a oração por cadeiras. Dias depois fomos à internet e recebemos uma oferta para comprar uma 30 cadeiras. Glória a Deus! Nós glorificamos ao Senhor porque vemos a mão dEle em todas as coisas.
24 de janeiro de 2007 – Pedro Juan Caballero – Paraguay
Nasce nossa filha DEBORAH YUIKO ASHIZAWA NOGUEIRA. Meus pais e minha sogra ficaram preocupados por ser nossa primeira
Deborah em seus primeiros momentos
filha e resolveram nos buscar. A principio não queria ir e estávamos nos acostumando com a ideia de ser boliviana, mas consideramos a situação, o fato de sermos marinheiros de primeira viagem, a preocupação dos nossos parentes e etc. Bem, dia 15 de janeiro meu pai fez uma viagem de 700 quilômetros de Pedro Juan Caballero até Puerto Suarez onde morávamos.
Havia preocupação em relação a pagar o parto, pois no Paraguai tudo é pago. Eu tinha que pagar hospital e outros gastos mais. Eu havia reservado um dinheiro, mas também era o dinheiro do nosso aluguel e gastos por uns três meses na Bolívia. Mas, fazer o que? Deborah nasceu, peguei tudo o que tinha e dei na secretaria do hospital San Lucas em Pedro Juan Caballero. Eu havia gastado com hospital e outros gastos mais, mais ou menos uns R$ 1300 Reais. Na tarde que tínhamos que sair do hospital veio um irmão e nos deu R$50 reais. Outro nos deu 150 reais. Meu cunhado me deu um fardo tão grande de fraudas que achei ser exagero, mas ele disse que sabia bem o que estava me dando, pois o filho dele havia nascido a pouco tempo. E seguimos recebendo ofertas e eu só coloca em meu bolso. Nem olhava para direito para o dinheiro que recebia. Bem, quando chegamos em casa fui ver quanto havia recebido. Eu tinha R$ 1300 reais!!!! Deus me deu novamente a mesma quantia que havia gastado. Glória a Deus!
Diante de nós estava o desafio de ir a Bolívia com tão pouco recurso, sem apoio, sem uma garantia, mas situações como esta nos fortalece, nos impulsiona com nos lançar e confiar no Senhor.
06 de maio de 2007 – Santa Cruz de la Sierra
Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem
No dia 27 de abril de 2007 embarcamos no trem em direção a Santa Cruz de la Sierra. Deixamos para trás a cidade de Puerto Suarez onde ficamos por oito meses. Nós estivemos sete meses orando por uma casa em Santa Cruz de la Sierra. Assim como Deus nos deu a casa de Puerto Suarez também clamamos ao Senhor por uma casa em Santa Cruz.
Quando senti que deveria ir a Santa Cruz de la Sierra deixei Mina com Deborah em Puerto Suarez e fui a Santa Cruz em busca de uma casa. Não era fácil andar na cidade sem ter ninguém para ajudar. Errava os ônibus urbanos, não entendia o formato da cidade que é em forma circular, e isso passei muito tempo sem entender. Andando perto de um mercado que está no 3º anel, o mercado Mutualista, vi muitas casas para vender. Peguei o número de várias casas e explicava minha situação. Que ao menos alugasse a casa por três meses até conseguir outra. Bem, em meio as ligações conhecer um senhor que se dizia cristão, membro de uma igreja evangélica chamada Maranata. Ele me disse que a casa estava em venda e que só ia entregar a casa três meses depois e que tranquilamente me alugaria. Ele se mostrava alegre e dizia que estava feliz por ajudar um missionário e que também eu estaria ajudando ele.
Diante de tamanha alegria eu fiquei convicto que realmente era aquela casa. Perguntei se ele queria o dinheiro, mas ele me disse pra pagar quando chegasse com a mudança. Desta forma, voltei para Puerto Suarez, coloquei tudo que tinha em caixas, entreguei a casa em que morávamos e viemos para Santa Cruz de la Sierra. Chegamos no conhecido Bimodal de Santa Cruz de la Sierra, terminal de trem e de ônibus, exaustos da viagem. Mina estava com Deborah no colo com apenas três meses e três dias. Queria muito chegar em nossa casa, montar nossa cama e dormir, mas quando liguei para o proprietário pedindo a chave ele me disse que não ia mais me entregar a casa porque resolveu fazer negócio com ela. A casa não tinha documento, mas alguem resolveu comprar assim mesmo. Eu fiquei sem saber o que fazer. Olhava para Mina, Deborah e, o que fazer? Não tínhamos conhecidos em Santa Cruz. Olhava para a multidão andando de um lado para outro e só vinha a pergunta: O que fazer? – “ Meu senhor, não seja irresponsável. Estou com minha filha de três meses e toda minha mudança no três, não faça isso!.” A resposta que tive daquele suposto cristão foi: “No me conviene.” ( Não me convem )
Aquilo parecia um pesadelo. Buscamos um banco, sentamos e tentamos ver o que fazer. Lembrei do pastor Gesser, um missionário da Igreja Quadrangular que havia conhecido na fronteira quando estávamos na casa do pastor Roberto Peralta. Expliquei minha situação e ele me disse eu poderia ir para sua casa, mas que não havia lugar para minhas coisas, pois a casa era muito apertada. Bem, essa foi a solução para o momento.
Toda nossa mudança ficou no depósito do trem e isso me deixava preocupado. Na realidade resolvi apagar isso da minha mente e resolver um problema de cada vez. Meu primeiro problema agora era ter uma casa e depois resolveria o segundo problema que era retirar minha mudança. Mina ficava na casa do pastor Gesse enquanto eu buscava casa todo dia. Era uma loucura buscar casa sem conhecer nada. Me perdia pela cidade, errava os ônibus, era uma benção! Além disso, eu não tinha dinheiro suficiente para alugar uma casa independente. Eu tinha U$ 100 dólares para o aluguel, mas este valor é para um pequeno quarto. Sai várias vezes com o pastor Gesse e ele me mostrou o que eu poderia alugar com 100 dólares. Meu Jesus! Era desastroso. Pelo menos o pastor Gesse era mais realista que eu.
Nossa primeira casa em Santa Cruz de la Sierra
Os dias passaram e buscando no jornal encontrei uma casa pelo jornal. Na realidade não era uma casa, era uma edícula. Pelo menos era numa região central, a duas quadras do 2º anel. Entramos naquele lugar que estava bem sujo, desprotegido e não cabiam nossas coisas. As cadeiras e algumas caixas ficavam do lado de fora e eu orava para não chover e molhar tudo. O banheiro estava tudo entupido, vaso e pia. Quando Mina abriu o chuveiro para colocar água na banheira e dar um banho na Deborah e saiu uma água preta, tinha mais terra que água. Parece exagero, meu querido, mas não é. Acho os canos estavam completamente enferrujados. A única pia para lavar roupa e louça ficava do lado de fora numa situação precária. Bem, este era o lugar que eu podia pagar, mas pelo menos era o nosso lugar.
Perturbados com a situação? Negativo. Não foi fácil, mas havia paz em nosso coração. Deus agia anestesiando nossos nervos e não deixando ver a situação presente como algo desanimador, mas derramava paz em nosso coração. Um dia, indo a um mercado perto de nossa casa Mina me disse que queria uma casa onde nosso quarto fosse em cima e pudéssemos fazer as reuniões em baixo. Eu disse que seria um pouco difícil, pois uma casa assim custa uns 400 dólares e eu só tinha 100 dólares para dar em um aluguel.
Bem, sabendo que não tinha condições de ficar naquela casa começamos a orar pedindo a Deus uma casa onde realmente podíamos morar e fazer o trabalho. Encontrei uma desocupada que estava a venda. Perguntei se não alugava temporalmente, mas a proprietária disse que já estava negociada, mas que tinha outra. Ela veio onde eu estava e me levou para mostrar. Era uma casa de dois andares, com um quarto em cima e um lugar muito bom para reunirmos em baixo. Do lado, um quintal muito bom com um abacateiro frondoso. Eu fiquei quieto, mas para mim o aluguel seria uns 300 dolares. Eu virei para a proprietária e perguntei o preço. Ele me disse que alugava por 120 dolares. Eu me controlei, não mostrei interesse, olhei para as paredes que precisavam ser pintadas e disse: Mas, é preciso pagar a garantia? A mulher me disse que não. Era só pagar os 120 dolares e entrar. Fechei negocio na hora!!!
Já havia pagado o aluguel da outra casa. Gastei 100 dólares para entrar naqueles dois quartinhos sujos e sem condições de uso. [Coloquei uma foto acima e até parece em bom estado..rs..] Mas você acha que vou reclamar? Eu não!! E nem perdi tempo em ir atrás porque sabia que não iam me devolver.
Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra – Bolívia
Uma vez dentro da casa nova nós agradecemos ao Senhor. Lembramos de um detalhe muito especial A proprietária nos disse que a casa estava sete meses fechada e que ele não conseguia alugar. E nós estávamos com sete meses orando por uma casa. Bem, passamos pelas lutas, mas a nossa casa estava guardada pelo Senhor. Gloria a Deus!!!!
Dezembro de 2008 – Santa Cruz de la Sierra
(resumo)
No dia 24 de dezembro passou algo muito interessante. Meu cunhado Ebenezer e minha irmã Rebeca vieram para nos ajudar por alguns dias no trabalho. Trouxeram o irmão Marcos da cidade de Pedro Juan Caballero. No dia 24 nós não tínhamos dinheiro para comprar nem um quilo de arroz. Marcos que cozinha muito bem foi até nossa cozinha olha o que poderia fazer e, realmente, não tínhamos nada.
Na realidade, havia um pouco de arroz, umas batatas, mas comer arroz com batata na véspera de natal é complicado. Longe de mim reclamar do arrozinho com batata e sabendo da perícia do irmão Marcos na cozinha até penso que ele faria proezas com aquele arroz e batata. Mas, eu estava para receber algum dinheiro naqueles dias, Ebenezer também, mas a questão é que precisávamos para aquele dia, para aquele momento e não tínhamos. Contas de bancos foram revisadas, e-mails na esperança de alguém na última hora enviar alguma ajuda, bolsos foram revistados, mas nada.
Aprendi na prática o que havia ouvido algumas vezes por outros missionários, que o final de ano é o tempo mais difícil para missionário. Todo mundo pensa em gastar, vestir-se muito bem, comer do melhor e quase ninguém pensa em enviar aquela oferta missionária. A mais dura realidade é que aqueles que nos ajudam periodicamente justo nesta época resolve falhar. Afinal de contas, fim de ano sempre vem com muito gastos. Mas tudo bem. Agradeço a Deus por aqueles que o Senhor tem colocado em nosso caminho e tem tomado esta Obra como sua.
Mas, no memento nós ríamos da situação. Ninguém estava triste, de forma alguma. Sentamos nas cadeiras e ficamos pensando no que fazer. A ideia era sair ao evangelismo e a noite fazer aquele prato de arroz com batata. (…rs…)
Ainda estávamos pensando como seria nossa janta para o dia 24 de dezembro quando alguém bateu em nossa porta. Um irmão que trabalha numa fábrica de abater frango veio com um frango nas mãos. O irmão entregou, nós agradecemos e ele foi embora. Ficamos olhando para aquele frango e realmente não pensei que ia valorizar tanto um frango assim. Era um Big frango!!
Mais tarde o irmão Marvin ligou e perguntou se podia jantar conosco. Bem, a noite ele trouxe alguns complementos, refrigerante e nossa janta do dia 24 de dezembro foi bem completa. Marcos fez aquele franco com batata… e arroz. Nós mais uma vez agradecemos a Deus pela provisão.
Parece tão simples, em tudo vemos a mãos do Senhor agindo ao nosso favor. Glória a Deus!!!
01 janeiro de 2009 – Santa Cruz de la Sierra
(resumo)
Estava chegando a noite e fui olhar se havia leite para Deborah. Quando abri a lata vi que não tinha mais nada de leite. O pior que não tinha mais nada de dinheiro e nem tinha previsão de receber de lugar algum. Fiquei olhando para aquela lada e eu disse ao Senhor naquele momento que a provisão já havia sido enviada, eu sabia que já, mas quem estava com a provisão estava retendo. Esta foi a confiança que veio ao meu coração. Na realidade, era o Senhor falando ao meu coração.
São situações como esta que abate tua fé. Alguém pode dizer que não, e realmente não é pra abater, mas te abate. Quando Deus faz tanta maravilhas ao seu favor, quando você se move em confiança e um belo dia você se ver sem saída. Antes de vir ao campo missionário muitas vezes em seu trabalho, aquele dinheiro seguro, o emprego e etc, e agora você não tem nada disso e dependo do mover de Deus e chega o momento da necessidade. Voce diz: Deus, socorre-me! Mas, naquele momento você não tem resposta.
Sabe o que sustenta? É você ter a plena confiança que Deus te trouxe a este lugar. É saber que eu estou aqui porque Deus me colocou aqui. É ter a consciência que pela causa de Cristo outros morreram e você agora passa necessidade. Voce pensa em tudo isso e busca força.
É bem fácil escrever depois de uma tormenta. Descrever a tormenta…. mas viver a tormenta e sobreviver para escrever algo depois é que é difícil. Eu não podia colocar culpa em ninguém. Não podia colocar culta na minha igreja, no pastor, na Secretaria de Missão, em ninguém pelo simples fato de nenhuma dessas ter me enviado a Bolívia. Eu vim aqui porque Deus me trouxe aqui. Deus disse: VAI! E eu decidi obedecer. Fiz, faço e vou continuar fazendo a Sua vontade em Nome de Jesus. Sabe, tenho agradecido a Deus por estar nessa situação e não estar jogando culpa de um lado para outro nem sobre ninguém.
Mas, eu saí de casa com Mina pra ver se havia algo na minha conta. Fomos num caixa eletrônico perto de casa e não havia nada. Quando cheguei em nossa casa Mina me disse que andava de cabeça baixa na esperança de achar alguém dinheiro perdido, alguma nota pelo chão. Fiquei olhando e pensando na simplicidade da Mina, pois afinal de contas de algum lugar deveria vir nosso dinheiro, nem que fosse de alguém que o tenha perdido. Creio que isso pode acontecer e já aconteceu comigo, mas não foi dessa vez.
Fomos a geladeira, havia um pouco de leite. Completamos com água, fervemos e colocamos na mamadeira. Nossa filha tinha um ano e nove meses e ainda tomava aquela mamadeira para dormir. E se não toma começa a chorar até o leite sair de algum lugar. Quem é pai sabe bem o que é isso.
Naquele dia Deborah tomou o último resto de leite que tinha na geladeira. E não era só leita que faltava, mas nós não tínhamos mais nada pra comer. Parece que quando algo falta tudo resolve faltar ao mesmo tempo. No outro dia eu recebo uma mensagem. Meu irmão Tiago me diz que um determinado irmão de nossa igreja no Paraguai deu uma quantia de oferta para a construção da igreja no Paraguai e meu pai enviaria o dízimo. Na realidade, meu pai já estava com o dinheiro, mas surgiu alguns problemas e não fez o deposito. Eu corri na internet e mandei a mensagem – “Avisa para mandar o quanto antes a benção, porque o último ovo nós comemos ontem!”.
Bem, naquele dia retirei de minha conta mais de B$ 2000 Pesos Bolivianos ( aprox. U$ 280 dólares). Quando volto para casa lembrei do que o Senhor havia falado ao meu coração – “Alguém está com o recurso, mas esta retendo”. Essas são as provas que passamos e seguimos glorificando o Senhor.
— de março de 2009 – Santa Cruz de la Sierra
Desde o começo deste ano tenho estado preocupado com nossas documentações. Precisava no mínimo 1500 dólares para pagar o meu visto e da Mina; o valor do visto, das documentações e das multas. Sabe o que é olhar para a finança e ver que até o pão estamos comendo com dificuldade e ter que conseguir 1500 dólares para dar para Migração? Realmente era desanimador e desesperante a situação.
O antídoto que temei contra o veneno foi inundar meu coração com o fato de que Deus nos trouxe a este lugar. Começava a meditar sobre isso e falava com minha esposa. Pensava no fato de ser pai e nunca deixaria minha filha estar chorando de fome se a hora da comida chegou sem que a desse algo para comer. Realmente, eu nuca faria isso! Alguém seria capaz de fazer isso? Mas, relembrar o que Deus já havia feito, as promessas, as orientações e tudo mais nos dava fortalecimento.
Um dia levantei pela madrugada. Estava muito preocupado. Entreguei minha causa ao Senhor. Repreendi o que impedia a benção.
Meu cunhado Ebenezer e minha irmã Rebeca na Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra
Isso mesmo que comecei a fazer, repreender aquela situação adversa. Veio ao meu coração uma paz muito grande. Um verdadeiro calmante dos céus. Quando foi a internet uma irmã de Brasília me escreve dizendo que havia depositado 500 Reais para me ajudar com o documento. Depois ela escreve novamente dizendo que sua irmã também mandou 300 Reais. Outra irmã me escreveu pedindo oração dizendo que se vendesse um terreno me enviaria 1000 Reais de oferta. Bem, eu e Mina começamos a orar e tempos depois estavam os 1000 reais em nossa conta. Meu cunhado, o pastor Ebenezer, passando por uma pequena cidade no Brasil durante uma viagem viu alguns doces. Teve a ideia de comprar e vender para amigos e irmãos da igreja. Ele comprou cada vazo de doce por R$10,00 Reais e vendia a R$30,00 e R$ 40,00 Reais, dependendo do freguês. Claro, o pessoal sabia que era para ajudar a missão. Bem, dias depois Ebenezer estava depositando em minha conta mais de R$1000 Reais para nos ajudar. E seguimos recebendo ofertas. Parentes enviaram ofertas, irmãos enviando quantias diversas. Isso aconteceu tudo em poucos dias e nisso eu vi a mão provedora do Senhor.
No final das contas, recebemos mais que suficiente para pagar o visto. Levei o dinheiro a Migração Boliviana e paguei o visto, e sobrou dinheiro. Claro que o nome sobrar é muito forte, pois na realidade, eu paguei o visto e se eu tivesse recebido apenas o 1500 dólares ficaria sem nada para me manter, mas Deus mandou para o aluguel, a água, a luz, a comida e etc. Deus estava no controle de tudo!
— julho de 2009 – Santa Cruz de la Sierra
Pastor Peniel e pastor Clebes Sanches em frente a Base de Apoio
No começo deste ano eu estive conversando com Mina sobre trabalharmos com mais força no que é o evangelismo. Temos visto a necessidade e é muito grande. Falei com Mina em trazermos mais materiais em Bolívia para suprir nossos projetos de trabalho e ajudar outros missionários. Mina estava estendendo as roupas no varal e escutava o que eu dizia. Ela parou e me disse que seria um pouco complicado, pois nós estávamos passando dificuldades financeiras sem nos mover muito, imagino se começasse a trabalhar com literatura. Tudo é dinheiro e não tínhamos de onde tirar. Eu disse que se fosse da vontade do Senhor ele supriria nossa necessidade e enviaria pessoas dentro de nossa casa para manter o trabalho. Parecia algo ousado, mas resolvemos fazer. Pensava no gasto com frete, viagem e, a realidade que tudo é dinheiro, mas olhávamos para o que Deus nos impulsionava e nossa decisão era confiar no Senhor.
Como resposta e sem demorar muito, Deus envia a nossa casa do pastor Clebes, pastor da Assembleia de Deus Missão na cidade de Dourados – MS. Pastor Clebes veio com o pastor Ebenezer, meu cunhado e minha irmã Rebeca que sempre estão nos ajudando aqui em Bolívia. Eles me avisaram que estavam chegando e eu queria ir na ferroviária espera-los, mas realmente não tinha dinheiro. Olhei na geladeira e não tinha nada pra servir no café da manhã. Busquei as moedas para comprar algum pão e nada. Então, fiquei na minha sala pensando nessa situação. Visita chegando em minha casa e eu não tinha nem pra mim, quanto mais para eles. Bateram na porta e era Ebenezer com os demais fazendo a maior bagunça, sempre em ritmo de festa. Entraram, oramos agradecendo a viagem e já falaram no café. Eu não tinha o que dizer e fiquei balbuciando pelos cantos. Ebenezer abriu minha geladeira e disse: Senhor! Isso aqui está parecendo uma piscina – só tem água! Então ele virou e me deu uma oferta. Veio o pastor Clebes e me deu mais uma oferta. Bem, tudo chegava aos R$ 500 reais. Glória a Deus! Fomos no mercado, compramos pão, leite e o que era necessário para o café e para o almoço.
Pastor Clebes ficou conosco alguns dias, saiu ao evangelismo, conheceu um pouco da Santa Cruz de la Sierra. Dias antes de sair ele me disse que o Senhor estava incomodando ele já alguns dias para nos ajudar. A partir daquele mês sua igreja seria contribuinte no trabalho que fazemos em Bolívia.
Pastor Clebes voltou ao Brasil e dias depois a irmã Neide veio a nossa casa. Ela trabalhava com uma dentista que é boliviana residente
Irmã Neide, Mina e Deborah
na cidade de Cárceres, MT. A filha da dentista precisou de tratamento e eles vieram a Santa Cruz de la Sierra. A irmã Neide como nos conhecia a muito tempo e sabendo que estávamos aqui hospedou-se em minha casa. De igual forma saiu ao evangelismo conosco, foi até Cochabamba fazer um trabalho nas feiras. Dias antes de sair disse que estaria nos ajudando no trabalho, que podíamos contar com sua oferta mensamente.
Eu lembrei a Mina o que havíamos dito no começo do ano, que Deus enviaria mantenedores para o trabalho aqui mesmo, dentro de nossa casa. E ELE fez! O Senhor é o nosso provedor.
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Mina e Deborah – Bandeira de Santa Cruz de la Sierra
Os testemunhos abaixo estão em meu diário pessoal, costume que iniciei no ano de 2002. Os testemunhos que inseri são do meu primeiro caderno. Posteriormente vou transcrever os demais testemunhos que estão nos diários mais atuais. Estes são apenas alguns testemunhos sobre nossa finança no campo missionário. Espero que seja de edificação. Um grande abraco. – Pastor Peniel Nogueira Dourado
27 de junho de 2006 Pedro Juan Caballero – Paraguai
Havia posto a data de 24 de março de 2006 para sairmos do Paraguai, cidade de Pedro Juan Caballero, para Quijarro, Bolívia. Meu pai decidiu comprar meu carro e eu tomei a decisão usar o dinheiro no que for necessário para ir a Bolívia. Mas, eu tinha dívidas pendentes e quando ele me deu a primeira parte foi para pagar essas dívidas. Bem, no final de tudo acabamos sem dinheiro novamente. Realmente foi uma prova.
A questão é que da época que o Senhor me falou para ir até concretizar-se foi teve um tempo, tempo em que eu não queria tomar uma decisão concreta. Então todas as portas se fecharam, problemas financeiros e etc. Fiquei sem nenhum recurso e orava até que o Senhor nos disse: “Faz as malas que EU mando o dinheiro”. E começamos a fazer as malas sem dinheiro pra nada.
Bem, levamos nossos dois guarda-roupas para vender para usar o dinheiro para a gasolina. Mas a compradora só tinha a metade do dinheiro. Eu fiz os cálculos e ainda não era suficiente para chegarmos a fronteira. Deus nos mandou a Bolívia e queria ir a Bolívia, ao menos até a fronteira. Depois de tentar várias portas eu me vi andando pelas ruas, no meu carro, que já havia vendido ao meu pai. Andava sem saber mais o que fazer. Veio aquela voz ao meu coração, voz que seu de quem é: “VAI AO BANCO”. Eu havia recebido umas ofertas de umas igrejas para nos ajudar no serviço missionário no Paraguai, mas já fazia muito tempo que não recebia nada. Quando cheguei havia R$ 133,00 Reais em minha conta. Eu saltei de alegria glorificando ao Senhor. Entrei no carro alegre, glorificando e exaltando o Senhor. Fiz novamente o cálculo e dava para colocar gasolina e sobrava uns R$ 10,00 Reais para comprar alguma coisa. Eu disse a Mina que íamos comprar um saco de coquito, uma bolacha bem dura vendida no Paraguai e que levaríamos água para comer com a bolacha. Isso não foi brincadeira, nós íamos fazer mesmo. Já estava tudo certo e tudo que nós queríamos fazer era chegar ao menos na fronteira.
Parecia uma grande prova: Deus falando para eu ir a Bolívia e tendo toda essa dificuldade na área financeira. Parecia uma maratona e que o importante era chegar ao alvo. O nosso era chegar ao menos a fronteira com Bolívia. Bem, além de toda dificuldade financeira Mina estava aproximadamente no seu segundo mês de gestação. Mas, sabe, é interessante como não pensávamos nas dificuldades, pois colocávamos os olhos em fazer a vontade do Senhor.
Não vou dizer que não estava preocupado, pois estava bem preocupado. Mas também estava muito feliz, pois mesmo com tão pouco
Peniel e Deborah
recurso já poderíamos chegar a Bolívia. E no mesmo momento que estava a porta do banco Bradesco da cidade de Ponta Porã me alegrando no Senhor meu pai me liga e diz pra eu ir a sua casa. Eu sai correndo pra contar a benção. Sabia que ele ia ficar bem preocupado em saber que eu tinha o dinheiro para gasolina e que praticamente não teria quase nada para viajar. Mas, quando cheguei e contei o que aconteceu meu pai entrou no quarto e veio com um envelope. Dentro havia R$ 450,00 Reais. Ele me disse: Um irmão passou aqui e deixou essa oferta para te ajudar na viagem.
Agora eu tinha mais que suficiente para chegar a fronteira com Bolívia. Com certeza aquele dinheiro não supriria toda minha necessidade, mas recebi mais que dinheiro. Mais uma vez o Senhor me mostrou que é o provedor de todas as coisas.
AGOSTO de 2006 – Puerto Suarez
Chegamos em Quijarro, cidade fronteiriça da Bolívia. No Brasil, apenas 4 quilômetros temos a cidade de Corumbá. Em Quijarro ficamos na casa do pastor Roberto Peralta da Igreja Quadrandular. Fomos muito bem recebidos e foi uma grande ajuda encontrar o pastor Roberto e ter todo aquele apoio.
Começamos buscar casa em Quijarro. Fomos de um lado e outro e parecia impossível encontrar uma casa para alugar. Os alugueis caro e as casas não eram boas. Em um determinado momento Mina me diz que Deus tem aberto as portas quando oramos e não tínhamos orado ainda. Alí dentro do carro nós oramos e apresentamos nossa casa. Como já havíamos visto várias casas já ao menos sabíamos o que não queria para nós.
Resolvemos buscar em Puerto Suarez, uma cidade vizinha a 12 quilômetros da fronteira, porque em Quijarro estava muito difícil. Deus nos deu uma boa casa, com árvores ao redor, uma cozinha arejada e uma sala fresca. Pensamos nisto porque a região é muito quente. De agosto até fevereiro a temperatura fica entre 40 graus centígrados e muita vez chega aos 50 graus centígrados. Também não queríamos um proprietário para nos perturbar, pois já havíamos sido informados que muito gostam de perturbar os inquilinos. E Deus colocou o Sr. David em nosso caminho, um homem calmo e bem tranquilo. Vivia para seu trabalho e não havia perturbação pra nada.
Nossa primeira casa em Bolívia – Puerto Suarez
Paguei o aluguel e ficamos sem dinheiro. Havíamos vendido nossa mobília, mas o povo não tinha para nos dar. Pensei em várias possibilidades; pedir colchão emprestado de um, fogão de outro, panela de outro, mas isso realmente seria bem desconfortante. Voltamos a orar, clamar ao Senhor por solução. Veio o pensamento da possibilidade de alguém nos ajudar, pois vários conhecidos sabiam que nós estávamos indo a Bolívia em missão. Quando olhamos nossos e-mails havia ofertas de vários irmãos do Japão e até da Coreio do Sul. Enviaram U$ 150,00 dólares, outro 250 dólares, uma irmã da Coreia do sul envia mais 150 dólares e etc. Nunca havia recebido tanto dólares. E, mais uma vez, vimos a mãos do Senhor ao nosso favor.
Bem, saímos dali, retiramos o dinheiro e compramos nosso colchão, fogão, botijão de gás, algumas panelas e etc. O necessário nós já tínhamos; Deus havia providenciado.
Eu tenho sentido o que o povo no deserto sentei – O cuidado de Deus em providenciar tudo. E nosso alvo é nos manter fiel ao Senhor.
03 de outubro de 2007 – Santa Cruz de la Sierra
Meu irmão Dayan e sua esposa chegaram no começo de setembro e dia 01 de outubro voltaram ao Paraguai. Eles me trouxeram R$ 600 reais, dinheiro que estava em minha conta bancária, mas eu não podia retirar daqui de Santa Cruz de la Sierra.
Mas, eu tinha um resto do dinheiro do meu carro que havia guardado para nossas documentações. Não era suficiente, mas juntando tudo pensei que alcançasse. Bem, comecei os trâmites e o papel que recebemos da imigração nos fala um valor, sendo que é apenas 50% do que realmente deveríamos gastar, pois tem uma série de documentos mais que não estão inseridos. Eu consegui dar entrada no meu visto que, na época, se não estou enganado, custou uns U$ 1000 dólares. Eu não tinha o dinheiro para o visto da Mina, então fomos a oração.
Você sabe o que é ver os dias passando e ter que pagar essas documentações e não ter de onde tirar? Se vencesse a multa seria de
Pastor Bily Anderson e Deborah com alguns meses – Puerto Suarez
U$1,5 dolares por dia. Eu estava muito preocupado. Mas fomos aos pés do Senhor. Um pastor que veio em nossa casa, o pastor Billy Anderson, ficou sabendo de nossa situação e nos enviou 150 dólares. Outro pastor disse que nos enviava 200 dólares, uma oferta de sua esposa. Fiquei tão feliz, mas fazendo os cálculos do que tinha e o que havia recebido não era suficiente. Mas, quando fui a internet dizer ao pastor Billy Anderson que já havia retirado os 200 dólares tinha outro e-mail dele e me dizia que também sentiu de enviar, de sua própria parte, mais 300 dólares para nos ajudar. Glória a Deus!!!
Tudo no tempo certo. Sempre no tempo certo!!! Louvo ao Senhor por tudo que faz e que não nos desampara.
10 de novembro de 2007 – Santa Cruz de la Sierra
Chegamos hoje do Paraguai. Fomos para rever nossos familiares e agir algumas documentações necessárias. Mas, estávamos com tão pouco dinheiro, tudo muito apertado. Era necessário fazer a viagem não somente para rever nossos parentes, mas para solucionar um problema de banco.
Quando chegamos fomos ver nossos parentes. Mina foi na casa da mãe dela, eu fiquei vários dias pregando e também fomos ver nossos problemas de documentação e banco. Chegou o dia de voltar e não tínhamos dinheiro, mas meu cunhado disse que tinha uns Pesos Bolivianos e nos deu B$ 50 ( aproximadamente U$ 7 dólares ). Depois um irmão nos deu 50 reais, outro nos trouxe 150 dólares e seguimos recebemos ofertas. Bem, recebemos mais de 1000 reais e voltamos a Bolívia. Sabe o que me alegra? Nós não fizemos campanha para nada, não falamos de necessidade, nada mesmo. Deus moveu o coração do povo para nos ajudar.
19 de Dezembro de 2007 Santa Cruz de la Sierra
Fiquei completamente sem recurso. Não tinha dinheiro para nada e não sabia o que fazer. Fui na internet e enviei um e-mail para o meu pai pedindo 200 Reais emprestado. Fiquei tão mal com isso, não por pedir o dinheiro do meu pai, mas por me sentir tão impossibilitado de fazer algo. Se Deus me enviou, onde está a providencia? Esta era a voz que gritava dentro de mim.
Momentos como este você fica muito angustiado. O problema é que os 200 reais não dava para nada, pois tinha água atrasada, luz atrasada, nada de mercadoria na cozinha e aluguel por vencer. Um pacote completo e 200 reais não dá pra nada mesmo.
Quando mandei a mensagem meu pai disse que no outro dia enviaria o dinheiro. Já era umas 21:00 ( BO). Realmente, somente uma transferência para eu poder tirar naquele momento, mas passei tranquilidade para meu pai para não ficar preocupado. Eu não gosto de fazer essas coisas, afinal minha idade de 28 anos, casado e numa situação que eu tenho dito a todo mundo que Deus me colocou não tenho cara para jogar minha carga sobre outros, mesmo que seja meu pai. Bem, em casos extremos, saúde, ou algo que realmente vejo que é o extremo acredito que é para isso que existe família. E isso com limite. Mas, sempre pensei assim e tudo isso me angustiava.
Cheguei em casa pra dizer que no outro dia o dinheiro estaria em minha conta, mas Mina me diz que não havia o leite da Deborah. Aquilo me partiu o coração. Eu sai de casa dizendo que ia ver o que fazer. Sai na rua, olhava para um lado e outro e via que não tínhamos ninguém. Comecei a andar, dar voltas nos quarteirões sem saber o que fazer e para onde ir. Olhava as estrelas, o céu bem estrelado e via o poder de Deus. O mesmo Deus que um dia me disse pra estar em Bolívia e agora me via sem U$ 7 dólares para comprar o leite em pó que minha filha toma.
Enquanto eu andava veio o pensamento: “E se alguém enviou uma oferta pelo Western Union e você não sabe?” Que loucura – eu pensei. Mas, eu andava pelas ruas perto de minha casa e pensava nisso. Voltei e perguntei a Mina se alguém havia enviado algo no e-mail dele falando de oferta. Ela disse que algum tempo atrás umas amigas dele do Japão, da igreja do pastor Timóteo, um americano missionário no Japão, havia dito que queria mandar. Fomos a internet buscamos os e-mail antigos para ver se havia algum com o número de envio, mas não havia. Eu disse que já era tarde e que logo vão fechar uma farmácia perto de casa que tem um posto da Western Union.
Bem, para você receber algo por esses sistemas de envio internacionais, seja Western Union ou Money Gram você tem que saber quem enviou, quanto enviou e dar o número de giro. Caso contrário ninguém de paga nada. Mas, cheguei lá e disse que havia um giro para mim. Ele perguntou quem enviava e eu disse que era de uma igreja, mas que não haviam dito o nome. Expliquei que era missionário e como o moço já me havia recebido algumas vezes e se prontificou a buscar usando meu nome. Ele disse: Realmente, tem um giro aqui do Japão em seu nome, mas não posso pagar se você não tem a senha. Meu coração explodia de alegria e ao mesmo tempo fiquei sem saber o que fazer.
O moço me disse para ao menos dar o nome de quem envia. Eu ligo para Mina e perguntei o nome de alguém da igreja do pastor
Esq.: Pastor Peniel, Mina e Deborah. Dir.: Ebenzer e Rebeca
Timótio, alquém que trabalhava na secretaria da igreja. Ela me disse um nome de alguém, um nome japonês. O jovem disse que não era.
Comecei a orar – Senhor, tu me envias a benção e agora por causa desse número não vou receber. Toca no coração desse homem. Bem, do nada ele me disse: Olha, o envio está no seu nome. Mas o que me garante que é você mesmo são os dados que você não está me dando. Mas vou fazer isso, só esta vez. Então ele abriu o sistema e me disse: Não seria Fulano ( me deu um nome japonês) Eu respondi: ESSE MESMO!!!!! (…RS…)
Sai dali com 288 dólares nas mãos. Glóaria a Deus!!!!!!
Na mesma farmácia comprei o leita da Deborah. Quando cheguei com a lata de leite nas mãos Mina ficou assustada. Contei tudo e mais uma vez glorificamos o Senhor pela provisão.
Sonhei algo que realmente chamou minha atenção. Fui orar e o Senhor me mostrou que não foi um sonho qualquer, mas uma revelação do que está acontecendo. Resolvi postar postar aqui e vou buscar reler quantas vezes possível para não esquecer. Também estarei compartilhando quantas vezes possível, mesmo que alguns não queiram aceitar ou não compreenda. – “O coração deste povo está endurecido, E com os ouvidos ouviram pesadamente, E fecharam os olhos, Para que nunca com os olhos vejam, Nem com os ouvidos ouçam, Nem do coração entendam, E se convertam, E eu os cure” ( Atos 28:27)
Eu estava andando pela rua e encontrei um determinado obreiro, um pregador do evangelho. Ele estava em um carro convencível com uma mulher muito gorda. Me chamou a atenção o tamanho da mulher, a sua gordura; era uma mulher realmente bem gorda. Ela conduzia o carro e ocupava o seu acento e mais a metade. Era algo realmente fora do comum. Também observei que o homem, o pregador que eu conhecia, estava apaixonado por ela. Eu dizia: Por que anda com esta mulher? Esta não é sua mulher! Eu conhecia a verdadeira mulher do pregador e sabia que não era aquela sua esposa.
Quando cheguei a minha casa minha esposa Mina estava com Deborah. Minha casa era muito pequena com apenas três compartimentos. Então, a verdadeira mulher do pregador, a esposa dele entra em minha casa. Ela vem com seus filhos que ficam brincando com minha filha Deborah do lado de fora da pequena casa. A mulher se sentia desamparada, triste e estava desesperada. Enquanto aquela mulher contava como seu marido a havia desampara, outra mulher entra em minha casa contando a mesma história. Ela também era esposa de obreiro, um pegador, um ensinar da Palavra e a situação era a mesma.
No sonho eu ficava preocupado, pois aquelas mulheres não vinham somente contar seus problemas, mas elas queriam agora morar conosco. Eu e Mina olhávamos nossa pequena habitação e não sabíamos o que fazer. Eu olhava para as crianças lá fora, brincando em frente no pátio, não havia lugar para todo mundo dentro de nossa casa. Nós recebíamos aquelas mulheres com seu filhos, mas realmente ficávamos sem saber o que fazer.
Uma das mulheres olhou para mim, chorando e desesperada, e disse: Pastor Peniel, assim estão os obreiros nesses dias, infiéis!!!
Quando ela me fala isso, eu saio da casa e escuto uma voz ( e sei que era Deus falando): “Peniel, a infidelidade desses obreiros É O DESEJO PELA PROSPERIDADE!”
Eu pensava nas milhares de pessoas que andam de um lado para outro nas feiras. Quem está lá para falar da salvação? Até então, não lembrava de ter encontrado alguém pregando ou mesmo distribuindo um folheto nesses lugares. Falei com minha esposa Mina de fazermos a distribuição do material evangelístico enviado pela Missão Filadélfia de São Paulo. O Dr Gamelim Rodrigues, diretor da Missão Filadélfia há muito tempo abastece nosso trabalho missionário com materiais evangelísticos.
Carimbamos os folhetos com a frase: “QUEREMOS ORAR POR TU VIDA”. Também inserimos meu celular e e-mail. Enquanto Deborah brincava por perto nós fazíamos a distribuição do material e olhávamos aquelas pessoas passando a nossa frente tão preocupadas com o que comprar sem saber do que as espera na eternidade. Cada mão estendida pegando o material era um ato de esperança, pois que distribuíamos era a Palavra de Deus.
Quando chegamos em casa eu recebi uma ligação. Uma mulher pediu oração por seu marido que está no alcoolismo e nas drogas. Ela não disse seu nome, apenas o nome do seu esposo. Eu anotei o nome do homem em nosso caderno de oração e seu telefone. Junto com os demais nomes passamos a apresentar ao Senhor nas reuniões de oração que temos todas as noites em nossa Base de Apoio.
O tempo passou e quando voltei aquela feira um casal veio nos ver. A mulher disse: Pastor, lembra de mim? Eu disse que não. Ela disse: Acredito que não lembra mesmo, pois nos falamos várias vezes, mas por celular. Mas, eu sou aquela mulher que pedia sempre oração por meu marido que estava no alcoolismo e usando drogas. A mulher me apresentou seu marido, o atual irmão Pedro, membro de uma igreja Batista num bairro da periferia de Santa Cruz dela Sierra.O casal estava muito feliz e estavam radiantes por haver nos encontrado.
Eu fiquei muito alegre em ter tamanha notícia. E lembro que naquele dia nem segue pregamos na feira, apenas fizemos a distribuição da Palavra de Deus escrita. Mas tenho aprendido algo, que o poder está na Palavra, e não na forma em que ela chega. Se é rádio, televisão, internet, um megafone, sem megafone ou mesmo um folheto. O importe é fazer chegar a Palavra ao pecador, pois é a PALAVRA que transforma vidas e não nossos métodos. O apóstolo Paulo disse: ” Porque não me envergonho do evangelho, pois é poder de Deus para salvação daquele que cre. – Rm 1:16. Que texto tremendo!
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Amado irmão, você tem o EVANGELHO, a arma poderosa para salvação de toda aquele que crê. O maior resultado que podemos ter é o evangelho no coração do pecador. Então, PREGUE A PALAVRA!!!!
FOTO – Aqui temos a feira da Ramada que esta perto da ex-terminal de Santa Cruz de la Sierra. As carpas azuis são barracas que vende de tudo: Roupa, materiais de construção, sapatos, comida e etc. As barracas estão postas no meio da rua. A feira Ramada é a maior de Santa Cruz, estendendo-se do 2º ao 3º anillo ( anel). São dezenas de ruas ocupadas por estas barracas, milhares de pessoas todos os dias vem a esta região. É lugar estratégico para o trabalho evangelístico dando-nos condições de alcançar pessoas de todas as áreas da cidade e do campo.
Eu distribuía os folhetos juntamente com o irmão Limber, um boliviano que sempre está conosco nos evangelismos, enquanto o missionário Gabriel pregava a Palavra de Deus com o megafone. Um irmão se aproximou e disse que queria orar por nós, pois estava emocionado em ver o povo de Deus nas ruas. Neste momento, um jovem passou por nós, olhou de desconfiado e já seguia seu caminho, quando um irmão disse: Hei, jovem! O que você quer? Não quer que oremos por você, Jesus Cristo te ama e quer transformar sua vida. O rapaz baixou sua cabeça e começou a dizer que estava indo buscar um lugar para tirar sua vida. Tudo que ele queria naquele momento era suicidar-se.
Nós oramos por aquele jovem, repreendemos aquele espírito maligno que estava atormentando o coração do jovem e logo alguém perguntava onde ele morava e orientava a uma igreja perto de sua casa. Um dos que estava conosco se prontificou a visitar e leva-lo a igreja.
Uma vida entregou-se ao Senhor e livrou-se do iminente fogo do inferno. Se você ama as almas é melhor compreender que elas estão lá fora, numa praça, na feira em um mercado. Estão esperando por você…!
Não quero olhar para trás e pensar que tive oportunidades de evangelizar mais, de servir mais, de ajudar um irmão, de ser mais íntegro, de perdoar, ouvir, amar ou conhecer mais a Deus — e não aproveitei. As oportunidades que o Senhor nos dá são verdadeiros privilégios, ocasiões para colocarmos em prática o amor, que é o maior dom.
Infelizmente, muitos só percebem o valor dessas oportunidades depois que passam. Ficam lamentando e desejando uma nova chance — mas, para alguns, ela nunca mais virá.
A Bíblia nos adverte com sabedoria: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” (Eclesiastes 9:10)
Esse versículo sempre me faz pensar: quantas chances de ser útil Deus já me deu e eu desperdicei? Quantas vezes vi uma situação como algo que outro deveria fazer, só porque parecia difícil demais ou porque achava que não era minha função?
Jesus nos ensinou: “Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.” (Mateus 5:41) Se surgir uma oportunidade de servir alguém — mesmo que te sintas pressionado —, faze com alegria e liberdade. O galardão vem do Senhor!
Uma das marcas do verdadeiro cristão é sua disposição para servir (Mateus 20:25-28). Não devemos hesitar nem ser preguiçosos com aquilo que chega às nossas mãos. Lembre-se: podemos todas as coisas naquele que nos fortalece!
Que Deus vos abençoe! Até a vitória, em Cristo sempre!
Pedidos de Oração:
Pela minha vida (espiritual, sentimental, financeira e projetos)
Pela minha família
Pelo projeto Bolívia
Pelo Ministério Elohim
Por todos que, de alguma forma, contribuem com a evangelização deste país
CLEBER CUNHA é missionário que mora na cidade de Santa Cruz dela Sierra, Bolívia. Pertence ao Ministério Eloim que desenvolve o trabalho a nível intedenominacional, visando serviço evangelísticos de forma inovadora através da arte, seja a dança, o teatro, mímica, pantomima e etc.
Estamos na luta de outra casa para que seja nossa base de apoio. A que estamos agora Deus nos deu e creio que a outra o Senhor também vai nos dar. Quando chegamos em Santa Cruz de la Sierra em 2007 o dinheiro que tinha para alugar uma residencia não era suficiente e necessitávamos de um milagre. Estivemos oito meses em Puerto Suarez, cidade na fronteira com Brasil e sete meses estivemos orando por uma casa. Quando chegamos aqui encontramos esta e ela estava sete meses fechada, pois a proprietária não conseguia alugar. Chegamos aqui e encontramos um abacateiro bem no meio do quintal com uma sombra que cobria quase todo o espaço do quintal, mas a proprietária me disse que eu só poderia ficar três meses e lembro que entrei numa quinta feira e na segunda ela veio e cortou todo o abacateiro deixando só o caule. A árvore estava carregada, mas mesmo assim ela mandou colocar a árvore a baixo. Até os vizinhos vieram a minha casa perguntar porque fizemos isso e eu tinha que dar explicações que não fui eu, mas a proprietária que sem motivo algum cortou a abençoado do abacateiro.
Das muitas lutas que já havíamos passado e que estávamos passando encontrar uma casa com uma bela sombra seria como tomar um copa de água num dia causticante. Mas, ver a mulher cortar o abacateiro e não poder fazer nada foi terrível. Posso dizer que fiquei triste naquele dia. Se tínhamos três meses para ficar na casa, ao menos poderíamos usufruir três meses daquela boa sombra do abacateira. A casa precisava fazer muita coisa, pintura feia, vazamento no banheiro, mas a sombra do abacateiro encheu meu coração, e eu digo por quê: Eu e Mina havíamos alugado antes dois compartimentos apertadíssimos e ao lado da pequena casa havia um cimentado. Era tão pequena a casa que nossas coisas não entravam e quando o sol batia no cimento era insuportável o calor. Deixei cadeiras e algumas caixas do lado de fora e no compartimento que usávamos de cozinha estava tudo amontoado. Os dias que estivemos ali orávamos para não chover para não molhar nossas coisas que estavam do lado de fora. Graças a Deus nesta casa ficamos apenas uma semana.
Um dia sentei na varanda da nossa nova casa e quando olhei para o abacateiro, agora podado e sem as folhas e galhos, apenas um caule, cena que fazia pensar que aquela árvore nunca mais voltaria a produzir um fruto, e o Senhor naquele dia me disse: “Você vai comer ainda muito abacate”. A proprietária vinha a nossa casa fazer uma coisa e outra e sempre dizia que nós íamos ficar três meses, mas Deus me disse “você vai comer muito abacate”. Este ano fizemos quatro anos nesta casa. No Brasil geralmente comemos abacate batido no liquidificador com leite, mas aqui na Bolívia se come muito no almoço, com sal e azeite de oliva. Bem, aprendi comer abacate assim, a moda boliviana, e até fiquei meio gordo de tanto comer abacate. Deus é fiel!!
Deus vos abençoe.
Pastor Peniel Nogueira Dourado
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