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De volta à fronteira: lembranças, missão e a fidelidade de Deus

Estamos novamente na cidade de Corumbá, região de fronteira com a Bolívia. Ainda na estrada, ao nos aproximarmos da fronteira, algo começou a arder forte em meu coração: as lembranças da primeira vez que fizemos esse caminho, vindo do Paraguai para a Bolívia em julho de 2006.

Naquele tempo, deixávamos um campo missionário onde estávamos a dez anos trabalhando para assumir outro completamente diferente. Não era apenas uma mudança geográfica, mas uma nova missão.

Ao olhar as montanhas próximas a Corumbá, lembro-me do sentimento que nos acompanhava: esperança de algo novo por vir. Um novo campo de missões, novos desafios e a certeza de que o Senhor tinha algo novo preparado para nós.

Ainda no Paraguai, o Senhor Jesus nos entregou a palavra de que poria uma nova obra em nossas mãos. Não fazíamos ideia do que seria, mas tínhamos a convicção de que seria algo totalmente inédito para nós.

Mesmo diante da ausência de recursos, possuíamos a Promessa que o Senhor Jesus nos havia dado de forma específica. Não dispúnhamos de finanças, tampouco de garantias humanas; contudo, carregávamos conosco a infalível Palavra de Deus.

Confiávamos plenamente no agir do Senhor Jesus, que prometeu estar presente em cada passo de nossa jornada. Como diz a Palavra: “Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos” (2 Coríntios 5:7). Era nessa certeza, e não em circunstâncias terrenas, que depositávamos nossa esperança.

Assim, a presença do Senhor era nossa segurança, e Sua Palavra, nosso sustento na missão. Aprendemos naquele momento que missão não se faz com abundância de recursos, mas com obediência e fé na palavra que nos foi dada. Não foi Ele que disse que faria? Então, Ele vai fazer.

Desta forma, olhando para a Bolívia à beira do Rio Paraguai e tentando entender os planos de Deus chegamos em julho de 2006 para assumir o novo campo de missões. Foi realmente algo maravilhoso.

Hoje, enquanto eu e Mina estávamos sentados à beira do Rio Paraguai, aquelas memórias voltaram com força. Lembrei-me do tempo em que olhávamos para o lado boliviano tentando compreender o que Deus estava fazendo.

Querido irmão, nós não entendíamos muito do que Deus estava fazendo. Não víamos o quadro completo. Mas havia uma convicção clara em nosso coração: Deus estava agindo. Sob a orientação específica nós dávamos nossos passos

Mesmo quando achávamos que estávamos sozinhos na caminhada, o Senhor Jesus sempre levantava alguém para nos encorajar. Uma palavra, uma visita, um gesto simples… Deus sempre encontrava uma forma de renovar nosso ânimo no campo missionário.

Agora, 20 anos depois, estamos novamente aqui, sentados à beira do mesmo rio. O cenário é parecido, mas nós não somos os mesmos. Hoje conseguimos enxergar um pouco mais daquilo que antes não entendíamos. Detalhes da missão que o Senhor foi revelando ao longo da caminhada e testemunhos vivos de tudo o que Jesus tem feito.

O que antes era incerteza, hoje vivemos em gratidão e com compromisso. O que antes eram perguntas, hoje são muitos testemunho do que Deus tem feito.

Deus não nos conduz novamente a lugares assim sem um propósito definido. Retornar a Corumbá, na fronteira com a Bolívia, fala profundamente ao nosso coração. É a confirmação do Senhor de que Seus planos eram perfeitos, revelando-nos que Ele havia reservado o melhor para este tempo.

Neste momento, nossa missão é resolver documentações e fazer contatos importantes para o Programa de Apoio Evangelístico. Eu creio que levaremos um ou dois dias agindo assuntos burocráticos

Estou registrando toda essa jornada em video (o que foi possível) e, se Deus quiser, em breve compartilharei tudo em nosso canal no YouTube, para que você possa acompanhar nossa jornada pelos vlogs também.

Continue orando por nós e que nossas objetivos neste lugar sejam alcançados

Missões: O Perigo de Ignorar os Recursos do Reino

Em 1994, moramos em uma pequena cidade no interior do Ceará. Meu pai havia sido enviado para lá para pastorear uma igreja local e, naquela época, conhecemos uma figura muito interessante: o proprietário de uma fábrica na região. Todos sabiam que ele era um homem de grandes posses, um homem rico. No entanto, ele vivia de uma forma intrigante: dirigia um carro bem velhinho, vestia calças sempre sujas e usava apenas chinelos de dedo muito simples.

Não cabe a mim julgar as motivações dele para viver assim, mas o fato é que ele tinha plena consciência dos recursos que possuía e, simplesmente, decidia não usá-los. Ele tinha a provisão, mas vivia como se não a tivesse.

Família missionária: Pr Peniel, Mina, Deborah (18) e Samuel (10)

Infelizmente, essa é a imagem exata de muitos que fazem missões hoje. Deus nos entregou recursos espirituais, dons e ferramentas para a expansão do Seu Reino, mas muitos decidem não utilizá-los para realizar a obra que lhes foi confiada.

O apóstolo Paulo nos lembra que não somos desamparados: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19). Se Ele é o que supre as necessidades, é para que o trabalho avance segundo as condições do Reino.

Não podemos viver como administradores que escondem as preciosas riquezas do Reino. O apóstolo Paulo foi muito carinhoso, mas firme ao exortar Timóteo: “Não desprezes o dom que há em ti” (1Timóteo 4:14). Essa mesma palavra ecoa para nós hoje! Precisamos de coragem para colocar em uso tudo o que o Senhor depositou em nossas mãos — seja o conhecimento bíblico, nossa influência ou os recursos financeiros. Afinal, tudo isso nos foi dado com um propósito claro: fazer com que o Evangelho alcance lugares onde ainda não chegou.

Eu e minha família no campo de missões (2015)

Jesus nos prometeu que a verdade nos libertaria (João8:32), mas o profeta Oseias nos deixou um alerta sério: o povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento. Entenda, meu irmão, que muitas vezes o sofrimento e a estagnação na obra missionária acontecem apenas porque ignoramos as ferramentas que já possuímos. Seja por falta de instrução ou por hesitação em tomar a decisão de agir, não podemos deixar parado o que Deus já colocou à disposição da Igreja. Vamos usar o que temos para que a missão seja plenamente cumprida!

Ter não é o mesmo que usufruir

Pare e pense: de que adianta o perdão de Deus estar disponível se o pecador ainda não o conhece? Na cruz, Cristo Jesus derramou Seu sangue para quitar nossa dívida de uma vez por todas. A Palavra é clara em Efésios 1:7: “No qual temos a redenção, pelo seu sangue, o perdão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça”.

Paulo vai além em Colossenses 2:13-14, dizendo que Deus cancelou o escrito de dívida que era contra nós, removendo-o inteiramente e encravando-o na cruz. Entenda: a conta foi paga! Mas aqui está a tragédia: de que serve essa bênção se o homem continua vivendo sob o domínio das trevas por pura ignorância ou decisão própria?

Material evangelístico chegando em nossa Base de Apoio em 2013 – Bolívia

Tudo o que o pecador precisa é aceitar e tomar posse dessa nova vida. Mas, para que ele tome posse, ele precisa saber da verdade. E é exatamente aqui que eu e você entramos com o serviço de missões! Em 2 Coríntios 5:19, lemos que Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo e — preste atenção nisso — nos confiou a palavra da reconciliação. Ele nos entregou a missão de levar esse recibo de quitação ao mundo.

Da mesma forma, meu querido irmão, o missionário que ignora sua posição espiritual dificilmente viverá a plenitude do Reino. Precisamos entender que Deus nos deu Sua Palavra e levantou ensinadores com um propósito claro: abrir nossos olhos para quem realmente somos e para o que já possuímos em Cristo. Como Paulo escreveu aos Efésios, o Senhor já nos “abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Efésios1:3). A herança já é sua!

Entenda uma coisa: o conhecimento só gera libertação quando se torna consciência e é colocado em prática. Não permita que a obra de Deus pare em suas mãos e não aceite viver abaixo do que Ele planejou por falta de instrução ou por hesitar em dar o passo de fé. Lembre-se do que Paulo ensinou sobre a nossa responsabilidade no campo: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1 Coríntios 3:6). Deus dá o crescimento, mas Ele espera que a gente esteja lá para plantar e regar!

Se Deus disse que vai fazer, Ele cumprirá! Mas Ele espera que você coloque os pés na terra que Ele te deu. Apenas saber que o Senhor quer e pode agir não é o suficiente para ver resultados no campo de missões; é preciso agir com base na palavra que Ele te deu. Lembre-se da recomendação apostólica: “Tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor” (Colossenses 3:23). Quando o conhecimento encontra a obediência, o campo missionário floresce!

Ajude-nos a Levar Missões Mais Longe!

Nossos conteúdos sobre missões têm sido uma bênção para você? Infelizmente, pouco se fala nos púlpitos sobre a realidade prática do campo e são raros os livros que aprofundam o que é ser missionário de verdade.

O objetivo deste blog é entregar conteúdo prático, profundo e sem romantismo, revelando o dia a dia de quem vive a missão. Quero encorajar você a divulgar nosso trabalho! Lembre-se de alguém na sua igreja que ama missões e compartilhe nossos posts e os vídeos do canal Peniel Dourado no YouTube. Posso contar com sua ajuda?

De: Peniel N Dourado

Os milagres na Mision por Compasión

Postamos mais um video em meu canal no Youtube gravado na Mision por Compasion. São tantos os milagres de Deus na providência financeira e neste video eu conto apenas alguns. Logo que possível eu quero gravar um video com meu irmão e minha cunhada onde eles mesmo possam contar o que Deus fez e continua fazendo

Mas, eu espero que você tire tempo para assistir e conhecer um pouco mais do trabalho feito no campo de missões. Deus é fiel e é o provedor de missões. Ele é quem chama, o que envia e Ele mesmo é quem mantem a obra de missõeas

Ao terminar de assistir eu peço que você deixe uma mensagem no Youtube dizendo o que você achou. Mas só faça isso depois de assistir todo o video

Deus te abençoe

A Palavra da Reconciliação Não Pode se Calar

O mundo está cheio de pessoas que carregam culpa, medo e condenação, sem saber que o preço já foi pago. Muitos vivem longe de Deus não porque não há perdão, mas porque nunca ouviram a verdadeira mensagem da cruz.

Este texto é um chamado urgente para lembrarmos que fomos encarregados da palavra da reconciliação e não podemos nos calar diante de uma salvação tão grande.

Missionários Peniel e Mina (2024)

A saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” – 2Coríntios 5:19

A salvação pertence ao pecador. Ela não é um privilégio de poucos, mas um direito adquirido por meio da obra completa de Jesus na cruz.

Cristo comprou a salvação até mesmo do mais vil pecador desta terra. Não há ninguém fora do alcance da graça, nem pecado que o sangue de Jesus não possa perdoar.

É por isso que nós, missionários, somos chamados a levar o evangelho. Nossa missão é anunciar ao mundo que o Senhor Jesus já pagou o preço pelos pecados da humanidade.

Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Sim, o preço já foi pago. O perdão já foi concedido em Cristo. Mas a grande pergunta é: o que os homens estão fazendo com essa verdade?

Muitos não sabem que foram perdoados. Nunca ouviram a boa notícia da reconciliação. Outros até sabem, mas não vivem essa nova vida em Cristo, porque nunca foram ensinados a caminhar na liberdade do evangelho.

Há ainda um problema sério no púlpito e no campo missionário. Muitos pregadores não falam do perdão. Falam apenas da ira de Deus, do juízo e da condenação, mas se esquecem da mensagem central da cruz.

Mas foi isso que Deus nos mandou anunciar?

A Bíblia diz que Deus nos confiou a palavra da reconciliação, não a palavra da condenação. Em Cristo, o problema do pecado já foi resolvido. A cruz foi suficiente.

Palavra de Deus chegando ao povo de La Paz, Bolívia

O verdadeiro problema está em dois pontos. Primeiro, a boa notícia não chega ao pecador, muitas vezes por negligência nossa como pregadores e missionários.

Segundo, quando a mensagem chega, muitos escolhem não crer na salvação que Deus oferece. Não é falta de provisão; é falta de fé na obra consumada de Cristo.

Por isso, seguimos anunciando. Pregamos não um Deus distante e irado, mas um Deus que, em Cristo, estendeu a mão ao mundo e chamou o pecador de volta para casa.

Se Deus nos confiou a palavra da reconciliação, não podemos guardá-la apenas para nós. Oremos, anunciemos e apoiemos a obra missionária, para que ninguém permaneça em trevas por falta de ouvir que, em Cristo, o perdão já foi oferecido.

Missionário, cuidado com o desânimo silencioso

Muitas vezes pensamos no campo missionário de forma romantizada. Imaginamos praças cheias, pessoas abertas e resultados imediatos. Mas a realidade é bem diferente, especialmente em regiões frias e culturalmente reservadas. Quero compartilhar um pouco da minha experiência no Sul do Brasil, onde o frio e a cultura testam diariamente a perseverança do missionário.

No Nordeste, eu estava acostumado com cultos em praças, ruas cheias e um povo caloroso, sempre disposto a conversar. Mas aqui, quando chega o inverno, as ruas ficam vazias. O frio e a chuva afastam as pessoas do convívio público. Se eu tentasse repetir os mesmos métodos que davam certo no Nordeste, o resultado seria frustração e desânimo.

O desânimo é uma das maiores batalhas no campo missionário. Ele pode surgir por falta de resultados, pelo choque cultural, pelas diferenças climáticas ou até pela frieza das pessoas. Muitas vezes, não é apenas o clima que esfria, mas também o coração das pessoas, mais reservadas e distantes. Isso contrasta muito com o calor humano do Nordeste, onde todos estão sempre juntos.

Diante disso, precisei aprender a me adaptar. Quando os cultos de rua não funcionaram, passamos a realizar reuniões dentro das casas. De forma simples, com um violão, oração e leitura da Bíblia, vimos portas se abrirem. As próprias pessoas começaram a nos convidar. Descobri que quando o missionário se adapta, novas oportunidades surgem.

O perigo é romantizar a missão. Já vi irmãos chegarem cheios de entusiasmo, mas sem preparo. Depois de pouco tempo, o frio, a solidão e a falta de resultados os fizeram parar. Até Elias, um grande profeta, passou pelo desânimo e pediu para morrer (1 Reis 19:4). Isso mostra que todos estamos sujeitos a desanimar.

Mas a Palavra nos dá direção: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gálatas 6:9). O segredo é não desistir. O desânimo virá, mas precisamos lembrar que Deus nos colocou no campo e Ele mesmo nos dará forças para permanecer.

O missionário não pode romantizar o chamado, mas deve se preparar, adaptar-se e seguir firme. A colheita pode parecer distante, mas no tempo certo virá. O importante é não parar.

Expectativas Falsas: O que Abala o Ministério Missionário?

No campo missionário, é muito comum as pessoas criarem visões distorcidas. Lembro de um irmão que veio de São Paulo. Ele tinha visto uma reportagem sobre nosso trabalho com os povos indígenas e estava super entusiasmado.

Chegamos no caminhão que ia para a aldeia, e a realidade veio à tona. Um indígena embriagado começou a nos acusar de roubar madeira. A confusão foi tanta que ele sacou uma faca! O caminhão parou, nós pulamos e fugimos.

O irmão ficou aterrorizado, com pavor dos indígenas. Ele acabou desistindo de continuar, e tivemos que prosseguir com a obra sozinhos. O que aconteceu com ele? Ele criou uma expectativa equivocada, a de um aventureiro que tiraria fotos e viveria uma experiência incrível. Mas o campo missionário não é assim. A Bíblia nos lembra que “o coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios 16:9). Nossos planos e expectativas podem ser derrubados, mas a vontade de Deus prevalece.

Em outra ocasião, na Bolívia, a caminho do Peru, passamos por uma situação terrível: fome, problemas com a imigração e quase perdemos o ônibus. Um irmão que estava conosco perguntou como eu conseguia enfrentar aquilo em silêncio. Respondi: “Precisamos manter o foco na missão, ir e resolver o que precisa ser resolvido”. Isso ecoa a instrução de Jesus em Lucas 14:28, que nos ensina a calcular o custo antes de iniciar uma jornada. O campo missionário exige realismo.

Seja realista. Não espere que o deserto seja um paraíso; será quente e sem água. Não se engane com lugares frios, pensando que são como nos filmes. O frio é o mesmo em qualquer lugar, e muitos missionários nem saem de casa nessas regiões porque a expectativa era falsa. A primeira dica é: não cultive expectativas irreais. Isso só vai gerar frustração. Você está entrando em território inimigo, e tudo pode acontecer.

Confiança em Deus, não em Homens

Outra causa de desânimo é a dependência excessiva de outras pessoas, a confiança desmedida em seres humanos. Muitos missionários confiam 100% em seu pastor ou em uma agência para a sustentação de seu projeto. Minha pergunta é: e se seu pastor começar a falhar no envio de recursos? Isso é uma possibilidade, e você precisa estar pronto. A Palavra de Deus nos adverte: “Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há salvação” (Salmos 146:3).

Se você recebeu o chamado divino, a responsabilidade pela obra é sua. Você pode receber apoio de sua igreja, mas não pode depositar toda a sua fé nisso. As pessoas falham. A sustentação de um projeto deve estar em suas mãos. Por exemplo, sempre busco ter três ou quatro fontes de apoio, pois sou o responsável pelo trabalho que o Senhor me confiou. Como Filipenses 4:19 nos assegura, “o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades, segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus”. A provisão vem d’Ele.

Tenho 45 anos e comecei no ministério missionário aos 19. Uma coisa que aprendi é que os projetos estão sempre se expandindo, e dedico boa parte do meu tempo a buscar novas parcerias e a divulgar a obra. Por quê? Porque à medida que o trabalho cresce, preciso envolver mais gente. Não confie em uma única pessoa ou igreja. Isso cria uma ilusão e leva à frustração.

A Comunicação é Essencial

Por fim, a terceira razão para o desânimo é a falta de comunicação. Às vezes, o doador pensa que você está envolvido em um projeto, mas, na verdade, você está em outro. A falta de comunicação pode gerar mal-entendidos e levar à interrupção do apoio.

Eu me esforço para ser muito transparente sobre meu trabalho. Digo que sou pastor de uma igreja no Paraguai e explico o que fazemos. Digo que estou à frente do Programa de Apoio Evangelístico e mostro o que realizamos. Essa comunicação clara e contínua evita problemas. Paulo era um mestre na comunicação, sempre informando as igrejas sobre seu ministério e as necessidades da obra (2 Coríntios 11:28).

O missionário, quando está no campo, fica tão focado na obra que, muitas vezes, esquece de fornecer informações aos mantenedores. Se você não fizer isso, o apoio cessará. A maioria das pessoas para de ajudar após três meses, no máximo seis. Depois de um ano, você estará sozinho. A comunicação é vital para as missões, pois “cada um de vocês deve ser pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar” (Tiago 1:19), garantindo que as informações sejam claras e o relacionamento, sólido.

Nossa jornada é cheia de incertezas, mas a convicção de que Deus nos guia é o que nos sustenta. Seja realista, confie em Deus e comunique-se de forma clara. Esses três pilares vão te manter firme no campo, mesmo quando a realidade se chocar com suas expectativas.