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Além das Fronteiras: A Logística da Sobrevivência Transcultural

O campo missionário transcultural é, sem dúvida, um dos cenários mais fascinantes e, ao mesmo tempo, mais desafiadores para o homem e a mulher de Deus. Quando o chamado de Deus nos empurra para além da nossa cultura, do nosso conforto e da nossa lógica organizacional, somos forçados a encarar uma realidade que os relatórios de campo raramente conseguem traduzir em números: a nossa própria fragilidade.

Atuar na Bolívia, Peru, Paraguai, sertão nordestino, na Amazônia ou em qualquer fronteira cultural não é apenas uma mudança de CEP; é a entrada em um novo terreno, outra casa cultural, onde tudo o que você sabia sobre comunicação, valores e relacionamentos precisa ser reconstruído do zero.

Família missionária: Pr Peniel, Mina, Deborah (18) e Samuel (10)

Muitas vezes, o missionário chega ao campo focado na geografia, mas o verdadeiro desafio é a demografia da alma. O campo transcultural exige que você deixe de ser o centro. Você chega como um especialista, mas precisa aprender a ser um servo aprendiz. Como Paulo bem definiu em 1 Coríntios 9:22, o segredo não está em impor a nossa cultura, mas em “fazer-se tudo para com todos”. Isso exige uma humildade que dói no ego, uma paciência que testa o limite e uma disposição constante para ser o “estrangeiro” que ninguém entende de primeira.

O Choque da Realidade e a Barreira do Silêncio

O primeiro grande obstáculo que enfrentamos no campo é o choque cultural. Ele não avisa quando chega; manifesta-se na comida que o seu corpo rejeita, nos horários que não fazem sentido para a sua mente e na linguagem corporal que você interpreta errado. Já vi muitos missionários que não desistiram do chamado, mas se cansaram diante do choque de cultura.

O erro fatal aqui é confundir adaptação com perda de identidade. Adaptar-se não é deixar de ser quem você é; é a forma mais alta de amor e encarnação do Evangelho. Jesus não ficou no Céu enviando manuais de como ser salvo; Ele se encarnou, falou nossa língua e viveu nossa rotina. Se queremos alcançar um povo, precisamos baixar nossas defesas e aprender a viver como eles. Não deixamos de ser o que somos, mas nos adaptamos.

Pr Peniel Dourado no albergue no Paraguai

Somado a isso, temos o desafio da comunicação. Dominar um idioma vai muito além de decorar vocabulário. É entender o peso das pausas, o significado dos provérbios locais e a alma por trás das palavras. Falar sem ser compreendido gera uma frustração profunda, um sentimento de inutilidade que pode paralisar o obreiro mais fervoroso que deseja, de todo o coração, compartilhar Cristo.

É nesse silêncio forçado que aprendemos a depender menos da nossa eloquência e mais do Espírito Santo. Como diz em Zacarias 4:6, o avanço não é por força ou violência intelectual, mas pelo Espírito. Se a língua trava, a vida precisa falar mais alto. E, em momentos assim, damos maior valor à Palavra escrita, que pode alcançar vidas que estão do outro lado do muro do idioma.

Em meu canal no YouTube, tenho alguns vídeos onde falo sobre choque cultural. No primeiro, abordo o choque cultural em missões nacionais; esse vídeo foi gravado no estado de Alagoas. Para acessar o vídeo, [CLIQUE AQUI]. O segundo vídeo gravei na região de fronteira com a Bolívia e falo sobre o choque cultural reverso. Se você nunca ouviu falar no assunto, eu o animo a clicar e assistir: [CLIQUE AQUI].

Amar missões é abraçar o desafio de ser um eterno aprendiz do Reino. Não deixe que as barreiras culturais paralisem o fogo que Deus acendeu em seu coração; use cada dificuldade como um degrau para uma dependência mais profunda do Pai.

Convido você a caminhar conosco nessa jornada! Inscreva-se em nosso canal no YouTube, acompanhe nossas postagens e vamos, juntos, entender o agir de Deus para alcançar as nações. O campo é grande, os desafios são reais, mas a nossa paixão pelas almas deve ser ainda maior!

Cuidado com o Coração: O Segredo para não Parar na Missão

No vídeo ao final deste post, compartilho uma das experiências mais intensas que já vivi no campo missionário. Existem momentos decisivos onde uma palavra tem o poder de ajustar nossa rota: ela pode fortalecer nossa visão no propósito do Senhor ou, infelizmente, tentar nos afastar da presença Dele.

O alvo principal desses ataques é sempre o nosso coração, o centro de todas as nossas decisões. O mais surpreendente é que, muitas vezes, o golpe vem de onde menos esperamos, através de pessoas que não deveriam se deixar usar como instrumentos de desânimo.

Essas situações são reais e perigosas. É um toque sutil, mas que tenta nos tirar completamente do centro da vontade de Deus. Se você é evangelista ou missionário transcultural, meu convite é para que você pare um instante e assista a este relato até o fim.

Gravei esse trecho em um momento comum do meu dia: levando meus filhos à escola. São 15 minutos de trajeto que transformo em oportunidade. Geralmente, a mensagem que Deus coloca no meu coração durante a meditação matinal queima tanto que preciso compartilhar com você enquanto dirijo.

Não digo isso apenas para que você veja o vídeo, mas porque a lição contida nele é uma das maiores que já recebi na vida. Tire um tempo para ouvir, absorver e proteger o que é mais precioso em você.

Cuide do seu coração com zelo e viva plenamente o propósito que o Senhor reservou para a sua caminhada.

Pense Nisso:

O inimigo conhece o propósito de Deus para sua vida e, por isso, ataca a sua base. Lembre-se: o que Deus falou sobre você vale mais do que qualquer crítica ou ataque.

“Acima de tudo o que se deve preservar, guarde o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23)

Assista o Video

Que tal embarcar nessa jornada missionária comigo? Quero te convidar a fazer parte ativa de tudo o que estamos construindo aqui.

Sua participação é o combustível para esse projeto! Você pode nos ajudar de três formas bem simples: inscrevendo-se no canal, interagindo nos comentários e, claro, somando forças ao compartilhar nossos vídeos com quem também ama missões.

Para este ano de 2026, meu desafio pessoal é postar um vídeo novo todos os dias! Nosso alvo é transformar este canal na maior biblioteca de conteúdo missionário possível, e a sua voz é fundamental nesse processo.

Tem alguma dúvida ou sugestão de tema? Deixe seu comentário! Sua pergunta pode virar o próximo vídeo e ser uma grande bênção para muita gente. Vamos juntos?

Expectativas Falsas: O que Abala o Ministério Missionário?

No campo missionário, é muito comum as pessoas criarem visões distorcidas. Lembro de um irmão que veio de São Paulo. Ele tinha visto uma reportagem sobre nosso trabalho com os povos indígenas e estava super entusiasmado.

Chegamos no caminhão que ia para a aldeia, e a realidade veio à tona. Um indígena embriagado começou a nos acusar de roubar madeira. A confusão foi tanta que ele sacou uma faca! O caminhão parou, nós pulamos e fugimos.

O irmão ficou aterrorizado, com pavor dos indígenas. Ele acabou desistindo de continuar, e tivemos que prosseguir com a obra sozinhos. O que aconteceu com ele? Ele criou uma expectativa equivocada, a de um aventureiro que tiraria fotos e viveria uma experiência incrível. Mas o campo missionário não é assim. A Bíblia nos lembra que “o coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios 16:9). Nossos planos e expectativas podem ser derrubados, mas a vontade de Deus prevalece.

Em outra ocasião, na Bolívia, a caminho do Peru, passamos por uma situação terrível: fome, problemas com a imigração e quase perdemos o ônibus. Um irmão que estava conosco perguntou como eu conseguia enfrentar aquilo em silêncio. Respondi: “Precisamos manter o foco na missão, ir e resolver o que precisa ser resolvido”. Isso ecoa a instrução de Jesus em Lucas 14:28, que nos ensina a calcular o custo antes de iniciar uma jornada. O campo missionário exige realismo.

Seja realista. Não espere que o deserto seja um paraíso; será quente e sem água. Não se engane com lugares frios, pensando que são como nos filmes. O frio é o mesmo em qualquer lugar, e muitos missionários nem saem de casa nessas regiões porque a expectativa era falsa. A primeira dica é: não cultive expectativas irreais. Isso só vai gerar frustração. Você está entrando em território inimigo, e tudo pode acontecer.

Confiança em Deus, não em Homens

Outra causa de desânimo é a dependência excessiva de outras pessoas, a confiança desmedida em seres humanos. Muitos missionários confiam 100% em seu pastor ou em uma agência para a sustentação de seu projeto. Minha pergunta é: e se seu pastor começar a falhar no envio de recursos? Isso é uma possibilidade, e você precisa estar pronto. A Palavra de Deus nos adverte: “Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há salvação” (Salmos 146:3).

Se você recebeu o chamado divino, a responsabilidade pela obra é sua. Você pode receber apoio de sua igreja, mas não pode depositar toda a sua fé nisso. As pessoas falham. A sustentação de um projeto deve estar em suas mãos. Por exemplo, sempre busco ter três ou quatro fontes de apoio, pois sou o responsável pelo trabalho que o Senhor me confiou. Como Filipenses 4:19 nos assegura, “o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades, segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus”. A provisão vem d’Ele.

Tenho 45 anos e comecei no ministério missionário aos 19. Uma coisa que aprendi é que os projetos estão sempre se expandindo, e dedico boa parte do meu tempo a buscar novas parcerias e a divulgar a obra. Por quê? Porque à medida que o trabalho cresce, preciso envolver mais gente. Não confie em uma única pessoa ou igreja. Isso cria uma ilusão e leva à frustração.

A Comunicação é Essencial

Por fim, a terceira razão para o desânimo é a falta de comunicação. Às vezes, o doador pensa que você está envolvido em um projeto, mas, na verdade, você está em outro. A falta de comunicação pode gerar mal-entendidos e levar à interrupção do apoio.

Eu me esforço para ser muito transparente sobre meu trabalho. Digo que sou pastor de uma igreja no Paraguai e explico o que fazemos. Digo que estou à frente do Programa de Apoio Evangelístico e mostro o que realizamos. Essa comunicação clara e contínua evita problemas. Paulo era um mestre na comunicação, sempre informando as igrejas sobre seu ministério e as necessidades da obra (2 Coríntios 11:28).

O missionário, quando está no campo, fica tão focado na obra que, muitas vezes, esquece de fornecer informações aos mantenedores. Se você não fizer isso, o apoio cessará. A maioria das pessoas para de ajudar após três meses, no máximo seis. Depois de um ano, você estará sozinho. A comunicação é vital para as missões, pois “cada um de vocês deve ser pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar” (Tiago 1:19), garantindo que as informações sejam claras e o relacionamento, sólido.

Nossa jornada é cheia de incertezas, mas a convicção de que Deus nos guia é o que nos sustenta. Seja realista, confie em Deus e comunique-se de forma clara. Esses três pilares vão te manter firme no campo, mesmo quando a realidade se chocar com suas expectativas.

Como Ser um Missionário: O Que Fazer e Por Onde Começar

Se você está lendo este texto, é porque, provavelmente, a palavra “missões” ressoa forte no seu coração. E a pergunta que mais recebo é: “Peniel, como posso me tornar um missionário de verdade?”.

Muitos pensam que é só pegar um avião, mas a jornada é muito mais profunda. É um processo de preparação, de coração e de obediência. Quero compartilhar com você alguns passos práticos baseados no que eu e outros missionários que conheço temos vivido.

O Chamado: Entendendo a Voz de Deus

Antes de qualquer coisa, precisamos ter certeza do nosso chamado. A vida missionária não se sustenta apenas na emoção, mas na convicção. É a resposta a um chamado específico de Deus para a sua vida, seja para ir a um país distante ou para atuar aqui mesmo. A base para tudo é a Palavra.

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)

Essa é a grande comissão, a ordem para todos nós. O chamado individual é o direcionamento sobre como e onde você cumprirá essa ordem.

Preparação: Mais que Malas, um Coração e Mente Preparados

A jornada missionária exige preparo. Não subestime a necessidade de se capacitar.

  • Busque o Crescimento Espiritual: Invista em sua comunhão com Deus através da oração, estudo da Bíblia e jejum. Isso é a sua fonte de força.
  • Capacitação Teológica: Busque uma base sólida. Conhecer a fundo a Palavra é essencial para ensiná-la de forma correta e fiel.
  • Apoio da Igreja Local: O missionário não vai sozinho. Ele é enviado pela sua igreja, que o acompanha em oração e apoio.

No Programa de Apoio Evangelístico, por exemplo, vemos a importância de um preparo sólido. Os missionários recebem treinamento prático e teológico para que cheguem ao campo prontos para contextualizar a Palavra sem perder sua essência.

Os Primeiros Passos Práticos

A teoria é importante, mas a prática é fundamental.

  • Converse com Quem Já Foi: Procure missionários experientes e tire todas as suas dúvidas. Aprender com quem já está no campo é um atalho valioso.
  • Participe de Viagens de Curto Prazo: Uma viagem missionária de curta duração pode te dar uma amostra real da vida no campo e te ajudar a confirmar o seu chamado.
  • Conecte-se a uma Agência Missionária: Uma agência como o Programa de Apoio Evangelístico oferece a estrutura necessária para o seu envio e sustento, além de segurança e apoio em campo.

A urgência da Grande Comissão é real. Existem milhões de pessoas que ainda não ouviram o nome de Jesus. O campo está branco para a ceifa, e a presença de missionários é crucial.

Sente que a sua hora chegou? Dê o primeiro passo. E se você não pode ir agora, lembre-se que pode ser um parceiro. Sua oração e oferta são a força que sustenta quem já está lá.

Vamos juntos cumprir a missão!

Acima deixei um vídeo onde eu falo um pouco mais sobre o assunto. Te animo a se inscrever em nosso canal no Youtube, pois utilizamos este meio de comunicação para transmitir a vida prática no campo de missões

Um forte abraço e que o Senhor Jesus te abençoe

O Desafio da Obediência no Chamado

Sabe aquela pergunta que sempre volta quando alguém sente o coração arder por missões? “Mas… e o dinheiro?” Pois é. Hoje vamos conversar justamente sobre isso. De forma simples, direta e verdadeira — como quem senta na sala com você, olha nos olhos e diz: “Eu já passei por aí também.”

Deus tem colocado uma visão no nosso coração — e é lindo ver que essa mesma visão tem alcançado o seu. O desejo de ver a obra avançar não nasce em nós mesmo, mas nasce no coração de Deus. E por isso peço: continue orando por nós.

Pastor Peniel apresentando o projeto em São Luis do Maranhão (2025)

Hoje enquanto levava os meninos ao colégio e faculdade, pensei em escrever sobre um assunto que vira e mexe chega até mim: a questão financeira no chamado missionário.
A pergunta costuma ser sempre a mesma: “Pastor, eu quero fazer missões… mas quem vai manter? Quem vai pagar as contas?

1. A Primeira Prova do Chamado

Deus sempre prova uma pessoa antes de colocá-la na obra missionária. Eu olho para a Bíblia e vejo isso e se você está na obra de missões e não passou por nenhuma prova algo está errado. Mas sabe porque o Senhor Jesus prova? Sabe quem deve saber o resultado? Não é o seu pastor. Não é o pai, a mãe, o esposo ou a esposa. Não, querido irmão. A prova vem para mostrar a você quem quem foi ou não foi aprovado. Você é o alvo do prova.

É você quem Deus trata, molda, confronta e convence: “Eu estou aqui porque Deus me chamou — e não pelo dinheiro.” Da mesma forma é você saberá com todas as letras que você foi reprovado por causa do dinheiro.

A maioria das pessoas olha para o trabalho missionário com a mentalidade comum do mundo: trabalha-se para ganhar, e quanto maior a oportunidade, maior o ganho. Então, quando alguém vê um missionário deixando emprego, estabilidade e oportunidades, imagina: “Ele deve ter encontrado uma forma melhor de viver.

Pastor Peniel Dourado

Você já viu alguém simplesmente deixar um emprego para ganhar cinco vezes menos por nada? Alguém faz isso? Não. As pessoas mudam até de cidade por um emprego que dará uma renda melhor. Este é o natural da vida e não estou dizendo que é errado. As coisas funcionam assim mesmo.

Mas na obra de missões a frequencia é diferente. Geralmente existe uma perca gigandesca por se entregar ao serviço de missões. A reda cai, o padrão de vida vai lá pra baixo, o churrasco do final de semana desaparece e o carro é trocado por uma biscicleta.

E não quero dizer que será sempre assim e nesta mesma ordem, mas as provas virão.

2. Quando Deus Chama, Ele Prova

É como com Abraão. Deus deu a ele uma promessa — e depois provou essa promessa por 25 anos. Chamado funciona do mesmo jeito. Deus chama, fala, confirma… mas o recurso não aparece. E então você precisa decidir: Vou obedecer mesmo sem ver? Vou dar o passo mesmo sem ter?

Abaão recebeu a promessa de Deus que teria um filho quando tinha 75 anos de idade (Gênesis 12:4). O nascimento do filho da promessa veio quando Abraão tinha 100 anos de idade (Gênesis 21:5). Foram 25 anos esperando Deus cumprir o que havia prometido. Você já parou para pensar o que passou Abraão nesses 25 anos?

Recebendo materiais em Bolívia (julho 2025)

Querido irmão, muita gente não entra na obra porque olha para o chamado e pergunta: “Quem vai manter?” E quando não vê a resposta imediatamente, volta para trás. Mas não se engane: o reino de Deus não para porque alguém disse “não”. Uma palavra poderosa que o Senhor Jesus tem ministrado ao meu coração nos últimos anos é que para cada pessoa que recusa o chamado, Deus tem “sete mil” prontas — e normalmente melhores preparadas do que nós.

Eu uso este “cálculo” com base no texto de 1 Reis 19:18 onde o Deus diz a Elias “conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal e toda boca que não o beijou.” Se você acho que é grande coisa e que o Reino de Deus vai parar porque você diz não, saiba que existe sete mil na fila.

E por que eu digo que os sete mil são melhores que você? A base que temos é de 1 Co 1:27-28, que diz: “(27)Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. (28) Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo e as desprezadas, as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se glorie diante dele

Evangelismo em San Julian, Bolívia (2014)

Assim, Deus escolheu você sem nenhum conhecimento, o fraco entre muitos, o insignificante da turma, o que não era nada para que você não se glorie pelo que o Espírito de Deus vai fazer através de você.

3. Deus Escolhe Diferente do Mundo

O mundo, em sua lógica humana e corporativa, escolhe o melhor, o mais capacitado, o mais experiente. A sociedade valoriza o currículo impecável, o histórico de sucessos comprovados e a autossuficiência.

Deus faz o contrário, e essa é a essência revolucionária do Evangelho. Ele escolhe o menor, o improvável, o que não tem condição nenhuma — justamente para mostrar que o poder é d’Ele e que a glória pertence somente a Ele.

O Apóstolo Paulo sintetiza essa estratégia divina de forma poderosa:

“Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes.” (1 Coríntios 1:27)

Deus usa os vasos de barro, os imperfeitos, os humildes, para que, ao manifestar-se o poder, fique claro que a “excelência do poder seja de Deus, e não de nós” (2 Coríntios 4:7). A escolha não se baseia na nossa capacidade, mas na fidelidade do Senhor Jesus a sua própria Palavra.

Eu e minha família no campo de missões (2015)

Apesar da generosidade e paciência de Deus, o chamado exige uma resposta. Se a pessoa inicialmente chamada se recusa ou se sente indigna e se esquiva persistentemente (como fez Moisés inicialmente), Deus, em Sua soberania, tem mais sete mil.

Essa perspectiva nos leva à humildade, reconhecendo que sim, sempre haverá alguém melhor que nós aos olhos do mundo. No entanto, o que importa é estarmos disponíveis e dependermos Daquele que garante: A minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2 Coríntios 12:9)

4. O Segundo Estágio: A Prova da Renúncia

Ao nos engajarmos na obra de Deus e testemunharmos as portas se abrindo, uma prova crucial se apresenta: a necessidade de abrir mão daquilo que Deus mesmo nos deu.

Veja o exemplo de Filipe, o Evangelista. Ele estava em Samaria, no meio de um grande avivamento, onde milagres e salvação aconteciam por todos os lados. É o sonho de qualquer evangelista! Contudo, o anjo do Senhor chega com uma ordem inesperada: “Levanta-te, e vai para o caminho que desce de Jerusalém para Gaza; este é deserto” (Atos 8:26).

Tem algum sentido isso? Não fazia sentido. Por que abandonar um sucesso evidente por um deserto isolado? A resposta é que missão não é sobre sentido; é sobre obediência. Muitos falham neste estágio. Quando Deus diz “deixa isso”, muitos respondem “não”. E, novamente, Deus levanta outro para prosseguir.

E se você estivesse no lugar de Abraão? Após 25 anos de espera, quando finalmente tinha Isaque, o filho da promessa, o Senhor o testa com a ordem mais dolorosa: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto” (Gênesis 22:2). Abrir mão da promessa, do futuro, é um sacrifício imenso.

Peniel N Dourado, Oruro – Bolívia (2013)

Não seria essa resistência em entregar o “nosso Isaque” o motivo pelo qual o campo missionário tem tão poucos obreiros? Acredito que a seleção divina é realmente dura e poucos a superam.

Muitos dizem “não” ao Senhor e ao chamado por causa de um relacionamento amoroso, ou por não quererem abrir mão da casa que levou anos para ser conquistada, pela vaga no emprego, faculdade; Já encontrei quem se recusou a ir ao campo por ter lutado anos para alcançar o pastorado, argumentando que, no campo, qualquer um é chamado de missionário — um cooperador, um diácono, e assim por diante. Essa vaidade de título se torna uma barreira.

Desta forma, a seleção divina avança. Os homens dizem “não”, mas a Obra de Deus não para. A fila dos dispostos caminha, pois, como em Israel, sempre haverá um remanescente fiel:

“Mas deixarei ficar em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou.” (1 Reis 19:18)

O propósito do Senhor se cumpre, independentemente dos nossos “nãos”.

5. O Estágio da Maturidade

A caminhada de fé nos ensina que, à medida que avançamos na jornada e no serviço, o padrão de exigência de Deus se eleva. Veja o exemplo de Abraão. Depois de tantos anos caminhando com Deus, já em idade avançada, o Senhor lhe faz uma demanda crucial: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito” (Gênesis 17:1). Por quê?

Porque, ao atingirmos essa fase de maturidade espiritual e de serviço, há muitas pessoas observando: filhos, netos, novos obreiros e os irmãos da igreja. Um único erro de quem deveria ser exemplo terá um impacto grande demais, com consequências difíceis de corrigir posteriormente.

É como um navio em manobra final para atracar no porto: qualquer erro de cálculo no fim da jornada causa um acidente enorme. Assim, de quem já tem um bom tempo de serviço missionário ou na Obra de Deus, é exigido o “sê perfeito”.

Observamos que muitos são cortados precocemente das fileiras de liderança para que o raio de sua influência não cresça o suficiente a ponto de gerar um estrago maior ao Reino.

As Escrituras estão repletas de exemplos onde a desobediência, mesmo em atos aparentemente pequenos, resultou na perda de grandes promessas ou posições:

  • Esaú foi cortado por menosprezar seu direito de primogenitura, vendendo-o por um simples prato de lentilhas (Gênesis 25:29-34).
  • Moisés bateu na rocha em vez de apenas falar com ela, conforme a ordem divina, e por essa razão não pôde entrar na Terra Prometida (Números 20:10-12).
  • Sansão perdeu sua força sobrenatural por quebrar seu voto de nazireado, permitindo que seu cabelo fosse cortado (Juízes 16:17-21).
  • Saul perdeu seu trono e sua dinastia por oferecer um holocausto que não lhe cabia e por não destruir totalmente os amalequitas, sendo desobediente à voz de Deus (1 Samuel 13:13-14).

Às vezes, refletimos sobre a dureza de Deus. Aos nossos olhos, Ele poderia ter deixado passar o “pequeno escorregão” de Moisés, considerando tudo o que ele já havia feito. Mas, quais seriam as consequências de fechar os olhos e permitir que um líder de tamanha importância estabelecesse um precedente de desobediência? E como ficaria a figura de Cristo naquela rocha? O padrão divino é sempre a santidade e a obediência completa.

No período da maturidade, nossa voz mais forte são nossas ações e nosso exemplo. A palavra de Deus para nós hoje é a mesma que Ele deu ao ancião Abraão: “Anda na minha presença e sê perfeito” (Gênesis 17:1).


Pense nisso:

O chamado para a missão nunca começa com a garantia de recursos; ele começa com a fidelidade ao Senhor.

Quando nossa vida se mantém firme e obediente a Deus, os recursos vêm, pois o próprio Deus é o Fiel a sua Palavra e o Mantenedor de Sua obra. A provisão divina segue a obediência.

Esta verdade nos traz segurança, conforme prometido em Sua Palavra: “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” (1 Tessalonicenses 5:24).

Sabemos que a vida em missões é desafiadora, e talvez você tenha sido confrontado por este texto hoje. Mas confie: se Deus chamou você, Ele mesmo cuidará de cada passo do caminho, garantindo que Sua obra seja cumprida.

O Desafio da Obediência no Chamado

Eu tenho um vídeo em nosso canal no Youtube onde fiz um vlog mostrando meu dia a dia no campo de missões e fala sobre este assunto. Se você estiver interessado poderá assistir clicando no link – CLIQUE AQUI

Capa do vídeo no Youtube

Não esqueça de se escrever em nosso canal e acompanhar nossos vídeos que postamos periodicamente.

Deus te abençoe

O Valor da Participação em Missões e a Semente Que Frutifica

Hoje, quero compartilhar com você um princípio bíblico que o Senhor Jesus me ensinou quando eu era apenas um jovem de 17 anos. Meus olhos foram literalmente abertos quanto a participação em missões.

Eu tinha um desejo ardente de ser missionário na África. Na minha igreja, recebíamos a visita de missionários que tinham trabalhado em vários países africanos. Lembro-me de eles mostrarem fotos e contarem experiências incríveis. Era impressionante ver todo o trabalho feito.

Peniel N Dourado

Naquele tempo, eu era solteiro, estudante e ainda não tinha um emprego, mas meu coração estava em chamas! Comecei a orar, pedindo que o Senhor me enviasse ao campo de missões. Eu realmente queria viver aquilo, estar lá, levando a Palavra de Deus a essas pessoas.

No entanto, eu era só um jovem, sem muita influência e experiência. O alvo de ser missionário parecia estar muito, muito longe mesmo. Foi nesse momento que o Senhor começou a me falar sobre o princípio da participação.

Ele revelou ao meu coração algo poderoso: se eu ajudasse o missionário que já estava na África, eu estaria participando, de forma real, do trabalho que ele estava fazendo. Eu lia a Palavra de Deus e essas verdades brotavam diante dos meus olhos.

Naquela época, por volta de 1997, eu estava começando um pequeno negócio de fazer cartões pessoais. Eu visitava empresas na cidade e criava cartões personalizados. As gráficas ainda não ofereciam esse serviço, mas eu tinha um computador e uma boa impressora, e os clientes começaram a aparecer.

O Senhor me fez ver algo importante: o dinheiro que vinha para mim era fruto do meu trabalho. Eu investia meu tempo, conhecimento e esforço para receber aquele valor. Quando eu pegava parte desse dinheiro e o enviava para o campo, era como se eu estivesse empregando meu tempo, meu suor e meu conhecimento diretamente nas missões.

Peniel e Mina próximo a região de Chochís em Bolívia

Contudo, o Senhor Jesus também me ensinou que isso precisa ser feito com amor, alegria, dedicação e responsabilidade. Se eu doasse apenas quando sentisse vontade, eu estaria sendo irresponsável com missões como aqueles que só fazem missões em tempo livre. Este não era o meu desejo de usar missões como distração, mas eu queria me entregar completamente ao serviço do Mestre.

Se temos um chamado, mesmo que seja para participar, devemos fazê-lo com compromisso e seriedade. Aprendemos pelas Escrituras que tanto o que vai ao campo quanto o que apoio são parte no serviço de missões.

Ao longo do tempo, fui à Bíblia e comecei a notar a seriedade com que ela trata o dinheiro. Ela não apenas fala de recursos financeiros, mas revela a importância da nossa administração como servos de Deus.

A Bíblia frequentemente aponta homens e mulheres que eram ricos. Pessoas com recursos financeiros acima do padrão de seu ambiente social. É vital entender que a riqueza é relativa.

Por exemplo: se você mora em uma cidade onde ninguém tem carro, e você é o único, mesmo que seja um carro velho, você é rico nesse aspecto. Seu padrão é superior ao de quem está ao seu redor.

A Bíblia nos dá exemplos claros de homens que as Escrituras declaram abertamente que eram ricos e não está nada errado com isso:

  • Abraão era “muito rico em gado, em prata e em ouro” (Gênesis 13:2).
  • era “o homem mais rico do Oriente” (Jó 1:3).
  • Jacó “se enriqueceu muitíssimo” (Gênesis 30:43).
  • Salomão “excedeu a todos os reis da terra em riquezas e sabedoria” (1 Reis 10:23).

No Novo Testamento, essa realidade não muda:

  • O jovem rico “possuía muitas propriedades” (Mateus 19:22), o que o colocava acima do padrão financeiro de sua região.
  • José de Arimateia era um “homem rico” (Mateus 27:57).
  • Lídia era uma comerciante rica (Atos 16:14), pois vendia um produto de alto valor.
  • O apóstolo Paulo orienta Timóteo a falar aos “ricos deste mundo” (1 Timóteo 6:17).

O problema não é ser rico, ter mais recursos que as demais pessoas do ambiente socialao seu redor, mas amar a riqueza como fez o jovem rico de Mateus 19.

Portanto, a Palavra de Deus considera e valoriza os bens e os recursos que uma pessoa tem; não ignora, não diz ser errado ter. No entanto, o Senhor tem uma perspectiva completamente diferente sobre o dinheiro em si. Quando Jesus diz que algo é “muito” ou “pouco”, Ele não olha para a quantidade.

Evangelismo em San Julian, Bolívia (2014)

A Bíblia é clara: ser rico para com Deus não está diretamente ligado à quantidade de bens. Pense na igreja de Laodiceia, que se dizia rica, mas o Senhor a chamou de pobre. “Pois dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um miserável, e pobre, e cego, e nu.” (Apocalipse 3:17). Tinha bens e dinheiro, mas o Senhor Jesus disse que era pobre.

Em Lucas 21, Jesus estava observando os ricos lançando suas ofertas. Eram pessoas com muito mais posses. Mas, em seguida, Ele olhou para uma viúva pobre e disse:

Em verdade, vos digo que esta viúva lançou mais do que todos. Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha.” (Lucas 21:3-4)

Enquanto os ricos davam do que lhes sobrava, a viúva ofertou com sacrifício. O que o Senhor valorizou não foi o valor monetário, mas o valor agregado do sacrifício e do amor que motivou o seu ato.

Isso não significa que alguém com poucos recursos seja, automaticamente, humilde ou mais aceito diante do Senhor. Deus observa o valor agregado na atitude, e há muitas pessoas com poucos recursos que são altivas, avarentas e soberbas. Quem julga o coração é o Senhor; por isso, é um erro avaliar alguém apenas pelo dinheiro que possui.

Outro exemplo é Maria de Betânia, que derramou um perfume caríssimo (cerca de trezentos denários, quase o salário de um ano) aos pés de Jesus (João 12:3). Judas viu apenas o valor monetário: “Isso podia ser vendido!”. Mas o Mestre valorizou a entrega daquela mulher, que decidiu dar aos pés Dele o bem mais valioso que possuía.

Material evangelístico chegando em nossa Base de Apoio em 2013 – Bolívia

O rei Davi também nos dá uma lição poderosa. Ao querer oferecer sacrifício, ele se recusou a aceitar o terreno de Araúna como doação: Não oferecerei ao Senhor sacrifício que não me custe nada (2 Samuel 24:24).

Por que estamos revisitando as Escrituras? O nosso norte é a Palavra de Deus e nala aprendemos que por trás de todo recurso financeiro, Deus está olhando o valor agregado. Deus não olha apenas o dinheiro dada como oferta apenas, mas como está sendo dado e a motivação pela qual é dada.

Para você, talvez doar R$50,00 para missões não custe muito. Mas para outra pessoa pesa muito. Para alguns enviar 100 Reais ou 1.000 Reais pode ser um grande sacrifício, enquanto que para outros é dar do que sobra. É esse valor, essa entrega, que Deus está olhando. Deus não olha a quantidade, mas o valor agregado.

A Bíblia chama essa doação, feita com valor agregado, de semente. O desejo de Deus é aumentar a capacidade de quem doa, para que possa doar cada vez mais e gerar glórias a Deus.

O apóstolo Paulo é direto:

Quem semeia pouco, pouco também colherá; e quem semeia com fartura, com abundância colherá.” (2 Coríntios 9:6)

Neste texto, a Palavra diz que o Senhor multiplicará a vossa sementeira. Deus dá pão (para a nossa manutenção) e semente (aquilo que lançamos para que volte multiplicado). Fique claro que o recursos em nossas mãos é pão e semente e aqueles que comem a semente literalmente empobrecerão.

Grave bem esta verdadede em seu coração: A doação que você faz é como uma semente. Ela volta multiplicada! Se o crente se torna guloso e come o pão e também a semente que lhe foi confiada, ele diminui gradativamente a capacidade de multiplicação.

É aí que a vida financeira e a vida espiritual se conectam: a prosperidade está ligada ao valor agregado que há por trás da sua doação à obra de Deus.

A alma generosa prosperará, e o que rega também será regado.” (Provérbios 11:25)

Tudo o que o homem semear, isso também colherá.” (Gálatas 6:7)

Para finalizar, vamos ao conceito de galardão compartilhado:

“Quem recebe um profeta, na qualidade de profeta, receberá galardão de profeta. E quem recebe um justo, na qualidade de justo, receberá galardão de justo.” (Mateus 10:41)

O profeta aqui é o exemplo de quem se entregou completamente à causa de Cristo, aquele que vive um alto nível de comprometimento. Enquanto muitos abrem os olhos pensando em lucro para suas empresas, esses homens e mulheres abrem os olhos pensando em expandir o Reino de Deus e fazer a vontade dAquele que o chamou. Eles vivem exclusivamente para a obra.

Evangelistas recebendo materiais impressos para o evangelismo em Bolívia

O texto nos mostra que quem os recebe se torna parte do trabalho. Quando você prepara um ambiente para o profeta como fez a mulher que recebeu Eliseu, você é parte da missão dele, assim como para aquela mulher começou a fluir os recursos do Reino. Quando você envia sua doação para missões, você é parte direta do trabalho que o missionário está fazendo.

Certa vez, uma equipe de missionários estava nos EUA buscando recursos para o projeto no Paraguai. Um pastor os orientou a não falar da necessidade, mas a vender alguma coisa para a igreja. Eles venderam, conseguiram o dinheiro e resolveram seus problemas no campo.

Mas preste atenção: nenhuma daquelas pessoas que comprou os produtos teve participação no trabalho missionário!

O dinheiro que foi dado foi uma troca por um produto. Não foi uma doação com valor agregado percebido por Deus. Elas não enxergaram o galardão compartilhado, e por isso, ficaram excluídas da participação na obra de Deus no campo de missões.

Querido irmão, o missionário não é um pedinte que passa na rua de sua casa. Ele não está estendendo as mãos em busca de pão para sobreviver enquanto faz o serviço do Reino. O missionário está apresentando uma necessidade para te dar uma oportunidade: a chance de você ser missionário junto com ele e ter parte no galardão daquele trabalho.

Materiaiis impresso para o evangelismo em Bolívia

Se um missionário vende para obter dinheiro e manter algo no obra e você comprar, você faz uma troca do dinheiro pelo produto, e o galardão é só dele pelo serviço que ele faz. Mesmo você dizendo que vai comprar apenas para ajudar, você ficará sem a participação, pois você troca o seu dinheiro (tempo, esforço e conhecimento) pelo produto que é vendido.

Mas se você, com amor no seu coração, enxerga o valor no trabalho daquele missionário e abre sua mão para doar com o mesmo valor agregado que aprendemos na situação da viúva de Lucas 21, você certamente terá o seu galardão e sua participação no serviço de missões.

Deixo claro que não sou contrário a vender para se obter recursos por usa causa. Nós já vendemos roupas, comida, cursos online e tantos outros produtos para obter o recursos para um dederminado objetivo. Então, não vejo como algo errado e as Escrituras também não condenam. O apóstolo Paulo, Áquila a sua esposa Priscila trabalhavam com tendas, em Atos 10:6 fala de Simão o curtidor e tantos outros profissionais. Vender é um trabalho e a bíblia diz que “…digno é o trabalhador do seu salário.” – Lucas 10:7

Deus é um Deus espiritual, e o dinheiro e bens do homem e mulher de Deus também é sumamente espiritual. Ele pode ser seu senhor, o deus riquesa de sua vida ou você pode deixar que Cristo Jesus seja seu Senhor vivendo os princípios revelados por Deus. 

Assim, quando eu tinha meus 17 anos, lá por 1997, meu coração se encheu de alegria quando o missionário que eu apoiava me enviava cartas e relatórios, e eu percebia pelo correio: eu estava fazendo a obra missionária junto com ele, através da minha doação que periodicamente eu enviava. Isso é participação em missões mesmo não estando no campo.

Que Deus te abençoe, abra seus olhos para essa verdade, e que a obra de Deus avance cada dia mais!

Peniel N Dourado

Filhos na Missão: A Herança de um Chamado

A Missão Começa em Casa

Você já se perguntou qual é a verdadeira base da obra de Deus? Muitos pensam que é o templo, o projeto ou o resultado numérico. No entanto, a Bíblia nos ensina que a família é a fundação de todo ministério bem-sucedido.

É raro encontrar quem fale sobre a família do missionário, mas ela é a base de tudo. O cristão que não cuida de seus próprios familiares negou a fé e é pior do que um descrente. “Se alguém não cuida de seus parentes, especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior do que um descrente” (1 Timóteo 5:8).

Esse princípio serve como um alerta para que o foco em alcançar vidas para Jesus não nos faça perder o foco da nossa própria família no campo missionário.


Samuel e Deborah na Nueva Feria em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2016)

Como filho de pastor, observei de perto essa realidade. Quantos filhos de pastores se afastam completamente da obra de Deus? Não estou criticando, pois sei que o caminho não é fácil, mas como pais e missionários, temos o dever de lutar para criar um ambiente que fortaleça nossa família na fé. O segredo, eu creio, está justamente em criar esse ambiente.


A Família em Primeiro Lugar

Uma das minhas prioridades é dedicar tempo de qualidade à minha família. Em 2016, quando meu filho Samuel ainda estava no carrinho de bebê e Deborah já nos ajudava, eu parava todas as atividades de missões no sábado para estar com eles.

Era um dia dedicado ao evangelismo em família. Além disso, tiro as segundas-feiras para a família, um tempo para ir ao parque, assistir a um filme em casa com pipoca, ou simplesmente estarmos juntos. Mesmo que cada um esteja fazendo algo diferente, a proximidade e o senso de união são mantidos.

Nós priorizamos a família, e isso é algo que eles percebem. Os filhos precisam sentir que têm um lugar de valor na vida dos missionários.

Um filho precisa saber que é valorizado pelo pai, e a esposa, pelo marido. Não podemos sacrificar tudo em nome da obra, pois o resultado disso é ter filhos revoltados e rebeldes e o resultado é que perdemos a obra. “Se um homem não souber governar sua própria família, como poderá cuidar da igreja de Deus?” (1 Timóteo 3:5).

Peniel Dourado, Mina e Samuel no evangelismo em Bolívia

A autoridade para cuidar da obra de Deus vem da nossa capacidade de cuidar da nossa própria casa. Se a nossa casa não está em ordem, não estamos aptos para a obra do Senhor. A família, portanto, é superior à obra de Deus em nossas vidas.

A vida na obra é muito importante e aquele que tem o chamado deve saber equilibrar o tempo para o serviço de missões e a obra.


Evangelismo em Família

Muitos perguntam por que eu evangelizava com meus filhos no sábado quando estávamos em nossa Base de Apoio em Bolívia. Eu não levava outros evangelistas, pois o meu alvo era fazer o trabalho no rítmico dos meus filhos. Era realmente um tempo nosso no evangelismo.

O dia de sábado era o dia em que as feiras na Bolívia estavam mais cheias, mas também era o dia em que meus filhos estavam livres da escola. Eu trocava o evangelismo sozinho por uma atividade familiar. Juntos, levávamos folhetos, e eu fazia questão de envolvê-los ativamente. A Deborah tinha sua mochila de folhetos, o Samuel seu carrinho de bebê cheio de literaturas, e eu a minha mochila.

O objetivo era criar um ambiente onde eles pudessem compreender que a obra do Senhor também era deles. Essa prática, desde cedo, é fundamental. Envolver a família na missão é a melhor forma de protegê-la e fortalecer a fé de cada um.

A situação pode se tornar mais complicada com o tempo, quando os filhos crescem e enfrentam novos desafios, mas a base que você construiu será a fortaleza deles. O alvo é criar o ambiente certo o quanto antes.

Se o missionário faz tudo sozinho excluindo os filhos do serviço chegará o tempo que literalmente ficará sozinho fazendo a obra, pois o ambiente criado foi justamente este.

Portanto, se você está começando sua vida ministerial, envolva sua casa, sua esposa e seus filhos. Faça da missão uma jornada em família, e com certeza sua casa será abençoada na presença do Senhor. “Instrui a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6).


O Legado de um Ministério

O ministério não é um sacrifício que destrói o lar, mas um chamado que o fortalece. A verdadeira prova de um obreiro não está apenas nos resultados públicos, mas na integridade e no testemunho de sua própria casa.

Ao dedicarmos tempo, atenção e amor à nossa família, estamos investindo no que é mais valioso para Deus.

A maior missão de um missionário é sua própria família. Ao protegê-la e envolvê-la na obra de Deus, ele não apenas cumpre seu chamado, mas também constrói um legado de fé que ecoará por gerações.

Vida Missionária: O Preço Oculto de Seguir a Cristo

O chamado missionário é, sem dúvida, um dos mais sublimes e cruciais para a expansão do Reino de Deus. No entanto, por trás de cada testemunho de conversão, de cada nova igreja plantada e de cada projeto em andamento, existe um preço invisível que o missionário paga para cumprir a sua vocação.

Um dos sacrifícios mais profundos é a distância: a saudade da igreja que o discipulou, a ausência da família, a falta em datas importantes e o custo de não acompanhar de perto a vida dos entes queridos. Este é o peso da renúncia que acompanha a “Grande Comissão” de Cristo.

Peniel e Mina. Pôr do sol à beira do Rio Paraguai, Corumbá, fronteira com Bolívia

Lembro-me de um missionário que, em 15 de Novembro, Dia da Proclamação da República, cantava com emoção o Hino Nacional Brasileiro e o Hino da Bandeira. Naquele momento, a cena me pareceu estranha, mas ele estava, na verdade, sentindo falta do Brasil, da língua portuguesa e da cultura que lhe era própria.

Muitos podem ler sobre esses relatos e considerá-los tolos ou até mesmo supérfluos, como me senti ao ver aquele missionário cantando, mas só quem vive compreende a profundidade dessa dor. É um fardo que se carrega por amor à causa de Cristo.

A Bíblia nos ensina que o discipulado exige uma entrega radical. Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8:34). O missionário, ao negar o conforto e a proximidade de seu lar e cultura, está assumindo a sua cruz e priorizando o Mestre acima de tudo.

Por fim, aqueles que persistem neste caminho, mesmo em meio à dor, são sustentados pela certeza da obra que realizam. Como está escrito: “Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas-novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: ‘O seu Deus reina!'” (Isaías 52:7). A beleza do anúncio do Reino supera o peso da renúncia pessoal.

O missionário deixa para trás a segurança de sua cultura, seus amigos, a igreja e seu círculo de apoio. Além disso, há o peso da solidão e o isolamento cultural, que é uma dor silenciosa, mas real.

Visitando a Missão por Compaixão no Paraguai

O missionário também enfrenta o preço do estresse e do esgotamento emocional. Lidar com a escarcez, a violência e as necessidades espirituais de uma comunidade inteira, muitas vezes sem um sistema de apoio local, pode ser avassalador. É preciso de um tempo para recarregar e de pessoas que entendam suas lutas.

A Grande Comissão é um chamado urgente. A cada dia que passa, milhares de pessoas morrem sem ter ouvido a mensagem de salvação. A urgência da missão exige que o missionário esteja disposto a pagar o preço. No entanto, ele não precisa fazê-lo sozinho. A igreja e os parceiros missionários são chamados a dividir esse fardo.

O sacrifício do missionário é uma forma de testemunho vivo. A Bíblia nos ensina que o sofrimento por amor a Cristo não é em vão (Filipenses 1:29). Cada lágrima derramada, cada noite de insônia e cada despedida dolorosa são parte da gloriosa jornada que levará o Evangelho aos confins da Terra.

Adicionei um vídeo logo abaixo onde compartilho um pouco mais sobre este assunto. Convido você a se inscrever no canal e acompanhar nossas postagens no YouTube.

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Um forte abraço e que o Senhor Jesus te abençoe

Não Abandone Seu Chamado: Missão é Compromisso de Vida

Que alegria iniciar o dia compartilhando mais uma Reflexão Missionária!

Aqui no blog, você acompanha de perto nossa vida de missões, o mover de Deus e as direções que Ele tem nos dado no campo transcultural. Se você não quer perder nenhum artigo — e nem o que está por vir —, tenho um convite:

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Peniel N Dourado

A LUTA POR UMA DIREÇÃO CLARA

Atualmente, aqui no Paraguai, estamos no período da Semana de Oração que antecede a Santa Ceia. É um tempo poderoso onde suspendemos outras atividades noturnas para nos reunir, orar e buscar intensamente a presença de Deus.

Esta semana, em especial, meu foco tem sido orar por uma direção clara para o nosso trabalho, principalmente em relação ao Programa de Apoio Evangelístico. (Quem nos acompanha sabe o peso que sentimos e a importância desse projeto!).

Continue lendo para entender o que Deus tem falado conosco neste período de busca…”

Visitando a Missão por Compaixão no Paraguai

Em 2004, eu já estava no Paraguai, e meu desejo era fazer missões aqui mesmo, pois víamos a necessidade e a Missão Siloé estava em crescimento. Eu queria ganhar almas aqui no Paraguai e participar no crescimento da igreja. Mas foi nesse período que Deus começou a nos falar que deveríamos sair do Paraguai e ir para a Bolívia.

A palavra que Deus nos deu foi que Ele nos levaria a outra nação e colocaria uma obra em nossas mãos. Posteriormente, Deus começou a falar muitas coisas sobre esse projeto, sobre crescimento e expansão, dizendo que iríamos desenvolvê-lo em toda a Bolívia, e é o que estamos fazendo agora. O Senhor também falou que iríamos desenvolver esse projeto em outras nações, e estamos nesse processo.

Sou sincero em dizer que muitas vezes tentei parar este trabalho. Desanimei com a falta de apoio, pois você sabe que o Programa de Apoio Evangelístico tem como alvo ajudar os evangelistas, conseguir e entregar literatura nas mãos de quem está trabalhando: irmãos que vão para hospitais, presídios, ruas e praças. E, sinceramente, falando com toda a franqueza a você que lê este blog, pouca gente se importa com os evangelistas dentro das igrejas.

Com o irmão Nigel Mercado em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Tenho notado algo preocupante no contato com algumas lideranças (e é fundamental frisar que este não é um comportamento generalizado): A solicitação de nossos materiais acontece, mas, em muitos casos, o objetivo não é o evangelismo em si, nem o apoio genuíno aos evangelistas.

Percebemos que o foco se desvia. O material, que deveria ser uma ferramenta de expansão do Reino, torna-se, muitas vezes, um instrumento para ‘política interna’ ou autopromoção. Essa postura demonstra uma profunda irresponsabilidade com a obra que é do Senhor Jesus, e é algo que nos causa grande tristeza.

Nos muitos anos de trabalho, passei por isso várias vezes: líderes que entram em contato, mas não estão preocupados com os evangelistas. Nisso, você acha que é fácil manter um projeto como este? Acha que é fácil conseguir recursos para pagar o frete? Acha que é fácil conseguir recurso para manter as nossas viagens? Não, não é fácil. Digo isso com toda a propriedade.

Mas, enquanto as dificuldades continuavam nos passos que dávamos em Bolívia, o projeto também continuava crescendo. Os dias iam passando, o número de evangelistas na Bolívia crescia, o número de pessoas necessitadas de apoio, e a gente via essas pessoas com o coração ardendo pelo desejo de fazer um trabalho evangelístico.

Posso dizer isso porque trabalhei muitos anos ao lado desses evangelistas. São pessoas que têm um coração realmente queimando pela obra de Deus e o desejo de ganhar almas.

vangelista recebendo a Palavra de Deus escrita em Bolívia

Conheci pessoas que usaram o dinheiro do mês para investir no trabalho evangelístico. Eu não faria isso e não aconselho ninguém, mas sei que essa pessoa o fez porque o próprio Senhor a orientou. E Deus fez milagres para mantê-la durante aquele mês.

Conheci um pastor com um coração entregue ao evangelismo. Ele tinha um veículo e o vendeu para fazer um trabalho de impacto na região onde nasceu, na Bolívia, onde não havia muitas igrejas. O desejo dele era dar oportunidade àquele povo de ouvir o evangelho. O nível de evangelismo de que estou falando é um nível de entrega.

Diante da dificuldade de conseguir recursos para manter todo este trabalho, o número de evangelistas crescia, e eu me desanimava. Eu orava ao Senhor: “Senhor, o que eu faço? Dá-me uma revelação. Mostra o que Tu queres que eu faça.” Essa era a minha oração.

Muitas vezes, entrei no meu quarto para buscar uma revelação do Senhor, uma palavra de Deus em relação ao projeto. Mas confesso que eu queria ouvir uma voz de Deus, queria ouvir Deus falando que o tempo daquele projeto havia terminado.

Líder do Ponto de Apoio em Potosi, Bolívia

O problema é que, quando eu entrava no meu quarto e começava a clamar a Deus, o Espírito Santo falava ao meu coração: “Vá e faça o que eu te mandei fazer“. Parece até estranho eu dizer que era um problema, mas a realidade era que eu queria ouvir outra coisas do Senhor Jesus.

Nestes dias que tem passado aqui no Paraguai durante a semana de oração na Missão Siloé eu tenho feito a mesma oração: “Senhor, dá-me uma revelação.” Então, eu estava na igreja orando e fiz essa oração. Eu orei, saí da igreja, vim para casa e fomos dormir.

Quando o relógio tocou pela manhã e levantei cedo, assim que abri os olhos, o Senhor me deu novamente uma palavra que havia falado comigo a muitos anos atrás. O Senhor me mostra a situação de Maria. Quando o anjo Gabriel falou com Maria, deu uma palavra específica para o que ela deveria fazer. O anjo disse que ela ficaria grávida e que a criança que nasceria seria o Salvador. A tarefa dela era ser mãe.

Neto (centro) é o baterista da Missão Siloé. E na ponta direita Samuel

Qual a diferença da missão de Maria para a missão das outras mulheres? A missão dela era ser mãe do Salvador. O anjo disse: “Você será a mãe do Salvador”. Sabemos que ela não teve relação com José para engravidar, mas ela seria mãe. A diferença de Maria para as outras mulheres que engravidaram foi nenhuma, mas o peso de ser mão do Salvador do mundo era gigante.

Maria passou pelas mesmas que todas as mulheres que ficam grávidas. O ventre de Maria cresceu, e a criança desenvolvia da mesma forma que as demais pessoas. Quando a criança nasceu, nasceu do mesmo modo que todas as crianças vieram a este mundo. O menino Jesus teve que tomar o leite do seio de Maria, assim como todas as crianças precisam se alimentar do leite materno.

Algo específico, porém, tinha Maria: a palavra de Deus dada a ela lá atrás. O anjo veio, falou que ela ficaria grávida e depois não voltou para dizer o óbvio. O anjo não voltou para dizer que a criança cresceria no ventre. O anjo não voltou quando o menino Jesus estava sujo porque fez suas necessidades.

Essa é muitas vezes a palavra que Deus me dá. O Espírito Santo tem me dito: “Não é porque você não está recebendo uma palavra específica neste momento da minha parte para a missão que confiei em suas mãos, que você não sabe da responsabilidade que tem.”

Final do culto na Missão Siloé, Paraguai

Eu fico imaginando se Maria simplesmente levantasse um dia e dissesse: “Deus, esse filho é Teu e eu não quero mais cuidar dessa criança. Arranja agora outra mulher para que possa cuidar dela“. Por mais que sabemos que Jesus é Filho de Deus, mas como homem continuava sendo filho de Maria e ela sua mãe.

Eu poderia dizer que Maria seria uma mãe louca se simplesmente se levantasse e falasse que não ia mais cuidar daquela criança. Sei que existem muitas mães loucas, assim como existem muitos pastores, missionários, evangelístas loucos que abandonam “a criança” que o Senhor os confiou.

Na Missão por Compaixão, ouvimos tantas histórias, algumas bem tristes. Histórias de mulheres que, prestes a dar à luz, queriam abortar de todas as formas. São “mães loucas” que encontramos em todos os lugares, em países ricos e pobres, na Bolívia, no Brasil, no Paraguai, no mundo inteiro.

Mas esse não era o caso de Maria, pois até o último momento, estava ao pé da cruz, vendo a situação do seu Senhor. E da mesma forma compreendemos que um projeto nasce no coração do missionário assim como uma criança nasce no ventre de uma mãe. E quando vejo um projeto em andamento, passando lutas e dificuldades, sendo abandonado por aquele que o gerou, o que estou vendo são “mães loucas”, missionários, abandonando seus filhos espirituais.

Com meu irmão Tiago (esquerda), o pastor Davi Dayan (centro) e um dos casais mais antigos da Misión Siloé, irmã Sonia e irmão Diogo

Para um missionário, um projeto de missões é como um filho que nasce no mais profundo do seu ser. Não é apenas uma ideia: é uma semente plantada pelo Espírito Santo em seu coração.

Foi assim que nasceu a visão do Programa de Apoio Evangelístico. Deus nos deu uma Palavra, prometendo colocar esta obra em nossas mãos quando ainda estávamos no Paraguai. Naquela época, o nome ainda não existia; havia apenas a clareza do trabalho que precisava ser feito.

E essa clareza nos guia até hoje. Cuidamos intensamente de um ponto fundamental: manter o foco na visão do projeto, e não na criação de uma instituição. Não temos a intenção de transformar o Programa de Apoio Evangelístico em uma empresa ou entidade burocrática; nosso único alvo é fazer prosperar a visão de trabalho que o Senhor nos confiou.

Não somos contra a organização legal ou a constituição de uma missão que cumpra os requisitos da lei. No entanto, quando tratamos a obra de Deus—seja o projeto missionário ou a igreja— apenas no nível de uma empresa, corremos o risco de agir como ‘mães loucas’ com o verdadeiro filho que nos foi confiado.

E voltando ao período de oração onde eu buscava uma resposta do Senhor Jesus, o Espírito de Deus me disse:”Eu já te dei a palavra. Eu já te disse o que você tem que fazer. Vá fazendo aquilo que você deve fazer neste exato momento“. Amém?

Espero que você que está no campo de missões e está lendo este post, não seja uma “mãe louca”. Pode ser que chegará o momento em que Deus vai te tirar da frente desse projeto e te levar para outro lugar. Isso muitas vezes acontece.

Mas assim como um pai e uma mãe têm que abrir a porta para que o seu filho saia de casa, esse momento vai acontecer em que o seu filho terá capacidade suficiente de se manter, de ter a maturidade suficiente de estar longe de você e de manter a visão que você deu a ele. Não seja como uma mãe louca que abandona seu filho antes dele ter condições de andar sozinho.

Nigel, nosso atual coordenador geral de Bolívia e no centro o irmão Norman que ajuda a transportar os materiais

A visão que Deus te deu, você deve passar para este seu “filho espiritual”. E o “filho” aqui é o seu projeto missionário em desenvolvimento. Se você deixar sozinho antes do tempo outros virão com visões carnais para distanciar do propósito pelo qual foi criado.

No tempo certo o seu “filho” terá a maturidade suficiente de manter a visão que Deus te deu, dará condições para que esse projeto possa se distanciar de você de forma madura e se manter na visão que você mesmo recebeu.

Sabe, querido missionário, pode ser que o anjo de Deus não venha novamente para te falar sobre o trabalho que você está fazendo, você não terá mais visitações sobrenaturais para te mostrar detalhes do trabalho, mas fique certo de que a responsabilidade que foi dada a você já foi colocada sobre a sua vida e sobre este trabalho o Senhor pedirá conta.

Deus te abençoe e até o nosso próximo post aqui em nosso Diário Missionário.

Nossos Videos Sobre Missões

CLIQUE AQUI para acessar vídeos onde eu falo sobre a vida prática do campo de missões. Os temas dos vídeos muitas vezes são tirado das conversas com outros missionários ou de situações vividas no campo de missões. O objetivo é trazer a vida prática do campo missionário a você

CLIQUE AQUI para acessar vídeos com informativos em vídeos relacionado ao Programa de Apoio Evangelístico, mostro o andamento do trabalho nas regiões onde estamos atuando e outros.

CLIQUE AQUI para acessar nossos Vlogs Missões. Os vlogs são vídeos gravados do nosso dia a dia. Muitas vezes eu simplesmente gravo o nosso dia no campo, ou uma viagem em missões ou qualquer outra situação de forma aleatória. Mas sempre queremos que você possa aprender um pouco mais sobre a vida em missões também através de nossos vlogs.

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A Mão de Deus nas Pequenas Coisas: Nossas Bases de Missão na Bolívia

É sempre uma alegria imensa compartilhar com vocês tudo que Deus tem feito através das nossas vidas. Mas, sabe, existe algo maravilhoso na vida com Deus: ver a Sua mão não só nas grandes conquistas, mas também nos pequenos detalhes da vida.

Não me refiro apenas às grandes vitórias na vida missionária, mas também nas pequenas escolhas e diante dos passos mais simples que damos. E é sobre isso que quero falar hoje, contando os primeiros alugueis na Bolívia. Algo simples, mas em tudo a mão de Deus.

Peniel e Mina em Bolívia

Quem se importa com aluguel de casa, certo? A maioria das histórias simplesmente diz: “Fomos para tal cidade e alugamos uma casa.” Ninguém fala como foi o processo de conseguir a casa. Não é interessante. Mas o segredo, amados, está em anotar cada dificuldade e cada ação de Deus na nossa vida. Eu sou daqueles que gosta de anotar o agir de Deus para não esquecer dos detalhes do agir de Deus.

Hoje, quando eu olho para trás, eu vejo a simplicidade de alugar uma casa, mas, acima de tudo, eu posso ver a mão de Deus cuidando de nós.


Deus da Revelação

Antes de partirmos do Paraguai para a Bolívia, mergulhamos em um intenso período de oração. Primeiro, buscamos a orientação divina sobre a nação. Deus havia nos dito que sairíamos do Paraguai para outro país, mas não qual.

Mina e eu nos trancávamos, orávamos juntos, clamando ao Senhor por uma palavra específica. Durante esse tempo, o Senhor nos mostrou a Bolívia. Foi uma revelação muito forte, não havia como duvidar. Se Ele havia falado sobre o país, com certeza também falaria sobre a cidade, afinal, a Bolívia tem muitas!

Não queríamos ser levados pela “circunstância” ou pelo “vento das circunstâncias”, mas sim caminhar na direção exata de Deus. Continuamos orando, e o Senhor nos revelou: Santa Cruz de la Sierra.

Mesmo sem conhecer a cidade — eu não fazia ideia do seu tamanho, da sua formação ou dimensão, só sabia que muitos jovens iam para lá estudar Medicina —, eu disse à Mina: “Se Deus revelou a nação e a cidade, Ele pode revelar onde está a nossa casa!”

No meio da oração, o Espírito de Deus falou claramente ao meu coração: “Sua casa está próxima ao Segundo Anel.” Guardamos essa palavra. Ela seria nosso mapa para as decisões futuras.

Peniel e Mina

O Desvio em Quijarro: Confiança x Aconselhamento

Tomamos a decisão de ir para Santa Cruz. Mas, nesse período, Mina descobriu que estava grávida de dois meses. Por uma questão de segurança e facilidade com médicos e hospitais, meu pai e minha sogra nos aconselharam a ficar na região de fronteira com o Brasil por um tempo.

Aceitamos o conselho para tranquilizá-los e fomos para Quijarro, na fronteira boliviana. Fomos muito bem recebidos pelo Pastor Roberto da Igreja Quadrangular da cidade de Quijarro, que nos deu um quarto enquanto buscávamos nossa própria casa.

O pastor Roberto estava fazendo missões na Bolívia a quatro anos. Eu o conhecia da região de fronteira com o Paraguai desde 1996 quando tivemos os primeiros anos no Paraguai. E encontrar o pastor Roberto em Quijarro foi realmente uma grande benção a nossas vidas.

Região de fronteira entre o Brasil e Bolívia (2006)

Mas, os dias de busca por uma casa foram exaustivos. O calor era extremo, chegando a 47 graus, com muita poeira e mosquitos. Muitas das casas pareciam “fornos” sem nenhuma sombra. Quijarro está na região do Pantanal Boliviano e é uma fronteira extremamente quente.

Um dia, exaustos de tanto andar, paramos o carro debaixo de uma árvore em frente a uma praça em Quijarro. Estávamos tomando tereré gelado para refrescar e estávamos nitidamente desanimados. Foi quando lembramos de um pequeno detalhe: não havíamos orado sobre a nossa nova casa!

Eu disse à Mina: “Saímos do Paraguai por revelação, e prometemos a Deus que tudo o que conquistássemos seria por meio da oração. Vamos orar por esta casa agora mesmo!”

Eu e Mina na cidade de Puerto Suarez, Bolívia

Ali, debaixo daquela árvore, começamos a orar e a detalhar tudo o que desejávamos: uma casa com muita sombra, cercada por árvores, com uma boa varanda, que fosse fresca, segura, com um proprietário tranquilo e, claro, que tivéssemos condições de pagar sem dificuldade.

Seria pedir muito? Temos o direito de orar e pedir o que quisermos? Nosso Deus é poderoso para nos atender? Minha Bíblia garante: “Tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis” (Mateus 21:22). Sendo assim, essas eram as características do nosso futuro lar, e nós, sob a sombra daquela árvore, clamávamos ao Senhor Jesus.


O Milagre da Primeira Casa

Depois de orarmos veio ao nosso coração buscar também em Puerto Suárez, que fica a cerca de 10 km de Quijarro. Entrando na cidade, parei em frente a um estúdio fotográfico e perguntei ao proprietário se ele sabia de alguma casa para alugar.

Ele olhou para mim e disse: “Eu tenho uma casa para alugar. Se quiser, posso te mostrar.”

Ficamos animados e fomos ver. Não era longe: apenas três quadras. Quando chegamos, a casa tinha varanda, várias árvores ao redor, era fresca e o aluguel era o valor que podíamos pagar.

Nossa primeira casa em Bolívia – Puerto Suarez

Amados, depois de orarmos ao Senhor, a primeira pessoa que abordamos em Puerto Suárez nos apresentou a casa que alugaríamos e onde ficamos por um ano. O Senhor Jesus nos deu a casa na primeira tentativa! A residência era exatamente como havíamos clamado em oração.

Nosso coração foi inundado pelo amor de Deus. Vimos o cuidado do Senhor Jesus com nossas vidas, pois oramos e as portas se abriram naquele mesmo instante. Apresentamos nossa necessidade a Deus, e Ele nos atendeu prontamente.

O mais importante em tudo isso não é apenas obter a solução para um problema, mas sim ver Deus resolvendo-o. Quando você vê Deus à frente, você está vendo o Provedor que cuida de cada detalhe.


A Casa em Santa Cruz

O tempo passou. Débora nasceu, e chegou a hora de ir para Santa Cruz de la Sierra. Peguei um trem e fui à cidade, hospedando-me na casa do Pastor Gessé de Oliveira, um missionário da igreja Quadrangular que já vivia em Bolívia a mais de dez anos.

Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem

O Pastor Gessé me aconselhou a buscar casa na periferia da cidade, como no Plan 3000 ou El Quior, pois, segundo ele, o lugar que eu queria — o Segundo Anel — era muito caro. Ele estava certo: as casas eram caríssimas. Mas eu tinha uma Palavra de Deus.

Para quem não sabe, Santa Cruz é organizada por anéis: avenidas circulares. O Primeiro Anel é central, o Segundo é logo depois. Quanto maior o número, mais periférico. O Segundo Anel era, sim, na região central.

Ainda que o Pastor Gesse, com boas intenções, me levasse para a periferia, eu decidi buscar a palavra de Deus. O Senhor havia dito Segundo Anel!

A cidade anilhada de Santa Cruz de la Sierra

Procurei em jornais e andei pela região. Os aluguéis eram altíssimos. Encontrei uma casa próxima ao Terceiro Anel, com um proprietário cristão. Ele ficou feliz por eu ser missionário, me deu a chave e disse que a casa era minha. Tentei pagar adiantado, mas ele recusou. Eu confiei naquele homem e em sua palavra. Então eu voltei para a fronteira e preparei a mudança.

Dias depois, quando chegamos em Santa Cruz, com Débora de 4 meses, a nossa mudança ainda no vagão do trem, liguei para o proprietário da casa. Ele me disse que não alugaria mais, pois havia vendido a casa naquele mesmo dia.

Naquele momento, olhando para Mina e para a pequena Débora, o desespero bateu, mas a voz do Senhor me veio à mente: “Sua casa está próxima ao Segundo Anel.” O Senhor me disse segundo anel e o que eu estava fazendo no terceiro anel? Eu havia me metido em um problema por desobediencia.


A Casa de Dois Andares

Deixei Mina na casa do Pastor Gessé de Oliveira e saí em busca de uma casa. Desta vez, resoluto por seguir o que o Senhor Jesus havia mostrado, circulei no jornal apenas os anúncios próximos ao Segundo Anel.

Lembrei-me de que, enquanto procurávamos, Mina me disse: “Peniel, e se Deus nos der uma casa de dois andares? Queria fazer culto embaixo e morarmos em cima, com nosso quarto independente.” Eu ri, falando que seria um milagre pelo preço, mas que acreditava em Deus.

Eu só poderia pagar no máximo 150 dólares e o preço das casas era de 450 dólares. Um casa onde o quarto fosse em cima custaria algo como 750 dólares por mês. Os preços dos alugueis em Santa Cruz de la Sierra são em dólares e muito alto. É impressionante isso!

Mas Deus nos deu a casa. Entrei em contato com a proprietária, e quando ela me apresentou o lugar, era exatamente uma casa de dois andares! Na parte de cima, o quarto com banheiro, e na parte de baixo, um espaço amplo que usamos para os cultos e o trabalho que o Senhor nos havia confiado.

Moramos ali por sete anos. Foi um lugar estratégico e central para o início do serviço de missões e, posteriormente, para o programa de apoio evangelístico.

Culto na varanda de nossa casa com os jovens da Misión Siloé (2009)

A Terceira Casa: Um Endereço Revelado

Sete anos depois, Mina queria outra casa. Ela estava grávida do Samuel e estava preocupada em nascer o bebê e ter que subir e descer as escadas pelo lado de fora da casa. Os ventos fortes e frios de Santa Cruz são bem complicados e pensávamos em todos esses detalhes.

Assim, o alvo era uma casa mais segura e com a escada de acesso ao quarto por dentro. Mas nós não tínhamos recursos para a mudança, então, começamos a orar.

Deus comeceu agir poderosamente e nós sem esperar começamos a receber ofertas de várias igrejas. Guardei o dinheiro e disse à Mina: “Se é hora de mudar, é agora, com o recurso que temos.”

Família Missionária na Base de Apoio do 8 anel, Remanso

Dias de busca se passaram sem sucesso. Lembrei-me dos milagres anteriores e decidi parar e clamar. Entrei no quarto e fui orar ao Senhor por uma saída. Então o Senhor me disse de forma fortíssima: A sua casa está na mesma avenida onde você mora, a Avenida Banzer, no Oitavo Anel, do lado esquerdo.” Não havia dúvida. Estava buscando uma palavra e o Senhor nos deu sua palavra naquela momento em oração.

Então eu pedi uma confirmação do Senhor quanto aquela orientação. Pedi a Deus que fosse Mina que encontrasse aquela casa e não eu. Fiquei quieto, não disse nada para Mina quanto a palavra que o Senhor me deu e guardei a palavra. Não queria ser soprado pela circunstancia, mas viver o agir de Deus e queria ver a mão de Deus.

Dias depois, Mina abriu o computador na sala de nossa casa e disse: “Peniel, estou vendo uma casa com o valor que podemos pagar, e que tem o que oramos!” Ela me mostrou as fotos: casa nova, piso lindo, tubulações e elétrica novas. Eram exatamente os detalhes que orávamos!

Perguntei: “Onde fica?” Ela respondeu: “No Oitavo Anel, lado esquerdo, no bairro Remanso.”

Mina, Deborah e Samuel na praça do Ramanso, Santa Cruz de la Sierra – Bolívia

Era a região exata que Deus havia mostrado! “Coincidentemente”, tempos antes, Mina havia olhado para o Remanso, ao visitarmos um amigo que morava naquele bairro, e dito: “Que lugar lindo! Imagina Deus nos dar uma casa aqui?” Andamos pela praça daquele lugar com muito desejo de um dia morar naquele bairro.

Fechamos o contrato rapidamente. Essa foi nossa segunda base em Santa Cruz, onde moramos por mais de sete anos. Um lugar de descanso e estratégico até nossa saída da Bolívia.

O Deus que Ouve as Orações

A casa anterior era muito velha. O piso era ruim, o encanamento e a fiação da casa eram velhos. Tivemos muitos problemas nos batanheiros tanto do quato de cima quanto no quarto de baixo e tivemos que refazer muita coisa.

Além de tudo isso a proprietária era bem complicada de lidar. Eu pagava adiantado, mas mesmo assim sempre que podia ela vinha nos pertubar por qualquer coisa.

Oramos ao Senhor não apenas pela escada que fosse dentro de nossa casa, mas que a casa fosse nova. Também oramos para que o Senhor colocasse uma proprietária que não pertubasse nossa vida. Amados, o Senhor Jesus nos deu justamente como pedíamos.

Eu vi a proprietária daquela casa apenas algumas vezes. A primeira quando tive que assinar o contrato, depois ela veio para ver alguns problemas que tinha no teto e no final apenas vi a proprietária para entregar a casa. Até nisso nós vimos a mão de Deus


O Deus das Pequenas Coisas

Amados, é muito fácil contar testemunhos de grandes vitórias, mas o mais lindo é ver a mão de Deus nas pequenas coisas. Deus é o Deus que está presente em cada detalhe de nossa vida e o glorificamos.

Se você parar, analisar o seu dia a dia e permitir que Ele participe das suas escolhas, verá a provisão d’Ele até mesmo no momento de alugar uma casa. Ele se importa com a sua vida, suas necessidades e até com o seu endereço.

“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.” – Salmos 23:1

Se o nosso Pastor é o Deus Todo-Poderoso, por que duvidar que Ele suprirá a necessidade do nosso lar? Confie na Palavra d’Ele, mesmo quando o conselho dos mais experientes sugere o contrário!

Um abraço, Deus abençoe, e até o nosso próximo Diário Missionário.

Nossos Vídeos Missionários

Eu tenho alguns vídeos onde mostro a primiera casa alugada em Santa Cruz e a segunda. Os links eu deixo abaixo

CLIQUE AQUI para assistir o vídeo onde eu mostro a primeira casa. É um vlog gravado em 2017 e eu fala de nossa chegada em Santa Cruz de la Sierra, pois na época já havia se passado 10 anos que fazíamos missões em Bolívia

CLIQUE AQUI para assistir o vídeo onde eu mostro nossa segunda casa. Desta vez o vídeo foi gravado em 2021 e eu estava entregando a casa ao proprietário

CLIQUE AQUI para assistir um vídeo gravado em 2025 quando novamente voltei a nossa antiga Base de Apoio. A pedido dos meus filhos eu retornei ao bairro Remanso para gravar a antiga praça, a casa e o bairro