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Equilíbrio quanto a prosperidade no campo missionário

Uma questão que sempre surge é a falta de equilíbrio na igreja, especialmente em relação à prosperidade financeira. E a situação agrava quando falamos de prosperidade financeira missionária.

Muitas pessoas dão ênfase excessiva a um único ponto. Para mim, a prosperidade de um projeto missionário não se mede pela abundância de recursos financeiros e bens. Em Lucas 12:15 diz: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” Então, se a vida do homem não consiste na quantidade de bens, por que mediríamos o tabalho de missões?

Um projeto pode ter muito dinheiro, mas ser pobre em visão, em propósito e em ação. Quando falta visão de Deus, o trabalho se torna uma empresa, atraindo pessoas por interesse financeiro, não por vocação. O resultado é um trabalho pobre, mesmo que tenha dinheiro.

O própria Cristo disse de uma igreja que acreditava ser rica porque ela dizia ser rica aos seus próprios olhos: “Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3:17)

Por isso, quero deixar bem claro: a verdadeira prosperidade de um projeto missionário é viver o propósito de Deus. É cumprir a vontade do Senhor, independentemente da condição financeira. Tem recursos ou nao tem, o ponto é: Está cumprindo o propósito?

Existe um grande desequilíbrio quando se trata da vida financeira de um missionário. De um lado, há quem acredite que um missionário “de verdade” é aquele que vive na necessidade, sempre pedindo ajuda. Essa mentalidade cria o erro de julgar quem tem recursos para fazer a obra de missões.

Lembro-me de uma vez que viajei de avião para cumprir um compromisso e fui criticado por isso. A pessoa que me criticou pensou que um missionário deveria viajar de ônibus ou até mesmo de jumento para fazer missões, mas nunca de avião. Essa pessoa ficou tão irritada que não entrou mais em contato comigo. Mas tempos depois eu o vi entrando em um aviaõ “para fazer missões”. Não é um pouco contraditório?

Querido irmão, essa visão é equivocada. Deus pode abrir portas e prover de maneiras inesperadas, e não devemos limitar Sua forma de agir. E não temos condições financeiras para fazer a obra de uma forma melhor, fazemos da mesma forma com as condições que temos.

Do outro lado, estão aqueles que acreditam que ser abençoado é sinônimo de ter uma alta entrada de dinheiro. Isso também não é verdade. Um projeto não é melhor que o outro apenas por ter mais recursos.

A prosperidade, como já disse, está em viver o propósito de Deus. Pense em João Batista; ele viveu de forma simples, mas cumpriu seu propósito plenamente. A Bíblia diz que não houve nascido de mulher maior do que ele.

Precisamos encontrar um equilíbrio. Não podemos criar nossos próprios padrões e julgar os outros com base neles. O padrão do crente é a Palavra de Deus e a Palavra nos dá equilíbrio e nos ensina a considerar os momentos de dificuldade e não exaltar no momento de abundância.

Espero que estas palavras sirvam como uma orientação para você que está no campo de batalha das missões.

Assista o vídeo que eu coloquei logo abaixo onde eu falo um pouco mais sobre o assunto.

Chamado de Deus: Escutar é Fácil, Responder é Difícil

O convite de Deus para a obra missionária é algo grandioso e continua ecoando em nossos dias. Ele chama homens e mulheres para proclamar as Boas-Novas e alcançar aqueles que ainda não conhecem a verdade. Mas surge a pergunta: por que tantos escutam, e tão poucos atendem?

A dificuldade está na entrega. Responder ao chamado do Senhor significa abrir mão de planos pessoais para viver os projetos dEle. Como disse Jesus: “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim” (Mateus 10:38). O chamado não é para quem deseja conforto, mas para quem está disposto a confiar no cuidado de Deus.

No campo missionário, fé e renúncia caminham juntas. Não existem certezas humanas, mas existe a promessa de que “Deus é fiel, o qual vos confirmará até o fim” (1 Coríntios 1:8-9). Essa fidelidade sustenta os que dizem “sim” ao Senhor.

Obedecer ao chamado não significa ausência de dúvidas, mas coragem para prosseguir apesar delas. Assim como Abraão, que partiu sem conhecer o destino (Gênesis 12:1), cada missionário é desafiado a caminhar confiando em Deus.

Hoje, o Espírito Santo continua chamando. Talvez você já tenha ouvido essa voz em seu interior. A grande questão não é apenas ouvir, mas decidir responder.

Chamado Missionário: O Desafio da Obediência

O chamado missionário é uma das expressões mais fortes do amor de Deus. Ele continua levantando homens e mulheres para anunciar o Evangelho e alcançar os perdidos. Mas surge uma pergunta inevitável: por que tantos ouvem e tão poucos obedecem?

A resposta está no custo da obediência. Dizer “sim” ao chamado de Deus exige abrir mão de projetos pessoais para viver o propósito dEle. Jesus foi claro: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16:24). O chamado não é para os que querem manter o controle, mas para os que decidem confiar plenamente.

No campo missionário, a renúncia se torna parte da caminhada. Muitas vezes não há garantias humanas, mas há a promessa de que “aquele que começou boa obra em vós a aperfeiçoará até ao dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6). É essa certeza que sustenta os que obedecem.

Obedecer não significa ausência de medo ou dúvidas. Significa avançar apesar deles. Abraão foi chamado a sair de sua terra sem saber para onde iria (Hebreus 11:8). Sua obediência se tornou referência de fé para todos nós.

Hoje, Deus continua chamando. Talvez você já tenha ouvido Sua voz em seu coração. A questão não é apenas ouvir, mas decidir obedecer.

A Obra de Deus Exige Direção de Deus

É comum, em nossos dias, encontrar pessoas empenhadas na obra de Deus sem nenhuma direção vinda de Deus. Os motivos que as levam a isso são variados — desejo de reconhecimento, necessidade pessoal, pressão do meio cristão —, mas o fato é que muitos nunca ouviram a voz de Deus para nada. Sinceramente, questiono se essas pessoas realmente nasceram de novo.

É assustador ver alguém se lançar em ministérios, missões ou liderança sem a menor orientação espiritual. Lembro-me de um jovem líder que me chamou para conversar em sua casa. Ele queria saber se o casamento com a moça com quem se relacionava era da vontade de Deus. Enquanto eu falava sobre como o Senhor me revelou a respeito do meu casamento com Mina, percebi que ele esperava uma “receita pronta”.

Pastor Peniel N Dourado

Perguntei se ele já tinha orado, buscado uma direção do Senhor, jejuado, esperado uma palavra. Ele me disse: “Admiro quem diz ouvir a voz de Deus, porque eu nunca ouvi.” Para ele, “ouvir Deus” era simplesmente escolher o que parecia melhor. Saí triste. Triste por ele e mais ainda por saber que era um líder de jovens, guiando outros — mesmo sendo um cego espiritual (Mateus 15:14).

Há muitos líderes sem comunhão com Deus, que não conhecem a voz do Senhor, mas que facilmente afirmam: “Deus quer, porque é o melhor.” Outros acrescentam “Se for da vontade do Senhor”, e logo assumem que já é. Tristeza é ver tamanha superficialidade espiritual.

A Bíblia nos mostra que o Espírito Santo fala com clareza e direção específica. Quando Pedro meditava na visão que recebera, lemos:
“Pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam” (Atos 10:19).
Eu creio em sonhos, em revelações, em profecias, porque tenho vivido isso em minha jornada com o Senhor.

Recentemente, enquanto me preparava para ir a Santa Cruz de la Sierra, liguei para alguns irmãos. Um deles me disse que naquela mesma noite sonhou que eu chegava à sua casa enquanto eles estavam em oração. Dias depois, ao chegar, encontrei exatamente a cena do sonho: a família reunida orando e eu subindo a escada. O irmão glorificou a Deus:
“Foi exatamente o que vi no sonho!”

Esse tipo de direção traz consolo, convicção e certeza de que nossos passos estão sendo dados debaixo da vontade do Senhor (Provérbios 16:9). Contudo, nem sempre Deus fala por sonhos ou por palavras proféticas diretas. O Espírito Santo usa muitos meios para se revelar, e nem sempre como esperamos. Precisamos aprender a reconhecer a Sua voz em qualquer circunstância.

Mas deixo um alerta importante: pessoas que ainda não nasceram de novo também podem ser alcançadas por revelações, como ocorreu com Faraó no Egito (Gênesis 41) e com o centurião Cornélio (Atos 10). Deus usou profetas para interpretar sonhos e revelou visões a incrédulos. Cornélio temia a Deus, orava, dava esmolas — mas ainda não era salvo. A salvação só veio quando ele creu na mensagem trazida por Pedro.

A diferença é clara: somente os nascidos de novo ouvem diretamente a voz do Espírito Santo (João 10:27). Os demais, ainda que tocados, dependem de terceiros para receberem direção.

Por isso pergunto: Quando foi a última vez que você ouviu a voz de Deus?
Você já acordou de madrugada com o coração movido a orar, e saiu daquele momento com uma resposta clara do céu? A vida cristã autêntica não se sustenta em filosofias humanas, lógica ou “achismos”. O que sustenta o nascido de Deus é a Palavra viva revelada pelo Espírito Santo (João 6:63).

Muitos observam nosso trabalho, os contatos com evangelistas, os materiais que distribuímos, as viagens, e perguntam:
“Como você consegue manter tudo isso?”
E eu respondo com segurança: porque o Senhor falou que eu faria. Ele disse que colocaria materiais em minhas mãos, que traria os evangelistas, que sustentaria o projeto e que me enviaria a cada lugar.

Tudo acontece pela Palavra de Deus. Se você recebeu uma palavra, invista nela com fé. Se ainda não recebeu, busque com intensidade, pois ela virá. Quando o Espírito falar, você saberá — não por emoção, mas por convicção espiritual (Romanos 8:16). Não tente provar a ninguém que Deus falou. Apenas guarde essa palavra no coração, porque quando Deus fala, o inferno se levanta para tentar destruir aquilo que foi revelado.

Satanás não teme atividade religiosa. Ele teme obediência à Palavra revelada.
Como está escrito:
“Os exércitos no céu, montados em cavalos brancos, vestidos de linho fino, branco e puro, seguiam-no” (Apocalipse 19:14).
Esses exércitos seguem a Palavra, não ideias humanas. É por isso que o inimigo se opõe tanto àquele que recebeu uma verdadeira direção do alto.

Mas, se você rejeitar, ignorar ou desprezar a Palavra que recebeu, as consequências serão inevitáveis. Conheço homens que um dia foram cheios do Espírito, referências no ministério, mas hoje são vergonha pública. Isso acontece quando se troca a Palavra de Deus por vaidades, ideologias ou interesses pessoais (Hebreus 10:26-27).

A maior riqueza que temos não é material.
Não está no saldo do banco, na quantidade de carros, imóveis ou títulos que possuímos. A maior riqueza é a Palavra viva de Deus em nós, seja a revelada nas Escrituras, seja a que o Espírito ministra ao nosso espírito. Este é o tesouro que precisa ser guardado com zelo, fé e obediência (Salmo 119:11).

Forte abraço,
Peniel Nogueira Dourado

Deus Quer Nos Tornar Produtivos no Reino

Sou grato ao Senhor Jesus pela oportunidade de servir na Sua obra. No caminho missionário, encontramos todo tipo de gente — cada uma com sua história, suas lutas e também suas barreiras espirituais.

Hoje acordei refletindo sobre dois tipos de pessoas que, apesar de estarem presentes no ambiente cristão, permanecem improdutivas no Reino de Deus. Ambas necessitam de libertação e transformação pelo Espírito Santo para que possam viver uma vida de propósito. Falo dos religiosos e dos que se sentem indignos por causa do passado.

Peniel N Dourado

O Religioso que Não Produz

O religioso geralmente se sente apto e até aprovado por Deus. Conhece as Escrituras, ocupa posições e tem aparência piedosa. Preocupa-se com o tipo de sapato que calça, a versão da Bíblia que usa, a maneira como segura o microfone… mas não produz frutos no Reino (Mateus 7:20).

Ele sempre transfere a culpa de sua inatividade para outros. Se não evangeliza, é porque o pastor não o comissionou. Se não é usado por Deus, é culpa da frieza da congregação. Se a igreja não tem secretaria de missões, essa é a desculpa. Se tem, ele não se envolve porque o secretário “não sabe envolver o povo”.

Como disse o Senhor Jesus:
“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Marcos 7:6).

Esse tipo de fé baseada em aparência, sem prática e sem submissão ao Espírito, é infrutífera.

O Ferido pelo Passado

Do outro lado estão aqueles que carregam a culpa de uma vida de pecado. Sabem que erraram, que fizeram escolhas ruins, e acreditam que, por isso, estão desqualificados para viver com Deus. Ainda estão presos tentando resolver os problemas causados por decisões erradas do passado.

Mas Deus não nos chama porque somos perfeitos. Ele nos chama para sermos transformados e produtivos, mesmo com nossas marcas. O apóstolo Paulo, que antes perseguia a Igreja, disse:
“Pela graça de Deus sou o que sou” (1 Coríntios 15:10).

Deus não quer que vivamos lambendo feridas antigas. Ele deseja nos curar, perdoar e colocar de pé para vivermos o Seu propósito.

Dois Encontros, Dois Chamados à Transformação

O evangelho de João nos mostra dois encontros emblemáticos de Jesus: um com o religioso Nicodemos (João 3) e outro com a mulher samaritana (João 4).

Com Nicodemos, um mestre em Israel, Jesus é direto:
“Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7).
Apesar de toda sua religiosidade, Nicodemos precisava de transformação interior, de vida nova, de intimidade com Deus.

Já com a mulher samaritana, marcada por escândalos e rejeição, Jesus oferece água viva (João 4:10) e a coloca como evangelista em sua própria cidade. Enquanto o religioso teve dificuldade de crer, a mulher com passado conturbado creu e foi produtiva no Reino.

Veja o contraste: Jesus não se impressiona com diplomas religiosos nem se deixa manipular por vítimas do pecado. Ele nos chama a sair de ambos os extremos: nem ostentação espiritual nem autoabandono emocional. O convite é o mesmo: viver em relacionamento com Deus e cumprir o propósito dEle.

Relacionamento, Propósito e Frutificação

A posição que Deus deseja para nós não é de religiosidade oca, nem de lamento paralisante. Ele quer nos tornar produtivos. Mas ser produtivo no Reino não é apenas estar ativo — é viver com propósito, cumprir a missão para a qual fomos chamados (Efésios 2:10).

Deus deseja que você se aproxime dEle, seja curado, liberto e frutífero. Não é sua aparência, sua eloquência ou sua dor que movem o coração do Senhor. O que O move é um coração quebrantado e disposto a obedecer (Salmo 51:17).

Deixo com você a leitura de João 3 e João 4. Leia, ore e reflita: em qual posição você está? E o que precisa entregar hoje para se tornar produtivo no Reino?

Forte abraço,
Peniel N. Dourado