Deus tem usado muitas formas para trazer o recursos para mantermos este trabalho. O grande problema é que colocamos os olhos nos meios que o Senhor está usando e tiramos os olhos do próprio Senhor.
O Senhor Jesus é a fonte da manutenção. É nEle que devemos colocar nos olhos e esperar dEle a manutenção do projeto.
Eu tenho ensinado missionários a divulgarem seus projeto usando o digital, mas infelizmente muita gente perde completamente a visão acreditando que por saber divulgar na internet o projeto não precisa mais do Senhor.
Outros Deus abre portas para que igrejas e agencias missionárias façam o apoio e desta forma acreditam que a fonte são as secretarias de missões e as agencias. É uma tristeza isso!
Amado, o SENHOR é nossa fonte. O recursos para manter a obra vem dEle e é Deus que mantem a obra independente qual o meio que ELE usa para fazer o recurso chegar em suas mãos, mas é Deus que mantem todas as coisas
Abaixo deixo um vídeo com alguns testemunhos. Os testemunhos dos vídeos é tirado do meu diário, ou dos meus diários de missões.
Gosto de colocar no caderno o que o Senhor tem feito e ultimamente tenho repassado em vídeo para trazer a você.
Espero que edifique sua vida e que a glória do Senhor possa encher o seu coração
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Quando o Senhor nos falou do Programa de Apoio Evangelístico, sobre os materiais, sobre o apoio que estaríamos fazendo aos evangelistas esta foi nossa pergunta: Quem vai manter um projeto como este?
Mas assim como o Senhor nos chamada para a Obra ELE também trabalha conosco nos mostrando que é ELE que está à frente. Este é um processo que o Senhor faz questão de nos levar a caminhar para que possamos conficar nEle e não nas mãos dos homens.
Abaixo deixo um vídeo onde eu conto como Deus nos falou da manutenção do Programa de Apoio Evangelístico. Assista e se tem sido de benção a sua vida compartilhe este post para abençoar a vida de outros.
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O trabalho que desenvolvemos teve um início e no vídeo que deixo neste post eu quero justamente compartilhar este momento da chamada ao apoio evangelístico.
Antes de iniciar com o vídeo eu compartilho uma experiência que eu tive com todo este processo. Aprendi que a Obra é do Senhor e que todo trabalho que é dEle é importante. Parece algo simples, mas eu vou repetir para frizar: Todo trabalho que é dEle é importante
Nem sempre fazemos o mesmo trabalho, mas o que fazemos se é no guiar do Espírito de Deus é importante.
Esta verdade aprendi de uma forma muito forte e deixo aqui para que você leve em consideração em sua caminhada com o Senhor Jesus.
Se o vídeo acima foi de benção para sua vida eu vou pedir para você compartilhar este post com o objetivo de edificar outras vidas.
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Em primeiro lugar é importante saber ouvir a voz de Deus para compreender se tem um chamado específico ou não para missões. Outro ponto importante é que estamos tratando de missões transculturais onde é necessário um chamado específico e não o trabalho local de evangelismo que todo cristão verdadeiro deve fazer.
Assim, quando se tem uma chamada específica o próprio Deus falará ao seu coração, ao seu espírito sobre o chamado. ELE direcionará ao lugar, o serviço, quando ir e como será mantido.
Para o serviço de missões transculturais é preciso uma preparação, mas nunca esquecer que a maior e melhor preparação vem do próprio Deus. Fazemos nossa parte em nos preparar para o que ELE coloca em nossas mãos, mas a preparação vem dEle mesmo.
Bem, editei um vídeo bem curto falando sobre o assunto. Assista e não deixe de se inscrever em nosso canal, pois estamos postando periodicamente vídeos sobre a vida em missões
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É comum, em nossos dias, encontrar pessoas empenhadas na obra de Deus sem nenhuma direção vinda de Deus. Os motivos que as levam a isso são variados — desejo de reconhecimento, necessidade pessoal, pressão do meio cristão —, mas o fato é que muitos nunca ouviram a voz de Deus para nada. Sinceramente, questiono se essas pessoas realmente nasceram de novo.
É assustador ver alguém se lançar em ministérios, missões ou liderança sem a menor orientação espiritual. Lembro-me de um jovem líder que me chamou para conversar em sua casa. Ele queria saber se o casamento com a moça com quem se relacionava era da vontade de Deus. Enquanto eu falava sobre como o Senhor me revelou a respeito do meu casamento com Mina, percebi que ele esperava uma “receita pronta”.
Pastor Peniel N Dourado
Perguntei se ele já tinha orado, buscado uma direção do Senhor, jejuado, esperado uma palavra. Ele me disse: “Admiro quem diz ouvir a voz de Deus, porque eu nunca ouvi.” Para ele, “ouvir Deus” era simplesmente escolher o que parecia melhor. Saí triste. Triste por ele e mais ainda por saber que era um líder de jovens, guiando outros — mesmo sendo um cego espiritual (Mateus 15:14).
Há muitos líderes sem comunhão com Deus, que não conhecem a voz do Senhor, mas que facilmente afirmam: “Deus quer, porque é o melhor.” Outros acrescentam “Se for da vontade do Senhor”, e logo assumem que já é. Tristeza é ver tamanha superficialidade espiritual.
A Bíblia nos mostra que o Espírito Santo fala com clareza e direção específica. Quando Pedro meditava na visão que recebera, lemos: “Pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam” (Atos 10:19). Eu creio em sonhos, em revelações, em profecias, porque tenho vivido isso em minha jornada com o Senhor.
Recentemente, enquanto me preparava para ir a Santa Cruz de la Sierra, liguei para alguns irmãos. Um deles me disse que naquela mesma noite sonhou que eu chegava à sua casa enquanto eles estavam em oração. Dias depois, ao chegar, encontrei exatamente a cena do sonho: a família reunida orando e eu subindo a escada. O irmão glorificou a Deus: “Foi exatamente o que vi no sonho!”
Esse tipo de direção traz consolo, convicção e certeza de que nossos passos estão sendo dados debaixo da vontade do Senhor (Provérbios 16:9). Contudo, nem sempre Deus fala por sonhos ou por palavras proféticas diretas. O Espírito Santo usa muitos meios para se revelar, e nem sempre como esperamos. Precisamos aprender a reconhecer a Sua voz em qualquer circunstância.
Mas deixo um alerta importante: pessoas que ainda não nasceram de novo também podem ser alcançadas por revelações, como ocorreu com Faraó no Egito (Gênesis 41) e com o centurião Cornélio (Atos 10). Deus usou profetas para interpretar sonhos e revelou visões a incrédulos. Cornélio temia a Deus, orava, dava esmolas — mas ainda não era salvo. A salvação só veio quando ele creu na mensagem trazida por Pedro.
A diferença é clara: somente os nascidos de novo ouvem diretamente a voz do Espírito Santo (João 10:27). Os demais, ainda que tocados, dependem de terceiros para receberem direção.
Por isso pergunto: Quando foi a última vez que você ouviu a voz de Deus? Você já acordou de madrugada com o coração movido a orar, e saiu daquele momento com uma resposta clara do céu? A vida cristã autêntica não se sustenta em filosofias humanas, lógica ou “achismos”. O que sustenta o nascido de Deus é a Palavra viva revelada pelo Espírito Santo (João 6:63).
Muitos observam nosso trabalho, os contatos com evangelistas, os materiais que distribuímos, as viagens, e perguntam: “Como você consegue manter tudo isso?” E eu respondo com segurança: porque o Senhor falou que eu faria. Ele disse que colocaria materiais em minhas mãos, que traria os evangelistas, que sustentaria o projeto e que me enviaria a cada lugar.
Tudo acontece pela Palavra de Deus. Se você recebeu uma palavra, invista nela com fé. Se ainda não recebeu, busque com intensidade, pois ela virá. Quando o Espírito falar, você saberá — não por emoção, mas por convicção espiritual (Romanos 8:16). Não tente provar a ninguém que Deus falou. Apenas guarde essa palavra no coração, porque quando Deus fala, o inferno se levanta para tentar destruir aquilo que foi revelado.
Satanás não teme atividade religiosa. Ele teme obediência à Palavra revelada. Como está escrito: “Os exércitos no céu, montados em cavalos brancos, vestidos de linho fino, branco e puro, seguiam-no” (Apocalipse 19:14). Esses exércitos seguem a Palavra, não ideias humanas. É por isso que o inimigo se opõe tanto àquele que recebeu uma verdadeira direção do alto.
Mas, se você rejeitar, ignorar ou desprezar a Palavra que recebeu, as consequências serão inevitáveis. Conheço homens que um dia foram cheios do Espírito, referências no ministério, mas hoje são vergonha pública. Isso acontece quando se troca a Palavra de Deus por vaidades, ideologias ou interesses pessoais (Hebreus 10:26-27).
A maior riqueza que temos não é material. Não está no saldo do banco, na quantidade de carros, imóveis ou títulos que possuímos. A maior riqueza é a Palavra viva de Deus em nós, seja a revelada nas Escrituras, seja a que o Espírito ministra ao nosso espírito. Este é o tesouro que precisa ser guardado com zelo, fé e obediência (Salmo 119:11).
Você tem convicção que Deus te chamou para missões? Trabalhar no campo missionário, desenvolver um projeto é um desafio muito grande. A realidade é que nem todos tem uma chamada de Deus para o campo de missões, mas eu creio que todos devem fazer missões.
Bem, você não está no campo missionário, mas isso não quer dizer que você não faça missões. O trabalho missionário tem duas pontas: Uma ponta estão os que vão ao campo de missões e a outra ponta estão os que sustentam quem está no campo missionário. Todos da igreja local, da congregação, da comunidade local devem somar forças neste importante serviço que é o serviço de missões
Primeiramente eu quero te animar a que você some forças com sua secretaria local de missões em sua própria igreja. Procure o secretário de missões e envolva-se no serviço de missões. Você não pode ficar fora deste importante trabalho.
Caso sua congregação não esteja envolvida busque um missionário que você conheça de perto. Participar em missões não é enviar dinheiro para o campo de missões, mas realmente participar em missões. Desta forma, é importante você conhecer o missionário, conhecer o projeto que ele está fazendo, te contato com o missionário, receber informativos periodicamente e, finalizando, está integrado com o trabalho que está sendo desenvolvido no campo de missões.
Você não conhece nenhum missionário? Bem, agora chegou minha vez de apresentar o projeto que desenvolvemos aqui em Bolívia. O Programa de Apoio Evangelístico iniciou em Bolívia e atualmente estamos levando o projeto a outras nações. Se você tiver interesse de conhecer melhor é só nos enviar uma mensagem,
Abaixo eu vou deixar um vídeo informativo onde eu falo um pouco do trabalho que fazemos. Assista e se o Senhor tocar em seu coração para somar forças conosco é só nos enviar uma mensagem ou escreva para PASTORPENIEL@HOTMAIL.COM
Se você tiver dificuldade de assistir clicando no vídeo acima acesse pelo link ao lado – CLIQUE AQUI
CONHECENDO MAIS MISSÕES
Toda segunda feira eu envio por e-mails informações preciosas sobre a vida prática em missões, desde o período de preparação na igreja local, os primeiros dias em campo, o que o missionário deve priorizar, os cuidados a tomar e etc.
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Eu sou abordado constantemente por irmãos que ficam intrigados com a dedicação com a qual desenvolvemos o trabalho que nos foi confiado. E a questão é: Vale a pena entregar a vida por este serviço?
Eu creio que estaria fazendo esta pergunta toda semana se o projeto fosse meu. Sinceramente eu nunca pensei neste projeto, não arquitetei, não foi ideia minha e não pedi para entrar. Na época eu e minha esposa estávamos fazendo outras coisas que em nosso ponto de vista era mais interessantes, mas Deus nos tirou de todas essas atividades e nos colocou neste serviço.
Normalmente o serviço com literatura evangelística, evangelizar com literatura, apoiar igrejas e evangelistas com a literatura não é visto com olhos de serviço nobre. O pensamento é que quem faz ou faz por obrigação imposta por uma igreja, pela liderança ou faz por vantagens financeiras. Também existe o pensamento do que quem faz está fazendo por que não sabe fazer mais nada.
Você já ouviu a frase: “Se você não prega, não sabe cantar, não tem um dom especial ao menos saia e distribua folhetos”. Sim, quem evangeliza distribuindo folheto faz este trabalho porque não sabe fazer mais nada.
Bem, eu ainda muito novo estava pastoreando, tínhamos trabalho de rádio, havíamos iniciado um trabalho no presídio o qual existe até hoje na cidade de Pedro Juan Caballero, Paraguai, atendíamos fazendas, comunidades indígenas e etc. Deus nos tirou de tudo isso para nos dedicar ao serviço de apoio aos evangelistas.
Eu amo o trabalho de pregação de rua e um dos melhores tempos de ministério foi quando compramos vários megafones e formamos um grupo para pregar nas feiras, praças e mercados. Mas até mesmo este trabalho o Senhor me orientou a “dar um freio” para me dedicar ao apoio. Este último foi um dos mais difíceis de deixar, mas é um ambiente maravilhosos em que você vive Atos dos Apóstolo em pleno século XXI
Mas, Deus falou para eu parar e dedicar em apoiar quem está na linha de frente. E aqui atrás, se assim eu posso dizer, o ambiente é pesado, frio, você trabalha muito mais na organização, em busca de recurso para viabilizar os materiais e é necessário triplicar o esforço para manter o coração aquecido, os olhos no alvo, na Palavra específica e saber que se eu estou aqui é porque Deus me colocou aqui.
Bem, finalizo com esta frase: “Deus me colocou aqui”. E porque Deus me colocou aqui eu estou aqui, pois não importa o que eu faça, ou se as pessoas acreditam ser interessante o que eu faço ou não, mas o que verdadeiramente importa é obedecer Aquele que um dia darei conta de minhas obra. Pois à eternidade a única coisa que levamos são nossas Obra.
“Então ouvi uma voz do céu dizendo: “Escreva: Felizes os mortos que morrem no Senhor de agora em diante”. Diz o Espírito: “Sim, eles descansarão das suas fadigas, pois as suas obras os seguirão“. (Apocalipse 14:13)
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Fazer missões é enfrentar situações fora do comum. Para permanecer, é necessário ter uma força também fora do comum. Essa força vem da fé que nasce ao ouvirmos a voz de Deus. É pela Palavra que somos fortalecidos e capacitados para obedecer ao chamado, vencer as barreiras e cumprir o que nos foi ordenado (Isaías 40:29-31).
Como está escrito: “De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” (Romanos 10:17). Sem fé, não se pode agradar a Deus, nem realizar nada no campo missionário (Hebreus 11:6). Em momentos de pressão e lutas, minha oração é simples: “Senhor Jesus, estou aqui porque tua Palavra me alcançou. Ajuda-me!”. E repito isso muitas vezes, porque a Palavra que nos envia é também a que nos sustenta (João 15:5).
Peniel Dourado e Mina
Só fé explica por que um irmão permanece anos pregando em presídios. Só fé explica por que alguém deixa o conforto urbano para viver entre ribeirinhos da Amazônia ou nos Andes bolivianos. Quando a Palavra nos alcança, a fé é gerada, e por essa fé vivemos: “O justo viverá pela fé” (Romanos 1:17).
Nós estamos na Bolívia porque a Palavra nos alcançou e cremos nela. Tudo começou em 2004, quando recebi alguns pastores que estavam se mudando de São Paulo. Não eram da minha denominação, mas os ajudei. Um deles, certo dia, nos chamou à mesa, leu um texto profético e orou. Deus o usou para nos dizer que não deveríamos criar raízes no Paraguai, pois Ele nos levaria para outra nação.
Reagi com incredulidade. Meu julgamento foi que a profecia era carnal. Mas, pouco tempo depois, outro jovem evangelista confirmou a mesma palavra. E novamente rejeitei. Não por falta de fé, mas porque não queria sair do Paraguai, onde estava envolvido com evangelismo, rádio e presídios desde 1995.
Mas disse ao Senhor que, se uma terceira pessoa falasse a mesma coisa, eu consideraria. Em 2006, Deus enviou a terceira, a quarta, a quinta… Comecei a ouvir a mesma Palavra em diferentes lugares. Fui vencido. O peso espiritual se intensificou. Não conseguia mais evangelizar, pregar na rádio ou continuar com as atividades ministeriais. Entrei no quarto para orar, e ali permaneci por dias, talvez mais de um mês. Gemia. Não havia palavras, apenas sede da voz de Deus.
Peniel e Mina próximo a Chochis, Bolívia
E um dia, no secreto, o Espírito Santo falou: “Bolívia”. Nunca tinha pesquisado sobre o país. Apenas conhecia a fronteira em Corumbá (MS). Não tivemos tempo para planos, nem para saber custos ou condições econômicas. Diante de Deus, respondemos: “Sim”.
Senti um peso insuportável antes da resposta. Tudo parecia perder o sentido: a rádio, os cultos, a igreja. Lia livros e devocionais sem conseguir pregar. Meu único alimento era a oração e o clamor. Mas quando ouvi “Bolívia”, respondi “Sim”. E minha esposa, grávida, também disse “Sim”. Então oramos, e Deus revelou: Santa Cruz de la Sierra.
A Palavra nos alcançou. A fé veio. A certeza era tão profunda que sabíamos que não havia lugar mais seguro para estar. E entendemos: fé também é fidelidade (Tiago 2:17). Deus disse para irmos à Bolívia, então ser fiel significava permanecer. Muitos abandonam o campo não por falta de poder, mas por falta de fidelidade à Palavra.
Alguns repetem: “Deus me enviou”. Mas estão mais interessados em conforto do que em obedecer. Querem “comer o melhor da terra” (Isaías 1:19) esquecendo que esse versículo tem condição: obediência. Se você quiser vencer, mantenha os olhos fixos na Palavra. Pedro afundou quando tirou os olhos de Jesus (Mateus 14:30).
Por causa da Palavra que nos alcançou, vendemos tudo. Vendi meu carro. Antes de vendê-lo, tentei ir à Santa Cruz, mas o motor fundiu. Vendemos móveis para consertar. Depois, vendemos o carro para seguir viagem. Chegamos em Santa Cruz e alugamos uma casa. Tínhamos apenas um colchão, um fogão, um botijão e algumas malas. Mas tínhamos a Palavra.
Houve oposição da família. Era esperado: país desconhecido, gravidez, nenhuma estrutura. Mas a Palavra era nossa rocha. Como em Daniel 3:17-18, aprendemos a dizer: “Se Deus nos livrar, amém. Se não, também não negaremos”. Fé autêntica não depende do resultado. É fidelidade à voz que nos alcançou.
Se você diz ter fé, saiba que será provado. Como os que enfrentaram a cova dos leões, a fornalha, ou as arenas romanas (Hebreus 11:36-38). A Palavra que te chamou é soberana. “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).
Finalizo com um encorajamento: você que serve ao Senhor onde quer que esteja, saiba que foi Jesus quem te colocou aí. Não despreze o chamado. “Em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus” (Atos 20:24). Que a Palavra que te alcançou seja sua motivação todos os dias.
Fazer a Obra do Senhor exige sabedoria, temor e orientação de Deus. Quando se trata de liderar uma igreja local, é importante entender que há uma diferença entre ser o pastor e substituir temporariamente o pastor. Quem assume interinamente não deve ter como objetivo mudar estruturas ou práticas da igreja, mas sim manter o bom andamento da obra (1 Coríntios 14:40).
Esse princípio vale também para qualquer função no Reino: dirigente de congregação, líder de missões, evangelismo ou jovens. O maior cuidado de um líder é preparar substitutos fiéis e humildes (2 Timóteo 2:2). Quando isso não acontece, a ausência de um líder pode gerar caos espiritual.
Na secretaria de missões, por exemplo, é necessário compreender que ela é uma ponte entre a igreja e o campo missionário. Se estiver desconectada da realidade do missionário, torna-se uma estrutura vazia. Por isso, a palavra-chave para atuar em qualquer área missionária é visão. E não apenas uma visão física, mas espiritual — ver com os olhos e com o coração (Efésios 1:18).
A Bíblia nos dá exemplos de líderes que agiram com sabedoria. Neemias, ao chegar a Jerusalém para reconstruir os muros, não saiu impondo mudanças. Ele esperou, observou e buscou o tempo certo para agir (Neemias 2:11-13). Jesus também agiu com prudência. Antes de purificar o templo, Ele primeiro entrou, observou tudo e apenas no dia seguinte tomou atitudes (Marcos 11:11,15-17). Isso nos ensina que nem todo início deve ser marcado por mudanças radicais. Esperar o tempo de Deus é sinal de sabedoria (Eclesiastes 3:1).
Lembre-se: a Obra não é nossa, é do Senhor, e um dia prestaremos contas (Romanos 14:12). Por isso, o zelo e a prudência são essenciais. Neemias não contou imediatamente o que Deus havia colocado em seu coração. Ele foi discreto, pois sabia que falar fora do tempo pode atrair oposição antes da hora certa (Neemias 2:12). Nem tudo precisa ser revelado de imediato. Há momentos em que até o silêncio é uma estratégia divina (Miquéias 7:5).
Uma palavra de Deus é como uma semente. Ela precisa de tempo para germinar, crescer e frutificar (Marcos 4:26-29). A precipitação pode destruir um plano divino antes mesmo que ele amadureça. Quando Deus nos fala, é preciso discernir o momento certo de compartilhar ou agir.
Compartilho aqui uma experiência pessoal: em 2006, em Puerto Suárez (Bolívia), o Senhor me deu uma palavra clara sobre campanhas evangelísticas. No entanto, comentei antecipadamente com pessoas, fiz planos antes do tempo, e isso gerou frustrações. A obra de Deus se cumpriu, mas não da forma que eu imaginava. Aprendi que a humildade e o tempo são essenciais para que a semente cresça no tempo certo de Deus.
Neemias saiu à noite pela “porta do vale” (Neemias 2:13). Isso fala de humildade. Prefiro um trabalho constante e duradouro a um início com “fogos de artifício” que não dura. Muitos missionários chegam ao campo cheios de alarde, mas em pouco tempo estão de volta, frustrados. A sabedoria está em começar com humildade e perseverança (Provérbios 16:18).
Certa vez, um pastor visitou nossa base missionária e, após uma semana conosco, decidiu apoiar nosso trabalho. Ele havia recebido a direção de Deus três meses antes, mas esperou, orou e agiu com sabedoria. Diferente de muitos que prometem apoio, mas não vêm pela “porta do vale” — vêm com promessas vazias e depois desaparecem sem sequer demonstrar arrependimento.
A grande pergunta é: como temos feito a Obra do Senhor? Com sabedoria? Com visão? Com temor? A Palavra nos lembra: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Salmo 111:10). É esse temor que nos guia a tomar decisões com prudência e que garante que nossa obra seja aceita por Deus.
Sigamos construindo o Reino com temor, visão e sabedoria, lembrando que a Obra é do Senhor, e a Ele prestaremos contas.