Hoje eu quero falar sobre uma verdade que queima meu coração: a missão de Deus ainda não terminou. O Senhor nos deu um privilégio enorme – e uma responsabilidade séria – de participar da obra mais importante do universo: levar o Evangelho até os confins da terra.
Pense comigo na declaração direta de Jesus:
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. E então virá o fim.” (Mateus 24:14)
Isso é poderoso! A volta de Jesus está diretamente ligada à pregação entre todos os povos, especialmente aqueles que ainda não ouviram o nome de Cristo. Temos um papel ativo na história da redenção.
Deus Criou a Diversidade para Ser Adorado
Quando olhamos o mundo, vemos a explosão de raças, culturas, línguas e povos. Essa diversidade não é acaso, é criação de Deus.
“De um só fez toda a raça dos homens para habitar sobre toda a face da terra.” (Atos 17:26)
Deus ama cada povo e Ele quer ser adorado por cada cultura, em cada idioma e por cada família da terra. O plano de redenção não é um “apagamento” cultural, mas a transformação e a redenção de cada cultura para a glória de Cristo.
No Céu, a imagem não será de uniformidade, mas de diversidade glorificada: “…de todas as tribos, línguas, povos e nações.” (Apocalipse 5:9) A missão visa reproduzir o Céu na Terra!
A Unidade da Igreja É Espiritual, Não Cultural
A nossa união na Igreja não é baseada em aparência, sotaque ou hábitos. Nossa verdadeira unidade está no Espírito Santo, em Cristo.
“Há um só corpo e um só Espírito.” (Efésios 4:4)
A igreja local erra muitas vezes ao tentar forçar o missionário transcultural a ser idêntico a nós, ou ao exigir que o novo convertido nativo se adapte aos padrões culturais do missionário.
Mas Deus levanta pessoas diversas, de origens e sotaques variados – e Ele usa a todas! O próprio Deus não apenas usa qualquer cultura, mas reconhece e valoriza a diversidade cultural.
Essa diversidade deve ser igualmente valorizada por quem se dirige ao campo de missões.
A missão não é um esforço para tornar o mundo igual à nossa cultura, mas sim para tornar Cristo conhecido em cada cultura.
Evangelismo Exige Sensibilidade e Aculturação
Se ignorarmos as barreiras culturais, sociais e linguísticas, simplesmente não alcançaremos todos os povos.
E quem é nosso maior exemplo de sensibilidade? Jesus!
Ele atravessou a distância cultural mais profunda que existe: deixou o Céu, assumiu forma humana, falou nossa língua, viveu entre nós. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (João 1:14).
Se o próprio Cristo fez essa jornada de encarnação, como nós não atravessaríamos as barreiras geográficas, sociais e culturais para alcançar outros?
A Missão É Entre Povos (Ethne), Não Apenas Países
Deus não vê o mundo dividido por fronteiras políticas como nós vemos. Ele vê povos e grupos étnicos.
Países com muitas igrejas ainda têm povos não alcançados dentro de suas fronteiras – e isso inclui o Brasil! Por isso, o mandato de Jesus é específico:
“Ide e fazei discípulos de todas as nações.” (Mateus 28:19)
A palavra “nações” aqui é a grega ethne: grupos étnicos ou povos. A missão não acaba quando pregamos em um país; ela só se aproxima do fim quando cada etnia tem acesso à Palavra e à Salvação.
Precisamos amar, aprender, ouvir e servir. O Apóstolo Paulo resumiu o que significa adaptação missionária: “Fiz-me tudo para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” (1 Coríntios 9:22). Missão é dependência total do Espírito Santo, vestida com a roupa da adaptação e da humildade.
O desafio aumenta muito conforme a distância cultural. Ir para outro país, idioma e cultura é um chamado para a humildade radical.
Deus Está Levantando Enviados Transculturais
Sim, ainda hoje o Senhor chama e está levantando homens e mulheres para ir onde ninguém foi. Pessoas dispostas a abandonar o conforto, aprender línguas difíceis, amar culturas estranhas e pregar onde Cristo ainda não foi anunciado.
O chamado também é feito para o alcance de povos dentro de nossa própria cidade ou estado. O serviço de Missões Urbanas no alvo do alcance de povos fora do nossa ambiente cultural, mas que estão dentro de nossas cidades é extremamente importante.
A Bíblia nos questiona: “Como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14). O mundo precisa de missionários. A igreja tem a responsabilidade de treinar, enviar e sustentar esses trabalhadores.

A Missão É Sua Responsabilidade
Amado irmão, amada irmã, a missão é urgente e ela continua. Neste exato momento que você lê este post existem povos sem Bíblia, sem igreja, sem pregador, sem esperança. E Deus nos chama para a responsabilidade em quatro frentes:
- Orar (pela colheita)
- Sustentar (o trabalhador)
- Enviar (quem Ele levantar)
- E, se Deus mandar, Ir!
Jesus nos deu a autoridade e o modelo: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (João 20:21). Não podemos descansar enquanto houver povos sem Cristo. A tarefa é grande, mas Aquele que nos chama é fiel para completá-la.
Desafio Prático
Adote um Povo Não Alcançado (PNA) ou Menos Alcançado (PMA). Use sites missionários para pesquisar um grupo étnico que ainda não tenha o Evangelho e comprometa-se a orar por ele todos os dias por pelo menos um mês. Sua oração move os céus!
Oração: Senhor, dá-nos olhos para ver o mundo como Tu vês: um campo de colheita urgente. Acende em nós paixão pelos povos não alcançados. Envia trabalhadores, sustenta missionários e usa a nossa vida para cumprir o Teu Reino. Em nome de Jesus, amém.




De igual forma uma igreja tendo a consciência da responsabilidade de está presente no campo de missões fica mais fácil uma secretaria de missões trabalhar com este igreja quanto ao serviço de missões.
“Pastor, ninguém acredita em meu chamado para missões”. Já tenho escutado muitas vezes esta mesma frase de pessoas que um dia estiveram super animadas para fazer a obra missionária, mas que deixaram perder esse ânimo, o amor por missões pela falta de crédito dos que estão ao redor em sua igreja local.