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O Apoio Evangelístico na região Sul do Brasil

Iniciamos nossa atividade em Vacaria, no Rio Grande do Sul, com o apoio do evangelista Moisés. Confesso que eu não tinha muitas informações sobre a necessidade do evangelho nessa região. Pesquisando, descobri dados que me surpreenderam.

Porto Alegre é a capital com o menor número de evangélicos no Brasil. Em segundo lugar está Florianópolis. Para se ter uma ideia, essas capitais, apesar de grandes, têm um número muito pequeno evangélicos e igrejas. A cidade de Porto Alegre tem 11% e Florianópolis tem um pouco mais de 12% de evangélicos. Isso me fez pensar: se as capitais têm essa realidade, o que dizer dos municípios menores?

Peniel Dourado e Ev Moisés

Aprofundando a pesquisa, encontrei um grande número de municípios no Rio Grande do Sul com menos de 2% de evangélicos. Esse dado é alarmante, pois remete à compreensão de que uma região é “não alcançada” pelo evangelho. Se vários municípios vizinhos têm essa porcentagem, significa que toda uma região está carente da presença do evangelho.

Assim, eu posso dizer que, o sul do Brasil é o lugar no país com a maior necessidade da presença do evangelho sem ter barreiras geográficas que dificultam o avanço da Palavra. Existem lugares na região norte com muita barreira geográfica e mesmo assim o avanço na pregação, abertura de novas igrejas é constante.

Outro dado importante são os municipios com uma porcentagem de 5% de evangéicos. Segundo especialistas, uma região com essa porcentagem pode ter um crescimento rápido. Já uma região que se mantém nos 2% por muito tempo, provavelmente precisa de apoio externo para avançar, pois mostrar pela quantidade e falta de avanço que a igreja local não está conseguindo avançar sozinha. Atualmente, cerca de 24 municípios no Rio Grande do Sul têm menos de 5% de evangélicos e 13 municípios com 2% da população declarada evangélica.

A conclusão é clara: a região sul do Brasil é carente da Palavra de Deus e precisa urgente da atenção do serviço de missões.

No entanto, tenho notado que a Igreja brasileira não tem uma visão voltada para o sul. É raro ver igrejas de outras regiões, como Sudeste ou Nordeste, enviando missionários para lá. Muitos vão para trabalhar, mas poucos para ganhar almas, abrir igrejas e somar com a igreja local.

Visita do Ev Moisés a Misión Siloé no Paraguai (2024)

A falta de obreiros é um dos maiores desafios que se enfrenta. Observando o trabalho do evangelista Moisés, foi enviando uma grande quantidade de materiais impressos, houve apoio para a distribuição, mas a barreira maior foi encontrar evangelistas com o coração realmente entregue à obra de evangelismo de forma constante. Muitos começam, mas param depois de poucos meses.

A região sul tem muitas barreiras culturais e religiosas. Eu até a comparo com a Europa, onde as igrejas também evitam enviar missionários por causa da cultura e do poder aquisitivo das pessoas. No Brasil, essa mentalidade impede o avanço no Sul.

Irmã Angelina da cidade de Santa Maria, RS, durante o evangelismo

Apesar de tudo isso, eu tenho visto que as igrejas evangélicas do sul sendo uma das mais animadas quanto ao serviço de missões transculturais. Mesmo trabalhando em uma região tão difícil para o crescimento de igreja e alcance de novas regiões no próprio sul do Brasil as igrejas locais são fortemente envolvidas no serviço de missões enviando e apoiando missionários dentro e fora do Brasil.

Sobre o Apoio Evangelístico

Quanto ao desenvolvimento do Programa de Apoio Evangelístico, desde o início, sabíamos que não seria fácil. Trabalhamos para levar as primeiras remessas de materiais, iniciamos o processo da identificação de evangelistas que fazem o trabalho de forma constante. Tivemos o apoio de irmãos que trabalham no transporte, mas a resistência tem sido gigante.

Um dos maiores problemas que nós temos tido é a falta de evangelistas que fazem o trabalho de forma constante. Normalmente o trabalho é feito por três meses ou seis meses e logo param. Não digo que não tenha evangelista, mas o número comparado a outras regiões do Brasil é baixíssimo.

Continuamos a orar e a buscar a Deus para que Ele levante pregadores para alcançar essa região. Eu creio que chegará o tempo que vamos ter um resultado maior na região sul. O que precisamos fazer e seguir trabalhando, orando e deixar que as portas sejam abertas pelo próprio Deus


Ore Conosco!

O desafio é grande, mas a promessa de Deus é ainda maior. Jesus disse: “Vejam! Eu lhes digo: levantem os olhos e vejam os campos para a colheita, pois já estão brancos!” (João 4:35). O sul do Brasil é um desses campos que está maduro e clama por ceifeiros. A necessidade de pregadores do evangelho é extrema.

Que possamos ter essa visão, orar e agir para que a Palavra de Deus chegue a cada coração nessa região.

Nossos Vídeos

Eu tenho alguns vídeos gravados com nossas viagens ao sul, chegada de material na cidade de Vacaria e vídeos que falo sobre o desenvolvimento do trabalho. O link eu deixo logo abaixo

CLIQUE AQUI para acessar os vídeos

Um forte abraço e que o Senhor Jesus te abençoe

A Guerra Invisível: Discernindo a Batalha Espiritual nas Missões

A vida, dia após dia, nos apresenta desafios que tentam nos prender aos pensamentos negativos. E se isso já é verdade na rotina comum, imagina no campo missionário? Quem serve em missões sabe: as lutas são ainda maiores. Mas Deus não nos chamou para sermos derrotados. Ele nos deu armas espirituais poderosas para vencer! (2 Coríntios 10:4).

Pastor Peniel N Dourado

Essa capacitação espiritual não é apenas para quem está em outra nação, mas também para aquele irmão que, com fidelidade, serve em sua igreja local. O apóstolo Paulo nos lembra que “não temos que lutar contra carne e sangue, mas contra principados e potestades” (Efésios 6:12). Nossa guerra é espiritual, invisível, mas real.

As histórias do Antigo Testamento não são fábulas. São relatos reais de homens e mulheres que venceram pela fé (Hebreus 11). O inimigo, ontem como hoje, tem como alvo roubar, matar e destruir (João 10:10). Por isso, precisamos discernir suas ações e resistir com autoridade espiritual.

O profeta Eliseu enxergou além das aparências. Ao olhar para Hazael, viu destruição (2 Reis 8:12). De forma parecida, missionários precisam desenvolver sensibilidade espiritual. É fácil se impressionar com culturas ricas ou lugares belos, mas o servo de Deus não se guia pelo que vê, e sim pelo que o Espírito revela (1 Coríntios 2:14-16).

Pastor Peniel pregando nas ruas de Bolívia

Um missionário brasileiro testemunhou isso ao caminhar pelas ruas da Suíça. Encantado com a organização e a beleza, logo discerniu o peso espiritual daquele lugar: um espírito de suicídio pairava sobre o povo. A aparência era de paraíso, mas havia um inferno escondido na alma das pessoas.

O inimigo não age só aos sábados à noite. De segunda a domingo, ele continua destruindo vidas. Satanás não respeita status, cor ou classe social. Mesmo nas nações desenvolvidas, muitos estão perecendo sem nunca ouvir o Evangelho.

O Dr. Francisco Gamelim, da Missão Filadélfia, entendia isso. Em suas férias, evangelizava em países da Europa, onde muitos rejeitavam o evangelho. Mesmo sendo advertido por guardas, ele voltava com novos materiais e continuava a missão. Um dia, diante do trono de Deus, essas pessoas saberão que alguém teve coragem de levar-lhes a Palavra da Verdade.

É fato: estamos em guerra. Mas não estamos desamparados. O Salmo 23 nos garante que o Senhor nos conduz a pastos verdejantes. E em Mateus 28:18, Jesus afirma: “Todo poder me é dado no céu e na terra.” Ele já venceu! Na cruz, Cristo despojou os principados e potestades (Colossenses 2:14-15). Agora, somos mais que vencedores (Romanos 8:37).

Se você está calado, temendo represálias ou distraído com o mundo, desperte! Deus não nos chamou para esconder a luz debaixo da cama (Mateus 5:15), mas para brilhar em meio às trevas.

A autoridade está sobre você. A vitória é do Senhor. Levante-se e lute! Seja sensível ao mover espiritual ao seu redor. Enxergue como Eliseu, combata como Paulo, insista como Dr. Gamelim. O Espírito Santo está contigo!