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O Encontro com Deus: Renúncia, Chamado e o Verdadeiro Privilégio de Servi-Lo

Deus é poderoso para agir a nosso favor. Somos tocados profundamente quando presenciamos Sua mão operando em nossas vidas. Jacó teve um encontro transformador com Deus em Betel, onde recebeu promessas, ouviu a voz divina, teve seu nome mudado e seu futuro redirecionado. Está escrito: “O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome.

E chamou-lhe Israel” (Gênesis 35:10). Assim como aconteceu com Jacó, também nós, em nossa caminhada com Deus, passamos por momentos marcantes em que Ele se revela, chama e nos mostra que nosso futuro está nas mãos do Todo-Poderoso.

Peniel N Dourado

Se você deseja ser usado por Deus, ser instrumento nas mãos do Senhor e ir onde Ele quiser te enviar, saiba que haverá o “momento do encontro” — aquele instante em que Deus assume o controle da sua vida. Trabalhar para o Senhor Jesus é o maior privilégio que um ser humano pode ter, e esse chamado não é concedido com base em critérios humanos. “Pois o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses, o Senhor dos senhores, Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas” (Deuteronômio 10:17). Deus não te escolhe por tua linhagem pastoral, por graus acadêmicos ou posição social — Ele chama e usa quem se entrega com sinceridade.

Infelizmente, em muitas igrejas há pessoas inativas, sem função no Corpo de Cristo, por não discernirem o tempo da visitação divina. Contudo, nunca é tarde para recomeçar. O apóstolo Pedro declarou: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34). Se um dia você entregou sua vida a Cristo, o Espírito Santo habita em você e certamente te conduzirá ao serviço, conforme o propósito dEle. Nem todos exercerão o mesmo ministério, mas todos são chamados a serem ferramentas úteis em Suas mãos (2 Timóteo 2:21).

Encontre um verdadeiro missionário, pastor ou evangelista, e encontrará alguém que foi impactado por esse chamado. A renúncia é uma marca registrada dos servos de Deus. Vivemos tempos de teologia centrada no homem e seus desejos. Muitos dizem que “Deus não destrói sonhos” — e de fato, não destrói os sonhos que são dEle.

Mas o Senhor não patrocina projetos egoístas, ainda que espiritualmente disfarçados. Quando Deus diz “não”, é não! (Isaías 55:8-9). Guerreiros do Reino sabem renunciar seus próprios desejos para obedecer ao chamado divino.

Falo por experiência. Deus começou a falar conosco sobre sair do Paraguai ainda em 2004, o que me parecia inaceitável, pois havia tantas necessidades ministeriais ali. Mas em 2006 iniciamos nossa jornada missionária rumo à Bolívia.

Muitos nos disseram que ainda havia muito a ser feito no Paraguai — e realmente havia. Porém, o Senhor nos direcionou, e obedecemos. Oramos pelo Paraguai, ainda que não estejamos lá fisicamente. Quando entregamos nossas vidas ao Senhor, aprendemos que as rédeas não nos pertencem mais (Provérbios 3:5-6).

No campo missionário encontrei muitos homens e mulheres que deixaram empregos estáveis e carreiras promissoras para seguir a Cristo. Médicos, enfermeiros, concursados — gente que largou tudo para servir. E vale lembrar: em muitos países, missionários não podem legalmente trabalhar. Dependem de apoio financeiro enviado por igrejas e parceiros de fé. A resposta à chamada é renúncia.

Deus quer te usar, mas o nível da sua entrega determinará a medida da operação divina em sua vida. Davi era apenas um pastor de ovelhas, mas foi ungido por Samuel. A Palavra afirma: “Desde aquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apoderou de Davi” (1 Samuel 16:13). Ele não apenas disse que cria — ele viveu conforme sua fé.

Quando enfrentou o leão e o urso, sabia que venceria, pois havia uma promessa. Quando encarou Golias, sua segurança estava na certeza do seu chamado (1 Samuel 17:36-37, 45). E mesmo sendo perseguido por Saul, Davi escreveu: “O Senhor dá grandes vitórias ao seu rei escolhido; Ele me mostra a sua bondade e continuará mostrando essa mesma bondade aos meus filhos e netos” (Salmo 18:50, Bíblia Viva).

Mesmo antes de ocupar formalmente o trono, Davi se via como rei, pois cria no que Deus havia prometido. Esse é o poder da fé em uma palavra recebida do Senhor.

Prepare-se para mudanças. Prepare-se para deixar planos pessoais para trás. Aprenda o valor da palavra “abnegação” (Mateus 16:24). Se você escolheu servir ao Senhor Jesus, sua vida pertence a Ele. Que Deus te abençoe por discernir esse tesouro invisível, mas eterno.

Pr. Peniel N Dourado

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Como Não Se Perder no Campo Missionário

Podemos nos perder em meio à missão que o Senhor nos confiou, a ponto de olhar para o céu e não ver nem o sol nem as estrelas, e caminhar à deriva sem saber para onde ir. Certa vez, o apóstolo Paulo viveu uma situação parecida. O evangelista Lucas escreveu em Atos dos Apóstolos:
“E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos” (Atos 27:20).

Não seria essa a realidade de muitos missionários hoje? Ignorar as tempestades espirituais e as dificuldades do ministério é imprudente, pois, assim como um barco é construído para suportar as adversidades do mar, devemos estar preparados para enfrentar as dificuldades no campo missionário. As tempestades, por vezes, nos levam a perder o rumo e a sentir que estamos à deriva.

Pastor Peniel e Mina

Se você está no campo missionário, é importante tomar cuidado. Não basta apenas Deus ter te enviado; você pode, sim, se perder. Por exemplo, José recebeu a ordem de seu pai para verificar a situação de seus irmãos, mas “andava errante pelo campo” (Gênesis 37:15). O que pode fazer um missionário se desviar da missão que Deus confiou? Existem muitos motivos.

Aqui, em Santa Cruz de La Sierra, noto que a facilidade para os brasileiros cursarem medicina atrai muitos missionários, homens e mulheres que vieram com o coração focado na salvação das almas, mas se perdem em meio à busca por um diploma barato.

Em poucos anos, já vi missionários voltando ao Brasil porque a faculdade passou a ser a prioridade, e não a obra do Senhor. Outros continuam, porém já sem tempo para o trabalho missionário, que fica em segundo plano. Essa prioridade invertida tem causado problemas conjugais e familiares, com ministérios desfeitos e casamentos arruinados.

Pastor Peniel, Mina e Deborah yuiko

Alguém pode me perguntar: “Então você é contra que o missionário estude?” De modo algum. Este é apenas um exemplo de algo que acontece aqui com frequência. Eu defendo que o que Deus nos confiou deve ter primazia (Mateus 6:33). Já encontrei missionários perdidos no campo por diversas razões: distância da família e da igreja, solidão, problemas financeiros, falta de supervisão pastoral, conflitos ministeriais, e outros. A lista poderia ser maior. Mas o certo é que, se você é missionário, foi chamado pelo Senhor, e ELE mesmo lhe deu uma missão — não a perca de vista.

As fotos em murais das igrejas, com bandeiras estrangeiras e imagens de trabalhos evangelísticos e sociais, muitas vezes emocionam a igreja local. Quantas vezes olhei essas fotos e me emocionei com esses heróis de nossos dias, que cruzam fronteiras para buscar as almas perdidas. No entanto, por trás dessas imagens bonitas, há muitos missionários perdidos, à deriva, que não sabem para onde ir ou o que fazer.

Existe uma orientação clara para quem vai ao campo:
“Filha minha, não vás colher em outro campo, nem tampouco passes daqui; porém aqui ficarás” (Rute 2:8).

Esse texto fala da situação de Rute, viúva, que tinha o direito pela Lei de colher nos campos o que sobrava, mas recebeu uma orientação específica para permanecer fiel a um lugar. Mais tarde, a sogra Noemi reafirmou essa sabedoria:
“E disse Noemi a sua nora: Melhor é, filha minha, que saias com as suas moças, para que noutro campo não te encontrem” (Rute 2:22).

Material evangelístico chegando em Bolívia (2012)

Na minha juventude, tomei a decisão firme de buscar ao Senhor e valorizar apenas aquilo que me edificava. Tudo que não trazia edificação eu descartava — essa foi uma orientação importante para minha vida. Quando tinha 18 anos, Deus me falou fortemente sobre trabalhar na obra, e comecei a traçar minhas decisões nesse sentido. Muitas oportunidades surgiram depois, mas descartei todas que não alinhavam com a missão.

Ao buscar esposa, procurava aquelas com coração para a obra, e evitava as que tinham sonhos distantes da missão. Após casar, eu e minha esposa Mina decidimos dedicar nossas vidas ao Reino de Deus. Nosso alvo não é acumular bens, carro ou casa — embora creiamos que Deus pode nos dar tudo isso —, mas a obra do Senhor é nossa primazia. Muitas vezes surgem oportunidades que tentam nos afastar desse foco, mas nós temos escolhido permanecer firmes.

Quer evitar ser um missionário perdido no campo que Deus lhe deu? Então não perca a missão que ELE confiou a você. Não é sábio agir movido apenas pelas emoções, pois:
“Com a sabedoria se edifica a casa, e com o entendimento ela se estabelece” (Provérbios 24:3).

Quando Israel caminhava pelo deserto, não andava sem direção, mas sob ordem e liderança. No momento de atravessar o rio Jordão, os oficiais deram instruções precisas:
“Quando virdes a arca da aliança do SENHOR vosso Deus, e que os sacerdotes levitas a levam, partireis vós também do vosso lugar, e seguireis. Haja contudo, entre vós e ela, uma distância de dois mil côvados; e não vos chegueis a ela, para que saibais o caminho pelo qual haveis de ir; porquanto por este caminho nunca passastes antes” (Josué 3:3-4).

Aqui vemos a importância da orientação e da atenção constante. O povo não podia chegar perto da arca, mas não podia perdê-la de vista. Assim, havia uma progressão na caminhada sob a direção do Senhor.

Conheci um missionário usado por Deus em muitos ministérios, inclusive cura e profecia. Porém, ele enfrentou muitos problemas ministeriais e injustiças. Mudou de país buscando melhores condições, alcançou maior prosperidade, passou a trabalhar por conta própria, e a abundância o afastou do foco que Deus lhe dera.

Ele deixou de ser aquela ferramenta poderosa, passou a trabalhar relaxadamente, e o ministério sofreu. Essa situação é triste e desanimadora. É um exemplo claro do que acontece quando se perde a presença do Senhor, representada pela arca, e a orientação divina. O fim desse homem foi a ruína moral, incluindo adultério.

Quero voltar a Atos 27, onde Paulo enfrentou um naufrágio. Paulo não estava fora da direção de Deus, mas o barco que tinha uma missão terminou destruído no fundo do mar. Será que um missionário não pode afundar? Na verdade, não deveria, assim como um barco não é feito para afundar, mas sem a orientação correta, o final será ruína. Em Atos 27:15 está escrito:
“E, sendo o navio arrebatado, e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir à toa.”

A palavra missionário vem de missão, e quem tem uma missão não pode simplesmente “deixar-se ir à toa”. Perdemos a direção quando saímos da rota que o Senhor estabeleceu para nossas vidas. A missão não é buscar objetivos próprios, mas cumprir o propósito daquele que nos chamou:
“Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente” (2 Timóteo 2:4).

Quando saímos da rota, caímos na inércia espiritual. A Bíblia também nos mostra Jonas, um missionário desorientado, dormindo no barco enquanto a tempestade ameaçava afundar tudo:
“E o mestre do navio chegou-se a ele, e disse-lhe: Que tens, dorminhoco?” (Jonas 1:6).

Como alguém pode dormir quando a missão está em risco? Deus deu a Jonas a missão de pregar a mensagem a Nínive, e ainda assim ele falhou em estar atento ao chamado. Jonas só respondeu após muita pressão dos marinheiros. Eles chegaram a jogá-lo ao mar por sua desobediência (Jonas 1:8-15). Melhor do que ser repreendido pelos outros, é fazer uma autoanálise, buscar a Deus e mudar de atitude.

Davi também enfrentou momentos difíceis e concluiu:
“Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do SENHOR, porque muitas são as suas misericórdias; mas nas mãos dos homens não caia eu” (2 Samuel 24:14).

Missionário, que esta seja sua postura: esteja atento, mantenha o foco, e confie nas misericórdias e direção do Senhor.


Pastor Peniel Nogueira Dourado

O REAL MUNDO DA ETERNIDADE

Tive uma experiência muito especial alguns anos atrás e quero compartilhar com você. Deus me levou a um tempo intenso de oração. Depois daquela direção do Senhor, meu mundo passou a ser a oração.

Naquela época, eu tinha as manhãs livres. Então, saía de casa bem cedo e ia para a igreja, onde sabia que ninguém me interromperia. Lembro que não sentia vontade de comer, nem de estar com outras pessoas. Tudo o que eu queria era orar, ler a Bíblia e meditar na presença de Deus.

Durante esse período, o Senhor me deu revelações preciosas, respostas de oração que até hoje impactam minha vida. Foi um tempo de comunhão tão profunda que me levou a tomar decisões sérias, com base na direção de Deus.

Sou grato ao Senhor por esses momentos. Eles foram fundamentais para meu crescimento. Mas também compreendo que, como ministros de Cristo — e aqui não falo de um cargo eclesiástico, como pastor ou evangelista, mas no sentido real de “servo de Cristo” —, não podemos viver sempre trancados, desfrutando apenas da presença do Senhor. Fomos chamados para servir.

Acredito, porém, que esses tempos de separação com Deus nos capacitam para o serviço. É na intimidade com o Senhor que somos fortalecidos para enfrentar os desafios do ministério e da vida.

Deus operou algo marcante em meu coração: passei a ver o mundo material sob a perspectiva espiritual. Um dia, ao andar pelas ruas, observei os rostos das pessoas e não as via mais como ricas ou pobres, belas ou comuns — mas como salvas ou perdidas. Aquela percepção me trouxe grande angústia.

Via multidões ocupadas com as coisas terrenas, enquanto uma voz interior gritava: “Falta pouco tempo. Será que já ouviram falar de Cristo?” (João 4:35). A cena me lembrava os guetos dos tempos de guerra, com pessoas tentando viver normalmente, sem saber que estavam às portas da morte eterna.

Enquanto eu observava pais levando seus filhos pelas mãos, meu coração se apertava. Pensava: “Estão ensinando a viver no pecado. Logo, esses pequenos terão seus corações corrompidos.” Jesus falou sobre essa realidade espiritual ao dizer: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito, e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mateus 23:15).

A Realidade Espiritual Que Ignoramos

A Igreja de Cristo tem perdido sua sintonia com o céu. Cada vez mais parecida com o mundo, ela esquece que somos seres espirituais habitando um corpo passageiro (2 Coríntios 4:18). O mundo material vai passar (1 João 2:17), mas o espiritual é eterno.

Muitos de nós nos esquecemos de que nosso vizinho educado, ou aquela boa mãe de família, pode estar caminhando para o inferno, se não conhecem a Cristo (João 3:18–19).

Um jovem convertido compartilhou comigo um sonho que revela essa realidade: em meio a um evangelismo, ele viu as pessoas ardendo em chamas, gritando, pedindo socorro — e tudo parecia tão real quanto uma feira de domingo. O que ele viu no sonho era o reflexo do que muitos não querem mais pregar: o inferno é real (Lucas 16:28).

Um Sonho Profético: “Isso Não É Brincadeira!”

Tive também um sonho impactante. Estava num cemitério, vendo corpos fora das covas, jogados, empilhados. Um deles se levantou e me disse com raiva: “Você pensa que isso é uma brincadeira? Isso não é uma brincadeira!”. Fugi dali e ouvi uma voz: “Peniel, não brinque, isso é sério!”

Dias depois, em um evangelismo na feira, enquanto distribuía folhetos, ouvi novamente a mesma voz. Diante de mim estavam pessoas vivas, mas espiritualmente mortas, caminhando para o inferno. “Filho do homem, poderão estes ossos reviver?” (Ezequiel 37:3).

Evangelizar não é opção — é missão! “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). O Evangelho é o único antídoto para a morte eterna.

Evangelismo: Por Que Você Faz?

Muitos evangelizam por motivos errados: atrair pessoas para suas igrejas, aliviar a consciência, criar movimentos… Mas a razão principal deve ser porque “o Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16).

Ouvi um “missionário” zombar de quem evangeliza em outras cidades. Mas lembro do ladrão na cruz. Talvez, segundo esse missionário, alguém teria “perdido tempo” pregando a ele. Mas Jesus disse: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43). Ele creu e foi salvo, sem ter sido batizado, sem frequentar uma igreja, sem status — apenas pela fé (Efésios 2:8-9).

A Urgência É Real

Milhares entram no inferno todos os dias — sem retorno (Mateus 7:13-14). “O inferno […] é o lugar onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga” (Marcos 9:44, 46, 48). “Ali haverá choro e ranger de dentes” (Mateus 13:50). “E serão atormentados dia e noite, para todo o sempre” (Apocalipse 20:10).

Deus tem pressa. A eternidade está em jogo. O Espírito Santo clama: “Prega a Palavra, insiste a tempo e fora de tempo” (2 Timóteo 4:2). Você não precisa de métodos complexos. Precisa de fé no poder do Evangelho.


Conclusão

Não ignore a realidade do céu e do inferno. O Evangelho é a única ponte entre a perdição e a salvação. Deus te chama hoje a despertar, a viver com urgência e a pregar com paixão. Como Paulo declarou:
“Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Filipenses 1:21).
Será que você pode dizer o mesmo?

Pastor Peniel Nogueira Dourado

A Guerra Invisível: Discernindo a Batalha Espiritual nas Missões

A vida, dia após dia, nos apresenta desafios que tentam nos prender aos pensamentos negativos. E se isso já é verdade na rotina comum, imagina no campo missionário? Quem serve em missões sabe: as lutas são ainda maiores. Mas Deus não nos chamou para sermos derrotados. Ele nos deu armas espirituais poderosas para vencer! (2 Coríntios 10:4).

Pastor Peniel N Dourado

Essa capacitação espiritual não é apenas para quem está em outra nação, mas também para aquele irmão que, com fidelidade, serve em sua igreja local. O apóstolo Paulo nos lembra que “não temos que lutar contra carne e sangue, mas contra principados e potestades” (Efésios 6:12). Nossa guerra é espiritual, invisível, mas real.

As histórias do Antigo Testamento não são fábulas. São relatos reais de homens e mulheres que venceram pela fé (Hebreus 11). O inimigo, ontem como hoje, tem como alvo roubar, matar e destruir (João 10:10). Por isso, precisamos discernir suas ações e resistir com autoridade espiritual.

O profeta Eliseu enxergou além das aparências. Ao olhar para Hazael, viu destruição (2 Reis 8:12). De forma parecida, missionários precisam desenvolver sensibilidade espiritual. É fácil se impressionar com culturas ricas ou lugares belos, mas o servo de Deus não se guia pelo que vê, e sim pelo que o Espírito revela (1 Coríntios 2:14-16).

Pastor Peniel pregando nas ruas de Bolívia

Um missionário brasileiro testemunhou isso ao caminhar pelas ruas da Suíça. Encantado com a organização e a beleza, logo discerniu o peso espiritual daquele lugar: um espírito de suicídio pairava sobre o povo. A aparência era de paraíso, mas havia um inferno escondido na alma das pessoas.

O inimigo não age só aos sábados à noite. De segunda a domingo, ele continua destruindo vidas. Satanás não respeita status, cor ou classe social. Mesmo nas nações desenvolvidas, muitos estão perecendo sem nunca ouvir o Evangelho.

O Dr. Francisco Gamelim, da Missão Filadélfia, entendia isso. Em suas férias, evangelizava em países da Europa, onde muitos rejeitavam o evangelho. Mesmo sendo advertido por guardas, ele voltava com novos materiais e continuava a missão. Um dia, diante do trono de Deus, essas pessoas saberão que alguém teve coragem de levar-lhes a Palavra da Verdade.

É fato: estamos em guerra. Mas não estamos desamparados. O Salmo 23 nos garante que o Senhor nos conduz a pastos verdejantes. E em Mateus 28:18, Jesus afirma: “Todo poder me é dado no céu e na terra.” Ele já venceu! Na cruz, Cristo despojou os principados e potestades (Colossenses 2:14-15). Agora, somos mais que vencedores (Romanos 8:37).

Se você está calado, temendo represálias ou distraído com o mundo, desperte! Deus não nos chamou para esconder a luz debaixo da cama (Mateus 5:15), mas para brilhar em meio às trevas.

A autoridade está sobre você. A vitória é do Senhor. Levante-se e lute! Seja sensível ao mover espiritual ao seu redor. Enxergue como Eliseu, combata como Paulo, insista como Dr. Gamelim. O Espírito Santo está contigo!