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Missões: Como ouvir a voz de Deus e seguir o Seu chamado

Muitas vezes, a nossa ansiedade nos faz acreditar que o Reino de Deus funciona como um projeto de engenharia, onde tudo precisa estar planejado do início ao fim. Nós nos trancamos no templo, dobramos os joelhos e clamamos: “Senhor, o que eu devo fazer?”. Queremos um mapa completo para os próximos 20 anos, mas a verdade é que Deus geralmente nos dá apenas uma lanterna para o próximo passo.

Vivi isso intensamente. Há muitos anos, eu entrava no templo sozinho, com minha mochila, minha Bíblicas, livros e o meu tereré, tentando entender se meu chamado era pastoral ou evangelístico. Eu queria um rótulo, uma definição final, uma direção. No entanto, o aprendizado mais valioso que o campo missionário me trouxe foi este: Deus nos ensina no caminho. Como o apóstolo Paulo escreveu aos Filipenses:

“Estou plenamente certo de que aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6)

Essa “boa obra” não é um evento único, mas um processo de dependência diária. Algum tempo atrás, gravei um vídeo compartilhando sobre o “ouvir a voz de Deus” que é a base de qualquer serviço de missões. Aprendi algo que transformou meu ministério: Deus nos dá ordens específicas para momentos determinados. Muitos missionários sofrem tentando usar hoje uma estratégia que era para ontem, ou se desgastam antecipando um problema que só virá amanhã. Deus tem as ações certas para o momento certo.

No vídeo, conto como o Senhor me enviou para um trabalho no presídio de Pedro Juan Caballero, no Paraguai praticamente sozinho. No começo tínhamos um grupo de mais de 20 irmãos me ajudando, mas logo fiquei sozinho fazendo o trabalho que o Senhor me havia confiado. Foi um tempo bem presioso juntamente com os queridos irmãos que estão detrás das grades.

Depois, o Senhor Jesus mudou a direção e nos deu o serviço de rádio e, mais tarde, nos levou a realizar cultos em fazendas e chácaras bem distantes da cidade. Eu e Mina fazíamos porque o Senhor havia mandado e aprendemos a fazer atré o Senhor Jesus mandar parar.

Não era apenas uma “boa ideia” humana ou falta do que fazer. Eu e minha esposa, Mina, estávamos vivendo o mover de Deus e seguindo orientações precisas. Isso me lembra o que Paulo disse aos Efésios:

“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas.” (Efésios 2:10)

Se Deus já preparou as obras, nosso papel não é inventar novos caminhos, mas perceber por onde Ele já está andando. Se você sente o desejo de alcançar outros povos, lembre-se: a eficácia missionária não vem da nossa força de vontade, mas da nossa sensibilidade ao Espírito Santo.

Muitos entram na obra querendo “fazer o trabalho crescer” como se fosse uma empresa. Eu também tive essa angústia. Mas descobri que missões é sobre ser guiado passo a passo. Se Deus te envia para uma cidade como Santa Cruz da Sierra, Ele sabe exatamente em qual rua você deve morar!

Eu fui para a Bolívia sem o sustento de uma igreja ou associação, mas com uma palavra específica de que Deus traria as pessoas certas até a minha porta. E Ele trouxe. No campo transcultural, a maior habilidade não é dominar um idioma ou uma técnica, mas dominar a arte de ouvir e obedecer a voz de Deus. Deveria ser algo comum para todo cristão, mas eu sei que não é. Às vezes, o “ide” começa em um presídio vizinho e termina em uma nação distante.

Eu vou colocar o vídeo logo abaixo. Clique para assistir:


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O segredo para não cansar no campo missionário

Sabe aquele segredo de bastidor que ninguém conta, mas que define se um projeto decola ou fica pelo caminho? Recentemente, em São Luís do Maranhão, caminhei com o irmão Rogério e gravamos algo que é puro “ouro” para quem ama missões.

Se você quer entender alguns pontos cruciais do desenvolvimento do projeto de missões no campo, você precisa conferir o que está no vídeo logo abaixo.

Passei alguns dias em São Luís acompanhando o trabalho incrível que o irmão Rogério desenvolve com o evangelismo local e o serviço de apoio aos evangelistas com os materiais impresso. Entre uma rua e outra, conversamos sobre o que realmente faz a engrenagem de missões girar: orientação divina, visão de trabalho, manutenção, voluntariado e desenvolvimento estratégico.

O vídeo acima de 38 minutos tem muita instrução prática ao desenvolvimento do projeto. Nele, abordamos sobre assuntos que, geralmente, ficam restritos apenas às conversas entre missionários. São pontos vitais que podem transformar o desenvolvimento do trabalho no campo.

O Rogério não é nenhum iniciante. Ele já está na estrada há mais de quatro anos no evangelismo com literatura e apoio local. Mas o grande “segredo” não foi o tempo de serviço, e sim o que ele aprendeu na prática: o esforço solitário tem um limite curto.

No começo, como muitos de nós, ele tentava fazer tudo com os próprios recursos, usando o próprio dinheiro, mas logo percebeu que o segredo do crescimento não é ser um super herói individual, mas saber envolver pessoas que abraçam a mesma visão.

Sabe por que muitos projetos missionários morrem cedo? Pela barreira da centralização. Começar com o que você tem no bolso é louvável, mas insistir em fazer tudo sozinho é limitar o avanço do Reino. Quando o projeto cresce, os custos sobem e a demanda aperta; se o missionário não tiver ajudadores, ele cansa, esgota e, infelizmente, para.

A obra de Deus não foi feita para ser um fardo pesado em um ombro só. Se a visão é grande, o time também precisa ser. Envolver parceiros e voluntários não é apenas estratégia de gestão, é maturidade espiritual. É entender que o Reino se constrói no coletivo.

Pr Peniel Dourado e irmão Rogerio no Maranhão

Assim, querido irmão, não deixe o seu chamado morrer no cansaço do isolamento. O Reino de Deus não precisa de super-heróis exaustos, mas de servos que saibam caminhar juntos. Como diz o livro de Provérbios:

“Onde não há conselho os projetos saem vãos, mas na multidão de conselheiros se estabelecem.” (Provérbios 15:22)

O seu desafio hoje é: quem você pode envolver para somar forças e trabalhar junto com você? Como o próprio Rogério destaca no vídeo, quem tenta fazer tudo sozinho acaba se desalinhando do propósito de Deus.

O Senhor nos dá a visão, mas Ele espera que saibamos compartilhar essa missão. Envolver outros não é apenas uma estratégia de gestão, é um princípio bíblico de corpo.

Assista ao vídeo e me conte nos comentários: qual desses pontos de bastidores mais chamou sua atenção? Se este conteúdo abriu seus olhos, não guarde para você. Compartilhe com quem também tem o coração ardendo por missões!

Lembre-se: “É melhor serem dois do que um… Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro” (Eclesiastes 4:9-10). O Reino não é feito de heróis solitários, mas de servos que caminham juntos.