Hoje quero tratar de um tema estratégico para quem leva a sério a Grande Comissão: o Choque Cultural.
Muitos pensam que a diferença de cultura se resume à roupa que o povo usa ou à comida exótica no prato. Mas, na prática do campo, o que realmente “pega” é o relacionamento. É a cosmovisão — a forma como o nativo enxerga o mundo, que muitas vezes é o oposto da sua.
Missionários Peniel e Mina (2024)
Imagine que você vai a um lugar romoto na Bolívia. O povo lá é introspectivo, reservado, valoriza muito sua própria privacidade. Se você vem de uma cultura aberta, como o nosso povo do Nordeste brasileiro, onde todo mundo fala e entra na casa um do outro, você vai sofrer um impacto.
Você tenta forçar uma alegria, uma piada, e recebe silêncio. Se não houver preparo, você começa a se irritar. O perigo mora aí: quando o missionário começa a comparar “a minha terra” com o campo e passa a atacar a cultura local em seu coração. E muitos vezes o ataque é através de comparações das duas regiões.
Existe uma tendência perigosa quando o choque cultural bate e a irritação com o nativo cresce, o missionário tende a se trancar em casa. E hoje, com o celular na mão, ele se isola no Instagram e no WhatsApp, mantendo contato apenas com quem é da sua cultura lá no Brasil.
Irmãos, isso é matar o seu projeto missionário. O mundo ao seu redor se torna hostil, você não cria conexão com o nativo e acaba vivendo em uma “ilha” — seja dentro do quarto ou dentro de uma comunidade brasileira. Já vi missionários chorando desesperados em festas porque não suportavam mais a diferença. Isso não é apenas “opressão maligna”, muitas vezes é falta de preparo antropológico e emocional.
Se você sente que este assunto tocou no seu chamado, não pare por aqui. Eu preparei um vídeo logo abaixo onde me aprofundo ainda mais nesses bastidores da vida missionária, trazendo detalhes que o campo me ensinou na prática. Assista agora, pois entender essa logística espiritual é o que separa um projeto que para no caminho de um que avança para a glória de Deus!
Se este conteúdo abriu seus olhos, não guarde isso só para você: compartilhe este post com outros irmãos que amam missões e ajude a fortalecer o exército de Deus. E olha, para não perder nenhuma de nossas atualizações estratégicas sobre a vida no campo, inscreva-se agora em nosso canal no YouTube. Estamos postando periodicamente conteúdos para equipar você para a grande colheita. Vamos juntos!
Se você está lendo este texto, é porque, provavelmente, a palavra “missões” ressoa forte no seu coração. E a pergunta que mais recebo é: “Peniel, como posso me tornar um missionário de verdade?”.
Muitos pensam que é só pegar um avião, mas a jornada é muito mais profunda. É um processo de preparação, de coração e de obediência. Quero compartilhar com você alguns passos práticos baseados no que eu e outros missionários que conheço temos vivido.
O Chamado: Entendendo a Voz de Deus
Antes de qualquer coisa, precisamos ter certeza do nosso chamado. A vida missionária não se sustenta apenas na emoção, mas na convicção. É a resposta a um chamado específico de Deus para a sua vida, seja para ir a um país distante ou para atuar aqui mesmo. A base para tudo é a Palavra.
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)
Essa é a grande comissão, a ordem para todos nós. O chamado individual é o direcionamento sobre como e onde você cumprirá essa ordem.
Preparação: Mais que Malas, um Coração e Mente Preparados
A jornada missionária exige preparo. Não subestime a necessidade de se capacitar.
Busque o Crescimento Espiritual: Invista em sua comunhão com Deus através da oração, estudo da Bíblia e jejum. Isso é a sua fonte de força.
Capacitação Teológica: Busque uma base sólida. Conhecer a fundo a Palavra é essencial para ensiná-la de forma correta e fiel.
Apoio da Igreja Local: O missionário não vai sozinho. Ele é enviado pela sua igreja, que o acompanha em oração e apoio.
No Programa de Apoio Evangelístico, por exemplo, vemos a importância de um preparo sólido. Os missionários recebem treinamento prático e teológico para que cheguem ao campo prontos para contextualizar a Palavra sem perder sua essência.
Os Primeiros Passos Práticos
A teoria é importante, mas a prática é fundamental.
Converse com Quem Já Foi: Procure missionários experientes e tire todas as suas dúvidas. Aprender com quem já está no campo é um atalho valioso.
Participe de Viagens de Curto Prazo: Uma viagem missionária de curta duração pode te dar uma amostra real da vida no campo e te ajudar a confirmar o seu chamado.
Conecte-se a uma Agência Missionária: Uma agência como o Programa de Apoio Evangelístico oferece a estrutura necessária para o seu envio e sustento, além de segurança e apoio em campo.
A urgência da Grande Comissão é real. Existem milhões de pessoas que ainda não ouviram o nome de Jesus. O campo está branco para a ceifa, e a presença de missionários é crucial.
Sente que a sua hora chegou? Dê o primeiro passo. E se você não pode ir agora, lembre-se que pode ser um parceiro. Sua oração e oferta são a força que sustenta quem já está lá.
Vamos juntos cumprir a missão!
Acima deixei um vídeo onde eu falo um pouco mais sobre o assunto. Te animo a se inscrever em nosso canal no Youtube, pois utilizamos este meio de comunicação para transmitir a vida prática no campo de missões
Você já se perguntou qual é a verdadeira base da obra de Deus? Muitos pensam que é o templo, o projeto ou o resultado numérico. No entanto, a Bíblia nos ensina que a família é a fundação de todo ministério bem-sucedido.
É raro encontrar quem fale sobre a família do missionário, mas ela é a base de tudo. O cristão que não cuida de seus próprios familiares negou a fé e é pior do que um descrente. “Se alguém não cuida de seus parentes, especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior do que um descrente” (1 Timóteo 5:8).
Esse princípio serve como um alerta para que o foco em alcançar vidas para Jesus não nos faça perder o foco da nossa própria família no campo missionário.
Samuel e Deborah na Nueva Feria em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2016)
Como filho de pastor, observei de perto essa realidade. Quantos filhos de pastores se afastam completamente da obra de Deus? Não estou criticando, pois sei que o caminho não é fácil, mas como pais e missionários, temos o dever de lutar para criar um ambiente que fortaleça nossa família na fé. O segredo, eu creio, está justamente em criar esse ambiente.
A Família em Primeiro Lugar
Uma das minhas prioridades é dedicar tempo de qualidade à minha família. Em 2016, quando meu filho Samuel ainda estava no carrinho de bebê e Deborah já nos ajudava, eu parava todas as atividades de missões no sábado para estar com eles.
Era um dia dedicado ao evangelismo em família. Além disso, tiro as segundas-feiras para a família, um tempo para ir ao parque, assistir a um filme em casa com pipoca, ou simplesmente estarmos juntos. Mesmo que cada um esteja fazendo algo diferente, a proximidade e o senso de união são mantidos.
Nós priorizamos a família, e isso é algo que eles percebem. Os filhos precisam sentir que têm um lugar de valor na vida dos missionários.
Um filho precisa saber que é valorizado pelo pai, e a esposa, pelo marido. Não podemos sacrificar tudo em nome da obra, pois o resultado disso é ter filhos revoltados e rebeldes e o resultado é que perdemos a obra. “Se um homem não souber governar sua própria família, como poderá cuidar da igreja de Deus?” (1 Timóteo 3:5).
Peniel Dourado, Mina e Samuel no evangelismo em Bolívia
A autoridade para cuidar da obra de Deus vem da nossa capacidade de cuidar da nossa própria casa. Se a nossa casa não está em ordem, não estamos aptos para a obra do Senhor. A família, portanto, é superior à obra de Deus em nossas vidas.
A vida na obra é muito importante e aquele que tem o chamado deve saber equilibrar o tempo para o serviço de missões e a obra.
Evangelismo em Família
Muitos perguntam por que eu evangelizava com meus filhos no sábado quando estávamos em nossa Base de Apoio em Bolívia. Eu não levava outros evangelistas, pois o meu alvo era fazer o trabalho no rítmico dos meus filhos. Era realmente um tempo nosso no evangelismo.
O dia de sábado era o dia em que as feiras na Bolívia estavam mais cheias, mas também era o dia em que meus filhos estavam livres da escola. Eu trocava o evangelismo sozinho por uma atividade familiar. Juntos, levávamos folhetos, e eu fazia questão de envolvê-los ativamente. A Deborah tinha sua mochila de folhetos, o Samuel seu carrinho de bebê cheio de literaturas, e eu a minha mochila.
O objetivo era criar um ambiente onde eles pudessem compreender que a obra do Senhor também era deles. Essa prática, desde cedo, é fundamental. Envolver a família na missão é a melhor forma de protegê-la e fortalecer a fé de cada um.
A situação pode se tornar mais complicada com o tempo, quando os filhos crescem e enfrentam novos desafios, mas a base que você construiu será a fortaleza deles. O alvo é criar o ambiente certo o quanto antes.
Se o missionário faz tudo sozinho excluindo os filhos do serviço chegará o tempo que literalmente ficará sozinho fazendo a obra, pois o ambiente criado foi justamente este.
Portanto, se você está começando sua vida ministerial, envolva sua casa, sua esposa e seus filhos. Faça da missão uma jornada em família, e com certeza sua casa será abençoada na presença do Senhor. “Instrui a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6).
O Legado de um Ministério
O ministério não é um sacrifício que destrói o lar, mas um chamado que o fortalece. A verdadeira prova de um obreiro não está apenas nos resultados públicos, mas na integridade e no testemunho de sua própria casa.
Ao dedicarmos tempo, atenção e amor à nossa família, estamos investindo no que é mais valioso para Deus.
A maior missão de um missionário é sua própria família. Ao protegê-la e envolvê-la na obra de Deus, ele não apenas cumpre seu chamado, mas também constrói um legado de fé que ecoará por gerações.
Quero falar sobre algo que está no coração de Deus e, se você está lendo isso, provavelmente no seu também: o que realmente significa ser missionário?
Muitos pensam que ser missionário é apenas arrumar as malas e ir para um país distante, mas é muito mais que isso. O chamado missionário não é só um destino geográfico; é uma postura de vida, uma entrega ao chamado de Deus. É viver diariamente com um coração voltado para a Grande Comissão de Jesus no lugar específico que o Senhor tem direcionado.
Ser missionário é se tornar uma ponte entre a mensagem do evangelho e um povo que ainda não a conhece. É abrir mão do conforto para levar a esperança. É ter o coração quebrado por aquilo que quebra o coração de Deus.
E o que diferencia um missionário de um evangelista local é que o missionário deixa seu ambiente cultural, entra em outra ambiente de cultural para pregar o evangelho. Este processo pode acontecer tanto dentro do Brasil como os que vão para fora do Brasil.
Já vi, em minhas experiências, que esse chamado não exige superpoderes, mas sim um coração disposto e obediente. É uma jornada de fé, onde cada passo é guiado pela confiança em Deus. E a melhor parte? Ele nos capacita para cada desafio.
Talvez você sinta esse chamado, mas ainda tem dúvidas. Lembre-se, o nosso Deus não nos chama para o impossível sem nos dar as ferramentas necessárias. Ele nos dá a Palavra, a oração e, claro, o apoio uns dos outros.
Para um mergulho ainda mais profundo no universo das missões, preparei algo especial para você. O vídeo acima eu exponho um pouco mais sobre o que é ser um missionário. Assista e nos ajude compartilhando
Desde janeiro de 2022, assumimos a Missão Siloé no Paraguai. É um trabalho que amamos, pois vimos a fundação dele através dos meus pais, que foram enviados para cá em 1994. Eles vieram para o Paraguai para fazer missões, e esse trabalho missionário começou, praticamente, em nossa casa.
Era a nossa família, e algumas outras pessoas participavam. Dias atrás, eu estava conversando com meu pai, e ele estava lembrando de como a Missão Siloé surgiu. Eu era adolescente, e meus irmãos também. Naquela época, cada um estava frequentando uma igreja diferente, e meu pai ficou preocupado com essa situação.
Missão Siloé, Paraguai (1996)
O objetivo inicial da missão que nos enviou era que ficássemos um ano na fronteira, em Pedro Juan Caballero, e depois seríamos enviados para a Espanha. No entanto, o Senhor já havia nos falado que deveríamos ficar aqui, pois este seria o nosso lugar. Meu pai me contou algo que eu não lembrava: um grupo de jovens jogadores de futebol veio ao nosso culto em casa, a convite da minha irmã. Foi assim que a Missão Siloé praticamente começou.
O Crescimento e o Retorno
Mais tarde, meu pai alugou um salão, e algumas famílias começaram a se congregar. Começamos a trabalhar com essas famílias, evangelizando e alcançando novas pessoas. Iniciamos o trabalho com muita simplicidade, mas posso dizer que o vi crescer e participei ativamente. É um trabalho pelo qual tenho muito amor.
Em 2021, o Senhor começou a falar conosco sobre voltar ao Paraguai. Eu estava na Bolívia e deveria retornar para assumir a Missão Siloé como pastor. Fiquei muito feliz. Não pela situação, pois o trabalho havia sido praticamente fechado durante a pandemia, mas pela oportunidade de voltar e dar continuidade a algo que meus pais iniciaram.
Missão Siloé no Paraguai (1997)
Um Projeto que Nasceu no Coração de Deus
Desde que assumi a igreja, muitas pessoas me perguntam se eu iria parar com o Programa de Apoio Evangelístico, já que pastorear uma igreja demanda tempo. Sempre respondi a esses irmãos que não vamos parar. Você pode me perguntar: “Por que não para com esse projeto ou coloca outra pessoa à frente?”
Os primeiros passos do Programa de Apoio Evangelístico (2009)
A resposta é que Deus tem falado muito comigo e com minha esposa sobre este trabalho. O Programa de Apoio Evangelístico não é um projeto que nasceu no meu coração; eu não tive a intenção de criá-lo. Na verdade, é um projeto que nasceu no coração de Deus. Costumo dizer que fui “empurrado” para dentro dele.
Já contei no blog que eu não tinha o objetivo de ir para a Bolívia. Deus simplesmente nos revelou a cidade de Santa Cruz de La Sierra e falou de forma muito forte que deveríamos ir para lá.
Quando comecei o trabalho de apoio na Bolívia, foi a mesma coisa. Eu não tinha dinheiro, influência, recursos, nem meios para levar esse trabalho adiante. No dia em que Deus me falou sobre levar e trazer literatura para apoiar os evangelistas, eu estava juntando moedas para comprar comida. Minha esposa me perguntou como faríamos isso, se tínhamos dificuldade até para nos manter.
Lembro-me de ter dito a ela: “Eu não sei como Deus vai fazer, só sei que Ele está dizendo que faremos esse trabalho.”
A Confirmação Divina
Como eu já disse, todo esse projeto não foi uma ideia minha. O Senhor nos falou que eu não deveria abrir uma igreja em Santa Cruz, embora tivéssemos ido para a Bolívia com esse objetivo. Chegando lá, Ele disse: “Você não vai abrir uma igreja. Você vai trabalhar no evangelismo, vai trazer literatura e apoiar os evangelistas.”
Materiais em nossa Base de Apoio em Bolívia (2013)
Isso me impactou profundamente. Tocou meu coração e meu ego. Eu estava acostumado a pregar e dar estudos, e agora tudo o que eu e minha esposa fazíamos era distribuir folhetos nas ruas. Isso Deus usou para tratar com meu ego. Eu orava e dizia: “Deus, sou pastor, posso ensinar a Palavra, e o Senhor me coloca para distribuir folhetos?”
A Voz da Revelação
Deus nos deu muitas revelações sobre este projeto. Ele usou pessoas para nos trazer palavras de profecia que falavam de uma realidade que não estávamos vivendo. Eram coisas que eu nem imaginava que iriam acontecer, mas Deus estava falando conosco.
Quero concluir com uma experiência muito forte. Eu estava dormindo em casa, amanhecendo, e acordei com uma voz dentro do meu quarto. A voz dizia: “Peniel, eu vou colocar muito material nas suas mãos, e você vai apoiar os evangelistas. Eu vou trazer os evangelistas, e você vai apoiá-los.”
A voz era tão forte que eu simplesmente saltei da cama. Era como a voz de um sargento dando ordens à tropa. Fiquei sentado, escutando. O mais intrigante era que eu não sentia medo. Sabia que era o Senhor falando comigo. Não foi um sonho, eu realmente escutei aquela voz. Fiquei admirado por minha esposa e filha não terem acordado, pois a voz era muito alta.
O material para o projeto tem vindo de forma milagrosa. Manter este trabalho, que é difícil de as pessoas compreenderem e valorizarem, é um desafio. Viajar, pagar passagens e fretes altos, e lidar com documentações são custos elevados. Além disso, é difícil conseguir apoio, pois muitos não valorizam o evangelismo de rua e a literatura.
Peniel, Mina e Deborah no evangelismo em Bolívia (2011)
Eu sei que foi Deus quem falou conosco, é Ele quem traz o material e os evangelistas. O mesmo Deus que provê o material e os evangelistas é quem nos dá condições de fazer o trabalho.
A Confirmação Final
A revelação não parou por aí. A voz continuou falando, mas eu só entendi a parte sobre os evangelistas. O restante permaneceu ininteligível. Fiquei um bom tempo intrigado, sem entender o que a voz dizia. Fui orar, e o Espírito Santo falou comigo: “O que você ouviu e entendeu, já deve colocar em prática. O que você não entendeu, no tempo de Deus, Ele te revelará. A Palavra já te foi dada.”
Naquele mesmo dia, à tarde, fui à casa de um missionário uruguaio e contei a ele o que havia acontecido. Ele orou e me disse exatamente a mesma coisa que o Espírito Santo havia me falado. Ali compreendi que Deus estava confirmando Sua Palavra. O que entendi, devo colocar em prática. O que não entendi, Ele me fará entender no tempo certo.
Com tudo isso, com tantas palavras e revelações, você acha que vou parar com esse trabalho? Hoje, só tenho duas opções: continuar fazendo o que Deus me mandou e ser obediente, ou parar e desobedecer ao Senhor. Tomei a decisão de ser obediente e continuar.
Gratidão e o Futuro
Agradeço a você que ora e oferta por essa obra. Em outra oportunidade, posso escrever mais sobre a questão das ofertas, que são um sinal especial de Deus para nós. Não é por acaso que você envia uma oferta a cada mês.
Agradeço a você que acompanha este blog e se interessa pelo que escrevemos. Gosto de escrever sobre o que Deus faz, pois isso edifica o meu próprio coração. Um abraço!
Ore por nós e pelo Programa de Apoio Evangelístico, para que Deus continue abrindo portas e nos permitindo alcançar milhares de vidas com a Sua Palavra. Deus te abençoe!
Se seu coração arde quando ouve sobre missões, creia: o Espírito Santo está falando com você sobre missões.
Sempre que você ouve o testemunho de um missionário ou assiste um vídeo sobre a obra no campo, você se emociona, sente algo diferente, uma inquietação quanto a este serviço? Bem, eu creio que isso é Deus chamando sua atenção. Ele quer te usar.
Mas como responder a esse chamado? Como dar o primeiro passo?
Na estrada em missões com minha esposa e filhos
1. Entregue-se à oração
A resposta ao chamado missionário começa no secreto. Antes de qualquer planejamento ou viagem, ore. Entre na presença do Senhor com sinceridade e peça: “Fala comigo, Senhor. O que queres que eu faça?”
“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes.” (Jeremias 33:3)
Deus é fiel para confirmar seu chamado. Mas a revelação vem no tempo dEle, não no nosso. Portanto, persevere em oração.
2. Espere o tempo de Deus
O chamado é progressivo. Muitas vezes Deus desperta o coração antes de dar as instruções completas. Isso não é falta de direção — é processo. Enquanto você ora, Deus está moldando sua mente, seu caráter e suas intenções.
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)
A simplicidade do chamado não está na ausência de preparo, mas na dependência total de Deus.
3. Prepare-se para abrir mão da sua vontade
Ser missionário é viver a vontade de Deus, não a sua. Ele pode te enviar para um lugar que você nunca pensou. Pode te dar uma função que você jamais imaginou. E, em tudo isso, Ele estará te moldando.
“Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.” (Mateus 16:24)
Missões é lugar de renúncia. O ego humano sempre tenta nos levar ao conforto e à autonomia, mas o Espírito Santo nos conduz à obediência e entrega.
Evangelismo no dia 2 de Novembro. Juntamos as forças com o grupo do Ministério Elohim (2011)
4. Busque ao Senhor com profundidade
Tirar tempo para orar não é opcional — é essencial. Se você deseja ser um missionário fiel, o seu principal ministério será permanecer na presença do Senhor.
Não se trata de fazer muito, mas de estar profundamente enraizado em Jesus. É da intimidade com Cristo que nasce a autoridade para pregar o Evangelho.
“Sem mim, nada podeis fazer.” (João 15:5)
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Antes de começar a falar sobre o chamado para missões eu quero responder algumas perguntas que me fizeram sobre este assunto. Eu tenho em meu canal no Youtube algumas vídeos com respostas e colocado logo abaixo:
No final deste post eu vou colocar um vídeo com o meu testemunho de como o Senhor trabalhou em minha vida para me trazer ao serviço de missões.
Mas, falando do Chamado de Deus a missões…
Em nossa jornada com Deus existe o momento em que o Senhor te dar a oportunidade de servir na sua Obra de forma mais intensa. Este chamado de Deus deve ser percebido como uma grande oportunidade e não como uma obrigação imposta.
A Palavra de Deus impactando e atraindo ao serviço missões torna o momento indeletavel na vida do cristão. Você é atraído pelo Espírito de Deus, pelo amor às almas, o profundo desejo de anunciar Cristo aos perdidos e todo o processo do chamado ao serviço de missões é um grande privilégio dado por Deus.
decisão de se lançar ao serviço, aos cuidados do Mestre muitas vezes vem em momentos de grandes oportunidades pessoais. É justamente neste instante que o chamar de Deus deve ser percebido como uma grande oportunidade e nunca como uma obrigação, uma carga que é imposta.
Eu posso dizer que fui impactado pela Palavra do Senhor. Fui alcançado por ELE, traído ao seu serviço e pela sua graça fui inserido nesta Obra Santa. Resumo tudo como um grande privilégio.
Eu gravei um vídeo contanto um pouco do meu testemunho de como o Senhor me chamou a missões. O vídeo foi gravado em nossa Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. Vou inserir logo abaixo e minha oração é que você seja edificado pelo Espírito de Deus e impulsionado a amar cada dia mais e mais o serviço de missões.
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Em nossa Base de Apoio, costumo levantar às 5h40 da manhã. Geralmente preparo um café, mas como estamos em um período mais frio, gosto de tomar um chimarrão — isso, claro, quando tenho erva, já que aqui em Santa Cruz de la Sierra nem sempre encontramos com facilidade.
Hoje pela manhã, abri minha Bíblia e me deparei com a história de Saulo, a caminho de Damasco (Atos 9). Essa passagem me fez refletir sobre como Deus age em nossas vidas no campo missionário. Essa experiência é válida também para quem não está no campo, mas quero aplicá-la diretamente à realidade missionária, pois é o ambiente em que vivo e sirvo.
Saulo tinha tudo: o apoio do sumo sacerdote, soldados ao seu lado, e os recursos necessários para “cumprir” sua missão. Ele acreditava estar fazendo a vontade de Deus, mas na verdade estava completamente equivocado. Saulo se via como um representante legítimo do Deus de Israel, um tipo de “missionário” enviado por líderes religiosos. Estava tão certo de si, que ignorava a direção real do Espírito. A Palavra diz:
“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e pediu-lhe cartas para Damasco…” (Atos 9:1-2)
Olhando para esse quadro, fico triste em pensar quantos hoje têm cartas nas mãos, apoio institucional e estrutura, mas seguem caminhos que apenas satisfazem os desejos humanos. Agem sob ordens eclesiásticas, mas longe da direção do Espírito Santo. Vivem a fé como um projeto humano, não como resposta ao chamado divino. Jesus foi claro ao dizer:
“Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:20).
O fim daquela jornada foi marcante: Saulo entrou em Damasco cego e humilhado, e saiu dali dentro de um cesto (Atos 9:25). Perdeu tudo — apoio, autoridade, recursos — mas saiu com algo que nunca tivera antes: uma verdadeira missão dada por Deus.
Deus sabe mudar o rumo da missão. Ele fez isso com Saulo e também com o profeta Elias. Elias, após ser ameaçado por Jezabel, fugiu para o deserto, onde pediu a morte (1 Reis 19:4). O mesmo homem que enfrentou os profetas de Baal agora se escondia, desanimado. Mas Deus, em sua graça, enviou um anjo que lhe trouxe pão e água, e com a força daquela comida, Elias caminhou quarenta dias até encontrar o Senhor novamente na caverna (1 Reis 19:5-9). Diferente de Saulo, Elias precisava ser restaurado. E Deus o restaurou.
São esses encontros que mudam trajetórias, reacendem a fé e nos realinham com os céus.
Lembro-me de quando chegamos à Bolívia e enfrentamos a necessidade de pagar 1.500 dólares pelos vistos. Não tínhamos ninguém por nós, nenhum contato ou apoio, e um dia antes eu contava moedas para comprar pão e leite. Como pagar 1.500 dólares?
Na madrugada, fui para a sala e comecei a orar. Durante aquele momento, cada palavra que Deus havia liberado sobre nossa vinda à Bolívia começou a vir ao meu coração. Então ouvi:
“Repreende a escassez.” Comecei a declarar em oração que a provisão já havia sido enviada. Isso não tem a ver com pensamento positivo, nem com fórmulas humanas. Eu apenas obedeci à direção do Espírito. A paz veio ao meu coração e fui dormir.
Sem que ninguém soubesse da nossa situação, nos dias seguintes começaram a chegar ofertas de vários lados. Em pouco tempo, tínhamos o valor exato. Foi o próprio Deus provendo.
“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará” (Salmo 23:1).
Muitos de nós nos acostumamos com os padrões de nossas congregações, com os canais tradicionais de ouvir a voz de Deus. Mas no campo missionário, vivemos realidades novas. Às vezes Deus usa caminhos tão diferentes que ficamos assustados — mas ainda é Deus falando.
Veja o caso de Balaão. O profeta aceitou uma missão com motivações financeiras. Quem o enviava não tinha compromisso com Deus, e ele mesmo estava longe da vontade divina. Mas Deus, em sua misericórdia, falou com ele de forma surpreendente:
“E a jumenta disse a Balaão: […] acaso tem sido o meu costume fazer assim contigo?” (Números 22:30) “Então o Senhor abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do Senhor…” (Números 22:31)
Profetas estão acostumados a falar, mas aqui foi a jumenta que falou. Balaão dialoga com ela como se fosse algo normal. Seu coração estava dominado pela avareza. O fim de Balaão foi a morte (Números 31:8), pois rejeitou a correção divina.
Deus não negocia seus planos. Ele tem propósitos para nossas vidas, e eles devem ser cumpridos. Ou vivemos os planos de Deus, mesmo que isso exija mudar completamente nossos próprios caminhos, ou corremos o risco de sermos deixados de lado.
“Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do Senhor permanecerá” (Provérbios 19:21).
Não há perda em fazer a vontade de Deus. O Senhor é o dono da obra missionária, e Ele tem poder para sustentar, corrigir, e redirecionar. Que Ele continue moldando nossos passos, mesmo quando for necessário começar do zero.
Peniel N Dourado
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Deus é poderoso para agir a nosso favor. Somos tocados profundamente quando presenciamos Sua mão operando em nossas vidas. Jacó teve um encontro transformador com Deus em Betel, onde recebeu promessas, ouviu a voz divina, teve seu nome mudado e seu futuro redirecionado. Está escrito: “O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome.
E chamou-lhe Israel” (Gênesis 35:10). Assim como aconteceu com Jacó, também nós, em nossa caminhada com Deus, passamos por momentos marcantes em que Ele se revela, chama e nos mostra que nosso futuro está nas mãos do Todo-Poderoso.
Peniel N Dourado
Se você deseja ser usado por Deus, ser instrumento nas mãos do Senhor e ir onde Ele quiser te enviar, saiba que haverá o “momento do encontro” — aquele instante em que Deus assume o controle da sua vida. Trabalhar para o Senhor Jesus é o maior privilégio que um ser humano pode ter, e esse chamado não é concedido com base em critérios humanos. “Pois o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses, o Senhor dos senhores, Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas” (Deuteronômio 10:17). Deus não te escolhe por tua linhagem pastoral, por graus acadêmicos ou posição social — Ele chama e usa quem se entrega com sinceridade.
Infelizmente, em muitas igrejas há pessoas inativas, sem função no Corpo de Cristo, por não discernirem o tempo da visitação divina. Contudo, nunca é tarde para recomeçar. O apóstolo Pedro declarou: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34). Se um dia você entregou sua vida a Cristo, o Espírito Santo habita em você e certamente te conduzirá ao serviço, conforme o propósito dEle. Nem todos exercerão o mesmo ministério, mas todos são chamados a serem ferramentas úteis em Suas mãos (2 Timóteo 2:21).
Encontre um verdadeiro missionário, pastor ou evangelista, e encontrará alguém que foi impactado por esse chamado. A renúncia é uma marca registrada dos servos de Deus. Vivemos tempos de teologia centrada no homem e seus desejos. Muitos dizem que “Deus não destrói sonhos” — e de fato, não destrói os sonhos que são dEle.
Mas o Senhor não patrocina projetos egoístas, ainda que espiritualmente disfarçados. Quando Deus diz “não”, é não! (Isaías 55:8-9). Guerreiros do Reino sabem renunciar seus próprios desejos para obedecer ao chamado divino.
Falo por experiência. Deus começou a falar conosco sobre sair do Paraguai ainda em 2004, o que me parecia inaceitável, pois havia tantas necessidades ministeriais ali. Mas em 2006 iniciamos nossa jornada missionária rumo à Bolívia.
Muitos nos disseram que ainda havia muito a ser feito no Paraguai — e realmente havia. Porém, o Senhor nos direcionou, e obedecemos. Oramos pelo Paraguai, ainda que não estejamos lá fisicamente. Quando entregamos nossas vidas ao Senhor, aprendemos que as rédeas não nos pertencem mais (Provérbios 3:5-6).
No campo missionário encontrei muitos homens e mulheres que deixaram empregos estáveis e carreiras promissoras para seguir a Cristo. Médicos, enfermeiros, concursados — gente que largou tudo para servir. E vale lembrar: em muitos países, missionários não podem legalmente trabalhar. Dependem de apoio financeiro enviado por igrejas e parceiros de fé. A resposta à chamada é renúncia.
Deus quer te usar, mas o nível da sua entrega determinará a medida da operação divina em sua vida. Davi era apenas um pastor de ovelhas, mas foi ungido por Samuel. A Palavra afirma: “Desde aquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apoderou de Davi” (1 Samuel 16:13). Ele não apenas disse que cria — ele viveu conforme sua fé.
Quando enfrentou o leão e o urso, sabia que venceria, pois havia uma promessa. Quando encarou Golias, sua segurança estava na certeza do seu chamado (1 Samuel 17:36-37, 45). E mesmo sendo perseguido por Saul, Davi escreveu: “O Senhor dá grandes vitórias ao seu rei escolhido; Ele me mostra a sua bondade e continuará mostrando essa mesma bondade aos meus filhos e netos” (Salmo 18:50, Bíblia Viva).
Mesmo antes de ocupar formalmente o trono, Davi se via como rei, pois cria no que Deus havia prometido. Esse é o poder da fé em uma palavra recebida do Senhor.
Prepare-se para mudanças. Prepare-se para deixar planos pessoais para trás. Aprenda o valor da palavra “abnegação” (Mateus 16:24). Se você escolheu servir ao Senhor Jesus, sua vida pertence a Ele. Que Deus te abençoe por discernir esse tesouro invisível, mas eterno.
Pr. Peniel N Dourado
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