O jovem David, Pr Peniel, irmão Jorge e a pequena Deborah - No carro algumas caixas com materiais para o evangelismo em Oruro
Acredito que se queremos realmente participar das obras mais profundas de Deus, daquelas atividades que aos olhos de Deus tem um grande valor devemos ter um coração quebrantado. Não é saltando, dançando, gritando que muralhas são derrubadas. O trabalho missionário necessita de corações quebrantados que possam ver a realidade e chorar. O povo americano viu em 11 de Setembro de 2001 a calamidade e chorou. Os mortos estavam ali, o ar estava cheio com o perfume da morte e não era momento de dança, de regozijo, de saltar e gritar, pois as lágrimas eram propícias ao momento.
Jesus Cristo chora, pois diante dele não existe um mundo belo, promissor, atraente, mas um vale de ossos sequíssimos (Ez. 37:2 ). Deus procura não somente profetas que digam: “Ossos secos, ouvi a Palavra do Senhor” ( Ez. 37:4), mas companheiros da angustia. Qual a última vez que você foi a um shopping e voltou com o coração quebrantado por encontrar um vale de ossos sequíssimos? As multidões passam a nossa frente e Jesus Cristo chora pelas almas. Quem será companheiro do Mestre?
Fazer missão, realizar o trabbalho evangelístico não é buscar os próprios interesses. Você pode chegar no campo missionário e lutar pelos interesses denominacionais, os seus próprios interesses, mas não cumprirá a missão. Deus envia um missionário para suprir uma necessidade. E quando vemos uma necessidade, temos uma responsabilidade e por ela daremos conta. Devemos sentir o peso da responsabilidade, pois deixamos casas, nossos irmãos, nossas irmãs, pai e mãe por amor do Nome ( Mt 19:29 ), em obediência ao Mestre e o missionário está no campo para suprir a necessidade o que o Mestre apresenta.
Não defendemos a anarquia, pois temos nossas responsabilidades ministeriais. Não estamos defendendo a idéia de se fazer a Obra sem ter um pastor, sem ter um ministério, pois é muito fácil realizar um trabalho sem ter que prestar contas a alguem. Mas em tudo existe um limite e a Palavra de Deus nos impõe os limites, pois é nossa carta máxima. Nós temos responsabilidade e temos a quem reportar, responder pelo que estamos fazendo. Mas, todo o intento do coração, o anelo mais profundo do coração de um homem é como o leme de sua vida. Você está para agradar aos homens ou a Deus? O segredo é cumprir as obrigações e, sobre tudo, agradar a Deus.
Mas levantando os olhos, o que você está vendo? Deus busca corações dispostos a participar das angustias de Cristo. Olhos disposto a ver a necessidade e um espírito pronto a supri-la. Lembro de um dia quando eu fui com minha família a uma feira em Santa Cruz de la Sierra, compramos, andamos de um lado para outro e comecei a ficar muito incomodado. Era milhares de pessoas a minha frente e a Palavra veio ao meu coração: “Quem vai fazer algo por essas vidas?” Uma angustia profunda invadiu meu coração naquele dia. Comecei a orar neste sentido. Eu não via mais pessoas comprando, andando e vendendo, eu via mortos vivos diante de mim. Cada vez que ia a uma feira via a necessidade, pois até então, durante todo tempo que estávamos em Bolívia, não havia encontrado ninguém pregando nesses lugares movimentados. Me sentia pequeno diante de tamanha necessidade, mas Deus nos ensinou a usar o que há em nossas mãos.
Hoje estamos em pleno trabalho, mas cada orientação que devemos buscar do Senhor, lugares onde devemos realizar os Impactos Evangelísticos, nós conseguimos a resposta no quarto das lágrimas. É aos pés do Mestre, participando da dor do Mestre que nossos olhos espirituais são abertos para que possamos ver o que o Mestre, Jesus Cristo, quer que vejamo.
Pastor Peniel Nogueira Dourado
Escrito em Maio de 2011 – Santa Cruz de la Sierra, Bolívia
Feira na cidade de Potosí. Um dos megafones de 45 W de potencia usado nos trabalho de Impacto Evangelístico
FAÇA PARTE DESTE TRABALHO
Amado irmão, o trabalho de Impacto Evangelístico necessita de apoio. Você pode ser parte neste trabalho missionário. Entre em contato conosco.
Qual a atividade mais importe que se possa realizar no campo missionário? Por certo que o evangelismo é prioridade. Se o evangelho deve chegar ao coração do pecador, como fazer para ser mais eficientes? Acredito que esta é uma pergunta que inunda o coração de pastores, evangelistas, missionário e qualquer um sente sobre si a responsabilidade de levar a palavra de salvação. As vidas estão indo ao inferno e o evangelho é o antídoto.
Acredito que o fato do evangelho ser a única saída para o pecador não seja a verdadeira motivação de muitos que ocupam os seus dias na pregação do evangelho. Na verdade, eu creio que em nossos dias têm surgidos muitos profissionais do evangelho, homens e mulheres que os números da planilha têm maior valor que uma alma; os interesses denominacionais, pessoais, políticos, financeiros ocupam espaço num coração que deveria estar se desmanchando pelo pavor da grande responsabilidade diante do Senhor do Universo de portar o Evangelho de Salvação e ter a ocupação dada por Deus de levá-lo aos pecadores.
Alguns dias atrás eu me fiz esta pergunta: Qual minha motivação? Acordei com esta palavra, foi orar e depois agir o que tinha que agir com esta palavra repetindo em minha mente: Qual a sua motivação? Quando a tarde chegou, novamente entrei no meu quarto e me derramei diante do Senhor. Chorava como criança. Orei por um bom tempo e não tinha muito que fizer. Eu fiz uma pergunta ao Senhor: “Deus, qual é minha motivação?” Os minutos se passaram e não havia outra palavra diante do Senhor: “Qual a minha motivação?”
Assim como o tempo naquele quarto passava, eu via minha vida passando. Sempre me preocupei com o tempo. Sempre me preocupei com o fato dos dias passarem e realmente não posso dar meus dias a uma causa, mesmo que seja tão nobre, se minhas motivações não são corretas. Por que estou aqui? Teria coragem de vir ao campo missionário, trazer minha esposa que na época estava grávida da Deborah de dois meses apenas para satisfazer meu ego? Estaria aqui por dinheiro? Pagaria o preço por status? Pregaria por ocupar meus dias? Seria um pastor evangelho para ganhar dinheiro? Sei que nossa carne é terrível e realmente pedi ao Senhor que fizesse um exame completo. Clamava como o salmista: “Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração” – Salmo 26:2
Acredito que de tudo que se faz debaixo do sol, a maior obra é levar o evangelho. É por isso, alem de outros motivos, que você dá sua oferta em sua igreja, pois desta forma você faz parte do trabalho. Realmente sei que nem todos terão a oportunidade de ser um missionário, mas todos devem fazer missão orando e ofertando. Acredito que toda igreja deve enviar seus missionários, ou participar no trabalho de algum missionário. Ao irmão que passou o dia no seu trabalho secular, escritório, na construção, no mercado, ou em qualquer outro serviço, saiba que você é parte do trabalho através das orações e oferta. Se você oferta para a caixa de missão na sua igreja, saiba que o tempo que você gastou para adquirir o recurso foi empregado no trabalho missionário. Sabemos que Deus tem seus olhos em nossas ofertas de forma bem diferentes que os homens, pois Jesus mesmo disse que a oferta da viúva pobre foi mais que todos ali no templo.
Por certo que a motivação de muitos envolvidos no serviço missionário não é o de ganhar almas. O sentimento impulsor não é puro. Existe uma dívida diante do Senhor e alguém deverá responder por ela. Ficamos horrorizados em saber que existem pessoas neste mundo se aproveitando de miséria do Haiti, levando crianças para fora da nação com o pretexto de ajudar, mas na realidade estão motivados com os altos lucros que os órgãos daquelas crianças podem gerar, mas isso não nos choca quando se trata da questão de vida ou morte que é o evangelho. Não podemos ver o mal? Estaria nosso coração tão entenebrecido para não compreender?
Sei que existem homens de Deus que estão com o coração cortados por não poder ajudar um pouco mais. Igrejas que suas caixas de missão não chegaram à meta e os que coordenam se prostram diante do Senhor por sentirem o peso da responsabilidade. Estão no serviço por motivações verdadeiras, responsabilidade diante do Senhor da Seara. Podemos louvar a Deus por estes homens, pois eles existem e estão ai porque Deus os levantou, os formou, plantou em seus corações amor pelas almas e estão ai cumprindo suas obrigações movidos pelo Espírito de Deus.
Pastor Peniel e Mina
Louvo a Deus pelos que vêm ao campo missionário com motivações verdadeiras. Homens e mulheres amantes da verdade. Ouviram a voz do Mestre e pisam neste momento o campo que o Senhor os deu com responsabilidade. Diante das lutas, perseguições, esquecidos muitas vezes, não desistem, pois sabem que foram alistados pelo Senhor. Estão desenvolvendo seus trabalhos com motivações verdadeiras, formadas, moldadas pelo Espírito de Deus. Saber disto me alegra muito. Meu coração é fortalecido e creio que homens e mulheres se movem desta forma diante do Senhor para esta fim; para que vejamos e sejamos edificamos pelo Senhor.
O desejo de fazer a vontade de Deus toma conta de nosso coração, mas para chegar ao lugar da benção existe um preço. Se somos guerreiros é pelo simples fato de que somos preparados para lutar. O guerreiro não faz sua própria vontade, mas buscar fazer a vontade dAquele que o alistou. A Palavra de Deus expressa assim: “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” ( 2 Timóteo 2:4). Você quer ter vitória? Então você terá luta. Você quer ser um guerreiro de Deus? Então você terá muitas lutas, pois o guerreiro foi feito para lutar. O seu lugar não será em palácios, roupas finas, noites bem dormidas, nada disso. Você terá que exercitar a autodisciplina, doar-se a causa, focalizar na vontade do seu Mestre. A causa do Mestre é a sua causa, pois você é guerreiro do Mestre. Jesus Cristo é o nosso Mestre e ELE tem uma causa e nós, como guerreiros do Mestre, aceitamos Sua causa e não viver para nós mesmos.
A vida com Deus não consiste em colocar uma espada na mão. A escritura diz que “não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”( Efésios 6:12) Lutamos contra espíritos malignos, lutamos contra a nossa própria natureza descaída, lutamos contra o mundo, lutamos contra as circunstancias contrárias que nos impedem chegar ao alvo. A vida proporciona lutas e nós somos guerreiros de Deus para vencer. A vida naturalmente proporciona muitos problemas e você terá muitos outros quando propuser seu coração a fazer algo no Reino de Deus. Levante-se a realizar um trabalho na área evangelística, levante-se a fazer algo pela Obra Missionária e você verá a guerra sendo travada.
Em I Samuel 1:9-27 encontramos a história de uma mulher que não podia ter filhos. Era amada de seu marido Elcana, mas não tinha filhos. Ana decidiu lutar como uma guerreira em oração por um filho; lutou e venceu. Para cada situação existe uma resposta. Mas não quero te desanimar, apenas digo para nem sempre você terá uma resposta para as interrogações da vida, mesmo existindo uma resposta. Mesmo sem ter uma resposta imediata, querido irmão guerreiro de Deus, lute, pois ao menos você terá uma solução que glorifique ao Senhor. O porquê de Ana ser estéril, eu não sei te dizer, mas sabemos que ela como guerreira lutou em oração e alcançou o seu Samuel. Ana não teve que travar guerra apenas com a esterilidade, mas com outra mulher que estava em seu caminho, uma rival. Guerreiros necessitam de rivais para serem guerreiros. Guerreiros sem rivais são apenas homens ou mulheres vestidos de guerreiros. Qualquer um pode vestir-se de guerreiro, mas ser guerreiro é ter um rival a sua frente. O Senhor deu uma rival para Ana para mostrar ao mundo, e hoje aprendemos uma vez mais, que existe guerreiros que a espada não volta vazia a bainha.
O trabalho missionário exige do homem de Deus um coração de guerreiro. Fazer missão é vencer lutas, enfrentar oposições, dizer não a si mesmo, muito trabalho olhando para a causa do Mestre. Quantos homens e mulheres vestem uma roupa de guerreiro, de missionário, evangelistas, mas apenas estão vestidos e nada mais. Qualquer um pode vestir uma roupa de soldado, mas ser um soldado é outra coisa. Esses frequentam conferências missionárias vestidos com roupas típicas. Que legal! Tudo muito bonito, mas muitas vezes não passa de um teatro. Eu prefiro ver a vida, as ações, as obras do guerreiro que me admirar com roupas típicas do campo. Eu prefiro ser guerreiro que animador de festas. Tenho encontrado muita gente que vive, respira esses momentos. Dão qualquer coisa para ser o foco das atenções em cultos de missões, conferencias missionárias, mas que não sabem travar guerra no campo missionário. E se de um lado tem os que gostam de fazer teatro, do outro lado temos os que adoram assistir teatro. Não faz muito tempo um amigo que faz o trabalho missionário pela America Latina visitou uma igreja de seu próprio ministério no Brasil. Ele chegou com sua roupa comum, quem sabe calça jeans e tênis, na igreja que tinha familiaridade. Quando foi falar com alguns irmãos o povo disse que havia uns “missionários” no culto. Logo começou a apresentação. Entram vários sujeitos vestidos com roupas peruanas, roupas indígenas, tocando samponha, charango e quena, típicos instrumentos andinos. Depois da apresentação, das danças e das músicas, falaram muito da região, região que meu amigo missionário conhece muito bem. Exageraram de todos os lados até que tiraram uma boa oferta para um gerador de energia e foram embora para nunca mais voltar. A “plateia” estava abismada com toda aquela apresentação, músicas, danças e histórias. Mas será que alguém se preocupou de buscar procedências? Bem, na realidade, para a “plateia” o que importa são os momentos de diversão sob o tema missões. Aquele jovem missionário que eu conheço e que faz um bonito trabalho pela Argentina, Peru, Chile, Bolívia e outros países sentou entre a “plateia” e se levantou despercebido. Claro, um jovem vestindo calça jeans e de tênis não chama a atenção mesmo de ninguém. Não sou contrário a que vistam roupas típicas, cantem músicas regiões e etc, mas prefiro conhecer com maior detalhe as ações e ser motivado por alguém que realmente vive uma vida como guerreiro do Senhor.
De Cochabamba a Santa Cruz pela antiga estrada
No campo missionário devem-se derramar lágrimas por gerar filhos espirituais. Quem não se derrama na presença do Senhor não gera filhos. Além de Ana, a mulher guerreira com a qual começamos nossa meditação, temos o exemplo de outra mulher que foi ao extremo para obter descendência. Raquel disse a Jacó: “Dá-me filhos, senão morro” ( Gn 30:1). Os guerreiros de Deus se derramam diante do Senhor, lutam diante do Senhor por uma solução. No verso 22 a Palavra diz: “E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre” (Gênesis 30:22). Ter uma vida de oração te leva a vitória. Mas, você deve ter o seu momento com Deus. Ou você só sabe orar em grupo, lá na igreja, nas reuniões de oração? Se você não sabe ter uma vida a sós com o Senhor você vai passar maus momentos sozinho. No livro de Jó tem uma advertência aos guerreiros do Senhor: “E tu tens feito vão o temor, e diminuis os rogos diante de Deus”(Jó 15:4) e em Eclesiastes 8:3 diz: “Não te apresses a sair da presença dele”. Querido irmão, as grandes vitorias nós alcançamos de joelhos na presença do Senhor. São resultados que só a eternidade poderá revelar, pois você entra na batalha na dimensão espiritual e não humana.
Quero concluir esta meditação voltando a nossa guerreira Ana. No texto de I Samuel 1:10 diz: “Ela, pois, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente”. Por causa da situação Ana estava profundamente amargurada, mas seguia orando ao Senhor. Perseverar é fator chave para a batalha. A profunda tristeza fere nossa alma e geralmente requer soluções imediatas. Mas a vitoria está com aqueles que mesmo amargurados persevera em oração. “E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o Senhor…” (1 Samuel 1:12) Perseverar é o segredo para dar fruto ao Senhor. Se o Senhor te mandou fazer algo para ELE, então faça até ELE mesmo mandar você parar. Não pare no meio do caminho, não olhe para trás, não fite os olhos nos obstáculos, mas seja firme naquilo que o Senhor tem te orientado. É importante não apenas manter a posição firme em realizar a Obra, mas seguir em oração para que a visão siga firme. Observamos a atitude de alguns missionários que durante o tempo em que preparam-se para vir ao campo estão sempre orando e alimentando a visão, fortalecendo o alvo de trabalho que o Senhor tem dado para uma área específica. Mas quando chegam ao campo missionário problemas vêm de todos os lados e aos poucos tudo começa se encaixar e acomodar. Mas a visão que Deus deu deve ser firme ao ponto de modificar o ambiente e não ao contrário. Isso ocorre porque a visão não foi fortalecida através da oração e com o passar do tempo foi acomodando-se ao ambiente que deveria sofrer modificações. Um exemplo que podemos dar é a triste situação de muitos pisarem o campo missionário o coração explodindo por alcançar aqueles que ainda não foram alcançados pela Palavra. O tempo passa e encontramos o missionário com uma série de atividades com um pequeno grupo de convertidos dentro de quatro paredes e no final de tudo, o campo missionário prossegui com as mesmas necessidades. Para evitar tal situação deve-se medita no trabalho que o Senhor tem confiado, orando com perseverança para que o Senhor dê o fortalecimento a visão.
Com certeza não podemos falar de guerra e de vitoria sem falar de oração. Sem oração não há vitória. Aponte-me um herói na fé que o vamos distinguir por sua vida de oração. As ações são de suma importância, mas já são resultados do que alcançamos aos pés do Senhor. A guerra foi vencida muito antes, de joelhos, no lugar secreto. Além de orar sozinho, também temos o nosso grupo de oração. São os irmãos que saem conosco ao evangelismo e nós nos reunimos para buscar ao Senhor.
Também buscar ter contato com grupos de intercessão, irmãos que estão sabendo dos detalhes do que se passa no campo e estão ao nosso lado em oração. Quantas vezes ao obter uma vitoria o Senhor me diz que é resultado da oração do povo de Deus. Sei disso, pois o próprio Espírito nos comunica. Certo é que, somos guerreiros, fomos chamados para lutar e a nossa batalha vencemos primeiramente de joelhos diante do Senhor, pois é ELE mesmo que nos dá a vitoria.
Pastor Peniel Nogueira Dourado
OBS.: Escrito em 3 de abril de 2012 – Santa Cruz de La Sierra, Bolívia
A decisão de trabalhar na Obra, Mina e eu tomamos juntos. Nos primeiros dias de casados, sentamos à mesa e discutimos seriamente sobre o assunto, embora, mesmo antes do casamento, ainda no namoro, esse já fosse nosso tema principal.
Sentados à mesa da pequena sala da nossa primeira casa, falamos com seriedade sobre viver uma vida comum ou entregar-nos completamente ao trabalho do Senhor. Mina me disse que sempre foi seu desejo servir ao Senhor, e eu concordei, agradeci e encerramos o assunto.
Lembro que falei de casamento com Mina durante uma viagem, sobre a carroceria de uma caminhonete Ford F-14. Estávamos voltando de uma aldeia indígena no interior do Paraguai. A caminhonete corria por uma estrada de chão, cheia de poeira e buracos, quando eu disse que aquela era minha vida.
Se ela queria casar comigo, teria de saber que eu não tinha planos de buscar uma vida de luxo, nem de viver em um país rico. Eu iria apenas para onde o Senhor me enviasse. Mina aceitou o desafio, mesmo morando na época em Tóquio, Japão, com um bom emprego.
Suas férias eram passadas visitando países como Coreia do Sul ou Austrália, mas ali estava ela, sobre a carroceria de um caminhão, saltando como pipoca, tomando uma das decisões mais importantes da sua vida: viver o resto da vida ao lado de um missionário que não ganhava nem 5% do seu salário no Japão, e que falava em viver no Paraguai, visitando aldeias indígenas.
Quando nos casamos, renovamos esse propósito diante do Senhor, sentados à mesa da nossa primeira casa. Vivemos para a Obra de Deus, porque decidimos com seriedade viver assim. Determinamos fazer a vontade do Senhor, onde Ele nos enviasse, fazendo o que Ele nos designasse.
Mas, como é natural no casamento, vieram os filhos. Quando estava grávida, Mina se preocupava com a criação deles, com a responsabilidade de trazer ao mundo inocentes que participariam de uma vida que nós escolhemos viver, não eles.
Atualmente temos apenas nossa pequena Deborah Yuiko, que este ano completou cinco anos. Ela nasceu no Paraguai, cresceu na Bolívia, mas vive como uma autêntica brasileira. Em novembro de 2011, estive com o missionário Timothy, que trabalhou por muito tempo na Bolívia e hoje serve ao Senhor na Índia.
Conversamos muito sobre criar filhos no campo missionário. Timothy tem duas filhas casadas que foram criadas em vários países do campo. Ele não é um teórico; viveu o que ensinava.
Um filho de missionário não tem fronteiras. Não se sente plenamente brasileiro, pois nasceu em outro país. Não se sente paraguaio, porque não foi criado lá. Não se considera boliviano, porque não é. Essa foi a experiência de Timothy, e agora é também a nossa.
Acredito que toda família deve ser guiada sob os cuidados do Senhor, seja ela de missionários ou não. Precisamos aprender a dizer “não”, marcar a diferença na vida dos nossos filhos e ser exemplo como servos de Deus. Em minha casa, meu pai sempre nos envolveu na Obra. Ele não era um profissional da religião.
Era pastor, e sabia da necessidade de pastorear sua própria casa. Cresci em casas pastorais, acompanhando meu pai no trabalho da igreja, participando de vigílias, orações, estudos bíblicos, escola dominical, cultos na igreja e nas ruas. O trabalho não era só dele. Era nosso.
Certa vez, um missionário me disse que levava sempre os filhos com ele nas atividades. Ele não queria que os filhos pensassem que aquele trabalho era apenas dele. O mundo pode nos ridicularizar, mas devemos ensinar aos nossos filhos que loucura é viver longe de Deus.
Meu pai dizia que fazia a Obra visando a salvação da própria família. Noé entrou com sua família na arca e foi salvo com ela (Gênesis 7:7). Lá fora havia apenas perdição. Diante da família, não valem teorias nem pregações eloquentes. O que vale são ações diárias, coerentes. É preciso colocar os filhos na arca e fechar a porta, para que não sejam atraídos pelas tentações e saiam do lugar seguro.
Quantos pais estão preocupados com a Obra de Deus, mas negligenciam seus filhos? Em Lucas 11:5-7, aprendemos com o pai de família que, ao ser procurado por um amigo à meia-noite, responde: “A porta está fechada, e meus filhos estão comigo na cama”. Que cuidado! Porta fechada, filhos em casa, deitados. Nenhum deles do lado de fora, expostos ao mundo.
Hoje, tantos jovens estão em festinhas “gospel” com quem não conhecemos, fazendo o que não sabemos. O missionário pode ver o campo como algo extraordinário, mas para os filhos, aquilo logo se torna rotina. Eles se adaptam rapidamente e, se não houver vigilância, se envolvem com o mundo. O pai precisa fechar a porta e saber onde está seu filho.
Em 2008, Deborah mal sabia andar, mas já nos acompanhava no evangelismo. A Bíblia continua sendo nosso manual, mesmo diante da modernidade. Podemos ser grandes ganhadores de almas e ainda assim perder nossa própria casa. Seremos reprovados diante do Senhor, pois a Escritura diz que o bispo deve governar bem sua casa e ter os filhos em sujeição, com toda honestidade (1Tm 3:4).
Mina e eu decidimos trabalhar para o Senhor. Para conduzir nossos filhos nesse mesmo caminho, precisamos mais do que boa vontade — precisamos da sabedoria de Deus. É triste ver homens e mulheres de Deus, com uma trajetória marcada por bênçãos, mas com filhos afastados. Embora cada um tenha seu tempo de decisão, devemos ser canais de bênção para ajudá-los a fechar as portas ao mundo.
Meu pai nunca me incentivou a buscar bens materiais, conquistar status ou correr atrás de carro novo. Sempre incentivou a servir ao Senhor. Uma vez, perguntei por que ele parecia tão apático quanto às conquistas seculares. Ele respondeu que o mundo já exerce influência suficiente por si só; ele precisava fazer o trabalho que o mundo não faria: incentivar seus filhos na Obra de Deus.
Dos cinco filhos, três ajudam meu pai no trabalho missionário no Paraguai — um é evangelista, outro diácono e minha irmãzinha, com apenas nove anos, participa cantando e apoiando. Eu e Rebeca, os dois mais velhos, somos missionários — eu na Bolívia e Rebeca, com o marido, na Bélgica, liderando uma igreja.
Você que serve a Deus — missionário, obreiro, pastor, evangelista — luta para ganhar o mundo, enquanto o inimigo tenta destruir sua casa. Felipe pregava com poder. Deus operava maravilhas por meio dele (Atos 8), mas em Atos 21:8-9, vemos que ele tinha quatro filhas que profetizavam. Ele soube fechar a porta do mundo e guardar suas filhas. Hemã, em 1 Crônicas 25:4-6, também tinha quatorze filhos e três filhas que ministravam com ele. Uma família que servia unida na música e na adoração. Isso é fechar a porta e colocar os filhos na cama.
Concluo com uma frase triste de Raquel e Leia em Gênesis 31:14: “…pois nosso pai nos vendeu…”. Embora o contexto tenha resultado em bênção, as palavras refletem dor. Quantos pais hoje não estão “vendendo” seus filhos ao mundo? Mães que orientam suas filhas a casar com homens ímpios por causa de dinheiro; pastores que incentivam todas as carreiras, menos a Obra de Deus; missionários que alimentam seus filhos com o materialismo dentro de casa. O ministério é visto como fardo, algo de que seus filhos devem ser poupados.
Mas quero ser, na minha casa, uma ferramenta de Deus. Quero incentivar minha filha Deborah a trilhar o maior caminho que alguém pode escolher: fazer a Obra do Senhor. Saímos para evangelizar juntos. Às vezes ela não pode ir, por causa do clima ou das condições, mas minha prioridade é sempre manter minha família sob meus olhos.
Certa vez, alguém disse que minha filha deveria se casar com alguém de boas condições, um empresário, para ter uma vida melhor. Respondi: minha filha vai se casar com um missionário, ainda que enfrente dificuldades muito maiores que as minhas. Isso não é um fardo — é um privilégio.
E mesmo que seja ela a tomar essa decisão no futuro, quero ser um instrumento de Deus para apontar o caminho da verdadeira glória, aquele que tem peso eterno. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2 Coríntios 4:17).
Estamos realmente contentes pelo o que Deus está fazendo ao nosso favor. Bem, posso dizer aos irmãos que o material pelo qual estávamos lutando já esta a caminho da cidade de Corumbá – MS, fronteira com Bolívia. O material chegará acreditamos que próxima semana e estará em Corumbá até tomarmos um fôlego nessa correria toda e começarmos a segunda etapa que é passar a fronteira e chegar até o destino que é nossa Base de Apoio aqui em Santa Cruz de la Sierra – Bolívia.
Ficamos de receber 4 toneladas da Agencia Missionária que está em São Paulo, mas infelizmente só receberemos 2 toneladas por um imprevisto ocorrido. Mas em tudo glorificamos ao Senhor.
Também desejo comunicar que o diácono Fabio Benites da cidade de Campo Grande o qual está fazendo um maravilhoso trabalho de evangelismo já recebeu 1 tonelada, graças a força do Dr. Francisco Gamelim diretor da Missão Filadelfia. Também os irmãos da Gospel Sunrise ( clique aqui ) já se prontificou em enviar materiais e também a W. M. Press estará enviando um pequeno porte, mas será de grande ajuda. Posteriormente estaremos escrevendo mais sobre esse belo trabalho em Campo Grande.
Nós também estaremos enviando pelo menos 1 tonelada do material que vem às nossas mãos ao trabalho do evangelista Davi Dayan com o qual falamos hoje e já estará providenciando um veículo para buscar o material na cidade de Corumbá. O material da Revival Moviment Association já está na cidade de Corumbá, são 1 tonelada de puro material evangelístico. Também em apoio ao projeto do evangelista Davi Dayan no Paraguai a Gospel Sunrise, através de seu diretor Raymund Brunk, ficou animada em traduzir uns dos materiais que eles fazem a impressão para a língua guaraní. Davi Dayan já tem uma professora de guaraní que estará fazendo este trabalho.
Amados, este é o verdadeiro avivamento, quando a igreja se levanta a levar a Palavra de Deus aos perdidos. Louvamos a Deus por todas essas bênçãos e agradecemos a cada irmão participante neste trabalho.
Quero deixar meu agradecimento em espacial ao Dr. Francisco Gamelim que usando de seu próprio recurso investiu fortemente no Reino de Deus fazendo possível, diante da urgência que tínhamos, a chegada desse material ao destino. Também queremos dizer que neste trabalho não somente nós fazemos por estarmos no Campo propriamente dito, mas existe a vossa participação e tudo está diante do Senhor o qual recompensará a Seu tempo. Mas uma vez, muito obrigado Dr. Gamelim e familia.
Estendo meu agradecimento aos irmãos que foram e que são participantes neste alvo e necessidade e fizeram presente através de suas contribuições. Irmãos que estão de uma forma contínua ofertando e orando por este trabalho e com certeza não teríamos condições de estarmos aqui sem a vossa presença neste serviço missionário evangelístico. Eu creio nisso e assim o Senhor o faz – Vocês são presente e atuantes nesta grande Obra através de vossas ofertas, dinheiro adquirido com suor e investido no serviço missionário. Como nós, de igual forma, Deus vos recompensará.
Este é um informe do trabalho que fizemos em 2011 com os materiais da Revival Movement Association ( http://www.revivalmovement.org/ ). Deixamos nosso agradecimento aos irmãos da Interlink Brasil (http://www.interlink.org.br ); ao irmãos Arames deBarros, Coordenador de Marketing/Publicações, lembrando da boa vontade em suprir o campo missionário pelo pastor James Victo Cardoo – já com o Senhor e todos os demais irmãos. Também deixamos nosso agradecimento a Missão Filadelfia – São Paulo, sob a direção do Dr Gamelim que nos ajudou a trazer os materiais até a fronteira do Brasil com Bolívia.
Quero deixar aqui minha palavra de ânimo a todo colaborador, intercessor dessas missões citadas acima e aqueles que participam no nosso trabalho. Sigamos em frente, pois há muito o que fazer. Os campos estão brancos para a ceifa e não devemos baixar nossas mãos.
Deus abençoe a todos
Pastor Peniel Nogueira Dourado
Santa Cruz de la Sierra – Bolívia
17 de novembre de 2011
Estamos aqui na Bolívia já faz alguns anos. Quando recém chegamos aqui, meu esposo tinha conseguido algumas caixas de folheto e começamos a evangelizar. Com o passar do tempo, Deus tem aberto inúmeras portas para continuarmos realizando o evangelismo com folheto. Aqui na Bolívia tem muitos lugares que vendem roupas, comidas, tudo isso na rua e são chamadas de feiras. Feira Cumavi (roupa usada), nova feira, e outros lugares. Pessoas de diversos lugares vão ali. Como no supermercado é mais caro, alguns preferem fazer compras de verduras, carne e demais coisas ali.
Íamos evangelizar com o desejo de ganhar almas e queríamos ver logo isso(…rs..) Tivemos contato com alguns, mas muitos não queriam compromisso. Antes de ganharmos a Bolivia para Cristo, primeiramente, Deus tem trabalhado conosco.
Primeiramente com o meu esposo e depois comigo. Eu queria ver logo o resultado, mas para o desanimo não me abater sempre buscava força em Deus.
Me agarrei na promessa de Mateus 28:20 “ eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”
Sem a ajuda de Deus, o que seria de nós?!. Deus tem nos mandado pra cá, disso temos plena certeza e Ele está conosco.
Sempre acompanho meu esposo nos trabalhos. Visita, evangelismo, etc. Participo nos trabalhos e procuro ter o mesmo animo que ele. Desde que me casei, dizia ao Senhor: “Não quero viver na sombra de meu esposo, quero ter uma vida Contigo e não ficar atrás dele e sim ao lado colaborando, talvez eu não faça a mesma coisa que meu esposo faz, mas quero ter a mesma visão. ”
Mas com o passar do tempo, minhas forças iam diminuindo… Um dia, evangelizando na feira, vi meu esposo entregando folheto para as pessoas e veio uma inquietação no meu coração. Disse ao Senhor em espírito : “Senhor, Peniel pregava tanto na igreja, tínhamos programa de radio no Paraguay e era uma benção, e agora estamos aqui entregando folheto? ”
Me sentia como se estivesse regredindo, ao em vez de avançar, andar para trás.. Tinha em meu coração como se eu estivesse certa…
Animei meu esposo em fazermos trabalho de televisão ou radio, mas as portas não tem se aberto. Já ouvi vários testemunhos de salvação, através de um folheto, mas eu achava que era exceção. Tinhamos muito desejo de fazermos cruzada na rua, mas ate mesmo isso Deus tem fechado as portas.
O cunhado do meu esposo tem vindo algumas vezes nos ajudar, ele é muito animado com esse trabalho de evangelismo com folheto. Ele tem animado muito meu esposo. Quando os dois carimbavam folhetos diziam que sentiam como se estivesse pregando para multidões.
Um dia entrei em meu quarto, com o coração angustiado e de joelhos disse ao Senhor: “Senhor se estou errada, me mostre a tua vontade. Não consigo ter esse mesmo animo que o Peniel tem, não quero ficar para traz, quero seguir essa caminhada juntos, com a mesma visão.”
Deus me faz ler Romanos 1:16 “ Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”
Tinha lido inúmeras vezes esse versículo, mas aquele dia foi diferente, era como se alguém acendesse a lâmpada para eu enxergar. Entendi perfeitamente o recado do Senhor para mim. Como é maravilhoso saber que sirvo a um Deus vivo e que responde nossas perguntas. Deus me dizia fortemente ao meu coração que o evangelho tem PODER, seja pregado pela radio, televisão, mensagens por celular , folheto, etc. É o evangelho que transforma as vidas.
Eu me prendia em métodos, de como alcançar as pessoas, métodos que tinham em minha mente, existem métodos muito bom, mas o importante é fazer a vontade do Senhor. Comecei a valorizar o trabalho de evangelismo com folhetos. Tenho lançado a semente, crendo que a palavra não volta vazia.
Estive lendo um livro, acerca de como o Espirito Santo trabalha nas vidas e fiquei impactada com um testemunho. Certo irmão foi entregar um folheto para um senhor dizendo: “Leia o que está escrito neste folheto e sua vida será transformada”
O senhor olhou bem pra cara dele e disse: “Eu não preciso disso!!! ” e rasgou na frente dele, colocou no bolso e foi embora…
Quando esse senhor chegou na casa dele, ficou incomodado do por que o rapaz que entregou o folheto não disse nada, se sentiu mal pelo que fez, pegou os pedaços que rasgou e começou a colar. Ao ler mais tarde, sua vida realmente foi transformada!!! Gloria a Deus. É o Espirito Santo quem faz a obra, tenho descansado NELE. Nosso trabalho sem o operar do Espirito Santo, seria em vão.
Tínhamos um desejo muito forte de fazermos cruzada, com um grupo de louvor, caixa de som e tal. Mas Deus tem aberto outra porta. Conhecemos um irmão que usa megafone, e conseguimos facilmente um, assim começamos a usar também o megafone. Tem sido bom porque é fácil de carregar e tem entrada pra colocar hinos.
Meu esposo sempre me dizia: “Podemos pregar todos os dias com o megafone, mas cruzada seria algumas vezes no ano.”
Não tem coisa melhor que fazermos a vontade do Senhor. Conhecemos irmãos que fazem outro tipo de trabalho e Deus tem abençoado eles. Evangelistas que fazem cruzadas e Deus abre as portas, pois é o que Deus quer que eles façam. Estamos continuando o evangelismo com folhetos e megafone, ate onde Deus mandar fazer. E tem sido uma benção, muitos irmãos tem se levantado a fazer também. Se aumentar o grupo, o alcance é maior e o numero de salvação de almas aumenta. E o numero de pessoas pro inferno diminui !!! Aleluia !!!
Senhora boliviana e Mina
Para um missionário é muito importante ter comunhão com Deus. Se não ouvirmos a voz de Deus, vamos começar a ouvir a voz do inimigo e o que o inimigo quer é calar nossa boca, para não pregarmos e assim almas não serem salvas. E vai começando aos poucos, tribulação daqui, dali e se ainda assim não desanimar-nos, ataca nossa mente. Mas louvado seja o Senhor que nos alerta através do Espirito Santo.
Deixo um versículo:
Romanos 8:26. “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. “
Pastor Peniel e Mina – 2006 região de Roboré – Bolívia
No poste anterior colocamos alguns testemunhos sobre finança no campo missionário – nossas experiências propriamente dita. Nem todos os testemunhos estão em ordem. Creio que deveria ter colocado, mas não fiz. Mas o que verdadeiramente importa é que seguimos no mesmo propósito de dizer que felizes são aqueles que confiam no Senhor. O desejo ardente do meu coração é seguir neste alvo.
06 setembro de 2006 – Puerto Suarez
(resumo)
Queria muito comprar algumas cadeiras para as reuniões. Três dias atrás fizemos nossa primeira Santa Ceia aqui em Bolívia. Tínhamos apenas duas cadeiras, uma para mim e outra para Mina. Usamos de mesa uma caixa de isopor que era nossa geladeira provisória. Ficamos vários dias sem geladeira e não era fácil todos os dias comprar gelo para manter nossa pequena caixa de isopor . Mas agora a caixa de isopor é nossa mesa para a Santa Ceia. Sobre nossa mesa improvisada coloquei os dois copos, esses de extrato de tomate. Dentro de uma bandeja coloquei duas rodelas de pão. As duas cadeiras ao redor da caixa de isopor, os dois cálices ( copo que vem os extratos de tomate) e as duas rodelas de pão. Mina olhou e começou a ri daquela Santa Ceia um tanto não convencional. É, não é fácil. Domingo, dia 03 de setembro nossa igreja no Paraguai reúne-se quase duzentas pessoas. Aqui mesmo as igrejas tão cheias e nós aqui com apenas dois participantes.
Escutei de outros missionária que a falta maior não é da família no campo missionário, pois se você é casado sua família no campo te completa e os parentes tem seu lugar, mas o missionário sofre muito pela ausência da igreja. Aprendi que você deve ter sua vida familiar estando no campo ou não. Casou, deve viver a vida com marido, esposa e filhos. Não estou falando de isolar os demais parentes, nada disso, mas buscar completar-se com a família que você está estruturando e é responsável. Acredito ser a coisa mais ridícula um missionário (a) casado (a) abandonar o campo com saudade do papai ou da mamãe.
Mas, ali nós éramos a igreja. Eu e Mina, a igreja de Cristo. Propusemos assumir o trabalho em todas as formas e tragar todas as copas amargas que oferecia. E vou dizer uma coisa: Fazer uma Santa Ceia para dois não é nada gostoso, pois sempre pensamos na “casa cheia” o grande dia de Santa Ceia em nossa igrejas, mas no nosso caso era eu e Mina. Decidimos fazer nossas reuniões e não chamar ninguém de outra igreja. Ao encontrar algum irmão não fazíamos convites para nossas reuniões de oração. Decidimos não visitar nenhuma igreja se não fossemos chamados. E diante de um convite nunca desmarcar a importante reunião de nossa pequena igreja ( eu e Mina ) para atender um convite de outra igreja, nem que me esperasse mil membros.
Eu e Mina tomamos a decisão de beber do cálice amargo que o campo missionário oferecia. Eu vi muitos missionários chegarem querendo abrir uma igreja e não querer beber desse cálice. O primeiro passo que tomam é visitar igrejas, fazer reuniões com membros de outros igrejas e etc. Depois de ganhar confiança sair convidando. E vou falar uma coisa, tivemos até instrução de “pastores experientes” a fazer isso mesmo. Que ridículo! Mas o Senhor dará a cada um segunda as suas obras.
Mas, tivemos o grande desejo de comprar mais cadeiras, mesmo que sabemos que não vamos ficar aqui em Puerto Suarez. Eu não tinha dinheiro para comprar e novamente nós nos entregamos a oração por cadeiras. Dias depois fomos à internet e recebemos uma oferta para comprar uma 30 cadeiras. Glória a Deus! Nós glorificamos ao Senhor porque vemos a mão dEle em todas as coisas.
24 de janeiro de 2007 – Pedro Juan Caballero – Paraguay
Nasce nossa filha DEBORAH YUIKO ASHIZAWA NOGUEIRA. Meus pais e minha sogra ficaram preocupados por ser nossa primeira
Deborah em seus primeiros momentos
filha e resolveram nos buscar. A principio não queria ir e estávamos nos acostumando com a ideia de ser boliviana, mas consideramos a situação, o fato de sermos marinheiros de primeira viagem, a preocupação dos nossos parentes e etc. Bem, dia 15 de janeiro meu pai fez uma viagem de 700 quilômetros de Pedro Juan Caballero até Puerto Suarez onde morávamos.
Havia preocupação em relação a pagar o parto, pois no Paraguai tudo é pago. Eu tinha que pagar hospital e outros gastos mais. Eu havia reservado um dinheiro, mas também era o dinheiro do nosso aluguel e gastos por uns três meses na Bolívia. Mas, fazer o que? Deborah nasceu, peguei tudo o que tinha e dei na secretaria do hospital San Lucas em Pedro Juan Caballero. Eu havia gastado com hospital e outros gastos mais, mais ou menos uns R$ 1300 Reais. Na tarde que tínhamos que sair do hospital veio um irmão e nos deu R$50 reais. Outro nos deu 150 reais. Meu cunhado me deu um fardo tão grande de fraudas que achei ser exagero, mas ele disse que sabia bem o que estava me dando, pois o filho dele havia nascido a pouco tempo. E seguimos recebendo ofertas e eu só coloca em meu bolso. Nem olhava para direito para o dinheiro que recebia. Bem, quando chegamos em casa fui ver quanto havia recebido. Eu tinha R$ 1300 reais!!!! Deus me deu novamente a mesma quantia que havia gastado. Glória a Deus!
Diante de nós estava o desafio de ir a Bolívia com tão pouco recurso, sem apoio, sem uma garantia, mas situações como esta nos fortalece, nos impulsiona com nos lançar e confiar no Senhor.
06 de maio de 2007 – Santa Cruz de la Sierra
Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem
No dia 27 de abril de 2007 embarcamos no trem em direção a Santa Cruz de la Sierra. Deixamos para trás a cidade de Puerto Suarez onde ficamos por oito meses. Nós estivemos sete meses orando por uma casa em Santa Cruz de la Sierra. Assim como Deus nos deu a casa de Puerto Suarez também clamamos ao Senhor por uma casa em Santa Cruz.
Quando senti que deveria ir a Santa Cruz de la Sierra deixei Mina com Deborah em Puerto Suarez e fui a Santa Cruz em busca de uma casa. Não era fácil andar na cidade sem ter ninguém para ajudar. Errava os ônibus urbanos, não entendia o formato da cidade que é em forma circular, e isso passei muito tempo sem entender. Andando perto de um mercado que está no 3º anel, o mercado Mutualista, vi muitas casas para vender. Peguei o número de várias casas e explicava minha situação. Que ao menos alugasse a casa por três meses até conseguir outra. Bem, em meio as ligações conhecer um senhor que se dizia cristão, membro de uma igreja evangélica chamada Maranata. Ele me disse que a casa estava em venda e que só ia entregar a casa três meses depois e que tranquilamente me alugaria. Ele se mostrava alegre e dizia que estava feliz por ajudar um missionário e que também eu estaria ajudando ele.
Diante de tamanha alegria eu fiquei convicto que realmente era aquela casa. Perguntei se ele queria o dinheiro, mas ele me disse pra pagar quando chegasse com a mudança. Desta forma, voltei para Puerto Suarez, coloquei tudo que tinha em caixas, entreguei a casa em que morávamos e viemos para Santa Cruz de la Sierra. Chegamos no conhecido Bimodal de Santa Cruz de la Sierra, terminal de trem e de ônibus, exaustos da viagem. Mina estava com Deborah no colo com apenas três meses e três dias. Queria muito chegar em nossa casa, montar nossa cama e dormir, mas quando liguei para o proprietário pedindo a chave ele me disse que não ia mais me entregar a casa porque resolveu fazer negócio com ela. A casa não tinha documento, mas alguem resolveu comprar assim mesmo. Eu fiquei sem saber o que fazer. Olhava para Mina, Deborah e, o que fazer? Não tínhamos conhecidos em Santa Cruz. Olhava para a multidão andando de um lado para outro e só vinha a pergunta: O que fazer? – “ Meu senhor, não seja irresponsável. Estou com minha filha de três meses e toda minha mudança no três, não faça isso!.” A resposta que tive daquele suposto cristão foi: “No me conviene.” ( Não me convem )
Aquilo parecia um pesadelo. Buscamos um banco, sentamos e tentamos ver o que fazer. Lembrei do pastor Gesser, um missionário da Igreja Quadrangular que havia conhecido na fronteira quando estávamos na casa do pastor Roberto Peralta. Expliquei minha situação e ele me disse eu poderia ir para sua casa, mas que não havia lugar para minhas coisas, pois a casa era muito apertada. Bem, essa foi a solução para o momento.
Toda nossa mudança ficou no depósito do trem e isso me deixava preocupado. Na realidade resolvi apagar isso da minha mente e resolver um problema de cada vez. Meu primeiro problema agora era ter uma casa e depois resolveria o segundo problema que era retirar minha mudança. Mina ficava na casa do pastor Gesse enquanto eu buscava casa todo dia. Era uma loucura buscar casa sem conhecer nada. Me perdia pela cidade, errava os ônibus, era uma benção! Além disso, eu não tinha dinheiro suficiente para alugar uma casa independente. Eu tinha U$ 100 dólares para o aluguel, mas este valor é para um pequeno quarto. Sai várias vezes com o pastor Gesse e ele me mostrou o que eu poderia alugar com 100 dólares. Meu Jesus! Era desastroso. Pelo menos o pastor Gesse era mais realista que eu.
Nossa primeira casa em Santa Cruz de la Sierra
Os dias passaram e buscando no jornal encontrei uma casa pelo jornal. Na realidade não era uma casa, era uma edícula. Pelo menos era numa região central, a duas quadras do 2º anel. Entramos naquele lugar que estava bem sujo, desprotegido e não cabiam nossas coisas. As cadeiras e algumas caixas ficavam do lado de fora e eu orava para não chover e molhar tudo. O banheiro estava tudo entupido, vaso e pia. Quando Mina abriu o chuveiro para colocar água na banheira e dar um banho na Deborah e saiu uma água preta, tinha mais terra que água. Parece exagero, meu querido, mas não é. Acho os canos estavam completamente enferrujados. A única pia para lavar roupa e louça ficava do lado de fora numa situação precária. Bem, este era o lugar que eu podia pagar, mas pelo menos era o nosso lugar.
Perturbados com a situação? Negativo. Não foi fácil, mas havia paz em nosso coração. Deus agia anestesiando nossos nervos e não deixando ver a situação presente como algo desanimador, mas derramava paz em nosso coração. Um dia, indo a um mercado perto de nossa casa Mina me disse que queria uma casa onde nosso quarto fosse em cima e pudéssemos fazer as reuniões em baixo. Eu disse que seria um pouco difícil, pois uma casa assim custa uns 400 dólares e eu só tinha 100 dólares para dar em um aluguel.
Bem, sabendo que não tinha condições de ficar naquela casa começamos a orar pedindo a Deus uma casa onde realmente podíamos morar e fazer o trabalho. Encontrei uma desocupada que estava a venda. Perguntei se não alugava temporalmente, mas a proprietária disse que já estava negociada, mas que tinha outra. Ela veio onde eu estava e me levou para mostrar. Era uma casa de dois andares, com um quarto em cima e um lugar muito bom para reunirmos em baixo. Do lado, um quintal muito bom com um abacateiro frondoso. Eu fiquei quieto, mas para mim o aluguel seria uns 300 dolares. Eu virei para a proprietária e perguntei o preço. Ele me disse que alugava por 120 dolares. Eu me controlei, não mostrei interesse, olhei para as paredes que precisavam ser pintadas e disse: Mas, é preciso pagar a garantia? A mulher me disse que não. Era só pagar os 120 dolares e entrar. Fechei negocio na hora!!!
Já havia pagado o aluguel da outra casa. Gastei 100 dólares para entrar naqueles dois quartinhos sujos e sem condições de uso. [Coloquei uma foto acima e até parece em bom estado..rs..] Mas você acha que vou reclamar? Eu não!! E nem perdi tempo em ir atrás porque sabia que não iam me devolver.
Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra – Bolívia
Uma vez dentro da casa nova nós agradecemos ao Senhor. Lembramos de um detalhe muito especial A proprietária nos disse que a casa estava sete meses fechada e que ele não conseguia alugar. E nós estávamos com sete meses orando por uma casa. Bem, passamos pelas lutas, mas a nossa casa estava guardada pelo Senhor. Gloria a Deus!!!!
Dezembro de 2008 – Santa Cruz de la Sierra
(resumo)
No dia 24 de dezembro passou algo muito interessante. Meu cunhado Ebenezer e minha irmã Rebeca vieram para nos ajudar por alguns dias no trabalho. Trouxeram o irmão Marcos da cidade de Pedro Juan Caballero. No dia 24 nós não tínhamos dinheiro para comprar nem um quilo de arroz. Marcos que cozinha muito bem foi até nossa cozinha olha o que poderia fazer e, realmente, não tínhamos nada.
Na realidade, havia um pouco de arroz, umas batatas, mas comer arroz com batata na véspera de natal é complicado. Longe de mim reclamar do arrozinho com batata e sabendo da perícia do irmão Marcos na cozinha até penso que ele faria proezas com aquele arroz e batata. Mas, eu estava para receber algum dinheiro naqueles dias, Ebenezer também, mas a questão é que precisávamos para aquele dia, para aquele momento e não tínhamos. Contas de bancos foram revisadas, e-mails na esperança de alguém na última hora enviar alguma ajuda, bolsos foram revistados, mas nada.
Aprendi na prática o que havia ouvido algumas vezes por outros missionários, que o final de ano é o tempo mais difícil para missionário. Todo mundo pensa em gastar, vestir-se muito bem, comer do melhor e quase ninguém pensa em enviar aquela oferta missionária. A mais dura realidade é que aqueles que nos ajudam periodicamente justo nesta época resolve falhar. Afinal de contas, fim de ano sempre vem com muito gastos. Mas tudo bem. Agradeço a Deus por aqueles que o Senhor tem colocado em nosso caminho e tem tomado esta Obra como sua.
Mas, no memento nós ríamos da situação. Ninguém estava triste, de forma alguma. Sentamos nas cadeiras e ficamos pensando no que fazer. A ideia era sair ao evangelismo e a noite fazer aquele prato de arroz com batata. (…rs…)
Ainda estávamos pensando como seria nossa janta para o dia 24 de dezembro quando alguém bateu em nossa porta. Um irmão que trabalha numa fábrica de abater frango veio com um frango nas mãos. O irmão entregou, nós agradecemos e ele foi embora. Ficamos olhando para aquele frango e realmente não pensei que ia valorizar tanto um frango assim. Era um Big frango!!
Mais tarde o irmão Marvin ligou e perguntou se podia jantar conosco. Bem, a noite ele trouxe alguns complementos, refrigerante e nossa janta do dia 24 de dezembro foi bem completa. Marcos fez aquele franco com batata… e arroz. Nós mais uma vez agradecemos a Deus pela provisão.
Parece tão simples, em tudo vemos a mãos do Senhor agindo ao nosso favor. Glória a Deus!!!
01 janeiro de 2009 – Santa Cruz de la Sierra
(resumo)
Estava chegando a noite e fui olhar se havia leite para Deborah. Quando abri a lata vi que não tinha mais nada de leite. O pior que não tinha mais nada de dinheiro e nem tinha previsão de receber de lugar algum. Fiquei olhando para aquela lada e eu disse ao Senhor naquele momento que a provisão já havia sido enviada, eu sabia que já, mas quem estava com a provisão estava retendo. Esta foi a confiança que veio ao meu coração. Na realidade, era o Senhor falando ao meu coração.
São situações como esta que abate tua fé. Alguém pode dizer que não, e realmente não é pra abater, mas te abate. Quando Deus faz tanta maravilhas ao seu favor, quando você se move em confiança e um belo dia você se ver sem saída. Antes de vir ao campo missionário muitas vezes em seu trabalho, aquele dinheiro seguro, o emprego e etc, e agora você não tem nada disso e dependo do mover de Deus e chega o momento da necessidade. Voce diz: Deus, socorre-me! Mas, naquele momento você não tem resposta.
Sabe o que sustenta? É você ter a plena confiança que Deus te trouxe a este lugar. É saber que eu estou aqui porque Deus me colocou aqui. É ter a consciência que pela causa de Cristo outros morreram e você agora passa necessidade. Voce pensa em tudo isso e busca força.
É bem fácil escrever depois de uma tormenta. Descrever a tormenta…. mas viver a tormenta e sobreviver para escrever algo depois é que é difícil. Eu não podia colocar culpa em ninguém. Não podia colocar culta na minha igreja, no pastor, na Secretaria de Missão, em ninguém pelo simples fato de nenhuma dessas ter me enviado a Bolívia. Eu vim aqui porque Deus me trouxe aqui. Deus disse: VAI! E eu decidi obedecer. Fiz, faço e vou continuar fazendo a Sua vontade em Nome de Jesus. Sabe, tenho agradecido a Deus por estar nessa situação e não estar jogando culpa de um lado para outro nem sobre ninguém.
Mas, eu saí de casa com Mina pra ver se havia algo na minha conta. Fomos num caixa eletrônico perto de casa e não havia nada. Quando cheguei em nossa casa Mina me disse que andava de cabeça baixa na esperança de achar alguém dinheiro perdido, alguma nota pelo chão. Fiquei olhando e pensando na simplicidade da Mina, pois afinal de contas de algum lugar deveria vir nosso dinheiro, nem que fosse de alguém que o tenha perdido. Creio que isso pode acontecer e já aconteceu comigo, mas não foi dessa vez.
Fomos a geladeira, havia um pouco de leite. Completamos com água, fervemos e colocamos na mamadeira. Nossa filha tinha um ano e nove meses e ainda tomava aquela mamadeira para dormir. E se não toma começa a chorar até o leite sair de algum lugar. Quem é pai sabe bem o que é isso.
Naquele dia Deborah tomou o último resto de leite que tinha na geladeira. E não era só leita que faltava, mas nós não tínhamos mais nada pra comer. Parece que quando algo falta tudo resolve faltar ao mesmo tempo. No outro dia eu recebo uma mensagem. Meu irmão Tiago me diz que um determinado irmão de nossa igreja no Paraguai deu uma quantia de oferta para a construção da igreja no Paraguai e meu pai enviaria o dízimo. Na realidade, meu pai já estava com o dinheiro, mas surgiu alguns problemas e não fez o deposito. Eu corri na internet e mandei a mensagem – “Avisa para mandar o quanto antes a benção, porque o último ovo nós comemos ontem!”.
Bem, naquele dia retirei de minha conta mais de B$ 2000 Pesos Bolivianos ( aprox. U$ 280 dólares). Quando volto para casa lembrei do que o Senhor havia falado ao meu coração – “Alguém está com o recurso, mas esta retendo”. Essas são as provas que passamos e seguimos glorificando o Senhor.
— de março de 2009 – Santa Cruz de la Sierra
Desde o começo deste ano tenho estado preocupado com nossas documentações. Precisava no mínimo 1500 dólares para pagar o meu visto e da Mina; o valor do visto, das documentações e das multas. Sabe o que é olhar para a finança e ver que até o pão estamos comendo com dificuldade e ter que conseguir 1500 dólares para dar para Migração? Realmente era desanimador e desesperante a situação.
O antídoto que temei contra o veneno foi inundar meu coração com o fato de que Deus nos trouxe a este lugar. Começava a meditar sobre isso e falava com minha esposa. Pensava no fato de ser pai e nunca deixaria minha filha estar chorando de fome se a hora da comida chegou sem que a desse algo para comer. Realmente, eu nuca faria isso! Alguém seria capaz de fazer isso? Mas, relembrar o que Deus já havia feito, as promessas, as orientações e tudo mais nos dava fortalecimento.
Um dia levantei pela madrugada. Estava muito preocupado. Entreguei minha causa ao Senhor. Repreendi o que impedia a benção.
Meu cunhado Ebenezer e minha irmã Rebeca na Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra
Isso mesmo que comecei a fazer, repreender aquela situação adversa. Veio ao meu coração uma paz muito grande. Um verdadeiro calmante dos céus. Quando foi a internet uma irmã de Brasília me escreve dizendo que havia depositado 500 Reais para me ajudar com o documento. Depois ela escreve novamente dizendo que sua irmã também mandou 300 Reais. Outra irmã me escreveu pedindo oração dizendo que se vendesse um terreno me enviaria 1000 Reais de oferta. Bem, eu e Mina começamos a orar e tempos depois estavam os 1000 reais em nossa conta. Meu cunhado, o pastor Ebenezer, passando por uma pequena cidade no Brasil durante uma viagem viu alguns doces. Teve a ideia de comprar e vender para amigos e irmãos da igreja. Ele comprou cada vazo de doce por R$10,00 Reais e vendia a R$30,00 e R$ 40,00 Reais, dependendo do freguês. Claro, o pessoal sabia que era para ajudar a missão. Bem, dias depois Ebenezer estava depositando em minha conta mais de R$1000 Reais para nos ajudar. E seguimos recebendo ofertas. Parentes enviaram ofertas, irmãos enviando quantias diversas. Isso aconteceu tudo em poucos dias e nisso eu vi a mão provedora do Senhor.
No final das contas, recebemos mais que suficiente para pagar o visto. Levei o dinheiro a Migração Boliviana e paguei o visto, e sobrou dinheiro. Claro que o nome sobrar é muito forte, pois na realidade, eu paguei o visto e se eu tivesse recebido apenas o 1500 dólares ficaria sem nada para me manter, mas Deus mandou para o aluguel, a água, a luz, a comida e etc. Deus estava no controle de tudo!
— julho de 2009 – Santa Cruz de la Sierra
Pastor Peniel e pastor Clebes Sanches em frente a Base de Apoio
No começo deste ano eu estive conversando com Mina sobre trabalharmos com mais força no que é o evangelismo. Temos visto a necessidade e é muito grande. Falei com Mina em trazermos mais materiais em Bolívia para suprir nossos projetos de trabalho e ajudar outros missionários. Mina estava estendendo as roupas no varal e escutava o que eu dizia. Ela parou e me disse que seria um pouco complicado, pois nós estávamos passando dificuldades financeiras sem nos mover muito, imagino se começasse a trabalhar com literatura. Tudo é dinheiro e não tínhamos de onde tirar. Eu disse que se fosse da vontade do Senhor ele supriria nossa necessidade e enviaria pessoas dentro de nossa casa para manter o trabalho. Parecia algo ousado, mas resolvemos fazer. Pensava no gasto com frete, viagem e, a realidade que tudo é dinheiro, mas olhávamos para o que Deus nos impulsionava e nossa decisão era confiar no Senhor.
Como resposta e sem demorar muito, Deus envia a nossa casa do pastor Clebes, pastor da Assembleia de Deus Missão na cidade de Dourados – MS. Pastor Clebes veio com o pastor Ebenezer, meu cunhado e minha irmã Rebeca que sempre estão nos ajudando aqui em Bolívia. Eles me avisaram que estavam chegando e eu queria ir na ferroviária espera-los, mas realmente não tinha dinheiro. Olhei na geladeira e não tinha nada pra servir no café da manhã. Busquei as moedas para comprar algum pão e nada. Então, fiquei na minha sala pensando nessa situação. Visita chegando em minha casa e eu não tinha nem pra mim, quanto mais para eles. Bateram na porta e era Ebenezer com os demais fazendo a maior bagunça, sempre em ritmo de festa. Entraram, oramos agradecendo a viagem e já falaram no café. Eu não tinha o que dizer e fiquei balbuciando pelos cantos. Ebenezer abriu minha geladeira e disse: Senhor! Isso aqui está parecendo uma piscina – só tem água! Então ele virou e me deu uma oferta. Veio o pastor Clebes e me deu mais uma oferta. Bem, tudo chegava aos R$ 500 reais. Glória a Deus! Fomos no mercado, compramos pão, leite e o que era necessário para o café e para o almoço.
Pastor Clebes ficou conosco alguns dias, saiu ao evangelismo, conheceu um pouco da Santa Cruz de la Sierra. Dias antes de sair ele me disse que o Senhor estava incomodando ele já alguns dias para nos ajudar. A partir daquele mês sua igreja seria contribuinte no trabalho que fazemos em Bolívia.
Pastor Clebes voltou ao Brasil e dias depois a irmã Neide veio a nossa casa. Ela trabalhava com uma dentista que é boliviana residente
Irmã Neide, Mina e Deborah
na cidade de Cárceres, MT. A filha da dentista precisou de tratamento e eles vieram a Santa Cruz de la Sierra. A irmã Neide como nos conhecia a muito tempo e sabendo que estávamos aqui hospedou-se em minha casa. De igual forma saiu ao evangelismo conosco, foi até Cochabamba fazer um trabalho nas feiras. Dias antes de sair disse que estaria nos ajudando no trabalho, que podíamos contar com sua oferta mensamente.
Eu lembrei a Mina o que havíamos dito no começo do ano, que Deus enviaria mantenedores para o trabalho aqui mesmo, dentro de nossa casa. E ELE fez! O Senhor é o nosso provedor.
QUEREMOS SABER O QUE VOCÊ ACHOU DESTE POST – clique aqui
Mina e Deborah – Bandeira de Santa Cruz de la Sierra
Os testemunhos abaixo estão em meu diário pessoal, costume que iniciei no ano de 2002. Os testemunhos que inseri são do meu primeiro caderno. Posteriormente vou transcrever os demais testemunhos que estão nos diários mais atuais. Estes são apenas alguns testemunhos sobre nossa finança no campo missionário. Espero que seja de edificação. Um grande abraco. – Pastor Peniel Nogueira Dourado
27 de junho de 2006 Pedro Juan Caballero – Paraguai
Havia posto a data de 24 de março de 2006 para sairmos do Paraguai, cidade de Pedro Juan Caballero, para Quijarro, Bolívia. Meu pai decidiu comprar meu carro e eu tomei a decisão usar o dinheiro no que for necessário para ir a Bolívia. Mas, eu tinha dívidas pendentes e quando ele me deu a primeira parte foi para pagar essas dívidas. Bem, no final de tudo acabamos sem dinheiro novamente. Realmente foi uma prova.
A questão é que da época que o Senhor me falou para ir até concretizar-se foi teve um tempo, tempo em que eu não queria tomar uma decisão concreta. Então todas as portas se fecharam, problemas financeiros e etc. Fiquei sem nenhum recurso e orava até que o Senhor nos disse: “Faz as malas que EU mando o dinheiro”. E começamos a fazer as malas sem dinheiro pra nada.
Bem, levamos nossos dois guarda-roupas para vender para usar o dinheiro para a gasolina. Mas a compradora só tinha a metade do dinheiro. Eu fiz os cálculos e ainda não era suficiente para chegarmos a fronteira. Deus nos mandou a Bolívia e queria ir a Bolívia, ao menos até a fronteira. Depois de tentar várias portas eu me vi andando pelas ruas, no meu carro, que já havia vendido ao meu pai. Andava sem saber mais o que fazer. Veio aquela voz ao meu coração, voz que seu de quem é: “VAI AO BANCO”. Eu havia recebido umas ofertas de umas igrejas para nos ajudar no serviço missionário no Paraguai, mas já fazia muito tempo que não recebia nada. Quando cheguei havia R$ 133,00 Reais em minha conta. Eu saltei de alegria glorificando ao Senhor. Entrei no carro alegre, glorificando e exaltando o Senhor. Fiz novamente o cálculo e dava para colocar gasolina e sobrava uns R$ 10,00 Reais para comprar alguma coisa. Eu disse a Mina que íamos comprar um saco de coquito, uma bolacha bem dura vendida no Paraguai e que levaríamos água para comer com a bolacha. Isso não foi brincadeira, nós íamos fazer mesmo. Já estava tudo certo e tudo que nós queríamos fazer era chegar ao menos na fronteira.
Parecia uma grande prova: Deus falando para eu ir a Bolívia e tendo toda essa dificuldade na área financeira. Parecia uma maratona e que o importante era chegar ao alvo. O nosso era chegar ao menos a fronteira com Bolívia. Bem, além de toda dificuldade financeira Mina estava aproximadamente no seu segundo mês de gestação. Mas, sabe, é interessante como não pensávamos nas dificuldades, pois colocávamos os olhos em fazer a vontade do Senhor.
Não vou dizer que não estava preocupado, pois estava bem preocupado. Mas também estava muito feliz, pois mesmo com tão pouco
Peniel e Deborah
recurso já poderíamos chegar a Bolívia. E no mesmo momento que estava a porta do banco Bradesco da cidade de Ponta Porã me alegrando no Senhor meu pai me liga e diz pra eu ir a sua casa. Eu sai correndo pra contar a benção. Sabia que ele ia ficar bem preocupado em saber que eu tinha o dinheiro para gasolina e que praticamente não teria quase nada para viajar. Mas, quando cheguei e contei o que aconteceu meu pai entrou no quarto e veio com um envelope. Dentro havia R$ 450,00 Reais. Ele me disse: Um irmão passou aqui e deixou essa oferta para te ajudar na viagem.
Agora eu tinha mais que suficiente para chegar a fronteira com Bolívia. Com certeza aquele dinheiro não supriria toda minha necessidade, mas recebi mais que dinheiro. Mais uma vez o Senhor me mostrou que é o provedor de todas as coisas.
AGOSTO de 2006 – Puerto Suarez
Chegamos em Quijarro, cidade fronteiriça da Bolívia. No Brasil, apenas 4 quilômetros temos a cidade de Corumbá. Em Quijarro ficamos na casa do pastor Roberto Peralta da Igreja Quadrandular. Fomos muito bem recebidos e foi uma grande ajuda encontrar o pastor Roberto e ter todo aquele apoio.
Começamos buscar casa em Quijarro. Fomos de um lado e outro e parecia impossível encontrar uma casa para alugar. Os alugueis caro e as casas não eram boas. Em um determinado momento Mina me diz que Deus tem aberto as portas quando oramos e não tínhamos orado ainda. Alí dentro do carro nós oramos e apresentamos nossa casa. Como já havíamos visto várias casas já ao menos sabíamos o que não queria para nós.
Resolvemos buscar em Puerto Suarez, uma cidade vizinha a 12 quilômetros da fronteira, porque em Quijarro estava muito difícil. Deus nos deu uma boa casa, com árvores ao redor, uma cozinha arejada e uma sala fresca. Pensamos nisto porque a região é muito quente. De agosto até fevereiro a temperatura fica entre 40 graus centígrados e muita vez chega aos 50 graus centígrados. Também não queríamos um proprietário para nos perturbar, pois já havíamos sido informados que muito gostam de perturbar os inquilinos. E Deus colocou o Sr. David em nosso caminho, um homem calmo e bem tranquilo. Vivia para seu trabalho e não havia perturbação pra nada.
Nossa primeira casa em Bolívia – Puerto Suarez
Paguei o aluguel e ficamos sem dinheiro. Havíamos vendido nossa mobília, mas o povo não tinha para nos dar. Pensei em várias possibilidades; pedir colchão emprestado de um, fogão de outro, panela de outro, mas isso realmente seria bem desconfortante. Voltamos a orar, clamar ao Senhor por solução. Veio o pensamento da possibilidade de alguém nos ajudar, pois vários conhecidos sabiam que nós estávamos indo a Bolívia em missão. Quando olhamos nossos e-mails havia ofertas de vários irmãos do Japão e até da Coreio do Sul. Enviaram U$ 150,00 dólares, outro 250 dólares, uma irmã da Coreia do sul envia mais 150 dólares e etc. Nunca havia recebido tanto dólares. E, mais uma vez, vimos a mãos do Senhor ao nosso favor.
Bem, saímos dali, retiramos o dinheiro e compramos nosso colchão, fogão, botijão de gás, algumas panelas e etc. O necessário nós já tínhamos; Deus havia providenciado.
Eu tenho sentido o que o povo no deserto sentei – O cuidado de Deus em providenciar tudo. E nosso alvo é nos manter fiel ao Senhor.
03 de outubro de 2007 – Santa Cruz de la Sierra
Meu irmão Dayan e sua esposa chegaram no começo de setembro e dia 01 de outubro voltaram ao Paraguai. Eles me trouxeram R$ 600 reais, dinheiro que estava em minha conta bancária, mas eu não podia retirar daqui de Santa Cruz de la Sierra.
Mas, eu tinha um resto do dinheiro do meu carro que havia guardado para nossas documentações. Não era suficiente, mas juntando tudo pensei que alcançasse. Bem, comecei os trâmites e o papel que recebemos da imigração nos fala um valor, sendo que é apenas 50% do que realmente deveríamos gastar, pois tem uma série de documentos mais que não estão inseridos. Eu consegui dar entrada no meu visto que, na época, se não estou enganado, custou uns U$ 1000 dólares. Eu não tinha o dinheiro para o visto da Mina, então fomos a oração.
Você sabe o que é ver os dias passando e ter que pagar essas documentações e não ter de onde tirar? Se vencesse a multa seria de
Pastor Bily Anderson e Deborah com alguns meses – Puerto Suarez
U$1,5 dolares por dia. Eu estava muito preocupado. Mas fomos aos pés do Senhor. Um pastor que veio em nossa casa, o pastor Billy Anderson, ficou sabendo de nossa situação e nos enviou 150 dólares. Outro pastor disse que nos enviava 200 dólares, uma oferta de sua esposa. Fiquei tão feliz, mas fazendo os cálculos do que tinha e o que havia recebido não era suficiente. Mas, quando fui a internet dizer ao pastor Billy Anderson que já havia retirado os 200 dólares tinha outro e-mail dele e me dizia que também sentiu de enviar, de sua própria parte, mais 300 dólares para nos ajudar. Glória a Deus!!!
Tudo no tempo certo. Sempre no tempo certo!!! Louvo ao Senhor por tudo que faz e que não nos desampara.
10 de novembro de 2007 – Santa Cruz de la Sierra
Chegamos hoje do Paraguai. Fomos para rever nossos familiares e agir algumas documentações necessárias. Mas, estávamos com tão pouco dinheiro, tudo muito apertado. Era necessário fazer a viagem não somente para rever nossos parentes, mas para solucionar um problema de banco.
Quando chegamos fomos ver nossos parentes. Mina foi na casa da mãe dela, eu fiquei vários dias pregando e também fomos ver nossos problemas de documentação e banco. Chegou o dia de voltar e não tínhamos dinheiro, mas meu cunhado disse que tinha uns Pesos Bolivianos e nos deu B$ 50 ( aproximadamente U$ 7 dólares ). Depois um irmão nos deu 50 reais, outro nos trouxe 150 dólares e seguimos recebemos ofertas. Bem, recebemos mais de 1000 reais e voltamos a Bolívia. Sabe o que me alegra? Nós não fizemos campanha para nada, não falamos de necessidade, nada mesmo. Deus moveu o coração do povo para nos ajudar.
19 de Dezembro de 2007 Santa Cruz de la Sierra
Fiquei completamente sem recurso. Não tinha dinheiro para nada e não sabia o que fazer. Fui na internet e enviei um e-mail para o meu pai pedindo 200 Reais emprestado. Fiquei tão mal com isso, não por pedir o dinheiro do meu pai, mas por me sentir tão impossibilitado de fazer algo. Se Deus me enviou, onde está a providencia? Esta era a voz que gritava dentro de mim.
Momentos como este você fica muito angustiado. O problema é que os 200 reais não dava para nada, pois tinha água atrasada, luz atrasada, nada de mercadoria na cozinha e aluguel por vencer. Um pacote completo e 200 reais não dá pra nada mesmo.
Quando mandei a mensagem meu pai disse que no outro dia enviaria o dinheiro. Já era umas 21:00 ( BO). Realmente, somente uma transferência para eu poder tirar naquele momento, mas passei tranquilidade para meu pai para não ficar preocupado. Eu não gosto de fazer essas coisas, afinal minha idade de 28 anos, casado e numa situação que eu tenho dito a todo mundo que Deus me colocou não tenho cara para jogar minha carga sobre outros, mesmo que seja meu pai. Bem, em casos extremos, saúde, ou algo que realmente vejo que é o extremo acredito que é para isso que existe família. E isso com limite. Mas, sempre pensei assim e tudo isso me angustiava.
Cheguei em casa pra dizer que no outro dia o dinheiro estaria em minha conta, mas Mina me diz que não havia o leite da Deborah. Aquilo me partiu o coração. Eu sai de casa dizendo que ia ver o que fazer. Sai na rua, olhava para um lado e outro e via que não tínhamos ninguém. Comecei a andar, dar voltas nos quarteirões sem saber o que fazer e para onde ir. Olhava as estrelas, o céu bem estrelado e via o poder de Deus. O mesmo Deus que um dia me disse pra estar em Bolívia e agora me via sem U$ 7 dólares para comprar o leite em pó que minha filha toma.
Enquanto eu andava veio o pensamento: “E se alguém enviou uma oferta pelo Western Union e você não sabe?” Que loucura – eu pensei. Mas, eu andava pelas ruas perto de minha casa e pensava nisso. Voltei e perguntei a Mina se alguém havia enviado algo no e-mail dele falando de oferta. Ela disse que algum tempo atrás umas amigas dele do Japão, da igreja do pastor Timóteo, um americano missionário no Japão, havia dito que queria mandar. Fomos a internet buscamos os e-mail antigos para ver se havia algum com o número de envio, mas não havia. Eu disse que já era tarde e que logo vão fechar uma farmácia perto de casa que tem um posto da Western Union.
Bem, para você receber algo por esses sistemas de envio internacionais, seja Western Union ou Money Gram você tem que saber quem enviou, quanto enviou e dar o número de giro. Caso contrário ninguém de paga nada. Mas, cheguei lá e disse que havia um giro para mim. Ele perguntou quem enviava e eu disse que era de uma igreja, mas que não haviam dito o nome. Expliquei que era missionário e como o moço já me havia recebido algumas vezes e se prontificou a buscar usando meu nome. Ele disse: Realmente, tem um giro aqui do Japão em seu nome, mas não posso pagar se você não tem a senha. Meu coração explodia de alegria e ao mesmo tempo fiquei sem saber o que fazer.
O moço me disse para ao menos dar o nome de quem envia. Eu ligo para Mina e perguntei o nome de alguém da igreja do pastor
Esq.: Pastor Peniel, Mina e Deborah. Dir.: Ebenzer e Rebeca
Timótio, alquém que trabalhava na secretaria da igreja. Ela me disse um nome de alguém, um nome japonês. O jovem disse que não era.
Comecei a orar – Senhor, tu me envias a benção e agora por causa desse número não vou receber. Toca no coração desse homem. Bem, do nada ele me disse: Olha, o envio está no seu nome. Mas o que me garante que é você mesmo são os dados que você não está me dando. Mas vou fazer isso, só esta vez. Então ele abriu o sistema e me disse: Não seria Fulano ( me deu um nome japonês) Eu respondi: ESSE MESMO!!!!! (…RS…)
Sai dali com 288 dólares nas mãos. Glóaria a Deus!!!!!!
Na mesma farmácia comprei o leita da Deborah. Quando cheguei com a lata de leite nas mãos Mina ficou assustada. Contei tudo e mais uma vez glorificamos o Senhor pela provisão.
Sonhei algo que realmente chamou minha atenção. Fui orar e o Senhor me mostrou que não foi um sonho qualquer, mas uma revelação do que está acontecendo. Resolvi postar postar aqui e vou buscar reler quantas vezes possível para não esquecer. Também estarei compartilhando quantas vezes possível, mesmo que alguns não queiram aceitar ou não compreenda. – “O coração deste povo está endurecido, E com os ouvidos ouviram pesadamente, E fecharam os olhos, Para que nunca com os olhos vejam, Nem com os ouvidos ouçam, Nem do coração entendam, E se convertam, E eu os cure” ( Atos 28:27)
Eu estava andando pela rua e encontrei um determinado obreiro, um pregador do evangelho. Ele estava em um carro convencível com uma mulher muito gorda. Me chamou a atenção o tamanho da mulher, a sua gordura; era uma mulher realmente bem gorda. Ela conduzia o carro e ocupava o seu acento e mais a metade. Era algo realmente fora do comum. Também observei que o homem, o pregador que eu conhecia, estava apaixonado por ela. Eu dizia: Por que anda com esta mulher? Esta não é sua mulher! Eu conhecia a verdadeira mulher do pregador e sabia que não era aquela sua esposa.
Quando cheguei a minha casa minha esposa Mina estava com Deborah. Minha casa era muito pequena com apenas três compartimentos. Então, a verdadeira mulher do pregador, a esposa dele entra em minha casa. Ela vem com seus filhos que ficam brincando com minha filha Deborah do lado de fora da pequena casa. A mulher se sentia desamparada, triste e estava desesperada. Enquanto aquela mulher contava como seu marido a havia desampara, outra mulher entra em minha casa contando a mesma história. Ela também era esposa de obreiro, um pegador, um ensinar da Palavra e a situação era a mesma.
No sonho eu ficava preocupado, pois aquelas mulheres não vinham somente contar seus problemas, mas elas queriam agora morar conosco. Eu e Mina olhávamos nossa pequena habitação e não sabíamos o que fazer. Eu olhava para as crianças lá fora, brincando em frente no pátio, não havia lugar para todo mundo dentro de nossa casa. Nós recebíamos aquelas mulheres com seu filhos, mas realmente ficávamos sem saber o que fazer.
Uma das mulheres olhou para mim, chorando e desesperada, e disse: Pastor Peniel, assim estão os obreiros nesses dias, infiéis!!!
Quando ela me fala isso, eu saio da casa e escuto uma voz ( e sei que era Deus falando): “Peniel, a infidelidade desses obreiros É O DESEJO PELA PROSPERIDADE!”