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O que são os missionários?

Missionário é um evangelista transcultural. Nós temos na igreja local o evangelista, e aqui não falamos de um cargo ministerial, mas de alguém que evangeliza, aquele que leva o evangelho.

O evangelista tem uma visão de alcance das almas dada pelo Espírito de Deus às vezes em uma área específica e outras vezes em várias áreas. Temos evangelistas que atuam apenas em hospitais, outros trabalham muito bem em hospitais e realizam cultos ao ar livre ao mesmo tempo.

Temos evangelistas que se dedicam a campanhas evangelistas e outros são focados no serviço de evangelismo pessoal. Assim, o Corpo de Cristo local atende a população local em diversas áreas.

O missionário é o evangelista, mas no ambiente transcultural. E por que chamamos de evangelistas intercultural? Porque é necessário para o bom relacionamento entre culturas diferentes e o desenvolvimento do evangelismo em outra cultura o evangelista respeitar a cultura nativa levando o evangelho sem interferir com sua própria cultura que no nosso caso é a cultura brasileira.

Um evangelista intercultural deve respeitar a cultura nativa, valorizar a cultura nativa e ao mesmo também levar o evangelho desenvolvendo a visão de trabalho dado por Deus para cada região e povo

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Pr Peniel N Dourado

A Secretaria de Missões e o envio do missionário ao campo transcultural

O campo transcultural precisa de missionários para levar o evangelho a regiões onde a Palavra de Deus não está chegando ou está tendo muita dificuldade em ter o devido avanço.

Mas para que haja missionários no campo transcultural, seja dentro ou fora do Brasil, é necessário igrejas que façam o envio.

No vídeo de hoje vamos falar sobre alguns pontos importantes quanto ao envio de missionário ao campo transcultural:

*O apoio moral ao missionário que está no campo

*O apoio logístico ao projeto desenvolvido

*O apoio financeiro ao missionário e ao projeto

*O apoio na oração / intercessão

*O apoio na comunicação

Em breve faremos um vídeo especial falando sobre o apoio no retorno do missionário à igreja que o enviou. Este é um assunto muito sério e pouco abordado

GOSTOU DO VÍDEO?

Se você gostou do vídeo eu vou pedir para você compartilhar este post com outros irmãos que amam o serviço de missões, irmãos envolvidos na secretaria da igreja local e outros.

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Pr Peniel N Dourado

Como saber se tenho chamado para ser missionário?

Em primeiro lugar é importante saber ouvir a voz de Deus para compreender se tem um chamado específico ou não para missões. Outro ponto importante é que estamos tratando de missões transculturais onde é necessário um chamado específico e não o trabalho local de evangelismo que todo cristão verdadeiro deve fazer.

Assim, quando se tem uma chamada específica o próprio Deus falará ao seu coração, ao seu espírito sobre o chamado. ELE direcionará ao lugar, o serviço, quando ir e como será mantido.

Para o serviço de missões transculturais é preciso uma preparação, mas nunca esquecer que a maior e melhor preparação vem do próprio Deus. Fazemos nossa parte em nos preparar para o que ELE coloca em nossas mãos, mas a preparação vem dEle mesmo.

Bem, editei um vídeo bem curto falando sobre o assunto. Assista e não deixe de se inscrever em nosso canal, pois estamos postando periodicamente vídeos sobre a vida em missões

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Pr Peniel N Dourado

Qual é a função de um missionário?

Em primeiro lugar o missionário é alguém que sai do seu ambiente de cultura para levar o evangelho em outro ambiente cultural.

A igreja tem o objetivo de gerar adoração local, pregando o evangelho, cuidado dos novos convertidos e nutrindo o corpo para que se levante lideranças locais e, assim, gerar o crescimento a outras regiões.

O serviço de missões é praticamente a igreja já estabelecida e no processo de expansão enviar alguém com a devida capacitação para gerar um novo núcleo de adoração em outro ambiente de cultura que não é o seu.

Ou seja, missões é você literalmente viver o que está em Mateus 28:19 onde temos a ordem do Mestre de levar Cristo a outras etnias, outros povos.

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Pr Peniel N Dourado

Por que não Missões Transculturais?

A igreja local tem a obrigação de ser sal da terra e luz do mundo, pois sobre ela repousa a responsabilidade do evangelismo local e esta responsabilidade chamamos de “A Missão da Igreja Local”.

Os cincos ministérios em exercício devem trabalhar com os crentes locais para cumprir a missão da melhor forma possível como diz o Apóstolo Paulo em 1 Timóteo 3:15: “Para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.”

Mas é também missão da igreja levar adoração a lugares onde não há adoração. Lugares distantes do seu perímetro de ação local devem ser alvo da ação da igreja e é importante ter consciência que quando este alvo se torna mais distante com maior distanciamento cultural, maior será a exigência, a necessidade de preparação, a carga para o cumprimento da missão.

Para o alcance de Povos Menos Alcançados ou Povos Não Alcançados é necessário a unidade da igreja local, esforço multiplicado tanto na preparação de quem será enviado, quanto no envio e muito esforço em manter quem está no campo.

Eu acredito que uma Secretaria de Missões deveria ter seu maior esforço no envolvimento em missões transculturais, o serviço fora do perímetro de ação da igreja local, mas infelizmente hoje em todo Brasil é dado apenas 10% do recurso e em muitas igrejas já não fazem mais.

Minha pergunta é: Se não fizermos, quem fará? Se não houver mais missionários transculturais quem irá a outras etnias conforme o mandato do Mestre de Mateus 28:19: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações (etnias)”.

O que seria de nós aqui no Brasil se Daniel Berg e Gunnar Vingren decidissem que seriam missionários, pregadores do evangelho apenas entre o povo Sueco?  Eu penso que se eles dissessem não ao chamado, atendessem as vozes como “aqui também tem muito o que fazer, ou “o tempo de fazer missões já passou” e outras vozes mais que freiam missões, Deus teria levantado outros e a missão seria cumprida.

Eu deixo meu alerta que atualmente a igreja brasileira cada dia mais tira suas mãos do trabalho transcultural, menos investe em missões transculturais, menos se prepara para o serviço transcultural, menos envia missionários e menos apoio projeto transculturais.

E você? O que você tem feito por missões transculturais? Você investe seu tempo, recursos na missão local, mas o que você tem feito por missões transculturais?

Qual sua parcela de apoio ao serviço do avanço do Reino em outras culturas, outros povos, povos inalcançados ou menos alcançados, regiões distantes do perímetro de atuação de sua igreja local? O que você tem feito?

Assista o vídeo abaixo, reflita e, se você acha interessante, compartilhe este post com outros para que a chama missionária continue acesa no coração do povo de Deus

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Que o Senhor Jesus te abençoe e que o amor por Missões Transculturais cresça mais e mais em seu coração

Pr Peniel N Dourado

Por que falar de missões transculturais?

Em janeiro de 1995 cheguei com meu pais no Paraguai. Tudo era novidade em terras guaranís e aquela foi praticamente nossa primeira experiência transcultural fora do país.
 
Os anos se passaram e conheci um pouco mais do Paraguai. As muitas colônias sem uma igreja, sem a presença de missionários, sem o evangelho. O meu coração ardia no desejo de me doar pelo Paraguai e ganhar almas naquela nação.
 
São colônias, comunidades indígenas, vilas onde não há uma igreja e não faz muito tempo um jovem evangelista esteve na região do Chaco Paraguaio em uma aldeia indígena e o chefe perguntou se ele estava ali para ficar para ser o “professor de Bíblia” da aldeia. O jovem disse que não poderia ficar, então o chefe disse: “E quem pode vir e ficar conosco?”
 
Esta é a grande pergunta de missões: “Quem irá?” Quem está disposto a ir, deixar seu conforto, sua casa, seu trabalho, seus planos, objetivos pessoais; quem irá?
 
Em julho de 2006 eu tive que deixar o Paraguai para fazer missões na Bolívia. Fazia com o coração partido e só fazia pela pura ordem do Senhor. Mas na Bolívia novamente encontrei vilas sem a Palavra, regiões onde o povo pedia a presença de alguém para ficar à frente da igreja. Muita gente sem uma bíblia em seu idioma nativo, crianças precisando de atenção; o campo de missões é um mar de necessidades.
 

Um missionário de Portugal me pediu ajuda com as literaturas e me contava como é a situação da região rural nas pequenas vilas do campo em Portugal. Não há igrejas, não há missionários, não há obreiros
 
Um irmão equatoriano que mora em Londres me contava como era trabalhar em um lugar onde tem gente do mundo inteiro. Comunidades de árabes, coreanos, latinos, chineses e outros, todas esses comunidades dentro de uma só cidade. Para alcançar estes povos deve ter visão missionária, preparação, apoio e muito amor pelas almas. Mas quem irá?
 
Enquanto isso, eu vejo líderes dizendo que não vão investir em missões transculturais. Outros dizem nunca escutaram sobre missões transculturais em sua igreja, pois no culto de missões só falam dos trabalhos sociais feitos na periferia da cidade. Um certo pastor disse que a liderança tinha determinado tirar da cabeça do povo “esse negócio” de Missões Transculturais

Quando eu vejo todas essas coisas eu me pergunto: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados.” (Romanos 10:14,15)
 
Alguém me pergunta: “Peniel, por que você falando tanto de missões transculturais? Você gasta o seu tempo falando de missões transculturais sendo que hoje ninguém fala mais sobre o assunto e você faz vídeo e mais vídeos falando sobre Missões Transculturais?” (anônimo)
 
E, realmente, ninguém fala sobre este assunto. Me assustei fazer uma pesquisa e achar pouquíssimos canais no Youtube abordando o tema. Livros sobre missões é bem complicado achar e os vendedores dizem: “Não há procura”
 
Amado, se nós não falarmos sobre a necessidade do campo transcultural quem irá? Se não levantarmos o coração do povo para Missões Transculturais, quem terá ânimo de ofertar? Se excluímos Missões Transculturais dos nossos cultos de missões quem se preparará?
 
A comunidade indígena no Chaco Paraguaio continua sem um “professor da Bíblia” e as muitas vilas nos andes ainda esperando por missionários, as vilas de Portugal, as cidades da França continuam sem a presença de um crente e enquanto o Senhor me permitir Missões Transculturais será o tema principal do meu canal, meu blog, meus e-mails e postagens em Redes Sociais.
 
Forte abraço

*Assista o vídeo acima onde eu falo um pouco mais sobre o assunto

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Nossa oração é que o Senhor mova o coração do seu povo ao serviço de Missões Transculturais

Você entende o que são etnias em missões?

Você entende o que são etnias nas missões?

Etnia é um assunto de extrema importância para quem deseja fazer missões. Mas, infelizmente, muitas igrejas que apoiam ou enviam missionários quase nunca tratam desse tema. Pela falta de vivência no campo, elas não preparam seus obreiros para alcançar diferentes grupos étnicos. Em muitas conferências missionárias, esse assunto nem sequer aparece — e isso afeta diretamente os resultados da obra missionária a longo prazo.

Eu cresci envolvido com missões e, mesmo assim, quase não ouvia ninguém falar sobre etnias. Lembro de um grupo da Jocum que visitou nossa igreja e tocou nesse tema com entusiasmo, mas sem aprofundamento. A verdade é que falar de etnias acaba confrontando a visão tradicional de “ir às nações”, como se o termo “nações” fosse apenas político e geográfico.

Hoje eu entendo que, infelizmente, esse confronto gera debates desnecessários dentro da igreja. E digo “desnecessários” porque raramente esses debates têm a intenção de estudar o assunto. Muitas vezes são apenas discussões superficiais que não geram transformação nem preparo.

Aprendendo com os erros no campo

Se você está lendo até aqui, acredito que você tem sede de aprender. E quero deixar claro: eu não tenho todas as respostas. Continuo estudando e aprendendo todos os dias, com livros, sites, blogs, vídeos, conversas com outros missionários… E muito do que sei hoje nasceu dos problemas que enfrentei aqui na Bolívia.

Sim, eu cometi muitos erros. Fiz escolhas equivocadas por não entender bem o campo onde estava. E quando um missionário erra, ele precisa parar, refazer passos, consertar rotas — e às vezes o dano é tão grande que afeta toda a equipe e até o futuro do projeto. Há casos de ministérios que chegaram ao fim não porque o tempo acabou, mas porque faltou sabedoria e preparo.

E isso é sério: recursos, ofertas e anos de esforço de igrejas e voluntários acabam sendo desperdiçados. E mais: isso pode se tornar um caso de negligência diante de Deus. Afinal, a responsabilidade que carregamos como enviados do Senhor é enorme (1 Coríntios 4:2).

A ordem de Jesus não foi ir às “nações” como entendemos hoje

Se você fizer uma rápida pesquisa, verá que o conceito moderno de “nação” surgiu no século XVI. Ou seja, Jesus não nos mandou ir aos Estados modernos, mas sim aos grupos étnicos. Em Mateus 28:19, quando Ele diz: “Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações…”, o termo original em grego é ethnos, que significa etnia.

Naquela época, era inconcebível para um judeu se misturar com outros povos. Os gentios só podiam se aproximar mediante um sistema de regras. Mas Jesus quebra esse padrão. A ordem é clara: ir até eles, sem exigir que eles venham até nós ou que se adaptem primeiro à nossa cultura.

Quem deve mudar sou eu

Por isso, o verdadeiro evangelista intercultural entende que quem deve se adaptar é ele. Paulo resumiu isso dizendo: “Fiz-me tudo para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9:22). Esse é o coração da missão: amar, servir e aprender a cultura do outro, com humildade e disposição.

A missão da igreja é centrífuga, não centrípeta

Já escrevi antes sobre isso. A missão da igreja deve ser centrífuga: um movimento de dentro para fora. Quanto mais cheia do Espírito, mais ela se move para alcançar os de fora — os esquecidos, os que nunca ouviram, os povos não alcançados.

Peniel N Dourado

Mas quando a igreja está dominada por religiosidade, seu movimento se torna centrípeto: tudo gira em torno de si mesma. Israel, no Antigo Testamento, tinha essa postura. Deus atraía os povos a Israel, mas agora, com o envio do Espírito Santo em Atos 1:8, a ordem é clara: “serão minhas testemunhas… até os confins da terra.”

A igreja não pode mais ficar esperando. Se não estamos indo, devemos estar enviando.

Etnias estão por toda parte

Quando falamos em “ir às nações”, precisamos lembrar: estamos falando de etnias, não apenas países. E elas estão tanto fora como dentro do nosso território. Muitas vezes o campo está ao nosso lado — um povo indígena, uma comunidade de imigrantes, um grupo isolado na cidade. E se não formos com sensibilidade e preparo, falharemos em apresentar Cristo com eficácia.

Uma convocação para aprender e compartilhar

Eu editei um vídeo que está logo abaixo para te ajudar a aprofundar nesse tema. Assista com atenção. A falta de compreensão sobre etnias tem travado o avanço de muitas frentes missionárias. E isso pode mudar — se você se dispuser a aprender e a ensinar outros.

Meu objetivo aqui não é gerar polêmica, mas trazer clareza. Se este conteúdo te ajudou, compartilhe. Queremos ver mais missionários capacitados, preparados, conscientes da missão que o Senhor nos confiou.

Missões às Etnias: O Alvo Real da Grande Comissão

A ordem de Jesus é para as etnias, não para os países

Na Grande Comissão está clara a ordem de evangelizar todas as etnias. Jesus nunca falou em evangelizar nações no sentido político, como hoje entendemos. A expressão usada por Cristo em Mateus 28:19 é “panta ta ethné”, que significa literalmente “todos os povos” ou “todas as etnias”.

O desejo de Jesus sempre foi que o mundo fosse alcançado pelo evangelho, e o caminho apontado por Ele foi através das etnias, não dos países delimitados por fronteiras modernas.


A Igreja Primitiva também enfrentou dificuldades culturais

Jesus enviou Sua Igreja para fazer discípulos entre todas as etnias. Mas essa ordem foi dada a um povo acostumado a se fechar em sua própria cultura: os judeus. Isso tornou a missão um grande desafio.

Peniel N Dourado

A Igreja Primitiva demorou cerca de dez anos trabalhando quase exclusivamente entre os judeus. Foi necessário o Espírito Santo intervir diretamente, revelando ao apóstolo Pedro que o evangelho também era para os gentios (Atos 10). Mesmo assim, Pedro teve dificuldade em sair do círculo cultural.

Neste contexto, Deus levantou o apóstolo Paulo – alguém preparado e disposto a alcançar os outros povos. A missão não podia parar (Atos 13:2-3).


A confusão entre etnias e nações políticas

Hoje, muitos ainda têm dificuldade em cumprir a missão, porque pensam em termos políticos: países, bandeiras e governos. Quando olhamos o mapa-múndi, vemos nações, mas quando Deus olha, Ele vê etnias.

Falar de “missões” virou sinônimo de “ir a uma nação”, em vez de “alcançar um povo específico”. Fala-se de abrir igrejas em outros países, mas raramente se pensa em formar obreiros nativos entre um grupo étnico.


Etnias são parte do plano original de Deus

O conceito de “nação” como conhecemos surgiu no século XVI, mas as etnias sempre existiram. Elas fazem parte da criação divina. O plano de Deus sempre foi multietnico.

Por isso, a Grande Comissão diz:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações (etnias)…” (Mateus 28:19)

E o próprio Jesus afirma:

“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações (etnias). E então virá o fim.” (Mateus 24:14)


O risco de uma igreja presa à estrutura do Estado

Muitas igrejas estão presas ao sistema político, funcionando mais como empresas legalizadas do que como o Corpo vivo de Cristo. A liderança muitas vezes diz: “Não podemos fazer isso porque são as leis da nação.” Mas a Igreja não pode ser limitada pelas fronteiras humanas.

Jesus disse:

“Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” (João 3:3)

É possível existir uma “empresa-igreja” reconhecida pelo governo, mas isso não é sinônimo de Reino de Deus. Só quem nasce da água e do Espírito entra nesse Reino (João 3:5).

Peniel N Dourado

A missão é com as etnias, não com os governos

O verdadeiro missionário é enviado para testemunhar entre as etnias, gerar transformação pela cultura do Reino e formar discípulos. A Igreja de Cristo nasce, cresce e se multiplica entre os povos, não entre os estados nacionais.

Se a Igreja cresce apenas dentro das exigências políticas de uma nação, ela se torna refém da cultura dominante e perde sua identidade. Por isso, precisamos voltar ao plano original: discipular etnias.


Um alerta para a igreja moderna

É duro dizer, mas muitos projetos missionários estão sendo tomados por interesses humanos, naturais e carnais. Por quê? Porque ignoram a ordem de Jesus.

A Igreja continua se preparando para ir às nações políticas, quando o chamado de Jesus foi para ir às etnias.

“E sereis minhas testemunhas… até os confins da terra.” (Atos 1:8)


Região Aymara no Altiplano da Bolívia

Nosso trabalho missionário entre os povos Aymaras é um exemplo de como alcançar etnias é diferente de simplesmente plantar igrejas em um país. Cada povo tem sua cultura, idioma, costumes e forma única de receber o evangelho.

Projeto missionário autóctone: visão que gera frutos

Acima eu coloquei um vídeo onde eu falo sobre a necessidade de desenvolver o serviço de missões de forma autóctone.

Projeto missionário autóctone: visão que gera frutos

Quando chegamos em um novo campo missionário, muitas vezes trazemos recursos de fora, pessoas de outras regiões e métodos usados em diferentes culturas. E tudo isso é válido no início. Mas, ao longo do tempo, esse projeto precisa se transformar. Ele precisa se tornar autóctone — ou seja, nativo, adaptado e sustentável no contexto local.

🌱 O que é um projeto missionário autóctone?

Autóctone significa algo natural da região. No contexto das missões, é quando o projeto, mesmo tendo vindo de fora, se adapta ao ambiente local, formando obreiros locais e se tornando autossustentável.

“A Palavra do Senhor crescia e se multiplicava” (Atos 12:24).
Crescer e multiplicar exige enraizamento.

📌 Como um projeto se torna autóctone?

  1. Formando líderes locais: discipular, treinar e capacitar obreiros da própria região.
  2. Adotando métodos locais: respeitando a cultura e a forma de se comunicar do povo.
  3. Buscando autonomia: reduzir a dependência externa de recursos e pessoal.
  4. Plantando com visão de permanência: semeando para que o projeto continue mesmo sem o missionário presente.

❌ Corrigindo uma ideia errada

Não é apenas o missionário que planta igrejas que precisa pensar em autossustentação. Projetos sociais, educacionais ou evangelísticos também devem se tornar autóctones. Isso evita o risco de criar dependência e garante continuidade.

No Programa de Apoio Evangelístico, temos trabalhado para que cada ação vá nessa direção: fortalecer os obreiros locais, adaptar os métodos e plantar com visão de futuro.

✨ Quer crescer mais nesse assunto?

👉 CLIQUE AQUI para assistir a playlist sobre a Vida de Missionário no campo transcultural.

📌 Nessa playlist você vai ver na prática como lidamos com os desafios do campo missionário transcultural.

Usando a Literatura em Missões

DICAS AO NOVO MISSIONÁRIO

Editamos uma série de vídeos dando dicas aos que se preparam ao campo de missões. Hoje nosso assunto é Usando a Literatura em Missões.

É um prazer poder compartilhar o que Deus tem nos dado no serviço de missões. Compartilhamos nossas experiências, assim como experiências de outros missionários que desenvolvem o serviço em outras realidades.

Quero dizer que estamos abertos a perguntas. Se você tiver alguma pergunta CLIQUE AQUI e envie-nos sua pergunta. Se estiver dentro de nossas condições responder o faremos em menos tempo possível.

Nosso desejo é que você cresça no conhecimento cada dia mais e mais.

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Pastor Peniel N. Dourado