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Deus Quer Nos Tornar Produtivos no Reino

Sou grato ao Senhor Jesus pela oportunidade de servir na Sua obra. No caminho missionário, encontramos todo tipo de gente — cada uma com sua história, suas lutas e também suas barreiras espirituais.

Hoje acordei refletindo sobre dois tipos de pessoas que, apesar de estarem presentes no ambiente cristão, permanecem improdutivas no Reino de Deus. Ambas necessitam de libertação e transformação pelo Espírito Santo para que possam viver uma vida de propósito. Falo dos religiosos e dos que se sentem indignos por causa do passado.

Peniel N Dourado

O Religioso que Não Produz

O religioso geralmente se sente apto e até aprovado por Deus. Conhece as Escrituras, ocupa posições e tem aparência piedosa. Preocupa-se com o tipo de sapato que calça, a versão da Bíblia que usa, a maneira como segura o microfone… mas não produz frutos no Reino (Mateus 7:20).

Ele sempre transfere a culpa de sua inatividade para outros. Se não evangeliza, é porque o pastor não o comissionou. Se não é usado por Deus, é culpa da frieza da congregação. Se a igreja não tem secretaria de missões, essa é a desculpa. Se tem, ele não se envolve porque o secretário “não sabe envolver o povo”.

Como disse o Senhor Jesus:
“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Marcos 7:6).

Esse tipo de fé baseada em aparência, sem prática e sem submissão ao Espírito, é infrutífera.

O Ferido pelo Passado

Do outro lado estão aqueles que carregam a culpa de uma vida de pecado. Sabem que erraram, que fizeram escolhas ruins, e acreditam que, por isso, estão desqualificados para viver com Deus. Ainda estão presos tentando resolver os problemas causados por decisões erradas do passado.

Mas Deus não nos chama porque somos perfeitos. Ele nos chama para sermos transformados e produtivos, mesmo com nossas marcas. O apóstolo Paulo, que antes perseguia a Igreja, disse:
“Pela graça de Deus sou o que sou” (1 Coríntios 15:10).

Deus não quer que vivamos lambendo feridas antigas. Ele deseja nos curar, perdoar e colocar de pé para vivermos o Seu propósito.

Dois Encontros, Dois Chamados à Transformação

O evangelho de João nos mostra dois encontros emblemáticos de Jesus: um com o religioso Nicodemos (João 3) e outro com a mulher samaritana (João 4).

Com Nicodemos, um mestre em Israel, Jesus é direto:
“Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7).
Apesar de toda sua religiosidade, Nicodemos precisava de transformação interior, de vida nova, de intimidade com Deus.

Já com a mulher samaritana, marcada por escândalos e rejeição, Jesus oferece água viva (João 4:10) e a coloca como evangelista em sua própria cidade. Enquanto o religioso teve dificuldade de crer, a mulher com passado conturbado creu e foi produtiva no Reino.

Veja o contraste: Jesus não se impressiona com diplomas religiosos nem se deixa manipular por vítimas do pecado. Ele nos chama a sair de ambos os extremos: nem ostentação espiritual nem autoabandono emocional. O convite é o mesmo: viver em relacionamento com Deus e cumprir o propósito dEle.

Relacionamento, Propósito e Frutificação

A posição que Deus deseja para nós não é de religiosidade oca, nem de lamento paralisante. Ele quer nos tornar produtivos. Mas ser produtivo no Reino não é apenas estar ativo — é viver com propósito, cumprir a missão para a qual fomos chamados (Efésios 2:10).

Deus deseja que você se aproxime dEle, seja curado, liberto e frutífero. Não é sua aparência, sua eloquência ou sua dor que movem o coração do Senhor. O que O move é um coração quebrantado e disposto a obedecer (Salmo 51:17).

Deixo com você a leitura de João 3 e João 4. Leia, ore e reflita: em qual posição você está? E o que precisa entregar hoje para se tornar produtivo no Reino?

Forte abraço,
Peniel N. Dourado

Por que oramos e parece que Deus não responde no campo missionário?

Quantas vezes, no campo missionário, oramos fervorosamente por uma solução e, mesmo assim, não vemos uma resposta imediata? A impressão que temos é que Deus não nos ouve mais, e que as portas dos céus estão fechadas sobre nós. No entanto, precisamos refletir: quando oramos, fazemos isso conforme a Palavra de Deus? As Escrituras são nossa bússola e guia. Se queremos avançar na caminhada com o Senhor, devemos seguir as orientações que Ele mesmo nos deu.

Em 1 Pedro 5:7, lemos:
“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”
Essa passagem não nos convida apenas a apresentar nossas ansiedades a Deus, mas a lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade — ou seja, entregar de forma completa e definitiva as preocupações ao Senhor. Imagine pegar o peso de suas aflições e literalmente arremessá-las nas mãos de Deus. É exatamente isso que o Espírito Santo quer nos ensinar.

Muitas vezes, nos sentimos aflitos com dificuldades no campo missionário: a escassez, a falta de recursos, as lutas diárias, a insegurança quanto ao futuro. Eu mesmo, em muitas ocasiões, senti essa aflição. Porém, existe uma porta de saída, que é o Senhor Jesus. Quando entramos no quarto para orar, entregamos a Ele nossa causa e Ele, que é todo-poderoso, nos ouve.

E algo maravilhoso acontece durante essa entrega: o Senhor nos fala, confirma que está agindo a nosso favor e que a resposta chegará no tempo certo. Deus não é um estranho; Ele conversa conosco e mostra que está presente em nossas lutas.

Peniel N Dourado

Nesse instante, eu lanço sobre Ele meu temor, minha ansiedade e minha preocupação, confiando que Ele prometeu agir (Salmo 55:22). Saber que Deus está no controle e que age em favor daqueles que confiam Nele nos traz paz e esperança.

Quero lhe dizer: Deus escuta suas orações. Ele conhece profundamente suas angústias e desafios. Por isso, vá à presença dEle hoje mesmo, lance sobre Ele todas as suas ansiedades, e descanse na certeza de que Ele tem cuidado de você.

Forte abraço,
Peniel Nogueira Dourado

Sua posição em Cristo é sua maior defesa

Alguns dias atrás comecei a reler a carta de Paulo aos Efésios. Que profundidade! É uma carta pequena, mas carregada de riquezas espirituais. De fato, como diz Provérbios 2:4-5, “se buscares a sabedoria como a prata e a procurares como a tesouros escondidos, então entenderás o temor do Senhor”. Toda a Escritura é um manancial, e quando nos dispomos a cavar com o coração aberto, encontramos águas vivas.

Peniel Dourado e Mina

Enquanto eu me alimentava das palavras inspiradas que Paulo escreveu aos santos de Éfeso, também recebia muitas mensagens de irmãos assustados com os tempos que estamos vivendo. Notícias, instabilidades políticas, crises espirituais, tudo parece nos empurrar para o medo. Tenho procurado responder com equilíbrio, explicando que o mundo está, sim, se preparando para o governo do anticristo, conforme 2 Tessalonicenses 2:3-4, e que os sinais apontam para a iminente volta do nosso Senhor Jesus Cristo, como Ele mesmo advertiu em Mateus 24.

No entanto, percebi algo importante: Efésios não trata apenas das “folhas” dessa árvore do desespero, mas vai direto à raiz. A Palavra de Deus nos ensina que precisamos saber quem somos em Cristo, onde estamos espiritualmente, qual é o propósito d’Ele para conosco e o que Ele espera de nós neste mundo. Como está escrito: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo… nos elegeu nele antes da fundação do mundo” (Efésios 1:3-4).

Se não soubermos nossa identidade e posição em Cristo, seremos facilmente esmagados pelo medo, pelo engano e pelo espírito do mundo. Em Romanos 12:2, somos exortados a não nos conformar com este século, mas a sermos transformados pela renovação do entendimento.

Os vídeos que tenho publicado no canal nos últimos dias foram, na verdade, gravados há bastante tempo. Gravei e os deixei reservados, aguardando a direção de Deus para publicá-los. Por diversas vezes desejei postá-los antes, mas o Senhor fechava meu coração. Recentemente, porém, ouvi em oração: “É agora, solta!”. E desde então, tenho publicado um vídeo por dia.

Sinto fortemente que este é o momento certo. Um tempo de despertar, de fortalecer o coração dos irmãos, de relembrar quem somos em Cristo. Como está escrito: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Efésios 6:11). O inimigo já está vencido, mas se não estivermos posicionados espiritualmente, ele continuará impondo terror aos que não conhecem sua autoridade em Cristo.

Peniel N Dourado

VIDEO SOBRE MISSÕES

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Fecha a Porta de sua Casa

Não são poucas as vezes que a mensagem que recebemos é para sair das quatro paredes, para que deixamos os lugares confortáveis, para que saiamos de entre em nosso queridos, mas nesses últimos dias a ordem é justamente oposta; devemos entrar em nossa casa e fechar nossas portas.

O profeta Eliseu ouviu o clamor de uma mulher que estava com muitas dívidas e uma ordem a ela foi dada: “Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas” (2 Reis 4:4) Aquela mulher fez conforme as palavras do profeta e obteve vitória. Não foi para sair, para ir, mas para entrar e fechar a porta.

Você receber uma orientação do Senhor é começar dar seus passos para viver tais orientações é uma coisa e outra bem diferente quando envolve nossa família. Esta mulher precisava de uma saída e a saída dependia de sua capacidade de envolvimento, liderança para com seus próprios filhos.

Em 1 Timóteo 3:4 nos diz: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia“. Esta é uma das exigências para quem deseja o Episcopado. Ter filhos em sujeição não é uma atitude que se toma um dia para obter resultados no outro, pois requer a capacidade dos país na autoridade do Senhor de fechar suas portas na hora certa para que durante a caminhada obtenha o devido resultado.

Sejamos sinceros conosco que nem sempre as coisas andam como queremos. Creio ser importante observamos nossa própria tenta para empregar maior esforço em concertar caminhos errados hoje e nos alegrarmos com bons resultados amanhã. A bíblias diz de Efraim que “depois coabitou com sua mulher, e ela concebeu, e teve um filho; e chamou-o Berias; porque ia mal na sua casa.” (1 Crônicas 7:23) É duro reconhecer tal situação, mas o pior é acreditar que tudo está bem e viver longe da realidade e colher mais frutos amanhã.

FIQUE EM SUA CASA tem sido o Slogan desses últimos dias. Creio que o Senhor deseja que venhamos reflexionar um pouco mais juntamente com os nossos filhos, esposos e esposas, todos aqueles que para nós são os mais precisos. A retomada da leitura bíblica matinal, o culto doméstico à noite, as conversas em família no final de tarde, comentar em família situações de um bom livro e muitas outras atitudes saudáveis que foram perdidas por nossas portas estarem tão abertas.

O pai orando no quarto, a mãe lendo a bíblia no final do corredor são imagens indeletáveis no mente dos filhos que crescem. Deus deseja resgatar tais momentos no lar, pois o amor pela Palavra e pela oração não cresce no coração de uma criança a partir das reuniões no templo, mas de dentro de sua própria casa.

Quero terminar dizendo que Deus não apenas deseja ver nossos filhos sob sujeição dentro de nossas casas, mas que nós sejamos como país fontes de benção, inspiração nEle para que nossos filhos sejam instrumentos de Deus para sua glória.

Podemos ler em Atos 21:8,9 sobre um homem chamado Filipe. Ele era um dos sete e tinha quatro filhas abençoadas. A Palavra de Deus diz:  “E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesareia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.
E tinha este quatro filhas virgens, que profetizavam.”

As moças não apenas estavam sob sujeição, mas o Espírito de Deus as usavam de forma poderosa em profecia. Eu fico me perguntando como seria o ambiente desta casa? Quais eram os reais valores destacados? Quais eram os alvos diárias?

Nossos filhos estão escutando as vozes não ditas dentro de nossa casa, mas que refletem o verdadeiro valor que há em nosso coração.

Pastor Peniel N Dourado

 

Quando Deus muda o rumo da missão: lições do campo

Em nossa Base de Apoio, costumo levantar às 5h40 da manhã. Geralmente preparo um café, mas como estamos em um período mais frio, gosto de tomar um chimarrão — isso, claro, quando tenho erva, já que aqui em Santa Cruz de la Sierra nem sempre encontramos com facilidade.

Hoje pela manhã, abri minha Bíblia e me deparei com a história de Saulo, a caminho de Damasco (Atos 9). Essa passagem me fez refletir sobre como Deus age em nossas vidas no campo missionário. Essa experiência é válida também para quem não está no campo, mas quero aplicá-la diretamente à realidade missionária, pois é o ambiente em que vivo e sirvo.

Saulo tinha tudo: o apoio do sumo sacerdote, soldados ao seu lado, e os recursos necessários para “cumprir” sua missão. Ele acreditava estar fazendo a vontade de Deus, mas na verdade estava completamente equivocado. Saulo se via como um representante legítimo do Deus de Israel, um tipo de “missionário” enviado por líderes religiosos. Estava tão certo de si, que ignorava a direção real do Espírito. A Palavra diz:

“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e pediu-lhe cartas para Damasco…” (Atos 9:1-2)

Olhando para esse quadro, fico triste em pensar quantos hoje têm cartas nas mãos, apoio institucional e estrutura, mas seguem caminhos que apenas satisfazem os desejos humanos. Agem sob ordens eclesiásticas, mas longe da direção do Espírito Santo. Vivem a fé como um projeto humano, não como resposta ao chamado divino. Jesus foi claro ao dizer:

“Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:20).

O fim daquela jornada foi marcante: Saulo entrou em Damasco cego e humilhado, e saiu dali dentro de um cesto (Atos 9:25). Perdeu tudo — apoio, autoridade, recursos — mas saiu com algo que nunca tivera antes: uma verdadeira missão dada por Deus.

Deus sabe mudar o rumo da missão. Ele fez isso com Saulo e também com o profeta Elias. Elias, após ser ameaçado por Jezabel, fugiu para o deserto, onde pediu a morte (1 Reis 19:4). O mesmo homem que enfrentou os profetas de Baal agora se escondia, desanimado. Mas Deus, em sua graça, enviou um anjo que lhe trouxe pão e água, e com a força daquela comida, Elias caminhou quarenta dias até encontrar o Senhor novamente na caverna (1 Reis 19:5-9). Diferente de Saulo, Elias precisava ser restaurado. E Deus o restaurou.

São esses encontros que mudam trajetórias, reacendem a fé e nos realinham com os céus.

Lembro-me de quando chegamos à Bolívia e enfrentamos a necessidade de pagar 1.500 dólares pelos vistos. Não tínhamos ninguém por nós, nenhum contato ou apoio, e um dia antes eu contava moedas para comprar pão e leite. Como pagar 1.500 dólares?

Na madrugada, fui para a sala e comecei a orar. Durante aquele momento, cada palavra que Deus havia liberado sobre nossa vinda à Bolívia começou a vir ao meu coração. Então ouvi:

“Repreende a escassez.”
Comecei a declarar em oração que a provisão já havia sido enviada. Isso não tem a ver com pensamento positivo, nem com fórmulas humanas. Eu apenas obedeci à direção do Espírito. A paz veio ao meu coração e fui dormir.

Sem que ninguém soubesse da nossa situação, nos dias seguintes começaram a chegar ofertas de vários lados. Em pouco tempo, tínhamos o valor exato. Foi o próprio Deus provendo.

“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará” (Salmo 23:1).

Muitos de nós nos acostumamos com os padrões de nossas congregações, com os canais tradicionais de ouvir a voz de Deus. Mas no campo missionário, vivemos realidades novas. Às vezes Deus usa caminhos tão diferentes que ficamos assustados — mas ainda é Deus falando.

Veja o caso de Balaão. O profeta aceitou uma missão com motivações financeiras. Quem o enviava não tinha compromisso com Deus, e ele mesmo estava longe da vontade divina. Mas Deus, em sua misericórdia, falou com ele de forma surpreendente:

“E a jumenta disse a Balaão: […] acaso tem sido o meu costume fazer assim contigo?” (Números 22:30)
“Então o Senhor abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do Senhor…” (Números 22:31)

Profetas estão acostumados a falar, mas aqui foi a jumenta que falou. Balaão dialoga com ela como se fosse algo normal. Seu coração estava dominado pela avareza. O fim de Balaão foi a morte (Números 31:8), pois rejeitou a correção divina.

Deus não negocia seus planos. Ele tem propósitos para nossas vidas, e eles devem ser cumpridos. Ou vivemos os planos de Deus, mesmo que isso exija mudar completamente nossos próprios caminhos, ou corremos o risco de sermos deixados de lado.

“Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do Senhor permanecerá” (Provérbios 19:21).

Não há perda em fazer a vontade de Deus. O Senhor é o dono da obra missionária, e Ele tem poder para sustentar, corrigir, e redirecionar. Que Ele continue moldando nossos passos, mesmo quando for necessário começar do zero.

Peniel N Dourado

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VOCÊ AMA MISSÕES?

Se você ama missões eu quero te parabenizar e fico feliz por você acessar este post em tempos de tamanha depressão quanto ao interesse por missões. Também fico muito feliz se você tem menos de 20 anos e está buscando conhecer mais sobre missões, pois jovens com menos de 20 anos interessado por missões é cada vez menor. Escolas missionárias e grupos de viagens missionárias a curto prazo formada pelas igrejas geralmente são integradas por pessoas com mais de 40 anos. O analytics do nosso canal no Youtube aponta uma média de 3,2% de visitantes menos de 30 anos de idade. Assim, se você está nesta faixa de idade você pertence aos poucos jovens da igreja brasileira que ama e deseja aprender mais sobre missões.

Mas, para compreender o desinteresse crescente por missões no Brasil é importante olhar para o desenvolvimento do serviço missionários algumas décadas até os dias de hoje. Pesquisando um pouco sobre a história no serviço missionário no Brasil nós encontramos uma igreja super animada com o serviço de missões entre os anos 60 e 70. O que impulsionava era a economia e a mensagem escatológica pregada nas igrejas. Assim, todos tinham uma só mensagem: “Ide POR TODO MUNDO e pregai o Evangelho”. Todo mundo queria ser missionário, ou apoiava o serviço de missões.

Desta forma, cresceu o conceito do Brasil ser um celeiro de missionários. Toda igreja tinha um departamento de missões, ou estavam apoiando agencias e associações missionárias.  Os cursos de missões e escolas preparatórias brotavam por toda nação e os jovens queriam ter maior conhecimento quanto a missões para um dia está no campo e fazer missões.

Na década de 80 cresce a ênfase ao crescimento denominacional, Mensagens sobre grandes igrejas, grandes templos e número exorbitantes de convertidos começava a chamar a atenção. Aos poucos investir em alcançar os que estão em campos missionários passa a não ter muito sentido, pois o foco mesmo é a igreja local. Aquele entusiasmo de levar o evangelho aos perdidos, alcançar os que nunca ouviram falar de Jesus Cristo e fortalecer a Igreja de Cristo em países onde existe a necessidade do serviço missionário provou não passar de um simples entusiasmo das décadas de 60 e 70.

Oswald Smith certa vez disse:”A tarefa suprema da Igreja é a evangelização do mundo“. Assim, quando vemos um crescimento numérico de igrejas, novas denominações, crescente número de evangélicos em uma nação e não há a visão missionária tudo passa a convergir ao mecanismo humano, ao direcionamento dos ideais dos homens e não no mover do Espírito de Deus. Fazer missões não tem sentido em meio a tudo isso.

O GRANDE FREIO EM MISSÕES

Assim como um carro tem um pedal que acionado vai freando todo o veículo, e isso pode ser feito aos poucos sem que ninguém se impacta com o freio, o serviço missionário também tem seu breque. Como temos dito, avanço do Reino de Deus no Brasil tem sido o crescimento denominacional, como, mais templos, maiores templos e mais gente. O conceito é enfatizado em torno ao crescimento de discípulos à denominação que discípulos do próprio Cristo. Assim, pessoas que creem em Jesus e frequentam outras denominações é uma prática completamente inaceitável e tida como perca de tempo. De forma geral, a própria compreensão de reduzir o serviço do avanço do Reino às conversões individuais é um grande freio à missões.

O serviço missionário não pode ser reduzido ao modelo de crescimento denominacional brasileiro. Existem campos que necessitam da atuação missionária, mas que não haverá conversões. Existem serviços em campos de missões que exigem grandes esforços e investimento financeiro, mas que nunca resultarão na construção de um templo. A igreja brasileira se atrofia quanto à missões quando reduz a atuação missionárias apenas ao serviço proselitista.

A forma de acelerar a visão missionária em uma igreja fazendo o carro andar à velocidade máxima é expandir a visão além da denominação, além dos modelo de crescimento da igreja brasileira e compreender que fazer missões é expandir o Reino de Deus. Se não tivermos a compreensão verdadeira do que é Igreja de Cristo e que fazer missões é expandir a Igreja além das barreiras culturais obtendo resultados muitas vezes tão diferentes do que temos no Brasil, o breque missionário continuará até chegarmos ao nível de uma igreja completamente fria quanto ao serviço missionário.

APRENDA MAIS SOBRE MISSÕES

Em 2008 Deus falou fortemente ao nosso coração para fazer nossa parte em transmitir a visão missionária ao povo de Deus. Começamos a escrever nossas cartas ao líderes falando da realidade em missões e passando instruções práticas quanto a vida em missões. A uns dois anos atrás iniciamos uma série de vídeos no Youtube com o objetivo de abençoar de abençoar a igreja brasileira com informações práticas quanto ao trabalho missionário.

Pastor Peniel Dourado e Mina A Dourado

Animo você que ama missões a aprender mais sobre a Obra Missionária buscando um maior envolvimento. Ter o conhecimento e não envolvermos é deixar a frieza invadir de forma completa.

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Que o Senhor Jesus te abençoe e não deixe de orar e amar missões

Pastor Peniel Nogueira Dourado

A vida é curta: um chamado missionário aos 16 anos

A vida é muito curta

Quando eu tinha cerca de 16 anos, costumava andar pela casa refletindo sobre a vida. Pensava em que profissão seguir, com quem me casaria, e tantas outras coisas comuns da juventude. Eu realmente me preocupava com o futuro, como muitos adolescentes fazem.

Certo dia, enquanto caminhava pela casa, parei diante de um quadro que minha mãe havia montado com fotos minhas e dos meus irmãos ainda pequenos. Tínhamos entre dois e três anos em algumas imagens. Em outras, eu ainda era um bebê de colo, nos braços da minha avó, que na época era jovem.

Enquanto observava aquelas fotos, meus olhos se fixaram no meu próprio rosto infantil. Notei o brilho nos olhos, o sorriso inocente… Ao lado do quadro havia um espelho. Olhei novamente para as fotos e, em seguida, encarei meu reflexo. De repente, uma angústia tomou conta do meu coração. Estava sozinho em casa e comecei a chorar diante do Senhor. Uma voz interior — forte, clara, como um clamor da eternidade — dizia: “A vida é muito curta!”

Voltei meus olhos para o espelho e ouvi novamente a voz do Espírito Santo falando ao meu coração:
“Peniel, o que você está fazendo com a sua vida? E se, nesse espelho, não estivesse um jovem de 16 anos, mas um homem de 60? O que você teria feito até aqui?”

Naquele momento, me prostrei espiritualmente diante do Senhor. Em desespero, clamei dizendo que queria viver para a eternidade. Não queria gastar minha juventude em coisas passageiras. Eu queria entregar minha vida, minha força, meus dias ao Senhor. Queria que tudo o que eu fizesse tivesse valor eterno, pois “o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2:17).

Pedi muitas vezes ao Senhor que me permitisse queimar minha juventude como um sacrifício vivo pela causa do Mestre. Como Paulo escreveu aos Romanos: “Apresentai os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1). Essa foi — e continua sendo — a oração do meu coração.

Dias atrás, recebi um vídeo pelo WhatsApp que me fez lembrar exatamente daquele momento aos 16 anos. Assisti várias vezes, com lágrimas nos olhos, sentindo novamente a presença e o chamado de Deus. Decidi então publicá-lo no meu canal, para que outros também sejam tocados como eu fui.

Deixo o vídeo abaixo para que você também possa assistir. Oro para que Deus fale ao seu coração como falou ao meu, e que muitos jovens sejam despertados a viver não para este mundo passageiro, mas para a eternidade.

Peniel N. Dourado

https://youtu.be/wtSyhTgOjkk

Onde estão os jovens missionários?

jovem

Hoje pela manhã, ao analisar o Analytics do meu canal no YouTube, percebi um dado que me chamou a atenção: a maioria dos visitantes, tanto homens quanto mulheres, têm acima de 25 anos. O público entre 13 e 24 anos representa menos de 10% dos acessos totais.

Ao ver essa estatística, comentei com minha esposa: onde estão os jovens missionários? Falo assim porque o conteúdo do canal é voltado a orientar e inspirar pessoas que desejam servir a Deus em missões. Mas, sinceramente, onde estão aqueles que desejam entregar suas vidas ao Senhor Jesus e dedicar sua juventude ao campo missionário?

Dou graças a Deus pela oportunidade que Ele me deu de viver esse chamado. Considero isso um privilégio. Entretanto, é triste reconhecer que, em nossos dias, missões têm sido como um vaso desprezado (cf. 2 Coríntios 4:7). Quando participo de cursos missionários ou viagens evangelísticas, a maioria dos participantes já passou dos 40 anos. Muitos deles foram influenciados por livros que marcaram gerações, como “O Contrabandista de Deus” ou “O Segredo de Hudson Taylor”. Mas os jovens de hoje sequer conhecem esses nomes ou histórias que incendiaram corações no passado.

Hoje à tarde, revisitei o Analytics e notei que alguém assistiu, pelo menos três vezes, um vídeo onde conto sobre minha entrega ao chamado missionário na juventude. Não era um inscrito do canal, mas pude ver que voltou ao vídeo várias vezes. Isso tocou profundamente meu coração. Pensei: quem seria essa pessoa? Talvez um jovem! Sim, alguém impactado por esse testemunho, despertado pelo Espírito Santo para entregar sua juventude ao Senhor.

Lembro-me bem de quando o chamado missionário começou a arder em mim. Eu era apenas um adolescente. Ainda não tinha conquistado nada, não era casado, nem possuía recursos financeiros. Mas havia uma chama queimando dentro de mim. Foi nesse tempo que ouvi o Senhor me dizer: “Peniel, Eu quero a tua vida, quero a tua juventude.” E, com temor e alegria, respondi: “Eis-me aqui, Senhor!” (Isaías 6:8).

Que Deus desperte essa nova geração. Que muitos jovens digam como o salmista: “Fiz menção do teu nome, ó Senhor, desde a minha mocidade” (Salmo 71:17). Que se levantem adolescentes e jovens apaixonados por Jesus, dispostos a renunciar ao conforto para levar o Evangelho aos lugares esquecidos. Pois, como está escrito: “Como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14).

Continue orando por nós e pelo Programa de Apoio Evangelístico. Que o Senhor levante uma geração missionária apaixonada por Sua obra.

Peniel N. Dourado

VIDEO  –  Clique no videos abaixo para assistir

https://youtu.be/EgMfkkPoqg4

Cooperadores de Deus

A minha casa periodicamente vinha um homem de idade avançada. Ele tinha um saco de pano nas costas e andava encurvado. Também usava um chapéu preto o qual não esquecia em lugar nenhum. Aquele homem quando víamos de forma rápida era bem esquisito, mas havia algo diferente. Quando começávamos a conversar encontrávamos um espírito tomado pelo Espírito de Deus. Era cheio do amor, da graça, da presença de Deus.

Mas, ele vinha em nossa casa para buscar literatura para o evangelismo. Na época eu tinha uns 16 anos de idade e tinha curiosidade em saber o que motivava uma pessoa com uma idade tão avançada sair pelas ruas distribuindo folhetos às pessoas. Por que enfrentar os dias quentes, o frio para fazer este trabalho? Distribuir folhetos? Por que entregar o tempo para fazer um trabalho tão sem importância? Quem quer distribuir folhetos? Bem, um dia tomei coragem e perguntei aquele ancião o motivo de tamanha dedicação e ele me respondeu: “Deus me mandou fazer”

O quê? Mas, como assim? O Deus que criou o sol, a lua e as estrelas falou com um homem o qual leva por todo seu corpo as marcas do tempo para ir às ruas distribuir folheto? O Deus que tem o número exato dos centímetros entre o sol e a terra, que coordena os sistemas solares e as galaxias no universo falaria com um homem, um velhinho? O homem era encurvado, falava e andava com dificuldade e Deus lhe dá uma missão?

Quando vamos a Gêneses encontramos Deus fazendo o mesmo com o primeiro homem. “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.” (Gênesis 1:26) Deus faz o homem a Sua própria imagem e semelhança e dá uma missão: DOMINE. Mais adiante encontramos Deus com mais planos para com este pequena criatura em meio a infinidade da criação de Deus. “E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.” (Gênesis 2:15)

Deus cria um jardim e coloca o homem para cuidar. Deus cria animais e entrega para o homem dominar. Deus não podia fazer tudo sozinho? Ou mesmo a Obra que Deus faz não poderia fazer sozinho por seu próprio poder? A bíblia diz que sim. Em Marcos 10:27 o evangelista diz que para Deus todas as coisas são possíveis. ELE podia e pode, mas no Livro da revelação de Deus, a Bíblia Sagrada, encontramos Deus criando este ser que é mais que um animal e o colocando como um colaborador da preservação. O Edem, o jardim de Deus era cuidado por Adão. Ele dava nome aos animais, cuidava das plantas de Deus. Adão era o jardineiro de Deus.

Deus está fazendo grandes coisas neste mundo e continua usando este pequeno auxiliar. Deus continua chamando homens para que realizem tarefas eternas. Toda Obra de Deus é grande pelo fato de ser de Deus. Pois todo trabalho diante de um Deus infinitamente grande é um pequeno e insignificante trabalho, pois ELE tem todo poder, todo recurso e tudo pode. Assim, todo trabalho dEle é grande pelo fato de ser dEle que é grande. E ELE chama homens pequenos e insignificantes como eu e você para desenvolver as tarefas de Deus.

Que privilégio é participar dos planos de Deus. Você já parou para pensar nisso? Deus, o Criador de tudo tem seu planos e convida você a ser parte deles. A multidão tinha fome e Jesus ensinava a Palavra. Mas diante da fome da multidão estava nos planos de Deus dar pão para aquela gente. O Todo Poderoso poderia fazer cair pão dos céus e fez justamente isso lá no deserto quando tirou o povo de Israel do Egito, mas Jesus do outro lado da Galileia queria mais uma vez usar este pequeno colaborador. Um jovem tinha cinco pães e dois peixes. ( João 6:9) Para quem do nada fez tudo cinco pães e dois peixas já era mais que suficiente para fazer algo.

A questão não é a quantidade do que possuímos, mas a fidelidade em colocar nas mãos do SENHOR e ser obedientes ao chamado. O Criador nos chama a uma obra. ELE nos incube de um serviço e nos observa a que cumpramos Sua vontade. Jesus não olhou para as riquezas do Império Romano para suprir a fome daquele povo. O Filho de Deus não se interessou nos muitos jovens ricos possuidores de muitos bens os quais andavam sobre lindos camelos com roupas caras. Jesus se interessou por um voluntário que atendeu o chamado. A Palavra diz: “E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? (João 6:8,9)

Em Caná da Galileia o noivo e a noiva não precisavam de pão e peixe, mas de vinho. Em plena festa faltou água. Mas uma vez a ordem do Criador foi dado e homens que nem mesmo seus nomes são declarados obedeceram: “Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.” (João 2:7) Quem encheu? Não sabemos. Aqui o sujeito oculto apareceu e quando o único que aparece é o sujeito oculto mais realça o nome dAquele que realmente deve aparecer.

O Espírito de Deus te incomoda com uma necessidade. Você viu uma necessidade, por que não suprir? Quem sabe o clamor da necessidade é o seu chamado ao auxiliar de uma Obra grande e eterna. Pequenas atitudes abrem portas a grandes oportunidades. E hoje o número dos deixados para trás, dos que sedem a oportunidade da participação da Obra eterna para outros é crescente no Reino de Deus, pois cada vez mais estamos habituados a virar o rosto diante da necessidade.

Em Gêneses encontramos algo sobre Jacó:  “Estando ele ainda falando com eles, veio Raquel com as ovelhas de seu pai; porque ela era pastora. E aconteceu que, vendo Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre a boca do poço e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.” (Gênesis 29:9,10)  Aqui temos uma necessidade, um voluntário e uma grande oportunidade.

Pastor Peniel Dourado e missionária Mina Dourado

Deus usa homens e os faz seus colaboradores em sua Obra eterna. Sim, Deus usa homens, mas ELE deseja escutar o “eis-me aqui”. O começo da jornada de José ao palácio egípcio foi com um eis-me aqui. “Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui.” (Gênesis 37:13) Conhecemos a história de José e de como Deus o usou para livrar seu pai Jacó, seus irmãos e todo uma descendência da fome. Deus tomou um jovem, deu-lhe visões sobre os planos que ELE mesmo tinha para José e o conduziu ao cargo de governador do Egito. Mas tudo começou com um eis-me aqui, um espírito voluntário.

Você quer ser um colaborador de Deus? Você deseja participar nos trabalhos eternos do Criador? Diga agora mesmo: “Senhor, ei-me!”

Peniel Nogueira Dourado

Tochas Acesas: Seja a Luz onde a Dor Existe

TOCHAS ACESAS 

Muitas vezes passo por filas em frente a um hospital, ou as longas ficas nos bancos; caminhamos entre a multidão das feiras, mercados ou alunos das universidades. Imagens assim tão tão frias e repetitivas que temos a tendência de esquecer. Simplesmente não lembramos o rosto de ninguém, não nos identificamos com ninguém, não conseguimos sentir a dor de ninguém.

Mas, ali estão as pessoas. Deus olha, observa e não vê nenhum justo, nenhum sequer ( Rm 3:10). O mesmo Deus que vê o pecado, a maldade, também vê a agonia do coração do homem. Deus vê o desespero da prostituta que leva uma vida tão sem valor, de um bêbado sujo jogado no com as roupas molhadas por sua própria urina, do traficante em busca de um rebelde adolescente a fazer um fiel cliente, do vendedor frutas, avarento e insensível ao olhar suplicante de um menino por uma maçã (ao menos uma!)

Deus está vendo o trabalhador, o bom pai e mãe de família, aquele “bom” homem e mulher, mas ao mesmo tempo vivem a vida dizendo em seus corações: “Não há Deus”. Deus vê o “cristão”, o crente, o sacerdote, o padre, o pastor, tão imergidas na religiosidade, que se desviam do bêbado sujo e fedorento, que vira a rosto para não contemplar a mazela das prostitutas e tapam os ouvidos para não escutarem o choro dos famintos.

Sim, o mundo está perdido! Mas Deus não planejou a igreja para ser um lindo e caro lustre apagado, mas uma tocha acesa em meios as trevas.

VÁ PARA ONDE OS PECADORES ESTÃO! Seja simplesmente Igreja de Cristo

Peniel N. Dourado