Arquivo da tag: Evangelismo

A Base de Apoio em Aracaju, Sergipe

É uma alegria poder compartilhar com vocês o que Deus está fazendo através da Base de Apoio em Aracaju, Sergipe. O líder local é o presbítero Assis e tem feito um trabalho maravilhoso. Conheci o irmão Assis de uma forma que só posso descrever como providencia de Deus para o desenvolvimento deste trabalho de apoio.

Peniel Dourado e Assis

Bem, é uma bênção ver o trabalho que o irmão Assis está fazendo em Aracaju, Sergipe. Hoje, é ali que temos o que chamamos no Programa de Apoio Evangelístico como Base de Apoio, que é o ponto central que atende praticamente toda a região Nordeste do Brasil. O trabalho começou na cidade de Aracaju, com os primeiros Pontos de Apoio, e depois foi se expandindo para outras cidades do estado.

Minhas primeiras viagens a Aracaju foram em 2021. quando tive o privilégio de conhecer o irmão Assis pessoalmente depois de um tempo tendo contato apenas pelo Whatsapp. E expressou o desejo de apoiar outros com os materaisi e iss tocou meu coração, pois ná é fácil encontrar evangelistas que tenham esta visão

Desta forma, para mim, foi uma surpresa encontrar alguém com essa visão, mas ao mesmo tempo foi uma resposta de Deus. Encontrar pessoas que compartilham o mesmo objetivo, o de apoiar outros evangelistas com material, foi muito gratificante. Começamos a dar as orientações necessárias para o trabalho e, como já disse, o projeto cresceu em Aracaju e se expandiu para outras cidades sergipanas.

Logo depois, Deus abriu uma grande porta para levar o material à Bahia. Através do irmão Panta, ele é distribuído em praticamente todo o estado.O Panta tem uma empresa de distribuição de verduras e legumes. Ele colocou à disposição seus vários caminhões para criarmos uma cadeia de distribuição. O material chega na nossa base em Aracaju, é direcionado para a cidade de Jaguaquara, onde o Panta tem sua empresa, e de lá é enviado para as demais cidades baianas.

Peniel, Panta e Assis

Este ano, aumentamos a quantidade de material com 10 toneladas a mais com o objetivo de atender somente a Bahia, devido ao grande número de evangelistas solicitando e à abertura de novos pontos de apoio.

Mas a visão não parou por aí. Comecei a conversar com o irmão Assis para que ele ore e busque em Deus contatos, na esperança de que o mesmo resultado que tivemos na Bahia possa se repetir em outros estados, como Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e o restante do Nordeste.

Recentemente, o irmão Assis me informou sobre bons contatos de irmãos que viajam frequentemente para Recife. Isso nos dá a oportunidade de iniciar um ponto de apoio lá, e quem sabe, expandir o trabalho para outras cidades de Pernambuco.

O objetivo do nosso Programa de Apoio Evangelístico continua sendo focar em apoiar quem está trabalhando de forma constante e, para isso, nosso material é dado gratuitamente aos evangelistas, sem custo algum. Para movimentar esse material, temos nossos custos, e como os cobrimos? Através do envolvimento de irmãos que trabalham com transporte ou viajam por meio de seus trabalhos seculares.

Evangelismo no nordeste do Brasil

Procuramos passar a visão a essas pessoas, mostrando que ao apoiarem o projeto e levarem o material, elas também estão participando do serviço evangelístico.

Não é um trabalho fácil. É uma tarefa árdua, com muitas barreiras e pouco apoio. Observamos que é necessário viajar para abrir novos pontos de apoio, e essas viagens requerem recursos para passagens, hospedagem e alimentação. A grande barreira que enfrentamos é que muita gente pensa que somos pagos por essas missões ou que há uma grande missão internacional bancando todos os custos.

Eu preciso ser bem claro: isso não é verdade. Nem eu nem o irmão Assis e nenhum outro irmão deste projeto recebe recursos de nenhuma missão para fazer esse trabalho. Tudo é feito através das ofertas e da ajuda voluntária daqueles que acreditam nesse propósito. Esta é a maneira que temos mantido este trabalho deste o começo.

Acreditamos que, aquele que apoiar financeiramente é um participante do trabalho e tem parte direta no resultado do serviço. Este é a razão porque repito muitas vezes que “estamos” evangelizando o nordeste mesmo meus pés e mãos não estão na região nordeste do Brasil.

Assim, aquele que apoia o trabalho do irmão Assis na expensão do projeto, seja com uma passagem ou um recurso para uma hospedagem e alimentação durante a viagem, o resultado será grandioso na expansão do serviço de apoio aos evangelistas no Nordeste e também receberá o mesmo galardão diante do Senhor Jesus pelo resultado feito. Este é o grande princípio da participação em missões.

Em 2005, tive várias viagens marcadas que, infelizmente, não pude fazer. Uma delas era para a cidade de Boa Vista. Tentamos levantar o recurso, mas não tivemos o apoio necessário para cobrir o alto custo das passagens e da viagem. Eu compartilho essa realidade porque sei que também é a realidade do irmão Assis, que muitas vezes é limitado pela falta de apoio.

Presbítero Assis (direita) e parte da equipe da Base de Apoio em Aracaju, Sergipe

Para finalizar, a última informação que o irmão Assis me deu é que já estamos alcançando mais de 100 cidades na região Nordeste. O apoio é feito de forma constante através dos mais de 12 Pontos de Apoio espalhados pela região nordeste e que estão sob a liderança do presbítero Assis.

Nós trouxemos no começo deste ano de 2025 um contêiner de 40 pés e outro de 20. Como eu já disse, o contêiner de 20 pés foi solicitado de forma exclusiva para atender o estado da Bahia e o contêiner de 40 pés os demais estados do nordeste. São mais de 30 toneladas de material impresso para o evangelismo.

Já estamos conversando com a liderança da missão americana que faz a impressão dos materiais sobre o crescimento do apoio e a possibilidade de termos que trazer três contêineres para a região com 60 toneladas de materiais impressos apenas a Base de Apoio do nordeste. Vamos continuar orando e trabalhando para este objetivo

Louvo a Deus pela vida do nosso querido irmão Assis, o evangelista Claudio que é o contador local e todos os irmãos que somam forças neste serviço. Que Deus continue abençoando, prosperando e sustentando o trabalho que a Base de Apoio em Aracaju os quais têm feito um grande trabalho.

“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra.”2 Coríntios 9:8.

Continue orando por nossas vidas e pelo desenvolvimento do Programa de Apoio Evangelístico em toda América do Sul

O Apoio Evangelístico em La Paz, Bolívia

Sabe quando temos um grande objetivo no campo de missões, mas o caminho até ele é cheio de obstáculos inesperados? Foi exatamente o que aconteceu na jornada para estabelecer um Ponto de Apoio na cidade de La Paz, na Bolívia.

Geralmente pensamos que o mais difícil é a logística, os meios de distribuição, mas a vida real, o dia a dia no desenvolvimento do projeto ensinou que o maior desafio é, na verdade, encontrar as pessoas certas.

Em La Paz, Bolívia – 2013

Os Desafios em La Paz

Estou sempre acompanhando o trabalho em La Paz, na Bolívia através do grupo de Whatsapp. É uma alegria ver o que está sendo feito lá, pois, nos 15 anos em que estivemos fazendo missões em Bolívia, ter um Ponto de Apoio na cidade de La Paz foi sempre um grande desafio.

O transporte dos materiais nunca foi um grande problema. Conseguimos empresas de ônibus e de transporte com donos cristãos que nos ajudaram com preços acessíveis. O grande desafio, que enfrentamos por muito tempo, foi encontrar alguém que fizesse o trabalho do jeito que deveria ser feito.

Infelizmente, esse é um problema recorrente no Programa de Apoio Evangelístico. Encontrar pessoas fiéis é difícil. Já tivemos casos de supostos evangelistas que pegaram material gratuito para negociar com igrejas, usando a literatura para tirar dinheiro. Outros queriam apenas distribuir para serem conhecidos pelos pastores e fazer “política” usando os materiais para o evangelísmo.

Palavra de Deus chegando ao povo de La Paz, Bolívia

O mais triste foi o caso de pessoas que vendiam o material. A venda de literatura evangelística é, infelizmente, muito comum na região alta da Bolívia e no Peru. Nosso objetivo não é fazer comércio. Não recebemos material de graça para que alguém lucre em cima dele.

Eu e outros voluntários dedicamos nosso tempo sem receber nada em troca. Não faz sentido que o material termine nas mãos de quem o vende. Nesses casos, tiramos o material de circulação imediatamente.

Foram anos de luta para conseguir um Ponto de Apoio em La Paz. O mais complicado não é o meio de levar o material — isso a gente sempre dá um jeito. O mais difícil é encontrar pessoas fiéis para fazerem a obra. Nos dias de hoje, em que a ganância e o evangelho se misturam, é cada vez mais difícil encontrar servos com amor genuíno pela obra.

Eu posso concluir que fizemos muitas viagens com o alvo de realizar o evangelismo e identificar uma pessoa que realmente fizesse o trabalho de apoio na cidade de La Paz. Eu tenho um vídeo gravado em junho de 2014 de uma das viagens feitas a região. Se você quiser assistir basta clicar no link – https://youtu.be/Pj1kH_r2PxI?si=2frUu8jPgngGVyly


A Semente de Fidelidade

Nossa primeira viagem definitiva a La Paz para iniciar o trabalho foi em 2016. Tivemos muitas lutas, mas conseguimos o contato com o pastor Jacil, que estava trabalhando na embaixada do Brasil. Ele começou a receber os materiais e a apoiar os evangelistas locais.

Eu tenho procurado registrar esses momentos marcantes através dos vídeos. Assim, nossa viagem levando os primeiros materiais ao Pontos de Apoio também foi registrado. Se você quiser assistir basta clicar no link que está lado ao lado – https://youtu.be/6T6oi6XnCxo

Mas, o tempo passou e o pastor Jacil precisou voltar ao Brasil. Então ele nos apresentou a irmã Lídia, uma professora que fez um trabalho excelente conosco no serviço de apoio aos evangelistas locais.

Irmã Lídia (direita)

Com o crescimento do trabalho, a irmã Lídia, que já tinha suas atividades profissionais e evangelísticas, não conseguia mais dar conta. O numero de evangelistas crescia muito e realmente ficou difícil para ela atender os evangelistas. Então, ela nos apresentou o irmão Juan Maceda. Eu já imaginava que ela nos falaria dele, pois suas características se destacavam.

Lembro de uma vez, quando um contêiner de 40 pés com material chegou a La Paz e o irmão Juan nos ajudou a descarregar. Quando ele viu a quantidade de literatura, ficou impactado e começou a chorar. Ele perguntou se o material era para ser distribuído aos evangelistas, e eu confirmei que sim. Eu vi a gratidão em seus olhos.

Também tenho um vlog gravado mostrando nosso trabalho para receber o contêiner de 40 pés na cidade de La Paz no ano de 2017. Neste vídeo eu já estava trabalhando com o irmão Nigel Mercado e também o irmão Juan Maceda. Clique no link para assistir – https://youtu.be/wpGWY89zje8

Cidade de La Paz, Bolívia

Até hoje, o irmão Juan faz a distribuição com um coração ardente pela obra. Mas há um segredo sobre ele que me impactou profundamente. Antes de conhecer nosso trabalho, ele já comprava literatura e a distribuía para os evangelistas com seu próprio recurso, orando para que Deus abrisse uma porta. Foi quando, dias depois, a irmã Lídia o apresentou ao nosso projeto.

A história do Juan Maceda é um lembrete de que, por trás de cada trabalho, existe o agir de Deus. E isso é lindo. Quando acompanho o que está sendo feito em La Paz, só posso agradecer a Deus por ver sua mão em tudo. Agradeço por ter pessoas como o irmão Juan, fiéis e comprometidas, que fazem a diferença na obra de Deus.

“A quem muito é dado, muito será pedido; e a quem muito é confiado, mais ainda será exigido.” (Lucas 12:48)

A fidelidade começa no pouco. Quando somos fiéis com o que temos, Deus nos confia o muito. E, na obra missionária, a maior recompensa não é ter grandes recursos, mas a certeza de que estamos alinhados com a vontade de Deus, que honra aqueles que servem com um coração íntegro, livre da ganância e cheio de amor pelo serviço de missões.

Videos Missionários

Eu tenho uma playlist com vários videos do serviço de apoio na cidade de La Paz. Se você quiser assistir basta clicar no link logo abaixo

CLIQUE AQUI para acessar os vídeos de La Paz

Continue orando por este projeto. As lutas para alcançar cada região são muitas, mas cremos no poder do nosso Deus que tanto nos dará as condições para avançar como também colocará as pessoas certas em nosso caminho

Deus vos abençoe

Peniel N Dourado

O Senhor Jesus é SENHOR da obra missionária

Obediência Acima de Tudo

Estava meditando em Lucas 6:46, que diz: “Por que vocês me chamam ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que eu digo?”. Essa pergunta me fez pensar sobre algo que acontece muito no serviço de missões: o missionário precisa fazer a obra sob a ordem do Senhor. É o Espírito Santo quem envia. Em Atos 13, vemos que a movimentação partiu do Espírito, que usa suas ferramentas para que o escolhido vá e desenvolva um trabalho.

A obra é do Senhor. Em Atos dos Apóstolos, Paulo tinha o desejo de pregar o evangelho na Ásia, mas o dono da obra, o Espírito Santo, o impediu. Não é que Deus não quisesse que o evangelho fosse pregado lá, mas a vontade de Deus era que Paulo estivesse em outro lugar. E aqui está o ponto-chave: você não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Se Deus te coloca em uma posição específica, Ele quer que você fique ali e produza.

É comum o missionário pensar: “Eu me sentiria muito melhor e teria mais resultado trabalhando no Peru, mas Deus está me enviando para a Espanha”. E aí a pessoa começa a questionar: “Quem vai me apoiar na Espanha? As igrejas vão querer mandar oferta?”. Ele foca no que é mais fácil e não no que Deus mandou. Aí a palavra de Jesus nos atinge: “Por que me chamam ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que eu mando?”.

Isso também acontece em outros ministérios. Deus pode te chamar para o serviço evangelístico, mas você quer ser pastor, buscando uma vida mais “estabilizada”. E acaba largando a ordem de Deus. Ou o contrário, Deus te coloca no pastorado e você sente falta de pregar na rua, largando o que Deus te mandou fazer. Por que me chama “Senhor, Senhor” e não faz o que eu mando?


A Casa Construída sobre a Rocha

A raiz do problema está em Lucas 6:47-48, que fala sobre o homem que vem a Jesus, ouve suas palavras e as pratica. Ele é como alguém que constrói sua casa sobre a rocha, cavando fundo para colocar o alicerce. A rocha é a palavra específica que Deus te deu. Se Ele te chamou para ser evangelista, não é para ser pastor. Se te chamou para ser pastor, não é para ser evangelista.

O homem que ouve a palavra e a pratica está construindo sua vida sobre a vontade de Deus. Quando vem a tempestade, sua casa não cai. Mas aquele que ouve e não pratica constrói sobre a areia. Deus continua falando, mas as pessoas tapam os ouvidos e dão ouvidos aos próprios argumentos, ou aos argumentos dos outros. Elas pensam: “Senhor, mas ir para a Europa é difícil! As igrejas não apoiam missionários lá!”.

Essa pessoa acaba construindo sua vida sobre areia, sobre sua própria lógica. O resultado? O trabalho até parece que está dando certo por um tempo, mas quando a tempestade chega, tudo desanda.

O missionário não vive por aquilo que dá certo ou que parece ser o melhor. O melhor para você é sempre onde Deus te manda. A melhor cidade, o melhor país, o melhor trabalho, é aquele que Deus te deu. O missionário constrói sua vida sobre a Palavra de Deus, que é o alicerce firme. A tempestade vem para todos, mas só a casa construída na rocha permanece de pé.

Seja firme na vontade do Senhor. Sua vitória não está no seu pensamento ou no pensamento dos outros, mas na Palavra que Deus te deu.

“Portanto, aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica, é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.” (Mateus 7:24)

Lembre-se: obediência é a maior prova de amor e fé. O caminho pode ser difícil, mas o fundamento sobre a rocha garante que sua obra não será em vão.

Base de Apoio no Maranhão

Hoje eu quero falar um pouco do desenvolvimento da nossa Base de Apoio em São Luis do Maranhão. O irmão Rogério, que lidera o ponto de apoio em São Luís, tem feito um trabalho maravilhoso, apoiando os evangelistas locais. Fui apresentado a ele pela diretora da Interlink Brasil, e o principal objetivo do Rogério é conseguir literatura para apoiar a evangelização em seu estado.

Uma coisa que observei no serviço de missões é que o apoio à evangelização com material impresso funciona muito bem quando trabalhamos com alguém que já tem essa visão de apoiar outros. Existem pessoas que assimilam a nossa visão de trabalho e se desenvolvem, mas é muito mais produtivo quando a pessoa já tem a visão e a desenvolve de forma autônoma.

Evangelista recebendo materiais em São Luis do Maranhão

Foi o que aconteceu com o irmão Assis em Aracaju. Ele já liderava um grupo de evangelismo e buscava ativamente conseguir literatura para munir os irmãos com material impresso. Há uma grande diferença entre trabalhar por pelo material impresso somente para seu próprio trabalho e lutar por para munir outros irmãos que também evangelizam.

Assim como o irmão Assis, temos o Rogério em São Luís. Conversamos sobre a nossa visão, nossos objetivos e como trabalhamos através do programa de apoio. Ao longo dos meses, compartilhei com ele um pouco da nossa experiência. Louvo a Deus, pois temos percebido que o irmão Rogério está disposto a desenvolver o serviço de apoio também naquela região.

Objetivo com o Maranhão

Nosso principal objetivo em abrir uma Base de Apoio no Maranhão é atender o estado e expandir a região norte. Se Deus quiser, o contêiner chegará pelo porto de Suape no Ceará e será direcionado para São Luís. Em janeiro deste ano, estivemos no Ceará para fazer contatos com empresas, entender os processos de importação e buscar meios de viabilizar a entrada desse material por aquela região.

Evangelista durante o trabalho no terminal de ônibus urbano em São Luis, MA

Depois de finalizarmos essa etapa, orientamos o irmão Rogério sobre a documentação necessária para a importação. Graças a Deus, ele já está com o CNPJ e as condições necessárias para darmos prosseguimento ao processo de importação.

Assim, o alvo primário é estabelecer uma Base de Apoio que atenda ao próprio estado e, partir daí, a meta é usar essa base para atender também o Piauí e o Pará.

As Barreiras no Pará

Falar em atender o Pará é fácil; o difícil é colocar em prática. O Pará é o terceiro maior estado do Brasil, com grandes barreiras geográficas. Existem lugares com estradas precárias, rios que precisam ser atravessados e um sistema de transporte caro e complicado. As cidades, mesmo as maiores, são distantes umas das outras, o que complica e encarece a logística de transporte do material evangelístico.

Esses são desafios que o irmão Rogério certamente enfrentará. Estaremos com ele, dando orientação e orando para que as portas se abram e ele possa avançar no apoio à região do Pará. Além disso, através da base no Maranhão, temos o objetivo de fazer contato para entrar na região amazônica. A porta de entrada para essa área é Belém, com seu porto na entrada do rio Amazonas. Através dele, o material pode ser enviado para o Amazonas e até mesmo para o Amapá.

Já estamos em contato com evangelistas em Belém. São pessoas bem envolvidas e com conhecimento de campo e bem envolvidos com outros irmãos que trabalham no evangelismo na região. Nosso objetivo é envolver todos esses irmãos, somando forças para expandir o serviço evangelístico.

O Crescimento de uma Base de Apoio

Você pode observar todo o processo de trabalho: sabemos o caminho para o crescimento de uma base em uma região específica. O período atual é de documentação e importação. Assim que o material entrar e chegar à base, iniciaremos a fase de desenvolvimento, que é o envolvimento de empresários, igrejas e pessoas em geral para ajudar com o transporte e a logística.

A forma como trabalhamos se baseia no envolvimento de todos. Se a responsabilidade pelo custo do transporte recair sobre o evangelista, o trabalho se esgota. O evangelista terá um limite de recursos e não conseguirá avançar. Por isso, a nossa visão é que o evangelista deve se concentrar em evangelizar. Nós nos envolvemos com outras pessoas para conseguir ajuda com o transporte.

Evangelista levando a Palavra de Deus escrita em São Luis, MA

Quando esse processo acontece, o projeto cresce muito em uma determinada região. Aprendemos e aplicamos esse processo na Bolívia, e deu certo. Depois, tivemos o mesmo resultado em Aracaju, no Nordeste do Brasil. Muitos diziam que essa forma de trabalho não funcionava no Brasil, mas os resultados provam o contrário. O que se exige de quem está à frente é o desejo de fazer o trabalho da forma que o estamos desenvolvendo.

Observamos se o líder de uma base está disposto a seguir as orientações que passamos. Trabalhamos há muito tempo, vendo erros que se repetem. É preciso cortar esses erros para que o trabalho se desenvolva. Essa experiência, com acertos e erros, é o que compartilhamos com os novos irmãos que liderarão uma base.

Esse é o nosso objetivo para o estado do Pará. Já tentamos diversas formas de entrar na região Norte do Brasil — pela região Central, que é mais cara, pelo Mato Grosso, Acre e Rondônia e até mesmo importando diretamente para Manaus. O grande problema que sempre encontramos foi a falta de obreiros que realmente quisessem fazer o trabalho na região.

Aprendi que, se tentamos e a porta não se abre, precisamos parar e deixar Deus agir. E, ao longo de muitos meses tentando, temos visto a porta fechada. O desenvolvimento do trabalho, no entanto, está acontecendo através do Maranhão. Portanto, vamos investir onde Deus está abrindo as portas.

Uma Tonelada de Material Evangelístico

A primeira remessa de material já chegou à Base de Apoio de São Luís, vinda de Aracaju. Foram enviados exatamente 1.350 quilos de material impresso, com o objetivo de permitir que o irmão Rogério inicie os contatos com evangelistas e comece a desenvolver o trabalho na região.

A próxima remessa na qual estamos trabalhando e será enviada diretamente dos Estados Unidos, totaliza 10 toneladas de material evangelístico em português. Uma pequena quantidade em espanhol, inglês, alemão e francês também foi solicitada para atender aos turistas que visitam a região.

Finalizo pedindo a sua oração por essa nova base. Como mencionei, o irmão Rogério já providenciou a documentação necessária, e a impressão do material foi realizada pela missão americana. Agora, estamos na fase de finalização da documentação, aluguel de contêiner e outros detalhes para que a importação seja concluída e o material chegue a São Luís.

Contamos com suas orações.

Peniel N. Dourado

A Palavra Escrita que Fica: Por que Folhetos São Poderosos no Evangelismo

A Palavra escrita tem poder

Entregar um folheto no evangelismo vai muito além de dar um papel. É levar a Palavra de Deus escrita a pessoas que podem não ouvir a mensagem naquele exato momento.

Como está escrito em Hebreus 4:12: “A palavra de Deus é viva e eficaz”. Cada folheto contêm a Palavra de Deus que é poder para transformar vidas, tocar corações e abrir caminhos ao encontro de Cristo.

Nigel Mercado com os materiais evangelístico em Bolívia

Alcance mais pessoas com simplicidade

Nem sempre é possível estar com cada pessoa por muito tempo. O folheto permite que a mensagem do evangelho continue presente depois que o evangelista vai embora. Ele pode ser lido, guardado e compartilhado com familiares, amigos e vizinhos.

No Programa de Apoio Evangelístico, entregamos milhares de folhetos gratuitos para evangelistas na Bolívia, Peru, Paraguai e até em nosso Brasil. Isso garante que cada mensagem alcance quem realmente precisa ouvir nessas regiões. O nosso grande alvo é alcançar o maior número de vidas.


Mensagem contextualizada

Os folhetos bem preparados falam a linguagem da comunidade e respondem perguntas comuns sobre fé e salvação. A mensagem escrita chega contextualizada em qualquer cultura.

Eles ajudam a contextualizar a mensagem de Jesus, tornando-a acessível e relevante para diferentes culturas e realidades.

Se um missionário norte americano prega o evangelho, como a mensagem é vista no Afeganistão? E se um livreto escrito em Dari for distribuído ao povo afegão, como a mensagem será vista?

Então, pensar na mensagem contextualizada é de extrema importância para quem esta no campo de missões transcultural.


Benefícios de usar folhetos no evangelismo

  • Presença contínua: a Palavra permanece com a pessoa mesmo quando o evangelista não está.
  • Alcance expandido: toca pessoas que talvez nunca frequentem uma igreja.
  • Sementes de transformação: cada folheto é uma oportunidade de plantar a Palavra de vida nos corações.

Participe desse trabalho

Você pode fazer parte dessa obra:

  1. Ore pelos evangelistas que levam a mensagem escrita ao povo.
  2. Apoie a distribuição de materiais impressos em sua igreja.
  3. Compartilhe essa visão com sua igreja ou grupo missionário.

👉 Cada folheto entregue é uma semente que pode gerar uma vida transformada pelo poder do Evangelho.

Por que Aracaju? Uma Missão Guiada por Deus

Muitas pessoas me perguntam por que investimos tanto no trabalho em Aracaju, Sergipe. Elas questionam se tenho parentes lá, se já trabalhei ou fiz missões na região. A verdade é que não. Não tenho laços familiares e não conhecia bem o estado ou a cidade, a não ser pelas poucas vezes que passamos por lá em viagens do Paraguai para o Ceará.

Eu não tinha nenhuma conexão com essa cidade, mas algo surpreendente aconteceu em 2021. Ao chegarmos na fronteira, entramos em um período de intensa oração, buscando a direção de Deus para expandir o Programa de Apoio Evangelístico além da Bolívia. Nosso objetivo era continuar atendendo o país vizinho, enquanto nos preparávamos para alcançar o Paraguai, Peru, Argentina, Uruguai e, finalmente, o Brasil.

Olhando para a grande nação brasileira, percebi as dificuldades: a falta de apoio, os altos custos de frete e as complexas viagens. Por isso, meu clamor a Deus era por sabedoria e orientação. O primeiro grande desafio era encontrar um obreiro com o mesmo fervor do irmão Nigel Mercado, que trabalha comigo desde 2015 na Bolívia. Eu orava por alguém no Brasil com a mesma dedicação e garra, que pudesse liderar o trabalho com diligência.

Peniel Dourado e Nigel Mercado (2021)

O ano de 2021 foi praticamente dedicado à oração. Enquanto buscávamos a direção de Deus, surgiu uma oportunidade em Rio Branco, no Acre. Fiz uma viagem para lá, pensando em expandir o projeto para a região Norte do Brasil, o que facilitaria o atendimento às fronteiras com a Bolívia e o Peru. Em seguida, surgiram portas em Juazeiro da Bahia e Petrolina. Fui até lá, conheci os irmãos locais e gravei alguns vídeos que mostram nossa busca por um líder para aquela região.

Também estive em Fortaleza, Ceará, para rever parentes e tirar férias com minha família. Mas mesmo em meio ao descanso, meu coração estava em Deus e minha oração era constante: “Senhor, coloque alguém no meu caminho.” Eu passei um mês em contato com várias pessoas, buscando a pessoa certa para liderar a obra no Brasil.

Foi então que recebi uma mensagem do irmão Assis, de Aracaju. Ele liderava um grupo de evangelistas de rua e buscava literatura para apoiar o ministério local e regional. Começamos a trocar mensagens, e observei não apenas um evangelista, mas alguém com uma genuína visão de expansão. Ele desejava apoiar outros obreiros e ver o trabalho crescer.

Peniel Dourado e Assis (2021)

Iniciamos o contato e enviamos uma quantidade significativa de material para o irmão Assis. Vimos sua dedicação, amor e responsabilidade. Para mim, era crucial que ele estivesse aberto a receber a nossa visão de trabalho, que é fruto de anos de experiência e orientação divina. Ele demonstrou uma receptividade notável: eu transmitia a visão, e ele a implementava.

Nesse período, apresentei uma proposta de trabalho para uma missão americana que faz a impressão dos materiais. O maior problema que enfrentávamos no Brasil era a distribuição, já que todo o material chegava no Sudeste e precisava ser redistribuído. Propus descentralizar a logística e criar um sistema de distribuição similar ao que usamos na Bolívia há mais de 15 anos.

Expliquei também as diferenças culturais do nosso país — o Brasil é um só, mas cada região (Sul, Nordeste, Sudeste e Norte) possui uma realidade própria, o que exige uma abordagem regional. A proposta foi aceita, e nossa primeira porta de entrada foi em Aracaju, sob a liderança do irmão Assis.

Dois contêineres chegando em Aracaju com materiais evangelístico

Para quem pensa que a escolha de Aracaju foi uma decisão pessoal ou por alguma influência, a resposta é não. Quando visitei a cidade pela primeira vez, fiquei impactado. Após anos na Bolívia e no Paraguai, o número de igrejas em Aracaju me chocou, pois eram muitas. A cada duas quadras eu encontrava um tempo e fiquei admirado, mesmo sabendo que Aracaju é a terceira capital que menor número de evangélicos do Brasil.

No entanto, o que me chamou mais a atenção foi a falta de evangelistas de rua. Enquanto via muitas pessoas distribuindo folhetos de propaganda de lojas e bancos, era raro encontrar evangelistas. E os poucos que encontrei me diziam que a literatura “não funciona.” (veja video – clique aqui)

Se não funciona, por que os empresários gastam dinheiro na impressão de folhetos para levar suas mensagens? Havia algo de errado nessa situação. Isso apenas reforçou a necessidade de um trabalho sério com a literatura evangelística na cidade de Aracaju.

Quero finalizar este post pedindo sua oração. Ore pelo Programa de Apoio Evangelístico e para que Deus levante mais obreiros. Muitas pessoas me perguntam por que ainda não estamos em outras cidades do Norte ou do Sul do Brasil. A resposta é sempre a mesma: falta de obreiros.

Se tivéssemos mais homens dedicados como o irmão Assis e o irmão Nigel Mercado, o trabalho cresceria e se expandiria por todo o país. A perda de material por falta de critérios é algo que não podemos aceitar. O material é impresso com as ofertas de homens e mulheres de Deus; por isso, temos o compromisso de garantir que ele chegue às mãos certas, pois chegando nas mãos certas nós alcançaremos as almas.

Para selecionar os obreiros nós utilizamos a experiência que temos de trabalho, mas nossa maior arma é a oração. Deus nos dá sabedoria para discernir, mas Ele também nos revela o que não podemos ver. Por isso, peço que você ore pelo trabalho no Nordeste do Brasil, através da base de Aracaju, e pela vida do irmão Assis, para que Deus levante obreiros que somem forças e mantenedores fiéis ao seu lado.

Videos a Base de Aracaju

Para conhecer mais sobre o nosso trabalho na base de Aracaju, preparei uma playlist especial. Assista aos vídeos das minhas viagens e veja de perto como a obra de Deus tem avançado no Nordeste do Brasil. O link completo está logo abaixo.

CLIQUE AQUI para acessar a playist

Forte abraço e que o Senhor te abençoe poderosamente

Um Chamado Além da Vontade

A vida cristã muitas vezes nos desafia a sair da nossa zona de conforto e abraçar o que Deus nos pede, mesmo que não seja o que planejamos. Este texto oferece um olhar sincero sobre a jornada de fé de um missionário, mostrando que o chamado divino nem sempre coincide com os nossos desejos.


Nem sempre, na obra de missões, você tem a oportunidade de fazer aquilo que quer. Eu sei que muitas pessoas estão sempre buscando algo que lhes seja agradável, pelo menos aos olhos. Existem aqueles que gostam de pregar na rua, aqueles que gostam de fazer o trabalho no presídio e aqueles que gostam de atuar no hospital. Há uma grande diferença entre gostar de pregar na rua e ter o chamado de Deus para isso, assim como há uma diferença entre gostar de fazer o trabalho nos hospitais e ter o chamado para o serviço de evangelismo ali.

Peniel Dourado e Mina

São situações totalmente distintas, mas existem coisas que Deus nos chama para fazer, mesmo que não gostemos delas. Você pode ser chamado para fazer missões em um determinado país sem gostar daquele lugar, ou para realizar um trabalho específico sem gostar dele. Já comentei que, quando fui para a Bolívia, não era algo que eu tinha em mente. Foi algo que Deus falou conosco, um processo no qual Ele se comunicou comigo e com minha esposa. Portanto, não era uma questão de eu gostar da Bolívia.

Já tive situações em que queria muito fazer missões na África, mas não era porque eu tinha essa vontade que eu tinha o chamado de Deus para lá. Eu sempre pensei em fazer o trabalho de evangelismo na rua, levando o evangelho às pessoas. Queria que alguém me apoiasse com materiais para que eu pudesse estar na rua, fazendo o trabalho evangelístico. Mas um processo do chamado começou, e Deus falou conosco sobre a necessidade de apoiar outros evangelistas.

Viagem a Bolívia no mês de julho 2025

Eu quero deixar claro que nunca desejei, pensei ou planejei este projeto de apoio. Nunca me sentei com minha esposa e pensamos: “Vamos fazer isso, será melhor para nossa vida missionária” ou “Vamos trabalhar com literatura porque é interessante e as pessoas nos ajudarão”. Não, esse momento nunca existiu. O que aconteceu foi que Deus começou a falar conosco para que conseguíssemos literatura e apoiássemos outras pessoas.

A primeira visão que tínhamos era de fazer evangelismo, mas fomos para a Bolívia para abrir uma igreja. Foi nesse momento que Deus nos falou para deixar essa visão de lado e focar no evangelismo. Eu sempre gostei de trabalhar com uma visão de longo prazo. Comecei a desenvolver a ideia de formar um grupo para evangelizar toda a Bolívia, e depois seguir para outros países da América Latina e até o mundo. Conheci outros evangelistas com visões parecidas e comecei a gostar e a desenvolver a visão de como fazer, manter e organizar esse trabalho.

Foi então que Deus começou a nos falar sobre apoiar evangelistas, algo que não queríamos escutar ou fazer. Não tinha nada a ver com os meus planos. Quando minha esposa e eu começamos a ouvir a voz de Deus e a ponderar o que Ele estava nos entregando, foi algo muito forte. As pessoas podem pensar que nos sentamos e planejamos o projeto, mas foi justamente o contrário. Quando Deus começou a falar sobre literatura, nós refletimos sobre o quão difícil é trabalhar com isso.

As pessoas que conhecíamos nesse meio tinham recursos financeiros, e nossa pergunta era: “Como vamos fazer isso se não temos dinheiro?” Já era difícil nos mantermos financeiramente, imagina manter um projeto missionário. No campo, já era uma luta pagar o aluguel, a comida e as contas. O trabalho que fazíamos não exigia tanto dinheiro; bastava o valor da passagem de ônibus. Agora, Deus estava nos chamando para um trabalho que requeria recursos financeiros, e já estávamos passando por dificuldades.

Comecei a orar, e ficamos preocupados, mas sabíamos que era Deus nos chamando para fazer aquele trabalho. Quero deixar esta lição para você: nem sempre você fará o que quer. Creio que Deus opera em nós “o querer e o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2:13). Foi exatamente isso que comecei a clamar ao Senhor: “Deus, se é a tua vontade, opere em nós o querer e o efetuar”. E a primeira coisa que Ele fez foi nos levar a um ambiente onde começamos a amar e a entender o impacto do serviço de apoio evangelístico. Foi tremendo.

Você está nesse ambiente onde entende o impacto do serviço. Hoje, eu sei que muitos evangelistas, ao receberem o material, glorificam o Senhor sem saber o peso e o custo que é para o material chegar às mãos deles. Eu louvo ao Senhor porque, ao ver esses evangelistas recebendo os materiais com alegria, lembro-me de quando Deus me fez passar por essa mesma situação, com o coração cheio de vontade de alcançar almas. Eu recebia o material gratuitamente, fazia o evangelismo e pedia mais, e tinha alguém na retaguarda me apoiando.

Hoje, esse “alguém” sou eu, e este é o trabalho que Deus me colocou para fazer. Eu não queria, e não é um trabalho agradável, que empolgue as pessoas. Mas eu sei que Deus nos colocou para fazê-lo, e nós estamos fazendo. Amém.


A maior força não está em fazer o que amamos, mas em amar o que somos chamados a fazer.

O Poder do Apoio Evangelístico Local na Bolívia

Você já se perguntou o que significa ser uma ferramenta de Deus em um lugar de grande necessidade? A evangelização não se limita a um único evento, mas a um trabalho contínuo e dedicado. Conheça a história de como o apoio evangelístico local está transformando a cidade de Oruro, na Bolívia, e o que isso pode ensinar a você sobre o poder da colaboração na obra de Deus.

Evangelista levando a Palavra de Deus escrita em Oruro, Bolívia

Este é o Mercado Cantuta, em Oruro, na Bolívia. Muitas vezes, viajamos de Santa Cruz de la Sierra até aqui para levar a Palavra de Deus a esse povo. No entanto, o que são algumas atividades evangelísticas esporádicas diante de tanta necessidade?

A Palavra de Deus é clara em dizer que a Seara é grande, mas poucos são os ceifeiros. “E disse-lhes: A seara é realmente grande, mas os ceifeiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie ceifeiros para a sua seara” (Lucas 10:2).

Louvamos a Deus porque o melhor resultado na evangelização acontece quando os missionários locais estão constantemente realizando o trabalho. É por isso que, hoje, temos um ponto de apoio evangelístico em Oruro, servindo a evangelistas que não atuam apenas no Mercado Cantuta, mas também na grande feira da Firmino Lopez, nos hospitais, nos pequenos mercados das periferias, nas casas e em muitos outros lugares.

O líder local, além de atender a cidade de Oruro, tem levado a mensagem aos povoados, alcançando regiões onde ainda não existe uma igreja pregando o Evangelho. E a Palavra de Deus é como um tesouro que não deve ser guardado, mas compartilhado. “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?” (Romanos 10:14). Essa iniciativa garante que a mensagem de salvação chegue a lugares remotos, onde a luz do Evangelho ainda não brilhou.

O evangelismo local é a estratégia mais eficaz para a grande comissão. Não se trata de uma única pessoa com um microfone, mas de um corpo de crentes unidos, cada um com uma função, trabalhando juntos para um propósito maior. É o exemplo perfeito da igreja como o corpo de Cristo. “Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo” (1 Coríntios 12:27).

Que o Senhor Jesus continue nos concedendo grandes oportunidades para alcançar vidas em toda a América do Sul. A evangelização em Oruro nos ensina uma lição valiosa: a missão não é um ato isolado, mas uma vida dedicada a servir, capacitar e multiplicar o trabalho, permitindo que o Reino de Deus se expanda de forma orgânica e constante.


Desafio prático: Comece a orar hoje mesmo para que Deus levante e fortaleça os evangelistas locais em sua própria cidade e em outras nações. A oração é a força motriz de toda a obra evangelística.

Um chamado para a obediência: confie no plano de Deus

O Início de uma Missão

Desde janeiro de 2022, assumimos a Missão Siloé no Paraguai. É um trabalho que amamos, pois vimos a fundação dele através dos meus pais, que foram enviados para cá em 1994. Eles vieram para o Paraguai para fazer missões, e esse trabalho missionário começou, praticamente, em nossa casa.

Era a nossa família, e algumas outras pessoas participavam. Dias atrás, eu estava conversando com meu pai, e ele estava lembrando de como a Missão Siloé surgiu. Eu era adolescente, e meus irmãos também. Naquela época, cada um estava frequentando uma igreja diferente, e meu pai ficou preocupado com essa situação.

Missão Siloé, Paraguai (1996)

O objetivo inicial da missão que nos enviou era que ficássemos um ano na fronteira, em Pedro Juan Caballero, e depois seríamos enviados para a Espanha. No entanto, o Senhor já havia nos falado que deveríamos ficar aqui, pois este seria o nosso lugar. Meu pai me contou algo que eu não lembrava: um grupo de jovens jogadores de futebol veio ao nosso culto em casa, a convite da minha irmã. Foi assim que a Missão Siloé praticamente começou.


O Crescimento e o Retorno

Mais tarde, meu pai alugou um salão, e algumas famílias começaram a se congregar. Começamos a trabalhar com essas famílias, evangelizando e alcançando novas pessoas. Iniciamos o trabalho com muita simplicidade, mas posso dizer que o vi crescer e participei ativamente. É um trabalho pelo qual tenho muito amor.

Em 2021, o Senhor começou a falar conosco sobre voltar ao Paraguai. Eu estava na Bolívia e deveria retornar para assumir a Missão Siloé como pastor. Fiquei muito feliz. Não pela situação, pois o trabalho havia sido praticamente fechado durante a pandemia, mas pela oportunidade de voltar e dar continuidade a algo que meus pais iniciaram.

Missão Siloé no Paraguai (1997)

Um Projeto que Nasceu no Coração de Deus

Desde que assumi a igreja, muitas pessoas me perguntam se eu iria parar com o Programa de Apoio Evangelístico, já que pastorear uma igreja demanda tempo. Sempre respondi a esses irmãos que não vamos parar. Você pode me perguntar: “Por que não para com esse projeto ou coloca outra pessoa à frente?”

Os primeiros passos do Programa de Apoio Evangelístico (2009)

A resposta é que Deus tem falado muito comigo e com minha esposa sobre este trabalho. O Programa de Apoio Evangelístico não é um projeto que nasceu no meu coração; eu não tive a intenção de criá-lo. Na verdade, é um projeto que nasceu no coração de Deus. Costumo dizer que fui “empurrado” para dentro dele.

Já contei no blog que eu não tinha o objetivo de ir para a Bolívia. Deus simplesmente nos revelou a cidade de Santa Cruz de La Sierra e falou de forma muito forte que deveríamos ir para lá.

Quando comecei o trabalho de apoio na Bolívia, foi a mesma coisa. Eu não tinha dinheiro, influência, recursos, nem meios para levar esse trabalho adiante. No dia em que Deus me falou sobre levar e trazer literatura para apoiar os evangelistas, eu estava juntando moedas para comprar comida. Minha esposa me perguntou como faríamos isso, se tínhamos dificuldade até para nos manter.

Lembro-me de ter dito a ela: “Eu não sei como Deus vai fazer, só sei que Ele está dizendo que faremos esse trabalho.”


A Confirmação Divina

Como eu já disse, todo esse projeto não foi uma ideia minha. O Senhor nos falou que eu não deveria abrir uma igreja em Santa Cruz, embora tivéssemos ido para a Bolívia com esse objetivo. Chegando lá, Ele disse: “Você não vai abrir uma igreja. Você vai trabalhar no evangelismo, vai trazer literatura e apoiar os evangelistas.”

Materiais em nossa Base de Apoio em Bolívia (2013)

Isso me impactou profundamente. Tocou meu coração e meu ego. Eu estava acostumado a pregar e dar estudos, e agora tudo o que eu e minha esposa fazíamos era distribuir folhetos nas ruas. Isso Deus usou para tratar com meu ego. Eu orava e dizia: “Deus, sou pastor, posso ensinar a Palavra, e o Senhor me coloca para distribuir folhetos?”


A Voz da Revelação

Deus nos deu muitas revelações sobre este projeto. Ele usou pessoas para nos trazer palavras de profecia que falavam de uma realidade que não estávamos vivendo. Eram coisas que eu nem imaginava que iriam acontecer, mas Deus estava falando conosco.

Quero concluir com uma experiência muito forte. Eu estava dormindo em casa, amanhecendo, e acordei com uma voz dentro do meu quarto. A voz dizia: “Peniel, eu vou colocar muito material nas suas mãos, e você vai apoiar os evangelistas. Eu vou trazer os evangelistas, e você vai apoiá-los.”

A voz era tão forte que eu simplesmente saltei da cama. Era como a voz de um sargento dando ordens à tropa. Fiquei sentado, escutando. O mais intrigante era que eu não sentia medo. Sabia que era o Senhor falando comigo. Não foi um sonho, eu realmente escutei aquela voz. Fiquei admirado por minha esposa e filha não terem acordado, pois a voz era muito alta.

O material para o projeto tem vindo de forma milagrosa. Manter este trabalho, que é difícil de as pessoas compreenderem e valorizarem, é um desafio. Viajar, pagar passagens e fretes altos, e lidar com documentações são custos elevados. Além disso, é difícil conseguir apoio, pois muitos não valorizam o evangelismo de rua e a literatura.

Peniel, Mina e Deborah no evangelismo em Bolívia (2011)

Eu sei que foi Deus quem falou conosco, é Ele quem traz o material e os evangelistas. O mesmo Deus que provê o material e os evangelistas é quem nos dá condições de fazer o trabalho.


A Confirmação Final

A revelação não parou por aí. A voz continuou falando, mas eu só entendi a parte sobre os evangelistas. O restante permaneceu ininteligível. Fiquei um bom tempo intrigado, sem entender o que a voz dizia. Fui orar, e o Espírito Santo falou comigo: “O que você ouviu e entendeu, já deve colocar em prática. O que você não entendeu, no tempo de Deus, Ele te revelará. A Palavra já te foi dada.”

Naquele mesmo dia, à tarde, fui à casa de um missionário uruguaio e contei a ele o que havia acontecido. Ele orou e me disse exatamente a mesma coisa que o Espírito Santo havia me falado. Ali compreendi que Deus estava confirmando Sua Palavra. O que entendi, devo colocar em prática. O que não entendi, Ele me fará entender no tempo certo.

Com tudo isso, com tantas palavras e revelações, você acha que vou parar com esse trabalho? Hoje, só tenho duas opções: continuar fazendo o que Deus me mandou e ser obediente, ou parar e desobedecer ao Senhor. Tomei a decisão de ser obediente e continuar.


Gratidão e o Futuro

Agradeço a você que ora e oferta por essa obra. Em outra oportunidade, posso escrever mais sobre a questão das ofertas, que são um sinal especial de Deus para nós. Não é por acaso que você envia uma oferta a cada mês.

Agradeço a você que acompanha este blog e se interessa pelo que escrevemos. Gosto de escrever sobre o que Deus faz, pois isso edifica o meu próprio coração. Um abraço!

Ore por nós e pelo Programa de Apoio Evangelístico, para que Deus continue abrindo portas e nos permitindo alcançar milhares de vidas com a Sua Palavra. Deus te abençoe!

Cada Um no Seu Chamado Missionário

Existe um problema silencioso que tem feito barulho dentro das missões: a comparação. É como se houvesse um padrão invisível que diz como o missionário deve ser, agir e manter a obra de missões que desenvolve. Mas deixa eu te lembrar das palavras do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12:15: “Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?”

Meu irmão, minha irmã… se você não faz como o outro faz, isso não quer dizer que está errado. Deus não chamou todo mundo pra ser mão. Alguém tem que ser pé, coração, olho. Cada um no seu chamado. E isso é lindo!

A sociedade gira em torno do dinheiro. Trocam de cidade, de emprego, de tudo… por dinheiro. E o missionário? Ele vive de quê? A resposta é simples: o missionário vive pela vontade de Deus. Sim, precisa de sustento, precisa pagar contas, mas não vive para buscar dinheiro. E aí começam os olhares tortos: “Ah, se ele não corre atrás de dinheiro, está errado… ou está mentindo.”

É aí que muitos julgam injustamente a vida missionária. Pensam que, se você não se encaixa no modelo padrão, algo está fora do lugar. Mas eu repito: o modelo certo é o de Deus, não o da cultura ao nosso redor.

Outro ponto delicado é o conflito dentro da própria igreja. Um pastor acha que o evangelista não quer “pegar no pesado”. O evangelista acha que o pastor se esconde atrás do púlpito. O que trabalha com obra social acha que os outros estão “deixando o caído à beira do caminho”, como o sacerdote e o levita da parábola (Lucas 10:30-37). E mais uma vez, ecoa a pergunta de Paulo: “Porque não sou mão, não sou do corpo?”

Cuidado com a arrogância espiritual. Ela se disfarça de zelo, mas machuca o Corpo de Cristo. Deus não nos chamou para competir, mas para cooperar. Não importa se você está nas praças, nas prisões, nos hospitais ou nos bastidores cuidando de papelada e logística… se está onde Deus te colocou, você está no centro da vontade Dele.

Meu conselho? Guarde o teu coração. Sirva com humildade. E quando alguém julgar o teu jeito de servir, apenas sorria e diga: “Eu sou do Corpo.”

Continue orando por nós. Se este texto falou com você, compartilhe. Vamos espalhar esta mensagem e fortalecer nossos irmãos de caminhada.

Juntos na missão,
Pr. Peniel N. Dourado