Sabe aquela pergunta que insiste em bater à porta? Pois é, outro dia me perguntaram de novo: “Por que você não para com o trabalho do Programa de Apoio Evangelístico e foca só na igreja?”
Essa não é a primeira vez que recebo esta pergunta. Mas eu sinto que é importante trazer uma resposta para para quem acompanha nosso trabalho através de nossos informativos e trazer um pouco do nosso dia a dia aqui no campo de missões e, claro, dar a resposta para essa e outras dúvidas. Afinal, vocês estão sempre “na sala” conosco, e a transparência é fundamental!
Misión Siloé – Paraguai
Para quem nos acompanha há mais tempo, sabe que estamos no Paraguai desde janeiro de 2022. Assumimos o pastorado da Missão Siloé em um estado, digamos, desafiador. A igreja estava praticamente falida, com um número muito reduzido de membros: apenas seis a oito pessoas reunidas em círculo para adorar em um templo que tem cerca de 8×20 metros!
Era triste ver um trabalho grande em andamento, de onde sairam missionários e iniciou-se vários projetos de missões ter agora apenas menos de 10 pessoas reunidas. Era como ver um árvore que foi cortada e que precisava agora crescer.
A igreja, que chegou a quase zero em 2020, está voltando à sua normalidade e crescendo a cada dia. Isso nos leva novamente a receber àquela pergunta crucial: “Por que não parar com o Programa de Apoio Evangelístico e dedicar exclusivamente a Missão Siloé no Paraguai?“
Batismo na Missão Siloé – 19/10/2025
Eu já escrevi várias vezes sobre isso, mas não custa repetir: em 2004, eu auxiliava meus pais no pastoreio desta mesma igreja no Paraguai. O trabalho crescia, mas Deus me chamou para a Bolívia, e foi lá que o Programa de Apoio Evangelístico nasceu. Deus supriu com outros
Embora o trabalho local de igreja seja mais visível, muito mais fácil de se impolgar, o Programa de Apoio Evangelístico não tem tanta visibilidade local, mas nos permite avançar na Bolívia, em vários pontos do Brasil e, estrategicamente, abrir portas na Venezuela, Guianas, Argentina e Uruguai levando a Palavra de Deus além do ambiente que estamos.
Você pode se perguntar: “Mas, como vocês conseguem?” A verdade é que não é pelo nosso esforço ou capacidade! É porque o próprio Deus falou que faríamos. Se estamos transportando toneladas de material dos Estados Unidos e da Irlanda para o Nordeste, Norte e Sul do Brasil, e se estamos alcançando a Bolívia e a América do Sul inteira, é porque o Senhor mandou!
Evangelistas sendo apoiados em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia
Você precisa conhecer as histórias reais por trás desse trabalho. Elas são a razão mais profunda pela qual não podemos parar.
No batismo neste final de semana, recebemos a visita de um evangelista de Campo Grande (Brasil) que recebe nosso material. Pense nisso: este homem que é mestre de obras, que logicamente precisa sustenta a esposa e duas filhas, gasta cerca de R$600,00 para imprimir 5 mil folhetos. Ele tira esse dinheiro do seu pouco recurso para imprimir os materiais e evangelizar em hospitais, praças e feiras.
Outros, como um evangelista da Bolívia (a quem entregamos materiais até hoje), jejuavam contantemente para comprar os folhetos. Ele e a esposa guardavam o dinheiro do café da manhã, do almoço e do jantar para comprar literatura evangelística. Ele me disse: “Pastor, quando o trabalho começou a crescer, tivemos que jejuar mais vezes para juntar mais dinheiro e alcançar mais gente!”
Quando o encontramos, meu coração se encheu de alegria em dizer a ele: “Irmão, continue jejuando, mas a partir de hoje, não jejue mais para juntar dinheiro para comprar literatura! Nós vamos fornecer tudo gratuitamente.”
Eu poderia contar centenas de histórias de sacrifícios: pessoas que vendem o único carro que têm (como um pastor em Santa Cruz fez, ficando com uma pequena moto para levar a família na chuva e no frio), tudo para levar a Palavra.
Muitos entram neste serviço por lucro, e a Bíblia é clara ao dizer que tais pessoas “têm o seu ventre por deus” (Filipenses 3:19). Mas nosso foco é outro: é no amor e na dedicação desses homens e mulheres que dão a vida para cumprir o Ide de Jesus!
Vendo os sacrifícios desses evangelistas, que trabalham no sol, na chuva, no frio, na escassez, sem roupa apropriada, você acha que eu trataria um trabalho como esse com leviandade? Você acredita que eu pararia de forma irresponsável algo que foi ordenado por Deus?
Claro que não!
Nós trabalhamos nos bastidores: eu lido com pedidos, importadoras, fretes, logística e orientações de distribuição. Os irmãos nos Estados Unidos e na Irlanda imprimem e enviam os materiais com seriedade e amor. O Senhor nos deu a tarefa de amenizar a carga desses evangelistas, colocando a Palavra de Deus em suas mãos de forma gratuita.
Evangelista recebendo o apoio em Oruro, Bolívia
Louvo a Deus pelo trabalho que Ele nos confiou. Aqui no Paraguai, a Missão Siloé tem um novo ritmo: um ambiente de amor, serviço e paixão por missões. Deus tem nos dado vitórias e eu creio que vai continuar dando o crescimento ao trabalho.
E também vamos continuar com o Programa de Apoio Evangelístico, sempre com a visão de expansão para alcançar mais vidas para Jesus.
Não somos grandes empresários ou pastores de megaigrejas. Somos simples missionários que entregam a vida. Para continuar, contamos com você!
Se você é um apoiador financeiro, saiba que sua doação a esta obra missionária é essencial. Deus levanta parceiros para que a obra avance. Meu muito obrigado de coração, e que Deus te abençoe! Continue orando por nós.
REFLEXÃO MISSIONÁRIA
Ao ver o sacrifício genuíno dos nossos evangelistas e o crescimento que Deus tem nos dado, somos lembrados de um desafio eterno: o serviço ao próximo e a missão de levar a Palavra exigem perseverança.
Que esta verdade fique marcada no seu coração:
“E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.” (Gálatas 6:9)
O trabalho que você faz pelo Senhor, seja no campo, na logística, ou no apoio, jamais é em vão! Mantenha-se firme.
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Que alegria iniciar o dia compartilhando mais uma Reflexão Missionária!
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Peniel N Dourado
A LUTA POR UMA DIREÇÃO CLARA
Atualmente, aqui no Paraguai, estamos no período da Semana de Oração que antecede a Santa Ceia. É um tempo poderoso onde suspendemos outras atividades noturnas para nos reunir, orar e buscar intensamente a presença de Deus.
Esta semana, em especial, meu foco tem sido orar por uma direção clara para o nosso trabalho, principalmente em relação ao Programa de Apoio Evangelístico. (Quem nos acompanha sabe o peso que sentimos e a importância desse projeto!).
Continue lendo para entender o que Deus tem falado conosco neste período de busca…”
Visitando a Missão por Compaixão no Paraguai
Em 2004, eu já estava no Paraguai, e meu desejo era fazer missões aqui mesmo, pois víamos a necessidade e a Missão Siloé estava em crescimento. Eu queria ganhar almas aqui no Paraguai e participar no crescimento da igreja. Mas foi nesse período que Deus começou a nos falar que deveríamos sair do Paraguai e ir para a Bolívia.
A palavra que Deus nos deu foi que Ele nos levaria a outra nação e colocaria uma obra em nossas mãos. Posteriormente, Deus começou a falar muitas coisas sobre esse projeto, sobre crescimento e expansão, dizendo que iríamos desenvolvê-lo em toda a Bolívia, e é o que estamos fazendo agora. O Senhor também falou que iríamos desenvolver esse projeto em outras nações, e estamos nesse processo.
Sou sincero em dizer que muitas vezes tentei parar este trabalho. Desanimei com a falta de apoio, pois você sabe que o Programa de Apoio Evangelístico tem como alvo ajudar os evangelistas, conseguir e entregar literatura nas mãos de quem está trabalhando: irmãos que vão para hospitais, presídios, ruas e praças. E, sinceramente, falando com toda a franqueza a você que lê este blog, pouca gente se importa com os evangelistas dentro das igrejas.
Com o irmão Nigel Mercado em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia
Tenho notado algo preocupante no contato com algumas lideranças (e é fundamental frisar que este não é um comportamento generalizado): A solicitação de nossos materiais acontece, mas, em muitos casos, o objetivo não é o evangelismo em si, nem o apoio genuíno aos evangelistas.
Percebemos que o foco se desvia. O material, que deveria ser uma ferramenta de expansão do Reino, torna-se, muitas vezes, um instrumento para ‘política interna’ ou autopromoção. Essa postura demonstra uma profunda irresponsabilidade com a obra que é do Senhor Jesus, e é algo que nos causa grande tristeza.
Nos muitos anos de trabalho, passei por isso várias vezes: líderes que entram em contato, mas não estão preocupados com os evangelistas. Nisso, você acha que é fácil manter um projeto como este? Acha que é fácil conseguir recursos para pagar o frete? Acha que é fácil conseguir recurso para manter as nossas viagens? Não, não é fácil. Digo isso com toda a propriedade.
Mas, enquanto as dificuldades continuavam nos passos que dávamos em Bolívia, o projeto também continuava crescendo. Os dias iam passando, o número de evangelistas na Bolívia crescia, o número de pessoas necessitadas de apoio, e a gente via essas pessoas com o coração ardendo pelo desejo de fazer um trabalho evangelístico.
Posso dizer isso porque trabalhei muitos anos ao lado desses evangelistas. São pessoas que têm um coração realmente queimando pela obra de Deus e o desejo de ganhar almas.
vangelista recebendo a Palavra de Deus escrita em Bolívia
Conheci pessoas que usaram o dinheiro do mês para investir no trabalho evangelístico. Eu não faria isso e não aconselho ninguém, mas sei que essa pessoa o fez porque o próprio Senhor a orientou. E Deus fez milagres para mantê-la durante aquele mês.
Conheci um pastor com um coração entregue ao evangelismo. Ele tinha um veículo e o vendeu para fazer um trabalho de impacto na região onde nasceu, na Bolívia, onde não havia muitas igrejas. O desejo dele era dar oportunidade àquele povo de ouvir o evangelho. O nível de evangelismo de que estou falando é um nível de entrega.
Diante da dificuldade de conseguir recursos para manter todo este trabalho, o número de evangelistas crescia, e eu me desanimava. Eu orava ao Senhor: “Senhor, o que eu faço? Dá-me uma revelação. Mostra o que Tu queres que eu faça.” Essa era a minha oração.
Muitas vezes, entrei no meu quarto para buscar uma revelação do Senhor, uma palavra de Deus em relação ao projeto. Mas confesso que eu queria ouvir uma voz de Deus, queria ouvir Deus falando que o tempo daquele projeto havia terminado.
Líder do Ponto de Apoio em Potosi, Bolívia
O problema é que, quando eu entrava no meu quarto e começava a clamar a Deus, o Espírito Santo falava ao meu coração: “Vá e faça o que eu te mandei fazer“. Parece até estranho eu dizer que era um problema, mas a realidade era que eu queria ouvir outra coisas do Senhor Jesus.
Nestes dias que tem passado aqui no Paraguai durante a semana de oração na Missão Siloé eu tenho feito a mesma oração: “Senhor, dá-me uma revelação.” Então, eu estava na igreja orando e fiz essa oração. Eu orei, saí da igreja, vim para casa e fomos dormir.
Quando o relógio tocou pela manhã e levantei cedo, assim que abri os olhos, o Senhor me deu novamente uma palavra que havia falado comigo a muitos anos atrás. O Senhor me mostra a situação de Maria. Quando o anjo Gabriel falou com Maria, deu uma palavra específica para o que ela deveria fazer. O anjo disse que ela ficaria grávida e que a criança que nasceria seria o Salvador. A tarefa dela era ser mãe.
Neto (centro) é o baterista da Missão Siloé. E na ponta direita Samuel
Qual a diferença da missão de Maria para a missão das outras mulheres? A missão dela era ser mãe do Salvador. O anjo disse: “Você será a mãe do Salvador”. Sabemos que ela não teve relação com José para engravidar, mas ela seria mãe. A diferença de Maria para as outras mulheres que engravidaram foi nenhuma, mas o peso de ser mão do Salvador do mundo era gigante.
Maria passou pelas mesmas que todas as mulheres que ficam grávidas. O ventre de Maria cresceu, e a criança desenvolvia da mesma forma que as demais pessoas. Quando a criança nasceu, nasceu do mesmo modo que todas as crianças vieram a este mundo. O menino Jesus teve que tomar o leite do seio de Maria, assim como todas as crianças precisam se alimentar do leite materno.
Algo específico, porém, tinha Maria: a palavra de Deus dada a ela lá atrás. O anjo veio, falou que ela ficaria grávida e depois não voltou para dizer o óbvio. O anjo não voltou para dizer que a criança cresceria no ventre. O anjo não voltou quando o menino Jesus estava sujo porque fez suas necessidades.
Essa é muitas vezes a palavra que Deus me dá. O Espírito Santo tem me dito: “Não é porque você não está recebendo uma palavra específica neste momento da minha parte para a missão que confiei em suas mãos, que você não sabe da responsabilidade que tem.”
Final do culto na Missão Siloé, Paraguai
Eu fico imaginando se Maria simplesmente levantasse um dia e dissesse: “Deus, esse filho é Teu e eu não quero mais cuidar dessa criança. Arranja agora outra mulher para que possa cuidar dela“. Por mais que sabemos que Jesus é Filho de Deus, mas como homem continuava sendo filho de Maria e ela sua mãe.
Eu poderia dizer que Maria seria uma mãe louca se simplesmente se levantasse e falasse que não ia mais cuidar daquela criança. Sei que existem muitas mães loucas, assim como existem muitos pastores, missionários, evangelístas loucos que abandonam “a criança” que o Senhor os confiou.
Na Missão por Compaixão, ouvimos tantas histórias, algumas bem tristes. Histórias de mulheres que, prestes a dar à luz, queriam abortar de todas as formas. São “mães loucas” que encontramos em todos os lugares, em países ricos e pobres, na Bolívia, no Brasil, no Paraguai, no mundo inteiro.
Mas esse não era o caso de Maria, pois até o último momento, estava ao pé da cruz, vendo a situação do seu Senhor. E da mesma forma compreendemos que um projeto nasce no coração do missionário assim como uma criança nasce no ventre de uma mãe. E quando vejo um projeto em andamento, passando lutas e dificuldades, sendo abandonado por aquele que o gerou, o que estou vendo são “mães loucas”, missionários, abandonando seus filhos espirituais.
Com meu irmão Tiago (esquerda), o pastor Davi Dayan (centro) e um dos casais mais antigos da Misión Siloé, irmã Sonia e irmão Diogo
Para um missionário, um projeto de missões é como um filho que nasce no mais profundo do seu ser. Não é apenas uma ideia: é uma semente plantada pelo Espírito Santo em seu coração.
Foi assim que nasceu a visão do Programa de Apoio Evangelístico. Deus nos deu uma Palavra, prometendo colocar esta obra em nossas mãos quando ainda estávamos no Paraguai. Naquela época, o nome ainda não existia; havia apenas a clareza do trabalho que precisava ser feito.
E essa clareza nos guia até hoje. Cuidamos intensamente de um ponto fundamental: manter o foco na visão do projeto, e não na criação de uma instituição. Não temos a intenção de transformar o Programa de Apoio Evangelístico em uma empresa ou entidade burocrática; nosso único alvo é fazer prosperar a visão de trabalho que o Senhor nos confiou.
Não somos contra a organização legal ou a constituição de uma missão que cumpra os requisitos da lei. No entanto, quando tratamos a obra de Deus—seja o projeto missionário ou a igreja— apenas no nível de uma empresa, corremos o risco de agir como ‘mães loucas’ com o verdadeiro filho que nos foi confiado.
E voltando ao período de oração onde eu buscava uma resposta do Senhor Jesus, o Espírito de Deus me disse:”Eu já te dei a palavra. Eu já te disse o que você tem que fazer. Vá fazendo aquilo que você deve fazer neste exato momento“. Amém?
Espero que você que está no campo de missões e está lendo este post, não seja uma “mãe louca”. Pode ser que chegará o momento em que Deus vai te tirar da frente desse projeto e te levar para outro lugar. Isso muitas vezes acontece.
Mas assim como um pai e uma mãe têm que abrir a porta para que o seu filho saia de casa, esse momento vai acontecer em que o seu filho terá capacidade suficiente de se manter, de ter a maturidade suficiente de estar longe de você e de manter a visão que você deu a ele. Não seja como uma mãe louca que abandona seu filho antes dele ter condições de andar sozinho.
Nigel, nosso atual coordenador geral de Bolívia e no centro o irmão Norman que ajuda a transportar os materiais
A visão que Deus te deu, você deve passar para este seu “filho espiritual”. E o “filho” aqui é o seu projeto missionário em desenvolvimento. Se você deixar sozinho antes do tempo outros virão com visões carnais para distanciar do propósito pelo qual foi criado.
No tempo certo o seu “filho” terá a maturidade suficiente de manter a visão que Deus te deu, dará condições para que esse projeto possa se distanciar de você de forma madura e se manter na visão que você mesmo recebeu.
Sabe, querido missionário, pode ser que o anjo de Deus não venha novamente para te falar sobre o trabalho que você está fazendo, você não terá mais visitações sobrenaturais para te mostrar detalhes do trabalho, mas fique certo de que a responsabilidade que foi dada a você já foi colocada sobre a sua vida e sobre este trabalho o Senhor pedirá conta.
Deus te abençoe e até o nosso próximo post aqui em nosso Diário Missionário.
Nossos Videos Sobre Missões
CLIQUE AQUI para acessar vídeos onde eu falo sobre a vida prática do campo de missões. Os temas dos vídeos muitas vezes são tirado das conversas com outros missionários ou de situações vividas no campo de missões. O objetivo é trazer a vida prática do campo missionário a você
CLIQUE AQUI para acessar vídeos com informativos em vídeos relacionado ao Programa de Apoio Evangelístico, mostro o andamento do trabalho nas regiões onde estamos atuando e outros.
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Não esqueça de se inscrever em nosso canal no Youtube e nos ajudar compartilhando nossos vídeos.
Eu observo diariamente o trabalho incrível no serviço de apoio que está sendo feito na Bolívia. Você sabia que estaos envolvidos nesse país há mais de 15 anos? Praticamente iniciei um Programa de Apoio Evangelístico por lá. Nosso grande desejo sempre foi derramar a Palavra de Deus em cada região boliviana.
Lembro-me claramente: nossos primeiros passos não foram no campo. Na verdade, começamos com um período intenso de oração em 2006. Naquele ano, comecei a coletar o nome das principais cidades. Mesmo sem conhecê-las, eu as considerava lugares estratégicos para o desenvolvimento missionário. Tirei um bom tempo orando e intercedendo.
Pregando com megafone nas feiras de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia
Muitas vezes, eu levantava de manhã, abria meu caderno e olhava para cada cidade. Eu buscava informações, mesmo com recursos limitados. Na época, não tínhamos internet em casa, então meu guia era apenas um mapa antigo da Bolívia. Foi com ele que eu me orientei. O desejo de alcançar todas as regiões era imenso!
Depois de um tempo morando em Santa Cruz, tomamos a decisão de viajar pelo país. Começamos a conhecer as capitais, os departamentos. O sonho de expandir o projeto por toda a nação só crescia. Hoje, com alegria, podemos afirmar: o programa de apoio alcançou um trabalho nacional na Bolívia!
Nosso coordenador local, o irmão Nigel Mercado, tem feito um trabalho maravilhoso, junto com cada colaborador e os irmãos que lideram os pontos de apoio. Eles estão realizando uma obra tremenda!
Nigel Mercado durante o evangelismo
Neste ano de 2025, recebemos um container de 20 pés. Estamos ajustando a documentação para a entrada do segundo container. A Bolívia, anualmente, recebe essa quantidade de dois containers para atender todo o país e as regiões de fronteira.
Atenção ao nosso próximo alvo: na próxima remessa, queremos incluir material em português para atender as regiões de fronteira com o Brasil!
O material já está pronto e impresso. Agora, é só ajustar a documentação para o próximo container, que será um contêiner de 40 pés, ou seja, 20 toneladas de material impressos para o evangelismo.
Material evangelístico sendo entregue ao Ponto de Apoio em Bolívia
Continue orando pelo trabalho, pelos líderes locais como o irmão Nigel Mercado, e por cada evangelista que faz essa obra constante.
Deus colocou em nosso coração o amor e o desejo de ver a Sua Palavra sendo derramada. Louvamos a Deus pelos guerreiros que Ele tem levantado ali e pela obra que não para.
Não se esqueça: antes de qualquer ação, a oração é o nosso primeiro e mais poderoso passo. “Orem continuamente.” (1 Tessalonicenses 5:17, NVI). Comece orando por nossas vidas e por este projeto
Se você já se perguntou por que o Programa de Apoio Evangelístico não faz o apoio diretamente aos líderes das igrejas? Bem, esta é uma pergunta que eu recebo frequentemente no projeto que desenvolvemos.
Neste post eu vou contar um pouco do que temos passado e o nosso posicionamento no Programa de Apoio Evangelístico quanto apoiar diretamente evangelistas.
Peniel Dourado no apoio aos evangelistas
Entregar o Material para quem?
O maior conflito que o Programa de Apoio Evangelístico enfrenta é a resistência da liderança quanto à distribuição dos materiais impressos que a nós é confiado.
Muitos insistem que estamos equivocados. Eles defendem que não deveríamos entregar a literatura diretamente aos evangelistas, mas sim distribuí-la exclusivamente nas igrejas.
A ideia que propõem é: em vez de abrirmos nossos próprios Pontos de Apoio regionais, deveríamos usar as igrejas locais como base. Nesse cenário, o pastor atuaria como líder, distribuindo o material como bem entendesse.
Não temos problema com quem pensa diferente, afinal, somos livres para pensar o que quiser. No entanto, não aceitamos imposições. Eu sou o responsável pelo projeto, e eu responderei por ele — tanto diante de Deus quanto dos homens.
Material evangelístico sendo entregue ao Ponto de Apoio em Bolívia
É por isso que a visão e o método devem ser claros e inegociáveis. Não podemos abrir mão de uma estratégia que provou ser eficaz para adotar outra que gera desperdício, especialmente quando a Bíblia nos lembra: “Pois cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12).
A nossa escolha, neste caso a distribuição direta aos evangelistas, é uma decisão que tomamos de forma pensada, visando garantir que o material evangelístico impresso possa chegar ao seu destino e maximize o alcance do evangelho, em fidelidade à prestação de contas que o Senhor exige de nós.
As Muitas Acusações no Apoio
Essa resistência nos gerou muitas acusações sérias na caminhada. Na Bolívia, um pastor que morava na região de fronteira com a Argentina ficou tão revoltado conosco que disse que nosso projeto era “usado pelo maligno”. Segundo ele, se fôssemos um projeto de Deus, entregaríamos todo o material nas mãos dos pastores locais, e eles repassariam aos irmãos de suas próprias igrejas.
Em Santa Cruz de la Sierra, uma igreja convocou uma reunião ministerial só para debater o assunto. Fomos acusados de querer “arrebanhar” os crentes evangelistas das congregações deles. Eles diziam que nosso real motivo era ganhar o coração desses irmãos para, depois, chamá-los para a nossa base e montar uma grande igreja. Alguns chegaram a vir a minha casa e me perguntar pessoalmente sobre minhas motivações.
Com o pastor Daniel Roque. Grande evangelista!!
Outros líderes nos acusaram de procurar evangelistas com a intenção de cobrar dinheiro deles, após “fidelizá-los”. Apesar de eu pagar todos os custos, trabalhar pelos fretes e não cobrar nada de ninguém, as acusações continuaram.
Amados, o tempo que passei na Bolívia foi marcado por acusações de todos os tipos, vindas majoritariamente da liderança insatisfeita com nosso apoio direto. Lembro-me de três jovens que foram disciplinados por aceitarem os folhetos e livretos gratuitos que distribuíamos; a liderança exigia que eles comprassem o material na livraria da própria igreja.
Tivemos ainda o caso de um líder que montou uma gráfica na igreja e proibiu os membros de receberem qualquer material nosso de forma gratuita. Ele chegou a ameaçar de exclusão por rebeldia quem pegasse nossos materiais.
Eu poderia passar horas contando outras situações semelhantes.
Como iniciamos o Programa de Apoio
Você precisa saber: quando começamos o Programa de Apoio Evangelístico na Bolívia, em 2007, nosso alvo era, sim, apoiar as igrejas. Esse modelo já vinha do Paraguai desde 1998.
No Paraguai, contactamos igrejas e missões que imprimiam o material. Trouxemos literatura em português, espanhol e guarani. Nossa intenção era mobilizar as igrejas para o serviço evangelístico. Quem liderava esse esforço não era eu, mas meu cunhado, Pastor Ebenezer.
Ele participou de reuniões de convenção, ministeriais e de líderes, explicando o projeto e visitando muitas igrejas. O esforço de trazer o material dos Estados Unidos era imenso.
Material evangelístico no Paraguai
O Desperdício de Material e Tempo
Qual foi o resultado? Colocávamos o material nas mãos da liderança tanto do Brasil como do Paraguai, mas só uma pequena porcentagem era utilizada.
Claro, existiam pastores que eram evangelistas conscientes. Recebiam o material, realizavam o evangelismo, repassavam aos irmãos e incentivavam o trabalho. Contudo, esse grupo era muito pequeno.
No final, o resultado do evangelismo era mínimo e a perda de material, enorme. Se entregávamos dez caixas a uma igreja, ao retornar meses depois, 50% desse material estava parado, jogado e esquecido no depósito.
As pessoas esquecem que a igreja atua de muitas formas. Muitas nem sequer têm um grupo de evangelismo ativo! Estão focadas em outras áreas, levando o evangelho de outras maneiras, sem ser no trabalho de impacto na rua, feira ou mercado. E, infelizmente, dependendo da região, o número de grupos evangelísticos ativos é muito menor do que imaginamos. Levar materiais às igrejas resultava em uma perda massiva.
A Mudança de Rota: A Bolívia e a Frustração
Na Bolívia, tentei o mesmo modelo do Paraguai. Procurei as lideranças, coletei endereços e telefones de pastores e congregações, e comecei a contactar um por um.
Preparava pacotes com quatro caixas (cada uma com 500 livretos), fechava, e contactava os pastores. Na época, sem recursos, tentava ao menos que pagassem o frete. A maioria nem isso queria. Para os que alegavam não ter condições, eu levantava recursos com pastores no Brasil para pagar o frete. Meses depois, ao pedir informações sobre o trabalho, eles não me davam retorno.
Jovens de um grupo evangelístico da região sul da Bolívia recebendo o apoio
Alguns pastores eram sinceros e me diziam abertamente que ninguém em suas igrejas queria “distribuir papel” (esta é a expressão usada) na rua. Outros me aconselhavam, dizendo que eu era um missionário novo, que os tempos eram outros e que a forma de alcançar pessoas havia mudado.
Querido irmão, eu lutava para conseguir a literatura e pagar o frete, entregar os materiais gratuitamente, mas recebia como pagamente a desmotivação, e ao insistir, descobria que o material estava guardado no depósito da igreja.
Conheci uma missão na Bolívia que fazia o mesmo trabalho, mas em escala muito maior, trazendo contêineres dos EUA. O líder enviava 100, 200 ou 300 caixas para as igrejas sedes, com o objetivo de que elas mobilizassem os membros ao evangelismo usando o material de evangelismo.
O problema persistia: levar o material de um lado para outro tem custo, e muito dos pastores não se interessavam em gastar nenhum centavo com o evangelismo ou mesmo em envolver membros para levar caixas às congregações. Conclusão: mesmo chegando nas congregações, a maior parte do material ficava parado. As pessoas não eram motivadas, e a literatura não chegava às mãos de ninguém.
Encontrando os Evangelistas
Nesse período de frustração com a liderança das igrejas, comecei a encontrar os verdadeiros evangelistas nas feiras, mercados, nos hospitais e nos lugares onde o povo estava.
Esses irmãos iam para a rua pelo amor ao serviço, e não por interesse, pagamento ou cargo na igreja. Tinham suas profissões e meios de ganhar a vida, mas tiravam tempo para estar nas ruas, levando a Palavra. O grande custo deles era justamente a literatura.
Esta jovem evangelizada nas comunidades entre as montanhas dos Andes de Bolívia
Pense bem: eles paravam o trabalho secular para evangelizar (perdendo tempo/dinheiro) e ainda gastavam recursos próprios com alimentação, passagens e, o mais pesado de tudo, a compra do material impresso. Quem faz evangelismo constante sabe o quanto isso pesa.
Quando esses evangelistas souberam que eu tinha material, eles começaram a vir. Batiam na minha porta às 4h da manhã, de dia, à tarde, à noite. Meu celular tocava sem parar. Era sempre um evangelista pedindo apoio com material.
Eu entregava duas ou três caixas e pedia apenas que me dessem informações e fotos do trabalho.
Em apoio a mais um evangelista
O resultado? O evangelista dava as fotos, dizia onde estava evangelizando, a quantidade de material usado e, ao terminar, mandava a mensagem: “Pastor Peniel, terminamos, tem mais material para o nosso trabalho?”. Amado, o meu alvo de ter gente trabalhando e alcançar vidas multiplicou e meus problemas terminaram.
Essa foi a virada de chave no nosso projeto de missões! Eu estava desmotivado após mais de dez anos de “dor de cabeça”, recebendo falsas acusações, trabalhar para não alcançar o alvo, mas quando abri os olhos para o apoio direto aos evangelistas, parei de dar material à liderança e foquei totalmente nos evangelistas.
A Estratégia do Impacto e Crescimento Constante
O primeiro desafio foi: como encontrar esses evangelistas? Não queria entrar em igrejas perguntando quem estava evangelizando, pois isso geraria mais problemas. E até tentei fazer no começo e tive alguns problemas, mas foi suficiente para parar o mais rápido possível.
Então eu comecei a orar por uma orientação e o Senhor Jesus nos deu a tática do serviço de impacto. Íamos a feiras grandes com um grupo: uns distribuíam a literatura, outros usavam o megafone, faziam evangelismo pessoal. Anotávamos o nome e telefone de quem entregava a vida a Jesus. Em cada feira, encontrávamos evangelistas no meio da multidão.
Impacto evangelístico em Monteiro, Bolívia
O processo mais interessante foi o evangelista apresentar nosso trabalho a outro. Enquanto muitas das lideranças das igrejas não queriam nos apresentar a outros líderes, nem mesmo aos evangelistas de sua própria igreja, o ambiente evangelístico era totalmente diferente.
No campo, no hospital, ou nas ruas, se um evangelista conhecia outro, mesmo de ministério diferente, ele apresentava nosso projeto para que o colega também tivesse acesso ao material. Mesmo sendo de ministério diferente os evangelistas se ajudavam no serviço.
Não havia esse sentimento denominacional de ajudar apenas quem era da mesma igreja ou do mesmo grupo evangelístico. Quando o Programa de Apoio Evangelístico chegou a esse nível, o projeto virou uma bola de neve na Bolívia. O crescimento do número de evangelistas apoiados foi muito grande.
Cada caixa que vem dos Estados Unidos custa em média cerca de 30 dólares (multiplicando por R$ 5,50, são R$ 165). Dez caixas valem R$ 1.650,00 – esse é o valor em Real de 10 caixas que muitas vezes eram esquecidas nos depósitos das igrejas. Este valor de 30 dólares é a oferta de homens e mulheres de Deus que acreditam no evangelismo, ofertam ao Senhor e querem o resultado.
Nós não podemos aceitar que essa oferta fique guardada ou mofe esquecida em algum lugar. Ao direcionar o material diretamente ao evangelista, o resultado veio como esperávamos: a perda de material foi quase zero.
Materiais sendo preparado para o envio
Perdemos material apenas por acidentes (chuva em transportadora, ar-condicionado pingando no bagageiro de ônibus). Por isso, hoje embalamos tudo em plástico na Bolívia: para evitar acidentes, e não o desperdício proposital da liderança.
Bases de Apoio e a Resolução de Problemas
Sei que alguns podem ler e pensar: “Comigo seria diferente, Pastor Peniel.” Mas já estamos caminhando para quase 30 anos de experiência neste serviço, desde 1998. Tivemos os mesmos resultados na Bolívia, no Peru e em vários lugares no Brasil.
A proposta do programa é não ter perda de material. Cada caixa em nossas mãos deve chegar à mão do evangelista, que, guiado pelo Espírito Santo, levará a Palavra ao pecador.
Então, por que nós não simplesmente não entregamos aos pastores? Por que não enviamos as caixas às lideranças e que elas mesmo desevolvam o trabalho? Por causa da alta taxa de perda e desperdício que a experiência nos mostrou durante esses 27 anos de trabalho de apoio.
Material evangelístico chegando em nossa Base de Apoio em 2013 – Bolívia
Atualmente, trabalhamos com Bases de Apoio. O líder da Base é um evangelistas, e deve ter visão e disposição para resolver problemas quanto ao apoio aos evangelistas, pois tudo tem muita dificuldade.
O líder de Base forma os Pontos de Apoio. Cada Ponto de Apoio tem um líder evangelista à frente que identifica outros evangelistas locais e entrega o material a eles. Fica responsável por entregar, fiscalizar e coletar as informações do trabalho feito.
A maior tentação desses líderes é justamente entregar o material às igrejas. Quando descobrimos isso, simplesmente cortamos o líder e o Ponto de Apoio. O material deve ser entregue aos evangelistas. Se agirmos assim, teremos bom resultado.
A Obra é do Senhor
Amados, a nossa prioridade é que a Palavra de Deus chegue à mão do pecador. Apoiar o evangelista gratuitamente é o nosso maior alvo, pois fazendo chegar os materiais nas mãos certas certamente colheremos o resultado das almas sendo alcançadas pela mensagem de salvação.
Algo que aprendi é que Deus ama este trabalho. O Espírito de Deus move o coração de centenas de pessoas para que sejam voluntários de alguma forma e que o alvo seja alcançado.
Satanás sabendo do amor de Deus neste serviço também colocará aqueles que têm como deus o seu ventre, os quais pensam apenas em seus próprios interesses não importando se haverá ou não resultado no alcance de almas.
A promessa que o Senhor Jesus tem nos dado é que colocaria homens fiéis em nosso caminho e nos daria capacidade de identificar os meus obreiros para que o mais rápido possível fossem cortados e não tragam resultados negativos para o serviço.
Deus é fiel e Ele tem feito e continuará fazendo
Vídeos Sobre o Projeto
Quer entender de perto o Programa de Apoio Evangelístico?
Temos uma playlist completa que detalha a visão e os desafios do Programa de Apoio Evangelístico. Descubra por que a estratégia de apoiar os evangelistas funciona!
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Vamos com um pouco mais do Diário Missionário? Hoje eu quero compartilhar uma forte mudança no meu trabalho em missões. Por muito tempo o nosso trabalho era estar na linha de frente, no calor da rua, contato direto com outros evangelistas, mas o Senhor tinha algo muito diferente planejado para mim e desejo compartilhar este processo com você.
O Evangelismo e o Serviço de Apoio
Por muito tempo, eu fazia o pedido de material e ele vinha por meio da missão chamada Vetome na Bolívia. Os irmãos de lá cuidavam de toda a documentação, armazenamento e solicitação do material. Eles sempre me mantinham informado: “Peniel, o container está para chegar”, “A documentação já foi dada entrada”. E assim nós trabalhávamos de forma conjunta.
Material evangelístico chegando em Bolívia (2012)
Inicialmente, uma pequena quantidade do material vinha para o nosso trabalho. Depois ampliamos para um terço do contêiner e com o tempo, ampliamos nosso projeto e a solicitação, passando a receber a metade do container de 40 pés. O trabalho de apoio naquela época estava crescendo rapidamente.
Foi aí que comecei a ter alguns problemas com os irmãos da Vetome. Na prática, eles estavam fazendo a importação e todo o processo, mas a quantidade de importação começou a aumentar. Antes eles importavam a cada dois ou três anos e agora tinha que fazer toda ano e em algumas ocasições tiveram que fazer duas importações anuais.
Enquanto isso, o número de evangelistas que apoiávamos só crescia. Na época eu estava orando ao Senhor para continuar com o trabalho de rua, que eu realizava diariamente com o grupo de evangelismo. Todos os dias eu pegava meu megafone, minha mochila e saía com alguns irmãos para o trabalho de impacto pelas feiras de Santa Cruz de la Sierra.
Peniel, missionário Welder e Deborah na região do Los Pozos, Santa Cruz – Bolívia
Muitas vezes, eu conseguia recursos para pagar a passagem, a alimentação dos evangelistas e, em vários casos, até o alojamento desses irmãos quanto íamos a outras cidades ou em outros departamento. O trabalho era praticamente diário e o único dia que não estávamos nas ruas era aos domingos.
Fiz esse trabalho por vários anos. Era muito impactante! A gente via o mover de Deus, e eu, no serviço evangelístico, tinha o contato direto com as pessoas nas ruas. Era algo que me empolgava muito e não tinha desejo algum de parar com este serviço.
Grupo de evangelismo na região da Ramada de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia
Os contêineres em meu Caminho
Um dia, porém, o Senhor começou a falar comigo para que eu parasse com o trabalho de rua e me dedicasse integralmente ao serviço de apoio. Sinceramente, eu não queria parar. Eu achava que daria para continuar com os trabalhos de impacto e, ao mesmo tempo, realizar o apoio.
O que eu não estava entendendo era que o Senhor estava me entregando um trabalho com uma escala muito maior quanto a quantidade de material e evangelistas, assim eu precisaria dedicar muito mais tempo a este novo trabalho.
Um dia, depois de fazer compras em um mercado, eu estava na avenida esperando meu ônibus, e passou bem ao meu lado uma carreta com um container de 40 pés. Fiquei olhando para aquela imensa caixa de ferro e algo ardeu no meu coração. Pensei: “E se você começar a trazer containers e mais containers como este para o serviço de apoio, como vai ficar o trabalho de evangelismo?”
Contêiner de 40 pés chegando em Bolívia
Enquanto a carreta passava, eu não conseguia esconder a emoção. Enquanto eu pensava na possibilidade de dedicar mais tempo ao apoio o Espírito de Deus começou falar em meu coração, dizendo: “Chegará o tempo em que você estará trazendo trazendo containers com materiais impressos para o evangelismo. Você precisa dedicar-se a este trabalho.”
Eu, por natureza, queria fazer o trabalho rápido, alcançar vidas, ver o resultado imediato, distribuir a literatura e estar presente em todo o processo. O grande problema é que isso não é escalável. Se você vai trabalhar com uma pequena quantidade de material, tudo bem, mas se você pretende ampliar o apoio, alcançando e sustentando muito mais evangelistas, você precisa concentrar sua atenção.
A Plantadeira Gigante
Era justamente isso que Deus estava me dizendo: “Peniel, concentre-se no apoio. Aquela palavra era muito forte. O Senhor Jesus começou a mostrar que colocaria esse trabalho em minhas mãos e que seria escalável. Eu lembrei de quando o Senhor havia falado dentro do meu quarto anos atrás que colocaria muito material impresso em minhas mãos. Eu estava vivendo um verdadeiro turbilhão do agir de Deus.
Na época, eu não tinha ideia de como isso aconteceria. Eu não tinha conhecimento em importação, não sabia como lidar com as empresas, nem de onde conseguir recursos para pagar fretes e documentações. Era Deus falando comigo no meio da rua, ministrando ao meu coração, e eu sem ter a mínima noção da logística e de como fazer o trabalho
Peniel Dourado distribuindo a Palavra de Deus escrita em uma feira de roupas (2010)
Em outro dia, passei em frente a uma loja de materiais agrícolas e vi uma plantadeira enorme no pátio. Pensei: “Como aquela máquina trabalha tão devagar, sem velocidade, mas consegue plantar uma quantidade imensa de sementes em uma área enorme em poucas horas?”
O Espírito Santo começou a falar ao meu coração, dizendo: “Peniel, seu trabalho será como essa plantadeira. Você vai trabalhar de modo mais lento, mas serão milhares e milhares de vidas alcançadas.” Eu não via beleza na máquina, mas ela é uma ferramenta poderosa para plantar muitas sementes em uma área gigantesca.
Peniel Dourado e um contêiner de 40 pés, Bolívia
O Espírito Santo continuava: “Seu trabalho será como essa plantadeira. Você andará devagar, mas a quantidade de sementes alcançada será enorme.”
Obs.: Se você quiser saber o que é uma plantadeira clique aqui
A Expansão Atual do Projeto
Hoje, nosso trabalho mudou drasticamente. Saímos de Santa Cruz de la Sierra — onde minha casa era nossa base de apoio na Bolívia — e fomos em janeiro de 2021 a Corumbá, região de fronteira com Bolívia, onde ficamos um ano, dedicando-me a abrir pontos de apoio em outras regiões, como o Paraguai e o Brasil.
Obs.: Se você tiver interesse de assistir os vídeos gravados em 2021 quando estivemos na região de fronteira, nossa viagem ao Acre, Paraguai, Bahia, Pernambuco, as primeiras viagem a Aracaju clique aqui
Em janeiro de 2022, chegamos ao Paraguai, assumindo a Missão Siloé, um trabalho missionário aberto pelos meus pais. Atualmente, o trabalho local que eu faço é mais pastoral (cultos, discipulado, Escola Bíblica Dominical). No entanto, em relação com o Programa de Apoio Evangelístico, nosso foco agora é justamente abrirBases de Apoio na América do Sul.
Liderança da região nordeste do Brasil
Fazemos a solicitação dos materiais que chegam à Bolívia em quantidades enormes. Da mesma forma, estamos trabalhando na solicitação de materiais para a nossa Base de Apoio no Nordeste do Brasil e para a segunda Base de Apoio em São Luís do Maranhão.
Sei que o trabalho não vai parar. Precisamos avançar ao norte do Brasil, ter uma base na região centro-oeste e também no sul do Brasil. Em cada região, precisamos de um ponto para receber esse grande volume de material e facilitar a distribuição pelos irmãos locais.
Expandindo o Apoio Evangelístico
Continuamos trabalhando na expansão para outras nações da América do Sul, mantendo o alvo de avançar ao Uruguai, à Argentina, ao Peru e aos demais países.
Peço que você ore por nós, para que Deus coloque bons obreiros em nosso caminho. Com eles, teremos um alcance gigantesco da Palavra de Deus. E que Ele nos dê sabedoria para identificar os maus obreiros — aqueles que, pela arrogância e coração endurecido, tentam frear o desenvolvimento do trabalho.
Contêineres chegando na Base de Apoio em Aracaju
Nosso objetivo é inundar a América do Sul com a Palavra de Deus. Eu creio no agir do nosso Deus e que Ele continuará abrindo as portas! Nós temos uma ordem e devemos obedecer.
Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. – Marcos 16:15
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Nós sabemos que a vida de evangelista não é fácil, e a nossa missão é ajudar os evangelistas para que chegue a Palavra de Deus a todos de forma gratuita. Mantemos o alvo de avançar com este projeto em toda América do Sul. Por isso, quero compartilhar um pouco do que estamos fazendo, as lutas que estamos vencendo e como você faz parte de tudo isso.
Evangelista recebendo materiais na cidade de Oruro, Bolívia
Seguimos firmes no serviço de apoio aos evangelistas abrindo Bases e os Pontos de Apoio onde o Senhor Jesus nos dá condições para avançar. O trabalho na Bolívia, por exemplo, segue a todo vapor sob a coordenação do nosso irmão Nigel Mercado.
Atualmente, Nigel coordena 12 Pontos de Apoio em Bolívia, buscando cobrir praticamente toda a nação. Nosso grande alvo é expandir esse serviço, especialmente nas áreas de fronteira.
Peniel Dourado e Nigel Mercado
Em outubro, uma remessa de materiais da Irlanda do Norte vai chegar para atender Bolívia e região de fronteira com o Brasil. São folhetos em espanhol e também em portugues, sendo que os materiais em portugues estaremos atendendo as regiões de fronteira.
Também recebemos em Bolívia, na última importação, 10 toneladas de material impresso que está sendo distribuído gratuitamente aos evangelistas locais e também para as regiões de fronteira. Nós tínhamos mais um contêiner preparado para o envio, mas por questões de documentações o processo foi suspenso até obtermos novamente as documentações necessárias.
As 10 toneladas envidas pela World Missionary Press
Na foto acima você pode ver a última remessa que chegou em Bolívia. São 10 toneladas de materiais evangelístico os quais já estão sendo utilizamos pelas evangelistas locais.
Falta de Obreiro
Muitas vezes, somos impedidos de avançar em determinadas áreas. Às vezes, o motivo é a falta de recurso financeiro, mas a maior dificuldade mesmo é a falta de obreiros. Sem pessoas para trabalhar, o avanço é quase impossível. Podemos até ter o recurso para fazer a obra, mas o trabalho não avança sem obreiros.
Assim como na Bolívia, o trabalho no Brasil continua a todo vapor. Deus tem aberto as portas para bons obreiros em Bolívia os quais desenvolvem o trabalho com dedicação e amor.
Região Nordeste do Brasil
No Nordeste, o irmão Assis tem feito um trabalho incrível. Enviamos uma remessa para Aracaju, e de lá, o material segue para a cidade de Jaguaquara, na Bahia, e depois para outras cidades da região. Assis também atende Sergipe, enviando material para Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e outras áreas.
No Programa de Apoio Evangelístico nós temos o desafio da viabilização. Não temos como pagar os fretes e não podemos fazer os evangelistas pagarem pelo frete, pois o serviço ficaria inviável.
Contêiner de 20 pés na Base de Apoio nordeste. Este ano chegou mais dois contêineres
Então trabalhamos constantemente no envolvimento de irmãos que possam transportar gratuitamente os materiais nos dando condições de atender diversas regiões sem repassaro custo.
Os pedidos por apoio são muitos no nordeste, mas Assis não conseguir meios de transporte para atender a todos. O que colocamos em mente é que se as portas são abertas nós estaremos entrando. Quem abre as portas é o Senhor Jesus que é o dono da obra.
Base em São Luis, Maranhão
Nosso foco principal neste ano de 2025 tem sido São Luís, no Maranhão. Conseguimos enviar mais de uma tonelada de material para iniciar a identificação de evangelistas locais. Mas praticamente o material enviado foi apenas para dar o início do processo de identificação.
Agora estamos trabalhando constantemente com documentações, levantando apoiadores para pagar evantuais custos e vários outros detalhes para que em breve possamos ter em andamento uma Base de Apoio na cidade de São Luis do Maranhão.
O irmão Rogério, nosso líder local, está nos ajudando com a documentação necessária para a primeira importação de material no estado. Nosso objetivo com essa nova base é atender o Maranhão, Piauí e Pará, e, por meio de Belém, avançar com o material para as regiões amazônicas.
Base de Apoio no Norte
Agradeço de coração o apoio de cada um que ore e apoia financeiramente este trabalho. Vocês sabem que não podemos parar. Algo que o Senhor tem nos mostrado é que os evangelistas não vão parar de trabalhar só porque não estamos conseguindo dar todo o material que eles precisam. A maioria deles já estava na obra antes mesmo de nos encontrarmos. Eles fazem a obra porque o Senhor colocou essa carga em seus corações.
No entanto, se pararmos, essa carga sobre eles só vai aumentar. Eles vão ter que buscar outros meios, talvez comprando materiais de menor qualidade e materiais caros, mas não vão parar. Isso eu tenho visto muitas vezes e sei que funciona assim.
Agora, o Senhor nos deu a responsabilidade de apoiá-los, e quando fazemos isso, participamos ativamente do serviço evangelístico nessas regiões. Eles estão indo a hospitais, feiras, praças, presídios e muitos outros lugares e o nosso trabalho é o apoio.
Então, meu muito obrigado a todos que têm se unido a nós, apoiando este projeto e orando para que Deus levante mais parceiros e obreiros capacitados. Juntos, vamos garantir que a Palavra avance para que a obra do Senhor prospere.
O trabalho não para e sobre nós está a carga do apoio. Lembre-se do que diz em 2 Timóteo 4:5: “Mas você, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.” Que a nossa contribuição seja uma forma de ajudá-los a cumprir o chamado que o Senhor colocou em suas vidas.
A gente nunca sabe para onde o Senhor Jesus vai nos levar nesta vida em missões. Às vezes, o caminho que Deus traça para nós é totalmente diferente do que imaginamos. O que realmente importa é nossa disposição em cumprir o chamado do Mestre
Peniel Dourado e Mina
Um trabalho que eu nunca pensei em fazer
Muitos me perguntam por que eu comecei a apoiar evangelistas e a trabalhar com literatura. Confesso que eu jamais me imaginei fazendo esse tipo de trabalho. Afinal, quem hoje em dia se importa com evangelistas? E quem ainda usa folhetos? Eu pensava exatamente assim.
Via meu tio, que é médico, dedicando-se há anos à distribuição de folhetos, livretos e Bíblias, mas nunca tive o desejo de fazer o mesmo. Ele tem mais recursos financeiros, então eu achava que ele só fazia isso porque podia. Para mim, a ideia de trabalhar com literatura parecia extremamente complicada.
Por um bom tempo, eu tive o mesmo pensamento de muita gente: quem faz isso ou tem algum interesse financeiro, vendendo o material e lucrando com a distribuição, ou está sendo pago por alguma missão, ou faz porque tem recursos para fazer. Nunca conectei este trabalho com uma visão dada por Deus.
Ponto de Apoio em Bolívia
É importante deixar claro que o Apoio Evangelístico é um trabalho que exige um investimento significativo de tempo, dinheiro e esforço. Há gastos constantes com fretes, viagens e documentação.
Além disso, não é um projeto de missões que atrai a maioria das pessoas. É difícil encontrar alguém realmente animado com este tipo de serviço e, consequentemente, é um desafio enorme conseguir apoio financeiro.
Quando pensamos em missões, a sustentabilidade é um ponto-chave. E manter um projeto como este é, sem dúvida, muito complicado.
O chamado para a Bolívia
O tempo passou e o Senhor nos chamou para uma nova jornada: o trabalho missionário na Bolívia. Eu e minha esposa partimos com o objetivo de abrir igrejas, batizar e discipular pessoas. Naquele momento, não passava pela nossa cabeça trabalhar com literatura ou dar suporte a evangelistas. Meu desejo era outro: ter um programa de rádio de qualidade, fazer cultos em casa e me dedicar plenamente ao trabalho pastoral.
Com esse foco, começamos a evangelizar e a convidar pessoas para os nossos cultos caseiros, discipulando cada uma delas. Era um trabalho pastoral bem tradicional. A oportunidade de ter uma emissora de rádio surgiu quando uma irmã nos ofereceu uma estação AM e FM que estava desativada.
Era o meu sonho se tornando realidade! No entanto, assim que me preparei para dar o próximo passo e avançar com o trabalho com a emissora de rádio, o Espírito de Deus tocou profundamente meu coração, revelando que aquele não era o caminho.
Pastor Peniel e Mina
À medida que o tempo avançava, a voz do Espírito Santo se tornava mais forte, inquietando meu coração com direções claras sobre o que fazer e, principalmente, o que evitar. A maior surpresa era perceber que muitos dos meus planos e projetos mais entusiasmados eram barrados por Deus, me convidando a uma confiança maior em Seus desígnios.
Eu estava certo de que Deus me havia enviado à Bolívia, mas me sentia completamente perdido sobre o que Ele queria que eu fizesse. Essa incerteza gerava uma angústia profunda. Eu pregava, distribuía os folhetos nas ruas, mas uma inquietação me consumia. Minhas orações eram um clamor por direção: “Senhor, é isso mesmo que o Senhor espera de mim?”
Foi nesse período que aprendi uma lição valiosa: em momentos de incerteza, o que devemos fazer é nos lançar à oração. Não há como avançar sozinho. É preciso orar e esperar o tempo de Deus, confiando que Ele nos dará a resposta no momento certo.
Uma resposta em oração
Muitas noites, eu me via tão angustiado que me trancava no quarto para orar e buscar a presença de Deus. Eu só queria uma resposta. Uma dessas noites, perdi completamente o sono. Saí do quarto de madrugada, andei pela sala e comecei a orar. Foi ali, andando de um lado para o outro, que o Senhor começou a falar muito forte comigo.
Abri a Bíblia e comecei a ler. Enquanto eu lia o Espírito Santo me confirmou: o desejo de Deus era que levássemos folhetos para a Bolívia e apoiássemos os evangelistas de lá. No dia seguinte, quando contei a minha esposa, ela me lembrou que estávamos em uma grande dificuldade financeira. Não fazia sentido usar o pouco dinheiro que tínhamos para gastar com fretes e viagens. E ela tinha toda a razão.
Missionária Mina durante o evangelismo
Não tínhamos recursos. Estávamos em um lugar onde Deus nos queria, mas sem dinheiro nem para nos mantermos, quanto mais para fazer a obra. Como eu poderia me levantar e fazer algo para o qual não tínhamos condições?
Uma palavra de fé
Ainda assim, lembro perfeitamente o que eu disse à minha esposa: “Mina, eu não sei como Deus vai fazer para que a gente desenvolva esse trabalho. Só sei que Ele vai, porque foi Ele quem nos disse que faríamos.”
Hoje, ao me lembrar daquelas palavras, eu mesmo fico impactado. No campo missionário, existem momentos em que fazemos e falamos coisas que não vêm da nossa própria força, mas da força do Senhor. Aquele momento foi, sem dúvida, um desses.
Como chefe da família e servo de Deus, eu estava dando aquela declaração para a minha companheira, a minha esposa. Eu precisava que a minha família acreditasse em mim, e sabia que, se eu voltasse atrás, isso abalaria a nossa relação e a confiança nas próximas decisões.
Mas aquela convicção não veio de mim ou da minha sabedoria. Aquela palavra firme veio do próprio Senhor Jesus.
O Senhor da Obra
O tempo passou e começamos a realizar o trabalho, mesmo sem ter dinheiro. Deus abriu as portas, e o material impresso para a evangelização não parava de chegar. Para a nossa surpresa, novos evangelistas apareciam a cada dia. Nosso alvo era ir às ruas e alcançar as almas, mas o que Deus estava nos enviando eram, na verdade, os próprios evangelistas.
Contêiner de 40 pés chegando em Bolívia
Eu orava com o coração aflito, pedindo condições para alcançar toda a Bolívia com a Palavra de Deus. Foi quando o Senhor me respondeu com clareza: “Eu levantarei um exército para esta obra”. Naquele momento, compreendi que não seria capaz de realizar um trabalho tão grandioso sozinho.
Seguimos desenvolvendo a obra que o Senhor nos confiou, mesmo sem um centavo no bolso. Muitas pessoas dizem que é impossível fazer missões sem apoio financeiro, mas Deus provava o contrário a cada dia, operando milagres para que o nosso objetivo fosse alcançado.
Então, um dia, a voz do Senhor Jesus falou claramente dentro do meu próprio quarto: “Eu colocarei muito material em suas mãos e trarei os evangelistas, e você os apoiará”. A palavra foi tão forte e poderosa que não tive a menor dúvida de que vinha diretamente de Deus. Não foi uma revelação e muito menos um sonho. Eu ouvi a voz dentro do meu quarto!
Deus ama esta obra
Deus usou irmãos que vieram à nossa casa para nos trazer revelações. Ele nos deu sonhos e visões sobre esta obra. O Senhor Jesus tem nos mostrado, acima de tudo, o quanto Ele ama este trabalho. É por isso que Satanás levanta tantas pessoas irresponsáveis para colocar no meio deste serviço, pois os que agem com frieza e irresponsabilidade tratam com descaso aquilo que Deus ama.
Começamos a notar que aqueles que evangelizam com literatura recebem os maiores ataques de quem está dentro da igreja, e não de quem está fora. Um evangelista não se abala tanto com a crítica das pessoas que não convertidas, mas as perseguições daqueles que deveriam apoiar, os próprios cristãos, fazem com que muitos percam o ânimo.
Materiais chegando no Ponto de Apoio em Santa Cruz de la Sierra, Bolivia (Julho 2025)
Foi assim que começamos a apoiar, não só com materiais impressos, mas também com encorajamento. Eu comecei a fazer vídeos e a escrever sobre o evangelismo com literatura. Nossa casa, além de ser um Ponto de Apoio na distribuição de materiais impressos, se tornou um lugar de ânimo para aqueles que se dedicam à evangelização com literatura.
Muitas vezes evangelistas chegavam às 14:00 horas em minha casa e saiam às 20:00 horas. Nós tínhamos todo uma tarde conversando da obra de Deus, do evangelismo, alcançar almas e muitos outros assuntos.
Uma coisa eu posso dizer com toda a certeza: nós fazemos isso porque o Senhor nos mandou. A obra só é feita porque Deus nos ordenou, e sabemos que Ele ama esta obra. Essa é a nossa convicção: o Senhor está conosco, e esta obra pertence a Ele. O dono do ouro e da prata é quem nos sustenta e nos dá condições de avançar.
Os Resultados
Começamos a levar toneladas de materiais impressos para a Bolívia. Hoje, já contamos com doze Pontos de Apoio no país, atendendo não só o interior, mas também as fronteiras com o Peru, a Argentina e o Brasil.
Em 2021, expandimos a obra para o Brasil. Iniciamos uma Base de Apoio em Aracaju, Sergipe, onde toneladas de materiais impressos continuam a chegar. Já estabelecemos doze Pontos de Apoio, dando suporte a evangelistas em quase todo o Nordeste, com um alcance que já ultrapassa cem cidades na região.
Dois contêineres chegando em Aracaju com materiais evangelístico (2025)
Este ano, nosso foco é expandir para o Maranhão, com o objetivo de avançar com o apoio ao norte do Brasil, começando pelo Pará. A nova Base de Apoio do Maranhão também dará suporte aos estados do Piauí, Amapá e a parte do Ceará.
O nosso grande objetivo é avançar por toda a América do Sul. E, quando o Senhor Jesus abrir as portas, também expandiremos para a Europa. É um objetivo pelo qual oro há muitos anos.
“Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” Zacarias 4:6.
Vídeos sobre Missões
Se você quer ver de perto como o Programa de Apoio Evangelístico está em pleno desenvolvimento, eu criei uma playlist especial, com vídeos que mostram a jornada, os desafios e as vitórias do nosso trabalho.
Sei que a palavra “missionário” pode soar um pouco distante para alguns. A gente logo pensa naquelas fotos de pessoas em lugares remotos, com vestimentas diferentes e comidas estranhas. Ser missionário é muito mais do que isso. Fazer missões é viver o chamado de Deus para uma Obra específica dada pelo Senhor Jesus.
Peniel N Dourado
Ser Missionário é Viver a Grande Comissão
Quando Jesus ascendeu aos céus, ele nos deixou uma missão clara: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28:19-20).
A palavra “nações” neste versículo é éthnos no grego original, que significa povos ou etnias. É importante lembrar que o conceito de nação que temos hoje surgiu muito tempo depois. A ordem do Mestre, portanto, é que a Igreja vá a todos os povos e etnias que ainda não receberam o evangelho.
A Igreja tem a obrigação de desenvolver o serviço evangelístico local. Aqueles que mobilizam o Corpo de Cristo para o evangelismo recebem o Ministério Evangelístico, conforme apontado em Efésios 4:11. No entanto, além do evangelismo local, a Igreja deve ir a outros povos e etnias, como descrito na ordem de Mateus 28:19.
Assim, ser missionário é responder a essa ordem de avançar com o serviço evangelístico além do limite cultural em que se vive. Não é uma opção para um grupo seleto de “super-crentes”, mas um chamado para todos os que foram alcançados por Ele. Aqueles que são chamados para ir devem ir, e aqueles que ficam devem orar e financiar os que estão na linha de frente.
Mais que uma Viagem, um Estilo de Vida
Ser um missionário não se resume a fazer uma viagem, desenvolver um impacto evangelístico no final de semana. É, antes de tudo, uma vida entregue a ordem recebida. É viver com intencionalidade o serviço confiado no lugar apontado por Deus. O missionário é alguém que:
Ora sem cessar: Intercede pelas nações e pelos perdidos.
Aprende e ensina a Palavra: Vive e prega o evangelho com ousadia.
Serve ao próximo: Pratica o amor de Cristo em ações concretas.
Deus busca corações completamente entregados ao serviço de alcançar almas em lugares onde as vidas não estão tendo a oportunidade de ouvir falar de Cristo.
A Urgência do Chamado
Em um mundo onde milhões ainda não ouviram falar do amor de Deus, a urgência é real. A Seara é grande, mas os trabalhadores ainda são poucos, como o próprio Jesus nos lembra em Lucas 10:2.
Você pode se perguntar: “Mas como posso ajudar?” A resposta é simples: comece por onde você está.
Se envolva na sua igreja local. Participe nos trabalhos da Secretaria de Missões de sua igreja.
Ore pelos missionários no campo. Sua intercessão é um suporte vital.
Considere se tornar um parceiro missionário. A sua oferta é sua participação no serviço de missões. É seu tempo, seu suor, seu conhecimento entregue ao serviço de missões.
Essa é uma das formas de você ir para o campo de missões. O apoio de parceiros é o combustível que nos mantém ativos e atuantes.
Como Conseguir ir para o Campo de Missões?
Depois que o coração entende a urgência e o chamado, a pergunta natural é: “Como eu posso ir?”. O processo pode parecer complexo, mas com a orientação certa e a direção de Deus, ele se torna um caminho de fé e aprendizado.
A primeira coisa é se capacitar. O preparo teológico e prático é essencial, assim como o desenvolvimento de habilidades de relacionamento e adaptação cultural. O trabalho transcultural exige mais do que boa vontade, exige preparo.
Se você sente que o Senhor está te chamando para missões, não guarde isso para si. Ore, converse com sua liderança e pesquise sobre agências que podem te ajudar a dar os próximos passos.
Quer saber mais sobre como se tornar um missionário transcultural? Conheça o Programa de Apoio Evangelístico e descubra como você pode ser enviado!
Video Sobre Missões
Neste vídeo, compartilho como o Senhor Jesus guiou meus pais ao Paraguai e, anos depois, me levou em uma experiência transformadora de missões na Bolívia.
Nossa jornada em missões sempre foi guiada por um chamado claro, mas nem sempre por um caminho óbvio. Casamos em 2002 e começamos a trabalhar no Paraguai com aldeias indígenas. Depois o Senhor nos levou ao serviço de rápido, presidio, atender as famílias que vivem em fazendo e outros trabalhos.
Posteriormente veio o chamado para fazer missões em Bolívia e meu foco era um só: abrir igrejas. Eu e minha esposa, Mina, estávamos em Bolívia com esse único projeto. Deus, porém, tinha outros planos para nossas vidas. Ele nos mostrou a necessidade do serviço de apoio a evangelistas. O grande detalhe é que naquele momento, eu não tinha dinheiro nem para comprar leite e pão.
Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem
Deus me deu a Palavra do alvo, mas eu estava apreensivo. Lembro-me de contar moedas que estavam sobre a mesa, tentando juntar o suficiente para a nossa alimentação do dia. Nós estávamos passando por uma grande necessidade financeira e buscávamos a direção de Deus para o serviço. Tudo o que sabíamos era que Deus nos havia enviado e deveríamos ficar ali.
Uma noite, enquanto orava, Deus me falou muito forte sobre o trabalho de apoio. Ele começou a me revelar os alvos que tinha e como eu deveria seguir. No dia seguinte, mesmo diante das muitas dificuldades financeiras, eu disse à Mina que Deus havia falado que iríamos trabalhar com Apoio Evangelístico. Eu traria o material de São Paulo, passaria pela fronteira e começaríamos a distribuir gratuitamente aos evangelistas locais.
Que brilhante ideia! Mas, onde conseguiríamos dinheiro para manter? Quem quer ajudar um projeto missionário assim? Mina estendia as roupas e me fazia muitas perguntas e eu não tinha resposta.
Mina e Deborah – Bandeira de Santa Cruz de la Sierra
Então Mina me fez mais uma pergunta: “Se a gente não tem dinheiro para comer, como vamos sustentar um projeto tão caro?” Querido irmão, ela não estava sem fé, era uma questão de lógica e sei que minha esposa tinha razão. Um projeto como esse envolve um custo altíssimo com frete, viagens e documentações. Você sabe quanto eu gasto para fazer minhas viagens para atender o trabalho? Sabe quanto custo para entrar apenas um contêiner desse em um país?
E, além disso, outra pergunta que era do meu coração me atormentava: “Quem se importa com o evangelista? Quem se preocupa se ele tem um folheto para pregar?” Você acha que eu não pensava isso? Sim, eu pensava e até hoje penso sobre este assunto.
A realidade é que pouquíssima gente se importa com o serviço evangelístico. Pouca gente valoriza o trabalho de quem vai para as ruas, hospitais e presídios, e não enxerga o resultado da literatura impressa, a Palavra de Deus escrita nas mãos do povo. Como eu apresentaria um projeto assim a uma igreja, aos secretários de missões?
A Primeira Grande Preocupação
Essa foi a nossa maior preocupação no início: como manter este trabalho. E Deus nos ensinou, de um jeito prático, a amar esse serviço. Ele nos mostrou primeiro o quanto Ele ama e também nos ensinou a amar. Por mais de três anos, eu, minha esposa e nossa filha Deborah, que ainda era um bebê, estivemos nas ruas de Santa Cruz de la Sierra, distribuindo literatura em praças, universidades e feiras. Colocávamos a Débora no carrinho e enchíamos as mochilas de folhetos.
Deborah e os primeiros materiais da Gospel Sunrise
Mais tarde, começamos a identificar evangelistas que precisavam de material e passamos a distribuí-los para eles. Deus nos ensinou a amar o serviço evangelístico e a ter a carga de ir às ruas. Ele nos mostrou que, da mesma forma que Ele nos deu o desejo de fazer esse trabalho, também levantaria pessoas que amam este obra e nos ajudar a manter este trabalho.
A nossa primeira preocupação foi ‘como vamos manter?’, mas o Senhor nos ensinou que, da mesma forma que Ele colocou essa carga em nossos corações, Ele levantaria pessoas para nos ajudar.
A maior lição que aprendemos foi: não é sobre como eu vou fazer ou como eu vou manter, mas sim, sobre como Ele vai providenciar. Deus nos mostrou, em cada necessidade suprida e em cada barreira vencida, que a obra é d’Ele e, assim como Ele nos chamou, Ele mesmo irá sustentá-la
Eu em Mina em nossa primeira base de apoio em Bolívia recebendo materiais da Irlanda (2011)
“E, quando faltar a vocês alguma coisa, Deus, que me dá tudo o que é necessário por meio das riquezas de Cristo Jesus, lhes dará o que precisam.” – Filipenses 4:19
Pedido de Oração:
Ore pelo Programa de Apoio Evangelístico para as portas continuem sendo abertas em toda América do Sul.
Ore pelo desenvolvimento da Base de Apoio na Bolívia, o coordenador nacional, irmão Nigel Mercado e por todos os líderes dos Pontos de Apoio em Bolívia.
Ore pela Base de Apoio em Aracaju que está sob liderança do presbítero Assis e que atualmente atende praticamente todo o nordeste Brasileiro.
Ore por nossa nova Base de Apoio que está sendo aberta na cidade de São Luis do Maranhão com o irmão Rogerio.
Iniciamos nossa atividade em Vacaria, no Rio Grande do Sul, com o apoio do evangelista Moisés. Confesso que eu não tinha muitas informações sobre a necessidade do evangelho nessa região. Pesquisando, descobri dados que me surpreenderam.
Porto Alegre é a capital com o menor número de evangélicos no Brasil. Em segundo lugar está Florianópolis. Para se ter uma ideia, essas capitais, apesar de grandes, têm um número muito pequeno evangélicos e igrejas. A cidade de Porto Alegre tem 11% e Florianópolis tem um pouco mais de 12% de evangélicos. Isso me fez pensar: se as capitais têm essa realidade, o que dizer dos municípios menores?
Peniel Dourado e Ev Moisés
Aprofundando a pesquisa, encontrei um grande número de municípios no Rio Grande do Sul com menos de 2% de evangélicos. Esse dado é alarmante, pois remete à compreensão de que uma região é “não alcançada” pelo evangelho. Se vários municípios vizinhos têm essa porcentagem, significa que toda uma região está carente da presença do evangelho.
Assim, eu posso dizer que, o sul do Brasil é o lugar no país com a maior necessidade da presença do evangelho sem ter barreiras geográficas que dificultam o avanço da Palavra. Existem lugares na região norte com muita barreira geográfica e mesmo assim o avanço na pregação, abertura de novas igrejas é constante.
Outro dado importante são os municipios com uma porcentagem de 5% de evangéicos. Segundo especialistas, uma região com essa porcentagem pode ter um crescimento rápido. Já uma região que se mantém nos 2% por muito tempo, provavelmente precisa de apoio externo para avançar, pois mostrar pela quantidade e falta de avanço que a igreja local não está conseguindo avançar sozinha. Atualmente, cerca de 24 municípios no Rio Grande do Sul têm menos de 5% de evangélicos e 13 municípios com 2% da população declarada evangélica.
A conclusão é clara: a região sul do Brasil é carente da Palavra de Deus e precisa urgente da atenção do serviço de missões.
No entanto, tenho notado que a Igreja brasileira não tem uma visão voltada para o sul. É raro ver igrejas de outras regiões, como Sudeste ou Nordeste, enviando missionários para lá. Muitos vão para trabalhar, mas poucos para ganhar almas, abrir igrejas e somar com a igreja local.
Visita do Ev Moisés a Misión Siloé no Paraguai (2024)
A falta de obreiros é um dos maiores desafios que se enfrenta. Observando o trabalho do evangelista Moisés, foi enviando uma grande quantidade de materiais impressos, houve apoio para a distribuição, mas a barreira maior foi encontrar evangelistas com o coração realmente entregue à obra de evangelismo de forma constante. Muitos começam, mas param depois de poucos meses.
A região sul tem muitas barreiras culturais e religiosas. Eu até a comparo com a Europa, onde as igrejas também evitam enviar missionários por causa da cultura e do poder aquisitivo das pessoas. No Brasil, essa mentalidade impede o avanço no Sul.
Irmã Angelina da cidade de Santa Maria, RS, durante o evangelismo
Apesar de tudo isso, eu tenho visto que as igrejas evangélicas do sul sendo uma das mais animadas quanto ao serviço de missões transculturais. Mesmo trabalhando em uma região tão difícil para o crescimento de igreja e alcance de novas regiões no próprio sul do Brasil as igrejas locais são fortemente envolvidas no serviço de missões enviando e apoiando missionários dentro e fora do Brasil.
Sobre o Apoio Evangelístico
Quanto ao desenvolvimento do Programa de Apoio Evangelístico, desde o início, sabíamos que não seria fácil. Trabalhamos para levar as primeiras remessas de materiais, iniciamos o processo da identificação de evangelistas que fazem o trabalho de forma constante. Tivemos o apoio de irmãos que trabalham no transporte, mas a resistência tem sido gigante.
Um dos maiores problemas que nós temos tido é a falta de evangelistas que fazem o trabalho de forma constante. Normalmente o trabalho é feito por três meses ou seis meses e logo param. Não digo que não tenha evangelista, mas o número comparado a outras regiões do Brasil é baixíssimo.
Continuamos a orar e a buscar a Deus para que Ele levante pregadores para alcançar essa região. Eu creio que chegará o tempo que vamos ter um resultado maior na região sul. O que precisamos fazer e seguir trabalhando, orando e deixar que as portas sejam abertas pelo próprio Deus
Ore Conosco!
O desafio é grande, mas a promessa de Deus é ainda maior. Jesus disse: “Vejam! Eu lhes digo: levantem os olhos e vejam os campos para a colheita, pois já estão brancos!” (João 4:35). O sul do Brasil é um desses campos que está maduro e clama por ceifeiros. A necessidade de pregadores do evangelho é extrema.
Que possamos ter essa visão, orar e agir para que a Palavra de Deus chegue a cada coração nessa região.
Nossos Vídeos
Eu tenho alguns vídeos gravados com nossas viagens ao sul, chegada de material na cidade de Vacaria e vídeos que falo sobre o desenvolvimento do trabalho. O link eu deixo logo abaixo