Quando você pensa em “missões”, o que vem à sua cabeça? Provavelmente, um mapa com pontos vermelhos e linhas de fronteira, certo? É natural. Vivemos olhando para o mundo através de mapas políticos, divisões geográficas e aquelas estatísticas que mostram onde o Evangelho já chegou.
Mas, preciso te dizer: essa não é a perspectiva de Deus!
O princípio que rege a missão é fundamental e totalmente diferente: Deus olha o mundo com um amor apaixonado pelos povos!
Peniel N Dourado nos Andes de Bolívia
O Amor Maior Que Todas as Fronteiras
O que move o coração do Pai não são os traços que desenhamos no papel. É a alma de cada ser humano. O Seu amor é a motivação máxima de toda a história, como lemos em João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira...” Esse amor é dirigido a cada pessoa, criada por Ele em sua singularidade.
É esse amor que revela um contraste que precisa nos chocar: por um lado, temos nações e grupos onde a Igreja floresce; por outro, temos grupos de pessoas inteiros — centenas, às vezes milhares — que vivem sem nenhuma luz da Salvação.
Nosso chamado é claro, direto e inadiável. Como embaixadores de Cristo, nossa missão é ir a esses lugares! Fomos ordenados por Ele: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). A ordem é sair!
A Beleza da Diversidade Criada
Olhe ao redor: Deus é o maior celebrador da diversidade. Ele nos fez únicos e não nos chamou para sermos cópias uns dos outros. Ele nos chamou para sermos d’Ele, com nossas culturas, línguas e identidades distintas. Desde Gênesis 9:1, o plano sempre foi que a Sua glória enchesse a Terra, sendo refletida em cada etnia.
Porém, essa visão gloriosa sempre teve um obstáculo.
O Perigo das “Missões Fáceis”
A ironia da história de Babel é que o povo quis criar um projeto humano, centrado no homem, para evitar a dispersão (Gênesis 11:4).
Infelizmente, esse mesmo “espírito de conforto” tenta hoje nos convencer a fazer missões “sem cruz”. Queremos o resultado sem o sacrifício, sem a dolorosa, mas necessária, renúncia de descer à cultura do outro. É o desejo de levar o Evangelho sem nos envolvermos de verdade com a realidade e a língua do próximo.
Mas o Evangelho da Glória exige que o povo de Deus atravesse fronteiras.
Jesus, O Maior Missionário da História
O nosso modelo é perfeito: Jesus! Ele não nos enviou a mensagem por um emissário distante. O próprio Deus deixou a glória do Céu e Se encarnou. Ele Se fez homem, falou a nossa língua e viveu a nossa experiência humana. Que exemplo de sacrifício e de penetração cultural!
Seguindo Seu exemplo, o Apóstolo Paulo cruzou incansavelmente culturas e línguas, declarando que se fez “tudo para todos, para por todos os meios salvar alguns” (1 Coríntios 9:22).
Nosso chamado é o mesmo. Temos que cruzar fronteiras. Não apenas as linhas visíveis do mapa, mas as invisíveis: as barreiras de preconceito, de conforto e, principalmente, de comodidade. Precisamos levar a mensagem da cruz, que pode parecer loucura para alguns, mas é o poder de Deus para nós (1 Coríntios 1:18).
Seu Próximo Passo: Um Olhar de Envio
Que o amor de Deus pelos povos inspire você a ir além do mapa e focar no Seu coração! Não fique apenas na teoria.
A questão central não é mais: “Será que ainda há povos não alcançados?”
A pergunta que ecoa em nosso espírito e exige uma resposta de ação é: “Quem Deus quer enviar através de mim?”
Você já conhece o mapa; agora, comprometa-se com o coração Dele.
Desafio Prático: Identifique uma barreira (seja ela cultural, social ou pessoal) que tem te impedido de compartilhar o Evangelho ativamente. Ore e trace um plano prático para começar a derrubá-la nesta semana, lembrando-se de que a ordem é “Ide”.
Hoje, quero compartilhar com você um princípio bíblico que o Senhor Jesus me ensinou quando eu era apenas um jovem de 17 anos. Meus olhos foram literalmente abertos quanto a participação em missões.
Eu tinha um desejo ardente de ser missionário na África. Na minha igreja, recebíamos a visita de missionários que tinham trabalhado em vários países africanos. Lembro-me de eles mostrarem fotos e contarem experiências incríveis. Era impressionante ver todo o trabalho feito.
Peniel N Dourado
Naquele tempo, eu era solteiro, estudante e ainda não tinha um emprego, mas meu coração estava em chamas! Comecei a orar, pedindo que o Senhor me enviasse ao campo de missões. Eu realmente queria viver aquilo, estar lá, levando a Palavra de Deus a essas pessoas.
No entanto, eu era só um jovem, sem muita influência e experiência. O alvo de ser missionário parecia estar muito, muito longe mesmo. Foi nesse momento que o Senhor começou a me falar sobre o princípio da participação.
Ele revelou ao meu coração algo poderoso: se eu ajudasse o missionário que já estava na África, eu estaria participando, de forma real, do trabalho que ele estava fazendo. Eu lia a Palavra de Deus e essas verdades brotavam diante dos meus olhos.
Naquela época, por volta de 1997, eu estava começando um pequeno negócio de fazer cartões pessoais. Eu visitava empresas na cidade e criava cartões personalizados. As gráficas ainda não ofereciam esse serviço, mas eu tinha um computador e uma boa impressora, e os clientes começaram a aparecer.
O Senhor me fez ver algo importante: o dinheiro que vinha para mim era fruto do meu trabalho. Eu investia meu tempo, conhecimento e esforço para receber aquele valor. Quando eu pegava parte desse dinheiro e o enviava para o campo, era como se eu estivesse empregando meu tempo, meu suor e meu conhecimento diretamente nas missões.
Peniel e Mina próximo a região de Chochís em Bolívia
Contudo, o Senhor Jesus também me ensinou que isso precisa ser feito com amor, alegria, dedicação e responsabilidade. Se eu doasse apenas quando sentisse vontade, eu estaria sendo irresponsável com missões como aqueles que só fazem missões em tempo livre. Este não era o meu desejo de usar missões como distração, mas eu queria me entregar completamente ao serviço do Mestre.
Se temos um chamado, mesmo que seja para participar, devemos fazê-lo com compromisso e seriedade. Aprendemos pelas Escrituras que tanto o que vai ao campo quanto o que apoio são parte no serviço de missões.
Ao longo do tempo, fui à Bíblia e comecei a notar a seriedade com que ela trata o dinheiro. Ela não apenas fala de recursos financeiros, mas revela a importância da nossa administração como servos de Deus.
A Bíblia frequentemente aponta homens e mulheres que eram ricos. Pessoas com recursos financeiros acima do padrão de seu ambiente social. É vital entender que a riqueza é relativa.
Por exemplo: se você mora em uma cidade onde ninguém tem carro, e você é o único, mesmo que seja um carro velho, você é rico nesse aspecto. Seu padrão é superior ao de quem está ao seu redor.
A Bíblia nos dá exemplos claros de homens que as Escrituras declaram abertamente que eram ricos e não está nada errado com isso:
Abraão era “muito rico em gado, em prata e em ouro” (Gênesis 13:2).
Jó era “o homem mais rico do Oriente” (Jó 1:3).
Jacó “se enriqueceu muitíssimo” (Gênesis 30:43).
Salomão “excedeu a todos os reis da terra em riquezas e sabedoria” (1 Reis 10:23).
No Novo Testamento, essa realidade não muda:
O jovem rico “possuía muitas propriedades” (Mateus 19:22), o que o colocava acima do padrão financeiro de sua região.
José de Arimateia era um “homem rico” (Mateus 27:57).
Lídia era uma comerciante rica (Atos 16:14), pois vendia um produto de alto valor.
O apóstolo Paulo orienta Timóteo a falar aos “ricos deste mundo” (1 Timóteo 6:17).
O problema não é ser rico, ter mais recursos que as demais pessoas do ambiente socialao seu redor, mas amar a riqueza como fez o jovem rico de Mateus 19.
Portanto, a Palavra de Deus considera e valoriza os bens e os recursos que uma pessoa tem; não ignora, não diz ser errado ter. No entanto, o Senhor tem uma perspectiva completamente diferente sobre o dinheiro em si. Quando Jesus diz que algo é “muito” ou “pouco”, Ele não olha para a quantidade.
Evangelismo em San Julian, Bolívia (2014)
A Bíblia é clara: ser rico para com Deus não está diretamente ligado à quantidade de bens. Pense na igreja de Laodiceia, que se dizia rica, mas o Senhor a chamou de pobre. “Pois dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um miserável, e pobre, e cego, e nu.” (Apocalipse 3:17). Tinha bens e dinheiro, mas o Senhor Jesus disse que era pobre.
Em Lucas 21, Jesus estava observando os ricos lançando suas ofertas. Eram pessoas com muito mais posses. Mas, em seguida, Ele olhou para uma viúva pobre e disse:
“Em verdade, vos digo que esta viúva lançou mais do que todos. Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha.” (Lucas 21:3-4)
Enquanto os ricos davam do que lhes sobrava, a viúva ofertou com sacrifício. O que o Senhor valorizou não foi o valor monetário, mas o valor agregado do sacrifício e do amor que motivou o seu ato.
Isso não significa que alguém com poucos recursos seja, automaticamente, humilde ou mais aceito diante do Senhor. Deus observa o valor agregado na atitude, e há muitas pessoas com poucos recursos que são altivas, avarentas e soberbas. Quem julga o coração é o Senhor; por isso, é um erro avaliar alguém apenas pelo dinheiro que possui.
Outro exemplo é Maria de Betânia, que derramou um perfume caríssimo (cerca de trezentos denários, quase o salário de um ano) aos pés de Jesus (João 12:3). Judas viu apenas o valor monetário: “Isso podia ser vendido!”. Mas o Mestre valorizou a entrega daquela mulher, que decidiu dar aos pés Dele o bem mais valioso que possuía.
Material evangelístico chegando em nossa Base de Apoio em 2013 – Bolívia
O rei Davi também nos dá uma lição poderosa. Ao querer oferecer sacrifício, ele se recusou a aceitar o terreno de Araúna como doação: “Não oferecerei ao Senhor sacrifício que não me custe nada” (2 Samuel 24:24).
Por que estamos revisitando as Escrituras? O nosso norte é a Palavra de Deus e nala aprendemos que por trás de todo recurso financeiro, Deus está olhando o valor agregado. Deus não olha apenas o dinheiro dada como oferta apenas, mas como está sendo dado e a motivação pela qual é dada.
Para você, talvez doar R$50,00 para missões não custe muito. Mas para outra pessoa pesa muito. Para alguns enviar 100 Reais ou 1.000 Reais pode ser um grande sacrifício, enquanto que para outros é dar do que sobra. É esse valor, essa entrega, que Deus está olhando. Deus não olha a quantidade, mas o valor agregado.
A Bíblia chama essa doação, feita com valor agregado, de semente. O desejo de Deus é aumentar a capacidade de quem doa, para que possa doar cada vez mais e gerar glórias a Deus.
O apóstolo Paulo é direto:
“Quem semeia pouco, pouco também colherá; e quem semeia com fartura, com abundância colherá.” (2 Coríntios 9:6)
Neste texto, a Palavra diz que o Senhor multiplicará a vossa sementeira. Deus dá pão (para a nossa manutenção) e semente (aquilo que lançamos para que volte multiplicado). Fique claro que o recursos em nossas mãos é pão e semente e aqueles que comem a semente literalmente empobrecerão.
Grave bem esta verdadede em seu coração: A doação que você faz é como uma semente. Ela volta multiplicada! Se o crente se torna guloso e come o pão e também a semente que lhe foi confiada, ele diminui gradativamente a capacidade de multiplicação.
É aí que a vida financeira e a vida espiritual se conectam: a prosperidade está ligada ao valor agregado que há por trás da sua doação à obra de Deus.
“A alma generosa prosperará, e o que rega também será regado.” (Provérbios 11:25)
“Tudo o que o homem semear, isso também colherá.” (Gálatas 6:7)
Para finalizar, vamos ao conceito de galardão compartilhado:
“Quem recebe um profeta, na qualidade de profeta, receberá galardão de profeta. E quem recebe um justo, na qualidade de justo, receberá galardão de justo.” (Mateus 10:41)
O profeta aqui é o exemplo de quem se entregou completamente à causa de Cristo, aquele que vive um alto nível de comprometimento. Enquanto muitos abrem os olhos pensando em lucro para suas empresas, esses homens e mulheres abrem os olhos pensando em expandir o Reino de Deus e fazer a vontade dAquele que o chamou. Eles vivem exclusivamente para a obra.
Evangelistas recebendo materiais impressos para o evangelismo em Bolívia
O texto nos mostra que quem os recebe se torna parte do trabalho. Quando você prepara um ambiente para o profeta como fez a mulher que recebeu Eliseu, você é parte da missão dele, assim como para aquela mulher começou a fluir os recursos do Reino. Quando você envia sua doação para missões, você é parte direta do trabalho que o missionário está fazendo.
Certa vez, uma equipe de missionários estava nos EUA buscando recursos para o projeto no Paraguai. Um pastor os orientou a não falar da necessidade, mas a vender alguma coisa para a igreja. Eles venderam, conseguiram o dinheiro e resolveram seus problemas no campo.
Mas preste atenção: nenhuma daquelas pessoas que comprou os produtos teve participação no trabalho missionário!
O dinheiro que foi dado foi uma troca por um produto. Não foi uma doação com valor agregado percebido por Deus. Elas não enxergaram o galardão compartilhado, e por isso, ficaram excluídas da participação na obra de Deus no campo de missões.
Querido irmão, o missionário não é um pedinte que passa na rua de sua casa. Ele não está estendendo as mãos em busca de pão para sobreviver enquanto faz o serviço do Reino. O missionário está apresentando uma necessidade para te dar uma oportunidade: a chance de você ser missionário junto com ele e ter parte no galardão daquele trabalho.
Materiaiis impresso para o evangelismo em Bolívia
Se um missionário vende para obter dinheiro e manter algo no obra e você comprar, você faz uma troca do dinheiro pelo produto, e o galardão é só dele pelo serviço que ele faz. Mesmo você dizendo que vai comprar apenas para ajudar, você ficará sem a participação, pois você troca o seu dinheiro (tempo, esforço e conhecimento) pelo produto que é vendido.
Mas se você, com amor no seu coração, enxerga o valor no trabalho daquele missionário e abre sua mão para doar com o mesmo valor agregado que aprendemos na situação da viúva de Lucas 21, você certamente terá o seu galardão e sua participação no serviço de missões.
Deixo claro que não sou contrário a vender para se obter recursos por usa causa. Nós já vendemos roupas, comida, cursos online e tantos outros produtos para obter o recursos para um dederminado objetivo. Então, não vejo como algo errado e as Escrituras também não condenam. O apóstolo Paulo, Áquila a sua esposa Priscila trabalhavam com tendas, em Atos 10:6 fala de Simão o curtidor e tantos outros profissionais. Vender é um trabalho e a bíblia diz que “…digno é o trabalhador do seu salário.” – Lucas 10:7
Deus é um Deus espiritual, e o dinheiro e bens do homem e mulher de Deus também é sumamente espiritual. Ele pode ser seu senhor, o deus riquesa de sua vida ou você pode deixar que Cristo Jesus seja seu Senhor vivendo os princípios revelados por Deus.
Assim, quando eu tinha meus 17 anos, lá por 1997, meu coração se encheu de alegria quando o missionário que eu apoiava me enviava cartas e relatórios, e eu percebia pelo correio: eu estava fazendo a obra missionária junto com ele, através da minha doação que periodicamente eu enviava. Isso é participação em missões mesmo não estando no campo.
Que Deus te abençoe, abra seus olhos para essa verdade, e que a obra de Deus avance cada dia mais!
Eu sei que o medo de muitos que pensam em Missões é o desamparo financeiro. É a sombra da escassez que assusta. É verdade que os testemunhos do mover de Deus são muitos e inspiram aos que amam fazer missões a se dedicar ao serviço missionário, mas infelizmente, há também muitos que se sentem desamparados no campo transcultural, e isso acaba desanimando muita gente.
Por isso, eu selecionei alguns trechos do meu Diário Missionário que aos poucos vou retirando dos meus cadernos e escrevendo aqui no blog. São relatos do agir de Deus provendo necessidades no campo missionário. Os registros são de entre 2 de fevereiro de 2009 e 18 de junho de 2012.
Missionários Peniel e Mina (2024)
Meu desejo é que você, ao ler, tenha sua fé edificada e a confiança no nosso Deus fortalecida.
Fevereiro de 2009: A Conta Certa
Eu estava muito preocupado com nossas finanças. A proprietária da casa que usamos como Base de Apoio nos alertava sobre um novo aumento. O aluguel subia, mas nosso recurso não acompanhava. Fiquei angustiado, de fato.
Acordei bem cedo e fui orar. Durante a oração eu recebi uma Palavra do Senhor Jesus: “Soma as ofertas de dezembro de 2008 e as ofertas de janeiro de 2009”.
Peniel, Mina e Deborah (2009)
Pulei da cama e peguei o pequeno caderno onde anoto as ofertas das reuniões. Em dezembro de 2008, haviam entrado B$ 784,5 Pesos Bolivianos. Em janeiro de 2009, o valor era exatamente o mesmo: B$ 784,5 Pesos Bolivianos.
Não era pelo valor em si que me chamou a atenção, mas pela precisão das entradas em meses diferentes. Este era o grande detalhes que o Senhor Jesus estava mos mostrando. Eu não tinha visto, mas o Senhor sabia das entradas e me mostrou que em dezembro de 2008 entrou exatamente o mesmo valor que janeiro de 2009.
Querido irmão, até os centavos eram iguais. Meu coração explodiu vendo aquela caderno em minhas mãos. O Senhor estava falando comigo. A Palavra do Espírito de Deus ao meu coração era: “PENIEL, TUA FINANÇA ESTÁ NAS MINHAS MÃOS!“
Junho de 2009: A Visão Dada por Deus
Naquele dia, eu estava sem dinheiro e fui procurar um caixa eletrônico. Não havia nada na minha conta. Eu precisava fazer compras para casa, mas não tinha como. Enquanto andava, recebi uma mensagem do meu irmão dizendo que havia feito um depósito.
Fui ao supermercado. Coloquei as mercadorias no carrinho e usei o cartão. Deus me fez meditar nesta simples ação. Eu não tinha visto o dinheiro ali nas minhas mãos, mas confiei no saldo que sabia que tinha em minha conta. Na nossa vida espiritual, precisamos confiar que o “saldo” de Deus é sempre positivo.
Evangelismo na comunidade japonesa de Bolívia (2010)
Então, em outra ocasião eu caminhava pela rua e uma visão invadiu meu coração. Eu não sei dizer como eu vi aquelo, mas eu vi, mesmo estando andando pelas ruas de Santa Cruz de la Sierra: Na visão eu chegada em meu quarto e observei que estava abarrotado de dinheiro. Não era dinheiro sobre a mesa, mas do chão ao teto. Era simplesmente algo fora de cogitação algo que eu estava vendo. Foi algo impressionante.
Mas eu sei que era o Senhor me falando das riquezas de Deus, que são muito maiores do que podemos imaginar, fora da nossa imaginação. E aquele quarto era justamente o meu lugar de oração!
Quando colocamos Deus como nossa fonte e vivemos Seus projetos o Senhor nos leva a usar os Seus recursos para que a obra seja feita. O recurso de Deus é muito maior que um quarto cheio de notas de dinheiro. Ele é dono do ouro e da prata. E aquilo que o próprio dinheiro não pode comprar Ele tem.
Dezembro de 2009: O Dobro da Renda
Nossa renda estava apertada. O aluguel, a manutenção, os gastos do trabalho, as viagens, o envio de materiais… Nosso aluguel consumia 50% de toda a nossa renda do mês. Estávamos quase sem conseguir manter as despesas básicas, quem dirá o trabalho missionário!
Começamos a orar e a apresentar a Jesus a situação. Em poucos dias, Deus abriu as portas. Ele levantou novos mantenedores, e passamos a receber o dobro do que entrara até então! Glória a Deus! Já podíamos fazer planos para desenvolver o que Ele havia colocado em nosso coração.
Família missionária: Pr Peniel, Mina, Deborah (18) e Samuel (10)
Fico alegre com cada irmão que nos ajuda. Mas há duas colaboradoras que me deixam profundamente feliz. Uma do sul do Brasil, que trabalha como babá e envia R$ 15,00 todo mês. Sei que ela tem uma vida de luta, mas o Senhor a move a ser parte no trabalho que fazemos.
A outra irmã, em São Paulo, é uma senhora que vende marmita em construções. Ela nos envia R$ 50,00 mensais. Mesmo com suas dificuldades, ela envia sua “participação”. Louvamos a Deus por cada participante! O suor de cada um está presente em cada frete, cada passagem e cada folheto. Deus está vendo tudo isso!
Agosto de 2010: O Socorro Chega de Longe
O ano de 2010 tem sido um ano de muitas atividades e oportunidades no campo. Com a ampliação do trabalho, os gastos também aumentam.
O trabalho estava prestes a parar! Mas Deus moveu vidas de todos os lados para nos socorrer. Recebemos R$ 50,00 de um pastor em São Paulo e R$ 300,00 de outro irmão. Para completar a bênção, uma irmã do Nordeste nos enviou R$ 690,00.
Este projeto é do Senhor, não é meu! Eu sempre soube que Deus abençoa cada irmão que participa. Antes de ser o missionário no campo, eu tive a oportunidade apoiar outros missionários de nossa congregação e um missionário na África. Eu investia meu tempo, meu esforço e meu suor para ser parte no trabalho deles.
Hoje, Deus nos levantou como missionários, e Ele levanta pastores e irmãos para estarem ao nosso lado. Glória a Deus!
Dezembro de 2010: Provisão no Final do Ano
O final do ano sempre traz uma preocupação no serviço missionário. Todos viajam, pensam em Natal e Ano Novo, e poucos se lembram da Obra. Já passamos por momentos de grande dificuldade, inclusive no Natal de 2008, quando não tínhamos o que comer e Deus nos enviou um frango grande para nossa ceia de Natal.
Mas em 2010, estávamos preocupados novamente. “Senhor, tem misericórdia de nossas vidas”, era a nossa oração. Estávamos completamente sem dinheiro para avançar e até mesmo para comprar o alimento.
Trabalho evangelístico na região central de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2011)
Mas Deus é poderoso! Recebemos a primeira oferta de R$ 450,00 de um irmão. Outro nos enviou R$ 520,00. E, para finalizar, veio uma oferta de R$ 1.400,00! Amados, só podemos louvar ao Senhor! Em poucos dias, o Senhor derramou Sua bênção sobre nossas vidas.
Conseguimos pagar água, luz, aluguel, fazer as compras e garantir o recurso para o nosso final de ano. Louvado seja o Senhor Jesus. Eu escrevo cada testemunho em meu Diário Missionário e o meu coração se enche de alegria. Não tanto pelo dinheiro, mas pela provisão. O dinheiro amanhã acaba novamente, mas ver Deus agindo ao nosso favor enche o meu coração da confiança no nosso Deus, pois Ele que nos enviou a este lugar é o mesmo que nos sustenta.
Abril de 2011: O Milagre Antes da Oração
Em abril, realizamos o primeiro impacto na cidade de Potosí, a segunda cidade mais alta do mundo. Vimos ali um povo com o coração partido pela opressão e paganismo. O que mais nos tocou foi o povo correndo para buscar um Novo Testamento na feira. Vimos a sede por Deus.
A viagem, porém, foi difícil: bloqueios na estrada, um deslizamento de terra e eu com dengue. Mas tudo começou com um milagre.
Eu não tinha dinheiro para ir a Potosí. Entrei no quarto para orar e expor meu desejo. Enquanto orava, meu celular tocou. Era um número estrangeiro. Eu atendi, e um irmão me pediu: “Pega caneta e papel”. Ele ditou os números. “Vá ao Western Union, pois enviei U$ 250 dólares americanos para você.”
Eu estava maravilhado. Antes mesmo de eu orar, o Senhor já estava provendo o recurso! Glória a Deus!
Julho de 2011: O Desejo e a Resposta
Novamente, o Senhor operou um milagre para nossa viagem a Oruro. Pode parecer repetitivo, mas isso é o mover de Deus!
Falamos aos evangelistas que nos ajudariam para que orassem, pois não tínhamos dinheiro, mas o desejo de alcançar aquela cidade ardia. Convido homens de Deus, cheios do Espírito, mas que muitas vezes não têm o recurso para a viagem. E como o projeto é meu, eu arco com os gastos.
Trabalho de impacto evangelístico na região da Ramada, Santa Cruz de la Sierra – Bolívia
Mais uma vez, como em abril, eu orava em meu quarto e meu celular tocou. Anotei os números, e o irmão me dizia que enviava U$ 300 dólares americanos. Uma resposta direta de Deus.
Este irmão não sabia da viagem. Não havíamos dito nada. Mas o SENHOR moveu o coração do Seu servo para enviar a oferta e, assim, tivemos condições de realizar o trabalho em Oruro.
Outubro de 2011: A Crise e a Generosidade
Recebemos a visita de minha irmã Rebeca e meu cunhado, Pastor Ebenezer, que vieram do Equador com seu veículo para nos apoiar nos trabalhos nas feiras de Santa Cruz de la Sierra.
Justamente nesse mês, entramos numa crise terrível financeira. O recurso que havia chegado era apenas para pagar aluguel, água e luz. Eu estaria pagando minhas contas e ficaria completamente sem dinheiro.
Conversei com Mina para orarmos ao Senhor. Dias depois, um irmão nos enviou R$ 750,00. Meu coração estava explodindo na presença do Senhor. Quem envia R$ 750,00 assim, sem mais nem menos, se não é o Senhor? Quem tem a capacidade de tirar esse valor do bolso e doar a um trabalho missionário com o qual não tem relação? Amado, é Deus quem faz isso!
Em seguida, outro irmão enviou mais R$ 550,00. Glória a Deus! Aproveitamos o carro do Ebenezer para fazer o trabalho em todos os lugares. Às vezes, me pergunto: “Por que tem que ser assim? Não poderíamos ter um recurso mais estável?” Por que as coisas devem acontecer sempre com “muita adrinalina”?
Mas a resposta no meu coração é: “Eu nunca perdi por esperar no Senhor, e o próprio Deus quer que dependamos d’Ele.” Este é o alvo: Dependencia! Nós estamos sempre querendo ser independentes de Deus. Isso tem sido desde o Jardim do Edem até os dias atuais. Nós queremos fugir de Deus e agir por conta própria.
Janeiro de 2012: O Alerta na Provisão
Em uma viagem ao Paraguai para rever a família, aproveitei para pregar nas ruas da fronteira. Eu estava com fortes dores de cabeça e precisei fazer um exame de vista. A conta ficou em mais de R$ 600,00. Parcelamos no cartão, mas eu não queria voltar à Bolívia com dívidas. Pedi misericórdia ao Senhor.
Eu havia pregado na Igreja Siloé e, no dia seguinte, visitei o irmão Luciano, um fazendeiro de férias na fronteira. Ele e sua esposa Cristiane nos ouviram falar sobre missões. Ele me procurou e estendeu a mão com várias notas em Real. Eu agradeci, coloquei no bolso e orei por ele. Quando olhei, eram R$ 1.000,00!
Pr Peniel e Pr Fabrício pregando a Palavra na região da Nueva Feria, Bairro Lindo – Santa Cruz de la Sierra, Bolívia (2012)
Olhei para aquele dinheiro com temor. Eu havia pregado no domingo sobre corrupção. O Senhor me dizia: “Sou Eu que supro as tuas necessidades, mas teme, porque EU cobro!” Louvei a Deus pela provisão, mas também pelo alerta: CUIDADO!
Mas, ali estava eu. Orava por provisão e o Senhor me deu o recurso que precisava e sobrou para outros gastos. Deus é fiel!
Junho de 2012: O Mover pela Palavra Escrita
Estive orando, angustiado com a redução de recursos e o fechamento de portas de igrejas que antes nos ajudavam e agora estavam parando. Minha oração era: SENHOR, ABRE CORAÇÕES PARA APOIAR O TRABALHO!
Eu havia recebido mensagens de evangelistas precisando de material. Eles iriam pregar nas províncias com megafones, mas sem material para distribuição. Nossa visão é colocar a Palavra Escrita nas mãos desses homens.
Enquanto orava, o Senhor falou fortemente: CONFIA EM MIM! A paz me inundou. Fui verificar minha conta: havia uma oferta de R$ 20,00. Fiquei alegre pela oferta enviada. Era pouco, mas Deus havia tocado o coração de alguém para nos ajudar. Enquanto eu orava, Deus movia um servo. Depois, outro depósito: R$ 100,00. Glória a Deus!
Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia
Eu fiquei pensando sobre este mover de Deus. Estamos na crise orando para Deus tocar os corações e o Senhor assim tem feito. Seja R$20,00 Reais ou mesmo R$100,00, mas eu estava vendo Deus agir.
Então, continuei orando ao Senhor. Minha sede era ver o agir de Deus, a mão de Deus ao nosso favor. Já nem me importava com as ofertas se estavam vendo ao não, mas realmente eu queria ver a mão de Deus.
Assim, sai do meu quarto de oração e voltei à internet, e havia mais um depósito: R$ 500,00! Desta vez, da irmã Zenilda, de Brasília. Ela me disse que havia acumulado ofertas e conseguiu depositar aquele valor. DEUS É FIEL!
Nossa vida e este projeto estão nas mãos do Senhor. Não pensávamos nesta nação, mas Ele nos enviou e Ele nos sustenta. Os homens podem desprezar a Obra Missionária, esquecer nosso nome em suas listas, mas Aquele que rege todas as coisas é Fiel. Nosso alvo não é buscar placas de ferro, mas fazer a vontade dAquele que nos alistou.
“Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.” (2 Timóteo 2:4)
Apenas Confie no Senhor Jesus
Amado irmão, que o Senhor Jesus inunde seu coração na confiança que vem dos céus.
O que Deus tem feito até agora apenas nos mostra cada dia que Ele é a nossa Fonte e não falha. Ele provê o dinheiro, os meiso de transporte, o aluguel, o material evangelístico e, acima de tudo, a paz em meio à crise. Eu creio que ver a mão de Deus suprindo é muito maior que a própria provisão em si.
Não importa o lugar onde você pretende trabalhar, se o povo tem dinheiro ou não: confie nAquele que move corações para suprir o que é necessário. A obra é d’Ele, e Ele mesmo a sustentará.
Continue conosco! Em breve, colocaremos mais dos testemunhos do meu Diário Missionário que ainda estão em meus cadernos ao nosso blog. E se você não quiser perder nenhuma das próximas postagens basta assinar nosso blog. A assinatura é gratuita.
Eu também te animo a acompanhar nossos vídeos no canal do YouTube. Eu tenho postado nosso dia a dia no campo missionário, testemunho, reflexões sobre missões e outros.
CLIQUE AQUI para acessar nosso último Vlog Missões postado. Nesses vídeos eu simplesmente gravo meu dia a dia no campo de missões e procuro transmitir a vida prática de missões com o alvo de te fazer crescer no conhecimento missionário
Quando leio as Escrituras, percebo que a vida cristã é marcada por oportunidades. Algumas delas são dadas por Deus para que avancemos na obra de missões. Outras surgem como armadilhas do inimigo, tentando nos afastar do propósito. A Bíblia nos alerta a respeito disso.
Em 1 Pedro 5:8 está escrito que o adversário anda ao nosso redor, “bramando como leão”, buscando ocasião para tragar alguém. Ele está sempre à espreita, procurando uma brecha, um descuido, uma oportunidade de nos ferir e de enfraquecer nossa fé.
Pastor Peniel N Dourado no templo da Misión Siloé no Paraguai
Mas, se o inimigo busca ocasião, nós também devemos buscar as ocasiões favoráveis para o Reino de Deus! Precisamos entender o valor de cada momento que o Senhor nos concede enquanto ainda há tempo para ganhar almas, plantar igrejas, enviar missionários e fazer Cristo conhecido entre os povos.
O VALOR DAS OCASIÕES NO CAMPO MISSIONÁRIO
A obra missionária é feita de momentos que não voltam mais. Quantas vezes Deus coloca diante de nós uma vida aberta ao evangelho. Nós temos aproveitado a ocasião? Já paramos para pensar que a nossa oportunidade seria praticamente a última de falar de Cristo para aquela vida. E ao pecador, seria a última oportundiade de ouvir?
Em outras ocaisões o Senhor Jesus pode nos dar uma porta em outra nação! Uma oportunidade de apoiar um missionário, ou mesmo ser enviado ao campo transcultural! Cada uma dessas situações é uma ocasião favorável e muitas vezes única. E quando não aproveitamos, podemos estar entregando ao inimigo o que deveria ser vitória para muitas almas.
Mina durante o evangelismo em Bolívia (2013)
O apóstolo Paulo escreveu que existiam pessoas que buscavam ocasião para criticá-lo e atrapalhar a obra (2 Coríntios 11:12). Os adversários de Daniel também procuraram ocasião para destruí-lo (Daniel 6:4-5). O diabo continua agindo assim: tentando encontrar falhas na vida dos servos de Deus, criando injustiças, levantando oposição contra quem está comprometido com a verdade.
Por isso, nós missionários precisamos cuidar de nossa conduta, para não dar ocasião de escândalo. Tito 2:8 nos exorta a ter “linguagem sã”, para que o inimigo não tenha do que nos acusar. O testemunho é uma poderosa ferramenta evangelística. Uma vida íntegra abre portas que nenhuma campanha pode abrir. Nossas ações falam mais altas que nossas palavras.
QUANDO A OCASIÃO É PERDIDA
A Bíblia mostra que existem ocasiões perdidas, que resultam em dor. II Samuel 12:14 revela que o pecado de Davi deu ocasião aos inimigos do Senhor para blasfemarem. Não podemos esquecer que nosso comportamento reflete no testemunho do evangelho.
Em Oséias 7:4-5, vemos que relacionamentos corrompidos se tornam ocasião para destruição. Quantas famílias missionárias já sofreram porque deram espaço ao inimigo em suas casas!
Batismo na Missão Siloé – 19/10/2025
Eva, no Éden, deu a ocasião perfeita para a tentação entrar. Não permaneceu firme na Palavra. Em contrapartida, Jesus, no deserto, depois de longo jejum e fraqueza física, venceu a tentação porque permaneceu firme na Palavra de Deus. Ele não entregou sua ocasião ao inimigo, mas transformou o momento difícil em vitória para nosso bem eterno.
OCASIÃO PARA A GRAÇA OPERAR
Jesus também aproveitava as ocasiões para salvar. Em João 4:16-17, ao falar com a mulher samaritana, Ele a levou a reconhecer sua vida e a necessidade de arrependimento. Ele estava atento ao coração dela. Uma simples conversa transformou-se em ocasião para que toda uma cidade fosse impactada.
Cada casa pode ser uma ocasião para Ele entrar e operar. Jesus disse que quando o espírito imundo encontra uma casa vazia e aberta, ele volta e traz consigo outros piores (Mateus 12:43-44). Por isso Paulo nos alerta a não entristecer o Espírito Santo (Efésios 4:30). Nossa vida, nossa família e nosso lar devem ser espaço onde Deus tem liberdade para agir — e não o inimigo.
Batismo na Misión Siloé no Paraguai
O mundo ao redor está tentando implantar leis e ideias contrárias ao propósito de Deus — assim como nos dias do rei Acabe, quando Jezabel introduziu a idolatria e influenciou toda a nação a se afastar dos mandamentos do Senhor (1 Reis 21). O pecado sempre tenta ganhar ocasião na sociedade.
Mas a Igreja de Cristo está no mundo para aproveitar cada oportunidade e levar luz onde há trevas!
HOJE É A NOSSA OCASIÃO
Querido irmão, Deus tem levantado missionários e evangelistas em nossa geração. Ele está abrindo portas em lugares que antes eram fechados. Povos que nunca ouviram o nome de Jesus estão sedentos de esperança. Crianças estão esperando uma mão estendida. Famílias estão precisando de cura, restauração e salvação.
E eu te pergunto: que ocasião você tem dado para Deus te usar na obra missionária?
Talvez sua ocasião hoje seja orar. Pode ser ofertar. Pode ser enviar. Pode ser ir! O que Deus tem pedido de você?
O que não podemos é ficar parados enquanto o inimigo tenta tomar ocasião para destruir vidas. A hora de abraçar o campo missões é agora! A oportunidade é hoje! O campo já está branco para a ceifa! O que estamos fazendo?
Pr Peniel Dourado no albergue no Paraguai
O tempo atual é preocupante. Enquanto alguns estão retendo as mãos de missões outros muitos nunca si quer apoiaram o campo missionário transcultural. O tempo vai passando e as oportunidades estão sendo perdidas
Que o Espírito Santo desperte no nosso coração a urgência do Evangelho. Que possamos aproveitar cada porta que se abre para anunciar Jesus, o Salvador do mundo.
Porque, no fim, a maior ocasião favorável que existe é esta: ganhar almas para Cristo enquanto ainda há tempo.
Vídeo Sobre Missões
Eu quero te animar a acompanhar nossos vídeos, onde mostramos um pouco do campo missionário, os lugares onde trabalhamos, nossas atividades e como temos usado este importante meio de comunicação para compartilhar conhecimento prático sobre missões.
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Sabe aquela pergunta que insiste em bater à porta? Pois é, outro dia me perguntaram de novo: “Por que você não para com o trabalho do Programa de Apoio Evangelístico e foca só na igreja?”
Essa não é a primeira vez que recebo esta pergunta. Mas eu sinto que é importante trazer uma resposta para para quem acompanha nosso trabalho através de nossos informativos e trazer um pouco do nosso dia a dia aqui no campo de missões e, claro, dar a resposta para essa e outras dúvidas. Afinal, vocês estão sempre “na sala” conosco, e a transparência é fundamental!
Misión Siloé – Paraguai
Para quem nos acompanha há mais tempo, sabe que estamos no Paraguai desde janeiro de 2022. Assumimos o pastorado da Missão Siloé em um estado, digamos, desafiador. A igreja estava praticamente falida, com um número muito reduzido de membros: apenas seis a oito pessoas reunidas em círculo para adorar em um templo que tem cerca de 8×20 metros!
Era triste ver um trabalho grande em andamento, de onde sairam missionários e iniciou-se vários projetos de missões ter agora apenas menos de 10 pessoas reunidas. Era como ver um árvore que foi cortada e que precisava agora crescer.
A igreja, que chegou a quase zero em 2020, está voltando à sua normalidade e crescendo a cada dia. Isso nos leva novamente a receber àquela pergunta crucial: “Por que não parar com o Programa de Apoio Evangelístico e dedicar exclusivamente a Missão Siloé no Paraguai?“
Batismo na Missão Siloé – 19/10/2025
Eu já escrevi várias vezes sobre isso, mas não custa repetir: em 2004, eu auxiliava meus pais no pastoreio desta mesma igreja no Paraguai. O trabalho crescia, mas Deus me chamou para a Bolívia, e foi lá que o Programa de Apoio Evangelístico nasceu. Deus supriu com outros
Embora o trabalho local de igreja seja mais visível, muito mais fácil de se impolgar, o Programa de Apoio Evangelístico não tem tanta visibilidade local, mas nos permite avançar na Bolívia, em vários pontos do Brasil e, estrategicamente, abrir portas na Venezuela, Guianas, Argentina e Uruguai levando a Palavra de Deus além do ambiente que estamos.
Você pode se perguntar: “Mas, como vocês conseguem?” A verdade é que não é pelo nosso esforço ou capacidade! É porque o próprio Deus falou que faríamos. Se estamos transportando toneladas de material dos Estados Unidos e da Irlanda para o Nordeste, Norte e Sul do Brasil, e se estamos alcançando a Bolívia e a América do Sul inteira, é porque o Senhor mandou!
Evangelistas sendo apoiados em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia
Você precisa conhecer as histórias reais por trás desse trabalho. Elas são a razão mais profunda pela qual não podemos parar.
No batismo neste final de semana, recebemos a visita de um evangelista de Campo Grande (Brasil) que recebe nosso material. Pense nisso: este homem que é mestre de obras, que logicamente precisa sustenta a esposa e duas filhas, gasta cerca de R$600,00 para imprimir 5 mil folhetos. Ele tira esse dinheiro do seu pouco recurso para imprimir os materiais e evangelizar em hospitais, praças e feiras.
Outros, como um evangelista da Bolívia (a quem entregamos materiais até hoje), jejuavam contantemente para comprar os folhetos. Ele e a esposa guardavam o dinheiro do café da manhã, do almoço e do jantar para comprar literatura evangelística. Ele me disse: “Pastor, quando o trabalho começou a crescer, tivemos que jejuar mais vezes para juntar mais dinheiro e alcançar mais gente!”
Quando o encontramos, meu coração se encheu de alegria em dizer a ele: “Irmão, continue jejuando, mas a partir de hoje, não jejue mais para juntar dinheiro para comprar literatura! Nós vamos fornecer tudo gratuitamente.”
Eu poderia contar centenas de histórias de sacrifícios: pessoas que vendem o único carro que têm (como um pastor em Santa Cruz fez, ficando com uma pequena moto para levar a família na chuva e no frio), tudo para levar a Palavra.
Muitos entram neste serviço por lucro, e a Bíblia é clara ao dizer que tais pessoas “têm o seu ventre por deus” (Filipenses 3:19). Mas nosso foco é outro: é no amor e na dedicação desses homens e mulheres que dão a vida para cumprir o Ide de Jesus!
Vendo os sacrifícios desses evangelistas, que trabalham no sol, na chuva, no frio, na escassez, sem roupa apropriada, você acha que eu trataria um trabalho como esse com leviandade? Você acredita que eu pararia de forma irresponsável algo que foi ordenado por Deus?
Claro que não!
Nós trabalhamos nos bastidores: eu lido com pedidos, importadoras, fretes, logística e orientações de distribuição. Os irmãos nos Estados Unidos e na Irlanda imprimem e enviam os materiais com seriedade e amor. O Senhor nos deu a tarefa de amenizar a carga desses evangelistas, colocando a Palavra de Deus em suas mãos de forma gratuita.
Evangelista recebendo o apoio em Oruro, Bolívia
Louvo a Deus pelo trabalho que Ele nos confiou. Aqui no Paraguai, a Missão Siloé tem um novo ritmo: um ambiente de amor, serviço e paixão por missões. Deus tem nos dado vitórias e eu creio que vai continuar dando o crescimento ao trabalho.
E também vamos continuar com o Programa de Apoio Evangelístico, sempre com a visão de expansão para alcançar mais vidas para Jesus.
Não somos grandes empresários ou pastores de megaigrejas. Somos simples missionários que entregam a vida. Para continuar, contamos com você!
Se você é um apoiador financeiro, saiba que sua doação a esta obra missionária é essencial. Deus levanta parceiros para que a obra avance. Meu muito obrigado de coração, e que Deus te abençoe! Continue orando por nós.
REFLEXÃO MISSIONÁRIA
Ao ver o sacrifício genuíno dos nossos evangelistas e o crescimento que Deus tem nos dado, somos lembrados de um desafio eterno: o serviço ao próximo e a missão de levar a Palavra exigem perseverança.
Que esta verdade fique marcada no seu coração:
“E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.” (Gálatas 6:9)
O trabalho que você faz pelo Senhor, seja no campo, na logística, ou no apoio, jamais é em vão! Mantenha-se firme.
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É sempre uma alegria imensa compartilhar com vocês tudo que Deus tem feito através das nossas vidas. Mas, sabe, existe algo maravilhoso na vida com Deus: ver a Sua mão não só nas grandes conquistas, mas também nos pequenos detalhes da vida.
Não me refiro apenas às grandes vitórias na vida missionária, mas também nas pequenas escolhas e diante dos passos mais simples que damos. E é sobre isso que quero falar hoje, contando os primeiros alugueis na Bolívia. Algo simples, mas em tudo a mão de Deus.
Peniel e Mina em Bolívia
Quem se importa com aluguel de casa, certo? A maioria das histórias simplesmente diz: “Fomos para tal cidade e alugamos uma casa.” Ninguém fala como foi o processo de conseguir a casa. Não é interessante. Mas o segredo, amados, está em anotar cada dificuldade e cada ação de Deus na nossa vida. Eu sou daqueles que gosta de anotar o agir de Deus para não esquecer dos detalhes do agir de Deus.
Hoje, quando eu olho para trás, eu vejo a simplicidade de alugar uma casa, mas, acima de tudo, eu posso ver a mão de Deus cuidando de nós.
Deus da Revelação
Antes de partirmos do Paraguai para a Bolívia, mergulhamos em um intenso período de oração. Primeiro, buscamos a orientação divina sobre a nação. Deus havia nos dito que sairíamos do Paraguai para outro país, mas não qual.
Mina e eu nos trancávamos, orávamos juntos, clamando ao Senhor por uma palavra específica. Durante esse tempo, o Senhor nos mostrou a Bolívia. Foi uma revelação muito forte, não havia como duvidar. Se Ele havia falado sobre o país, com certeza também falaria sobre a cidade, afinal, a Bolívia tem muitas!
Não queríamos ser levados pela “circunstância” ou pelo “vento das circunstâncias”, mas sim caminhar na direção exata de Deus. Continuamos orando, e o Senhor nos revelou: Santa Cruz de la Sierra.
Mesmo sem conhecer a cidade — eu não fazia ideia do seu tamanho, da sua formação ou dimensão, só sabia que muitos jovens iam para lá estudar Medicina —, eu disse à Mina: “Se Deus revelou a nação e a cidade, Ele pode revelar onde está a nossa casa!”
No meio da oração, o Espírito de Deus falou claramente ao meu coração: “Sua casa está próxima ao Segundo Anel.” Guardamos essa palavra. Ela seria nosso mapa para as decisões futuras.
Peniel e Mina
O Desvio em Quijarro: Confiança x Aconselhamento
Tomamos a decisão de ir para Santa Cruz. Mas, nesse período, Mina descobriu que estava grávida de dois meses. Por uma questão de segurança e facilidade com médicos e hospitais, meu pai e minha sogra nos aconselharam a ficar na região de fronteira com o Brasil por um tempo.
Aceitamos o conselho para tranquilizá-los e fomos para Quijarro, na fronteira boliviana. Fomos muito bem recebidos pelo Pastor Roberto da Igreja Quadrangular da cidade de Quijarro, que nos deu um quarto enquanto buscávamos nossa própria casa.
O pastor Roberto estava fazendo missões na Bolívia a quatro anos. Eu o conhecia da região de fronteira com o Paraguai desde 1996 quando tivemos os primeiros anos no Paraguai. E encontrar o pastor Roberto em Quijarro foi realmente uma grande benção a nossas vidas.
Região de fronteira entre o Brasil e Bolívia (2006)
Mas, os dias de busca por uma casa foram exaustivos. O calor era extremo, chegando a 47 graus, com muita poeira e mosquitos. Muitas das casas pareciam “fornos” sem nenhuma sombra. Quijarro está na região do Pantanal Boliviano e é uma fronteira extremamente quente.
Um dia, exaustos de tanto andar, paramos o carro debaixo de uma árvore em frente a uma praça em Quijarro. Estávamos tomando tereré gelado para refrescar e estávamos nitidamente desanimados. Foi quando lembramos de um pequeno detalhe: não havíamos orado sobre a nossa nova casa!
Eu disse à Mina: “Saímos do Paraguai por revelação, e prometemos a Deus que tudo o que conquistássemos seria por meio da oração. Vamos orar por esta casa agora mesmo!”
Eu e Mina na cidade de Puerto Suarez, Bolívia
Ali, debaixo daquela árvore, começamos a orar e a detalhar tudo o que desejávamos: uma casa com muita sombra, cercada por árvores, com uma boa varanda, que fosse fresca, segura, com um proprietário tranquilo e, claro, que tivéssemos condições de pagar sem dificuldade.
Seria pedir muito? Temos o direito de orar e pedir o que quisermos? Nosso Deus é poderoso para nos atender? Minha Bíblia garante: “Tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis” (Mateus 21:22). Sendo assim, essas eram as características do nosso futuro lar, e nós, sob a sombra daquela árvore, clamávamos ao Senhor Jesus.
O Milagre da Primeira Casa
Depois de orarmos veio ao nosso coração buscar também em Puerto Suárez, que fica a cerca de 10 km de Quijarro. Entrando na cidade, parei em frente a um estúdio fotográfico e perguntei ao proprietário se ele sabia de alguma casa para alugar.
Ele olhou para mim e disse: “Eu tenho uma casa para alugar. Se quiser, posso te mostrar.”
Ficamos animados e fomos ver. Não era longe: apenas três quadras. Quando chegamos, a casa tinha varanda, várias árvores ao redor, era fresca e o aluguel era o valor que podíamos pagar.
Nossa primeira casa em Bolívia – Puerto Suarez
Amados, depois de orarmos ao Senhor, a primeira pessoa que abordamos em Puerto Suárez nos apresentou a casa que alugaríamos e onde ficamos por um ano. O Senhor Jesus nos deu a casa na primeira tentativa! A residência era exatamente como havíamos clamado em oração.
Nosso coração foi inundado pelo amor de Deus. Vimos o cuidado do Senhor Jesus com nossas vidas, pois oramos e as portas se abriram naquele mesmo instante. Apresentamos nossa necessidade a Deus, e Ele nos atendeu prontamente.
O mais importante em tudo isso não é apenas obter a solução para um problema, mas sim ver Deus resolvendo-o. Quando você vê Deus à frente, você está vendo o Provedor que cuida de cada detalhe.
A Casa em Santa Cruz
O tempo passou. Débora nasceu, e chegou a hora de ir para Santa Cruz de la Sierra. Peguei um trem e fui à cidade, hospedando-me na casa do Pastor Gessé de Oliveira, um missionário da igreja Quadrangular que já vivia em Bolívia a mais de dez anos.
Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem
O Pastor Gessé me aconselhou a buscar casa na periferia da cidade, como no Plan 3000 ou El Quior, pois, segundo ele, o lugar que eu queria — o Segundo Anel — era muito caro. Ele estava certo: as casas eram caríssimas. Mas eu tinha uma Palavra de Deus.
Para quem não sabe, Santa Cruz é organizada por anéis: avenidas circulares. O Primeiro Anel é central, o Segundo é logo depois. Quanto maior o número, mais periférico. O Segundo Anel era, sim, na região central.
Ainda que o Pastor Gesse, com boas intenções, me levasse para a periferia, eu decidi buscar a palavra de Deus. O Senhor havia dito Segundo Anel!
A cidade anilhada de Santa Cruz de la Sierra
Procurei em jornais e andei pela região. Os aluguéis eram altíssimos. Encontrei uma casa próxima ao Terceiro Anel, com um proprietário cristão. Ele ficou feliz por eu ser missionário, me deu a chave e disse que a casa era minha. Tentei pagar adiantado, mas ele recusou. Eu confiei naquele homem e em sua palavra. Então eu voltei para a fronteira e preparei a mudança.
Dias depois, quando chegamos em Santa Cruz, com Débora de 4 meses, a nossa mudança ainda no vagão do trem, liguei para o proprietário da casa. Ele me disse que não alugaria mais, pois havia vendido a casa naquele mesmo dia.
Naquele momento, olhando para Mina e para a pequena Débora, o desespero bateu, mas a voz do Senhor me veio à mente: “Sua casa está próxima ao Segundo Anel.” O Senhor me disse segundo anel e o que eu estava fazendo no terceiro anel? Eu havia me metido em um problema por desobediencia.
A Casa de Dois Andares
Deixei Mina na casa do Pastor Gessé de Oliveira e saí em busca de uma casa. Desta vez, resoluto por seguir o que o Senhor Jesus havia mostrado, circulei no jornal apenas os anúncios próximos ao Segundo Anel.
Lembrei-me de que, enquanto procurávamos, Mina me disse: “Peniel, e se Deus nos der uma casa de dois andares? Queria fazer culto embaixo e morarmos em cima, com nosso quarto independente.” Eu ri, falando que seria um milagre pelo preço, mas que acreditava em Deus.
Eu só poderia pagar no máximo 150 dólares e o preço das casas era de 450 dólares. Um casa onde o quarto fosse em cima custaria algo como 750 dólares por mês. Os preços dos alugueis em Santa Cruz de la Sierra são em dólares e muito alto. É impressionante isso!
Mas Deus nos deu a casa. Entrei em contato com a proprietária, e quando ela me apresentou o lugar, era exatamente uma casa de dois andares! Na parte de cima, o quarto com banheiro, e na parte de baixo, um espaço amplo que usamos para os cultos e o trabalho que o Senhor nos havia confiado.
Moramos ali por sete anos. Foi um lugar estratégico e central para o início do serviço de missões e, posteriormente, para o programa de apoio evangelístico.
Culto na varanda de nossa casa com os jovens da Misión Siloé (2009)
A Terceira Casa: Um Endereço Revelado
Sete anos depois, Mina queria outra casa. Ela estava grávida do Samuel e estava preocupada em nascer o bebê e ter que subir e descer as escadas pelo lado de fora da casa. Os ventos fortes e frios de Santa Cruz são bem complicados e pensávamos em todos esses detalhes.
Assim, o alvo era uma casa mais segura e com a escada de acesso ao quarto por dentro. Mas nós não tínhamos recursos para a mudança, então, começamos a orar.
Deus comeceu agir poderosamente e nós sem esperar começamos a receber ofertas de várias igrejas. Guardei o dinheiro e disse à Mina: “Se é hora de mudar, é agora, com o recurso que temos.”
Família Missionária na Base de Apoio do 8 anel, Remanso
Dias de busca se passaram sem sucesso. Lembrei-me dos milagres anteriores e decidi parar e clamar. Entrei no quarto e fui orar ao Senhor por uma saída. Então o Senhor me disse de forma fortíssima: “A sua casa está na mesma avenida onde você mora, a Avenida Banzer, no Oitavo Anel, do lado esquerdo.” Não havia dúvida. Estava buscando uma palavra e o Senhor nos deu sua palavra naquela momento em oração.
Então eu pedi uma confirmação do Senhor quanto aquela orientação. Pedi a Deus que fosse Mina que encontrasse aquela casa e não eu. Fiquei quieto, não disse nada para Mina quanto a palavra que o Senhor me deu e guardei a palavra. Não queria ser soprado pela circunstancia, mas viver o agir de Deus e queria ver a mão de Deus.
Dias depois, Mina abriu o computador na sala de nossa casa e disse: “Peniel, estou vendo uma casa com o valor que podemos pagar, e que tem o que oramos!” Ela me mostrou as fotos: casa nova, piso lindo, tubulações e elétrica novas. Eram exatamente os detalhes que orávamos!
Perguntei: “Onde fica?” Ela respondeu: “No Oitavo Anel, lado esquerdo, no bairro Remanso.”
Mina, Deborah e Samuel na praça do Ramanso, Santa Cruz de la Sierra – Bolívia
Era a região exata que Deus havia mostrado! “Coincidentemente”, tempos antes, Mina havia olhado para o Remanso, ao visitarmos um amigo que morava naquele bairro, e dito: “Que lugar lindo! Imagina Deus nos dar uma casa aqui?” Andamos pela praça daquele lugar com muito desejo de um dia morar naquele bairro.
Fechamos o contrato rapidamente. Essa foi nossa segunda base em Santa Cruz, onde moramos por mais de sete anos. Um lugar de descanso e estratégico até nossa saída da Bolívia.
O Deus que Ouve as Orações
A casa anterior era muito velha. O piso era ruim, o encanamento e a fiação da casa eram velhos. Tivemos muitos problemas nos batanheiros tanto do quato de cima quanto no quarto de baixo e tivemos que refazer muita coisa.
Além de tudo isso a proprietária era bem complicada de lidar. Eu pagava adiantado, mas mesmo assim sempre que podia ela vinha nos pertubar por qualquer coisa.
Oramos ao Senhor não apenas pela escada que fosse dentro de nossa casa, mas que a casa fosse nova. Também oramos para que o Senhor colocasse uma proprietária que não pertubasse nossa vida. Amados, o Senhor Jesus nos deu justamente como pedíamos.
Eu vi a proprietária daquela casa apenas algumas vezes. A primeira quando tive que assinar o contrato, depois ela veio para ver alguns problemas que tinha no teto e no final apenas vi a proprietária para entregar a casa. Até nisso nós vimos a mão de Deus
O Deus das Pequenas Coisas
Amados, é muito fácil contar testemunhos de grandes vitórias, mas o mais lindo é ver a mão de Deus nas pequenas coisas. Deus é o Deus que está presente em cada detalhe de nossa vida e o glorificamos.
Se você parar, analisar o seu dia a dia e permitir que Ele participe das suas escolhas, verá a provisão d’Ele até mesmo no momento de alugar uma casa. Ele se importa com a sua vida, suas necessidades e até com o seu endereço.
“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.” – Salmos 23:1
Se o nosso Pastor é o Deus Todo-Poderoso, por que duvidar que Ele suprirá a necessidade do nosso lar? Confie na Palavra d’Ele, mesmo quando o conselho dos mais experientes sugere o contrário!
Um abraço, Deus abençoe, e até o nosso próximo Diário Missionário.
Nossos Vídeos Missionários
Eu tenho alguns vídeos onde mostro a primiera casa alugada em Santa Cruz e a segunda. Os links eu deixo abaixo
CLIQUE AQUI para assistir o vídeo onde eu mostro a primeira casa. É um vlog gravado em 2017 e eu fala de nossa chegada em Santa Cruz de la Sierra, pois na época já havia se passado 10 anos que fazíamos missões em Bolívia
CLIQUE AQUI para assistir o vídeo onde eu mostro nossa segunda casa. Desta vez o vídeo foi gravado em 2021 e eu estava entregando a casa ao proprietário
CLIQUE AQUI para assistir um vídeo gravado em 2025 quando novamente voltei a nossa antiga Base de Apoio. A pedido dos meus filhos eu retornei ao bairro Remanso para gravar a antiga praça, a casa e o bairro
Eu observo diariamente o trabalho incrível no serviço de apoio que está sendo feito na Bolívia. Você sabia que estaos envolvidos nesse país há mais de 15 anos? Praticamente iniciei um Programa de Apoio Evangelístico por lá. Nosso grande desejo sempre foi derramar a Palavra de Deus em cada região boliviana.
Lembro-me claramente: nossos primeiros passos não foram no campo. Na verdade, começamos com um período intenso de oração em 2006. Naquele ano, comecei a coletar o nome das principais cidades. Mesmo sem conhecê-las, eu as considerava lugares estratégicos para o desenvolvimento missionário. Tirei um bom tempo orando e intercedendo.
Pregando com megafone nas feiras de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia
Muitas vezes, eu levantava de manhã, abria meu caderno e olhava para cada cidade. Eu buscava informações, mesmo com recursos limitados. Na época, não tínhamos internet em casa, então meu guia era apenas um mapa antigo da Bolívia. Foi com ele que eu me orientei. O desejo de alcançar todas as regiões era imenso!
Depois de um tempo morando em Santa Cruz, tomamos a decisão de viajar pelo país. Começamos a conhecer as capitais, os departamentos. O sonho de expandir o projeto por toda a nação só crescia. Hoje, com alegria, podemos afirmar: o programa de apoio alcançou um trabalho nacional na Bolívia!
Nosso coordenador local, o irmão Nigel Mercado, tem feito um trabalho maravilhoso, junto com cada colaborador e os irmãos que lideram os pontos de apoio. Eles estão realizando uma obra tremenda!
Nigel Mercado durante o evangelismo
Neste ano de 2025, recebemos um container de 20 pés. Estamos ajustando a documentação para a entrada do segundo container. A Bolívia, anualmente, recebe essa quantidade de dois containers para atender todo o país e as regiões de fronteira.
Atenção ao nosso próximo alvo: na próxima remessa, queremos incluir material em português para atender as regiões de fronteira com o Brasil!
O material já está pronto e impresso. Agora, é só ajustar a documentação para o próximo container, que será um contêiner de 40 pés, ou seja, 20 toneladas de material impressos para o evangelismo.
Material evangelístico sendo entregue ao Ponto de Apoio em Bolívia
Continue orando pelo trabalho, pelos líderes locais como o irmão Nigel Mercado, e por cada evangelista que faz essa obra constante.
Deus colocou em nosso coração o amor e o desejo de ver a Sua Palavra sendo derramada. Louvamos a Deus pelos guerreiros que Ele tem levantado ali e pela obra que não para.
Não se esqueça: antes de qualquer ação, a oração é o nosso primeiro e mais poderoso passo. “Orem continuamente.” (1 Tessalonicenses 5:17, NVI). Comece orando por nossas vidas e por este projeto
Se você já se perguntou por que o Programa de Apoio Evangelístico não faz o apoio diretamente aos líderes das igrejas? Bem, esta é uma pergunta que eu recebo frequentemente no projeto que desenvolvemos.
Neste post eu vou contar um pouco do que temos passado e o nosso posicionamento no Programa de Apoio Evangelístico quanto apoiar diretamente evangelistas.
Peniel Dourado no apoio aos evangelistas
Entregar o Material para quem?
O maior conflito que o Programa de Apoio Evangelístico enfrenta é a resistência da liderança quanto à distribuição dos materiais impressos que a nós é confiado.
Muitos insistem que estamos equivocados. Eles defendem que não deveríamos entregar a literatura diretamente aos evangelistas, mas sim distribuí-la exclusivamente nas igrejas.
A ideia que propõem é: em vez de abrirmos nossos próprios Pontos de Apoio regionais, deveríamos usar as igrejas locais como base. Nesse cenário, o pastor atuaria como líder, distribuindo o material como bem entendesse.
Não temos problema com quem pensa diferente, afinal, somos livres para pensar o que quiser. No entanto, não aceitamos imposições. Eu sou o responsável pelo projeto, e eu responderei por ele — tanto diante de Deus quanto dos homens.
Material evangelístico sendo entregue ao Ponto de Apoio em Bolívia
É por isso que a visão e o método devem ser claros e inegociáveis. Não podemos abrir mão de uma estratégia que provou ser eficaz para adotar outra que gera desperdício, especialmente quando a Bíblia nos lembra: “Pois cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12).
A nossa escolha, neste caso a distribuição direta aos evangelistas, é uma decisão que tomamos de forma pensada, visando garantir que o material evangelístico impresso possa chegar ao seu destino e maximize o alcance do evangelho, em fidelidade à prestação de contas que o Senhor exige de nós.
As Muitas Acusações no Apoio
Essa resistência nos gerou muitas acusações sérias na caminhada. Na Bolívia, um pastor que morava na região de fronteira com a Argentina ficou tão revoltado conosco que disse que nosso projeto era “usado pelo maligno”. Segundo ele, se fôssemos um projeto de Deus, entregaríamos todo o material nas mãos dos pastores locais, e eles repassariam aos irmãos de suas próprias igrejas.
Em Santa Cruz de la Sierra, uma igreja convocou uma reunião ministerial só para debater o assunto. Fomos acusados de querer “arrebanhar” os crentes evangelistas das congregações deles. Eles diziam que nosso real motivo era ganhar o coração desses irmãos para, depois, chamá-los para a nossa base e montar uma grande igreja. Alguns chegaram a vir a minha casa e me perguntar pessoalmente sobre minhas motivações.
Com o pastor Daniel Roque. Grande evangelista!!
Outros líderes nos acusaram de procurar evangelistas com a intenção de cobrar dinheiro deles, após “fidelizá-los”. Apesar de eu pagar todos os custos, trabalhar pelos fretes e não cobrar nada de ninguém, as acusações continuaram.
Amados, o tempo que passei na Bolívia foi marcado por acusações de todos os tipos, vindas majoritariamente da liderança insatisfeita com nosso apoio direto. Lembro-me de três jovens que foram disciplinados por aceitarem os folhetos e livretos gratuitos que distribuíamos; a liderança exigia que eles comprassem o material na livraria da própria igreja.
Tivemos ainda o caso de um líder que montou uma gráfica na igreja e proibiu os membros de receberem qualquer material nosso de forma gratuita. Ele chegou a ameaçar de exclusão por rebeldia quem pegasse nossos materiais.
Eu poderia passar horas contando outras situações semelhantes.
Como iniciamos o Programa de Apoio
Você precisa saber: quando começamos o Programa de Apoio Evangelístico na Bolívia, em 2007, nosso alvo era, sim, apoiar as igrejas. Esse modelo já vinha do Paraguai desde 1998.
No Paraguai, contactamos igrejas e missões que imprimiam o material. Trouxemos literatura em português, espanhol e guarani. Nossa intenção era mobilizar as igrejas para o serviço evangelístico. Quem liderava esse esforço não era eu, mas meu cunhado, Pastor Ebenezer.
Ele participou de reuniões de convenção, ministeriais e de líderes, explicando o projeto e visitando muitas igrejas. O esforço de trazer o material dos Estados Unidos era imenso.
Material evangelístico no Paraguai
O Desperdício de Material e Tempo
Qual foi o resultado? Colocávamos o material nas mãos da liderança tanto do Brasil como do Paraguai, mas só uma pequena porcentagem era utilizada.
Claro, existiam pastores que eram evangelistas conscientes. Recebiam o material, realizavam o evangelismo, repassavam aos irmãos e incentivavam o trabalho. Contudo, esse grupo era muito pequeno.
No final, o resultado do evangelismo era mínimo e a perda de material, enorme. Se entregávamos dez caixas a uma igreja, ao retornar meses depois, 50% desse material estava parado, jogado e esquecido no depósito.
As pessoas esquecem que a igreja atua de muitas formas. Muitas nem sequer têm um grupo de evangelismo ativo! Estão focadas em outras áreas, levando o evangelho de outras maneiras, sem ser no trabalho de impacto na rua, feira ou mercado. E, infelizmente, dependendo da região, o número de grupos evangelísticos ativos é muito menor do que imaginamos. Levar materiais às igrejas resultava em uma perda massiva.
A Mudança de Rota: A Bolívia e a Frustração
Na Bolívia, tentei o mesmo modelo do Paraguai. Procurei as lideranças, coletei endereços e telefones de pastores e congregações, e comecei a contactar um por um.
Preparava pacotes com quatro caixas (cada uma com 500 livretos), fechava, e contactava os pastores. Na época, sem recursos, tentava ao menos que pagassem o frete. A maioria nem isso queria. Para os que alegavam não ter condições, eu levantava recursos com pastores no Brasil para pagar o frete. Meses depois, ao pedir informações sobre o trabalho, eles não me davam retorno.
Jovens de um grupo evangelístico da região sul da Bolívia recebendo o apoio
Alguns pastores eram sinceros e me diziam abertamente que ninguém em suas igrejas queria “distribuir papel” (esta é a expressão usada) na rua. Outros me aconselhavam, dizendo que eu era um missionário novo, que os tempos eram outros e que a forma de alcançar pessoas havia mudado.
Querido irmão, eu lutava para conseguir a literatura e pagar o frete, entregar os materiais gratuitamente, mas recebia como pagamente a desmotivação, e ao insistir, descobria que o material estava guardado no depósito da igreja.
Conheci uma missão na Bolívia que fazia o mesmo trabalho, mas em escala muito maior, trazendo contêineres dos EUA. O líder enviava 100, 200 ou 300 caixas para as igrejas sedes, com o objetivo de que elas mobilizassem os membros ao evangelismo usando o material de evangelismo.
O problema persistia: levar o material de um lado para outro tem custo, e muito dos pastores não se interessavam em gastar nenhum centavo com o evangelismo ou mesmo em envolver membros para levar caixas às congregações. Conclusão: mesmo chegando nas congregações, a maior parte do material ficava parado. As pessoas não eram motivadas, e a literatura não chegava às mãos de ninguém.
Encontrando os Evangelistas
Nesse período de frustração com a liderança das igrejas, comecei a encontrar os verdadeiros evangelistas nas feiras, mercados, nos hospitais e nos lugares onde o povo estava.
Esses irmãos iam para a rua pelo amor ao serviço, e não por interesse, pagamento ou cargo na igreja. Tinham suas profissões e meios de ganhar a vida, mas tiravam tempo para estar nas ruas, levando a Palavra. O grande custo deles era justamente a literatura.
Esta jovem evangelizada nas comunidades entre as montanhas dos Andes de Bolívia
Pense bem: eles paravam o trabalho secular para evangelizar (perdendo tempo/dinheiro) e ainda gastavam recursos próprios com alimentação, passagens e, o mais pesado de tudo, a compra do material impresso. Quem faz evangelismo constante sabe o quanto isso pesa.
Quando esses evangelistas souberam que eu tinha material, eles começaram a vir. Batiam na minha porta às 4h da manhã, de dia, à tarde, à noite. Meu celular tocava sem parar. Era sempre um evangelista pedindo apoio com material.
Eu entregava duas ou três caixas e pedia apenas que me dessem informações e fotos do trabalho.
Em apoio a mais um evangelista
O resultado? O evangelista dava as fotos, dizia onde estava evangelizando, a quantidade de material usado e, ao terminar, mandava a mensagem: “Pastor Peniel, terminamos, tem mais material para o nosso trabalho?”. Amado, o meu alvo de ter gente trabalhando e alcançar vidas multiplicou e meus problemas terminaram.
Essa foi a virada de chave no nosso projeto de missões! Eu estava desmotivado após mais de dez anos de “dor de cabeça”, recebendo falsas acusações, trabalhar para não alcançar o alvo, mas quando abri os olhos para o apoio direto aos evangelistas, parei de dar material à liderança e foquei totalmente nos evangelistas.
A Estratégia do Impacto e Crescimento Constante
O primeiro desafio foi: como encontrar esses evangelistas? Não queria entrar em igrejas perguntando quem estava evangelizando, pois isso geraria mais problemas. E até tentei fazer no começo e tive alguns problemas, mas foi suficiente para parar o mais rápido possível.
Então eu comecei a orar por uma orientação e o Senhor Jesus nos deu a tática do serviço de impacto. Íamos a feiras grandes com um grupo: uns distribuíam a literatura, outros usavam o megafone, faziam evangelismo pessoal. Anotávamos o nome e telefone de quem entregava a vida a Jesus. Em cada feira, encontrávamos evangelistas no meio da multidão.
Impacto evangelístico em Monteiro, Bolívia
O processo mais interessante foi o evangelista apresentar nosso trabalho a outro. Enquanto muitas das lideranças das igrejas não queriam nos apresentar a outros líderes, nem mesmo aos evangelistas de sua própria igreja, o ambiente evangelístico era totalmente diferente.
No campo, no hospital, ou nas ruas, se um evangelista conhecia outro, mesmo de ministério diferente, ele apresentava nosso projeto para que o colega também tivesse acesso ao material. Mesmo sendo de ministério diferente os evangelistas se ajudavam no serviço.
Não havia esse sentimento denominacional de ajudar apenas quem era da mesma igreja ou do mesmo grupo evangelístico. Quando o Programa de Apoio Evangelístico chegou a esse nível, o projeto virou uma bola de neve na Bolívia. O crescimento do número de evangelistas apoiados foi muito grande.
Cada caixa que vem dos Estados Unidos custa em média cerca de 30 dólares (multiplicando por R$ 5,50, são R$ 165). Dez caixas valem R$ 1.650,00 – esse é o valor em Real de 10 caixas que muitas vezes eram esquecidas nos depósitos das igrejas. Este valor de 30 dólares é a oferta de homens e mulheres de Deus que acreditam no evangelismo, ofertam ao Senhor e querem o resultado.
Nós não podemos aceitar que essa oferta fique guardada ou mofe esquecida em algum lugar. Ao direcionar o material diretamente ao evangelista, o resultado veio como esperávamos: a perda de material foi quase zero.
Materiais sendo preparado para o envio
Perdemos material apenas por acidentes (chuva em transportadora, ar-condicionado pingando no bagageiro de ônibus). Por isso, hoje embalamos tudo em plástico na Bolívia: para evitar acidentes, e não o desperdício proposital da liderança.
Bases de Apoio e a Resolução de Problemas
Sei que alguns podem ler e pensar: “Comigo seria diferente, Pastor Peniel.” Mas já estamos caminhando para quase 30 anos de experiência neste serviço, desde 1998. Tivemos os mesmos resultados na Bolívia, no Peru e em vários lugares no Brasil.
A proposta do programa é não ter perda de material. Cada caixa em nossas mãos deve chegar à mão do evangelista, que, guiado pelo Espírito Santo, levará a Palavra ao pecador.
Então, por que nós não simplesmente não entregamos aos pastores? Por que não enviamos as caixas às lideranças e que elas mesmo desevolvam o trabalho? Por causa da alta taxa de perda e desperdício que a experiência nos mostrou durante esses 27 anos de trabalho de apoio.
Material evangelístico chegando em nossa Base de Apoio em 2013 – Bolívia
Atualmente, trabalhamos com Bases de Apoio. O líder da Base é um evangelistas, e deve ter visão e disposição para resolver problemas quanto ao apoio aos evangelistas, pois tudo tem muita dificuldade.
O líder de Base forma os Pontos de Apoio. Cada Ponto de Apoio tem um líder evangelista à frente que identifica outros evangelistas locais e entrega o material a eles. Fica responsável por entregar, fiscalizar e coletar as informações do trabalho feito.
A maior tentação desses líderes é justamente entregar o material às igrejas. Quando descobrimos isso, simplesmente cortamos o líder e o Ponto de Apoio. O material deve ser entregue aos evangelistas. Se agirmos assim, teremos bom resultado.
A Obra é do Senhor
Amados, a nossa prioridade é que a Palavra de Deus chegue à mão do pecador. Apoiar o evangelista gratuitamente é o nosso maior alvo, pois fazendo chegar os materiais nas mãos certas certamente colheremos o resultado das almas sendo alcançadas pela mensagem de salvação.
Algo que aprendi é que Deus ama este trabalho. O Espírito de Deus move o coração de centenas de pessoas para que sejam voluntários de alguma forma e que o alvo seja alcançado.
Satanás sabendo do amor de Deus neste serviço também colocará aqueles que têm como deus o seu ventre, os quais pensam apenas em seus próprios interesses não importando se haverá ou não resultado no alcance de almas.
A promessa que o Senhor Jesus tem nos dado é que colocaria homens fiéis em nosso caminho e nos daria capacidade de identificar os meus obreiros para que o mais rápido possível fossem cortados e não tragam resultados negativos para o serviço.
Deus é fiel e Ele tem feito e continuará fazendo
Vídeos Sobre o Projeto
Quer entender de perto o Programa de Apoio Evangelístico?
Temos uma playlist completa que detalha a visão e os desafios do Programa de Apoio Evangelístico. Descubra por que a estratégia de apoiar os evangelistas funciona!
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Para um missionário no campo transcultural, o chamado é uma jornada permanente na confiança e permanência na palavra que lhe foi dada pelo Senhor Jesus para o chamado, a constante dependência da direção do Espírito de Deus aos passos dados.
Diariamente, somos confrontados com a necessidade de nos rendermos à vontade de Deus, deixando de lado nossas próprias preferências, estratégias e lógicas. Deus nos leva a caminhos novos nunca antes trilhados. E essa rendição total à Sua direção é a base para um ministério eficaz e duradouro no serviço de missões.
Peniel e Mina. Pôr do sol à beira do Rio Paraguai, Corumbá, fronteira com Bolívia
Afinal, por que chamamos a Cristo de “Senhor, Senhor”, se não fazemos o que Ele diz? O missionário é chamado para fazer a vontade do Senhor Jesus e não sua própria vontade. A Palavra de Deus nos questiona diretamente sobre a autenticidade de nossa fé e nosso chamado. A autoridade de Cristo sobre nossas vidas não é apenas uma declaração verbal; é uma prática diária de obediência. Isso se aplica de forma intensa à vida do missionário, que deve estar submetido à soberania de Deus em cada passo, em cada decisão.
A obra missionária é do Senhor Jesus e nós somos seus servos. Ele é o verdadeiro dono de tudo o que se faz na obra e é dEle que devemos buscar respostas para nossas dúvidas e orintações aos nossos possos passos. Quais são tuas dúvidas: Onde fazer missões? O que fazer no campo de missões? Onde servir? Até quando servir? O Dono da obra tem respsota para cada uma de nossas dúvidas.
O livro de Atos nos mostra claramente isso. A grande expansão da igreja primitiva não aconteceu por estratégias humanas geniais, mas sim por uma obediência radical ao Espírito Santo. Em Atos 13:2, vemos que o Espírito Santo, por Sua própria vontade, separou Barnabé e Saulo para a obra missionária. A iniciativa e o envio partiram d’Ele.
Isso nos lembra que o Espírito Santo é o agente principal da missão. Ele usa Suas ferramentas para que o escolhido vá e desenvolva um trabalho. A experiência do apóstolo Paulo é um exemplo perfeito. Em sua segunda viagem missionária, ele desejava pregar na Ásia, mas o Espírito Santo o impediu, como relata Atos 16:6-7. Não era que a Ásia não precisasse do evangelho, mas Deus tinha um lugar específico para Paulo.
Ele foi direcionado a ir para a Macedônia, atendendo ao chamado do “homem macedônio” através de uma visão (Atos 16:9). Se Paulo tivesse insistido em seus próprios planos, a evangelização da Europa, que mudou o rumo da história, poderia ter sido adiada ou tomada por outro.
Evangelismo em Punata, Bolívia
A lição para nós, missionários transculturais, é clara: não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo. Se Deus nos coloca em uma posição específica, Ele deseja que fiquemos ali e produzamos frutos no lugar específico onde Ele nos colocou. Não é nosso desejo, nossa lógica ou nossa busca por um apoio “mais fácil” que deve nos guiar.
O chamado de Deus pode nos levar a lugares onde o apoio financeiro é escasso, a cultura é desafiadora ou o estilo de vida é menos confortável. No entanto, é a obediência à Sua voz que garante nosso sucesso espiritual, independentemente das circunstâncias externas.
A Missão Construída sobre a Rocha
A raiz do problema de muitos que se desviam do chamado é a falta de um alicerce firme. Jesus nos alerta sobre isso em Lucas 6:47-48. Ele compara aquele que ouve Suas palavras e as pratica a um homem que constrói sua casa sobre a rocha. Para o missionário, a rocha é a Palavra e a direção específica de Deus.
Nossa vida e nosso ministério devem ser edificados sobre essa rocha, cavando fundo para que as tempestades não nos abalem. A vontade de Deus não pode ser negociada. Se Ele o chamou para ser um evangelista, seu foco deve ser o evangelismo, e não o pastorado. E o oposto também é verdade. Cada ministério tem sua especificidade e sua ordem, como descrito em Efésios 4:11, que fala sobre os cinco ministérios.
Batismo na Misión Siloé no Paraguai
O homem que ouve a palavra e a pratica está construindo sua vida sobre a vontade de Deus. Quando as tempestades vêm – a escassez, a solidão, a oposição cultural ou a falta de resultados imediatos –, a sua casa não cai, pois ela tem um alicerce inabalável que é a Palavra de Cristo refletindo a vontade de Cristo Jesus.
No entanto, aquele que ouve a voz de Deus, mas não a pratica, constrói sua casa sobre a areia. Ele se baseia em sua própria lógica, nos argumentos dos outros e em tudo o que parece ser mais fácil ou mais lucrativo. Certamente esse tipo de trabalho cairá.
Muitas vezes, a voz de Deus nos direciona a lugares que, humanamente, não fazem sentido. Podemos ser chamados a trabalhar em um país com poucas igrejas de apoio, ou em uma cidade com uma cultura extremamente fechada ao evangelho. Nesse momento, a tentação é grande de ouvirmos nossos próprios argumentos: “Senhor, as igrejas brasileiras não apoiam missionários na Europa!”, ou “É um lugar difícil de trabalhar!”.
Quando cedemos a esses argumentos e construímos nossa missão em cima de nossa própria lógica, estamos construindo sobre a areia. O trabalho até pode parecer que está dando certo por um tempo, mas quando a tempestade da dificuldade chega, tudo desanda.
Querido amigo missionário, a vida em missões não é sobre o que “dá certo” segundo os padrões do mundo, mas sobre a obediência incondicional àquele que nos chamou. João batista teve uma vida de preparação e desenvolvou o seu ministério em apenas seis meses. Mas esta foi a vontade de Deus.
Evangelismo em San Julian, Bolívia (2014)
A melhor cidade, o melhor país, o tempo certo de permanência no campo, o melhor trabalho para você é onde Deus te manda. O missionário constrói sua vida sobre a Palavra de Deus, que é o alicerce firme para o serviço de missões.
A tempestade da vida vem para todos, tanto para aqueles que estão na vontade de Deus quanto para os que não estão. A diferença é o que acontece depois que ela passa. O que construiu sobre a rocha permanece de pé, enquanto o que construiu sobre a areia vê sua obra destruída.
Seja Firme no Chamado
A vitória na missão transcultural não está em seguir as “fórmulas de sucesso” ou em buscar o caminho mais fácil. A vitória está em ser fiel à Palavra que Deus lhe deu. A obediência radical, mesmo quando não entendemos o porquê, é a maior prova de amor e fé que podemos dar ao nosso Senhor.
Ele nos conhece e tem um plano perfeito para cada um de nós, como afirma Jeremias 29:11. Nosso papel é estar com o coração aberto e os ouvidos atentos para ouvir Sua voz e seguir Suas ordens. O caminho pode ser difícil e solitário, mas a certeza de que estamos no centro da vontade de Deus é o que nos sustenta e nos garante que a nossa obra não será em vão (1 Coríntios 15:58).
Fique firme no chamado que você recebeu. A sua recompensa não está na visibilidade, no conforto ou na estabilidade, mas na glória de ouvir um dia: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mateus 25:23).
Nossos Vídeos sobre Missões
Em nosso canal no YouTube, abordamos temas práticos sobre a vida no campo missionário. Para complementar o assunto deste post, incluímos um vídeo abaixo. Assista e inscreva-se em nosso canal!
Eu recebi a seguinte pergunta em meu vídeo do canal do Youtube @VivendopraAdorar. Ele diz: “A paz do Senhor Jesus Missionário. Gostaria que falasse sobre “Família é enviada por uma igreja com a manutenção de 2 salários, as filhas se empregam e tudo bem, mas a esposa do Missionário que é missionária também pode se empregar também? Mesmo recebendo salário Missionário para ganhar almas?” Por favor crie um tema de um vídeo é fale sobre isso, e nos dê um entendimento ao seu parecer. Sou grato à Deus pelo seu conteúdo.”
Muito boa pergunta e aqui eu dou minha resposta:
A paz do Senhor Jesus. Agradeço imensamente por sua pergunta, um tema realmente muito relevante e complexo ao mesmo tempo. Sim, vou anotar sua sugestão e, assim que possível, farei um vídeo para aprofundar esse assunto. Mas eu quero trazer aqui em nosso blog o que penso sobre o tema.
O assunto de finanças no serviço missionário é bastante delicado, e sei que existem diversas opiniões e visões dentro da igreja. Por isso, prefiro não entrar no mérito do que cada pessoa pensa, como aprendou, de quem aprendeu, mas sim focar na realidade prática do campo de missões e naquilo que eu tenho aprendido.
A quantia enviada a um missionário é muito relativa e depende de onde e em que projeto ele está trabalhando. Existem lugares que o custo de vida é alto. Existem projetos que levam muito recurso. E também entra nesta questão a visão do que é necessário para o missionário se manter. Ele terá que pagar uma escola aos filhos? O aluguel é muito caro?
Como já mencionei em outros momentos em meu blog e por vídeos que é extremamente difícil para o missionário depender exclusivamente de um valor fixo dado por uma igreja, seja um, dois ou cinco salários, enviado por uma única igreja. O crescimento do projeto missionário é o que impulsiona a necessidade de mais recursos. Ou seja, o projeto está constantemente crescendo e se o missionário não envolve mais parceiros ao projeto terá dificuldades.
Por isso, dizer que dois salários são suficientes para o missionário é, muitas vezes, um julgamento precipitado. E não estou fazendo juízo a este caso específico, apenas estou dizendo que é relativo.
Não é incomum que o missionário, sem outra fonte de renda, precise arranjar um emprego para complementar o sustento de sua família e, ao mesmo tempo, continuar a obra de Deus. Isso prejudica diretamente o andamento do trabalho, pois ao invés de está desenvolvendo a obra o missionário está empregado buscando o sustento. Mas esta é a realidade de muitos que estão no campo. É complicado criticar essa atitude, pois ela é fruto de uma realidade de escassez.
Imagine a seguinte situação: um missionário recebe um salário de sua igreja, mas ele usa a maior parte desse dinheiro para a manutenção do projeto, pois ele se deu ao projeto, nasceu em seu coração e certamente o fará. Enquanto isso, deve trabalha em outra função para sustentar sua casa. Como fica o desenvolvimento deste trabalho?
Por isso, a regra geral deveria ser o missionário buscar envolver o maior número de igrejas, associações, agencias de missões parceiras possível, para que o projeto não pare de crescer.
Mas, sendo sincero, o ideal mesmo, como a Bíblia nos ensina, é não julgar o servo alheio. É isso que eu procuro fazer. Não julgo a forma como um missionário se mantém no campo, pois somente ele conhece a realidade que enfrenta.
Mas eu tenho uma dica bem prática para quem deseja apoiar um projeto de missões: apoie a visão de Deus, não o missionário isolado.
Se você enxerga que Deus deu uma visão clara a um missionário e que ele está empenhado em desenvolvê-la, então meu conselho é: apoie essa visão. A maneira como ele vai administrar os recursos, seja para o projeto ou para sua família, é uma questão entre ele e Deus. Se, por outro lado, você não vê uma visão de Deus sendo desenvolvida no projeto, minha sugestão é que não apoie. Projeto missionário em desenvolvimento sem a visão de Deus é mercenerismo e quem apoia mercenários galardão de mercenário receberá.
E sobre a questão dos valores enviado ao missionário também é muito relativo. Muitos missionários que vão para a Europa, por exemplo, recebem um valor considerado bom na América Latina, mas que é insuficiente para a realidade europeia. Esses missionários precisam trabalhar para se manter e, ao mesmo tempo, continuar a obra.
Muitas vezes missionário que estão trabalhando em países européis só vão consiguir trabalhar de forma integral quando o próprio trabalho local consegue manter. Pois depender das ofertas enviadas pelo Brasil é bem complicado.
Em resumo, é muito difícil criar uma regra geral para este sustento. O mais importante é analisar se o missionário tem uma visão de trabalho dado por Deus e se está se dedicando a desenvolvê-la com amor. Se sim, vale a pena apoiar. Se não, é melhor retirar o apoio.
Mais uma vez, obrigado por sua participação. Sua sugestão está anotada, e em breve teremos o vídeo sobre o tema.
Deus o abençoe
Sobre o Vídeo
Abaixo eu vou deixar o vídeo no Youtube em que o proprietário do canal @VivendopraAdorar postou a pergunta. Eu espero que você assista e se tiver alguma pergunta também será um prazer responder logo que possível
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