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O que é Ser Missionário? O Chamado que Transforma Vidas!

Sei que a palavra “missionário” pode soar um pouco distante para alguns. A gente logo pensa naquelas fotos de pessoas em lugares remotos, com vestimentas diferentes e comidas estranhas. Ser missionário é muito mais do que isso. Fazer missões é viver o chamado de Deus para uma Obra específica dada pelo Senhor Jesus.

Peniel N Dourado

Ser Missionário é Viver a Grande Comissão

Quando Jesus ascendeu aos céus, ele nos deixou uma missão clara: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28:19-20).

A palavra “nações” neste versículo é éthnos no grego original, que significa povos ou etnias. É importante lembrar que o conceito de nação que temos hoje surgiu muito tempo depois. A ordem do Mestre, portanto, é que a Igreja vá a todos os povos e etnias que ainda não receberam o evangelho.

A Igreja tem a obrigação de desenvolver o serviço evangelístico local. Aqueles que mobilizam o Corpo de Cristo para o evangelismo recebem o Ministério Evangelístico, conforme apontado em Efésios 4:11. No entanto, além do evangelismo local, a Igreja deve ir a outros povos e etnias, como descrito na ordem de Mateus 28:19.

Assim, ser missionário é responder a essa ordem de avançar com o serviço evangelístico além do limite cultural em que se vive. Não é uma opção para um grupo seleto de “super-crentes”, mas um chamado para todos os que foram alcançados por Ele. Aqueles que são chamados para ir devem ir, e aqueles que ficam devem orar e financiar os que estão na linha de frente.

Mais que uma Viagem, um Estilo de Vida

Ser um missionário não se resume a fazer uma viagem, desenvolver um impacto evangelístico no final de semana. É, antes de tudo, uma vida entregue a ordem recebida. É viver com intencionalidade o serviço confiado no lugar apontado por Deus. O missionário é alguém que:

  • Ora sem cessar: Intercede pelas nações e pelos perdidos.
  • Aprende e ensina a Palavra: Vive e prega o evangelho com ousadia.
  • Serve ao próximo: Pratica o amor de Cristo em ações concretas.

Deus busca corações completamente entregados ao serviço de alcançar almas em lugares onde as vidas não estão tendo a oportunidade de ouvir falar de Cristo.

A Urgência do Chamado

Em um mundo onde milhões ainda não ouviram falar do amor de Deus, a urgência é real. A Seara é grande, mas os trabalhadores ainda são poucos, como o próprio Jesus nos lembra em Lucas 10:2.

Você pode se perguntar: “Mas como posso ajudar?” A resposta é simples: comece por onde você está.

  • Se envolva na sua igreja local. Participe nos trabalhos da Secretaria de Missões de sua igreja.
  • Ore pelos missionários no campo. Sua intercessão é um suporte vital.
  • Considere se tornar um parceiro missionário. A sua oferta é sua participação no serviço de missões. É seu tempo, seu suor, seu conhecimento entregue ao serviço de missões.

Essa é uma das formas de você ir para o campo de missões. O apoio de parceiros é o combustível que nos mantém ativos e atuantes.


Como Conseguir ir para o Campo de Missões?

Depois que o coração entende a urgência e o chamado, a pergunta natural é: “Como eu posso ir?”. O processo pode parecer complexo, mas com a orientação certa e a direção de Deus, ele se torna um caminho de fé e aprendizado.

A primeira coisa é se capacitar. O preparo teológico e prático é essencial, assim como o desenvolvimento de habilidades de relacionamento e adaptação cultural. O trabalho transcultural exige mais do que boa vontade, exige preparo.

Se você sente que o Senhor está te chamando para missões, não guarde isso para si. Ore, converse com sua liderança e pesquise sobre agências que podem te ajudar a dar os próximos passos.

Quer saber mais sobre como se tornar um missionário transcultural? Conheça o Programa de Apoio Evangelístico e descubra como você pode ser enviado!

Video Sobre Missões

Neste vídeo, compartilho como o Senhor Jesus guiou meus pais ao Paraguai e, anos depois, me levou em uma experiência transformadora de missões na Bolívia.

🌍 Clique para assistir e embarcar nesta jornada conosco: Assista ao vídeo agora!

E se você ama ouvir sobre a vida em missões, inscreva-se em nosso canal do YouTube para não perder nenhum dos nossos próximos vídeos!

Deus te abençoe!

O que é ser missionário transcultural?

Quero falar sobre algo que está no coração de Deus e, se você está lendo isso, provavelmente no seu também: o que realmente significa ser missionário?

Muitos pensam que ser missionário é apenas arrumar as malas e ir para um país distante, mas é muito mais que isso. O chamado missionário não é só um destino geográfico; é uma postura de vida, uma entrega ao chamado de Deus. É viver diariamente com um coração voltado para a Grande Comissão de Jesus no lugar específico que o Senhor tem direcionado.

Ser missionário é se tornar uma ponte entre a mensagem do evangelho e um povo que ainda não a conhece. É abrir mão do conforto para levar a esperança. É ter o coração quebrado por aquilo que quebra o coração de Deus.

E o que diferencia um missionário de um evangelista local é que o missionário deixa seu ambiente cultural, entra em outra ambiente de cultural para pregar o evangelho. Este processo pode acontecer tanto dentro do Brasil como os que vão para fora do Brasil.

Já vi, em minhas experiências, que esse chamado não exige superpoderes, mas sim um coração disposto e obediente. É uma jornada de fé, onde cada passo é guiado pela confiança em Deus. E a melhor parte? Ele nos capacita para cada desafio.

Talvez você sinta esse chamado, mas ainda tem dúvidas. Lembre-se, o nosso Deus não nos chama para o impossível sem nos dar as ferramentas necessárias. Ele nos dá a Palavra, a oração e, claro, o apoio uns dos outros.

Para um mergulho ainda mais profundo no universo das missões, preparei algo especial para você. O vídeo acima eu exponho um pouco mais sobre o que é ser um missionário. Assista e nos ajude compartilhando

Expectativa frustrada quanto ao trabalho missionário

Expectativas Reais

O que gera expectativa? Em missões, é muito comum as pessoas criarem expectativas erradas. Lembro de um irmão que veio de São Paulo. Ele tinha visto uma reportagem sobre nosso trabalho com os indígenas e estava muito empolgado. Chegamos no caminhão que ia para a aldeia, e logo vimos a realidade. Tinha um indígena bêbado que começou a nos acusar de roubar madeira. A confusão foi tão grande que ele puxou uma faca! O caminhão parou, nós pulamos e saímos correndo.

O irmão ficou assustado, morrendo de medo dos indígenas. Acabou que ele não quis mais voltar e nós tivemos que seguir o trabalho sozinhos. O que aconteceu com ele? Ele criou uma expectativa errada, a de um mochileiro que ia tirar fotos e viver uma aventura legal. Mas o campo missionário não é assim.

Outra vez, estávamos na Bolívia, indo para o Peru. A gente passou um perrengue enorme: passamos fome, tivemos problemas com a imigração e quase perdemos o ônibus. Um irmão que estava com a gente perguntou como eu aguentava passar por aquilo calado. Eu respondi: “A gente tem que focar na missão, ir lá e resolver”.

Seja realista. Não espere que o deserto seja um lugar legal; vai ser calor e não terá água. Não se iluda com lugares frios achando que é igual aos filmes. Frio é frio, e muitos missionários não saem nem de casa quando chegam nesses lugares porque a expectativa era falsa.

A primeira dica que eu dou para você é: não crie uma expectativa irreal. Você vai se frustrar. Você está colocando o pé no campo do inimigo, e tudo pode acontecer.


Dependência de Deus, não do Homem

Outra coisa que leva à frustração é a dependência excessiva de outras pessoas, a confiança exagerada no homem. Vejo muitos missionários no campo que confiam 100% em seu pastor ou em uma agência para a manutenção do projeto. Minha pergunta é: e se o seu pastor começar a falhar no envio do recurso? Isso pode acontecer, e você precisa estar preparado.

Se você recebeu o chamado de Deus, a responsabilidade do trabalho é sua. Você pode receber apoio da sua igreja, mas não pode colocar toda a sua confiança nisso. Os homens falham. A manutenção de um projeto tem que estar nas suas mãos, em sua responsabilidade. Eu, por exemplo, sempre busco ter três ou quatro alternativas de apoio, pois sou o responsável pelo trabalho que o Senhor colocou em minhas mãos.

Tenho 45 anos e me lancei no serviço de missões aos 19. Uma coisa que aprendi é que os projetos estão sempre crescendo, e eu gasto uma boa parte do meu tempo buscando novas parcerias e divulgando o trabalho. Por que? Porque a obra cresce, e preciso envolver mais gente. Não confie em uma única pessoa ou igreja. Isso cria uma expectativa falsa e leva à frustração.


A Comunicação é Essencial

Por fim, a terceira causa de frustração é a falta de comunicação. Às vezes, o mantenedor pensa que você está trabalhando com um projeto, mas você está em outro. A falta de comunicação pode gerar mal-entendidos e levar ao fim do apoio.

Eu procuro ser muito claro sobre o meu trabalho. Digo que sou pastor de uma igreja no Paraguai e que meu trabalho é esse e aquele. Digo que estou à frente do Programa de Apoio Evangelístico, e mostro o que fazemos. Essa comunicação clara e constante evita problemas.

O missionário, quando está no campo, fica concentrado em fazer o trabalho e, muitas vezes, esquece que precisa munir os mantenedores na retaguarda com informações. Se você não fizer isso, o apoio vai parar. A maioria das pessoas para de ajudar depois de três meses, no máximo seis. Depois de um ano, você está sozinho. A comunicação em missões é vital.

“O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.” (Provérbios 16:9)

Nossa jornada é cheia de incertezas, mas a certeza de que Deus nos guia é o que nos sustenta. Seja realista, confie em Deus e comunique-se de forma clara. Esses três pilares vão te manter firme no campo, mesmo quando as expectativas se chocam com a dura realidade.

A Base de Apoio em Aracaju, Sergipe

É uma alegria poder compartilhar com vocês o que Deus está fazendo através da Base de Apoio em Aracaju, Sergipe. O líder local é o presbítero Assis e tem feito um trabalho maravilhoso. Conheci o irmão Assis de uma forma que só posso descrever como providencia de Deus para o desenvolvimento deste trabalho de apoio.

Peniel Dourado e Assis

Bem, é uma bênção ver o trabalho que o irmão Assis está fazendo em Aracaju, Sergipe. Hoje, é ali que temos o que chamamos no Programa de Apoio Evangelístico como Base de Apoio, que é o ponto central que atende praticamente toda a região Nordeste do Brasil. O trabalho começou na cidade de Aracaju, com os primeiros Pontos de Apoio, e depois foi se expandindo para outras cidades do estado.

Minhas primeiras viagens a Aracaju foram em 2021. quando tive o privilégio de conhecer o irmão Assis pessoalmente depois de um tempo tendo contato apenas pelo Whatsapp. E expressou o desejo de apoiar outros com os materaisi e iss tocou meu coração, pois ná é fácil encontrar evangelistas que tenham esta visão

Desta forma, para mim, foi uma surpresa encontrar alguém com essa visão, mas ao mesmo tempo foi uma resposta de Deus. Encontrar pessoas que compartilham o mesmo objetivo, o de apoiar outros evangelistas com material, foi muito gratificante. Começamos a dar as orientações necessárias para o trabalho e, como já disse, o projeto cresceu em Aracaju e se expandiu para outras cidades sergipanas.

Logo depois, Deus abriu uma grande porta para levar o material à Bahia. Através do irmão Panta, ele é distribuído em praticamente todo o estado.O Panta tem uma empresa de distribuição de verduras e legumes. Ele colocou à disposição seus vários caminhões para criarmos uma cadeia de distribuição. O material chega na nossa base em Aracaju, é direcionado para a cidade de Jaguaquara, onde o Panta tem sua empresa, e de lá é enviado para as demais cidades baianas.

Peniel, Panta e Assis

Este ano, aumentamos a quantidade de material com 10 toneladas a mais com o objetivo de atender somente a Bahia, devido ao grande número de evangelistas solicitando e à abertura de novos pontos de apoio.

Mas a visão não parou por aí. Comecei a conversar com o irmão Assis para que ele ore e busque em Deus contatos, na esperança de que o mesmo resultado que tivemos na Bahia possa se repetir em outros estados, como Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e o restante do Nordeste.

Recentemente, o irmão Assis me informou sobre bons contatos de irmãos que viajam frequentemente para Recife. Isso nos dá a oportunidade de iniciar um ponto de apoio lá, e quem sabe, expandir o trabalho para outras cidades de Pernambuco.

O objetivo do nosso Programa de Apoio Evangelístico continua sendo focar em apoiar quem está trabalhando de forma constante e, para isso, nosso material é dado gratuitamente aos evangelistas, sem custo algum. Para movimentar esse material, temos nossos custos, e como os cobrimos? Através do envolvimento de irmãos que trabalham com transporte ou viajam por meio de seus trabalhos seculares.

Evangelismo no nordeste do Brasil

Procuramos passar a visão a essas pessoas, mostrando que ao apoiarem o projeto e levarem o material, elas também estão participando do serviço evangelístico.

Não é um trabalho fácil. É uma tarefa árdua, com muitas barreiras e pouco apoio. Observamos que é necessário viajar para abrir novos pontos de apoio, e essas viagens requerem recursos para passagens, hospedagem e alimentação. A grande barreira que enfrentamos é que muita gente pensa que somos pagos por essas missões ou que há uma grande missão internacional bancando todos os custos.

Eu preciso ser bem claro: isso não é verdade. Nem eu nem o irmão Assis e nenhum outro irmão deste projeto recebe recursos de nenhuma missão para fazer esse trabalho. Tudo é feito através das ofertas e da ajuda voluntária daqueles que acreditam nesse propósito. Esta é a maneira que temos mantido este trabalho deste o começo.

Acreditamos que, aquele que apoiar financeiramente é um participante do trabalho e tem parte direta no resultado do serviço. Este é a razão porque repito muitas vezes que “estamos” evangelizando o nordeste mesmo meus pés e mãos não estão na região nordeste do Brasil.

Assim, aquele que apoia o trabalho do irmão Assis na expensão do projeto, seja com uma passagem ou um recurso para uma hospedagem e alimentação durante a viagem, o resultado será grandioso na expansão do serviço de apoio aos evangelistas no Nordeste e também receberá o mesmo galardão diante do Senhor Jesus pelo resultado feito. Este é o grande princípio da participação em missões.

Em 2005, tive várias viagens marcadas que, infelizmente, não pude fazer. Uma delas era para a cidade de Boa Vista. Tentamos levantar o recurso, mas não tivemos o apoio necessário para cobrir o alto custo das passagens e da viagem. Eu compartilho essa realidade porque sei que também é a realidade do irmão Assis, que muitas vezes é limitado pela falta de apoio.

Presbítero Assis (direita) e parte da equipe da Base de Apoio em Aracaju, Sergipe

Para finalizar, a última informação que o irmão Assis me deu é que já estamos alcançando mais de 100 cidades na região Nordeste. O apoio é feito de forma constante através dos mais de 12 Pontos de Apoio espalhados pela região nordeste e que estão sob a liderança do presbítero Assis.

Nós trouxemos no começo deste ano de 2025 um contêiner de 40 pés e outro de 20. Como eu já disse, o contêiner de 20 pés foi solicitado de forma exclusiva para atender o estado da Bahia e o contêiner de 40 pés os demais estados do nordeste. São mais de 30 toneladas de material impresso para o evangelismo.

Já estamos conversando com a liderança da missão americana que faz a impressão dos materiais sobre o crescimento do apoio e a possibilidade de termos que trazer três contêineres para a região com 60 toneladas de materiais impressos apenas a Base de Apoio do nordeste. Vamos continuar orando e trabalhando para este objetivo

Louvo a Deus pela vida do nosso querido irmão Assis, o evangelista Claudio que é o contador local e todos os irmãos que somam forças neste serviço. Que Deus continue abençoando, prosperando e sustentando o trabalho que a Base de Apoio em Aracaju os quais têm feito um grande trabalho.

“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra.”2 Coríntios 9:8.

Continue orando por nossas vidas e pelo desenvolvimento do Programa de Apoio Evangelístico em toda América do Sul

O Apoio Evangelístico em La Paz, Bolívia

Sabe quando temos um grande objetivo no campo de missões, mas o caminho até ele é cheio de obstáculos inesperados? Foi exatamente o que aconteceu na jornada para estabelecer um Ponto de Apoio na cidade de La Paz, na Bolívia.

Geralmente pensamos que o mais difícil é a logística, os meios de distribuição, mas a vida real, o dia a dia no desenvolvimento do projeto ensinou que o maior desafio é, na verdade, encontrar as pessoas certas.

Em La Paz, Bolívia – 2013

Os Desafios em La Paz

Estou sempre acompanhando o trabalho em La Paz, na Bolívia através do grupo de Whatsapp. É uma alegria ver o que está sendo feito lá, pois, nos 15 anos em que estivemos fazendo missões em Bolívia, ter um Ponto de Apoio na cidade de La Paz foi sempre um grande desafio.

O transporte dos materiais nunca foi um grande problema. Conseguimos empresas de ônibus e de transporte com donos cristãos que nos ajudaram com preços acessíveis. O grande desafio, que enfrentamos por muito tempo, foi encontrar alguém que fizesse o trabalho do jeito que deveria ser feito.

Infelizmente, esse é um problema recorrente no Programa de Apoio Evangelístico. Encontrar pessoas fiéis é difícil. Já tivemos casos de supostos evangelistas que pegaram material gratuito para negociar com igrejas, usando a literatura para tirar dinheiro. Outros queriam apenas distribuir para serem conhecidos pelos pastores e fazer “política” usando os materiais para o evangelísmo.

Palavra de Deus chegando ao povo de La Paz, Bolívia

O mais triste foi o caso de pessoas que vendiam o material. A venda de literatura evangelística é, infelizmente, muito comum na região alta da Bolívia e no Peru. Nosso objetivo não é fazer comércio. Não recebemos material de graça para que alguém lucre em cima dele.

Eu e outros voluntários dedicamos nosso tempo sem receber nada em troca. Não faz sentido que o material termine nas mãos de quem o vende. Nesses casos, tiramos o material de circulação imediatamente.

Foram anos de luta para conseguir um Ponto de Apoio em La Paz. O mais complicado não é o meio de levar o material — isso a gente sempre dá um jeito. O mais difícil é encontrar pessoas fiéis para fazerem a obra. Nos dias de hoje, em que a ganância e o evangelho se misturam, é cada vez mais difícil encontrar servos com amor genuíno pela obra.

Eu posso concluir que fizemos muitas viagens com o alvo de realizar o evangelismo e identificar uma pessoa que realmente fizesse o trabalho de apoio na cidade de La Paz. Eu tenho um vídeo gravado em junho de 2014 de uma das viagens feitas a região. Se você quiser assistir basta clicar no link – https://youtu.be/Pj1kH_r2PxI?si=2frUu8jPgngGVyly


A Semente de Fidelidade

Nossa primeira viagem definitiva a La Paz para iniciar o trabalho foi em 2016. Tivemos muitas lutas, mas conseguimos o contato com o pastor Jacil, que estava trabalhando na embaixada do Brasil. Ele começou a receber os materiais e a apoiar os evangelistas locais.

Eu tenho procurado registrar esses momentos marcantes através dos vídeos. Assim, nossa viagem levando os primeiros materiais ao Pontos de Apoio também foi registrado. Se você quiser assistir basta clicar no link que está lado ao lado – https://youtu.be/6T6oi6XnCxo

Mas, o tempo passou e o pastor Jacil precisou voltar ao Brasil. Então ele nos apresentou a irmã Lídia, uma professora que fez um trabalho excelente conosco no serviço de apoio aos evangelistas locais.

Irmã Lídia (direita)

Com o crescimento do trabalho, a irmã Lídia, que já tinha suas atividades profissionais e evangelísticas, não conseguia mais dar conta. O numero de evangelistas crescia muito e realmente ficou difícil para ela atender os evangelistas. Então, ela nos apresentou o irmão Juan Maceda. Eu já imaginava que ela nos falaria dele, pois suas características se destacavam.

Lembro de uma vez, quando um contêiner de 40 pés com material chegou a La Paz e o irmão Juan nos ajudou a descarregar. Quando ele viu a quantidade de literatura, ficou impactado e começou a chorar. Ele perguntou se o material era para ser distribuído aos evangelistas, e eu confirmei que sim. Eu vi a gratidão em seus olhos.

Também tenho um vlog gravado mostrando nosso trabalho para receber o contêiner de 40 pés na cidade de La Paz no ano de 2017. Neste vídeo eu já estava trabalhando com o irmão Nigel Mercado e também o irmão Juan Maceda. Clique no link para assistir – https://youtu.be/wpGWY89zje8

Cidade de La Paz, Bolívia

Até hoje, o irmão Juan faz a distribuição com um coração ardente pela obra. Mas há um segredo sobre ele que me impactou profundamente. Antes de conhecer nosso trabalho, ele já comprava literatura e a distribuía para os evangelistas com seu próprio recurso, orando para que Deus abrisse uma porta. Foi quando, dias depois, a irmã Lídia o apresentou ao nosso projeto.

A história do Juan Maceda é um lembrete de que, por trás de cada trabalho, existe o agir de Deus. E isso é lindo. Quando acompanho o que está sendo feito em La Paz, só posso agradecer a Deus por ver sua mão em tudo. Agradeço por ter pessoas como o irmão Juan, fiéis e comprometidas, que fazem a diferença na obra de Deus.

“A quem muito é dado, muito será pedido; e a quem muito é confiado, mais ainda será exigido.” (Lucas 12:48)

A fidelidade começa no pouco. Quando somos fiéis com o que temos, Deus nos confia o muito. E, na obra missionária, a maior recompensa não é ter grandes recursos, mas a certeza de que estamos alinhados com a vontade de Deus, que honra aqueles que servem com um coração íntegro, livre da ganância e cheio de amor pelo serviço de missões.

Videos Missionários

Eu tenho uma playlist com vários videos do serviço de apoio na cidade de La Paz. Se você quiser assistir basta clicar no link logo abaixo

CLIQUE AQUI para acessar os vídeos de La Paz

Continue orando por este projeto. As lutas para alcançar cada região são muitas, mas cremos no poder do nosso Deus que tanto nos dará as condições para avançar como também colocará as pessoas certas em nosso caminho

Deus vos abençoe

Peniel N Dourado

O Senhor Jesus é SENHOR da obra missionária

Obediência Acima de Tudo

Estava meditando em Lucas 6:46, que diz: “Por que vocês me chamam ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que eu digo?”. Essa pergunta me fez pensar sobre algo que acontece muito no serviço de missões: o missionário precisa fazer a obra sob a ordem do Senhor. É o Espírito Santo quem envia. Em Atos 13, vemos que a movimentação partiu do Espírito, que usa suas ferramentas para que o escolhido vá e desenvolva um trabalho.

A obra é do Senhor. Em Atos dos Apóstolos, Paulo tinha o desejo de pregar o evangelho na Ásia, mas o dono da obra, o Espírito Santo, o impediu. Não é que Deus não quisesse que o evangelho fosse pregado lá, mas a vontade de Deus era que Paulo estivesse em outro lugar. E aqui está o ponto-chave: você não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Se Deus te coloca em uma posição específica, Ele quer que você fique ali e produza.

É comum o missionário pensar: “Eu me sentiria muito melhor e teria mais resultado trabalhando no Peru, mas Deus está me enviando para a Espanha”. E aí a pessoa começa a questionar: “Quem vai me apoiar na Espanha? As igrejas vão querer mandar oferta?”. Ele foca no que é mais fácil e não no que Deus mandou. Aí a palavra de Jesus nos atinge: “Por que me chamam ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que eu mando?”.

Isso também acontece em outros ministérios. Deus pode te chamar para o serviço evangelístico, mas você quer ser pastor, buscando uma vida mais “estabilizada”. E acaba largando a ordem de Deus. Ou o contrário, Deus te coloca no pastorado e você sente falta de pregar na rua, largando o que Deus te mandou fazer. Por que me chama “Senhor, Senhor” e não faz o que eu mando?


A Casa Construída sobre a Rocha

A raiz do problema está em Lucas 6:47-48, que fala sobre o homem que vem a Jesus, ouve suas palavras e as pratica. Ele é como alguém que constrói sua casa sobre a rocha, cavando fundo para colocar o alicerce. A rocha é a palavra específica que Deus te deu. Se Ele te chamou para ser evangelista, não é para ser pastor. Se te chamou para ser pastor, não é para ser evangelista.

O homem que ouve a palavra e a pratica está construindo sua vida sobre a vontade de Deus. Quando vem a tempestade, sua casa não cai. Mas aquele que ouve e não pratica constrói sobre a areia. Deus continua falando, mas as pessoas tapam os ouvidos e dão ouvidos aos próprios argumentos, ou aos argumentos dos outros. Elas pensam: “Senhor, mas ir para a Europa é difícil! As igrejas não apoiam missionários lá!”.

Essa pessoa acaba construindo sua vida sobre areia, sobre sua própria lógica. O resultado? O trabalho até parece que está dando certo por um tempo, mas quando a tempestade chega, tudo desanda.

O missionário não vive por aquilo que dá certo ou que parece ser o melhor. O melhor para você é sempre onde Deus te manda. A melhor cidade, o melhor país, o melhor trabalho, é aquele que Deus te deu. O missionário constrói sua vida sobre a Palavra de Deus, que é o alicerce firme. A tempestade vem para todos, mas só a casa construída na rocha permanece de pé.

Seja firme na vontade do Senhor. Sua vitória não está no seu pensamento ou no pensamento dos outros, mas na Palavra que Deus te deu.

“Portanto, aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica, é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.” (Mateus 7:24)

Lembre-se: obediência é a maior prova de amor e fé. O caminho pode ser difícil, mas o fundamento sobre a rocha garante que sua obra não será em vão.

📦 Quando Deus Paga o Frete: Milagres na Logística Missionária

Eu estava vendo minhas fotos antigas e relembrando mais uma situação que passamos onde vimos a mãos de Deus no desenvolvimento do Programa de Apoio Evangelístico. E este testemunho eu quero registrar em nosso Diário Missionário de hoje.

Quero lembrar que você pode assinar o nosso blog para que quando eu tiver um post muito importante estarei enviando o link em seu e-mail para você não perca os assuntos mais interessantes do nosso blog.

No Programa de Apoio enfrentamos muitos desafios para dar andamento ao trabalho. Um dos maiores é o frete. Transportar material da base até os pontos de apoio não é simples nem barato, mas essencial para a continuidade da obra.

Quero compartilhar uma experiência de alguns anos atrás, quando estávamos iniciando o Programa de Apoio Evangelístico na Bolívia. Eu creio que esta situação foi no ano de 2012. O material havia acabado em Bolívia e enfrentávamos dificuldades para receber a segunda remessa fazendo o processo de importação por Bolívia.

Diante disso, fiz pedidos de material pela região de fronteira do Brasil com Bolívia. O Brasil estava recebendo contêineres com frequência, então tivemos a ideia de trazer o material de São Paulo até Corumbá (MS), na fronteira, e depois atravessá-lo para o lado boliviano, conduzindo até Santa Cruz de la Sierra.

O contêiner chegou ao Brasil com quase 3 toneladas de material impresso. Fui até Corumbá e, com a ajuda de lideranças locais, conseguimos um galpão para armazenar tudo. Um pastor, que também era sócio de uma empresa de ônibus e caminhões, cedeu espaço em seu depósito e pallets para não deixarmos o material no chão.

Materiais evangelístico chegando na Base de Apoio em Santa Cruz de la Sierra (2012)

O próximo desafio era passar as caixas para a Bolívia. As autoridades aduaneiras exigiam documentação de importação e exportação, o que dificultava muito, já que se tratava de doação. Alguém nos orientou a transportar aos poucos — 100 ou 150 caixas por vez — o que tornava a travessia possível.

Com a ajuda do irmão Nigel Mercado, coordenador na Bolívia, começamos esse processo. Algumas vezes os policiais compreendiam nossa situação e liberavam a passagem. Em certa ocasião, um deles pediu uma Bíblia. Naquele momento Nigel só tinha livretos, mas depois os irmãos compraram uma Bíblia e entregaram ao policial. Essa atitude abriu portas para continuarmos atravessando o material até completar as 3 toneladas.

Outro obstáculo foi o frete de São Paulo até a fronteira. Eu havia falado com várias empresas e o valor estava muito alto, algo impensável para nós. Oramos, pedimos ajuda a várias igrejas e irmãos, até que Deus moveu o coração de uma pessoa que pagou integralmente esse transporte. Se eu não estou enganado o valor chegada aos R$10.000 Reais, ou mais. Mas graças a Deus que as portas foram abertas.

Ainda faltava levar o material da fronteira até Santa Cruz, uma distância de 580 km. Conversei com caminhoneiros e irmãos da região, mas os custos eram também altos. Uma irmã evangelista se dispôs a ajudar, cobrando apenas 250 dólares. Eu não tinha o valor e levei essa necessidade em oração.

Enquanto orava em meu quarto em Santa Cruz de la Sierra, recebi uma ligação de um irmão do Equador. Ele me enviou exatamente 250 dólares pelo Western Union. Com esse recurso, conseguimos pagar o frete, e o material finalmente chegou a Santa Cruz de la Sierra.

Base de Apoio em Santa Cruz, Bolívia (2012)

Compartilho essa história porque até hoje enfrentamos lutas semelhantes. Às vezes a dificuldade é o frete, outras vezes o recurso para viagens ou para manter a obra em andamento. Os custos no Brasil, por exemplo, são muito altos — pedágios, impostos e transporte interno chegam a ser mais caros do que viajar para fora do país.

Mesmo assim, desde 2021 quando decidimos avançar com o projeto no Brasil o Senhor tem nos sustentado. Hoje temos uma base em Aracaju, atendendo boa parte do Nordeste, e estamos iniciando outra em São Luís do Maranhão. Já enviamos mais de uma tonelada de material para lá e oramos para que logo possamos enviar o primeiro contêiner com 10 toneladas, alcançando também a região Norte do Brasil — onde os desafios são ainda maiores devido às condições precárias das estradas e ao custo do transporte.

Mas cremos que o Deus que nos mandou realizar este trabalho é o mesmo que levanta pessoas para sustentá-lo. Não foi uma ideia nossa, foi o Senhor quem nos chamou, e Ele tem suprido cada necessidade no tempo certo.

Agradeço a cada irmão que tem colaborado e intercedido por este projeto. Seguimos avançando, certos de que tudo acontece no tempo do Senhor.

Amém? Continue orando por nós.

Peniel N Dourado

Projetos Missionários que Envergonham o Evangelho

Certa vez, encontrei um “missionário” que falava com entusiasmo sobre um projeto de missões. Mas o foco da conversa me chamou a atenção: ele só falava da possibilidade de arrecadar dinheiro nas igrejas.
Nenhuma menção à salvação de almas, ao chamado de Deus ou ao compromisso com a Palavra. Apenas dinheiro.

É essa a motivação correta?

Muitos hoje se lançam ao campo missionário apenas porque acreditam que será fácil conseguir apoio financeiro de igrejas. Infelizmente, isso tem gerado trabalhos fraudulentos e testemunhos vergonhosos, que desonram o nome de Jesus e atrapalham o avanço do verdadeiro evangelho.

Peniel Dourado e Mina

Esses falsos obreiros não estão interessados em cumprir o Ide, mas em manter um estilo de vida confortável, sustentado por ofertas daqueles que amam missões. Quando o coração do missionário está no dinheiro e não na missão, o projeto perde sua essência e passa a ser uma farsa.

“Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse… que são inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição; o deus deles é o ventre”
(Filipenses 3:18-19)

Como diz as Escrituras: “Inimigos da Cruz de Cristo”. São ferramentas do malígno colocadas no lugar estratégico para prejudicar a obra do Senhor e freiar o serviço de missões

Maus missionários atrapalham os bons

Quem já esteve no campo sabe como é difícil conquistar a confiança dos nativos. Agora imagine quando antes de você, passou um obreiro que só buscava vantagens e nunca apresentou frutos de um verdadeiro servo de Deus. E quando antes de você passou alguém sujando a imagem de um missionário?


Esses falsos missionários dificultam a vida dos que são sinceros, e mancham a imagem da obra missionária. Eu sempre digo que é uma pena, pois tais pessoas geralmente chegam primeiro dificultando mais ainda o serviço de missões.

É por isso que muitos pastores hoje têm medo de investir em missões: foram enganados por projetos que não passavam de fachada. E no campo, muitos não querem receber novos missionários, pois outros prejudicaram o trabalho.

Mina e Deborah fazendo a distribuição da Palavra de Deus escrita em Bolívia (2008)

O problema está no coração

Sim, é importante manter um projeto missionário. Sim, o missionário precisa de sustento. Mas quem vai ao campo só por dinheiro, certamente dará mau testemunho.

Missão é chamada, é renúncia, é obediência. O verdadeiro missionário está disposto a pagar o preço, a servir mesmo quando os recursos faltam.
O foco nunca deve ser “viver bem” — deve ser obedecer à ordem de Jesus e alcançar os perdidos.

Não vamos entrar no extremismo de acreditar que um missionário que tem uma casa boa ou um bom carro não é um missionário de verdade. Por favor, vamos compreender o que é dito e manter o equilíbrio.

Como identificar maus obreiros?

Minha dica é simples, mas prática:
Ouça menos o que falam e observe mais o que fazem.

Esses obreiros costumam falar bonito. Falam de ganhar almas, de alcançar os povos, de evangelismo. Mas quando você olha na prática, vê que não há frutos.

Observe suas ações.

  • Estão evangelizando?
  • Estão discipulando vidas?
  • Estão investindo tempo com pessoas?
  • Estão realmente desenvolvendo um projeto ou apenas pedindo ofertas?

Palavras podem enganar. Frutos não.

Jesus disse:

“Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:16)


Se você está orando para ser um parceiro missionário, ou até mesmo se sente chamado a ir, não se baseie em aparência ou discurso. Busque projetos sérios, sustentados na Palavra e com frutos visíveis.

Não invista por emoção, pois tais pessoas são especialistas em emocionar o povo com fotos, vídeos emotivos, histórias chocantes, mas não mostram nenhuma produtividade no campo de missões. Quem apoia por emoção é presa fácil.

E se você é missionário, que o Senhor te dê graça para andar com integridade, e nunca deixar que o dinheiro seja seu deus. Que sua motivação seja a glória de Deus e a salvação das almas.


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Por que Aracaju? Uma Missão Guiada por Deus

Muitas pessoas me perguntam por que investimos tanto no trabalho em Aracaju, Sergipe. Elas questionam se tenho parentes lá, se já trabalhei ou fiz missões na região. A verdade é que não. Não tenho laços familiares e não conhecia bem o estado ou a cidade, a não ser pelas poucas vezes que passamos por lá em viagens do Paraguai para o Ceará.

Eu não tinha nenhuma conexão com essa cidade, mas algo surpreendente aconteceu em 2021. Ao chegarmos na fronteira, entramos em um período de intensa oração, buscando a direção de Deus para expandir o Programa de Apoio Evangelístico além da Bolívia. Nosso objetivo era continuar atendendo o país vizinho, enquanto nos preparávamos para alcançar o Paraguai, Peru, Argentina, Uruguai e, finalmente, o Brasil.

Olhando para a grande nação brasileira, percebi as dificuldades: a falta de apoio, os altos custos de frete e as complexas viagens. Por isso, meu clamor a Deus era por sabedoria e orientação. O primeiro grande desafio era encontrar um obreiro com o mesmo fervor do irmão Nigel Mercado, que trabalha comigo desde 2015 na Bolívia. Eu orava por alguém no Brasil com a mesma dedicação e garra, que pudesse liderar o trabalho com diligência.

Peniel Dourado e Nigel Mercado (2021)

O ano de 2021 foi praticamente dedicado à oração. Enquanto buscávamos a direção de Deus, surgiu uma oportunidade em Rio Branco, no Acre. Fiz uma viagem para lá, pensando em expandir o projeto para a região Norte do Brasil, o que facilitaria o atendimento às fronteiras com a Bolívia e o Peru. Em seguida, surgiram portas em Juazeiro da Bahia e Petrolina. Fui até lá, conheci os irmãos locais e gravei alguns vídeos que mostram nossa busca por um líder para aquela região.

Também estive em Fortaleza, Ceará, para rever parentes e tirar férias com minha família. Mas mesmo em meio ao descanso, meu coração estava em Deus e minha oração era constante: “Senhor, coloque alguém no meu caminho.” Eu passei um mês em contato com várias pessoas, buscando a pessoa certa para liderar a obra no Brasil.

Foi então que recebi uma mensagem do irmão Assis, de Aracaju. Ele liderava um grupo de evangelistas de rua e buscava literatura para apoiar o ministério local e regional. Começamos a trocar mensagens, e observei não apenas um evangelista, mas alguém com uma genuína visão de expansão. Ele desejava apoiar outros obreiros e ver o trabalho crescer.

Peniel Dourado e Assis (2021)

Iniciamos o contato e enviamos uma quantidade significativa de material para o irmão Assis. Vimos sua dedicação, amor e responsabilidade. Para mim, era crucial que ele estivesse aberto a receber a nossa visão de trabalho, que é fruto de anos de experiência e orientação divina. Ele demonstrou uma receptividade notável: eu transmitia a visão, e ele a implementava.

Nesse período, apresentei uma proposta de trabalho para uma missão americana que faz a impressão dos materiais. O maior problema que enfrentávamos no Brasil era a distribuição, já que todo o material chegava no Sudeste e precisava ser redistribuído. Propus descentralizar a logística e criar um sistema de distribuição similar ao que usamos na Bolívia há mais de 15 anos.

Expliquei também as diferenças culturais do nosso país — o Brasil é um só, mas cada região (Sul, Nordeste, Sudeste e Norte) possui uma realidade própria, o que exige uma abordagem regional. A proposta foi aceita, e nossa primeira porta de entrada foi em Aracaju, sob a liderança do irmão Assis.

Dois contêineres chegando em Aracaju com materiais evangelístico

Para quem pensa que a escolha de Aracaju foi uma decisão pessoal ou por alguma influência, a resposta é não. Quando visitei a cidade pela primeira vez, fiquei impactado. Após anos na Bolívia e no Paraguai, o número de igrejas em Aracaju me chocou, pois eram muitas. A cada duas quadras eu encontrava um tempo e fiquei admirado, mesmo sabendo que Aracaju é a terceira capital que menor número de evangélicos do Brasil.

No entanto, o que me chamou mais a atenção foi a falta de evangelistas de rua. Enquanto via muitas pessoas distribuindo folhetos de propaganda de lojas e bancos, era raro encontrar evangelistas. E os poucos que encontrei me diziam que a literatura “não funciona.” (veja video – clique aqui)

Se não funciona, por que os empresários gastam dinheiro na impressão de folhetos para levar suas mensagens? Havia algo de errado nessa situação. Isso apenas reforçou a necessidade de um trabalho sério com a literatura evangelística na cidade de Aracaju.

Quero finalizar este post pedindo sua oração. Ore pelo Programa de Apoio Evangelístico e para que Deus levante mais obreiros. Muitas pessoas me perguntam por que ainda não estamos em outras cidades do Norte ou do Sul do Brasil. A resposta é sempre a mesma: falta de obreiros.

Se tivéssemos mais homens dedicados como o irmão Assis e o irmão Nigel Mercado, o trabalho cresceria e se expandiria por todo o país. A perda de material por falta de critérios é algo que não podemos aceitar. O material é impresso com as ofertas de homens e mulheres de Deus; por isso, temos o compromisso de garantir que ele chegue às mãos certas, pois chegando nas mãos certas nós alcançaremos as almas.

Para selecionar os obreiros nós utilizamos a experiência que temos de trabalho, mas nossa maior arma é a oração. Deus nos dá sabedoria para discernir, mas Ele também nos revela o que não podemos ver. Por isso, peço que você ore pelo trabalho no Nordeste do Brasil, através da base de Aracaju, e pela vida do irmão Assis, para que Deus levante obreiros que somem forças e mantenedores fiéis ao seu lado.

Videos a Base de Aracaju

Para conhecer mais sobre o nosso trabalho na base de Aracaju, preparei uma playlist especial. Assista aos vídeos das minhas viagens e veja de perto como a obra de Deus tem avançado no Nordeste do Brasil. O link completo está logo abaixo.

CLIQUE AQUI para acessar a playist

Forte abraço e que o Senhor te abençoe poderosamente

O Poder do Apoio Evangelístico Local na Bolívia

Você já se perguntou o que significa ser uma ferramenta de Deus em um lugar de grande necessidade? A evangelização não se limita a um único evento, mas a um trabalho contínuo e dedicado. Conheça a história de como o apoio evangelístico local está transformando a cidade de Oruro, na Bolívia, e o que isso pode ensinar a você sobre o poder da colaboração na obra de Deus.

Evangelista levando a Palavra de Deus escrita em Oruro, Bolívia

Este é o Mercado Cantuta, em Oruro, na Bolívia. Muitas vezes, viajamos de Santa Cruz de la Sierra até aqui para levar a Palavra de Deus a esse povo. No entanto, o que são algumas atividades evangelísticas esporádicas diante de tanta necessidade?

A Palavra de Deus é clara em dizer que a Seara é grande, mas poucos são os ceifeiros. “E disse-lhes: A seara é realmente grande, mas os ceifeiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie ceifeiros para a sua seara” (Lucas 10:2).

Louvamos a Deus porque o melhor resultado na evangelização acontece quando os missionários locais estão constantemente realizando o trabalho. É por isso que, hoje, temos um ponto de apoio evangelístico em Oruro, servindo a evangelistas que não atuam apenas no Mercado Cantuta, mas também na grande feira da Firmino Lopez, nos hospitais, nos pequenos mercados das periferias, nas casas e em muitos outros lugares.

O líder local, além de atender a cidade de Oruro, tem levado a mensagem aos povoados, alcançando regiões onde ainda não existe uma igreja pregando o Evangelho. E a Palavra de Deus é como um tesouro que não deve ser guardado, mas compartilhado. “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?” (Romanos 10:14). Essa iniciativa garante que a mensagem de salvação chegue a lugares remotos, onde a luz do Evangelho ainda não brilhou.

O evangelismo local é a estratégia mais eficaz para a grande comissão. Não se trata de uma única pessoa com um microfone, mas de um corpo de crentes unidos, cada um com uma função, trabalhando juntos para um propósito maior. É o exemplo perfeito da igreja como o corpo de Cristo. “Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo” (1 Coríntios 12:27).

Que o Senhor Jesus continue nos concedendo grandes oportunidades para alcançar vidas em toda a América do Sul. A evangelização em Oruro nos ensina uma lição valiosa: a missão não é um ato isolado, mas uma vida dedicada a servir, capacitar e multiplicar o trabalho, permitindo que o Reino de Deus se expanda de forma orgânica e constante.


Desafio prático: Comece a orar hoje mesmo para que Deus levante e fortaleça os evangelistas locais em sua própria cidade e em outras nações. A oração é a força motriz de toda a obra evangelística.