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Um Chamado à Provisão Divina

Nossa jornada em missões sempre foi guiada por um chamado claro, mas nem sempre por um caminho óbvio. Casamos em 2002 e começamos a trabalhar no Paraguai com aldeias indígenas. Depois o Senhor nos levou ao serviço de rápido, presidio, atender as famílias que vivem em fazendo e outros trabalhos.

Posteriormente veio o chamado para fazer missões em Bolívia e meu foco era um só: abrir igrejas. Eu e minha esposa, Mina, estávamos em Bolívia com esse único projeto. Deus, porém, tinha outros planos para nossas vidas. Ele nos mostrou a necessidade do serviço de apoio a evangelistas. O grande detalhe é que naquele momento, eu não tinha dinheiro nem para comprar leite e pão.

Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem

Deus me deu a Palavra do alvo, mas eu estava apreensivo. Lembro-me de contar moedas que estavam sobre a mesa, tentando juntar o suficiente para a nossa alimentação do dia. Nós estávamos passando por uma grande necessidade financeira e buscávamos a direção de Deus para o serviço. Tudo o que sabíamos era que Deus nos havia enviado e deveríamos ficar ali.

Uma noite, enquanto orava, Deus me falou muito forte sobre o trabalho de apoio. Ele começou a me revelar os alvos que tinha e como eu deveria seguir. No dia seguinte, mesmo diante das muitas dificuldades financeiras, eu disse à Mina que Deus havia falado que iríamos trabalhar com Apoio Evangelístico. Eu traria o material de São Paulo, passaria pela fronteira e começaríamos a distribuir gratuitamente aos evangelistas locais.

Que brilhante ideia! Mas, onde conseguiríamos dinheiro para manter? Quem quer ajudar um projeto missionário assim? Mina estendia as roupas e me fazia muitas perguntas e eu não tinha resposta.

Mina e Deborah – Bandeira de Santa Cruz de la Sierra

Então Mina me fez mais uma pergunta: “Se a gente não tem dinheiro para comer, como vamos sustentar um projeto tão caro?” Querido irmão, ela não estava sem fé, era uma questão de lógica e sei que minha esposa tinha razão. Um projeto como esse envolve um custo altíssimo com frete, viagens e documentações. Você sabe quanto eu gasto para fazer minhas viagens para atender o trabalho? Sabe quanto custo para entrar apenas um contêiner desse em um país?

E, além disso, outra pergunta que era do meu coração me atormentava: “Quem se importa com o evangelista? Quem se preocupa se ele tem um folheto para pregar?” Você acha que eu não pensava isso? Sim, eu pensava e até hoje penso sobre este assunto.

A realidade é que pouquíssima gente se importa com o serviço evangelístico. Pouca gente valoriza o trabalho de quem vai para as ruas, hospitais e presídios, e não enxerga o resultado da literatura impressa, a Palavra de Deus escrita nas mãos do povo. Como eu apresentaria um projeto assim a uma igreja, aos secretários de missões?

A Primeira Grande Preocupação

Essa foi a nossa maior preocupação no início: como manter este trabalho. E Deus nos ensinou, de um jeito prático, a amar esse serviço. Ele nos mostrou primeiro o quanto Ele ama e também nos ensinou a amar. Por mais de três anos, eu, minha esposa e nossa filha Deborah, que ainda era um bebê, estivemos nas ruas de Santa Cruz de la Sierra, distribuindo literatura em praças, universidades e feiras. Colocávamos a Débora no carrinho e enchíamos as mochilas de folhetos.

Deborah e os primeiros materiais da Gospel Sunrise

Mais tarde, começamos a identificar evangelistas que precisavam de material e passamos a distribuí-los para eles. Deus nos ensinou a amar o serviço evangelístico e a ter a carga de ir às ruas. Ele nos mostrou que, da mesma forma que Ele nos deu o desejo de fazer esse trabalho, também levantaria pessoas que amam este obra e nos ajudar a manter este trabalho.

A nossa primeira preocupação foi ‘como vamos manter?’, mas o Senhor nos ensinou que, da mesma forma que Ele colocou essa carga em nossos corações, Ele levantaria pessoas para nos ajudar.

A maior lição que aprendemos foi: não é sobre como eu vou fazer ou como eu vou manter, mas sim, sobre como Ele vai providenciar. Deus nos mostrou, em cada necessidade suprida e em cada barreira vencida, que a obra é d’Ele e, assim como Ele nos chamou, Ele mesmo irá sustentá-la

Eu em Mina em nossa primeira base de apoio em Bolívia recebendo materiais da Irlanda (2011)

“E, quando faltar a vocês alguma coisa, Deus, que me dá tudo o que é necessário por meio das riquezas de Cristo Jesus, lhes dará o que precisam.” – Filipenses 4:19

Pedido de Oração:

Ore pelo Programa de Apoio Evangelístico para as portas continuem sendo abertas em toda América do Sul.

Ore pelo desenvolvimento da Base de Apoio na Bolívia, o coordenador nacional, irmão Nigel Mercado e por todos os líderes dos Pontos de Apoio em Bolívia.

Ore pela Base de Apoio em Aracaju que está sob liderança do presbítero Assis e que atualmente atende praticamente todo o nordeste Brasileiro.

Ore por nossa nova Base de Apoio que está sendo aberta na cidade de São Luis do Maranhão com o irmão Rogerio.

O Apoio Evangelístico na região Sul do Brasil

Iniciamos nossa atividade em Vacaria, no Rio Grande do Sul, com o apoio do evangelista Moisés. Confesso que eu não tinha muitas informações sobre a necessidade do evangelho nessa região. Pesquisando, descobri dados que me surpreenderam.

Porto Alegre é a capital com o menor número de evangélicos no Brasil. Em segundo lugar está Florianópolis. Para se ter uma ideia, essas capitais, apesar de grandes, têm um número muito pequeno evangélicos e igrejas. A cidade de Porto Alegre tem 11% e Florianópolis tem um pouco mais de 12% de evangélicos. Isso me fez pensar: se as capitais têm essa realidade, o que dizer dos municípios menores?

Peniel Dourado e Ev Moisés

Aprofundando a pesquisa, encontrei um grande número de municípios no Rio Grande do Sul com menos de 2% de evangélicos. Esse dado é alarmante, pois remete à compreensão de que uma região é “não alcançada” pelo evangelho. Se vários municípios vizinhos têm essa porcentagem, significa que toda uma região está carente da presença do evangelho.

Assim, eu posso dizer que, o sul do Brasil é o lugar no país com a maior necessidade da presença do evangelho sem ter barreiras geográficas que dificultam o avanço da Palavra. Existem lugares na região norte com muita barreira geográfica e mesmo assim o avanço na pregação, abertura de novas igrejas é constante.

Outro dado importante são os municipios com uma porcentagem de 5% de evangéicos. Segundo especialistas, uma região com essa porcentagem pode ter um crescimento rápido. Já uma região que se mantém nos 2% por muito tempo, provavelmente precisa de apoio externo para avançar, pois mostrar pela quantidade e falta de avanço que a igreja local não está conseguindo avançar sozinha. Atualmente, cerca de 24 municípios no Rio Grande do Sul têm menos de 5% de evangélicos e 13 municípios com 2% da população declarada evangélica.

A conclusão é clara: a região sul do Brasil é carente da Palavra de Deus e precisa urgente da atenção do serviço de missões.

No entanto, tenho notado que a Igreja brasileira não tem uma visão voltada para o sul. É raro ver igrejas de outras regiões, como Sudeste ou Nordeste, enviando missionários para lá. Muitos vão para trabalhar, mas poucos para ganhar almas, abrir igrejas e somar com a igreja local.

Visita do Ev Moisés a Misión Siloé no Paraguai (2024)

A falta de obreiros é um dos maiores desafios que se enfrenta. Observando o trabalho do evangelista Moisés, foi enviando uma grande quantidade de materiais impressos, houve apoio para a distribuição, mas a barreira maior foi encontrar evangelistas com o coração realmente entregue à obra de evangelismo de forma constante. Muitos começam, mas param depois de poucos meses.

A região sul tem muitas barreiras culturais e religiosas. Eu até a comparo com a Europa, onde as igrejas também evitam enviar missionários por causa da cultura e do poder aquisitivo das pessoas. No Brasil, essa mentalidade impede o avanço no Sul.

Irmã Angelina da cidade de Santa Maria, RS, durante o evangelismo

Apesar de tudo isso, eu tenho visto que as igrejas evangélicas do sul sendo uma das mais animadas quanto ao serviço de missões transculturais. Mesmo trabalhando em uma região tão difícil para o crescimento de igreja e alcance de novas regiões no próprio sul do Brasil as igrejas locais são fortemente envolvidas no serviço de missões enviando e apoiando missionários dentro e fora do Brasil.

Sobre o Apoio Evangelístico

Quanto ao desenvolvimento do Programa de Apoio Evangelístico, desde o início, sabíamos que não seria fácil. Trabalhamos para levar as primeiras remessas de materiais, iniciamos o processo da identificação de evangelistas que fazem o trabalho de forma constante. Tivemos o apoio de irmãos que trabalham no transporte, mas a resistência tem sido gigante.

Um dos maiores problemas que nós temos tido é a falta de evangelistas que fazem o trabalho de forma constante. Normalmente o trabalho é feito por três meses ou seis meses e logo param. Não digo que não tenha evangelista, mas o número comparado a outras regiões do Brasil é baixíssimo.

Continuamos a orar e a buscar a Deus para que Ele levante pregadores para alcançar essa região. Eu creio que chegará o tempo que vamos ter um resultado maior na região sul. O que precisamos fazer e seguir trabalhando, orando e deixar que as portas sejam abertas pelo próprio Deus


Ore Conosco!

O desafio é grande, mas a promessa de Deus é ainda maior. Jesus disse: “Vejam! Eu lhes digo: levantem os olhos e vejam os campos para a colheita, pois já estão brancos!” (João 4:35). O sul do Brasil é um desses campos que está maduro e clama por ceifeiros. A necessidade de pregadores do evangelho é extrema.

Que possamos ter essa visão, orar e agir para que a Palavra de Deus chegue a cada coração nessa região.

Nossos Vídeos

Eu tenho alguns vídeos gravados com nossas viagens ao sul, chegada de material na cidade de Vacaria e vídeos que falo sobre o desenvolvimento do trabalho. O link eu deixo logo abaixo

CLIQUE AQUI para acessar os vídeos

Um forte abraço e que o Senhor Jesus te abençoe

Como ser um missionário evangélico?

O desejo de servir a Deus em tempo integral, especialmente como missionário, é uma das maiores expressões de fé. O chamado missionário, porém, é um passo de grande magnitude, que exige mais do que apenas uma decisão. É um compromisso profundo com a missão de compartilhar o evangelho de Cristo e transformar vidas, como nos instrui o próprio Senhor em Marcos 16:15. Se você sente que esta é a sua vocação, este guia foi feito para você.

Peniel N Dourado

O que é um missionário evangélico?

Sob a perspectiva do “Ide” de Mateus 28:19, todo cristão é um missionário. Temos a responsabilidade de levar o evangelho aos perdidos e fazer discípulos em todas as nações. Deus tem uma missão e Ele inclui todo verdadeiro servo em sua missão de trazer de volta o pecador.

Embora o chamado seja para todos os cristãos, alguns recebem a vocação especial de se dedicar integralmente às missões transculturais, indo a outros ambientes culturais dentro de um país ou além de suas fronteiras políticas para compartilhar a mensagem, assim como nos mostra a vida e obra do apóstolo Paulo, o apóstolo dos gentios.

Um missionário evangélico é alguém que dedica sua vida a compartilhar Jesus. Seu papel vai além da pregação; ele busca transformar vidas e comunidades com o amor de Deus, contribuindo para o crescimento espiritual e social das pessoas que alcança, conforme o exemplo de Cristo que veio para servir e dar a sua vida (Filipenses 2:7).

Peniel N Dourado

Eu e minha esposa Mina, vivemos essa realidade. Ao invés de focar em apeas abrir igrejas, como era o plano inicial, Deus nos direcionou para o serviço de apoio a evangelistas na Bolívia e posteriormente a outras nações. Entendemos que a missão é equipar outros a cumprirem o chamado de evangelizar.

Quer ser um missionário? Descubra o que é preciso!

O desejo de servir a Deus em tempo integral, especialmente como missionário, é uma das maiores expressões de fé. O chamado missionário, porém, é um passo de grande magnitude, que exige mais do que apenas uma decisão. É um compromisso profundo com a missão de compartilhar o evangelho de Cristo e transformar vidas, como nos instrui o próprio Senhor em Marcos 16:15. Se você sente que esta é a sua vocação, este guia foi feito para você.


O que é um missionário evangélico?

Sob a perspectiva do “Ide” de Mateus 28:19, todo cristão é um missionário. Temos a responsabilidade de levar o evangelho aos perdidos e fazer discípulos em todas as nações. Embora o chamado seja para todos os cristãos, alguns recebem a vocação especial de se dedicar integralmente às missões transculturais, indo além de suas fronteiras para compartilhar a mensagem em outras culturas, assim como nos mostra a vida e obra de Paulo, o apóstolo dos gentios.

Descubra o guia definitivo para iniciar sua jornada missionária! Aprenda os passos essenciais para responder ao chamado de Deus com excelência e transformar vidas.
Pastor Peniel na cidade de Charagua, Bolívia

Eu, Peniel Dourado, e minha esposa, Mina, vivemos essa realidade. Ao invés de focar em abrir igrejas, como era o nosso plano inicial, Deus nos direcionou para o serviço de apoio a evangelistas na Bolívia. Nós entendemos que a nossa missão era equipar outros a cumprirem o chamado de evangelizar.


Quatro passos essenciais para ser um missionário evangélico

  1. Confirmação do Chamado: O primeiro passo é ter certeza de que Deus o está chamando para a obra missionária. A confirmação pode vir por meio de oração, leitura da Bíblia ou do conselho de líderes espirituais, pois o Senhor fala de muitas maneiras (Hebreus 1:1). Relato que, em meio a dificuldades financeiras, Deus falou muito forte ao meu coração sobre o trabalho de apoio, confirmando a nova direção para a minha vida.
  2. Estudo da Palavra de Deus: Um missionário precisa ter um conhecimento sólido da Bíblia para compartilhar a mensagem com clareza. O estudo regular das Escrituras é indispensável para fortalecer a sua fé e a sua mensagem, pois a Palavra de Deus é viva e eficaz (Hebreus 4:12).
  3. Formação Teológica: Embora não seja obrigatória, o conhecimento teológico pode ser um grande diferencial, pois um obreiro que maneja bem a Palavra não tem de que se envergonhar (2 Timóteo 2:15). Ela te dará uma base sólida para enfrentar os desafios do campo missionário.
  4. Desenvolvimento de Habilidades Práticas: Além do preparo espiritual, um missionário deve desenvolver habilidades práticas, como comunicação intercultural, ensino bíblico e liderança de comunidades. O evangelho de Cristo, por sua vez, nos dá o poder para todas as coisas (Filipenses 4:13).

Por que você deve fazer missões?

O maior encargo que o Senhor deu ao seu povo é o de compartilhar o evangelho. Os missionários tiram as pessoas das trevas do mundo e as conduzem para a luz do evangelho de Jesus Cristo (Colossenses 1:13).

Eles encontram, ensinam, batizam e discipulam aqueles que nunca dedicaram suas vidas a Cristo. Se você conhece o propósito da vida em Cristo, é sua responsabilidade levar o evangelho a quem não conhece.


“Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” – Romanos 14:17

Desafio prático: Considere qual habilidade ou paixão que você tem pode ser usada para o Reino de Deus. Seja um professor, um ciclista ou um artista, Deus pode usá-lo para levar o evangelho, pois somos a Sua obra prima, criados para as boas obras que Ele preparou de antemão (Efésios 2:10).


Quer Ir ao Campo? Veja Como se Preparar Para Missões

Se você está lendo este post, é porque algo dentro de você pulsa quando o assunto é missões. Antes de tudo, quero te agradecer por acompanhar nossas postagens. É um privilégio poder compartilhar o que temos aprendido no campo com irmãos e irmãs que também amam a obra missionária.

Mas agora eu te pergunto: você realmente quer ir ao campo missionário? Quer ser um missionário? Deseja anunciar Jesus Cristo entre os povos, além das fronteiras do seu país? Então, eu quero compartilhar com você algumas instruções práticas e essenciais.

Na cidade de Seabra, Bahia

1. Busque a direção de Deus

Pode parecer repetitivo, mas é necessário repetir: antes de qualquer decisão, ore e busque a direção de Deus.

Missões não começa com uma decisão humana, mas com um chamado divino. É possível que você escolha um lugar e vá por vontade própria, mas é algo completamente diferente quando Deus te envia para um lugar específico. O impacto espiritual e a autoridade no campo são muito maiores quando você vai enviado pelo Senhor.

2. Saiba o que você vai fazer

Muitas pessoas vão para o campo sem clareza sobre o que farão. É claro que Deus também trabalha com passos de fé, mas se você tiver uma palavra específica sobre o que Ele quer que você faça, isso vai te sustentar nos dias difíceis.

Você pode ir como evangelista, discipulador, plantador de igrejas, educador ou em outras funções que cooperem com o avanço do Reino. Pergunte ao Senhor: “O que exatamente o Senhor quer que eu faça?”

Eu em Mina em nossa primeira base de apoio em Bolívia recebendo materiais da Irlanda (2011)

3. Conheça o campo missionário

Agora que você está com o chamado confirmado e sabe o que vai fazer, chegou a hora de estudar sobre o campo:

  • Aprenda sobre a cultura local.
  • Estude a língua.
  • Compreenda a cosmovisão do povo.

A cosmovisão é a forma como um povo enxerga o mundo, a vida e até a espiritualidade. É como uma segunda linguagem e, como missionário, você precisa aprender a se comunicar nesse “idioma”.

Se você não sabe muito sobre esse tema, recomendo que assista à nossa playlist no YouTube sobre cosmovisão e vida missionária. Lá eu compartilho experiências práticas que vão te ajudar a entender melhor como se preparar para o campo.

👉 CLIQUE AQUI para acessar a playlist

Na playlist que está no link acima nós temos mais de 90 vídeos dando dicas sobre a vida prática em missões.

4. Viva uma vida de oração

A preparação missionária não se limita a estudos e estratégias. Você precisa desenvolver uma vida profunda de oração. Missões é um campo espiritual, e você vai enfrentar batalhas que exigem discernimento e força espiritual.

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará.” — Salmos 37:5

Ore diariamente, se consagre, jejue, e aprenda a ouvir a voz do Espírito Santo. Isso será a base da sua caminhada no campo.

5. Espere o tempo de Deus

Lembre-se: o tempo de Deus não é o nosso tempo. Talvez você esteja pronto agora, mas ainda não é o momento de ir. Deus está te preparando — ou preparando o campo para te receber.

“Há tempo para todo propósito debaixo do céu.” — Eclesiastes 3:1

Não se apresse. Enquanto espera, continue se preparando: estude, ore, sirva em sua igreja local, e cresça espiritualmente.

Chamado para a Bolívia: Como Deus nos levou ao campo

Algo que realmente enche o meu coração é o desejo de compartilhar com vocês tudo aquilo que o Senhor tem feito e continua fazendo através das nossas vidas.

Quando ainda estávamos no Paraguai, até o ano de 2005, eu e minha esposa buscávamos uma direção de Deus para nossas vidas. Nosso alvo era permanecer no Paraguai. Não queríamos ir para outra nação. Nosso desejo era continuar ali, pregando o Evangelho, ganhando vidas, porque víamos a grande necessidade daquela nação em ser alcançada pela mensagem do Evangelho. Esse desejo ardia no nosso coração.

Peniel, Mina e Deborah

Durante esse tempo, trabalhávamos intensamente. Eu atuava nos presídios e minha esposa me ajudava com o trabalho nas aldeias. Fazíamos cultos nas casas e tínhamos um trabalho muito ativo. Queríamos ver a igreja crescer, desenvolver o ministério nas prisões de outras cidades, expandir o trabalho de rádio que já tínhamos. A igreja estava crescendo, especialmente entre os jovens.

Acreditávamos que o nosso chamado era ali, que Deus nos havia levado ao Paraguai para fazer aquela obra florescer.

Mas então, um dia, um pastor veio à nossa casa. Eu o convidei para almoçar. Enquanto minha esposa preparava a comida, ele nos chamou para conversar. Abriu o livro de Isaías e começou a ler. Eu fiquei me perguntando qual era o propósito daquilo. Então ele parou, olhou para nós e disse: “Não criem raízes aqui. O Senhor manda dizer que vai tirar vocês daqui e levar para outra nação.”

Confesso que era tudo o que eu não queria ouvir naquele momento. Meu desejo era que Deus dissesse que estava feliz com o que fazíamos e que o trabalho ali cresceria muito. Mas foi o contrário. O Senhor nos disse que nos tiraria do Paraguai e colocaria em nossas mãos um trabalho que cresceria e se expandiria.

O pastor disse ainda que eu precisaria viajar de avião de um lado para outro para atender esse trabalho e que Deus colocaria um povo sedento sob nossos cuidados — e que via muitas crianças também.

Peniel Dourado e Mina nos primeiros dias em Bolívia

Guardei aquela palavra no coração, mesmo sem querer aceitar. Minha esposa me perguntou o que eu achava, e eu disse: “Se for de Deus, vai se cumprir. Mas por enquanto, seguimos trabalhando aqui.”

Pouco tempo depois, talvez uma ou duas semanas, um jovem apareceu em nossa casa, tremendo e suando frio. Disse que estava passando por perto e que Deus havia lhe dado uma palavra para mim. Ele contou que estava indo entregar um pacote para outro pastor e, ao orar, ouviu Deus mandá-lo ir até minha casa.

Ao hesitar, começou a tremer e suar frio. Pediu perdão ao Senhor, voltou e veio entregar a mensagem: “Deus manda dizer que vai te tirar deste lugar e te levar para outra nação, onde colocará uma obra nas tuas mãos, e ela crescerá.”

Era exatamente a mesma palavra que o pastor havia nos dado dias antes. Mais ou menos um mês depois, uma irmã estava em nossa casa. Oramos antes de levá-la à rodoviária. Durante a oração, ela também falou as mesmas palavras que o jovem e o pastor haviam dito.

Amado, nossa ida para a Bolívia — e o início do Programa de Apoio Evangelístico — não foi um plano pessoal. Não nasceu no nosso coração. Eu, sinceramente, nunca desejei isso. Apesar de, desde 1998, já trabalhar com literatura no Paraguai ao lado do meu cunhado, esse chamado missionário específico nunca foi algo que eu desejei ou planejei. Fomos, literalmente, empurrados por Deus para dentro desse projeto.

Na região de fronteira entre Brasil e Paraguai dentro de um barco no rio Paraguai

Depois de entender que Deus queria nos tirar do Paraguai, o grande dilema era: “Para onde iremos?” Eu não sabia se era Moçambique, Angola, Peru, França… não fazia ideia. Então comecei um período de oração intensa, sozinho no meu quarto, todos os dias. Conforme eu orava, Deus foi colocando no meu coração o desejo de passar adiante todas as responsabilidades que eu tinha: o trabalho no presídio, o programa de rádio, a igreja. Fiz isso aos poucos.

Depois de cerca de um mês de oração e preparação, certo dia, enquanto orava, Deus falou claramente ao meu coração: “Você vai para a Bolívia.” Pulei de alegria, literalmente, dentro do quarto. Mas logo me lembrei que minha esposa havia dito, meses antes, ao conhecer a fronteira com a Bolívia: “Esse aqui é o último lugar do planeta Terra onde eu quero morar.”

Fiquei apreensivo. Fui até a cozinha, onde ela estava cozinhando, e disse: “Mina, o Senhor me falou que é para irmos para a Bolívia.” Ela me olhou e disse: “Você tem certeza que foi Deus?” Respondi: “Tenho.” E ela disse: “Se foi Deus quem falou, então é para lá que nós vamos.”

Aquilo foi uma confirmação tremenda para mim. Depois disso, começamos a orar juntos, buscando a direção de Deus sobre qual cidade na Bolívia deveríamos ir. Durante a oração, o Senhor nos revelou: “Santa Cruz de la Sierra.” Sinceramente eu e Mina não escolhemos a cidade de Santa Cruz de la Sierra e nem mesmo conhecíamos a cidade, mas o próprio Deus nos mostrou a cidade de Santa Cruz.

Região de fronteira entre o Brasil e Bolívia (2006)

Ficou muito claro. Ninguém podia tirar isso do nosso coração. E orando mais ainda, Deus disse: “A tua casa está próxima ao segundo anel.” Hoje é fácil ver na internet que Santa Cruz é formada por anéis — avenidas circulares que organizam a cidade. Na época, sem internet em casa, não sabíamos disso. Mas confiamos.

Havia ainda um grande desafio: a questão financeira. Quem nos sustentaria na Bolívia? Oramos muito. Fomos a uma chácara para buscar a Deus e, durante a oração, o Senhor falou claramente: “Vende tudo e vai.”

Vendemos tudo: carro, móveis, roupas, livros. Ficamos só com algumas malas. Fomos à Bolívia pela primeira vez, conhecemos a fronteira, e foi ali que descobrimos que minha esposa estava grávida de dois meses da nossa filha Débora. A preocupação aumentou, mas a fé permaneceu.

Retornamos ao Paraguai, organizamos as documentações e voltamos à Bolívia. Ficamos um tempo na fronteira por conta da gravidez. Era quente, seco, cheio de fumaça, mas sabíamos que estávamos no centro da vontade de Deus.

Peniel e Mina cantando no culto na Base de Apoio em Bolívia

Na fronteira, começamos a ter os primeiros contatos com o povo boliviano, com os quechuas, aymaras, e começamos a aprender sobre aquela nova cultura. Em oração, eu dizia ao Senhor: “Eu não amo esse povo. Tu me trouxeste para cá, mas eu não os amo.” E Deus respondeu: “Eu vou te ensinar a amar esse povo.” E foi exatamente isso que Ele fez.

Hoje, mesmo estando de volta ao Paraguai, ainda estamos ligados à Bolívia, ao projeto que nasceu ali, e amamos aquela nação profundamente.

Mesmo sem ter sustento, Deus começou a mover pastores. Um deles veio visitar e disse: “Deus tocou no nosso coração para apoiar o seu ministério.” E assim começou nosso sustento. Outros pastores vieram depois, cada um oferecendo uma ajuda mensal. Deus foi confirmando que era Ele quem sustentaria a obra.

O Programa de Apoio Evangelístico não nasceu no meu coração. Foi Deus quem plantou, desenvolveu e tem sustentado. Já são mais de 15 anos de trabalho, muitos evangelistas apoiados, toneladas de literatura enviadas para vários países, e muitas portas ainda abertas — Peru, Chile, Argentina, Brasil.

Pastor Peniel, Mina e a pequena Deborah

Temos limitações: falta de obreiros e falta de recursos. Mas cremos que Deus, no tempo certo, enviará os recursos e os trabalhadores certos. Porque a obra é Dele.

Quero finalizar este testemunho dizendo que, na obra de missões, muitas vezes somos enviados para lugares onde não queremos ir. Deus nos chama para fazer coisas que nunca planejamos e realizar uma obra mesmo quando não temos capacidade ou recursos financeiros.

Mas a capacidade vem do Senhor Jesus, assim como os recursos para realizar o trabalho. Se mantivermos o coração firme Nele, entendendo que Ele é o Senhor da obra missionária e das nossas vidas, grandes coisas acontecerão, pois tudo é dEle, por Ele e para Ele, para sempre.

Basta confiar e deixar Deus agir. Mesmo em meio às lutas, provações e privações, o propósito do Senhor será cumprido, e em tudo, Jesus será glorificado.

Nossos Videos Sobre Missões

Eu tenho um canal onde postamos vídeos falando sobre a vida prática em missões. Também eu faça vlogs trazendo nosso dia a dia no campo e transmitindo o conhecimento de missões

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Cada Um no Seu Chamado Missionário

Existe um problema silencioso que tem feito barulho dentro das missões: a comparação. É como se houvesse um padrão invisível que diz como o missionário deve ser, agir e manter a obra de missões que desenvolve. Mas deixa eu te lembrar das palavras do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12:15: “Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?”

Meu irmão, minha irmã… se você não faz como o outro faz, isso não quer dizer que está errado. Deus não chamou todo mundo pra ser mão. Alguém tem que ser pé, coração, olho. Cada um no seu chamado. E isso é lindo!

A sociedade gira em torno do dinheiro. Trocam de cidade, de emprego, de tudo… por dinheiro. E o missionário? Ele vive de quê? A resposta é simples: o missionário vive pela vontade de Deus. Sim, precisa de sustento, precisa pagar contas, mas não vive para buscar dinheiro. E aí começam os olhares tortos: “Ah, se ele não corre atrás de dinheiro, está errado… ou está mentindo.”

É aí que muitos julgam injustamente a vida missionária. Pensam que, se você não se encaixa no modelo padrão, algo está fora do lugar. Mas eu repito: o modelo certo é o de Deus, não o da cultura ao nosso redor.

Outro ponto delicado é o conflito dentro da própria igreja. Um pastor acha que o evangelista não quer “pegar no pesado”. O evangelista acha que o pastor se esconde atrás do púlpito. O que trabalha com obra social acha que os outros estão “deixando o caído à beira do caminho”, como o sacerdote e o levita da parábola (Lucas 10:30-37). E mais uma vez, ecoa a pergunta de Paulo: “Porque não sou mão, não sou do corpo?”

Cuidado com a arrogância espiritual. Ela se disfarça de zelo, mas machuca o Corpo de Cristo. Deus não nos chamou para competir, mas para cooperar. Não importa se você está nas praças, nas prisões, nos hospitais ou nos bastidores cuidando de papelada e logística… se está onde Deus te colocou, você está no centro da vontade Dele.

Meu conselho? Guarde o teu coração. Sirva com humildade. E quando alguém julgar o teu jeito de servir, apenas sorria e diga: “Eu sou do Corpo.”

Continue orando por nós. Se este texto falou com você, compartilhe. Vamos espalhar esta mensagem e fortalecer nossos irmãos de caminhada.

Juntos na missão,
Pr. Peniel N. Dourado

O Caminho Para o Campo Missionário Começa Aqui

Todo missionário começa do mesmo ponto: o lugar da rendição. O chamado não nasce apenas de um desejo pessoal, mas de uma resposta à voz de Deus. Por isso, o primeiro passo não é fazer as malas, mas buscar a direção do Senhor.

“O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.”
(Provérbios 16:9)

Durante o evangelismo em uma das feiras de Bolívia (2016)

1. Busque a direção de Deus

Antes de tudo, entre em oração. Fique em silêncio diante de Deus. Pergunte: “Senhor, o que o Senhor quer de mim?”.

A obra missionária não pode ser motivada por empolgação emocional. É necessário ouvir claramente a voz do Espírito Santo. Jesus foi guiado pelo Espírito até mesmo ao deserto (Lucas 4:1). Quanto mais nós, servos, precisamos ser guiados para cada passo.

2. Tenha uma vida de oração constante

A oração é o combustível do missionário. Não é possível sustentar a vida no campo se a intimidade com Deus estiver enfraquecida. Orar não é um hábito religioso; é a base da sobrevivência espiritual.

“Orai sem cessar.”
(1 Tessalonicenses 5:17)

Ore por direção, por clareza, por provisão, por discernimento — e, acima de tudo, ore para que a vontade de Deus prevaleça sobre seus planos.

Pastor Peniel N Dourado

3. Renda-se totalmente à vontade do Senhor Jesus

Muitos querem servir, mas ainda mantêm o controle da própria vida. Ser missionário é render-se completamente. É dizer como o profeta Isaías:

“Eis-me aqui, envia-me a mim.”
(Isaías 6:8)

Rendição é mais do que aceitar o chamado. É viver para o chamado, mesmo quando ele leva por caminhos difíceis.

4. Vá para onde ELE enviar

O verdadeiro missionário não escolhe o destino. Ele apenas obedece. O campo pode ser urbano, ribeirinho, estrangeiro ou até mesmo dentro da própria nação — mas o coração missionário diz: “Senhor, envia-me para onde quiseres”.

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”
(Marcos 16:15)


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Deus te abençoe poderosamente

Como Se Tornar um Missionário: Primeiros Passos na Fé

Se você clicou neste post, é provável que Deus já esteja falando com você. Ter interesse em missões não é uma simples curiosidade — é um sinal de que seu coração está começando a arder pela obra missionária. E isso, meu amigo, já é um ótimo começo.

Vivemos dias em que poucos se interessam por missões. Muitos nem sequer consideram a possibilidade de se tornarem missionários. Quando eu era mais jovem, também resisti a essa ideia. Eu não queria depender de ofertas, não queria viver sob a incerteza financeira — mas Deus tratou isso em mim. Porque, no fundo, eu queria muito fazer a obra dEle.

Peniel N Dourado, Mina A Dourado, Deborah (18) e Samuel (10)

O primeiro passo: oração e entrega

Se você sente esse chamado, comece orando. Converse com o Senhor Jesus sobre isso. Ele mesmo disse:

“A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara.”
(Lucas 10:2)

Peça a direção do Espírito Santo. E aqui vai um conselho importante: aprenda a ouvir a voz de Deus, e não do seu coração. A Bíblia nos orienta:

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.”
(Provérbios 3:5)

A voz do coração pode nos enganar. A voz do Espírito Santo é segura e fiel. Ouvir Deus exige tempo, silêncio, leitura da Palavra e sensibilidade espiritual.

Peniel Dourado – Na região do altiplano de Bolívia

Deixe Deus guiar seus passos

Ser missionário não é apenas uma decisão racional. É uma resposta à vontade de Deus. Talvez Ele o leve a lugares que você jamais imaginou. Talvez os primeiros passos pareçam sem sentido, mas confie.

O salmista declarou:

“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará.”
(Salmo 37:5)

Foi assim que começou o Programa de Apoio Evangelístico. No início, parecia pequeno demais. Hoje, temos o privilégio de apoiar evangelistas com folhetos gratuitos e recursos, sem cobrar nada. Fazemos isso porque cremos que muitos precisam apenas de um incentivo para começar.


✉️ Quer saber mais sobre como viver na prática a vida missionária?

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Neste vídeo eu falo um pouco sobre como ser um missionário. No canal, você também encontra reflexões bíblicas, relatos do nosso dia a dia no campo, instruções práticas sobre a vida missionária e muito mais. Inscreva-se e caminhe conosco!

O Que Fazer para Ser um Missionário?

Hoje quero responder a uma pergunta muito importante que recebi: “O que devo fazer para me tornar um missionário?”
Essa pergunta revela um coração que arde por Deus. E se esse é o seu caso, louvo ao Senhor por isso! Como missionário há anos, quero te trazer algumas orientações importantes sobre a vida em missões.


1. Aprenda sobre missões

Antes de ir ao campo transcultural, é preciso conhecer o que é missões. O primeiro passo é buscar entendimento e preparo. Leia livros, pesquise a história das missões e ouça missionários experientes. Infelizmente, muitas igrejas se acomodaram ao longo dos anos e deixaram de ensinar a responsabilidade missionária.

Já ouviu falar de William Carey? Ele é chamado de o pai das missões modernas porque rompeu o pensamento de que povos não alcançados deveriam ser ignorados. Carey entendeu que missões é levar a igreja onde não há igreja.

“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara” (Lucas 10:2).

Busque canais missionários sérios. Recomendo:

  • Missão na Europa (irmão Glauber)
  • Missão na África (irmã Simone)
  • Missionário Ismael (na África)

E claro, continue acompanhando nosso canal, onde falamos da parte prática e real da vida missionária.


2. Envolva-se diretamente

Missões não se faz apenas com palavras. Você precisa se envolver agora, mesmo que ainda não esteja no campo.

Costumo dizer: missões é como uma corda com duas pontas – uma está no campo, e a outra segura da retaguarda. Se você ainda não foi, então segure essa corda com firmeza!

Como?

  • Ajude sua igreja na secretaria de missões
  • Apoie agências missionárias confiáveis
  • Contribua com missionários que você conhece
  • Ore e mantenha contato com missionários
  • Participe dos cultos e eventos missionários

“Como pregarão, se não forem enviados?” (Romanos 10:15).

Talvez seu coração arda por tribos indígenas, crianças na África ou comunidades não alcançadas. Então comece apoiando quem já está lá! Esse envolvimento vai te amadurecer, fortalecer sua visão e te preparar para o envio.


Conclusão e Desafio

Se você chegou até aqui, escreva nos comentários: “Eu quero ser um missionário”.
Compartilhe este conteúdo com alguém que também sente esse chamado!

Que Deus levante muitos dispostos a aprender e segurar essa corda.

Se você deseja se envolver mais com missões e entender como tudo funciona na prática, eu tenho um vídeo bem interessante onde falo mais sobre esse assunto. 🌍🔥
👉 CLIQUE AQUI para assistir o vídeo e mergulhar nessa reflexão!

Aproveite e se inscreva em nosso canal para não perder nenhum conteúdo. Nosso objetivo é compartilhar a vida real no campo missionário, com instruções bíblicas e edificação espiritual para quem quer servir ou apoiar missões.

Um forte abraço,
Peniel N. Dourado



Como saber se tenho chamado para missões?

Descobrindo o chamado missionário em sua vida

Nem todo mundo nasce sabendo que foi chamado para missões, e tudo bem. O Senhor trabalha de forma pessoal com cada um de nós. Muitos pensam que o chamado missionário vai vir como um trovão do céu, com uma revelação extraordinária — mas, na prática, quase sempre o chamado se revela de maneira simples, constante e até discreta.

Peniel N Dourado

Quero conversar com você como quem está ao seu lado numa roda de amigos. Eu mesmo não percebi meu chamado missionário de imediato. Foi servindo, obedecendo em pequenas coisas, que a chama foi crescendo. E quando vi, já estava envolvido em projetos evangelísticos, cruzando fronteiras, levando Bíblias e formando evangelistas. Mas como saber se esse chamado é para você?


1. O desejo de compartilhar o Evangelho

Uma das evidências mais claras de um chamado missionário é o desejo ardente de ver outras pessoas conhecendo Jesus. É como Paulo disse: “Ai de mim se não anunciar o evangelho!” (1 Coríntios 9:16). Isso não significa que você já está pronto para ir, mas que algo dentro de você começa a incomodar. Você ora pelas nações? Sente dor quando vê povos que nunca ouviram falar de Cristo? Isso pode ser um sinal de que Deus está plantando algo em seu coração.

Pregando em Montero, Bolívia (2010)

2. Sensibilidade ao sofrimento e à salvação de outros povos

Quando começamos a perceber o sofrimento espiritual de outros povos — tribos, aldeias, grandes cidades — e isso mexe com a nossa alma, é um indício de que Deus está nos chamando para olhar além de nossas fronteiras. Jesus viu a multidão e “teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:36). Se esse sentimento nasce em você, não ignore.


3. Disposição para sair da zona de conforto

Missões transculturais exigem sair do comum. Não é fácil deixar sua cultura, sua língua, sua comida preferida… Mas quando Deus chama, Ele também prepara o coração para isso. O jovem Timóteo, por exemplo, foi enviado por Paulo para outros povos (Atos 16:1-3). Se você tem disposição para aprender, servir, enfrentar o desconhecido por amor a Jesus — isso é um sinal forte de chamado missionário.


4. Confirmação através da igreja e dos frutos

O chamado não é algo solitário. A igreja local é parte fundamental nesse processo. Servir em sua igreja local e ouvir o reconhecimento dos irmãos, dos líderes, dos pastores — tudo isso contribui para confirmar o chamado. Como diz em Atos 13:2, “Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”. A igreja ouviu a voz do Espírito e enviou. Se você já serve e tem dado frutos, fique atento aos sinais que Deus pode estar dando através da sua comunidade.


5. Exposição ao campo missionário

Uma das melhores formas de discernir o chamado é se expor ao campo. Participe de viagens missionárias, converse com missionários, leia testemunhos.

No Programa de Apoio Evangelístico, muitos jovens descobriram seu chamado apenas indo numa ação missionária, ajudando com distribuição de Bíblias, materiais evangelísticos ou até mesmo cozinhando para a equipe.

Às vezes, um final de semana no campo basta para Deus acender a chama. E quando isso acontece, é impossível ignorar.


📌 Dicas práticas para discernir seu chamado:

  • Ore todos os dias pelas nações.
  • Sirva ativamente na sua igreja local.
  • Leia livros e biografias missionárias.
  • Converse com quem já está no campo.

✉️ Quer crescer mais em missões?

Eu tenho uma série de vídeo dando dicas importantes sobre a vida em missões. Se você tiver interesse basta clicar no link abaixo

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