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A Mão de Deus nas Pequenas Coisas: Nossas Bases de Missão na Bolívia

É sempre uma alegria imensa compartilhar com vocês tudo que Deus tem feito através das nossas vidas. Mas, sabe, existe algo maravilhoso na vida com Deus: ver a Sua mão não só nas grandes conquistas, mas também nos pequenos detalhes da vida.

Não me refiro apenas às grandes vitórias na vida missionária, mas também nas pequenas escolhas e diante dos passos mais simples que damos. E é sobre isso que quero falar hoje, contando os primeiros alugueis na Bolívia. Algo simples, mas em tudo a mão de Deus.

Peniel e Mina em Bolívia

Quem se importa com aluguel de casa, certo? A maioria das histórias simplesmente diz: “Fomos para tal cidade e alugamos uma casa.” Ninguém fala como foi o processo de conseguir a casa. Não é interessante. Mas o segredo, amados, está em anotar cada dificuldade e cada ação de Deus na nossa vida. Eu sou daqueles que gosta de anotar o agir de Deus para não esquecer dos detalhes do agir de Deus.

Hoje, quando eu olho para trás, eu vejo a simplicidade de alugar uma casa, mas, acima de tudo, eu posso ver a mão de Deus cuidando de nós.


Deus da Revelação

Antes de partirmos do Paraguai para a Bolívia, mergulhamos em um intenso período de oração. Primeiro, buscamos a orientação divina sobre a nação. Deus havia nos dito que sairíamos do Paraguai para outro país, mas não qual.

Mina e eu nos trancávamos, orávamos juntos, clamando ao Senhor por uma palavra específica. Durante esse tempo, o Senhor nos mostrou a Bolívia. Foi uma revelação muito forte, não havia como duvidar. Se Ele havia falado sobre o país, com certeza também falaria sobre a cidade, afinal, a Bolívia tem muitas!

Não queríamos ser levados pela “circunstância” ou pelo “vento das circunstâncias”, mas sim caminhar na direção exata de Deus. Continuamos orando, e o Senhor nos revelou: Santa Cruz de la Sierra.

Mesmo sem conhecer a cidade — eu não fazia ideia do seu tamanho, da sua formação ou dimensão, só sabia que muitos jovens iam para lá estudar Medicina —, eu disse à Mina: “Se Deus revelou a nação e a cidade, Ele pode revelar onde está a nossa casa!”

No meio da oração, o Espírito de Deus falou claramente ao meu coração: “Sua casa está próxima ao Segundo Anel.” Guardamos essa palavra. Ela seria nosso mapa para as decisões futuras.

Peniel e Mina

O Desvio em Quijarro: Confiança x Aconselhamento

Tomamos a decisão de ir para Santa Cruz. Mas, nesse período, Mina descobriu que estava grávida de dois meses. Por uma questão de segurança e facilidade com médicos e hospitais, meu pai e minha sogra nos aconselharam a ficar na região de fronteira com o Brasil por um tempo.

Aceitamos o conselho para tranquilizá-los e fomos para Quijarro, na fronteira boliviana. Fomos muito bem recebidos pelo Pastor Roberto da Igreja Quadrangular da cidade de Quijarro, que nos deu um quarto enquanto buscávamos nossa própria casa.

O pastor Roberto estava fazendo missões na Bolívia a quatro anos. Eu o conhecia da região de fronteira com o Paraguai desde 1996 quando tivemos os primeiros anos no Paraguai. E encontrar o pastor Roberto em Quijarro foi realmente uma grande benção a nossas vidas.

Região de fronteira entre o Brasil e Bolívia (2006)

Mas, os dias de busca por uma casa foram exaustivos. O calor era extremo, chegando a 47 graus, com muita poeira e mosquitos. Muitas das casas pareciam “fornos” sem nenhuma sombra. Quijarro está na região do Pantanal Boliviano e é uma fronteira extremamente quente.

Um dia, exaustos de tanto andar, paramos o carro debaixo de uma árvore em frente a uma praça em Quijarro. Estávamos tomando tereré gelado para refrescar e estávamos nitidamente desanimados. Foi quando lembramos de um pequeno detalhe: não havíamos orado sobre a nossa nova casa!

Eu disse à Mina: “Saímos do Paraguai por revelação, e prometemos a Deus que tudo o que conquistássemos seria por meio da oração. Vamos orar por esta casa agora mesmo!”

Eu e Mina na cidade de Puerto Suarez, Bolívia

Ali, debaixo daquela árvore, começamos a orar e a detalhar tudo o que desejávamos: uma casa com muita sombra, cercada por árvores, com uma boa varanda, que fosse fresca, segura, com um proprietário tranquilo e, claro, que tivéssemos condições de pagar sem dificuldade.

Seria pedir muito? Temos o direito de orar e pedir o que quisermos? Nosso Deus é poderoso para nos atender? Minha Bíblia garante: “Tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis” (Mateus 21:22). Sendo assim, essas eram as características do nosso futuro lar, e nós, sob a sombra daquela árvore, clamávamos ao Senhor Jesus.


O Milagre da Primeira Casa

Depois de orarmos veio ao nosso coração buscar também em Puerto Suárez, que fica a cerca de 10 km de Quijarro. Entrando na cidade, parei em frente a um estúdio fotográfico e perguntei ao proprietário se ele sabia de alguma casa para alugar.

Ele olhou para mim e disse: “Eu tenho uma casa para alugar. Se quiser, posso te mostrar.”

Ficamos animados e fomos ver. Não era longe: apenas três quadras. Quando chegamos, a casa tinha varanda, várias árvores ao redor, era fresca e o aluguel era o valor que podíamos pagar.

Nossa primeira casa em Bolívia – Puerto Suarez

Amados, depois de orarmos ao Senhor, a primeira pessoa que abordamos em Puerto Suárez nos apresentou a casa que alugaríamos e onde ficamos por um ano. O Senhor Jesus nos deu a casa na primeira tentativa! A residência era exatamente como havíamos clamado em oração.

Nosso coração foi inundado pelo amor de Deus. Vimos o cuidado do Senhor Jesus com nossas vidas, pois oramos e as portas se abriram naquele mesmo instante. Apresentamos nossa necessidade a Deus, e Ele nos atendeu prontamente.

O mais importante em tudo isso não é apenas obter a solução para um problema, mas sim ver Deus resolvendo-o. Quando você vê Deus à frente, você está vendo o Provedor que cuida de cada detalhe.


A Casa em Santa Cruz

O tempo passou. Débora nasceu, e chegou a hora de ir para Santa Cruz de la Sierra. Peguei um trem e fui à cidade, hospedando-me na casa do Pastor Gessé de Oliveira, um missionário da igreja Quadrangular que já vivia em Bolívia a mais de dez anos.

Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem

O Pastor Gessé me aconselhou a buscar casa na periferia da cidade, como no Plan 3000 ou El Quior, pois, segundo ele, o lugar que eu queria — o Segundo Anel — era muito caro. Ele estava certo: as casas eram caríssimas. Mas eu tinha uma Palavra de Deus.

Para quem não sabe, Santa Cruz é organizada por anéis: avenidas circulares. O Primeiro Anel é central, o Segundo é logo depois. Quanto maior o número, mais periférico. O Segundo Anel era, sim, na região central.

Ainda que o Pastor Gesse, com boas intenções, me levasse para a periferia, eu decidi buscar a palavra de Deus. O Senhor havia dito Segundo Anel!

A cidade anilhada de Santa Cruz de la Sierra

Procurei em jornais e andei pela região. Os aluguéis eram altíssimos. Encontrei uma casa próxima ao Terceiro Anel, com um proprietário cristão. Ele ficou feliz por eu ser missionário, me deu a chave e disse que a casa era minha. Tentei pagar adiantado, mas ele recusou. Eu confiei naquele homem e em sua palavra. Então eu voltei para a fronteira e preparei a mudança.

Dias depois, quando chegamos em Santa Cruz, com Débora de 4 meses, a nossa mudança ainda no vagão do trem, liguei para o proprietário da casa. Ele me disse que não alugaria mais, pois havia vendido a casa naquele mesmo dia.

Naquele momento, olhando para Mina e para a pequena Débora, o desespero bateu, mas a voz do Senhor me veio à mente: “Sua casa está próxima ao Segundo Anel.” O Senhor me disse segundo anel e o que eu estava fazendo no terceiro anel? Eu havia me metido em um problema por desobediencia.


A Casa de Dois Andares

Deixei Mina na casa do Pastor Gessé de Oliveira e saí em busca de uma casa. Desta vez, resoluto por seguir o que o Senhor Jesus havia mostrado, circulei no jornal apenas os anúncios próximos ao Segundo Anel.

Lembrei-me de que, enquanto procurávamos, Mina me disse: “Peniel, e se Deus nos der uma casa de dois andares? Queria fazer culto embaixo e morarmos em cima, com nosso quarto independente.” Eu ri, falando que seria um milagre pelo preço, mas que acreditava em Deus.

Eu só poderia pagar no máximo 150 dólares e o preço das casas era de 450 dólares. Um casa onde o quarto fosse em cima custaria algo como 750 dólares por mês. Os preços dos alugueis em Santa Cruz de la Sierra são em dólares e muito alto. É impressionante isso!

Mas Deus nos deu a casa. Entrei em contato com a proprietária, e quando ela me apresentou o lugar, era exatamente uma casa de dois andares! Na parte de cima, o quarto com banheiro, e na parte de baixo, um espaço amplo que usamos para os cultos e o trabalho que o Senhor nos havia confiado.

Moramos ali por sete anos. Foi um lugar estratégico e central para o início do serviço de missões e, posteriormente, para o programa de apoio evangelístico.

Culto na varanda de nossa casa com os jovens da Misión Siloé (2009)

A Terceira Casa: Um Endereço Revelado

Sete anos depois, Mina queria outra casa. Ela estava grávida do Samuel e estava preocupada em nascer o bebê e ter que subir e descer as escadas pelo lado de fora da casa. Os ventos fortes e frios de Santa Cruz são bem complicados e pensávamos em todos esses detalhes.

Assim, o alvo era uma casa mais segura e com a escada de acesso ao quarto por dentro. Mas nós não tínhamos recursos para a mudança, então, começamos a orar.

Deus comeceu agir poderosamente e nós sem esperar começamos a receber ofertas de várias igrejas. Guardei o dinheiro e disse à Mina: “Se é hora de mudar, é agora, com o recurso que temos.”

Família Missionária na Base de Apoio do 8 anel, Remanso

Dias de busca se passaram sem sucesso. Lembrei-me dos milagres anteriores e decidi parar e clamar. Entrei no quarto e fui orar ao Senhor por uma saída. Então o Senhor me disse de forma fortíssima: A sua casa está na mesma avenida onde você mora, a Avenida Banzer, no Oitavo Anel, do lado esquerdo.” Não havia dúvida. Estava buscando uma palavra e o Senhor nos deu sua palavra naquela momento em oração.

Então eu pedi uma confirmação do Senhor quanto aquela orientação. Pedi a Deus que fosse Mina que encontrasse aquela casa e não eu. Fiquei quieto, não disse nada para Mina quanto a palavra que o Senhor me deu e guardei a palavra. Não queria ser soprado pela circunstancia, mas viver o agir de Deus e queria ver a mão de Deus.

Dias depois, Mina abriu o computador na sala de nossa casa e disse: “Peniel, estou vendo uma casa com o valor que podemos pagar, e que tem o que oramos!” Ela me mostrou as fotos: casa nova, piso lindo, tubulações e elétrica novas. Eram exatamente os detalhes que orávamos!

Perguntei: “Onde fica?” Ela respondeu: “No Oitavo Anel, lado esquerdo, no bairro Remanso.”

Mina, Deborah e Samuel na praça do Ramanso, Santa Cruz de la Sierra – Bolívia

Era a região exata que Deus havia mostrado! “Coincidentemente”, tempos antes, Mina havia olhado para o Remanso, ao visitarmos um amigo que morava naquele bairro, e dito: “Que lugar lindo! Imagina Deus nos dar uma casa aqui?” Andamos pela praça daquele lugar com muito desejo de um dia morar naquele bairro.

Fechamos o contrato rapidamente. Essa foi nossa segunda base em Santa Cruz, onde moramos por mais de sete anos. Um lugar de descanso e estratégico até nossa saída da Bolívia.

O Deus que Ouve as Orações

A casa anterior era muito velha. O piso era ruim, o encanamento e a fiação da casa eram velhos. Tivemos muitos problemas nos batanheiros tanto do quato de cima quanto no quarto de baixo e tivemos que refazer muita coisa.

Além de tudo isso a proprietária era bem complicada de lidar. Eu pagava adiantado, mas mesmo assim sempre que podia ela vinha nos pertubar por qualquer coisa.

Oramos ao Senhor não apenas pela escada que fosse dentro de nossa casa, mas que a casa fosse nova. Também oramos para que o Senhor colocasse uma proprietária que não pertubasse nossa vida. Amados, o Senhor Jesus nos deu justamente como pedíamos.

Eu vi a proprietária daquela casa apenas algumas vezes. A primeira quando tive que assinar o contrato, depois ela veio para ver alguns problemas que tinha no teto e no final apenas vi a proprietária para entregar a casa. Até nisso nós vimos a mão de Deus


O Deus das Pequenas Coisas

Amados, é muito fácil contar testemunhos de grandes vitórias, mas o mais lindo é ver a mão de Deus nas pequenas coisas. Deus é o Deus que está presente em cada detalhe de nossa vida e o glorificamos.

Se você parar, analisar o seu dia a dia e permitir que Ele participe das suas escolhas, verá a provisão d’Ele até mesmo no momento de alugar uma casa. Ele se importa com a sua vida, suas necessidades e até com o seu endereço.

“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.” – Salmos 23:1

Se o nosso Pastor é o Deus Todo-Poderoso, por que duvidar que Ele suprirá a necessidade do nosso lar? Confie na Palavra d’Ele, mesmo quando o conselho dos mais experientes sugere o contrário!

Um abraço, Deus abençoe, e até o nosso próximo Diário Missionário.

Nossos Vídeos Missionários

Eu tenho alguns vídeos onde mostro a primiera casa alugada em Santa Cruz e a segunda. Os links eu deixo abaixo

CLIQUE AQUI para assistir o vídeo onde eu mostro a primeira casa. É um vlog gravado em 2017 e eu fala de nossa chegada em Santa Cruz de la Sierra, pois na época já havia se passado 10 anos que fazíamos missões em Bolívia

CLIQUE AQUI para assistir o vídeo onde eu mostro nossa segunda casa. Desta vez o vídeo foi gravado em 2021 e eu estava entregando a casa ao proprietário

CLIQUE AQUI para assistir um vídeo gravado em 2025 quando novamente voltei a nossa antiga Base de Apoio. A pedido dos meus filhos eu retornei ao bairro Remanso para gravar a antiga praça, a casa e o bairro

Um Chamado à Provisão Divina

Nossa jornada em missões sempre foi guiada por um chamado claro, mas nem sempre por um caminho óbvio. Casamos em 2002 e começamos a trabalhar no Paraguai com aldeias indígenas. Depois o Senhor nos levou ao serviço de rápido, presidio, atender as famílias que vivem em fazendo e outros trabalhos.

Posteriormente veio o chamado para fazer missões em Bolívia e meu foco era um só: abrir igrejas. Eu e minha esposa, Mina, estávamos em Bolívia com esse único projeto. Deus, porém, tinha outros planos para nossas vidas. Ele nos mostrou a necessidade do serviço de apoio a evangelistas. O grande detalhe é que naquele momento, eu não tinha dinheiro nem para comprar leite e pão.

Pastor Peniel, Mina e Deborah no trem indo de Puerto Suarez a Santa Cruz de la Sierra – 16 horas de viagem

Deus me deu a Palavra do alvo, mas eu estava apreensivo. Lembro-me de contar moedas que estavam sobre a mesa, tentando juntar o suficiente para a nossa alimentação do dia. Nós estávamos passando por uma grande necessidade financeira e buscávamos a direção de Deus para o serviço. Tudo o que sabíamos era que Deus nos havia enviado e deveríamos ficar ali.

Uma noite, enquanto orava, Deus me falou muito forte sobre o trabalho de apoio. Ele começou a me revelar os alvos que tinha e como eu deveria seguir. No dia seguinte, mesmo diante das muitas dificuldades financeiras, eu disse à Mina que Deus havia falado que iríamos trabalhar com Apoio Evangelístico. Eu traria o material de São Paulo, passaria pela fronteira e começaríamos a distribuir gratuitamente aos evangelistas locais.

Que brilhante ideia! Mas, onde conseguiríamos dinheiro para manter? Quem quer ajudar um projeto missionário assim? Mina estendia as roupas e me fazia muitas perguntas e eu não tinha resposta.

Mina e Deborah – Bandeira de Santa Cruz de la Sierra

Então Mina me fez mais uma pergunta: “Se a gente não tem dinheiro para comer, como vamos sustentar um projeto tão caro?” Querido irmão, ela não estava sem fé, era uma questão de lógica e sei que minha esposa tinha razão. Um projeto como esse envolve um custo altíssimo com frete, viagens e documentações. Você sabe quanto eu gasto para fazer minhas viagens para atender o trabalho? Sabe quanto custo para entrar apenas um contêiner desse em um país?

E, além disso, outra pergunta que era do meu coração me atormentava: “Quem se importa com o evangelista? Quem se preocupa se ele tem um folheto para pregar?” Você acha que eu não pensava isso? Sim, eu pensava e até hoje penso sobre este assunto.

A realidade é que pouquíssima gente se importa com o serviço evangelístico. Pouca gente valoriza o trabalho de quem vai para as ruas, hospitais e presídios, e não enxerga o resultado da literatura impressa, a Palavra de Deus escrita nas mãos do povo. Como eu apresentaria um projeto assim a uma igreja, aos secretários de missões?

A Primeira Grande Preocupação

Essa foi a nossa maior preocupação no início: como manter este trabalho. E Deus nos ensinou, de um jeito prático, a amar esse serviço. Ele nos mostrou primeiro o quanto Ele ama e também nos ensinou a amar. Por mais de três anos, eu, minha esposa e nossa filha Deborah, que ainda era um bebê, estivemos nas ruas de Santa Cruz de la Sierra, distribuindo literatura em praças, universidades e feiras. Colocávamos a Débora no carrinho e enchíamos as mochilas de folhetos.

Deborah e os primeiros materiais da Gospel Sunrise

Mais tarde, começamos a identificar evangelistas que precisavam de material e passamos a distribuí-los para eles. Deus nos ensinou a amar o serviço evangelístico e a ter a carga de ir às ruas. Ele nos mostrou que, da mesma forma que Ele nos deu o desejo de fazer esse trabalho, também levantaria pessoas que amam este obra e nos ajudar a manter este trabalho.

A nossa primeira preocupação foi ‘como vamos manter?’, mas o Senhor nos ensinou que, da mesma forma que Ele colocou essa carga em nossos corações, Ele levantaria pessoas para nos ajudar.

A maior lição que aprendemos foi: não é sobre como eu vou fazer ou como eu vou manter, mas sim, sobre como Ele vai providenciar. Deus nos mostrou, em cada necessidade suprida e em cada barreira vencida, que a obra é d’Ele e, assim como Ele nos chamou, Ele mesmo irá sustentá-la

Eu em Mina em nossa primeira base de apoio em Bolívia recebendo materiais da Irlanda (2011)

“E, quando faltar a vocês alguma coisa, Deus, que me dá tudo o que é necessário por meio das riquezas de Cristo Jesus, lhes dará o que precisam.” – Filipenses 4:19

Pedido de Oração:

Ore pelo Programa de Apoio Evangelístico para as portas continuem sendo abertas em toda América do Sul.

Ore pelo desenvolvimento da Base de Apoio na Bolívia, o coordenador nacional, irmão Nigel Mercado e por todos os líderes dos Pontos de Apoio em Bolívia.

Ore pela Base de Apoio em Aracaju que está sob liderança do presbítero Assis e que atualmente atende praticamente todo o nordeste Brasileiro.

Ore por nossa nova Base de Apoio que está sendo aberta na cidade de São Luis do Maranhão com o irmão Rogerio.

O lado difícil da vida missionária que poucos conhecem

Quando pensamos em missões, a primeira imagem que vem à mente é de paisagens exóticas, culturas diferentes e a alegria de ver almas se convertendo depois de um culto maravilhoso. É claro que essa é uma parte linda da jornada, mas a vida missionária tem um lado que poucos conhecem: os desafios silenciosos e as dores que são enfrentadas no campo missionário.

Pastor Peniel N Dourado

Solidão e Saudades: As Emoções do Campo

Servir a Deus em outra cultura é um privilégio imenso, mas a solidão é uma companheira constante na vida de muitos que estão longe de sua igreja e familiares. Sabe, a gente sente falta do nosso bairro, da nossa casa, da comida, dos nossos amigos e dos irmãos.

E não é só a distância física. Às vezes, a maior solidão é a cultural, a sensação de não ser totalmente compreendido, mesmo estando cercado de pessoas. A saudade pode pesar muito no coração, e é aí que a nossa fé é testada de uma forma única.

Outro ponto é o cansaço emocional. Lidar com a pobreza, a injustiça, o sofrimento e, muitas vezes, a perseguição, é algo que desgasta. O missionário precisa de um lugar para conversar, de alguém que o ouça e entenda suas lutas. É neste ponto que o contato com outros missionários brasileiros no campo transcultural fora do país é tão importante.

A urgência da missão é real, mas ela exige que o missionário esteja forte em todas as áreas, inclusive na mental e emocional. Se não há força o impacto do choque cultural será brutal ao ponto de derrubar o missionário. Muitos simplesmente voltam ao Brasil dando uma desculpa qualquer, mas foram derrubados pelo choque cultural.


Enfrentando Problemas Práticos Longe de Casa

Além dos desafios emocionais, há os problemas práticos. Eu já vivi situações em que o dinheiro não chegava, a saúde fragilizava e a adaptação parecia impossível. A burocracia para entrar e se manter em um país, as dificuldades com o idioma, e a necessidade de se reajustar a um novo modo de vida são obstáculos diários.

Essas lutas não diminuem o chamado, pelo contrário, elas o fortalecem. Mas para que um missionário não desista, ele precisa de suporte. O apoio não é apenas financeiro, mas emocional.

Você já enviou uma mensagem ao missionário que você intercede e apoio financeiramente? No período de ano novo e natal você entra em contato com o missionário?


A Urgência da Missão e a Necessidade de Apoio

A Grande Comissão nos chama a ir, e a cada dia que passa, mais e mais pessoas precisam ouvir a mensagem de salvação. Mas para que o missionário permaneça firme e cumpra sua missão, ele precisa de uma retaguarda forte. E a força dos que estão à retaguarda não é apenas o envio do dinheiro, mas olhar para a alma daquele que está no campo.

A Bíblia nos ensina que a nossa luta é em equipe (Eclesiastes 4:9-12). Ninguém milita por sua própria conta e faz tudo sozinho. Se você tentar certamente perceberá que as dificuldades são maiores e sua força não vai alcançar.

Não pense que apenas os “heróis” são chamados para missões. Deus não busca homens e com uma capa de superman para fazer missões, mas Ele usa homens e mulheres comuns. Compreendemos isso, conluimos que todos podemos ser parceiros nesse trabalho em missões transculturais.

Seja orando, divulgando a obra que o missionário faz, contribuindo financeiramente e apoiando emocionalmente. Sua participação em missões é fundamental para que o missionário não se sinta só e consiga superar os momentos difíceis no campo transcultural.

Adicionei um vídeo logo abaixo onde compartilho um pouco mais sobre este assunto. Convido você a se inscrever no canal e acompanhar nossas postagens no YouTube.

Eu espero que você tire tempo para assistir e também nos ajudar a divulgar nossas postagens. Nosso alvo é transmitir a realidade da vida no campo de missões como ela é e não de forma romantizada.

Creio que cada vídeo, nossas postagens serão ferramantas para aqueles que desejam um dia está no campo transcultural e comprir o chamado.

Equilíbrio quanto a prosperidade no campo missionário

Uma questão que sempre surge é a falta de equilíbrio na igreja, especialmente em relação à prosperidade financeira. E a situação agrava quando falamos de prosperidade financeira missionária.

Muitas pessoas dão ênfase excessiva a um único ponto. Para mim, a prosperidade de um projeto missionário não se mede pela abundância de recursos financeiros e bens. Em Lucas 12:15 diz: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” Então, se a vida do homem não consiste na quantidade de bens, por que mediríamos o tabalho de missões?

Um projeto pode ter muito dinheiro, mas ser pobre em visão, em propósito e em ação. Quando falta visão de Deus, o trabalho se torna uma empresa, atraindo pessoas por interesse financeiro, não por vocação. O resultado é um trabalho pobre, mesmo que tenha dinheiro.

O própria Cristo disse de uma igreja que acreditava ser rica porque ela dizia ser rica aos seus próprios olhos: “Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3:17)

Por isso, quero deixar bem claro: a verdadeira prosperidade de um projeto missionário é viver o propósito de Deus. É cumprir a vontade do Senhor, independentemente da condição financeira. Tem recursos ou nao tem, o ponto é: Está cumprindo o propósito?

Existe um grande desequilíbrio quando se trata da vida financeira de um missionário. De um lado, há quem acredite que um missionário “de verdade” é aquele que vive na necessidade, sempre pedindo ajuda. Essa mentalidade cria o erro de julgar quem tem recursos para fazer a obra de missões.

Lembro-me de uma vez que viajei de avião para cumprir um compromisso e fui criticado por isso. A pessoa que me criticou pensou que um missionário deveria viajar de ônibus ou até mesmo de jumento para fazer missões, mas nunca de avião. Essa pessoa ficou tão irritada que não entrou mais em contato comigo. Mas tempos depois eu o vi entrando em um aviaõ “para fazer missões”. Não é um pouco contraditório?

Querido irmão, essa visão é equivocada. Deus pode abrir portas e prover de maneiras inesperadas, e não devemos limitar Sua forma de agir. E não temos condições financeiras para fazer a obra de uma forma melhor, fazemos da mesma forma com as condições que temos.

Do outro lado, estão aqueles que acreditam que ser abençoado é sinônimo de ter uma alta entrada de dinheiro. Isso também não é verdade. Um projeto não é melhor que o outro apenas por ter mais recursos.

A prosperidade, como já disse, está em viver o propósito de Deus. Pense em João Batista; ele viveu de forma simples, mas cumpriu seu propósito plenamente. A Bíblia diz que não houve nascido de mulher maior do que ele.

Precisamos encontrar um equilíbrio. Não podemos criar nossos próprios padrões e julgar os outros com base neles. O padrão do crente é a Palavra de Deus e a Palavra nos dá equilíbrio e nos ensina a considerar os momentos de dificuldade e não exaltar no momento de abundância.

Espero que estas palavras sirvam como uma orientação para você que está no campo de batalha das missões.

Assista o vídeo que eu coloquei logo abaixo onde eu falo um pouco mais sobre o assunto.

Expectativa frustrada quanto ao trabalho missionário

Expectativas Reais

O que gera expectativa? Em missões, é muito comum as pessoas criarem expectativas erradas. Lembro de um irmão que veio de São Paulo. Ele tinha visto uma reportagem sobre nosso trabalho com os indígenas e estava muito empolgado. Chegamos no caminhão que ia para a aldeia, e logo vimos a realidade. Tinha um indígena bêbado que começou a nos acusar de roubar madeira. A confusão foi tão grande que ele puxou uma faca! O caminhão parou, nós pulamos e saímos correndo.

O irmão ficou assustado, morrendo de medo dos indígenas. Acabou que ele não quis mais voltar e nós tivemos que seguir o trabalho sozinhos. O que aconteceu com ele? Ele criou uma expectativa errada, a de um mochileiro que ia tirar fotos e viver uma aventura legal. Mas o campo missionário não é assim.

Outra vez, estávamos na Bolívia, indo para o Peru. A gente passou um perrengue enorme: passamos fome, tivemos problemas com a imigração e quase perdemos o ônibus. Um irmão que estava com a gente perguntou como eu aguentava passar por aquilo calado. Eu respondi: “A gente tem que focar na missão, ir lá e resolver”.

Seja realista. Não espere que o deserto seja um lugar legal; vai ser calor e não terá água. Não se iluda com lugares frios achando que é igual aos filmes. Frio é frio, e muitos missionários não saem nem de casa quando chegam nesses lugares porque a expectativa era falsa.

A primeira dica que eu dou para você é: não crie uma expectativa irreal. Você vai se frustrar. Você está colocando o pé no campo do inimigo, e tudo pode acontecer.


Dependência de Deus, não do Homem

Outra coisa que leva à frustração é a dependência excessiva de outras pessoas, a confiança exagerada no homem. Vejo muitos missionários no campo que confiam 100% em seu pastor ou em uma agência para a manutenção do projeto. Minha pergunta é: e se o seu pastor começar a falhar no envio do recurso? Isso pode acontecer, e você precisa estar preparado.

Se você recebeu o chamado de Deus, a responsabilidade do trabalho é sua. Você pode receber apoio da sua igreja, mas não pode colocar toda a sua confiança nisso. Os homens falham. A manutenção de um projeto tem que estar nas suas mãos, em sua responsabilidade. Eu, por exemplo, sempre busco ter três ou quatro alternativas de apoio, pois sou o responsável pelo trabalho que o Senhor colocou em minhas mãos.

Tenho 45 anos e me lancei no serviço de missões aos 19. Uma coisa que aprendi é que os projetos estão sempre crescendo, e eu gasto uma boa parte do meu tempo buscando novas parcerias e divulgando o trabalho. Por que? Porque a obra cresce, e preciso envolver mais gente. Não confie em uma única pessoa ou igreja. Isso cria uma expectativa falsa e leva à frustração.


A Comunicação é Essencial

Por fim, a terceira causa de frustração é a falta de comunicação. Às vezes, o mantenedor pensa que você está trabalhando com um projeto, mas você está em outro. A falta de comunicação pode gerar mal-entendidos e levar ao fim do apoio.

Eu procuro ser muito claro sobre o meu trabalho. Digo que sou pastor de uma igreja no Paraguai e que meu trabalho é esse e aquele. Digo que estou à frente do Programa de Apoio Evangelístico, e mostro o que fazemos. Essa comunicação clara e constante evita problemas.

O missionário, quando está no campo, fica concentrado em fazer o trabalho e, muitas vezes, esquece que precisa munir os mantenedores na retaguarda com informações. Se você não fizer isso, o apoio vai parar. A maioria das pessoas para de ajudar depois de três meses, no máximo seis. Depois de um ano, você está sozinho. A comunicação em missões é vital.

“O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.” (Provérbios 16:9)

Nossa jornada é cheia de incertezas, mas a certeza de que Deus nos guia é o que nos sustenta. Seja realista, confie em Deus e comunique-se de forma clara. Esses três pilares vão te manter firme no campo, mesmo quando as expectativas se chocam com a dura realidade.

Como ser um missionário evangélico?

O desejo de servir a Deus em tempo integral, especialmente como missionário, é uma das maiores expressões de fé. O chamado missionário, porém, é um passo de grande magnitude, que exige mais do que apenas uma decisão. É um compromisso profundo com a missão de compartilhar o evangelho de Cristo e transformar vidas, como nos instrui o próprio Senhor em Marcos 16:15. Se você sente que esta é a sua vocação, este guia foi feito para você.

Peniel N Dourado

O que é um missionário evangélico?

Sob a perspectiva do “Ide” de Mateus 28:19, todo cristão é um missionário. Temos a responsabilidade de levar o evangelho aos perdidos e fazer discípulos em todas as nações. Deus tem uma missão e Ele inclui todo verdadeiro servo em sua missão de trazer de volta o pecador.

Embora o chamado seja para todos os cristãos, alguns recebem a vocação especial de se dedicar integralmente às missões transculturais, indo a outros ambientes culturais dentro de um país ou além de suas fronteiras políticas para compartilhar a mensagem, assim como nos mostra a vida e obra do apóstolo Paulo, o apóstolo dos gentios.

Um missionário evangélico é alguém que dedica sua vida a compartilhar Jesus. Seu papel vai além da pregação; ele busca transformar vidas e comunidades com o amor de Deus, contribuindo para o crescimento espiritual e social das pessoas que alcança, conforme o exemplo de Cristo que veio para servir e dar a sua vida (Filipenses 2:7).

Peniel N Dourado

Eu e minha esposa Mina, vivemos essa realidade. Ao invés de focar em apeas abrir igrejas, como era o plano inicial, Deus nos direcionou para o serviço de apoio a evangelistas na Bolívia e posteriormente a outras nações. Entendemos que a missão é equipar outros a cumprirem o chamado de evangelizar.

Quer ser um missionário? Descubra o que é preciso!

O desejo de servir a Deus em tempo integral, especialmente como missionário, é uma das maiores expressões de fé. O chamado missionário, porém, é um passo de grande magnitude, que exige mais do que apenas uma decisão. É um compromisso profundo com a missão de compartilhar o evangelho de Cristo e transformar vidas, como nos instrui o próprio Senhor em Marcos 16:15. Se você sente que esta é a sua vocação, este guia foi feito para você.


O que é um missionário evangélico?

Sob a perspectiva do “Ide” de Mateus 28:19, todo cristão é um missionário. Temos a responsabilidade de levar o evangelho aos perdidos e fazer discípulos em todas as nações. Embora o chamado seja para todos os cristãos, alguns recebem a vocação especial de se dedicar integralmente às missões transculturais, indo além de suas fronteiras para compartilhar a mensagem em outras culturas, assim como nos mostra a vida e obra de Paulo, o apóstolo dos gentios.

Descubra o guia definitivo para iniciar sua jornada missionária! Aprenda os passos essenciais para responder ao chamado de Deus com excelência e transformar vidas.
Pastor Peniel na cidade de Charagua, Bolívia

Eu, Peniel Dourado, e minha esposa, Mina, vivemos essa realidade. Ao invés de focar em abrir igrejas, como era o nosso plano inicial, Deus nos direcionou para o serviço de apoio a evangelistas na Bolívia. Nós entendemos que a nossa missão era equipar outros a cumprirem o chamado de evangelizar.


Quatro passos essenciais para ser um missionário evangélico

  1. Confirmação do Chamado: O primeiro passo é ter certeza de que Deus o está chamando para a obra missionária. A confirmação pode vir por meio de oração, leitura da Bíblia ou do conselho de líderes espirituais, pois o Senhor fala de muitas maneiras (Hebreus 1:1). Relato que, em meio a dificuldades financeiras, Deus falou muito forte ao meu coração sobre o trabalho de apoio, confirmando a nova direção para a minha vida.
  2. Estudo da Palavra de Deus: Um missionário precisa ter um conhecimento sólido da Bíblia para compartilhar a mensagem com clareza. O estudo regular das Escrituras é indispensável para fortalecer a sua fé e a sua mensagem, pois a Palavra de Deus é viva e eficaz (Hebreus 4:12).
  3. Formação Teológica: Embora não seja obrigatória, o conhecimento teológico pode ser um grande diferencial, pois um obreiro que maneja bem a Palavra não tem de que se envergonhar (2 Timóteo 2:15). Ela te dará uma base sólida para enfrentar os desafios do campo missionário.
  4. Desenvolvimento de Habilidades Práticas: Além do preparo espiritual, um missionário deve desenvolver habilidades práticas, como comunicação intercultural, ensino bíblico e liderança de comunidades. O evangelho de Cristo, por sua vez, nos dá o poder para todas as coisas (Filipenses 4:13).

Por que você deve fazer missões?

O maior encargo que o Senhor deu ao seu povo é o de compartilhar o evangelho. Os missionários tiram as pessoas das trevas do mundo e as conduzem para a luz do evangelho de Jesus Cristo (Colossenses 1:13).

Eles encontram, ensinam, batizam e discipulam aqueles que nunca dedicaram suas vidas a Cristo. Se você conhece o propósito da vida em Cristo, é sua responsabilidade levar o evangelho a quem não conhece.


“Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” – Romanos 14:17

Desafio prático: Considere qual habilidade ou paixão que você tem pode ser usada para o Reino de Deus. Seja um professor, um ciclista ou um artista, Deus pode usá-lo para levar o evangelho, pois somos a Sua obra prima, criados para as boas obras que Ele preparou de antemão (Efésios 2:10).


As batalhas invisíveis da vida missionária

Quem olha de fora muitas vezes pensa que a vida missionária é apenas viagens, evangelismo e alegria por ver pessoas conhecendo a Jesus. Mas a verdade é que o missionário enfrenta muitas lutas no campo. Essas batalhas vão além das dificuldades financeiras ou culturais; elas envolvem também fortes guerras espirituais.

O apóstolo Paulo já alertava que “a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades” (Efésios 6:12). Isso significa que, ao levar o evangelho a novos territórios, o missionário entra em confronto direto com forças espirituais que não querem perder espaço.

Lutas emocionais e familiares

Outro desafio comum é a solidão e a saudade da família. Muitos missionários estão longe de casa, sem um abraço amigo ou uma rede de apoio próxima. Além disso, a adaptação a uma nova cultura pode gerar choque cultural e frustrações. Não é raro que o missionário sinta que carrega um peso maior do que pode suportar.

É por isso que a Bíblia nos lembra: “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1 Pedro 5:7). O missionário precisa aprender a descansar em Deus, mesmo em meio às pressões.

O papel da igreja e dos parceiros

Nenhum missionário deve lutar sozinho. O envio, as orações e o sustento da igreja fazem toda a diferença. Por isso, projetos como o Programa de Apoio Evangelístico existem: para que missionários no campo tenham suporte constante e materiais que fortaleçam sua caminhada.

Quando alguém decide se tornar parceiro missionário, está ajudando a carregar esse peso e permitindo que a Palavra de Deus avance em lugares onde ainda há pouca ou nenhuma presença cristã.

Como você pode fazer parte

Você pode se envolver de várias formas:

  • Orando diariamente pelos missionários.
  • Compartilhando informações sobre o campo missionário.
  • Contribuindo para projetos como o Programa de Apoio Evangelístico.

Assim, mesmo sem estar fisicamente no campo, você se torna parte do avanço do evangelho.

“Porque somos cooperadores de Deus” (1 Coríntios 3:9). Essa é a verdade que move a obra missionária: ninguém luta sozinho, estamos juntos no chamado.

Eu coloquei um vídeo logo abaixo onde eu falo um pouco mais sobre o assunto. Convido você a se inscrever no canal e acompanhas nossas postagens no Youtube.

Por Que o Missionário Enfrenta Tantas Lutas no Campo?

Hoje quero conversar com você sobre uma realidade que poucos compreendem fora do campo missionário: por que o missionário sofre tantas lutas? Essa pergunta ecoa no coração de muitos que estão servindo longe de casa, em outra cultura, enfrentando desafios intensos, privações, pressões e provações diárias.

Tenho pensado muito nisso. E se você está no campo agora, talvez esteja passando exatamente por esse vale. Mas quero te lembrar: Deus já te fez construir coisas lindas, mesmo em meio às tribulações. Olhe para trás e veja como Ele tem sustentado sua vida até aqui.

A Palavra de Deus nos dá clareza sobre isso. Em Tiago 1:3, está escrito:

“Sabendo que a prova da vossa fé produz paciência.”

A fé que Deus nos dá é baseada na Sua Palavra. Não é “fé na fé”, mas fé naquilo que o Senhor nos falou. Foi assim com Abraão, Isaque, Jacó, com todos os que creram no que Deus disse, mesmo sem verem imediatamente o cumprimento.

Veja Noé: Deus lhe disse que o mundo seria destruído por água. Mesmo sendo ridicularizado, ele construiu a arca, porque creu na Palavra. Isso é fé verdadeira — a fé que se firma no que Deus falou, mesmo quando tudo ao redor parece contrário.

Mas essa fé é provada. E essa prova gera algo poderoso em nós: paciência. A palavra usada em Romanos 5 para “paciência” é hypomoné, que significa “capacidade de suportar debaixo de pressão”. É isso que a missão nos ensina! As tribulações vêm, sim. Mas cada pressão enfrentada gera em nós resistência espiritual, perseverança, maturidade e esperança.

Se você está vivendo um tempo de dor, escassez ou solidão, não desanime. Sua fé está sendo fortalecida para algo maior. A prova não é sinal de rejeição, é sinal de preparação!

Gravei um vídeo falando mais sobre esse assunto. Se quiser ouvir essa palavra em forma de reflexão, clique no link abaixo:

👉 Assista ao vídeo aqui

Aproveite para se inscrever no canal e compartilhe com outros que, como você, estão servindo com amor. Vamos juntos edificar uns aos outros.

Querido amigo, o Senhor não te deixou. Ele está provando sua fé para te tornar mais forte, mais sensível à Sua voz e mais cheio de esperança. Não pare! Ele te escolheu, e Ele é fiel para te sustentar.

Receba um forte abraço. Que Jesus continue te abençoando poderosamente.

Peniel N. Dourado

Como Se Tornar um Missionário: Primeiros Passos na Fé

Se você clicou neste post, é provável que Deus já esteja falando com você. Ter interesse em missões não é uma simples curiosidade — é um sinal de que seu coração está começando a arder pela obra missionária. E isso, meu amigo, já é um ótimo começo.

Vivemos dias em que poucos se interessam por missões. Muitos nem sequer consideram a possibilidade de se tornarem missionários. Quando eu era mais jovem, também resisti a essa ideia. Eu não queria depender de ofertas, não queria viver sob a incerteza financeira — mas Deus tratou isso em mim. Porque, no fundo, eu queria muito fazer a obra dEle.

Peniel N Dourado, Mina A Dourado, Deborah (18) e Samuel (10)

O primeiro passo: oração e entrega

Se você sente esse chamado, comece orando. Converse com o Senhor Jesus sobre isso. Ele mesmo disse:

“A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara.”
(Lucas 10:2)

Peça a direção do Espírito Santo. E aqui vai um conselho importante: aprenda a ouvir a voz de Deus, e não do seu coração. A Bíblia nos orienta:

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.”
(Provérbios 3:5)

A voz do coração pode nos enganar. A voz do Espírito Santo é segura e fiel. Ouvir Deus exige tempo, silêncio, leitura da Palavra e sensibilidade espiritual.

Peniel Dourado – Na região do altiplano de Bolívia

Deixe Deus guiar seus passos

Ser missionário não é apenas uma decisão racional. É uma resposta à vontade de Deus. Talvez Ele o leve a lugares que você jamais imaginou. Talvez os primeiros passos pareçam sem sentido, mas confie.

O salmista declarou:

“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará.”
(Salmo 37:5)

Foi assim que começou o Programa de Apoio Evangelístico. No início, parecia pequeno demais. Hoje, temos o privilégio de apoiar evangelistas com folhetos gratuitos e recursos, sem cobrar nada. Fazemos isso porque cremos que muitos precisam apenas de um incentivo para começar.


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Neste vídeo eu falo um pouco sobre como ser um missionário. No canal, você também encontra reflexões bíblicas, relatos do nosso dia a dia no campo, instruções práticas sobre a vida missionária e muito mais. Inscreva-se e caminhe conosco!

Como Atender ao Chamado Missionário com Simplicidade

Se seu coração arde quando ouve sobre missões, creia: o Espírito Santo está falando com você sobre missões.

Sempre que você ouve o testemunho de um missionário ou assiste um vídeo sobre a obra no campo, você se emociona, sente algo diferente, uma inquietação quanto a este serviço? Bem, eu creio que isso é Deus chamando sua atenção. Ele quer te usar.

Mas como responder a esse chamado? Como dar o primeiro passo?

Na estrada em missões com minha esposa e filhos

1. Entregue-se à oração

A resposta ao chamado missionário começa no secreto. Antes de qualquer planejamento ou viagem, ore. Entre na presença do Senhor com sinceridade e peça: “Fala comigo, Senhor. O que queres que eu faça?”

“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes.”
(Jeremias 33:3)

Deus é fiel para confirmar seu chamado. Mas a revelação vem no tempo dEle, não no nosso. Portanto, persevere em oração.

2. Espere o tempo de Deus

O chamado é progressivo. Muitas vezes Deus desperta o coração antes de dar as instruções completas. Isso não é falta de direção — é processo. Enquanto você ora, Deus está moldando sua mente, seu caráter e suas intenções.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”
(Eclesiastes 3:1)

A simplicidade do chamado não está na ausência de preparo, mas na dependência total de Deus.

3. Prepare-se para abrir mão da sua vontade

Ser missionário é viver a vontade de Deus, não a sua. Ele pode te enviar para um lugar que você nunca pensou. Pode te dar uma função que você jamais imaginou. E, em tudo isso, Ele estará te moldando.

“Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.”
(Mateus 16:24)

Missões é lugar de renúncia. O ego humano sempre tenta nos levar ao conforto e à autonomia, mas o Espírito Santo nos conduz à obediência e entrega.

Evangelismo no dia 2 de Novembro. Juntamos as forças com o grupo do Ministério Elohim (2011)

4. Busque ao Senhor com profundidade

Tirar tempo para orar não é opcional — é essencial. Se você deseja ser um missionário fiel, o seu principal ministério será permanecer na presença do Senhor.

Não se trata de fazer muito, mas de estar profundamente enraizado em Jesus. É da intimidade com Cristo que nasce a autoridade para pregar o Evangelho.

“Sem mim, nada podeis fazer.”
(João 15:5)


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Deus te abençoe poderosamente